Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Alertas de FHC

Do Portal do NIVALDO CORDEIRO


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O DESALENTO DE FHC

06/04/2008

Fernando Henrique Cardoso será talvez o único político de expressão nacional a dar voz a um inconformismo comedido contra o governo Lula. É o máximo que temos de oposição política no Brasil, a única oposição consentida, visto que a direita política inexiste. Infelizmente os tempos não são para comedimento, mas para enfrentamento. FHC, todavia, como um dos pais construtores das instituições vigentes e o patrono na chegada do PT ao poder central não haveria de fazer diferente. Quando FHC em Lula bate, assopra para não doer. Como negar a si mesmo uma biografia que se aproxima do seu epílogo? Como rasgar uma obra que se propõe teórica? E, muito importante, como negar por seus próprios critérios que foi altamente bem sucedido?

FHC foi bem sucedido não apenas porque ocupou os mais altos cargos da República, mas sobretudo porque viu triunfar as suas teses e a sua visão de mundo, porque sua ação política destruiu o pouco que restava da estrutura conservadora que vigorava no Brasil até tornar-se presidente da República, porque suas crenças socialistas foram implantadas contra toda a tradição brasileira. Moldou a Constituição vigente e as instituições de Estado.

É com muita tristeza que vejo hoje o conteúdo programático do que se ensina nas escolas brasileiras à juventude. Propaganda socialista da pior espécie. E foi no governo FHC que esse veneno ganhou corpo. Desde o berço as nossas crianças estão programadas para serem militantes “progressistas” e FHC é o responsável direto pelo que está ocorrendo há pelo menos uma geração. O PT e Lula apenas levaram às últimas conseqüências essa pedagogia do revolucionário. Nossas escolas não formam cidadãos, mas imbecis. O mesmo pode ser dito da tibieza, talvez melhor dizer cumplicidade, com que seu governo tratou o MST e os movimentos indígenas, estes que se tornaram quistos separatistas e liberaram áreas gigantescas do território brasileiro para ações contrárias à soberania nacional. As áreas indígenas hoje estão vedadas até mesmo para a circulação das nossas Forças Armadas. Um crime terrível de lesa-majestade, uma voluntária renúncia de soberania, uma traição aos nossos antepassados e às futuras gerações.

O fato é que a diferença entre FHC e o PT não é programática e nem mesmo de prática política. Nem mesmo ética, visto que o socialismo programático, pregando e executando o distributivismo, nega toda a ética judaico-cristã. A crença na super-tributação (roubo puro via Estado) e na super-regulação (escravidão do mercado ao Estado) está igualmente inscrita nos programas do PSDB e do PT. O que diferencia este último é sua disposição carbonária para o enfrentamento, seu elemento de partido de vanguarda que vê o processo democrático como mero meio para chegar ao fim maior, o poder total do qual não quererá mais sair. E vão fazê-lo, a menos que os brasileiros conscientes levantem-se contra o golpe fatal. O ensaio final para a obtenção do terceiro mandato está em curso e os brasileiros podem esquecer o significado da expressão alternância de poder por longo período.

No artigo publicado hoje no Estadão FHC (“Oportunidade perdida”) escreveu: ”Causa-me repulsa a falta de compromisso com a verdade dos fatos, a desonestidade intelectual e, principalmente, o tratamento cínico dispensado a indícios graves de improbidade na administração pública e a benevolência com que são tratados infratores amigos ou aliados”. Não é coerente, posto que toda teoria e ação socialistas são uma negação da realidade imediata, uma tresvalorização de todos os valores, são o roubo travestido de bom-mocismo, são a transformação do Estado em uma monstro a devorar seus próprios súditos. FHC conseguiu, em seu governo, aproximar a arrecadação de impostos em algo próximo a 40% do PIB, uma desgraça que irá perseguir os brasileiros por muitas décadas. E criou um sistema de favorecimento de apaniguados políticos e de nutrição de cabos eleitorais nos grotões pela compra de votos com bolsas disso e daquilo de difícil superação. Orgulha-se desses feitos nefastos. Deveria envergonhar-se, pois é o mal em política, em mais alto grau. Não tem estatura moral para criticar o PT.

Mas quem não tem cão caça com gato, dizemos em nossa sabedoria popular. Se não temos um Churchill, temos que ir de FHC mesmo. Melhor tê-lo na oposição do que apoiando abertamente Lula, do contrário à essa altura nem se discutiria mais o terceiro mandato. Mas o leitor atendo não pode deixar-se enganar. FHC e Lula são farinha do mesmo saco ideológico e são os grandes responsáveis pela grande crise que se avizinha, econômica e institucional. O sofrimento será inevitável, único meio para, de novo, colocar as coisas nos eixos.

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NOVO ALERTA DE FHC
04/02/2008

Devo dizer ao meu caro leitor que a mim tem agradado muitíssimo a posição pública de crítica ao governo petista que tem adotado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, malgrado seus textos serem recheados do credo social-democrata e igualitarista que eu tanto abomino. Refiro-me aqui ao artigo publicado no Estadão do último domingo (“Apenas nomes ou reais alternativas?”). Com a sutileza que lhe é própria, mas com a coragem de dizer o que precisa ser dito, FHC renovou suas preocupações com os rumos do Brasil e da nossa democracia.

Ele corretamente aponta o modelo político que está sendo posto em marcha pelo governo do PT e seus aliados:

“O velho modelo monopolista de Estado ressurge das cinzas nos corações da velha direita e da “nova” esquerda capitalista estatizante. Nada há de negativo na existência de empresas públicas. A Petrobrás é um bom exemplo, ou mesmo o Banco do Brasil. Mas elas funcionam adequadamente quando submetidas a alguma competição e quando as forças políticas - o governo e seus aliados - dão vigência à idéia republicana da separação entre Estado e governo. Quando às pressões político-clientelistas se soma a ganância de poder de um partido, como o PT, que controla os fundos de pensão das empresas públicas, e quando esses mesmos fundos se aliam às empresas ou agências do Estado para promoverem o cerceamento da competição entre empresas privadas, as distorções ficam preocupantes”.

A palavra “preocupante” aqui, na sua postura diplomática, deve ser tomada como um grito de alerta. A posse de Edson Lobão no Ministério das Minas e Energias será talvez o emblema dessa simbiose da velha “direita” (o PMDB do “centrão” de Sarney e sua laia) com os sindicalistas que formam a espinha dorsal do governo Lula, ambos conduzidos pelos velhos quadros revolucionários oriundos do velho Partidão. Estamos a ver a recriação do modelo fascista intentado por Getúlio Vargas, no qual as corporações de ofício e as empresas estatais formam uma amálgama que descarta a democracia e aspiram ao poder totalitário, como vimos na Itália assim como na Alemanha no século passado. FHC conclui com muito rigor:

”Este amálgama espúrio entre interesses privados, interesses partidários e interesses corporativos pode dar sustentação a formas arbitrárias de exercício de poder. Pior, ele tem o condão de sensibilizar ideologicamente tanto a esquerda que o vê erroneamente como limitação ao capitalismo quanto setores autoritários de direita, que justificam tudo em nome da ideologia do Brasil-potência”.

Não faço qualquer reparo a essa análise do ex-presidente. Penso que aqui foi cirúrgico. Mais ainda quando arrematou: “Acontece que todo modelo que tende ao monopólio e à concentração do poder é também concentrador de rendas e redutor de oportunidades (C.T. - e por isto os projetos revolucionários não se extendem muito sobre a questão econômica além de não se importarem em contar qualquer tipo de mentira sobre o assunto se perguntados. Para resumir, eles sabem que tomando o poder, a grana vem junto, oras...). Sem falar das conseqüências políticas negativas para a alternância no poder que podem advir da utilização eleitoral (eivada de corrupção) de recursos gerados pelas superorganizações empresariais regadas com dinheiro público, aliadas ao governo. Mesmo porque é este o objetivo: a manutenção do mesmo grupo no poder para expandir ainda mais essa esdrúxula aliança entre o grande capital público e privado com os fundos estatais de pensão e com o sindicalismo dócil aos governos”.

Só faltou FHC dizer que estamos caminhando para a ditadura aberta. Mas não precisaria, pois para bom entendedor meia palavra basta, ensina o velho ditado. O ex-presidente, todavia, não podia ser mais explícito, falou a palavra inteira. A alternância de poder corre perigo, a ditadura de partido único é uma ameaça real.

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FHC E O PT
25/11/2007

Nesta semana duas notícias sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso mostraram que o sinal vermelho finalmente piscou para ele: o seu posicionamento firme contra a prorrogação da CPMF, contrariando outras grandes lideranças do PSDB, e a sua surpreendente fala na convenção do partido dizendo que um eventual terceiro mandato de Lula seria “nazismo”. FHC é um homem muito inteligente e ponderado e raramente foi flagrado em arroubos verbais e nunca foi um crítico severo do PT, muito ao contrário. Já escrevi em outros momentos que considero o ex-presidente o principal cabo eleitoral do PT, por ação ou omissão. Então, por que o alarme dele agora?

Entendo que FHC finalmente enxergou a fera a quem nutriu e ajudou a criar (C.T. - eu vejo diferente. FHC não seria tão bobo a ponto de se enganar assim deste jeito, esta é minha opinião. Para mim, ele não só sabia disto e esperava que acontecesse o que está acontecendo como vai querer agora aparecer como o SALVADOR DO BRASIL, apresentando-se ao Brasil como aquele que seria "oposição ao PT"). O PT sempre foi um partido de vanguarda do tipo leninista, mas o ex-presidente deve ter avaliado erroneamente no passado que, uma vez no poder, com as benesses e a fartura de recursos à disposição de suas lideranças, ficaria mais brando e aceitaria as normas civilizadas de uma democracia madura, basicamente o respeito à Constituição e à alternância de poder. Finalmente ficou claro para ele, como estava claro para os críticos mais agudos da cena brasileira desde há muito, que o PT continua o partido revolucionário que sempre foi. Só ficará saciado quanto dispuser do poder total.

O arroubo verbal do ex-presidente só aumentou a minha angústia, pois o ouvi como um grito de alerta e desespero. É um firme sinal de que os acontecimentos estão se precipitando e que a ameaça do terceiro mandato é real. Um cenário desses significa rasgar a Constituição e acabar e vez com a alternância de poder em curto período de tempo, levando o Brasil para uma forma de governo parecida com a de Hugo Chávez, o totalitarismo aberto. Some-se a isso o empenho do governo brasileiro em apoiar o ditador venezuelano e se empenhar para que o Congresso Nacional formalize a entrada daquele país no Mercosul e aí o circulo se fecha. O PT quer se eternizar no poder e está se movendo para isso. É uma grande ameaça à liberdade da gente brasileira.

A luta de classe dos vanguardistas do PT está em curso e se traduz na prática na perseguição aos empresários, sob o pretexto de combate à sonegação de impostos, acabando com a reputação de pessoas inocentes, e também com a exacerbação da arrecadação de impostos. A prorrogação da CPMF deve ser tomada menos como uma necessidade de mais recursos para a demagogia petista do que um imperativo ideológico a ser perseguido, um ponto de honra para o partido governante. O cerco fecha-se por todos os lados.

A criação da TV pública – mais uma no vasto repertório de canais estatais em operação – foi outro sinal claro de que o partido governante quer ter o controle total, se possível, das fontes de notícias. Esse é sempre um passo que antecede a supressão das liberdades públicas onde o totalitarismo se instalou.

Penso que os brasileiros devem ouvir o grito de alarme de FHC. É uma voz abalizada e bem informada sobre os fatos de bastidores, de um homem equilibrado e capaz de fazer boas análises dos fatos. Devo lhe confessar, meu caro leitor, que fiquei muito mais preocupado depois de ouvir as falas do ex-presidente.

Chávez aprova pacote que reforça projeto socialista

Do portal do ESTADÃO
terça-feira, 5 de agosto de 2008

AE-AP - Agencia Estado

CARACAS - O Diário Oficial venezuelano publicou hoje 26 decretos-leis do presidente Hugo Chávez, que pretende criar milícias atuando em bairros nas cidades venezuelanas, além de levar adiante seu projeto de uma economia socialista para o país e de aumentar o controle do Estado sobre a agricultura. As mudanças envolvem vários setores, desde o militar até o de empréstimos para pequenas empresas. Chávez assinou o pacote legislativo no último dia do período de 18 meses durante o qual os legisladores garantiram a ele poderes especiais.

Os críticos das medidas reclamam que Chávez não consultou os grandes grupos empresariais do país antes de sancionar o pacote e alertam que a nova legislação vai afugentar investimentos, além de debilitar ainda mais a empresa privada. "Perguntamos ao presidente: Por que ele teme a democracia?", questionou o líder da Federação de Câmaras e Associações de Comércio da Venezuela (Fedecamaras), Jose Manuel Gonzalez, numa coletiva de imprensa.

Gonzalez disse que os líderes empresariais estavam analisando o alcance dos decretos, cuja publicação os pegou de surpresa. E alertou que o pacote inclui conceitos socialistas que os eleitores rejeitaram no ano passado, pois faziam parte da revisão da Constituição proposta por Chávez. "Estamos certos de que isso nada mais é do que impor o projeto de reforma rejeitado em dezembro", afirmou Gonzalez. O vice-presidente Ramon Carrizalez negou a declaração de Gonzalez, dizendo que "há coisas que podem ser feitas sem necessidade de reformular a Constituição".

Com base no novo pacote de medidas, os distribuidores e varejistas da área de alimentos que tentarem escapar dos controles de preço impostos pelo governo poderão ser presos por até seis anos. Os empresários que se recusarem a produzir, importar, transportar ou vender "produtos de primeira necessidade" estarão sujeitos a uma pena de até dez anos de prisão.

Com base num dos decretos, o governo poderá "restringir ou proibir a importação, exportação, distribuição, troca ou venda" de determinados alimentos ou produtos agrícolas e "assumir o controle da distribuição quando julgar necessário". Outras medidas aumentam o controle estatal sobre o comércio, serviços e publicidade. As empresas que violarem as novas regras poderão ser multadas ou fechadas por tempo indeterminado.

Um outro decreto oferece meios para o intercâmbio de produtos e para empresas de "propriedade social" operarem de forma comunitária. "O governo acredita que pode avançar na direção de um sistema econômico estatal e centralizado, mas isso vai provocar mais conflito com a comunidade empresarial", disse Jorge Botti, economista que dirige o comitê da Fedecamaras que vem estudando o impacto da política governamental sobre o setor privado.

Milícia

Os críticos das medidas também estão preocupados com o decreto que cria a Milícia Nacional Bolivariana - uma ramificação do exército formada por voluntários civis que ajudarão os "conselhos comunais" de bairros nas cidades do país a criarem "comitês de defesa". O ex-ministro da Defesa, Fernando Ochoa, alertou que esses grupos de defesa se assemelham muito aos Comitês para Defesa da Revolução de Cuba, que encorajam os cidadãos a ficarem atentos a atividades "contra-revolucionárias".

Tarso Genro engana jornalistas e militares

Por e-mail

Dario Giordano

Digníssimo Presidente do Clube Militar:

Cumprimento V. Exa. pela iniciativa de abrir o debate sobre o pronunciamento do Exmo. Sr. Ministro da Justiça Tarso Genro.

Como sócio desse Clube desde 1957, e residir em Balneário Camboriú, SC, solicito a consideração de V. Exa. que a minha opinião seja lida e registrada, após a palestra, na abertura para perguntas e debates:

Não é, e nunca será, a real intenção do Sr. Tarso Genro anular a Lei da Anistia. Não há como anular a lei para atingir somente um dos lados oponentes na guerra(!) 1964-1985.

Na minha opinião, eis as intenções de Tarso Genro:

1.Criar um Clima, dentro do PT,
em especial entre os elementos revanchistas, de que ele é o indicado para candidato à Presidência em 2010.

2.Dar aos jornalistas, militares e ao povo assunto de alto impacto, mesmo sendo do milênio passado, desviando-os da incompetência do governo Lula e em especial da pasta da justiça sem solução para o caos da segurança, impunidade e saúde.
Na prática, o Sr. Tarso Genro está fazendo campanha eleitoral de uma maneira que engana a muitos mas não a todos e até a alguns não tão inteligentes.

Até o Presidente Lula, condenou sua colocação, percebendo a real intenção. Lula também já faz campanha a favor de sua favorita Dilma Roussef (?) promovendo-a a mãe do PAC.

Entretanto, o Sr. Tarso Genro é muito mais perigoso: se eleito presidente, tentará realizar o sonho do Clube dos Revanchistas: A APOSENTADORIA DOS MILITARES PELO INSS e o SISTEMA DE SAÚDE DOS MILITARES NA SAÚDE PÚBLICA.

Nós Militares cometemos um grande equívoco ao reagirmos somente quando somos diretamente atingidos. Esta reação não coloca em perigo o político corrupto. Eles zombam desse tipo de reação.

Se a Classe Militar, especialmente os inativos, se unirem em defesa do Brasil e do povo brasileiro, aí sim, constituiremos uma séria ameaça ao bando corrupto e incompetente que está destruindo este Brasil.

Só há um caminho para uma reação eficaz:

REBELIÃO DENTRO DA LEI – USAR A INTERNET COMO ARMA.

Quem não sabe como se faz esse tipo de Rebelião deve perguntar aos Senadores Almeida Lima e Eduardo Azeredo.

Foram os autores do PL que sob o falso motivo de coibir o roubo dos Bancos pela internet, redundaria em que todo e-mail seria pago. Adverti os Senadores que teriam uma semana para retirarem o projeto ou seus eleitores seriam notificados. Não deram a mínima. Expirado o prazo, em uma única noite 10 mil pessoas do reduto eleitoral foram notificados com o e-mail cujo assunto era "LEI SENADOR ALMEIDA LIMA: TODO EMAIL SERÁ PAGO."

No dia seguinte recebo o Email do Senador justificando suas intenções, mas, que não convenceram.

A lei foi abafada e agora tentam novamente com o pretexto de combater a Pedofilia.

Senhores Militares: Reajam rápido ou veremos a destruição da Classe Militar e do próprio Brasil.

Dario Giordano - Capitão-de-Fragata (Rfo.)
gdario5@yahoo. com.br

Terrorismo de esquerda

Do portal da GAZETA DE RIBEIRÃO
Publicada em 5/8/2008


Na América Latina, persistem movimentos da mais retrógrada esquerda populista, amparados pelas graves defasagens sociais impostas à população, a quem foram negados os direitos elementares, condenando gerações inteiras ao ostracismo da ignorância e do apartheid social. É exatamente aí que prosperam discursos histriônicos de personagens como Chávez, Morales e Rafael Correa, mantendo acesas as chamas do confronto ideológico de esquerda e da luta de classes.

Nesses pontos, resistem ainda as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), auto-intitulada Exército do Povo, um grupo de inspiração marxista-leninista que desde sua constituição em 1964 lança mão da guerrilha para a implantação de um regime comunista por meio de métodos terroristas. Contando com efetivo paramilitar estimado em 6 mil soldados armados, há tempos se desviaram de seu propósito ideológico inicial e se transformaram em organização terrorista, sustentadas pelo tráfego de drogas e contando com apoio financeiro de governos de esquerda, principalmente latinos.

Os governos dos Estados Unidos, Canadá, União Européia e da Colômbia consideram formalmente as Farc um organização terrorista. Equador, Bolívia, Argentina, Chile e Brasil se negam a reconhecer o caráter criminoso do grupo. Cuba e Venezuela proclamam a organização apenas como “insurgentes”, amenizando as críticas aos métodos anacrônicos e violentos que incluem o seqüestro de pessoas. O Foro de São Paulo, que congrega partidos de esquerda latino-americanos, tem as portas abertas para as Farc, que já enviou representantes oficiais a reuniões.

Agora surgem fortes indícios de contatos das Farc com as altas esferas do governo: nos e-mails de um alto comandante da organização, morto pelas forças colombianas, fica claro que as Farc mantiveram contato com José Dirceu, que era ministro da Casa Civil; Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia; Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete; Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores; Marco Aurélio Garcia, assessor de Assuntos Internacionais.

A tendência ideológica do grupo atualmente no poder não é segredo, muito embora dissimulada o suficiente para passar ao largo da percepção popular. Assombra, mais do que a impropriedade de manter um viés esquerdo ultrapassado, o governo que determina as relações exteriores brasileiras saudar as Farc como um grupo companheiro, não como um exército armado e ilegal que capitaliza toda a indignação da opinião pública mundial com seus métodos terroristas.


BOLÍVIA – UMA PANELA DE PRESSÃO COM MORTOS E FERIDOS

Do blog MOVCC



Há 4 dias do referendo revogatório, no domingo, que vai decidir sobre a continuidade ou não, do mandato do incompetente presidente-índio, Evo Morales, uma onda de protestos se radicaliza pelo país contra o governo. Ferozes enfrentamentos entre a polícia e a população já estão produzindo mortos e feridos. Na terça-feira, 3 mineiros morreram e 32 ficaram feridos à bala, na comarca andina de Caihuasi, ao sul de La Paz, segundo informou uma fonte de um hospital estatal na cidade de Oruro, à equipe da AFP.

"Isso é um massacre e o único culpado é Evo Morales", disse às rádios Felipe Machaca, membro da direção da Central Operária Boliviana, entidade que convocou as manifestações para exigir uma reforma em seu sistema de aposentadoria.

Nos jornais bolivianos, de ontem, a cobertura sobre outro incidente: a polícia de Evo atacou a deficientes físicos que tentavam chegar à Praça Murillo de La Paz.

Essa informação, peguei na Folha: Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner, cancelaram uma visita que fariam ontem ao colega da Bolívia, Evo Morales, na capital do departamento de Tarija, no sul do país, depois que dezenas de oposicionistas invadiram o aeroporto da cidade e entraram em confronto com a polícia, que os dispersou com gás lacrimogêneo. Demais fontes consultadas: Globovisión, AFP.

Evo prepara o golpe

Do portal DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Alejandro Peña Esclusa, ex-candidato à presidência da Venezuela em 06/08/2008

Segunda-feira passada, Evo Morales garantiu que no referendo de domingo "não iria votar-se por mudanças de pessoas em diversos cargos, mas por um modelo econômico, que será aplicado nos próximos 40 ou 50 anos". Nós, que vivemos na Venezuela, já escutamos essas palavras antes, mas na boca de Hugo Chávez. Toda vez que há uma eleição em nosso país, Chávez diz que não se está votando no que diz a cédula, mas numa visão global, com ótica comunista.

Ironicamente, Chávez não se atreve a submeter o modelo castro-comunista em votação, porque sabe que mais de 90% dos venezuelanos o rechaçam, mas arbitrariamente extrapola em qualquer eleição para ajustá-la a esse modelo.

Se a votação favorece Chávez – o que ocorre muitas vezes, porque ele recorre à fraude -, então ele aproveita a inércia para impor medidas que vão muito além do ponto submetido à votação. O que importa não é a vontade popular, mas o ato eleitoral, para assim justificar suas imposições. Em outras palavras, materializa-se um golpe de Estado.

Baseado nessa experiência, atrevo-me a recomendar aos bolivianos que se preparem porque, se perder o referendo, Evo Morales não reconhecerá os resultados e, se ganhar, a partir da próxima segunda iniciará uma investida feroz contra a democracia.

O primeiro passo será, com certeza, pôr em plena vigência aquela constituição ilegítima que foi aprovada às pressas, sem a presença da oposição, mas com a presença dos fuzis.

Só há uma forma de impedir que o filhotinho de ditador se dê bem, e é protestando pacificamente nas ruas, para fazer valer a vontade popular. Porém, é de se esperar que o governo desate a violência, como, aliás, já está ocorrendo no momento em que escrevo estas linhas.

A comunidade internacional deve abrir os olhos, porque Evo Morales está preparando um golpe de Estado.

Tradução: Rodrigo Garcia

Oposição boliviana faz greve de fome a dias do referendo

Do portal UOL NOTÍCIAS
05/08/2008



BBC Brasil

A cinco dias do referendo revogatório, que vai decidir os mandatos do presidente Evo Morales, de seu vice e de oito governadores, líderes da oposição na Bolívia estão em greve de fome exigindo que o governo retorne às regiões produtoras de petróleo, parte da receita gerada pela venda do produto.
  • João Peres/UOL

    Pichação em Santa Cruz de la Sierra

A greve, que começou no domingo em Santa Cruz, deve estender-se a cinco dos nove Estados bolivianos, cujos líderes formam o Conselho Nacional Democrático (Conalde), da oposição.

Vinte e cinco líderes civis já aderiram ao protesto em Santa Cruz, entre eles o presidente do Comitê Pró Santa Cruz, Branko Marinkovic, e dirigentes das câmaras empresariais. Prefeitos e governadores da oposição vêm se somando à greve.

A oposição exige que o governo devolva 30% de um imposto petroleiro cortado para financiar a concessão mensal de US$ 28 aos cidadãos maiores de 60 anos.

Os manifestantes de Santa Cruz também realizam a greve em defesa do prefeito Rubén Costas, convocado pela Justiça por ter promovido o referendo pela autonomia em sua região.

TV brasileira faz sucesso
em cidade da Bolívia

"O Felipe Massa venceu?", pergunta um. "Nada. Saiu faltando três voltas para o final". O diálogo acima seria comum numa manhã de domingo. Não na Bolívia. E os moradores de Puerto Quijarro, próximo à fronteira com Corumbá (MS), não fãs de automobilismo. Eles gostam mesmo é de acompanhar a programação da TV brasileira de cabo a rabo.

A oposição nega que a greve seja uma estratégia para boicotar o referendo revogatório. Na prática, o referendo será um plebiscito no qual os eleitores vão decidir se querem ou não a continuidade do presidente e de oito dos nove governadores do país, inclusive cinco da oposição.

De acordo com as regras, o político que receber índice de rejeição superior aos votos que teve quando foi eleito, em dezembro de 2005, deverá deixar o cargo antes da conclusão do mandato, em 2010.

Apesar do governo negar a estratégia, quando há eleições na Bolívia a prática é impedir a realização de greves, manifestações e até festas.

O governo, a polícia e as Forças Armadas garantiram que vai haver tranqüilidade para o referendo.

O presidente Evo Morales criticou a oposição pelo protesto e ainda fez piada, afirmando que eles aderiram à greve para perder peso.

"Sinto que não estão fazendo greve de fome, estão fazendo dieta, temos que ajudá-los", disse ele diante de uma multidão de simpatizantes durante o encerramento de sua campanha, em Santa Cruz.

Além da greve de fome, o governo ainda enfrenta uma onda de protestos de uma das principais centrais sindicais do país, a Central Obrera Boliviana, que bloqueou estradas e convocou greves em Cochabamba, Sucre, La Paz e Oruro.

Os incapacitados também protestam, exigindo que o governo lhes pague um bônus anual de US$ 420.

Protestos elevam tensão na Bolívia

Do portal do ESTADÃO
Terça-Feira, 05 de Agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Oposição pressiona Evo a poucos dias do referendo em que presidente e governadores colocarão cargos à prova

EFE, REUTERS E AFP

A menos de uma semana de um referendo revogatório no qual o presidente Evo Morales e governadores de oito dos nove departamentos (Estados) bolivianos devem colocar seu mandato à prova, a oposição começou a intensificar ontem a pressão sobre La Paz. Líderes dos departamentos opositores anunciaram à tarde a "massificação" de uma grave de fome e a organização de uma onda de protestos contra o governo enquanto mineiros bloquearam estradas em alguns pontos do país.

O partido de Evo, Movimento ao Socialismo, denunciou ontem que jovens radicais atacaram sua sede regional em Santa Cruz e roubaram material eleitoral.

O clima de crescente confrontação política obrigou Evo a suspender uma visita à cidade de Sucre, controlada pela oposição, onde ele participaria amanhã da celebração da independência da Bolívia. A mudança de planos foi anunciada depois que autoridades de Sucre decidiram excluir o presidente de vários atos oficiais. Segundo o chanceler David Choquehuanca, a viagem foi cancelada "por razões de segurança" e para evitar que a festa seja afetada por campanhas contra o referendo.

Os governadores e líderes cívicos dos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca (onde fica Sucre), que apóiam ou participam da greve de fome, pedem que La Paz desista do corte dos repasses para os governos locais. Desde novembro, 30% dos impostos sobre os hidrocarbonetos que eram enviados aos departamentos estão sendo usados por Evo para financiar uma pensão para idosos. "Esta greve é por uma causa justa, por recursos que nos pertencem porque sem eles teremos de paralisar obras", afirmou o prefeito de Beni, Ernesto Suárez. Ele exige que o Executivo restitua à sua região US$ 166 milhões.

Outra demanda é que o presidente reconheça a autonomia de quatro regiões, aprovada pela população local em referendos que La Paz considera ilegais.

Já os mineiros exigem que o Congresso aprove uma nova lei de pensões e aposentadorias. São apoiados por professores e pela Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do país, que se disse disposta a aumentar as "medidas de pressão" contra o governo.

O referendo revogatório será realizado no domingo. Para se manter no poder, Evo precisa obter mais de 53,7% dos votos - porcentagem com a qual foi eleito em 2005. Já os oito governadores precisam obter 50% mais um voto (Chuquisaca não participará do referendo porque sua governadora acabou de ser eleita, após a renúncia de um aliado de Evo, em novembro). Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal boliviano La Razón no fim de semana, a popularidade do presidente hoje é de 59%. Ontem, porém, outro jornal de La Paz, o La Prensa, divulgou dados segundo os quais Evo teria 54% de aprovação.

DOAÇÕES

Nas últimas semanas o presidente boliviano aumentou suas visitas a diversas localidades do país, onde entrega recursos provenientes de doações venezuelanas para a execução de projetos de infra-estrutura. Em seus discursos, Evo sustenta que o que está en jogo no referendo são duas visões opostas de país: uma que apóia as privatizações e a reforma estatista impulsionada por seu governo e outra pró-privatizações.

Na prática, a consulta é um instrumento com o qual governo e oposição tentam mostrar sua força num momento de crescente polarização política da Bolívia. O governo, apoiado em departamentos do Altiplano, e a oposição, com grande força nas terras baixas da Bolívia, disputam recursos e poder de decisão.

A escória do mundo

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Diário do Comércio (editorial), 20 de maio de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

“Cuanto más alto sube, baja al suelo.” (Frei Luís de León)

Vou resumir aqui umas verdades óbvias e bem provadas, que uma desprezível convenção politicamente correta proíbe como indecentes.

Todo comunista, sem exceção, é cúmplice de genocídio, é um criminoso, um celerado, tanto mais desprovido de consciência moral quanto mais imbuído da ilusão satânica da sua própria santidade.

Nenhum comunista merece consideração, nenhum comunista é pessoa decente, nenhum comunista é digno de crédito.

São todos, junto com os nazistas e os terroristas islâmicos, a escória da espécie humana. Devemos respeitar seu direito à vida e à liberdade, como respeitamos o dos cães e das lagartixas, mas não devemos lhes conceder nada mais que isso. E seu direito à vida cessa no instante em que atentam contra a vida alheia.

Nos anos 60 e 70, a guerrilha brasileira não foi nenhuma epopéia libertária, foi uma extensão local da ditadura cubana que, àquela altura, já tinha fuzilado pelo menos dezessete mil pessoas e mantinha nos cárceres cem mil prisioneiros políticos simultaneamente, número cinqüenta vezes maior que o dos terroristas que passaram pela cadeia durante o nosso regime militar, distribuidos ao longo de duas décadas, nenhum por mais de dois anos – e isto num país de população quinze vezes maior que a de Cuba. Nossos terroristas recebiam dinheiro, armas e orientação do regime mais repressivo e assassino que já houve na América Latina, e ainda tinham o cinismo de apregoar que lutavam pela liberdade.

Agora que estão no poder, enchem-se de verbas públicas e justificam a comedeira alegando que o Estado lhes deve reparações. O dinheiro do Estado é do povo brasileiro e o povo brasileiro não lhes deve nada. Eles é que devem aos filhos e netos daqueles que suas bombas aleijaram e seus tiros mataram.

Perguntem aos cidadãos, nas ruas: “O senhor, a senhora, acham que têm uma dívida a pagar aos terroristas, pelo simples fato de que a violência deles foi vencida pela violência policial? O senhor, a senhora, acham justo que o Estado lhes arranque impostos para enriquecer aqueles que se acham vítimas injustiçadas porque o governo matou trezentos deles enquanto eles só conseguiram, coitadinhos, matar a metade disso?”

Façam uma consulta, façam um plebiscito. A nação inteira responderá com o mais eloqüente NÃO já ouvido no território nacional.

É claro que os crimes que esses bandidos cometeram não justificam nenhuma barbaridade que se tenha feito contra eles na cadeia. Mas justifica que estivessem na cadeia, embora tenham ficado lá menos tempo do que mereciam. E justifica que, surpreendidos em flagrante delito e respondendo à bala, fossem abatidos à bala.

Mas eles não acham isso. Acham que foi um crime intolerável o Estado ter armado uma tocaia para matar o chefe deles, Carlos Marighela, confessadamente responsável por atentados que já tinham feito várias dezenas de vítimas inocentes; mas que, ao contrário, foi um ato de elevadíssima justiça a tocaia que montaram para assassinar diante da mulher e do filho pequeno um oficial americano a quem acusavam, sem a mínima prova até hoje, de “dar aulas de tortura”.

Durante a ditadura, muitos direitistas e conservadores arriscaram vida, bens e reputação para defender comunistas, para abrigá-los em suas casas, para enviá-los ao exterior antes que a polícia os pegasse. Não há, em toda a história do último século, no Brasil ou no mundo, exemplo de comunista que algum dia fizesse o mesmo por um direitista.

Sim, os comunistas são diferentes da humanidade normal. São diferentes porque se acham diferentes. São inferiores porque se acham superiores. São a escória porque se acham, como dizia Che Guevara, “o primeiro escalão da espécie humana”.

Eles têm, no seu próprio entender, o monopólio do direito de matar. Quando espalham bombas em lugares onde elas inevitavelmente atingirão pessoas inocentes, acham que cumprem um dever sagrado. Quando você atira no comunista armado antes que ele o mate, você é um monstro fascista.

Por isso é que acham muito natural receber indenizações em vez de pagá-las às vítimas de seus crimes.

Quem pode esperar um debate político razoável com pessoas de mentalidade tão deformada, tão manifestamente sociopática?

Um comunista honesto, um comunista honrado, um comunista bom, um comunista que por princípio diga a verdade contra o Partido, um comunista que sobreponha aos interesses da sua maldita revolução o direito de seus adversários à vida e à liberdade, um comunista sem ódio insano no coração e ambições megalômanas na cabeça, é uma roda triangular, um elefante com asas, uma pedra que fala, um leão que pia em vez de rugir e só come alface. Não existiu jamais, não existe hoje, não existirá nunca.

Os homens certos no lugar certo

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Inconfidência (Belo Horizonte), 19 de maio de 2008

Chamar o sr. Tarso Genro de terrorista e mentiroso, como o fez o deputado Jair Bolsonaro no memorável dia 15 de maio, é uma simples questão de rigor histórico.

Quanto ao primeiro desses qualificativos, o ministro, que participou ativamente de uma organização dedicada a atentados e homicídios – sob a desculpa de lutar contra uma ditadura que ele chamava de assassina mas colocando-se a serviço de outra ditadura incomparavelmente mais assassina –, continua alardeando sua fidelidade ao marxismo, doutrina explicitamente terrorista. Por definição, o porta-voz de uma doutrina terrorista é terrorista, mesmo depois que a idade e as circunstâncias o dispensaram da parte mais grosseira e suja do serviço.

Se o sr. Genro afirma que as práticas terroristas já não se justificam no presente quadro, é manifesto que tem em vista a mera questão da oportunidade tática, excluindo in limine qualquer condenação moral ao terrorismo em si; e é igualmente claro que mesmo sua restrição tática só se aplica ao Brasil, não a outros países da América Latina, de vez que até o momento nem ele, nem o governo que ele representa, nem o partido que os colocou no poder abjuraram jamais da declaração de apoio aos métodos terroristas das Farc, assinada em 2002 no Foro de São Paulo pelo sr. Lula da Silva, declaração que, para cúmulo de cinismo, rotulava de “terrorista, isto sim, o combate movido contra a narcoguerrilha pelo Exército da Colômbia.

A qualificação de “ex-terrorista”, que a mídia adotou para embelezar a folha corrida de indivíduos como o sr. Genro, é artificiosa e descabida como o seria a de “ex-assassino”. Uma organização terrorista, por definição, não se compõe só dos paus-mandados que colocam bombas em locais onde elas inevitavelmente matarão transeuntes inocentes; nem só dos pistoleiros que armam tocaias para balear gente pelas costas; nem só dos heróicos assaltantes que, de metralhadora em punho, fazem tremer pálidas funcionárias de bancos. Uma organização terrorista é uma hierarquia camuflada e sutil que sobe desde esses bas-fonds até os altos postos da administração, da mídia e da diplomacia, de onde se estende sobre ela o manto protetor das meias-palavras e das desconversas, exatamente como os agentes políticos do Foro de São Paulo em Brasília fazem com as Farc, o MIR chileno e outras gangues de assassinos, seqüestradores e narcotraficantes. Se um soldado é dispensado da batalha, mas removido para posto administrativo, ele não foi para a reserva: está na ativa. Não é um ex-soldado, é um soldado. Se um terrorista já não tem de dar tiros e soltar bombas, mas continua mesclado à rede política que dá proteção ao terrorismo, não é um ex-terrorista: é um terrorista. Servindo ao governo do Foro de São Paulo, o sr. Genro é uma das peças fundamentais da mais imensa máquina terrorista que já existiu no continente. E é claro que por dentro ele se orgulha disso, desprezando e odiando aqueles que vêem aí algum motivo de desonra. Quando ele foi obrigado a ouvir calado as palavras verazes do deputado Bolsonaro, foi de cabeça baixa, mas não de vergonha, e sim de raiva, que ele se submeteu a esse humilhante ritual democrático do qual, como membro ilustre da Nomenklatura , estaria dispensado em Cuba ou na Coréia do Norte. E a raiva mal contida explodiu logo no dia seguinte, fazendo desabar sobre a pessoa do coronel Brilhante Ustra todo o insaciável desejo de vingança, todo o ressentimento insano que os terroristas de Brasília têm contra os militares que preferiram continuar servindo ao Brasil em vez de alistar-se nas tropas revolucionárias de Cuba.

Quanto ao qualificativo de mentiroso, qual outro caberia ao representante de um governo que, tentando ceder um Estado inteiro da Federação aos poderes internacionais, o faz não somente contornando como um ladrão furtivo a autoridade soberana do Congresso, mas usando como pretexto “científico” para a doação um laudo antropológico falso, assinado com nomes de pessoas que nem mesmo sabiam da sua existência?

O pronunciamento do deputado Bolsonaro só pecou por incompletude, que a brevidade explica. Primeiro, não é só o ministro Genro que é terrorista e mentiroso. O governo Lula está repleto deles. Segundo, esses indivíduos não são só terroristas e mentirosos: são traidores do Brasil, mercadores da soberania nacional. Subiram ao poder para doar Roraima aos globalistas, a Petrobrás à Bolívia, Itaipu ao Paraguai, as favelas do Rio às Farc e, por toda parte, terras produtivas à Via Campesina. Nenhum brasileiro lhes deve respeito. O simples fato de alguém como o general Heleno, o deputado Bolsonaro ou até um zé-ninguém como eu lhes dirigir a palavra já é honra que não merecem. Não digo que o lugar deles seja a cadeia, onde há delinqüentes recuperáveis. Nem o cemitério, onde repousam defuntos virtuosos. Nem o lixo, que pode ser reciclado. Não, não há no mundo um espaço apropriado para eles. Talvez somente o inferno os abrigasse. Foi por isso que criaram o Foro de São Paulo. Cada um deles é agora o homem certo no lugar certo.

O PERIGO DA ALIENAÇÃO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
31/07/2008

Um dileto amigo perguntou-me ontem se os loucos não seríamos nós, aqueles que olhamos a cena política brasileira e apontamos o estado de manicômio em que ela se encontra. Afinal, os revolucionários estão se dando muito bem, ganham honrarias e dinheiro, exercem o poder de Estado, manejam enormes verbas em empresas privadas que dependem do governo, atravessam os oceanos para falar em nome de todos os brasileiros. Nadam de braçadas, como se diz na gíria. Quem está fora do festim seria o idiota e o louco, vez que as oportunidades todas estão fechadas para si. Um exemplo acabado dessa verdadeira exclusão social é o filósofo Olavo de Carvalho, um dos primeiros a apontar a demência coletiva nunca vista antes nesse país. Olavo perdeu os empregos, a renda e até mesmo a condição de residir no Brasil. De certo modo está a amargar o exílio, algo bastante doloroso para quem tem amor à pátria.

O lado bom da história do Olavo é que ele pôs entre si e o manicômio chamado Brasil uma distância higiênica, que aqueles que continuam aqui não têm como fazer. Resta-nos continuar a anunciar periodicamente que o estado de loucura tem aumentado, funcionando qual sentinelas a medir a vazão de um leito de um rio que passa por uma enchente. “A água ganhou mais um metro e está subindo”. Enchente, bem o sabemos, não poupa ninguém. Na proporção tsunâmica que estamos a ver leva-nos a esperar uma catástrofe do tamanho daquelas citadas nas passagens bíblicas, algo como a que deu origem à Arca de Noé.

Claro, dar-se bem individualmente nessa situação não é apenas alienar a alma (enlouquecer), mas também renunciar a uma existência moral. Fazer tudo que o partido mandar é a regra de ouro. Não mais ter vontade própria, nem compromisso com a família, a tradição e a verdade. Não mais ter individualidade, fazer apenas o que manda o partido. Algo assim como nos tempos de Hitler e de Lênin e demais assemelhados históricos, a exemplo de Fidel Castro na sua Ilha-prisão.

Além de loucos são imorais, os revolucionários. Sem qualquer limite. Sem eira nem beira. Cabe aqui rememorar a bela citação que Voegelin fez no preâmbulo de seu livro A NOVA CIÊNCIA DA POLÍTICA: “"A posteridade poderá saber que não deixamos, pelo silêncio negligente, que as coisas se passassem como num sonho." A frase, de Richard Hooker, terá sido o testemunho mais perspicaz daqueles tempos loucos da Reforma na Inglaterra. Os brasileiros terão, ao menos, os livros de Olavo de Carvalho e de Bruno Tolentino, esses dois gigantes que não se deixaram enlouquecer e nem abandonaram a arena e nem venderam a alma por algumas moedas de prata. Não se calaram, não comungaram do silêncio cúmplice. Temos os nosso Hookers, se é que serve de consolo.

Ontem eu lia, ainda uma vez, o livro de Ortega y Gasset MEDITACIONES DEL QUIXOTE. Nos últimos artigos que escrevi sublinhei que Voegelin chamou a atenção para a segunda realidade que é criada pelos dementes revolucionários. Voegelin o fez muito didaticamente, se se quiser, sinteticamente, citando Dom Quixote como um exemplo acabado de alienação. Ortega, um espanhol diante do grande mestre da língua-mãe, investigou o fenômeno bem mais a fundo. Demonstrou que tudo começa na Renascença, quando os europeus decidiram se descolar do real. O gênero romance é o mais adequado para dar conta dessa situação fantástica e a obra de Cervantes é precisamente aquela que o inaugurará. Não terá sido uma mera coincidência.

Ortega mostra como a segunda realidade se coloca e os homens modernos simplesmente se recusam a ver moinhos de vento quando querem enxergar gigantes no seu lugar. Nenhum Sancho Pança será capaz de enfiar a realidade como ela é na cabeça do louco voluntário.

Alguém poderia inquirir: “Por que se incomodar com os loucos? Deixemo-los à sua loucura”. Ora, se a questão fosse assim tão simples, não haveria problema algum. O ponto é que os loucos querem se tornar governantes, o que de fato tornam-se, e, a partir do poder, querem moldar os homens à sua loucura. A isso se chamou de engenharia social, cujo nome mais conhecido é socialismo. Meu caro leitor, quantos eleitores socialistas você conhece? Quantos políticos socialistas você conhece? Quantos governantes socialistas você conhece? Pois bem, todos eles são malucos de pedra e querem o poder para, loucamente, governar o Brasil. O caso mais trágico de loucura levada à forma de governo foi o da ex-URSS. O mais espetacular o de Hitler. Custaram milhões de mortos. Estamos a ver agora o caso venezuelano [acabei de ler na internet que Chávez vai estatizar o banco Santander]. E também o brasileiro. Quantos milhões de indivíduos foram sacrificados em nome dessa loucura socialista? Quantos mais serão?

Acabei de ler no site do UOL também que os mais destacados membros do governo Lula estão citados no computador do terrorista Raúl Reys, morto em boa hora pela Forças Armadas da Colômbia. Ministros, deputados, a alta hierarquia do PT, todo mundo, direta ou indiretamente citados como cúmplices e colaboradores das FARC, o que torna nossos governantes cúmplices de terrorismo, seqüestro, tráfico de drogas e tudo aquilo que as FARC têm praticado. Numa palavra, é uma perfeita loucura, é como se tivéssemos um governo delinqüente.

Governar de forma demencial tem conseqüências dramáticas, como a destruição da economia, a transformação do sistema jurídico em uma prisão e as forças do Estado numa ameaça perene contra as pessoas, em virtude da criminalização das banalidades da vida. E trás também a guerra. Se, de fato, a responsabilidade dos membros do PT for tudo isso que diz o UOL há um risco até de conflito armado com a Colômbia, o que equivale a um conflito com os EUA. Alguém poderia me dizer se não é a mais arrematada loucura, esta hipótese? Pois é disso que estamos falando. Não nos esqueçamos do recente bombardeio ao acampamento das FARC no Equador, precisamente para matar Raúl Reys.

Não devemos subestimar o assunto e rir-nos nervosamente, virando para o lado da tela do computador a nossa vista, a modo de esquecer. De te fabula narratur. Ninguém escapará de ser cobrado pela cumplicidade, ainda que esta tenha a forma de um mísero voto, um voto como aqueles que elegeram Hitler.

Protestos contra a Revolução Quilombola no dia do Agricultor

Do portal PAZ NO CAMPO
05 de agosto de 2008


“Assim como o estado não paga nada por um automóvel roubado e o devolve ao legítimo dono, assim também não pagará nada a vocês, pois as terras foram roubadas dos negros...”.

Esta foi a infeliz ameaça de um diretor do INCRA na região de São Mateus(ES)

Milhares de produtores e trabalhadores rurais do Norte do Espírito Santo realizaram, no dia 28 de julho último, uma grande manifestação na cidade de São Mateus, em plena BR 101 e que durou 7 horas e meia.



Com tratores, caminhões, caminhonetas e automóveis, eles protestaram contra a já conhecida Revolução Quilombola, ao mesmo tempo em que reivindicaram melhorias para a região.

A manifestação contou com o apoio de caminhoneiros.

A idéia do protesto surgiu porque, após uma trégua, o INCRA reiniciou de forma intempestiva, unilateral e truculenta as notificações das propriedades a serem confiscadas para assentamentos de pretensos quilombolas.

De acordo com fontes da Confederação Nacional de Agricultura, as propriedades não serão mais desapropriadas (por preço justo ou, o mais provável, injusto), e também não serão expropriadas (pagando-se apenas as benfeitorias), mas terão suas escrituras anuladas. Em conseqüência, os atuais e legítimos proprietários serão expulsos de suas terras pela força policial.

Foi o que afirmou um dos fanáticos diretores do INCRA do Norte do Espírito Santo, que taxativamente ameaçou os produtores durante uma reunião. Existem propriedades com documentos de há 154 anos, portanto da época do Império. Em razão disto, os agricultores pediram a anulação do decreto 4887 do presidente Lula, que vem permitindo esses inadmissíveis atropelos ao direito de propriedade.

Da pauta de reivindicações dos agricultores constavam: melhorias na infra-estrutura (como asfaltamento da estrada de Boa Esperança, onde vive a maior parte da população negra de São Mateus), a criação de um CEASA Regional, represas para fornecimento de água potável para a cidade e sobra para irrigação.

Num palanque montado em cima de um trio elétrico discursaram os organizadores, Prof. Eliezer Ortolane Nardoto, Dr. Edvaldo Permanhane, do Movimento Paz no Campo de São Mateus, o presidente do Sindicato Rural, Fábio Gama, o Prefeito municipal de São Mateus, Nauriano Zancanella, o deputado Freitas, o ex-deputado federal da bancada ruralista e que também foi prefeito de Nova Venécia, Adelson Salvador.

O pequeno produtor rural afro descendente Orlando Barbosa também falou em nome dos negros que não apóiam a revolução quilombola.

Os membros da Associação dos Fundadores, que participam da Campanha Paz no Campo, de São Paulo, se fizeram presentes distribuindo milhares de impressos em defesa do agronegócio, contra o MST e a revolução quilombola. Por sua vez, o movimente Paz no Campo, de São Mateus, divulgou um documento intitulado “Carta do povo de São Mateus”, com as principais reivindicações dos produtores e agricultores do Espírito Santo.

Colômbia avalia ação externa contra as Farc

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
05 de agosto de 2008
lulafsp

Foro de São Paulo é alvo de estratégia preventiva contra apoio internacional à guerrilha, segundo informe do serviço secreto

Estratégia do governo deve articular, afirma o texto, "setores político, jurídico, diplomático, de inteligência e de contra-inteligência"


CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Preocupado com a mobilização das Farc no exterior, o serviço de inteligência da Colômbia sugeriu ao governo de Álvaro Uribe a criação de um grupo secreto para agir fora das fronteiras do país. O plano, que consta de um informe reservado obtido com exclusividade pela Folha, prevê contra-ofensiva regional de Uribe nos frontes político, jurídico, midiático e de inteligência.

Essa espécie de embrião de uma "CIA colombiana" teria como alvo prioritário o Foro de São Paulo, encontro bianual de partidos políticos e organizações de esquerda da América Latina. O Foro foi constituído em 1990 na capital paulista por iniciativa do PT.

Para a inteligência, apesar de enfraquecidas internamente, as Farc se valem de uma "conjuntura favorável aos governos de esquerda". Do Foro, segundo a inteligência, emanam as linhas mestras de ação regional dos setores pró-Farc, que estariam "pressionando organizações sociais e integrantes de governos de esquerda" para a criação de um "movimento" para isolar a Colômbia.

Para reagir a esse suposto movimento, o "governo colombiano deve promover uma estratégia integral que articule os setores: político, jurídico, diplomático, acadêmico, de inteligência e contra-inteligência".

"O Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa e o DAS [Departamento Administrativo de Segurança] deveriam avaliar a criação de um comitê técnico permanente de análise e ação externa", diz o informe. O objetivo seria "canalizar de forma oportuna cursos de ação viáveis e concretos" por meio de "ferramentas" que assegurem ação integrada do "fator diplomático e de segurança e defesa nacional".

O documento reservado, produzido pelo DAS, a inteligência colombiana, está datado de 7 de abril de 2008. Na análise, as diretrizes contra Uribe foram traçadas na declaração aprovada pelo Grupo de Trabalho do Foro, em 24 de março.

"A declaração, com matiz de condenação, alenta o aparato internacional das Farc. Promover uma série de denúncias contra a Colômbia, baseando-se na tese de agressão à soberania equatoriana, será a carta de navegação de núcleos no México, Equador, Nicarágua e Venezuela", diz o documento, em referência ao ataque colombiano no Equador que matou o guerrilheiro Raúl Reyes em março.

Segundo a inteligência colombiana, o interesse das Farc "é estabelecer um cerco político que eventualmente gere medidas militares por parte dos países do hemisfério".

Renúncia

Fontes do governo disseram que a iniciativa, já acolhida por Uribe, estaria por trás da renúncia do chanceler Fernando Araújo, no mês passado.

Araújo, ex-refém das Farc, considerou a idéia uma violação do direito internacional e um risco para as relações diplomáticas da Colômbia com os países vizinhos. Foi substituído por Jaime Bermúdez, homem de confiança de Uribe. Entre as sugestões da inteligência, está a de que representantes do governo no exterior evitem comentar sobre atividades contra as Farc para "não favorecê-las", alimentando o debate.

(*) Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0508200819.htm

Novo site do OLAVO DE CARVALHO

QUE É O SEMINÁRIO DE FILOSOFIA, o novo site do OLAVO DE CARVALHO?


Folheto distribuído aos alunos que ingressam no Seminário de Filosofia

Você, que está entrando agora no Seminário de Filosofia , deve tomar ciência das seguintes informações:

O Seminário é, em primeiro lugar, um curso de filosofia (o único que pode ajudar você a praticar a filosofia em vez de apenas repetir o que outras pessoas, ilustres o quanto se queira, disseram a respeito dela.

Mas, pela sua própria natureza, a filosofia não é um saber especializado sobre uma determinada classe de objetos: é uma atividade integral da inteligência que se volta sobre todos os campos do saber e da experiência em busca de sua unidade, de seu fundamento e de sua significação última para a consciência humana.

Não há limites, portanto, para os conhecimentos especializados que possam se tornar necessários, como subsídios auxiliares, ao aprendizado e exercício da filosofia: a formação filosófica é, também e inseparavelmente, a abertura da inteligência à totalidade sistêmica dos conhecimentos humanos.

Por essa razão, o Seminário é também um sistema de educação integral , com abertura para os seguintes campos de estudos, além da filosofia strictu sensu :

1 Religião comparada

2 Letras e artes

3 Ciências humanas

4 Ciências da natureza

5 Comunicação e expressão

Essa abrangência torna o Seminário uma espécie de Introdução geral aos estudos superiores em sua totalidade .

Mas isso não é tudo.

Como a filosofia consiste, sobretudo, em unidade do conhecimento na unidade da consciência, os vários campos do saber abrangidos no Seminário não constituem uma somatória de elementos inconexos, e sim a visão sintética da unidade orgânica do conhecimento humano.

Graças a esse enfoque, o Seminário torna-se ainda teoria e prática do conhecimento interdisciplinar .

No entanto, a filosofia nunca pode constituir mera atividade profissional e universitária, desligada da intimidade pessoal daquele que a exerce. Ela é, por definição, exercício da autoconsciência , que busca sistematicamente os nexos entre o saber, o ser e o agir, na unidade da consciência individual do filósofo.

A unidade do saber, do ser e do agir é a meta de toda filosofia: é a conquista da sabedoria .

Buscando constantemente o nexo entre conhecimento e autoconsciência, o filósofo (ou, o que é exatamente o mesmo: o estudante) submete-se à disciplina da sinceridade , que se torna, de maneira lenta, gradual e segura, um caminho de ascese espiritual: o desenvolvimento do senso pessoal da verdade .

Como, ademais, a inteligência humana não se desenvolve em mais ou em menos segundo as taxas fictícias de algum Q.I. inato ou segundo tais ou quais determinações ambientais supostamente invencíveis, mas apenas segundo a maior ou menor determinação de cada homem no sentido de buscar a verdade e integrá-la nas estruturas de sua personalidade e nas linhas de seu modo de agir, o Seminário torna-se também um método de desenvolvimento da inteligência pessoal .

Eis aí o que é o Seminário de Filosofia :

1 o Um curso de filosofia.

2 o Um sistema de educação integral.

3 o Uma introdução geral aos estudos superiores.

4 o Uma teoria e prática da interdisciplina.

5 o Um caminho de ascese espiritual.

6 o Um método de desenvolvimento da inteligência pessoal.

Caso esses seis objetivos lhe pareçam grandes demais para poderem ser atingidos todos de uma vez, o próprio Seminário lhe mostrará que não é possível atingir nenhum deles separadamente: filosofia , educação integral , ampliação do horizonte cognitivo , unidade do conhecimento , ascese espiritual fundada na autoconsciência e desenvolvimento da inteligência humana são, apenas, seis nomes de uma só e mesma coisa.

O Seminário não promete dar a você nenhuma delas, porque nenhuma delas é coisa que se possa receber de presente. Promete apenas mostrar-lhe o caminho para conquistá-las e torná-las suas para sempre.

De você ele só exigirá duas coisas: sinceridade e esforço tranqüilo.

OLAVO DE CARVALHO

OPINIÕES DOS ALUNOS

"Uma escola de vida."

EDNA TIKERPE

psicóloga

"É tudo o que eu havia sonhado em matéria de educação desde a minha adolescência."

AHMED YOUSSIF EL-TASSA

médico

"O Seminário de Olavo de Carvalho vem, no quadro atual da educação brasileira, não apenas preenchendo uma simples lacuna, mas ocupando o espaço mesmo destinado às funções de toda educação que se pretenda superior."

GUILHERME MOTTA

bacharel em Filosofia pelo IFICS

" Aprender a pensar e desenvolver o raciocínio crítico . Estes eram os objetivos do curso universitário de filosofia que freqüentei. Mas esses objetivos ali não se cumprem. Para mim, a grande diferença entre o meu curso universitário e o Seminário reside nisso. No Seminário de Olavo de Carvalho é que comecei a juntar as peças, a compreender o que é pensar . Quando se descobre isto, o que é o pensar que busca a verdade , isto se torna a nossa vida, é algo que aplicamos a qualquer assunto de estudo. Isto é educação, isto é a filosofia mesma . Isto é humanizar-se . E isto o Seminário nos dá de uma maneira que não vi em nenhum outro curso."

DENISE HERCULANO

formada em Filosofia pela PUC do Rio

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Planalto renova asilo de guerrilheiro colombiano

Do portal do jornal ZERO HORA
ROBSON BONIN E RODRIGO ORENGO | Brasília em 05 de agosto de 2008



OS LAÇOS BRASIL-FARC

Decisão do Ministério da Justiça leva em conta o fato de Medina ser considerado um perseguido político

Em meio à suspeita de envolvimento de integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o Palácio do Planalto anunciou ontem a renovação do pedido de refúgio político ao padre Olivério Medina.

Vivendo no Brasil há 11 anos, o embaixador da guerrilha no país teve o visto revalidado há dois meses. A decisão foi divulgada depois que uma reportagem da revista colombiana Cambio revelou o conteúdo de correspondência eletrônica entre Medina e o comando das Farc. As mensagens foram trocadas entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008.

Em 2006, o padre havia assinado um termo de compromisso junto ao Ministério da Justiça, prometendo abandonar as atividades políticas.

Ontem, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, justificou a renovação do refúgio a Medina até 2010 e rebateu as denúncias em torno da suposta ligação de membros do Planalto com os guerrilheiros. Segundo Barreto, o fato de o padre manter conexões com as Farc não causa constrangimento ao governo:

– Não há nenhum problema em fazer contato com as Farc.
Seria um problema se Medina estivesse agindo politicamente contra o governo colombiano. (C.T. - pois é... Problema no Brasil é tentar trabalhar por conta própria, estudar, querer melhorar. Se for alguma coisa que a moral decente considere bom e adequado, não pode, é problema...)

Deputado quer aprovar convocação de Medina

Ainda segundo Barreto, que também acumula o posto de presidente do Comitê Nacional para Refugiados, a decisão de prorrogar o asilo foi técnica e levou em conta o fato de Medina ser considerado um perseguido político. Casado com a gaúcha Angela Maria Slongo, o colombiano quer se naturalizar brasileiro. O pedido está sendo analisado pela Polícia Federal e ainda não tem previsão de ser remetido ao Ministério da Justiça.

Além de desrespeitar o acordo que previa um afastamento de atividades políticas, pesam contra Medina a falta de um trabalho formal, que o impede de comprovar renda no país, e uma condenação de sete anos, nove meses e 15 dias na Colômbia pelo crime de “formação de quadrilha e rebelião”. De acordo com a legislação brasileira, o candidato à naturalização não pode ter condenação no Brasil ou no Exterior.

No sábado, ZH revelou detalhes da vida de Medina em Brasília. Ele só sai à rua para cumprir pequenos afazeres domésticos, como ir ao supermercado e levar a filha para passear. O sustento do apartamento fica por conta de Angela, funcionária da Secretaria de Aqüicultura e Pesca.

Com a visibilidade conquistada nos últimos dias, Medina será chamado a prestar esclarecimentos à Câmara. O presidente da Comissão de Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), anunciou ontem a apresentação de um requerimento de convocação.

– Não se está pretendendo fazer nenhum prejulgamento. Mas o assunto é sério demais para ficar sem nenhum tipo de esclarecimento – disse Jungmann.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".