Loja OLAVETTES: produtos Olavo de Carvalho

Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mande esta aula para seus "amigos" esquerdopatas


Eles (esquerdopatas) jamais conseguirão contrapor o que o professor Paulo Guedes diz abaixo.

Adorei, aula espetacular em poucos minutos.


Informativo Notalatina - Grave e importante! - 11.12.09





Olá, amigos,

O Notalatina ficou muito tempo sem atualização em decorrência de problemas muito estranhos no meu micro que me impediam de publicar qualquer coisa. Hoje, era impossível deixar passar mais um fato gravíssimo sem fazer o registro e acender os alarmes. Estou me referindo à criação oficial de um monstro parido nas entranhas das FARC e que conta com o apoio aberto e descarado de Chávez, e de forma mui sorrateira dos membros do Foro de São Paulo onde se inclui o Sr. da Silva.


O monstro chama-se Movimento Continental Bolivariano, que é uma ampliação de outro mais antigo, a Coordenadora Continental Bolivariana que pariu vários "filhos" chamados de "Círculos Bolivarianos"; são todos excrementos do mesmo intestino.


Nesta edição de hoje há vários vídeos (com exceção do de Cano, são curtinhos), todos importantíssimos e a maioria deles inéditos, que chamo a atenção para que assistam, pois só assim é possível entender porque Chávez não deve ser incorporado ao Mercosul, embora esta entidade há muito já tenha perdido sua característica de bloco aduaneiro para configurar-se numa sucursal do Foro de São Paulo.


Peço que divulguem esta edição, dada sua extrema gravidade, mas não esqueçam de dar os créditos ao Notalatina.

Fiquem com Deus e até a próxima!

G. Salgueiro

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ex-líder gay de jovens ressurge para contar seu dramático testemunho de conversão

Fonte: JULIO SEVERO
11 de dezembro de 2009


Patrick B. Craine


11 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Dois anos atrás Michael Glatze provocou ondas de choque em toda a elite homossexual quandodeclarou publicamente que ele havia abandonado sua vida como proeminente ativista homossexual, se tornado cristão e abraçado a “sexualidade humana normal”.

Contudo, depois de ser vítima de intensas críticas e zombaria após sua conversão, Glatze decidiu “se retrair”, “ficar em silêncio” e “se preparar” por um tempo, mas agora diz que se sente compelido a dar seu testemunho de novo. Numa entrevista com LifeSiteNews.com (LSN), Glatze disse que, longe de ter voltado a seu velho estilo de vida (como muitos de seus críticos da comunidade homossexual disseram que ele faria), ele está “extremamente feliz, e apto a ter uma vida muito boa, normal e saudável”.


Glatze começou a se identificar como homossexual com a idade de 20 anos. Depois disso ele fundou uma popular revista homossexual para jovens —
Young Gay America — com pouco mais de 20 anos, e se tornou uma fonte para os meios de comunicação nacionalmente reconhecida em questões homossexuais aos 30 anos.


Durante esse tempo, porém, ele começou a ter dúvidas sobre a homossexualidade, e em 2005, depois de uma década trabalhando no movimento homossexual, ele desistiu de tudo, decidindo que era “errado e imoral”. Pouco antes de deixar sua posição na revista, conforme ele relatou em 2007 quando revelou pela primeira vez acerca de sua conversão, ele escreveu em seu computador de escritório: “Homossexualidade é morte, e eu escolho vida”.


Depois de anunciar sua conversão, Glatze diz que foi “duramente criticado por pessoas que não me conheciam ao ponto em que eu precisava me retrair, para entender melhor tudo o que eu estava discutindo”.


“A fúria que vem dos indivíduos ‘gays’ contra pessoas como eu pode ser cruel e vil, e pode machucar”, ele disse para LSN. “Eles não param por nada para fazer me sentir envergonhado por minha atual posição acerca da homossexualidade, e tentar me fazer duvidar do que experimentei em minha vida”.


“Cheguei ao ponto em que decidi ficar em ‘silêncio’, e recusar ofertas para falar, e me preparar”, disse ele.


Desde então ele diz que “está confiando em Deus, e somente em Deus”. “Venho adorando viver uma vida relativamente normal”, disse ele. “Vou à igreja. Tenho namorado moças. E, continuo a entender as ramificações do pecado homossexual de forma cada vez mais profunda, e à medida que encontro outros presos nesse pecado, aprendo mais sobre a natureza humana, e observo minhas próprias experiências — comparando-as com o modo como eu poderia ter respondido ou reagido em certas situações apenas alguns anos atrás”.


Agora pronto para compartilhar seu testemunho de novo, ele diz que insiste em fundamentar sua identidade em Deus, em vez de se definir de acordo com sua condição de “ex-gay”. “Não quero ser algum tipo de porta-voz que faz essa questão parecer exagerada acerca de mim”, ele explicou.


“Há inúmeras pessoas que saíram do estilo de vida homossexual com êxito, largaram os hábitos do pecado homossexual e que têm vidas felizes e saudáveis”, ele continuou.


Ele diz que foi edificado por “muitos, muitos e-mails de pessoas de várias partes do mundo que se identificaram com meu testemunho… que me incentivaram a prosseguir nesta caminhada, que estão felizes, que abandonaram a homossexualidade, deixando-a bem para trás, que têm filhos e que têm belas esposas”.


“Parte do problema em ‘divulgar o testemunho’ é que estamos realmente apenas falando sobre a experiência humana normal”, disse ele. “Não é o tipo de coisa onde você sente a necessidade de investir horas de sua vida, correr e gritar ‘Gente, vocês precisam respirar o ar!’”


A verdade é “óbvia”, explicou ele. “A heterossexualidade é a sexualidade humana normal, enquanto a homossexualidade é um desvio. Essas são coisas óbvias. O que é tão inovador é o modo como os ativistas estão tendo sucesso em turvar a realidade”.


“Penso que enquanto os meios de comunicação perpetuarem o mito de que a homossexualidade não pode ser curada… quero continuar a espalhar a mensagem da verdade em oposição a essa mentira”, disse ele, “sustentado pelo fato de que estou mais feliz, mais confiante e muito mais saudável — e muito, muito menos gay — desde 2007 e os anos anteriores”.

(Leia por você mesmo uma coluna de Glatze.)

Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:


Traduzido por Julio Severo:
www.juliosevero.com

Veja também este artigo original em inglês:
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09111207.html

Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “
NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.

Continua a demência, a idiotice, a imbecilidade e o delírio

Aos amigos que deixam recados falando que estou perdendo tempo com os sociopatas que deixam vômitos no Cavaleiro eu agradeço do fundo do coração. Sempre que eu crio um "artigo" com o material destes doentes mentais, sociais e espirituais eu recebo o apoio e a força de diversos internautas. Quero desejar a estes, a vocês todos, o melhor do universo.

Vou trazer mais um "comentário" para cá com o mesmo intuito de todos os outros: mostrar aos meus visitantes até onde vai (ou pode ir) a estupidez dos que defendem o "atual estado das coisas". Além da defesa do indefensável, são quase todos semi-alfabetizados ou pior e portanto desqualificados para um debate sobre qualquer coisa que seja. Antes de aprender a escrever com coerência é preciso ler, estudar mesmo, o que significa exatamente o contrário de ir para escolas brasileiras. Se o material (fecal) das escolas "dêsti paíz" é o único com o qual o sujeito conta "intequituálmente falâmdu", ele está habilitado apenas para fazer o cafezinho de um empresa e apenas com ele (o cafezinho) debater.

Vamos ao festival de jumentice, digna, como sempre, daqueles que um dia cairam em um gramado e resolveram nunca mais levantar:

Edson deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Análise do filme "The Soviet Story" por Olavo de C...":

ahh... sim. Católico Apostólico Romano então todos nós humanos,cultos, sabemos quem são seus Lideres. Certo?
Não a motivos para voltar, pois diz Cristo:
"E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa.
E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós."
Lucas capitulo 10: 5,6.

MCB - Movimento Continental Bolivariano - FARC em ação de novo (antes era no FORO DE SÃO PAULO)

chegou no Brasil a novidade criada pelos esquerdopatas latinos, o MOVIMENTO CONTINENTAL BOLIVARIANO (MCB).

Graça Salgueiro do NOTALATINA, a melhor fonte de informação sobre América latina no Brasil (no mínimo), está preparando material sobre o assunto. O site do MCB: http://www.conbolivar.org/. Aguardem para muito breve o que vai nos contar a Graça.

Por enquanto fiquem com este aperitivo. Ouçam bem no vídeo abaixo, tem por exemplo esta parte que transcrevo para vocês:

"... o movimento (MCB) respalda e apoia as FARC e jamais os consideramos uma organização terrorista..."

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O FORO DE SÃO PAULO EXISTE SIM E AS FARC FAZEM PARTE DELE

Neste primeiro vídeo mais confissões sobre a participação das FARC no FORO DE SÃO PAULO. Sim, eles agora não estão mais com medo de falar sobre o assunto. Sentem-se, talvez, muito seguros. Isto é muito bom, Hitler também estava seguro que a Alemanha ia dominar o universo por milhões de anos.

O segundo vídeo é a reunião que o Alejandro Peña Esclusa faz menção quando o bigodudo fala com outras palavras que não tem problema nenhum as FARC e o ELN participarem, junto com Lula, Chávez, Correa e Morales, de uma entidade que, portanto, é criminosa por definição.

Vamos aos dois, mais uma seção "O FORO DE SÃO PAULO EXISTE SIM E AS FARC FAZEM PARTE DELE".



Você sabia?

Minhas lembranças do Muro de Vergonha: presságios da liberdade na Europa. Freiheit Berlin!

Fonte: CONDE LOPPEUX DE LA VILLANUEVA
QUARTA-FEIRA, NOVEMBRO 11, 2009




Eu tinha apenas doze anos em 1989. Era o dilema da Guerra Fria, da ameaça nuclear, dos destinos do mundo dividido entre dois sistemas radicalmente contrastantes, numa época de extremos políticos. O país engatinhava em sua primeira eleição presidencial, depois de vinte anos de ressaca ditatorial do regime militar, isto, numa realidade de destinos políticos incertos. A frágil democracia, renascida tal como fênix das cinzas, era uma muralha de incertezas como o próprio mundo, quando uma inflação devastava uma economia nacional em frangalhos. Lembro-me das opiniões de alguns dos meus professores de história ou geografia. Uma boa parte, formada pelos cânones marxistas das universidades públicas, repassava as maravilhas das
“democracias populares” de Cuba e da União Soviética, em elogios rasgados da ditadura do proletariado no poder. Em contrapartida, eles adoravam criticar a democracia constitucional e capitalista do Ocidente, tachada de “ditadura burguesa”. Se para os professores, vivíamos numa ditadura, a explicação de todo mal da exploração estava na mais-valia, na suposta escravidão dos trabalhadores pelo empresariado, enquanto as liberdades civis e individuais eram o “fetiche” e a ilusão da sociedade capitalista.


Quando se criticava a ditadura do Partido Comunista e as perseguições políticas em massa do regime, os professores se limitavam a dizer que era
“preconceito burguês” ou “mentirosa propaganda capitalista”. Em suma, muitos professores não eram educadores, mas doutrinadores, militantes, objetivando “fazer a cabeça” dos alunos, numa espécie sutil de lavagem cerebral (como muitos, aliás, o fazem hoje). Dentre todo esse agitprop, uma professora escapava desse lugar-comum, uma distinta conservadora evangélica que contava a história do Brasil sem as chatices tecnocratas dos pseudo-dialéticos marxistas. Ela contava história como se contava realmente uma história de pessoas vivas, de carne e osso, e não de sistemas impessoais e extravagâncias de forças abstratas.


Contudo, no meio de elogios comunistas, aquela ladainha não me convenceu. Não que eu entendesse de marxismo-leninismo ou de capitalismo. Não que eu entendesse de mais-valia ou de baixa tendencial do lucro. Porém, achava estranho um regime de partido único ser democrático. Ou, no mais, um sistema em que não existia liberdade política, religiosa ou oposição livre. Todavia, estranhos eram os comunistas me explicarem o porquê de um regime tão maravilhoso possuir um muro que proibisse seus cidadãos de se locomoverem em seu próprio país ou sair dele. Era pior, eles não tinham liberdade nem mesmo de se locomoverem em sua própria cidade. Este muro, como se sabe, era o famoso
“Muro de Berlim”,onde a pobre cidade foi praticamente dividida ao meio, onde os bairros de uma mesma cidade e nação eram dois países diferentes, onde famílias inteiras de alemães foram separadas por décadas. Inexplicável é a permissão que os soldados tinham para atirar em seus próprios cidadãos se estes pulassem o muro. É espantoso como um regime tão lindo, tão democrático e tão maravilhoso ameaçava ficar só, já que se a população tivesse um mínimo de liberdade, fugiria em massa do paraíso para o inferno capitalista. O ditador comunista de plantão ainda declarava que o muro duraria “mais cem anos”.


Contudo, os professores diziam que eram
“movimentos reacionários de sabotadores”, as manifestações isoladas de pobres civis vítimas do regime totalitário. Ou a explicação curiosa, eivada de estupro contra o raciocínio lógico, repassada pelos professores, de que nos países comunistas, a imprensa e os sindicatos não eram livres, porque nenhum povo pode ser contra o seu próprio governo. Ou que o proletariado não poderia ser contra a sua própria representação estatal de classe. Em outras palavras, o “povo estava no poder”. Se atualmente todo marxista diz que o stalinismo corrompeu a memória socialista, alguns fanáticos de 1989 diziam que as atrocidades stalinistas foram invencionices causadas pelos membros “revisionistas” do Partido e que Mikhail Gorbatchev estava traindo as idéias leninistas. Glasnost e Perestroika eram sinônimas de “revisionismo burguês”, nas fileiras de alguns setores do Partido Comunista. Malgrado isso, contrastando com a União soviética, alguns professores achavam que o modelo político mais próximo da realidade brasileira seria a implantação do socialismo “científico” albanês ou cubano.


Quando se tocava no assunto sobre a Primavera de Praga, os professores comunistas endossavam com uma candura estranha, as investidas dos tanques soviéticos sobre civis tchecos desarmados, que apenas pediam liberdade política e de pensamento. Esses mesmíssimos cães de guarda da tirania totalitária esbravejaram hipocritamente contra os
“porões” da ditadura militar brasileira. Na boca de muitos deles, Stálin era o guia genial dos povos, o sanguinário Mao Tse Tung era retratado como “filósofo” e “poeta” e o demagogo facínora Fidel Castro, o libertador da América Latina. Pode-se dizer que naqueles tempos o patrulhamento ideológico era mais direto, declarado, dogmático, sectário. Qualquer oposição aos dogmas deles era caso de fuzilamento sumário. O pobre aluno seria estigmatizado dentro dos piores chavões possíveis: “reacionário”, “fascista”, “pequeno burguês”, “inimigo do povo”, etc. E naquela redoma de ideologias e idéias histriônicas, eu era talvez um desses alunos opositores, às vezes tachado de “conservador” e“burguês”. Se isso era todo o ideal da esquerda universitária, representada pelos professores, o seu candidato à Presidência da República era um sapo barbudo que esbravejava contra a“desigualdade social”, o FMI, o “imperialismo norte-americano”, ao mesmo tempo em que reafirmava a utopia socialista. Não nos moldes soviéticos, mas nos moldes cubanos, o que dava no mesmo. Hoje, o sapo barbudo, depois de muita insistência, é presidente da república. Continua a beijar a mão do seu ídolo Fidel Castro e agora, do novo tiranete do momento, Hugo Chavez.


Um evento inédito, porém, acabou por surpreender os falsos sonhadores e os incautos ilusionistas. O povo da Alemanha Oriental espontaneamente subiu ao muro e enfrentou pacificamente a polícia fronteiriça. O regime mandou atirar nos manifestantes, mas os próprios policiais nada fizeram, e alguns aderiram à rebelião pacífica. Os que eram alguns, tornaram-se muitos, e o muro que dividia o despotismo da liberdade, o
“muro da vergonha”, foi tomado pela multidão, que chorava pela crença na liberdade. Aos poucos, flâmulas alemãs jorravam nas mãos dos manifestantes e o símbolo comunista era rasgado da bandeira.

Cidadãos aos montes atacavam a golpes de marreta a muralha, como que desforrando seu desprezo ao regime, e os pedaços do muro eram catados como souvenir de um passado oneroso ou de um fetiche glorioso de desafio a tirania. Era a queda do muro de Berlim. Era a queda do comunismo. Quando vi aquelas cenas, eu, que infelizmente não acreditava em Papai Noel, e felizmente tampouco cria nos meus professores, sorria maliciosamente, sadicamente. Toda aquela ladainha que meus professores pregavam caiu por terra, tal como cartas ao vento, tal como o próprio muro. Sorria maliciosamente da desmoralização de personalidades arrogantes, de muitos choros de desolação e ranger de dentes de raiva de pretensos intelectuais fundamentalistas e donos da verdade, ao revelar que eram, na prática, servos da mentira. A máscara havia caído.


De fato, a
“propaganda capitalista” de denúncia ao regime falava a verdade, enquanto os professores mentiam para os outros e para si próprios; as “democracias populares” revelaram-se cruentas ditaduras; o “povo no poder” era, na realidade, uma burocracia autocrática no poder; os sábios ditadores e guias geniais eram criminosos de guerra em tempos de paz; e se a “liberdade burguesa” era “fetichista”, a liberdade comunista era vigiada e sufocada. Eram ventanias que jogavam as cartas de baralho das mentiras mal intencionadas, ocultadas por trás do muro. Eram ventanias da liberdade, que derrubavam os muros da opressão, que mobilizavam os povos contra a tirania. Ventanias que chegavam à Tchecoslováquia, Polônia, Romênia, Bulgária, Hungria e todo o Leste Europeu. E sobre o cadáver do muro da vergonha e do Partido Comunista, defronte do Portão de Brandenburgo, a música de Beethoven soava a palavra daqueles tempos imemoriais, em uma Alemanha unida pela liberdade e pela democracia: Freiheit, freiheit Berlin!

P.s: Quem quiser ver mais a respeito do Muro de Berlim, clique aqui, no site Realismo Socialista.

Tobias Warchavski: um militante comunista homossexual assassinado pelo Partido Comunista?

Fonte: GAYS DE DIREITA
QUARTA-FEIRA, 9 DE DEZEMBRO DE 2009



Este post não é sobre homossexuais que morreram na Sibéria ou em campos de concentração cubanos. Não vou tratar aqui da atual perseguição contra a Fundação Cubana LGBT Reinaldo Arenas. Quero falar sobre homossexuais brasileiros que foram iludidos pela propaganda falaciosa comunista e que, no final, acabaram sendo assassinados pelos próprios comunistas.

Como se sabe, o Brasil passou por quatro tentativas de tomada do poder pelas esquerdas revolucionárias:

1922 a 1954 – Primeira tentativa - Intentona Comunista: tomada do poder democrático através da violência.

1955 a 1964 – Segunda tentativa - Infiltração de comunistas no Estado, colaborando com os movimentos sociais e João Goulart na tentativa de transformar o país em uma “República Socialista”;

1964 a 1973 – Terceira tentativa - Estratégia baseada na criação de focos de resistência armada (teoria foquista) em diversas áreas do país;

1974 até hoje – Quarta tentativa - A mais perigosa estratégia, baseada na conquista da opinião pública (teoria gramsciana) através da infiltração de agentes comunistas na mídia, faculdades e governo, moldando aos poucos a opinião do cidadão e a sua maneira de observar o mundo, promovendo assim uma revolução cultural antes da revolução comunista.

Feitas estas considerações, chamamos a atenção para o caso
Tobias Warchavski, um carioca de 17 anos militante da “Juventude Comunista” que foi assassinado em 1934 (durante a primeira tentativa). Este é um caso particularmente misterioso, pois não há evidências cabais sobre a homossexualidade do rapaz, sendo esta uma pressuposição nossa e, admitimos, totalmente baseada em evidências circunstanciais. Porém, há detalhes estranhos inclusos no "Projeto Orvil" que, ao menos, sugerem tal possibilidade e, por esta razão, colocamos aqui em discussão para aqueles interessados em também investigar o caso.

Tobias era estudante na Escola Nacional de Belas Artes, tendo abandonado a sua residência e assumido o nome de "Carlos Ferreira". Passou a residir com Walter Fernandes da Silva, que usava a identidade falsa de “Euclides Santos”. Ambos eram militantes da “Juventude Comunista”, além de companheiros de quarto e amigos. No livro “Projeto Orvil” consta que Tobias é citado como um jovem “alegre e comunicativo” (coisa estranha a ser citado num relatório militar), além de “bonachão e afoito”, sobretudo na propaganda de sua ideologia. De qualquer forma, o mesmo foi considerado pela esquerda suspeito de colaborar com a polícia e denunciar “uma série de integrantes do movimento comunista” (o que não é verdade), especialmente o “companheiro” Adelino Deycola dos Santos, preso no dia 14 de outubro de 1934. Tobias foi rapidamente julgado e condenado como “culpado” por um tribunal clandestino formado pelos comunistas Honório de Freitas Guimarães, Pascácio Rio de Souza, Vicente Santos e Guilherme Macário Yolles (agente enviado do exterior para trabalhar junto ao Partido).

Reunidos no dia 17 de outubro de 1934, partiu de Yolles a idéia de “eliminar” Tobias, de maneira que sua morte servisse de “exemplo” aos demais militantes do Partido que tentassem trair o movimento. A proposta do assassinato foi aprovada por todos os demais presentes neste “tribunal”, que definiu também os executores do crime: Vicente Santos, Adolfo Bastos e Walter Fernandes (o colega de quarto), sendo este último encarregado de atrair Tobias para a emboscada, sob o pretexto de que iriam participar de uma reunião secreta do Partido no meio do mato. Ou seja, Tobias foi morto pelos próprios colegas.

No local da emboscada, a sentença foi lida por Adolfo Barbosa; ao perceber que seria morto, Tobias entrou em pânico e, falando com dificuldade, nervoso, sem conseguir articular direito as palavras, tentou protestar contra a sentença. Ajoelhou-se e implorou pela própria vida. Seu companheiro de quarto, assistindo à cena, não resistiu e começou a chorar. Constrangido, interveio para tentar salvar o amigo e implorou para que nenhum mal lhe fosse feito (ao que parece, seu companheiro, que suspeitamos aqui ser seu namorado, apesar de ter sido convocado e designado pelo “tribunal” como um dos assassinos, nada sabia sobre a execução até aquele momento). De nada adiantou tais apelos, pois Tobias foi executado a tiros pelo comunista Adolfo Barbosa Bastos. Em seguida, foram feitos os preparativos para dificultar a identificação do corpo. Apesar de constrangido, Walter não comunicou à família Warchavski o desaparecimento de Tobias. Preocupados com a manifestação de Walter durante a execução, e percebendo que este se tornara um “ponto fraco na trama assassina”, o Partido deu-lhe um período de “férias”, afastando-o do movimento e enviando-o para o Recife, onde, dias mais tarde, foi encontrado seu corpo na praia do Pina.

Algumas semanas depois, em outubro de 1934, o corpo de Warchavski foi localizado no Morro dos Macacos, na Floresta da Gávea, no Rio de Janeiro, já em avançado estado de decomposição, sem documentos e com a cabeça decepada. Na época, o Partido Comunista tinha reportado aos seus militantes e à população em geral o desaparecimento de Tobias, acusando a polícia de tê-lo descoberto e matado cruelmente. Através de panfletos e de jornais que o Partido Comunista controlava, uma propaganda bem elaborada e calculada foi produzida a fim de fomentar agitação pública, inclusive acionando órgãos internacionais. O outrora “traidor” era agora aclamado como “mártir”. Houve indignação generalizada no Rio de Janeiro, inclusive entre os políticos.

Porém, a afirmação de que Tobias estava morto era muito suspeita, já que, até que o corpo fosse achado, a polícia não tinha nenhuma confirmação de que Tobias estava realmente morto. Descoberto em “local ermo” o corpo desprovido de documentos ou de quaisquer outros pertences que permitissem identificá-lo, a polícia concluiu que “tudo indicava a ocorrência de um crime calculado e tecnicamente executado”.

Em 1º novembro daquele ano o corpo de Tobias foi reconhecido por sua mãe, Joana Warchavski, seus irmãos e também pelo dentista da família. Em 1935, em uma série de prisões, alguns comunistas confessaram o crime, e o caso foi finalmente resolvido. Não se sabe, afinal, se Adolfo Barbosa chegou a pagar por este crime.

Esta pesquisa se baseia em fontes de informações que não fornecem dados suficientes para responder se de fato Tobias e Walter eram namorados ou se, pelo menos, Tobias era homossexual. Se a pesquisa não chega a respostas conclusivas para estas perguntas, consegue ao menos levantá-las, e deixa claro que uma investigação minuciosa do caso, assim como de outros semelhantes, ainda está para ser feita. Não obstante, tal caso ilustra bem os mecanismos da chamada “justiça revolucionária”.

É bem possível que o tribunal clandestino já soubesse que Tobias era inocente e tenha encarado seus apelos de clemência diante da morte iminente com a mais absoluta frieza, resolvendo “descartá-lo” ainda assim, com objetivo de criar uma agitação política – no que de fato tiveram êxito. Este, afinal, era o objetivo, não a execução de um “traidor”. A vítima não foi apenas Tobias, mas também seu possível namorado, Walter. O assassinato deste não tinha como propósito causar comoção da população recifense ou carioca, mas sim, eliminar a testemunha de um crime.

A despeito da propaganda das esquerdas com relação à homossexualidade, ao tratar Tobias como “elemento descartável” do movimento comunista confirma-se, como sempre, o desprezo histórico dos comunistas pelos homossexuais e a utilização daquilo que Stálin chamava de “inocentes-úteis”. A lógica desse pensamento é simples: que diferença faz matar um homossexual depois ou antes da revolução?

Recomenda-se a leitura deste documento militar, o qual lista os crimes da esquerda:
http://www.4shared.com/file/134206468/8e75ee1c/Projeto_Orvil_completo.html


Referências


AS TENTATIVAS de tomada do poder (Projeto Orvil). Brasília: Centro de Informações do Exército, Ministério do Exército, 1988. 953 p. Não publicado.

FLORINDO, Marcos Tarcísio. O serviço reservado da Delegacia de Ordem Política e Social de São Paulo na Era Vargas. Ed. Unesp, 1a. Ed. São Paulo, 2006.

PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO. Ministério Público Federal. Relatório – Livro Negro do Terrorismo no Brasil. FAVERO, Eugênia Augusta Gonzaga ; TINOCO, Lívia Nascimento Tinoco ; FERREIRA, Marcelo José Ferreira ; WEICHERT, Marlon Alberto. Brasília, 2007. Documento PDF.

USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A verdade sufocada: a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça. 5 ed. Brasília: editora Ser, 2007. 607 p.

WAACK, William. Camaradas. Ed. Companhia das Letras. São Paulo, 2004.

Peço ajuda para a tradução de um "comentário"

Pessoal, recebi isto e simplesmente não me é possível entender o que o sujeito tenta, balbuciando, dizer.

Alguém pode me ajudar a traduzir, transcrever, interpretar ou o que for possível?

Edson deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Análise do filme "The Soviet Story" por Olavo de C...":

Vou ser breve e refutar rapidamente sua falta de imaginação devido a sua inversão do sentido do tempo para você o futuro hipotético não existe para garantir a realidade presente, pois você não vê futuro além de seus olhos não arquiteta nem planeja nada além do aqui e além de sofrer de inversão de sujeito e objeto o que faz com que camufle o agente, atribuindo a ação a quem a padece, ou seja, os trabalhadores e revolucionários vistos como seres inferiores e ignorantes são colocados aqui como imorais devido inversão da responsabilidade moral histórica, assim, vivência os crimes e crueldades sofridos pelos movimentos revolucionário como expressões máximas da virtude e da santidade de quem comeu os crimes a direita, fascista, nazista, e nacionalista pequeno-burguês travestidos de socialista/comunista e os esquizofrênicos.
Pronto. Agora a dialética colocou a psiqui-cavaleiro-fascista que esta errada na própria base perceptiva que a origina em seu devido lugar. No lixo. Paz do Senhor.

Viva o Comunismo única opção Humana para a sociedade.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Foro de São Paulo por Alejandro Peña Esclusa (fundador e presidente de UNOAMÉRICA) e Hugo Chávez comprovando com fatos

Três vídeos para os leitores do Cavaleiro do Templo conhecerem o maior projeto criminoso já posto em prática na América Latina: o FORO DE SÃO PAULO, que tem como um de seus "papais" Luiz Inácio LULA da Silva.

Fonte: institutomillenium




O presidente da UnoAmerica, Alejandro Peña Esclusa fala sobre o Foro de São Paulo e a ameaça que ele representa para a América Latina.

Visite: http://unoamerica.org/ e http://www.imil.org.br/



Fonte: KitKyre




Neste vídeo, aos 3m17s, Hugo Chávez diz onde conheceu Lula - atual presidente do Brasil - e Raul Reyes, segundo maior terrorista, narcoguerrilheiro e traficante das FARC, procurado e morto pelo excelente governo Uribe.

O grande encontro deu-se em 1995, em El Salvador, no "Foro de São Paulo", fundado por Luis Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil, e Fidel Castro.

Recentemente, a revista Cambio publicou o "Dossiê Brasileño", onde é relatado parte do conteúdo encontrado no computador do narcoguerrilheiro morto. Neste conteúdo, há trocas de emails entre os acessores e pessoas de confiança diretamente ligados à Lula, dentro do palácio do Planalto.



Fonte: vejapontocom



Saiba como foi Foro de São Paulo 2008, o encontro de partidos de esquerda que aconteceu em Montevidéu, no Uruguai.

CORRUPÇÃO E REVOLUÇÃO

Fonte: HEITOR DE PAOLA
07 de dezembro de 2009


Nivaldo Cordeiro


A entrevista da psicóloga Sandra Jovchelovitch publicada na edição de hoje da Folha de São Paulo é um convite à reflexão sobre os acontecimentos recentes da política brasileira. No centro a questão da corrupção política. A psicóloga cometeu erros de avaliação que quero aqui sublinhar, bem como não se deu conta do problema real nacional no campo da política.

Falar de “brasileiro” em geral é sempre algo problemático e, como toda generalização, comete injustiças e escorrega em imprecisão. Vejamos o que declarou a psicóloga: “A corrupção no Brasil é um problema sistêmico. Ela se alicerça em avatares muito profundos da nossa cultura, o que explica a recorrência dos escândalos e a nossa incapacidade histórica em lidar institucionalmente com eles. Isso está vinculado a uma autointerpretação do brasileiro de que nós somos um povo corrupto, de que a corrupção está na constituição do nosso corpo político e social”.

Quais são os fatos? Os fatos são que a corrupção política (ela sempre fala como se a corrupção política fosse a corrupção por antonomásia, o que considero um erro) é inerente à condição humana [Lembro-me aqui de um fato. Quando foi lançado o filme À ESPERA DE UM MILAGRE fui ler o livro homônimo de Stephen King, que deu base ao roteiro. Lá pelas tantas o personagem afirma que para fornecer ao governo dos EUA é preciso pagar 10% de comissão. Lá como cá.]. A corrupção não é atributo nacional exclusivo. O poder é sempre corrupção e a única forma de minimizá-la é reduzindo o Estado, separando o mais possível o poder econômico do poder político.

Para entender os níveis de corrupção vigentes a autora teria que sublinhar que o Brasil está mergulhado no processo revolucionário, que consiste basicamente em viver dentro de uma realidade fantasmagórica – uma Segunda Realidade – em que o poder de Estado é suposto capaz de tudo, inclusive de alcançar a perfectibilidade do homem em vida. Essa distorção revolucionária é duplamente a fonte da elevação a níveis intoleráveis da corrupção: pela promessa falsa de alcançar a perfeição e pelos meios empregados, já que os revolucionários justificam todos os meios de corrupção para alcançar a beatitude final da sociedade socialista. Vimos isso em toda parte onde a revolução ocorreu. Desde a entrega do poder pelos militares, período em que a corrupção era notavelmente menor, estamos vendo o descenso inexorável das práticas políticas, a corrupção moral em larga escala, culminando com a compra de votos pura e simples, mediante bolsas estatais.

O mecanismo de cativar as multidões com benesses crescentes, à revelia do livre mercado e da lei da escassez, é a corrupção que tangencia o espiritual e é esta a base pela qual se move a estrutura de poder petista. Acontece que as massas são sempre insaciáveis e cativá-las implica cativar vícios de difícil erradicação, como a preguiça. Os meios de existência não caem do céu, mas os revolucionários insistem que esses podem ser obtidos pelo concurso benevolente do poder público, desde que este esteja sob seu controle.

O que o PT está fazendo é a fusão integral entre o poder econômico e o poder político, uma notável reprodução da fórmula nazista e comunista.

Para tanto, abraçou todas as bandeiras corruptas em si, como a climática (coloca o homem a serviço da natureza, contra a realidade contrária), a de raças (no Brasil não há racismo, mas fusão de raças), de sexo, de classe. Junto a promessa de que o governo tem o poder de resolver todos os problemas. Infelizmente, a autora não tem uma palavra sobre esse quadro amplo que se desenrola. Penso até que ela não se deu conta dele, estando inconsciente do processo revolucionário em curso, que é a “mãe de toda a corrupção”.

Ela declarou: “No Brasil, em geral, há uma reafirmação de um fatalismo: "a política é assim", ‘esses caras não têm jeito’, ‘quem pode faz mesmo’.

Seria um pouco pesado dizer, mas existe uma disseminação de um certo comportamento corrupto na sociedade brasileira. É o sujeito que suborna o policial para não levar uma multa, que compra a carteira de motorista, que pede favor pessoal ao vereador, que sonega impostos. Existe uma simetria entre a rua e a política. A relação com a coisa pública não é só dos políticos, ela é nossa. Está tanto nos microespaços do cotidiano como nos macroespaços institucionais brasileiros”.

Aqui tem outra confusão. Nunca foi tarefa do chamado homem comum zelar pelas virtudes públicas. Elas sempre estiveram a cargo da elite que comanda o Estado. Ocorre que a elite que comanda o processo revolucionário é sempre uma elite criminosa, que faz do crime instrumento para a tomada do poder. Normalmente o homem comum pratica os valores conservadores tradicionais e, “caindo em erro”, tem à sua espera o sistema judicial. Com a elite, ela própria moldando o processo judicial e policial, a coisa corre diferente. É a corrupção da própria lei e do aparato judicial. O caso do governador José Roberto Arruda, analisado na entrevista, não pode ser percebido sem ter esse pano de fundo geral de caráter revolucionário. O que é uma prática tradicional do regime patrimonialista foi usado pelos revolucionários para a destruição dos políticos envolvidos. Os homens que controlam a Justiça e a Polícia Federal são corruptos muitos maiores, que usam de seu poder de Estado, dos valores dos bons costumes ainda reconhecidos como desculpa e da sofisticação técnica de espionagem apenas para alcançar o poder. Nada mais, nenhum compromisso com as virtudes. Não se dar conta de que essa natureza de corrupção é mais séria e mais grave – e ainda mais perigosa – do que a corrupção do estilo praticado por José Roberto Arruda é cegueira atroz.

Nem poderia ser diferente, pois a autora se baseia em referencial teórico aparentado com aquele usado pelos revolucionários: “A criminalidade é uma patologia social que tem origem, de certa forma, nas desigualdades da nossa sociedade. A psicologia clássica descreve a relação do criminoso com o espaço público exatamente como eu estava descrevendo a relação do político que rouba com a esfera pública: ausência de investimento no coletivo, no social. A dinâmica do psicopata é de não sentir culpa, não se sentir responsável. E essa dinâmica é muito semelhante à da corrupção na esfera política.

O mantra da desigualdade, o mantra mentiroso que vem desde Rousseau, está na boca da psicóloga. Ela não poderia compreender o que se passa sem se afastar do genebrino. É ela também escrava do coletivismo, como o são os revolucionários petistas. Ela não dispõe de meios teóricos capazes para descrever a realidade que se propôs a comentar. Por isso não tem respostas, tateia e falseia os fatos. Escapar do discurso coletivista é o primeiro passo para apreender o real. A origem da patologia social é precisamente o mergulho na Segunda Realidade revolucionária, na qual a própria psicóloga está imersa. Não tem como enxergar o real.

O livro vermelho de Antônio Paim

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
ANTÔNIO ROBERTO BATISTA | 08 DEZEMBRO 2009

livro-marxismo-e-descendencia

Depois de interrogar se o marxismo seria, afinal, um tipo de messianismo, a pergunta proposta é: pode, o marxismo, coexistir com outras correntes de pensamento? A prática política parece demonstrar, que onde o seu domínio partidário se implanta, faz-se mister eliminar toda a divergência.

Acaba de surgir no meio especializado brasileiro uma obra pouco comum, gestada por longo período e que havia sido prevista, inicialmente, para lançamento no mercado livreiro português. Denomina-se "Marxismo e Descendência" e inaugura a Coleção História & Pensamento da Vide Editorial. Nasce da pena de um renomado professor de filosofia política, com trajetória intelectual capaz de tornar atraente e interessante um tema, em princípio, bastante difícil.

O Prof. Antonio Ferreira Paim conduziu suas mais recentes pesquisas, para o desenvolvimento do tema, durante longas permanências em Portugal, onde ministrava cursos sobre o pensamento político luso-brasileiro. O estilo, já conhecido de outras obras como, por exemplo, o clássico "A Querela do Estatismo", corresponde ao seu perfil de historiador das idéias, tornando a leitura muito mais palatável do que se mergulhasse apenas nos meandros teóricos, sem acompanhá-los com o relato dos fatos ilustrativos. Segundo revela em recente entrevista concedida (veja abaixo), tratava-se de uma pendência que vinha de longa data, desde quando rompeu, com considerável risco pessoal, seu vínculo com o Partido Comunista, morando ainda na União Soviética e necessitando encontrar maneira de "sair" de lá, com mulher e filha, o que só foi possível graças à corajosa interferência de um diplomata brasileiro. Encontrava-se estudando na Universidade de Lemonosov, centro qualificado do pensamento marxista soviético onde, segundo revela com um misto de humor e melancolia, estava sendo preparado para ser um "bolchevique sem alma". Corria, então, o ano de 1958. Mas só agora, depois de uma longa jornada que o consagrou como pensador liberal e vigoroso defensor da democracia representativa, o Prof. Paim retorna ao tema para uma análise desapaixonada do marxismo como modelo de pensamento, em busca, com diz, de acertar suas contas, avaliando alguns porquês e incongruências do tema, inclusive a notória diversidade presente num pensamento supostamente rigoroso, "científico" e totalizante. Durante a entrevista feita, com a participação do Prof. Paulo Kramer, este destaca, reforçando a visão de Paim, que no Brasil como na Rússia o marxismo acaba por funcionar como um avatar do patrimonialismo.




O livro está dividido em três partes: Doutrina marxista do Estado; Doutrina marxista da Sociedade e Doutrina marxista do Pensamento.

Na primeira parte Paim estuda, primordialmente, a forma assumida pelo marxismo soviético, impregnado do patrimonialismo tradicional russo, radicalizando as piores facetas do czarismo e demonstra, cabalmente, que todo o arcabouço totalitário foi organizado minuciosamente pela batuta de Lênin e não, como muitas vezes se argumenta, por um desvio stalinista acidental e posterior. Surpreende verificar que o "camarada Stalin", sem prejuízo da sua atividade genocida, manteve produção teórica constante no sentido de explicitar diversos aspectos do ideário marxista. Seu interesse pela "lingüística" é sugestivo do formato e da trajetória que viria a marcar a produção intelectual de notórios seguidores até os dias de hoje.

Na segunda parte, centrada, principalmente, no exemplo francês, Paim discute a faceta cientificista do marxismo e como foi desenvolvida uma relação de simbiose com a cultura francesa. A formação e trajetória do Partido Comunista Francês, que chegou a ser o maior dessa natureza no Ocidente, é relatada com certo detalhe, inclusive a forma truculenta como se apossaram da máquina partidária socialista, enquanto na Alemanha resistiam com sucesso os Democratas Sociais. É curioso observar como um partido nacional de tamanha importância teve como marca fundamental a submissão absoluta aos ditames da potência soviética. Vale acompanhar, não apenas as tumultuadas relações de Marx com os seus próprios inspiradores (em especial o caso de Proudhon), como as relações complementares, no plano teórico, que a herança saint-simoniana e positivista, particularmente na sociologia, exerceram sobre a mentalidade intelectual francesa, suprindo a insuficiência marxista original. Paim se vale dos brilhantes estudos de Raymond Aron sobre o tema e se refere à crítica epistemológica de Karl Popper, ambas demolidoras das pretensões do marxismo como ciência, mas que ilustram bem a sua inserção na mentalidade cientificista. Duas curiosidades a nosso ver: a desmistificação do tão decantado episódio da Comuna de Paris, que Paim já cita na apresentação do livro e demonstra nada ter a ver com o roteiro marxista da história, sendo uma mera revolta da Guarda Nacional; e uma interessante análise de como o marxismo passou a influenciar o ambiente intelectual francês e, conseqüentemente, de quem o assumiu como produto de consumo onde, possivelmente, se enquadrem muitos dos nossos mais pernósticos acadêmicos.

A terceira parte do livro, da Doutrina Marxista do Pensamento, apesar do título, mantém uma abordagem narrativa paralela à discussão conceitual, de leitura agradável, onde vamos identificando as origens de certos marcos, tanto do marxismo como proposta filosófica, como das adaptações sofridas em benefício de diversas conveniências político-revolucionárias. A trajetória percorrida por O Capital, como obra inacabada e ajustada, posteriormente, por Engels é apenas um dos relatos. A forma agressiva como a ortodoxia leninista se impôs, inclusive com o virulento e desrespeitoso ataque de Lênin a Karl Kaustky, até então reconhecido como grande expoente ocidental do marxismo é significativo da fusão inevitável da doutrina com um projeto totalitário. O padrão intolerante do debate já tinha antecedentes no próprio Marx. Em todas as circunstâncias que se viriam a apresentar, a eliminação de uma idéia e a eliminação do portador da idéia tornou-se, cada vez mais, uma marca central da doutrina aplicada. Paim relata e explica, nesse contexto, o nascimento do que se convencionou chamar "vulgata marxista".

É nessa terceira parte que o autor se estende, mais claramente, à denominada descendência pois, embora os descendentes imediatos já estejam presentes no caso soviético e francês, segue-se uma abordagem da variante italiana, inclusive a contribuição supervalorizada de Gramsci, uma análise das manifestações da Escola de Frankfurt, incluindo o caso tão especial quanto repulsivo do marcuseanismo, de funestas conseqüências e, acrescento eu, possível responsável pela paixão que os nossos marxistas locais devotam ao que Marx denominava de lumpem. O autor não aprofunda, mas localiza bem o encontro realizado, no espaço das variantes frankfurtianas, entre marxismo e freudianismo. Não se esquece do Brasil, onde tais influências se fizeram sentir fortemente, embora nem sempre nominadas. Põe em discussão, também, como bem ressalta durante a entrevista a que nos referimos, a tentativa de utilização "neutra" da análise marxista no desenvolvimento da tão comentada Teologia da Libertação. Esse é um ponto crucial da discussão: é possível o uso neutro do método marxista, quando o próprio Marx, assim como os positivistas, concebia a sua doutrina como algo que exigia aplicação integral à realidade, tanto na componente interpretativa quanto prescritiva?

Para cada uma das grandes partes em que se encontra dividida a obra, Paim extrai uma ou mais conclusões básicas e formula questões pendentes que mereceriam meditação. Para a primeira parte, Paim conclui que, na verdade, inexiste uma teoria do Estado no marxismo e cita o professor Norberto Bobbio, sentenciando que há apenas uma crítica ao chamado Estado burguês que cumpre destruir, mas não se avança numa proposta definida de Estado, sequer do modelo intermediário que precederia a sua extinção pela sociedade sem classes. Na segunda parte, rica no relato das tramas intelectuais e políticas, o questionamento proposto é mais simples: o marxismo esgota-se no cientificismo? Ao que Paim responde negativamente, dadas as pretensões muito mais amplas da doutrina, às suas raízes e diálogos com o idealismo alemão e com isso nos remete à terceira parte. O encerramento da terceira parte do livro e sua pergunta final é, por certo, a conclusão mais grave a que nos conduz a alentada obra. Depois de interrogar se o marxismo seria, afinal, um tipo de messianismo, a pergunta proposta é: pode, o marxismo, coexistir com outras correntes de pensamento? A prática política parece demonstrar, que onde o seu domínio partidário se implanta, faz-se mister eliminar toda a divergência.

Com essa obra, o Prof. Antonio Paim alcança cumprir plenamente a sua aspiração de ajustar, definitivamente, suas contas com a corrente de pensamento que empolgou tantos intelectuais nos anos da sua juventude. Como ele nos diz, após o primeiro choque causado nos militantes, através do famoso Relatório Kruchov, mesmo assim "uns largaram e outros não largaram". Para alguns de nós, o mais atraente do seu relato é justamente o retrato histórico que contém, ilustrando a forma como uma doutrina, transformada em ortodoxia de Estado e graças à sua contínua reinterpretação, gera tão renitentes resistências à democracia representativa e responde por tantas catástrofes econômicas, humanas e sociais.


O livro está à venda no site
www.videeditorial.com.br.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".