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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Peluso proclama que vida de ministro do Supremo não pode ser objeto de cogitação, de investigação ou de violação de sigilo fiscal e bancário

ALERTA TOTAL
QUINTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2011

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

O poder dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal é infinitamente superior ao poder de Deus. Não deixam dúvidas de que o STF é um poder absoluto, sem controle, as palavras do próprio presidente da Corte Suprema Tupiniquim. O ministro Cezar Peluso escreveu em uma nota oficial que “nos termos expressos da Constituição, a vida funcional dos ministros do Supremo Tribunal Federal não pode ser objeto de cogitação, de investigação ou de violação de sigilo fiscal e bancário por parte da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça”.

Cezar Peluso foi obrigado a ser curto e grosso no assunto na defesa de um caso quase particular. O ministro apoiou a decisão de seu colega Ricardo Lewandowski, suspendendo a inspeção feita pelo CNJ na folha de pagamento do Tribunal de Justiça de São Paulo. A retórica suprema teria nada demais, não fossem Peluzo e Lewandowski beneficiários de pagamentos de um velho passivo trabalhista pago pelo TJ-SP onde os dois atuavam como magistrados. Em tese, não há nada de irregular no recebimento.

O caso se transformou em uma confusão institucional porque, em São Paulo, 17 desembargadores receberam pagamentos individuais de quase R$ 1 milhão de uma só vez, e na frente de outros juízes também com direito às mesmas diferenças salariais. O dinheiro faz parte de um “auxílio moradia” devido aos magistrados desde a década de 90. O benefício, que era pago apenas a deputados e senadores, acabou estendido a juízes de todo o País. O que os juízes receberam foi a retroatividade.

O grande medinho é que houvesse um cruzamento de dados da folha de pagamento do tribunal paulista com as declarações de renda dos juízes. A tese prévia era de que a evolução patrimonial de alguns deles seria incompatível com a renda dos magistrados. O caso ganhou tons escandalosos porque, pelo menos em São Paulo, só se falava em “devassa do CNJ nas contas do tribunal e seus juízes”. Se assumisse este tom, a investigação do CNJ seria ilegal e inconstitucional.

Dirigentes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) denunciaram ontem que a corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, tenta promover uma devassa na vida de 231 mil pessoas, entre juízes, familiares e servidores de 22 tribunais.

O susto gerou a reação violenta da cúpula do Judiciário – que rapidamente acionou seus poderes divinos para mandar parar com tudo que estivesse rolando, de certo ou errado.

Movimentação estranha

A corregedora Eliana Calmon teria partido para cima dos tribunais depois que recebeu um dossiê do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

O Coaf detectou um volume de R$ 173,6 milhões em movimentações em espécie, sendo que 34,9% do total estavam concentrados na justiça paulista, no Tribunal de Justiça do DF e no TJ-BA.

Em 2008, três pessoas, duas do Tribunal Militar de São Paulo e uma do TJ-BA, apareceram na lista de comunicação de movimentação atípica de R$ 116,5 milhões em um ano.

Dura nota de Peluzo

O presidente do STF pegou pesado em sua nota oficial:

"O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, repudia insinuações irresponsáveis de que o ministro Ricardo Lewandowski teria beneficiado a si próprio ao conceder liminar que sustou investigação realizada pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra magistrados de 22 tribunais do país”.

“Em conduta que não surpreende a quem acompanha sua exemplar vida profissional, o ministro Lewandowski agiu no estrito cumprimento de seu dever legal e no exercício de suas competências constitucionais. Inexistia e inexiste, no caso concreto, condição que justifique suspeição ou impedimento da prestação jurisdicional por parte do ministro Lewandowski”.

“Nos termos expressos da Constituição, a vida funcional do ministro Lewandowski e a dos demais ministros do Supremo Tribunal Federal não podem ser objeto de cogitação, de investigação ou de violação de sigilo fiscal e bancário por parte da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça”.

“Se o foi, como parecem indicar covardes e anônimos vazamentos veiculados pela imprensa, a questão pode assumir gravidade ainda maior por constituir flagrante abuso de poder em desrespeito a mandamentos constitucionais, passível de punição na forma da lei a título de crimes."

Lamentar é preciso...

A senadora Ana Amélia (PP-RS) lamentou o fato de a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) não ter analisado, ontem de manhã, a Proposta de Emenda à Constituição 97/2011:

Seria uma forma de recuperar e fortalecer o CNJ e mostrar que nenhum poder está livre de fiscalização”.

Proposta pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a PEC pretende tornar mais claras as competências do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Corregedoria Nacional de Justiça – agora alvos dos ataques corporativos dentro do Judiciário.

Leia o artigo de José Roberto Romeu Roque e Luiz Eduardo Díaz: Não se pode admitir Poder sem controle externo. 

Posse confirmada

Católico ultrafervoroso, o desembargador Ivan Sartori assume a presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) no próximo dia 2 de janeiro, às 16 horas, no Palácio da Justiça.

Sua posse tinha sido questionada, no CNJ, pelo vice-presidente Antonio Augusto Corrêa Viana.

Desembargadores mais antigos reclamaram da pouca idade de Sartori (54 anos) que será o mais novo presidente da história da Corte paulista, quebrando um esquema de poder que há anos dominava o tribunal.

Deu zebra...

Pegou todos os desembargadores de surpresa a vitória de Ivan Sartori por 164 votos, na eleição para o biênio 2012-2013 do TJ paulista.

O atual presidente, José Roberto Bedran, já dava a reeleição como certa, mas recebeu apenas 147 votos dos colegas.

Como os desembargadores mais antigos se recusaram a participar do pleito, deu zebra na eleição, com a vitória do candidato que tinha o apoio de gente de pesodivino no mundo jurídico, como o advogado Ives Gandra...

Empreiteiros felizes

O vice-presidente Michel Temer e o ministro de Assuntos Estratégicos Wellington Moreira Franco são os grandes articuladores do Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa.

O PAED deverá analisar pesquisa, desenvolvimento, manutenção operativa, recuperação da capacidade operacional, harmonização de projetos, preferência de aquisição de produtos de defesa no Brasil e transferência de tecnologia, quando a aquisição ocorrer no exterior.

Agora os militares estão até esperançosos de que o reequipamento saia do papel, porque as grandes empreiteiras – interessadas no negócio – sempre fazem tudo que Moreira e o PMDB pedem...

É brinquedo ou não é?

O desembargador Paulo Rangel, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mandou soltar o coronel Djalma Beltrami, comandante do 7º BPM (São Gonçalo), a quem a Polícia Civil acusou de levar grana do tráfico para aliviar as atividades criminosas.

Rangel afirmou que o juiz da 2ª Vara Criminal de São Pedro da Aldeia, que expediu o mandado de prisão contra Beltrami, deixou-se levar "pela maldade da autoridade policial, que entendeu que ‘zero um’ só podia ser o comandante”:

“A versão da autoridade policial colocou, até então, um inocente na cadeia. Investigação policial não é brinquedo de polícia".

O habeas corpus em favor do militar foi impetrado pela defensora Cláudia Valéria Taranto.

Cobrança indevida

No fim de ano, o consumidor deve ficar atento no instante em que receber sua fatura de cartão de crédito para não correr o risco de pagar por compras não realizadas.

Ao receber uma cobrança indevida, a primeira coisa a se fazer é entrar em contato com a administradora do cartão e informar o problema, pedindo um formulário de contestação para estorno.

Vale ressaltar que, se a quantia indevida não for paga, o nome do consumidor não pode ser inscrito em cadastros de proteção ao crédito, como o Serasa.

Cuidados

O cliente deve explicar que não reconhece a dívida e a partir deste momento a cobrança já deve ser suspensa.

É importante solicitar o número do protocolo do atendimento e anotar a hora da ligação e nome de quem o tenha atendido.

Caso o estorno não seja realizado, pode-se recorrer aos órgãos de defesa do consumidor e exigir a devolução dos valores em dobro.

Os conselhos úteis são da Associação de Magistrados do Rio de Janeiro.

Mudança na Peugeot

Frédéric Drouin assume a presidência da Peugeot no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2012.

O executivo franco-suíço, de 46 anos, já atuou como Diretor de Marketing da Peugeot no Brasil entre 1997 e 2000.

Ao assumir a nova função, o executivo irá suceder a Guillaume Couzy, que ocupará o cargo estratégico de Diretor de Marketing e Comunicação global da Marca Peugeot.

Pesquisa acadêmica

O jornalista Fred Ghedini faz uma pesquisa sobre a relação dos jornalistas com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,que ele presidiu nos anos de 2000 e 2006.

O levantamento faz parte da tese de doutorado que Ghedini prepara junto ao Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Quem for jornalista em algum dos 645 municípios do Estado de São Paulo pode, em poucos minutos, responder o questionário no endereço: www.eca.usp.br/cje/pesquisajornalista

Perigo do pensamento único

Pesquisar o "Trabalho do Professor nas Federais - Significado e Estranhamento" é o estudo mais recente do professor João dos Reis Silva Júnior, do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A pesquisa buscou tratar da mudança do trabalho do professor na universidade pública brasileira nas últimas duas décadas:

"A conclusão aponta, simultaneamente, para a perda da cultura do debate e da dúvida na universidade e a tendência da produção de concepção de ciência aplicada e de um pensamento único na instituição".

Vamos tomar todas

A Kaiser firma parceria com a tradicional Pizza Patroni e abre ao público logo mais, em São Paulo, seu primeiro bar.

O Senhor K Butiquin materializa o novo conceito da “Cerveja Bem Cervejada”, cuidadosamente supervisionada pela Cervejaria Heineken, e com o acompanhamento perfeito para os diversos pratos e petiscos, ícones da gastronomia de boteco.

O novo bar funcionará na Avenida Santa Catarina, 1991, Santa Catarina, São Paulo, de segunda à domingo, das 11h da manhã até o último cliente.

Bem vendido

A estatueta do Oscar de Melhor Roteiro Original que Orson Welles ganhou por “Cidadão Kane” - considerado um dos melhores filmes de todos os tempos - foi vendida em um leilão por US$ 861.542.

Welles perdeu a estatueta, mas ela reapareceu após sua morte, em 1985, ao ser colocada à venda em um leilão em 1994 por um cinematógrafo.

O vendedor alegou ter recebido a estatueta de Welles como forma de pagamento de uma dívida.

Buraco do Eduardo

Prefeito carioca Eduardo Paes, na visão dos piadistas, tem tudo para entrar no Livro dos Recordes.

Tudo por causa do túnel que ele pretende construir na Zona Portuária, em substituição ao viaduto da Perimetral, que a Prefeitura do Rio promete botar abaixo.

Além da caríssima obra, especialistas advertem que o buraco do Eduardo só vai promover um super engarrafamento subterrâneo, substituindo o que hoje ocorre no alto do viaduto.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.



O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Dezembro de 2011.

O vídeo real vazou: Kim Jong Il dead Video of grief and mass hysteria in North Korea




Uploaded by on Dec 23, 2011
Vazou para a internet o que foi dito para os coreanos quando morreu o ditador do cabelo lindão, Kim Jong Il. Tentaram enganar todo o mundo livre, vejam no link a seguir como editaram o vídeo acima, que é DE FATO o original, com legandas e tudo mais.

Vídeo editado: http://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_735211&feature=iv&a...

Caridade Intelectual




Uploaded by on Dec 20, 2011
Caridade Intelectual - trecho de uma homília de S.S. Papa Bento XVI.
from: wilson tadeu.
thanks fratre.

45 - Parresía: "Mensagem de Natal"




Uploaded by on Dec 21, 2011
"O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz". É dessa forma que o Profeta Isaías se refere ao nascimento de Jesus. A grande luz que tira a humanidade das trevas é Jesus Cristo, para quem tudo foi feito. Todo o universo se curva em adoração àquela pequena criança, nascida em Belém, de forma tão singela, mas que tem o poder de dar sentido à vida de cada um de nós.

O homem foi feito para Deus e encontra o seu fim e sentido Nele.

O nascimento de Jesus é motivo de imensa alegria, pois Ele dá razão a tudo, dá sentido à nossa existência, Ele vem para salvar e resgatar a humanidade. Para Ele fomos criados, por Ele somos salvos.

O programa Parresía desta semana, traz a mensagem de Natal do Padre Paulo Ricardo a todos os seus filhos.

UM PRESENTE DE NATAL PARA TODOS OS DE BEM: Corregedora do CNJ, Eliana Calmon, diz que associações de juízes são mentirosas.






O Imbecil juvenil




Uploaded by on Dec 23, 2011
O imbecil juvenil, por Olavo de Carvalho
Jornal da Tarde, São Paulo, 3 abr. 1998


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O imbecil juvenil
Jornal da Tarde, São Paulo, 3 abr. 1998

Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentir-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas.

O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.

Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram, desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo como membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento. Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria - a supressão, em suma, da personalidade.

É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação - literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo mimético de que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.

Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge como o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem. Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam. Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo como homem, mas àqueles que o aceitam como criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.

Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama.

Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não-ser: o jovem, em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidade do século: nazismo, fascismo, comunismo, seitas pseudo-religiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.

Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum.

O Supremo fica bem mais sensato com uma faca imaginária no pescoço

AUGUSTO NUNES
22/12/2011 às 20:09 \ Direto ao Ponto

Às nove e meia da noite de 28 de agosto de 2007, o ministro Ricardo Lewandowski chegou ao restaurante em Brasília ansioso por comentar com alguém de confiança a sessão do Supremo Tribunal Federal que tratara da denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, sobre o escândalo do mensalão. Por ampla maioria, os juízes endossaram o parecer do relator Joaquim Barbosa e decidiram processar os 40 acusados de envolvimento na trama. Sem paciência para esperar o jantar, Lewandowski deixou a acompanhante na mesa, foi para o jardim na parte externa, sacou o celular do bolso do terno e, sem perceber que havia uma repórter da Folha por perto, ligou para um certo Marcelo. Como não parou de caminhar enquanto falava, a jornalista não ouviu tudo o que disse durante a conversa de 10 minutos. Mas qualquer das frases que anotou valia manchete.

“A tendência era amaciar para o Dirceu”, revelou de saída o ministro, que atribuiu o recuo dos colegas a pressões geradas pelo noticiário jornalístico. “A imprensa acuou o Supremo”, queixou-se. Mais algumas considerações e o melhor momento do palavrório: “Todo mundo votou com a faca no pescoço”. Todo mundo menos ele: o risco de afrontar a opinião pública não lhe reduziu a disposição de amaciar para José Dirceu, acusado de “chefe da organização criminosa”. Só Lewandowski ─ contrariando o parecer de Joaquim Barbosa, a denúncia do procurador-geral e a catarata de evidências ─ discordou do enquadramento do ex-chefe da Casa Civil por formação de quadrilha. “Não ficou suficientemente comprovada a acusação”, alegou. O mesmo pretexto animou-o a tentar resgatar também José Genoíno. Ninguém divergiu tantas vezes do voto de Joaquim Barbosa: 12. Foi até pouco, gabou-se na conversa com Marcelo: “Tenha certeza disso. Eu estava tinindo nos cascos”.

Ele está tinindo nos cascos desde 16 de março de 2006, quando chegou ao STF 26 dias antes da denúncia do procurador-geral. Primeiro ministro nomeado por Lula depois do mensalão, Lewandowski ainda não aprendera a ajeitar a toga nos ombros sem a ajuda das mãos quando virou doutor no assunto. Para tornar-se candidato a uma toga, bastou-lhe a influência da madrinha Marisa Letícia, que transmitiu ao marido os elogios que a mãe do promissor advogado vivia fazendo ao filho quando eram vizinhas em São Bernardo. Mas só conseguiu a vaga graças às opiniões sobre o mensalão, emitidas em encontros reservados com emissários do Planalto. Ele sempre soube que Lula não queria indicar um grande jurista. Queria um parceiro de confiança, que o ajudasse a manter em liberdade os bandidos de estimação.

Passados mais de quatro anos, Lewandowski é o líder da bancada governista no STF ─ e continua tinindo nos cascos, comprovou a recente entrevista publicada pela Folha. Designado revisor do voto do relator Joaquim Barbosa, aproveitou a amável troca de ideias para comunicar à nação que os mensaleiros não seriam julgados antes de 2013. “Terei que fazer um voto paralelo”, explicou com o ar blasé de quem chupa um Chicabon. “São mais de 130 volumes. São mais de 600 páginas de depoimentos. Tenho que ler volume por volume, porque não posso condenar um cidadão sem ler as provas. Quando eu receber o processo eu vou começar do zero”. Como o relatório de Joaquim Barbosa deveria ficar pronto em março ou abril, como precisaria de seis meses para cumprir a missão, só poderia cloncluir seu voto no fim de 2012. O atraso beneficiaria muitos réus com a prescrição dos crimes, concedeu, mas o que se há de fazer? As leis brasileiras são assim. E assim deve agir um magistrado judicioso.

A conversa fiada foi bruscamente interrompida por Joaquim Barbosa, que estragou o Natal de Lewandowski e piorou o Ano Novo dos mensaleiros com o presente indesejado. Nesta segunda-feira, o ministro entregou ao revisor sem pressa o relatório, concluído no fim de semana, todas as páginas do processo e um lembrete desmoralizante: “Os autos do processo, há mais de quatro anos, estão digitalizados e disponíveis eletronicamente na base de dados do Supremo Tribunal Federal”, lembrou Barboza. Lewandowski, portanto, só vai começar do zero porque quis. De todo modo, o que disse à Folha o obriga a terminar a tarefa no primeiro semestre. Se puder, vai demorar seis meses para formalizar o que já está resolvido há seis anos: vai absolver os chefes da quadrilha por falta de provas.

As sucessivas manobras engendradas para adiar o julgamento confirmam que os pecadores não estão convencidos de que a bancada governista no STF é majoritária. Ficarão menos intranquilos se Cezar Peluso e Ayres Brito, que se aproximam da aposentadoria compulsória, forem substituídos por gente capaz de acreditar que o mensalão não existiu. Para impedir que o STF faça a opção pelo suicídio moral, o Brasil decente deve aprender a lição contida na conversa telefônica de 2007. Já que ficam mais sensatos com a faca no pescoço, os ministros do Supremo devem voltar a sentir a carótida afagada pelo fio da lâmina imaginária.

Caricatura de ensino

GAZETA DO POVO
Publicado em 10/11/2011 | CARLOSGAZETA@HSJONLINE.COM

Carlos Ramalhete

A universidade é um dos muitos legados da Idade Média ainda mais ou menos presentes entre nós. A universidade medieval era um centro de saber, absoluta e completamente autônomo, regido por leis próprias, e totalmente orientado para o estudo.

Entre outras práticas típicas de tempos mais civilizados, poderíamos citar as “disputações”, quando os professores respondiam publicamente a quaisquer perguntas que lhes fossem feitas: “pegadinhas”, perguntas sérias, perguntas difíceis... As respostas de São Tomás de Aquino até hoje são tema de estudo de filósofos sérios, mas confesso que tenho dificuldade em imaginar algo semelhante ocorrendo numa universidade de hoje em dia.

A universidade, hoje, é em alguns campos um curso técnico; em outros – especialmente nas Ciências Humanas – é pura palhaçada travestida de ensino. Para piorar, a ideia absurda de que todos seriam intelectualmente capazes de cursar estudos superiores – tão sem sentido quanto a ideia de que todos seriam fisicamente capazes de ganhar uma maratona – arrastou o nível de grande parte dos cursos para níveis abismais.

Para ficar apenas na minha área, o ensino de Filosofia nas universidades brasileiras – especialmente na USP, este buraco negro acadêmico – é uma triste caricatura, consistindo basicamente de um longo discurso ideológico de esquerda aplicado a um curso incompleto de História da Filosofia, ignorando quase que completamente o período escolástico, que assentou as bases da nossa civilização, que fundou as ciências, que orienta o Direito etc.

A essa caricatura de ensino, vem juntar-se agora uma mais triste ainda caricatura de autonomia universitária, expressa nos protestos dos estudantes da USP contra a presença da polícia no interior do campus, atrapalhando-lhes o sagrado direito de estudar em primeira pessoa os efeitos da maconha sobre o sistema nervoso. A quem não o conhece, vale observar que o campus é maior que muitas cidades, com vastas áreas ermas, onde estupros já foram, antes da presença da PM, relativamente comuns.

O discurso ideológico que orienta o que passa por formação dos alunos de Ciências Humanas, paralisado nos anos 70, torna ainda mais farsesco o protesto, com acusações absurdas de “ditadura” e protestos contra a “tortura” de serem conduzidos à delegacia de ônibus. A invasão e depredação da Reitoria – por sua vez um cabide de empregos – são apenas a cereja do bolo.

Mais valeria fechar a FFLCH e ampliar o curso de Engenharia. Pelo menos ali alguém estuda alguma coisa.

A todos um FELIZ NATAL! Com a palavra o professor Olavo de Carvalho (2005)

O Natal não é para os covardes

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 22 de dezembro de 2005

Na constituição americana não há nenhum “muro de separação” entre religião e Estado. Quando Thomas Jefferson criou essa expressão, foi para proteger as igrejas contra o Estado. É só num mundo pós-orwelliano que ela pode ser usada como pretexto para legitimar a repressão estatal da religião.

Mas o confinamento mesmo de Deus na esfera “religiosa”, Sua exclusão dos debates científicos e filosóficos, que hoje até mesmo os religiosos aceitam como cláusula pétrea da ordem pública, já é uma herança mórbida da estupidez iluminista. O “muro de separação” entre conhecimento e fé é uma farsa kantiana erguida entre dois estereótipos.

Afinal, por que um sujeito tem fé na Bíblia? Tem porque acha que ela é a Palavra de Deus. Mas por que ele acha que ela é a palavra de Deus? É porque tem fé nela? Esse círculo vicioso exigiria uma capacidade de aposta no escuro que transcende os recursos da média humana. A fé não surge do nada, muito menos da própria fé. É preciso um indício, um sinal, um motivo racionalmente aceitável para acender na alma a chama da confiança em Deus. A definição mesma da “fé” como crença numa doutrina é perversão do sentido da palavra. A doutrina cristã formou-se ao longo dos séculos. Os primeiros fiéis confiaram em Jesus antes de saber nada a respeito dela. Não acreditavam numa doutrina, confiavam num homem. E por que confiavam nele? Ele próprio explicou isso. Quando João Batista, da cadeia, manda perguntar se Ele é o enviado de Deus ou se seria preciso esperar por outro, Jesus não responde com nenhuma doutrina, mas com fatos: “ Vão e contem a João as coisas que vocês ouvem e vêem: os cegos enxergam, e os paralíticos andam; os leprosos ficam limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem boas notícias. E bem-aventurado é aquele que não se ofende comigo .” O que esses versículos ensinam é que a fé é apenas a confiança em que Aquele que devolveu a vida a alguns mortos pode devolvê-la a muitos mais. É um simples raciocínio indutivo, um ato da inteligência racional fundado no conhecimento dos fatos e não uma aposta no escuro. A única diferença entre ele e qualquer outro raciocínio indutivo é que a conclusão a que ele conduz traz em si uma esperança tão luminosa que toda a tristeza e o negativismo acumulados na alma se recusam a aceitá-la. A alma prefere apegar-se à tristeza e ao negativismo porque são seus velhos conhecidos. São a segurança da depressão rotineira contra o apelo da razão à ousadia da confiança. O que se opõe à fé não é a razão, é a covardia. Para legitimar essa covardia ergueram-se masmorras de pseudo-argumentos. No fundo delas, o leproso lambe suas chagas, o cego adora sua cegueira, o paralítico celebra a impossibilidade de caminhar. Os pobres, imaginando-se reis e principes, festejam a rejeição da boa notícia. Orgulhosos da sua impotência, adornam com o nome de “ciência” a teimosia de negar os fatos.

Mas seu exemplo não frutifica. Setenta e cinco por cento dos médicos americanos acreditam em curas miraculosas. Acreditam não só porque as vêem, dia após dia, mas porque sabem ou ao menos pressentem que atribui-las à auto-sugestão ou à coincidência seria destruir, no ato, a possibilidade mesma da pesquisa científica em medicina, que se baseia inteiramente no pressuposto de que auto-sugestão e coincidência não têm um poder maior que a intervenção terapêutica fundada no conhecimento racional das causas.

O maior escândalo intelectual de todos os tempos é a fraude constitutiva da modernidade, que, excluindo do exame todos os fatos que não tenham uma explicação materialista, conclui que todos os fatos têm uma explicação materialista.

A dose de miséria mental em que um sujeito precisa estar mergulhado para gostar desse lixo não é pequena. O Natal é o lembrete cíclico de que esse destino não é obrigatório, de que existe a esperança racional de alguma coisa melhor. Por isso há quem deseje eliminá-lo: para que o chamado da esperança não fira o orgulho dos covardes.

A volta para casa

BLOG DA MIRIAN MACEDO
QUARTA-FEIRA, 7 DE DEZEMBRO DE 2011

Criei coragem e vou contar como foi a minha volta para a Casa do Pai depois de quase quarenta anos distante de Deus. Na verdade, eu já tinha pensado em escrever relatando a minha conversão. Depois, desisti. Achei acesso - ou excesso - de vaidade, jornalista gosta de contar a história dos outros. Mas ao ler outros relatos, comoventes, considerei avareza não repartir a minha história.

Peço generosidade e compreensão pelo meu desajeito no trato dos assuntos de Deus. Tantos anos sem rezar fez com que o coração desaprendesse a delicadeza e a reverência necessárias quando falamos das coisas divinas. O cérebro, então, mais frio e prático, só vai aprender a ser doce com o tempo. Mas não posso falar mal da razão: foi também ela que devolveu-me à fé. Eu sou assim, preciso compreender, sem lacunas, "redondo", como se diz no jargão jornalístico. Só seduzem-me e convencem as grandes elaborações, os pensamentos sofisticados. O Mestre ordenou: "Ide e ensinai". Eu confesso: sou aprendiz.

Comecei a fugir, devagarinho, da Igreja quando tinha 14 ou 15 anos. Em casa, meu pai, afastado da Igreja, nada falou. Minha mãe, católica praticante, não gostou, mas não admoestou; depois, se conformou. Menina inteligente, estudiosa, longe de ser rebelde sem causa, cometi esta rebeldia porque era moderno. No final dos anos 60 e início dos 70, o mundo estava de cabeça para baixo.

Eu morava em Brasília, e de lá assisti a guerra do Vietnã, festival de Woodstok, maio de 68 na França, morte de Guevara, Beatles, AI-5, primavera de Praga, Tropicália, festivais. Neste admirável mundo novo, soava velha esta história de Deus e pecado. Religião só se fosse a de Dom Hélder Câmara. Abaixo as carolas marchadeiras!

Em 72, eu passei no vestibular para jornalismo na Universidade de Brasília; em julho daquele mesmo ano, saí de casa para morar numa república de estudantes. O ambiente da universidade era muito politizado, éramos todos comunistas. Tanto é que, em junho de 73, passei 11 dias no DOI-CODI, entre capuz na cabeça, interrogatórios intermináveis, ameaça (não consumada) de choque elétrico, muito medo e pouco heroísmo.

Quando saí, como boa comunista, menti e exagerei, recheando o relato da experiência com palavras fortes - 'gritos assombrosos', 'noites aterrorizantes', 'tortura desumana'. Tudo lorota.

Depois que saí da cana é que eu soube o que eu era e onde eu estava metida: era militante e integrava uma célula da Ação Popular Marxista-Leninista do PC do B, linha maoísta, o mesmo pessoal que fazia a Guerrilha do Araguaia, a turma de José Genoíno e de Honestino Guimarães, da UNE.

Eu tinha quase 20 anos e já estava incumbida de trabalho de aliciamento e conscientização em áreas operárias na periferia de Brasília. Faltou pouco para eu 'cair' fazendo um trabalho deste. As pessoas que me aliciaram e dirigiam a célula a que eu pertencia eram 'putas velhas', como jornalistas se referem aos mais velhos e experientes da profissão. Eles sabiam que eu era 'inocente útil', que eu não tinha a menor idéia do perigo que corria. Ormai, ero carne bruciata.)
Naquela época, Marx explicava tudo: as razões da opressão e o caminho para a libertação. E lá ia eu, vigiada pelos "ômi", assistir às palestras de Dom Pedro Casaldáliga e Dom Tomás Balduíno. A religião era o ópio do povo, mas aqueles eram padres dos bons. Não porque eram padres, mas porque eram comunistas, graças a Deus!

Mas nem só de pão vive o homem. Eu queria também Paz e Amor. Amor. Livre, claro. Para libertar nossos corpos e nossas mentes, a fórmula era conhecida: sexo, droga, rock'n roll e outros ritmos musicais alternados ou simultâneos.

Tínhamos quase tudo: o som, o fuzil e a maconha. Mas faltava o algo mais, a espiritualidade. E, assim, num fiat lux cósmico, o raio da Nova Era iluminou a nossa existência. E foi um sem-fim de yin, yang, ioga, prana, sutra, maia e karma.O cardápio podia variar, mas era sempre uma combinação de certos ingredientes: um prato de arroz integral com gergelim, um baseado, sair para dançar, ir para cama com mais um ou qualquer um e cumprir o dever revolucionário de derrubar o governo.

Quando me senti no fundo do poço e tudo ia mal - trabalho, convivência com a família, saúde etc - eu disse 'basta, vou mudar'. Mudei. Parei de beber, de fazer sexo, recolhi-me. Mas, no lugar de voltar para Deus, fui para o analista. Da parte espiritual cuidava a macrobiótica, a que me submeti rigorosamente por sete anos.

Ela era suficiente para dar-me Discernimento Superior e harmonizar-me com a Ordem da Natureza. E a "macrô" ainda trazia a vantagem de reforçar a análise dialética e materialista da realidade: afinal yin-yang podia ser traduzido como capital-trabalho ou burguesia-proletariado. Perfeito!

Eu estava com 27 anos quando, no carnaval de 1981, reencontrei em São Paulo um jovem engenheiro paulista (ex-católico, como eu) com quem eu tinha tido um "flerte" tempos antes. Neste reencontro, nós decidimos, em cinco dias, nos casar, completamente apaixonados. Transferí-me de Brasília para São Paulo e passamos a viver juntos. Sem papel e sem padre. Era um casamento moderno, baseado no princípio do prazer e na superação de resquícios da moral pequeno-burguesa.

Como natureba, meu método de controle de natalidade era tabela e período de fertilidade. Falhou, claro, porque o desejo era maior que a preocupação com uma possível gravidez. Para mim, aquela não era a hora de ser mãe, eu achava que o relacionamento estava começando e nós podíamos ainda nos divertir muito antes de pensar em filhos. E, afinal, eu era dona do meu corpo. Quanto àquela vida, ela se resumia a um conjunto de células indiferenciadas, sem consciência ou personalidade. A ciência nos garantia isto e 'nossos corpos nos pertenciam', era o lema da liber(t)ação feminista.

Na terceira gravidez, resolvemos assumir e nos casamos, só no civil. Quando meu filho nasceu, troquei as laudas pelas fraldas. Para cuidar dele, larguei uma glamurosa e promissora carreira de jornalista que eu havia retomado em São Paulo com brilhantismo, depois de ter saído daquele fundo de poço e me casado.

Mas Deus continuava fora. Tanto é que não batizei meu filho. A mesma decisão foi mantida com as minhas duas filhas.
Diante da insistência da minha mãe, pedi que ela mesma os batizasse. Quando tinha quatro anos, meu filho me perguntou quem era Deus. Respondi-lhe: "É o chefe do Bem".

Eu penso que acabei de certa maneira criando meus filhos no espírito de que falou João Paulo II. Eu não acreditava em Deus mas vivia (quase) como se Ele existisse. Só que, em vez de religião, ética.

A crítica era à Igreja, e a visão era marxista: "ópio do povo, instrumento de opressão das classes favorecidas, ideologia mantenedora dos privilégios de classe, aliada do capital na escravização do povo" e outros blá blá blás.

Como me distanciei da Igreja ainda adolescente, fui aos poucos desaprendendo o que sabia da vida de Jesus Cristo e da doutrina da Igreja Católica. A ponte mais próxima com a religião era a minha mãe, mas eu não encontrava nela qualquer desafio às minhas heresias e incredulidades.

(Apesar de crer incondicionalmente, minha mãe não se interessa muito em conhecer mais profundamente a doutrina cristã, diz que a Seicho-no-iê a tornou melhor católica, gosta da Igreja "alegre e moderna" da Canção Nova e acha que o Padre Marcelo presta serviço a Deus).

E para meu azar, a religião desandou numa breguice só quando neo-evangélicos, adeptos da Teologia da Prosperidade, infestaram o mundo e a televisão com aquela enxurrada de gente dando testemunho de que tinha aceitado Jesus no coração. Onde quer que eu pusesse os olhos, lá estavam as frases "Cristo salva", "Deus é fiel" e "Jesus te ama".

O pior é que Igreja Católica, que sempre foi um reduto de decência, achou de se modernizar com o surgimento da Renovação Carismática e começou a trocar os slogans revolucionários da Teologia da Libertação - do prisioneiro político Jesus de Nazaré dos freis Boffs e Bettos - pelos apelos do "Deus é 10 e o CD é 15".

Quanto ao Papa Woytila, eu valorizava a sua ação política em favor dos pobres, mas achava-o retrógrado e cheio de moralismos antigos, principalmente nas questões sexuais. Já que a religião andava assim, eu preferia continuar sem transcendências, mas -pelo menos - com um pouco de elegância e sofisticação intelectuais.

E logo descobri o que havia de mais avançado no pensamento de esquerda no mundo: o grupo marxista alemão Krisis, liderado pelo ensaísta Robert Kurz. Este grupo, herdeiro da Escola de Frankfurt e adepto da Teoria Crítica, fundamenta a sua análise nos conceitos de forma-mercadoria e trabalho abstrato.

O pulo do gato, entretanto, era outro: ao fazer a crítica radical do sistema mundial produtor de mercadorias, Kurz e seus discípulos conseguiram realizar um verdadeiro milagre: provar que Marx estava errado e certo ao mesmo tempo!

Segundo Krisis, já não era a luta de classes que movia a História, como pregava o Marx jovem, mas as relações fetichistas, como concluía o Marx velho. Isto é que era revolução. Marx está morto, viva Marx!

Os novos críticos apontavam o defeito iluminista de Marx em crer que a Razão faria surgir o Homem Novo. Em vez disso, o homem se tornara cada vez mais alienado, egoísta e violento, mesmo quando melhoravam as condições materiais objetivas de sua existência. Estavam aí os Estados Unidos que não os deixavam mentir.

Logo - concluíam os marxistas anti-marxistas - a solução dos problemas da humanidade teria de passar pela superação do próprio Iluminismo e sua racionalidade; de fato, o capitalismo é a mais exemplar expressão da racionalidade, o que mais se fala no capitalismo é de racionalização. A saída: mudar a Razão Pura em Razão Sensível, seja lá o que isto for. Como fazer a mudança, o grupo Krisis até hoje não descobriu. Ou seja: ninguém sabe.

O meu desencanto com o marxismo foi acontecendo naturalmente. Um dia, lendo um texto do filósofo, historiador e cientista político alemão radicado nos Estados Unidos, Eric Voegelin, convenci-me de que o marxismo carecia completamente de fundamentação filosófica que o sustentasse. Esta certeza se consolidou com a leitura de análises sobre a obra de Marx, principalmente a Teoria da Mais-Valia, feitas pelo economista austríaco e Ministro das Finanças, Eugen Bohm-Bawerk, no final do sec. XIX.

Depois, era só ver em que tinha dado o tal do "mundo comunista". Sempre me martelava na cabeça a observação do jornalista Paulo Francis de que a Revolução Russa não podia mesmo ter dado certo. Afinal, tinha começado matando crianças - os filhos do Czar Nicolai. Engraçado é que nada me fazia imaginar que eu já estava trilhando o caminho de volta a Deus. Certo dia, me caiu nas mãos um livro de um "erudito" judeu, chamado Zecharia Sitchin, que se apresentava como expert em arqueologia, História e línguas antigas (hebraico, sumério, acádio etc). Ele afirmava que as tábuas de argila encontradas na Mesopotâmia, há seis mil anos, não eram mitos, mas relatos factuais da vinda de extraterrestres de um planeta de nome Nibiru.

Estes ETs, chamados de anunakis pelos sumérios, eram os Nefilim da Bíblia. A tradução de "caídos" era errônea: Nefilim queria dizer "os que desceram do Céu para a Terra" ou, mais precisamente, "os homens dos foguetes ou das naves espaciais". Eles teriam colonizado a Terra há 500 mil anos, criado o Homem por manipulação genética.

A palavra Elohim, escrita no plural no Gênesis, provava que Deus eram "deuses. Estes, depois de criarem o homem pela fecundação de um óvulo de mulher-macaco e o sêmem de um "deus" anunaki, deram a civilização à raça humana. Voltariam nos próximos anos, completando mais uma órbita de 3600 anos em volta do Sol.

A teoria era absolutamente ousada e desconcertante. Sitchin sugeria que uma Onipotência Universal poderia até existir, mas os que vieram à Terra foram chamados Deus e Anjos equivocadamente. Quem falou a Abraão e a Moisés foram estes viajantes de naves espaciais vindos de Nibiru.

Eu pensava comigo: 'então, eu posso estar certa e a religião errada; o que nós chamamos de Deus pode ser apenas um extraterrestre'. Resumindo: não havia nem metafísica nem transcendência.

Não que histórias de ETs me arrebatassem, mas - caramba - eu também tinha lido o livro "Eram os Deuses Astronautas" na adolescência! As evidências intrigantes, as "qualificações" do autor - que incluíam até a de consultor da Nasa - e as numerosas citações de fontes acadêmicas reconhecidas (Samuel Noah Kramer, para citar só um) acabaram levando-me a ler todos os livros de Sitchin, além de muitos outros sobre pré-história, Mesopotâmia, sumérios, babilônios, assírios, caldeus, egípcios, mitologia grega e hindu, religiões antigas etc etc.

Aproveitei esta história de ET e anunaki para ler ainda, sem qualquer critério, tudo o que encontrei na Internet sobre ufologia, esoterismo, Fraternidade Branca, espiritismo, religiões orientais, calendário maia, teosofia e um sem-fim de assuntos místicos e esotéricos.

Não foi difícil, com o volume de informação que reuni, refutar completamente a teoria maluca dos anunakis. Não tinha sido, afinal, perda de tempo, pois aprendi muito. E mais: trechos do Antigo Testamento, citados por Sitchin, começaram a me fazer pensar. Eu jamais tinha lido a Bíblia e passei a me interessar e ler sobre assunto.

Foi, então, que um amigo emprestou-me um livro de Rudolf Steiner, de quem eu sabia apenas que era o criador das escolas Waldorf e da Antroposofia. Lembro-me que, à época, o Papa João Paulo II já estava muito doente e falava-se abertamente que ele não duraria muito.

Eu, de minha parte, mantinha o espírito crítico de velha marxista e teimava em ver a Igreja e o Papa sob o ângulo político, apontando o interesse da instituição em tirar proveito daquele martírio, transformando-o num espetáculo midiático.

Como eu nunca tinha lido qualquer livro de Antroposofia, estranhei a observação deste amigo de que, para Steiner, o caminho era o Cristo. Era verdade, o autor mostrava Jesus Cristo como a maior dimensão de amor que se podia imaginar. Steiner considerava o Cristo como alguém absolutamente fundamental para a evolução espiritual do homem, o próprio Deus encarnado. Espantava-me a minha igorância sobre este Ser tão inigualável e me perguntava como é que eu nada sabia sobre Ele. E fui devorando os livros de Steiner.

Para explicar a encarnação de Jesus Cristo, Steiner monta uma sofisticadíssima teoria que remonta à Atlântida, passa por Zaratustra, faz conexão com Hermes no Egito, engloba Moisés, Abrãao, essênios, budismo, Krishna , dois Jesus, duas Marias, dois Josés até chegar ao Mistério do Gólgota. De quebra, faz uma leitura dos Evangelhos como o mais puro e pedagógico manual de iniciação.

Ou seja: a Palavra de Deus não é mais que sabedoria oculta. Miraculosamente, cada palavra dos Evangelhos corresponde a um símbolo com significado na escrita esotérica e na sabedoria dos mistérios. Para entender Steiner, comprei a Bíblia de Jerusalém e, pela primeira vez, li os quatro Evangelhos e o Apocalipse. Steiner escreveu um livro intitulado O Quinto Evangelho (sic).

Mesmo sendo muito fabuloso e surpreendente, Steiner parecia consistente, lógico, sofisticado e verdadeiro. Cheguei até a pensar - na minha ignorância e que Deus me perdoe - que a Igreja Católica sabia de tudo, mas não o podia revelar, pois ainda não tinha chegado a hora, o homem ainda precisaria evoluir mais para compreender esta nova revelaçao.

De repente, me deu um estalo e eu pensei: cè qualcosa que non va. É que, para Steiner, Cristo é Deus mas também é uma entidade, um guia da evolução do homem; e Sua passagem pela Terra O teria ajudado a evoluir. Aí, eu achei demais: "Evolução, cara-pálida? Mas Ele é Deus! E Deus evolui?!"

É claro que não foi só a minha 'exuberante e prodigiosa' capacidade intelectual que me fez compreender quem era verdadeiramente Jesus Cristo. Foi o coração que compreendeu, foi o Espírito Santo que agiu. Santo Agostinho, repetindo o salmista, escreveu " Com certeza, louvarão o Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram".

Quando ficou claro para mim que Steiner era uma grande bazófia, lembrei-me do Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, que dizia ser a linguagem uma fonte de mal-entendidos. E é verdade. Muito do que nos confunde nestes livros esotéricos são as expressões "mundos espirituais", "esferas superiores", "dimensões supra-sensíveis".

Automaticamente, nós relacionamos estes termos às coisas de Deus e dos anjos. Mas, na verdade, este é apenas o outro lado do mundo físico, sensorial e, neste outro mundo, também vivem os espíritos que "non provengono da Dio, nonostante venga utilizzato quasi sempre un linguaggio damore e di luce" ('espíritos que não procedem de Deus, ainda que seja utilizada quase sempre uma linguagem de amor e de luz'), nas palavras de um texto do Vaticano.

E foi assim que, através de uma heresia gnóstica como a Antroposofia, eu acabei sendo levada a redescobrir Deus!

Completamente apaixonada por Jesus Cristo, eu quis conhecê-lo. Precisava compreender para crer e crer para compreender. Para isto, fui atrás Dele no lugar certo: a Igreja Católica. Escrevi, brincando, num email para meus irmãos:
"Não adianta: quem entende de Deus e Jesus Cristo é a Igreja Católica. É perda de tempo ficar lendo steiners, sitchins e blavatskis. Melhor bater na porta da firma que tem o direito de texto e imagem e é proprietária da logomarca dos dois. Afinal de contas, a empresa existe há dois mil anos, sem fechar as portas um dia sequer!" A primeira providência foi ler inteiro o documento 'Dominus Iesus'. Lá estava a confirmação da fé.

Pode parecer, contando assim, que acreditar em Deus, para mim, é mero exercício intelectual. Mas o coração sabe que não é. Mesmo quando ainda não tinha voltado a crer, eu gostava sempre de repetir uma frase que ouvi de Leonel Brizola, quando lhe perguntaram, certa vez, se acreditava em Deus. Ele respondeu que era arrogância não acreditar em Deus. Hoje, penso que, se não temos a pureza de coração para simplesmente crer, a razão acabará por nos levar inexoravelmente à Verdade.

Como me parece hoje absurdo não crer! Para mim, é impossível alguém conhecer a Verdade e não se deixar comover pelo amor de Deus por sua criatura nem se maravilhar com a perfeição e sabedoria do plano divino! Como pude viver tanto tempo sem a amizade de Deus!

Acho que o momento definitivo da minha volta para Deus foi aquele em que ouvi pela televisão o anúncio da morte do Papa Woytila; profundamente comovida e chorando, disse para o meu marido: "Este homem está há 25 anos tomando conta de nós". Falo sempre que a minha conversão foi o último milagre de João Paulo II.

Ainda durante o conclave, comecei a conhecer o pensamento e a atuação do cardeal Ratzinger, e torci para que ele fosse o novo Papa. Nunca vou esquecer as suas primeiras palavras já escolhido para ser o sucessor de Pedro: "sono un umile lavoratore della vigna del Signore"('sou um humilde trabalhador da vinha do Senhor').

São Bento será, com certeza, o meu santo protetor, pois, além de ser o nome do novo papa, a minha primeira confissão e comunhão, depois de quase 40 anos de escuridão, eu fiz na Paróquia São Bento do Morumbi, onde moro. Que Deus ajude o Papa Bento XVI a recuperar a Igreja eterna que tantas deformações tem sofrido nos últimos anos. Que minha família O (re)encontre e que Ele nos abençõe a todos.

*Este texto integral foi publicado, pela primeira vez, no site católico Associação Cultural Montfort, em outubro de 2005. Mais tarde, eu o reescrevi recompondo a verdade.

Padres pedófilos não. PEDÓFILOS que viraram padres. Ou pastores, bispos... E se a vítima ou vítimas forem do mesmo sexo, são HOMOSSEXUAIS PEDÓFILOS que viraram padres, pastores, bispos...

Escrevi este comentário para a grande Mirian Macedo, sobre o artigo na sequência:

Mirian, quero sugerir uma abordagem que acho mais adequada: não são PADRES PEDÓFILOS, isto implica - ou pode implicar - em entendimento errado: que o criminoso em questão era/é uma coisa (padre) que "virou" pedófilo. Nós não falamos ENGENHEIRO PEDÓFILO, falamos? Não, não falamos. E um professor pedófilo, quando descoberto, é sempre tratado pelo crime horroroso, agravado pela atuação dele junto aos menores. O mesmo deveria acontecer, na minha opinião, com os falsos pastores de almas.


Sugiro que nos acostumemos a desmontar a propaganda midiática acerca destes criminosos: eles são PEDÓFILOS QUE CONSEGUIRAM ENTRAR NAS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS.


Em resumo, são PEDÓFILOS que viraram PADRES, PEDÓFILOS que viraram BISPOS, PEDÓFILOS que viraram PASTORES, etc. E sempre que as suas vítimas foram do mesmo sexo, então devem ser chamados de HOMOSSEXUAIS PEDÓFILOS que viraram PADRES, HOMOSSEXUAIS PEDÓFILOS que viraram BISPOS, HOMOSSEXUAIS PEDÓFILOS que viraram PASTORES, etc.


Aproveito para dar uma dica às vítimas: recorram PRIMEIRO À POLÍCIA, nunca aos superiores hierárquicos. Estes malditos satanistas devem ir direto para a cadeia e, na minha opinião, se possível com penas mais pesadas.


Abraços
Alex Brum Machado

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TERÇA-FEIRA, 6 DE DEZEMBRO DE 2011

Padres pedófilos: quantos?

Existem padres pedófilos. Ponto. É gravissimo. Ponto. Mas números, ainda que não sejam suficientes, são necessários. No Brasil, eles não existem. Nos EUA, a John Jay College of Criminal Justice da City University of New York, que não é católica e é unanimemente reconhecida como a mais autorizada instituição acadêmica americana em matéria de criminologia, apurou que, em 42 anos, 4392 sacerdotes - entre 109 mil - foram acusados de relação com menores.

Pouco mais de uma centena foram condenados por tribunais civis. Algumas acusações eram falsas, outras prescreveram, 80% eram relações consensuais com moças de 16 ou 17 anos. Relação sexual de um padre com uma moça de 17 anos não é bonito, mas não é pedofilia. Nos EUA, em 42 anos, os padres acusados de efetiva pedofilia foram 958, em 42 anos, 18 por ano. As últimas estatísticas são de 2002, mas a John Jay College já apontava ‘notável declínio’ em 2000.

Mais: muitos dos casos de 250 abusos sexuais denunciados no famoso Caso Ryan, sempre relacionados à Igreja Catolica pela mídia, não foram cometidos por sacerdotes, religiosos ou religiosas. Na Irlanda, as denúncias de abusos a menores são, em muitos casos, o uso de meios violentos e excessivos de punição física, alguns deles cometidos há mais de 30 anos.

Philip Jenkis, professor de História e Justiça Criminal e estudioso das religiões, informa que, nos EUA, a presença de pedófilos é, de acordo com as próprias denominações protestantes, de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes em comparação com os padres católicos.

Isto mostra que a questão não é o celibato, a maioria dos pastores protestantes é casada. No mesmo período em que uma centena de padres eram condenados por abuso sexual contra menores, o número de professores de ginástica e treinadores de quadras esportivas juvenis - maioria casada- julgados culpados pelos mesmos crimes nos tribunais americanos ultrapassava seis mil.

PS: os dados dos meus comentários estão no texto abaixo (em italiano):
http://www.avvenire.it/Cultura/scandali+pedofilia+caso_201003180904251170000.htm

Terrorismo do bem, por Quartim "Lixo Humano" de Moraes

MIRIAM MACEDO
QUINTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 2011

‎Primor de cinismo: Quartim de Morais 'prova' que o terrorismo dele é bom

"IMPÉRIO, GUERRA E TERROR . (A moral deles e a nossa)". http://www.unicamp.br/cemarx/criticamarxista/Quartim.pdf

Imperio, Guerra e Terror - Quartim de Moraes

Charge: Bolsonaro dá um bom uso pra as Havaianas de Pau

SENTIR COM A IGREJA

Lembram de umas animações para lá de malucas que apareceram no YouTube, as Havaianas de Pau*? Pois não é que na charge abaixo o deputado Jair Bolsonaro achou mais uma uitilidade para elas? Vejam aí, mais um engraçadíssima criação do Emerson Oliveira do Sentir com a Igreja:



No início do ano, com a presença da rainha Silvia, da Suécia, a Câmara iniciou a discussão do projeto de lei que proíbe palmadas ou broncas em crianças e adolescentes. O interessante é que na Suécia a maioridade penal começa aos 15 anos; no Brasil, é aos 18, ou seja, lá o menor com 15 anos vai para a cadeia, aqui o pai é quem será punido se der um tapa no bumbum do filho criminoso.

Para o 1º mundo, quanto pior nossa Educação, melhor para continuar nos explorando. Para político brasileiro também: fica mais fácil conseguir o voto daqueles que, sem cultura, vendem-se por um Bolsa Família.Este governo não tem legitimidade ou exemplo para interferir na educação familiar, pois mostrou seu desrespeito com a família quando tentou impor, nas escolas públicas, o kit-gay.

A criança tem que aprender limites, e palmadas podem fazer valer a diferença para que ela não adquira um comportamento reprovável, diferentemente de tratamento cruel ou desumano, para os quais já existem leis.

Aprovada esta lei, estaremos criando uma geração sem freios. Os pais não terão qualquer autoridade. Absurda a possibilidade de punir pai ou mãe com ‘afastamento do lar’ que reincida numa palmada em filho que não queira fazer o dever de casa ou tomar banho.

Cogita-se ainda criar o 0800 jovem para que filhos denunciem pais. O jovem viciado que não consiga dinheiro deles para comprar drogas pode fazer uso da falsa denúncia para vingar-se. O pai que hoje não der palmada no filho rebelde provavelmente amanhã levará dele um tapa na cara. Em nome da família, é que mais uma vez me insurjo contra uma proposta do governo.

> Bolsonaro consegue assinaturas e frustra aprovação da Lei das Palmadas na Câmara dos Deputados. http://bit.ly/uO6OB1

FRASE:
"Se esta Lei for aprovada o próximo passo será abolir as sandálias havaianas no Brasil."
(Jair Bolsonaro retrucando ato de defensor da Lei das Palmadas ao erguer as sandálias caracterizando-as como armas em audiência Pública na Câmara dos Deputados.)


*Para ver vídeos com as Havaianas de Pau clique aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

AMIGO OCULTO DE NATAL: UMA VITÓRIA DA KGB!

VANGUARDA POPULAR
ESCRITO POR KAMARADA KATCHASZA

Marx demonstrou que o Natal é o ápice anual do capitalismo burguês que oprime a todos nós.

Desenvolvido pela Coca-Cola a serviço do imperialismoyankee, o Natal foi introduzido à ferro em praticamente todo o mundo como uma flagrante estratégia para sabotar a inevitável tomada dos Estados pelo proletariado.

Contudo, o serviço de inteligência do Partido desenvolveu sagazmente uma estratégia de contra-contra-revolução: o amigo oculto.

O amigo oculto pode ser realizado de 2 formas:

1) sorteio dos participantes e livre escolha do presente a ser oferecido.
2) sorteio dos participantes e prévia elaboração de uma lista com os presentes desejados.

Ambas as modalidades pregam a ocultação do indivíduo em algum momento, o que sub-repticiamente induz os participantes a uma burla aos olhares conservadores, propiciando a inserção de factóides e de desinformação junto ao grupo para desestabilizá-lo e assim, tomar o poder mais facilmente. Como diz o ditado do PARTIDO: "o que os olhos não veem, o reacionário não sente".

A modalidade 2 faz com que o participante seja estimulado a exigir o que lhe é de direito, tornando-se então uma possível semente da ideologia proletária revolucionária capaz de despertá-lo para as grandes mobilizações e para a consequente tomada do poder.

A vitória está próxima.

Ministro do Supremo beneficiou a si próprio ao paralisar inspeção

FOLHA
21/12/2011 - 06h01


O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski está entre os magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo que receberam pagamentos que estavam sob investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), informa reportagem de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta quarta-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Antes de ir para o STF, ele foi desembargador na corte paulista.

Anteontem, último dia antes do recesso, o ministro atendeu a pedido de associações de juízes e deu liminar sustando a inspeção.

Por meio de sua assessoria, Lewandowski disse que, apesar de ter recebido os recursos, não se sentiu impedido de julgar porque não é relator do processo e não examinou o mérito --apenas suspendeu a investigação até fevereiro.

A corregedoria do CNJ iniciou em novembro uma devassa no Tribunal de Justiça de São Paulo para investigar pagamentos que alguns magistrados teriam recebido indevidamente junto com seus salários e examinar a evolução patrimonial de alguns deles, que seria incompatível com sua renda.

Leia mais na edição da Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

JAIR BOLSONARO: COMISSÃO DA RETALIAÇÃO

JAIR BOLSONARO
quarta-feira, 23 de novembro de 2011


Jair Bolsonaro, o segundo da direita para a esquerda.


A propalada Comissão Nacional da Verdade está longe de contar a história que todos queremos, pois nos poucos artigos do projeto aprovado na Câmara escondem-se todos os tentáculos daqueles que, financiados por Cuba, queriam implantar no Brasil a ditadura do proletariado. A acreditar em seus autores, deveríamos, por coerência, ao lado do Cristo Redentor também erguer uma estátua de Fidel Castro como tributo a nossa atual democracia.

As incoerências começam pela competência exclusiva da atual presidente para indicar os sete membros da comissão. Qual a isenção desse "tribunal"?

O organismo, por critérios exclusivos de seus membros, também terá o poder de resguardar o sigilo de todo e qualquer documento que a imprensa e o povo não possam ter acesso. É a censura prévia, explicitada em lei, por quem teme a verdade.

Desborda-se também a Lei da Anistia ao determinar que "é dever dos militares colaborar com a Comissão da Verdade". Se é dever, cabe a pergunta: qual a pena para quem não colaborar? As ameaças de prisão de velhos generais, coronéis e outros militares passam a ser realidade.

Estando na lei, até os velhos regulamentos disciplinares poderão ser aplicados aos militares inativos com sucessivas punições de até 30 dias de prisão, podendo, via Conselhos de Justificação/Superior Tribunal Militar, culminar com perda da patente dos que "ousaram" não atender à convocação da comissão.

Em tese, esse dispositivo contraria até a convenção internacional, da qual o Brasil é seguidor, de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si.

O governo não quis discutir a fundo o projeto na Câmara por muitos motivos, entre os quais a sua inconstitucionalidade, principalmente pelo revanchismo explícito de setores que não aceitam a Lei da Anistia, já reconhecida até no STF. Por isso, o texto foi aprovado sem debates.

Os sete homens do governo ainda teriam poder de "determinar a realização de diligência para coleta de documentos e dados", legalizando assim a prática do "pé na porta" em residências de militares para busca e apreensão do que eles imaginam lá existir. A comissão terá mais poderes que as atuais CPIs, e cria um circo ao permitir que se possa convocar, para entrevistas públicas, qualquer pessoa que se entenda guardar relação com os fatos da época. Preocupado em blindar autoridades que compõem o atual governo, o projeto ainda limita as apurações a crimes de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não prevendo os praticados pela esquerda, como sequestros, justiçamentos (muito utilizados no Araguaia), latrocínios, carro-bomba e obtenção de recursos de países cujos regimes ditatoriais persistem até hoje. Essas pessoas que demonstram tanta preocupação com os direitos humanos no passado não têm o mínimo interesse em apurar o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel em 2002, talvez o último justiçamento motivado pela causa marxista - o Poder.

O projeto joga os militares no covil das hienas, reabrindo feridas e atingindo diretamente a hierarquia e a disciplina castrense na medida em que os comandantes militares, com o silêncio que lhes é imposto, permitem que um ex-guerrilheiro, assessor especial do ministro da Defesa, fale por eles.

JAIR BOLSONARO é deputado federal (PP-RJ).


Matéria publicada no jornal OGLOBO no dia 26 de setembro de 2011, no setor Opinião.

< Os principais artigos da Lei que criou a Comissão da Verdade e os comentários de Bolsonaro sobre cada um deles. http://bit.ly/sGjkuH


< Jair Bolsonaro desmoraliza o Presidente da OAB-RJ em programa de TV sobre a Comissão da Verdade. http://bit.ly/hTytLd

Desembargador solta Comandante Djalma Beltrami e dá ESPORRO em delegado de polícia

DICA DO RICARDO GAMA

Desembargador solta Comandante Djalma Beltrami e dá ESPORRO em delegado de polícia

As Coréias

Governo quer que Black Friday seja chamada de Sexta Afrodescendente

O SENSACIONALISTA
nov 25th, 2011


O governo federal quer proibir lojas de promoverem a chamada Black Friday com este nome. A liquidação americana ganhou força no Brasil este ano com o mesmo nome que é feita nos Estados Unidos, o que provocou protestos em Brasília. O Procon alertou que depois da Black Friday chega o Red Account Saturday.
O líder da manifestação contra o termo em inglês é o ministro Aldo Rebelo, o criador do dia do Saci. Aldo é conhecido pelo combate aos estrangeirismos e já proibiu que seus assessores usem as palavras site, internet e mouse. O projeto de lei será encaminhado ainda essa semana ao Congresso. Aldo também quer proibir internautas de usarem a expressão LOL. Principalmente contra suas ideias.

Otileno Junior e Leonardo Lanna

Jaime Cortesão - Teoria Geral dos Descobrimentos Portugueses (1940)

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O verdadeiro significado da Vocação Sacerdotal

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Em evento com Dilma em SP, Haddad é vaiado durante apresentação

BOL
22/12/2011 - 12h12 | da Folha.com

DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO

O ministro Fernando Haddad (Educação), pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, foi vaiado nesta quinta-feira durante evento com a presença da presidente Dilma Rousseff na capital paulista.

Eles participam da celebração de Natal com catadores de lixo e moradores de rua.

O evento acontece na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo, tradicionalmente ligado ao PT.

Durante oito anos de seu mandato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da celebração dos catadores. Neste ano, ele não pode comparecer por conta do tratamento contra o câncer na laringe. O último ciclo de quimioterapia foi finalizado no sábado passado.

Lula é o principal cabo eleitoral de Haddad na disputa pela prefeitura. Pesquisa Datafolha divulgada no começo do mês mostra que o ministro petista oscila entre 3% e 4% das intenções de voto. Isso o coloca em sexto ou sétimo lugar na disputa, dependendo do cenário testado pelo instituto.

Durante a apresentação dos catadores, o secretário do Meio Ambiente de São Paulo, Bruno Covas, pré-candidato do PSDB à prefeitura, foi aplaudido por parte da plateia. Apenas o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) recebeu mais aplausos.

Além de Haddad, outros ministros participam do evento, como Alexandre Padilha (Saúde), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Aloízio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Maria do Rosário (Direito Humanos).

Conhecido pela atuação entre moradores de rua e adolescentes infratores, o padre Júlio Lancellotti também é um dos presentes.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".