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domingo, 12 de outubro de 2008

Pacto de Metz - João XXIII entrega a Igreja para o COMUNISMO e esconde (de certa forma até abençoa), desta forma, o maior flagelo da HUMANIDADE

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PERGUNTA
Nome:Vitor
Enviada em:07/06/2002

Prezados responsáveis pelo Site da Ass. Monfort, Antes de mais nada permitam-me saudá-los novamente pelo maravilhoso trabalho desenvolvido através da Internet. Os textos são sempre claros, honestos e constituem, certamente, uma excelente fonte de informação. Estejam certos de que estão ajudando a muitos a encontrarem o reto Caminho. Parabéns !

Na internet achei o seguinte texto : "O alto clero mentiu muito para os fiéis no século XX e eles têm o direito de guardar uma certa distância da Igreja, certamente sem renegá-la, mas num espírito de espera prudente até que Deus se digne de lhes dar novas luzes. Para não dar senão um exemplo, um pouco antes do Concílio a Igreja de Roma assinou com as autoridades soviéticas o tristemente célebre Pacto de Metz, que a obrigava a abster-se de toda denúncia contra os regimes comunistas durante as sessões do Concílio. O pacto, que era secreto, foi ocultado da imprensa ocidental e não foi divulgado senão algum tempo depois, pelos jornais soviéticos. Se você leva em conta que até essa época os regimes comunistas já tinham matado quase uma centena de milhões de pessoas, das quais pelo menos uns trinta milhões de cristãos que não tinham cometido outro crime senão o de ser cristãos, você compreende a gravidade quase infinita desse acordo." Os srs.(as.) poderiam fazer alguns comentários sobre este suposto Pacto de Metz?

O texto foi retirado da página
http://www.olavodecarvalho.org/textos/europalivre.htm e é parte de uma entrevista do sr. Olavo de Carvalho (artigo "Deus acredita em você?") .

Desde já muito grato subscrevo-me, Cordialmente Vitor São Paulo - SP



RESPOSTA

Prezado Victor, salve Maria!

Não é a primeira vez que devo lhe agradecer por suas palavras de apoio a nosso site. Peço-lhe que reze por nós, para que Deus nos sustente no bom combate.

Prezado Victor, o chamado "Acordo de Metz", infelizmente existiu mesmo.

O Papa João XXIII, em sua ânsia ecumênica, quis convidar os dirigentes da Igreja Cismática russa para que participassem do Concílio Vaticano II. Essa Igreja era totalmente dominada, então, pelo Partido comunista. Consta até que vários de seus dirigentes exerciam cargos na KGB e gozavam da confiança do Partido Comunista da URSS. Os líderes comunistas da União Soviética determinaram, então, que os dirigentes da Igreja russa só teriam permissão de ir a Roma, e de participar do Concílio Vaticano II, se a Santa Sé firmasse um compromisso de que, no Vaticano II, não se condenasse o comunismo, nem se fizesse qualquer citação da situação na URSS.

Desgraçadamente, essas condições foram aceitas, e pior, obedecidas. O acordo entre a URSS e a Santa Sé foi assinado em Metz, pelo Cardeal Tisserand - famoso por seu progressismo, e que depois, ao que consta, esteve envolvido no escândalo do Banco Ambrosiano.

Por causa desse acordo cúmplice com o maior inimigo da Igreja, o Concílio Vaticano II foi o único da História que não condenou os erros de seu tempo. Já no discurso de abertura do Concílio, o Papa João XXIII garantiu que o Concílio não faria condenações, dando assim aviso à URSS que cumpriria o que os comunistas exigiam, desde as primeiras negociações.

Também se ficou sabendo que havia ordem para que a Mesa de Presidência do Concílio cortasse o microfone de qualquer Bispo que aludisse à URSS ou que condenasse o comunismo, ou o marxismo.

Já no tempo de Paulo VI foram entregues duas petições ao Papa.

A primeira petição teve o apoio de mais de 700 Bispos -- foi o documento- proposta que recebeu o maior número de assinaturas no Vaticano II -- pedindo que o Papa , junto com todos os Bispos, consagrasse a 
Rússia -- não a URSS, não o MUNDO -- ao Imaculado Coração de Maria, como Nossa Senhora pedira em Fátima.

A segunda petição recebeu mais de quatrocentas assinaturas de apoio de Bispos, e pedia a condenação do comunismo. Ambas as petições foram entregues pessoalmente a Paulo VI por dois bispos brasileiros, a primeira por Dom Antonio de Castro Mayer e a segunda por Dom Geraldo de Proença Sigaud.

Ambas as petições foram silenciosamente... engavetadas. ... Na época, o acordo de Metz ainda era segredo...

O texto do gnóstico Olavo de Carvalho, que você me envia, conta a verdade sobre o acordo de Metz. Mas, como não poderia deixar de ser, vindo de um gnóstico, só poderia dar mau conselho. De fato, o sr. O. de C. recomenda que os fiéis católicos guardem uma 
"certa distância da Igreja":

Diz ele textualmente:

"O alto clero mentiu muito para os fiéis no século XX 
e eles têm o direito de guardar uma certa distância da Igreja, certamente sem renegá-la, mas num espírito de espera prudente até que Deus se digne de lhes dar novas luzes".

E esse é um muito mau conselho (Cavaleiro do Templo: não concordo em nenhum momento com nada que seja feito pela Igreja "contra" o Olavo de Carvalho e acho mesmo que ele tem razão, enquanto na Igreja tivermos um único filho da p... que seja que tenha qualquer tipo de admiração pelas doutrinas marxistas, todas lixo. Em tempo: não entro em Igrejas a menos que obrigado e, não preciso dizer, isto é problema meu.).

Os fiéis, em hipótese alguma, devem guardar 
"uma certa distância da Igreja, certamente sem renegá-la".

Nada permite a um fiel afastar-se da 
Igreja, em qualquer medida (Cavaleiro do Templo: se as decisões do alto clero são deste nível de complicidade com o mal em si, devemos sim afastar-nos da entidade chamada Igreja).

Um fiel pode afastar-se de um mau sacerdote, ou tomar cuidado com um mau Bispo que dá maus conselhos e ordens injustas, sem romper, entretanto, com a obediência que lhe é devida, nos termos impostos pela Igreja.

Com relação ao Papa, nada permite 
"manter distância dele".

Pode-se até discordar da política de um Papa -- como no caso do acordo de Metz. E, com todo respeito guardado, pode-se até combater um acordo mau.

Mas 
essa discordância com relação a uma política pessoal de quem exerce o Papado, nunca , e de modo algum, pode trazer um distanciamento com relação ao Papa, enquanto Papa, nem da Igreja, pois onde está o Papa, aí está a Igreja. Distanciar-se do Papa ou da Igreja -- o que é a mesma coisa-- é colocar-se em risco próximo de cisma, o que é pecado gravíssimo.

Jamais podemos admitir um distanciamento qualquer da Santa Igreja. A Ela devemos ficar ainda mais unidos, ainda quando, infelizmente, um Papa conduza uma política prejudicial aos fiéis e à própria Igreja.

Distanciar-se de uma política, e até -- com todo o respeito -- opor-se a ela é legítimo.

Mas distanciar-se da Igreja e do Papa, jamais.

Cavaleiro do Templo: como disse, discordo das partes do texto que referem-se ao Olavo de Carvalho ao concordar em todos os temos com o mesmo.


In Corde Jesu, semper, 
Orlando Fedeli

Um comentário:

RÔ-LITORAL disse...

Caro Cavaleiro: sou de fé católica, embora na minha fé caibam princípios espiritualistas e esotéricos, mesmo porque sou medium. Mas estou guardando certa distância da Igreja, mesmo, principalmente por causa da mediocridade dos sermões e da falta de realidade em que vivem alguns católicos "oficiais".
Agora mesmo, com a crise dos mercados, o Papa fez uma declaração de que a crise vai permitir ao homem entender que só Deus é que vale.
Concordo com a essência das declarações, mas é necessário alimentar os espíritos e explicar como países inteiros podem viver sem mercado. Sem endeusar a barriga, acho que sem comer ninguém vive. Acho que ele poderia participar de reuniões, patrocinar estudiosos para ter uma posição da Igreja em relação ao trabalho, ao mercado, às necessidades materiais, já que estamos vivos. Em resumo: ter uma atuação que não seja só religiosa, mas de finíssimo espírito religioso ortodoxo que alimente corações e mentes para serem os cristãos do século XXI.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".