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sábado, 12 de julho de 2008

Segurança contra terrorismo internacional grampeia conversa de celular via satélite sobre o affair Daniel Dantas

Do blog ALERTA TOTAL
Por JORGE SERRÃO em sábado, 12 de julho do 2008


Exclusivo - Vazou às 17 horas de ontem para alguns Senadores a transcrição de uma bombástica e comprometedora conversa de telefone via satélite sobre os desdobramentos da prisão e soltura do banqueiro Daniel Dantas. A transcrição dos telefonemas foi devidamente autorizada pela Justiça espanhola e pela Justiça holandesa, a pedido de uma grande tele da Espanha. Sua reprodução entre políticos brasileiros, certamente, é que não foi permitida.

Na versão que circulou ontem no Senado, a Vodafone Internacional comunicou ao órgão “X” (não identificado) que a transcrição das conversas está nas mãos da presidência da companhia espanhola para a América Latina. As ligações foram captadas entre os satélites 4 e 12 da Vodafone, que é uma operadora de telefonia móvel transnacional, com sedes no Reino Unido e na Alemanha.

A própria tele que transcreveu as conversas revelou uma informação irônica. Os próprios interlocutores “grampeados” pela paranóia anti-terror se aconselharam mudar a rotina de conversas telefônicas reservadas para outra empresa de telecomunicações internacional. Os usuários foram comunicados de que “poderia haver um vazamento de óleo no satélite”. Os precavidos trocaram a Vodafone por uma empresa de telefonia russa, que também opera via satélite.

As gravações de tais conversas têm amparo legal internacional. Tudo por causa da onda anti-terrorista. Serviços de inteligência empresarial e de governos monitoram tais conversas suspeitas de efetuar grandes transações financeiras. Ninguém escapa ao monitoramento. Nem Chefes de Estado. O que não se sabe, com precisão, é o motivo exato porque a tele espanhola transcreveu tais ligações e deixou vazar seu conteúdo, exatamente no momento em que o Caso Daniel Dantas caminha para gerar a mais séria crise no Judiciário brasileiro, nos últimos tempos.

O vazamento de tais conversas entre o exterior e o Brasil mostra que não é a Polícia Federal, a pedido da Justiça Federal, quem anda fazendo escutas telefônicas de poderosos brasileiros. O mais recomendável é nunca falar ao telefone. Quem pensava que o telefone via satélite era seguro entrou pelo cano. Nem adiante mudar de aparelho ou operadora. Quem controla o satélite acessa a conversa.

A grande questão geopolítica é compreender a quem interessa a divulgação de tais conversas – numa clara violação da privacidade dos interlocutores. Os controladores de tais empresas envolvidas, que fazem parte da Oligarquia Financeira Transnacional que manda de verdade no mundo, têm interesses muito grandes para entrar de cabeça no olho do furacão do Caso Daniel Dantas. Que interesses são estes? Não é tão elementar assim, meu caro Watson...

Em nome da liberdade de informação, o Alerta Total divulga exatamente o conteúdo das conversas que circulava ontem pelo Senado. A veracidade das conversas só seus autores podem atestar. Como, certamente, não lhes interessa “passar recibo” do que foi falado, o assunto tende a se transformar no “dito pelo não-dito”. Só uma coisa é certa. Não é seguro falar em nenhum telefone. No mundo globalizado, as empresas de inteligência “grampeiam” até sinal de fumaça...

Primeira Conversa

Foi captada na terça-feira, às 7h da manhã (hora de Brasília). Alguém liga do Brasil para o telefone do sujeito identificado como “João”, que estava no Oriente:

- Sr. João, tenho uma notícia forte para lhe dar.

Comentário do Cavaleiro do Templo: olhem que interessante isto sobre a nova prisão de Daniel Dantas: "... Na mesma planilha, está o valor de 3 milhões, na data de 10/02, utilizado na campanha de alguém a quem chamam de João à Presidência. Logo abaixo, outro valor: 2,5 milhões na data 01/03, também para a campanha do tal João à Presidência, para o pagamento de faturas. Mais abaixo, a planilha associa o valor de 25 milhões, ao ano de 2004, para despesas de campanha de uma mulher a quem chamam de Letícia - 13 milhões pagos em faturas e 12 milhões depositados..." Fonte: G1. Este João da conversa telefônica pode ser o LULA, continuem lendo abaixo. E a primeira-dama não se chama LETÍCIA? Na mesma planilha tem o tal João à Presidência e tem Letícia. A data do primeiro depósito/pagamento é 2002, ano da campanha eleitoral...

- O que é?

- Sabe o nosso amigo, aquele que tínhamos conversado semana passada. (C.T. - Daniel Dantas?)

- Sim.

- O pessoal das letras douradas está na casa dele. (C.T. - Polícia Federal?)

- Me repete... Ah, já entendi... Mas já não tínhamos conversado sobre isso com ele, para que ficasse tranqüilo? Quem foi que mexeu neste barro?

- Foi um chefinho querendo se promover...

- Mas isso não pode ser. Agora vamos fazer o quê?

- Agora vamos ter de mudar nossa maneira de falar. Vamos nos manter longe deste problema até quanto a gente possa.

- Puta merda... Sempre que eu saio daí aparece uma merda dessas (C.T. - LULA está viajando e volta amanhã, segunda-feira, 14/07/2008). Chama logo o gaúcho. (C.T. - Tarso Genro é gaúcho). Manda ele entrar em contato comigo no outro telefone... O que eu falo pro pessoal das páginas brancas? (C.T. - imprensa?)

- Cuidado... Muito cuidado. Vamos tentar primeiro ver como faremos por aqui, para eu te falar mais tarde... Tente não falar nisso com ninguém das páginas brancas até que nós lhe daremos as instruções de como se dirigir.

- Tudo bem, mas pede para o gaúcho ligar para mim urgente... E fique monitorando instante a instante. Está dando muito programa de televisão isso aí?

- Demais. A toda poderosa está dando furo exclusivo. (C.T. - Rede Globo?)

- Mas quem deu isso a eles, se nós não estávamos sabendo?

- Saiu daqui, Dr. João. Saiu daqui...

Segunda Conversa

Três horas depois, liga uma voz feminina para o doutor João:

- João?

- Não. João está numa reunião.

- Vai demorar muito. Mas ele me deixou aqui para escutar o seu recado.

- Olha, diga ao João que o gaúcho falou com o salva vidas e o salva vidas mandou o João ficar tranqüilo. O passarinho (C.T. - Daniel Dantas?) está tranqüilo porque já recebeu recado nosso que estamos trabalhando em cima disso. Mas as páginas brancas estão muito em cima.

- Ah, bom...

- Mas diga ao Dr. João que temos outro problema, com outro passarinho. Mas parece que um dos chefinhos não vai fazer nenhuma coisa que seja teatral. Só daqui a dois ou três dias...

- Mas quem é o outro passarinho. É aquele que estou imaginando?

- Não sei. Mas vou te dar uma referência. Ele comprou um hotel muito bonito há pouco tempo, e Seu João esteve lá... (C.T. - Eike Batista anda com problemas também, assim como Daniel Dantas, e ele (Eike) comprou o Hotel Glória e o LULA já esteve por lá algumas vezes.)

- Mas por que isso...

- Depois explico, depois explico...

A ligação caiu.

Terceira Conversa

Foi captada uma última mensagem. João ligando para um interlocutor que estava fora do Brasil, entre o Caribe e parte dos Estados Unidos. A ligação ocorreu do satélite 12 para o satélite 4. João pergunta ao interlocutor não identificado.

- Quem fala?

- É o João que está falando...

- Só uma coisa que eu queria saber. Aquele carregamento que saiu semana passada está tudo aí, como foi combinado?

- Está tudo conferido e guardado.

- Só não deixa ninguém ligado a mim perguntar sobre isso. Só eu que vou lhe dar autorização e você sabe como é?

- Pode ficar tranqüilo, que está tudo sob controle.

Comentário do Cavaleiro do Templo: E para piorar ainda mais a situação do LULA, a Ana Prudente envia este e-mail:

AMIGOS, VAZOU NITROGLICERINA PURA DA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA!!!!

FOI COMPROVADO, DESDE ONTEM (10/07/2008), E JÁ CONSTA NOS AUTOS DO PROCESSO, QUE O DINHEIRO QUE O GRUPO OPPORTUNITY, DE DANIEL DANTAS DOOU À CAMPANHA DE "JOÃO" EM 2002 FOI PARA A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, QUE ORIGINOU SEU PRIMEIRO MANDATO (2003- 2006)!!!!!

NA OUTRA ANOTAÇÃO DE DOAÇÃO QUE CONSTA A SEGUIR, "LETÍCIA" ERA DE FATO MENÇÃO À PRIMEIRA DAMA!!!!

HOUVE, NA OCASIÃO, UM POOL DE DOADORES, INCLUSIVE COM DOAÇÕES PROVENIENTES DO EXTERIOR, VIOLANDO A LEI ELEITORAL (O QUE, SEGUNDO A LEI, JÁ JUSTIFICARIA O IMPEACHMENT DE LULA) E UM DOS MUITOS GRUPOS NACIONAIS QUE SOMOU RECURSOS À CAMPANHA DE LULA FOI O OPPORTUNITY.

AGUARDEM PARA AS PRÓXIMAS SEMANAS A CONFIRMAÇÃO DO FATO. SE, CONTUDO, HOUVER OUTRA OPERAÇÃO "ABAFA", DIGAMOS BASTA!!!!, DIVULGANDO AO MÁXIMO ESTA INFORMAÇÃO PARA TODOS OS NOSSOS CONTATOS!!!

O BRASIL AGRADECE!!! BASTA DE IMPUNIDADE!!!! GOVERNO IMUNDO DESDE A CÚPULA, NÃO MERECE SER "POPULAR", GRAÇAS À DESINFORMAÇÃO ABSOLUTA DO POVÃO!!!!

Grampo nacional

Procede, em parte, a gritaria do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que ontem recebeu um informe de que estaria sendo vítima de “grampos”.

Não procede é o ministro afirmar que seja alvo das escutas oficiais, feitas pela Polícia Federal, a mando da Justiça Federal hierarquicamente abaixo do Supremo.

Mesmo que ocorresse tal escuta, jamais ela seria revelada ou admitida de fato – ou de Direito.

Mas o ministro sabe que é alvo de monitoramento sistemático há um bom tempo, e por isso andou atacando a Polícia Federal, para ver de acertava o alvo real que lhe persegue.

Quem pode pode

Daniel Dantas e sua irmã Verônica têm o poder de fato sob o comando do Opportunity.

Só eles sabem as senhas de todas as grandes contas de brasileiros poderosos nos paraísos fiscais pelo mundo afora.

Solto de novo, promotores federais temem Daniel Dantas deixe o País a qualquer momento.

O passaporte dele não está apreendido pela Polícia Federal, como é costume em tais casos.

Volta para o trabalho...

Após deixar o prédio da PF, Daniel Dantas embarcou ontem à noite, no aeroporto Campo de Marte (Zona Norte de São Paulo), em um jato particular.

Segundo ele, voltaria ao Rio para retomar o trabalho no Opportunity.

Em rápida entrevista ao Globo, Daniel Dantas atribuiu sua prisão a uma "perseguição política":

Não desse governo, mas de alguns grupos (dentro do governo)”.

Mais água...

O banqueiro acrescentou que, por trás da perseguição, estaria o interesse do governo em fomentar a criação da supertele - a partir da fusão entre a Oi e a Brasil Telecom.

Esta disputa (a supertele) ainda não acabou. Tem muita água para rolar”.

O que Dantas não disse é que, na rolagem das águas, podem surgir novas vítimas...

Desgaste virtual...

A imagem do ministro Gilmar Mendes já sofre desgastes na Wikipédia, a enciclopédia livre da internet.

Lá está escrito, logo na apresentação, sem tirar nem por:

Gilmar Ferreira Mendes (Diamantino, 30 de dezembro de 1955) é um jurista brasileiro. Foi advogado-geral da União no Governo FHC (quando passou a ser conhecido como 'engavetador-geral da União'), sendo nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002 por nomeação de Fernando Henrique Cardoso, então presidente da República. Em 2008, tornou-se presidente da Suprema Corte brasileira”.

Já viu que a Wikipédia será acionada pelo STF a mudar seu texto original...

Quem duvida confira o link no Google: Gilmar Mendes - Wikipédia, a enciclopédia livre

Desgaste pessoal

Neste rolo todo da Operação Satiagraha, quem ficou exposto foi o presidente do STF.

Gilmar Mendes, que soltou Dantas em tempo recorde, duas vezes, foi alvo de ataques institucionais da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), dos Delegados Federais e de procuradores federais que resolveram assinar uma Carta aberta à sociedade brasileira sobre a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4.

Leia também: Magistrados e procuradores se revoltam contra Gilmar Mendes que solta Daniel Dantas de novo e ataca de Sanctis

Confira a íntegra dos documentos: Dia de luto para as instituições democráticas brasileiras e Carta de esclarecimento da Associação dos Juízes Federais do Brasil - AJUFE

Delegados também criticam

A ADPF (Associação de Delegados da Polícia Federal) divulgou uma nota à imprensa em que critica a decisão de Gilmar Mendes.

Segundo a ADPF, a decisão de Mendes "desprezou os esforços" da PF, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.

Os delegados também protestam contra o "desvio" do foco da operação para a utilização de algemas, e negam ter havido vazamentos de informações da Polícia Federal.

Veja a bronca na íntegra: Delegados Federais protestam

Misterioso apagão

A Telefônica sabe que sofreu uma sabotagem em seu sistema.

A empresa especula que a pane foi provocada por gente de seu próprio staff.

O esquema de proteção do sistema foi desligado - problema foi inédito no mundo.

Estranho é que no dia do bug da companhia, em São Paulo, ocorreu um incomum movimento de dinheiro do Brasil para o exterior, agora estimado na ordem de US$ 6 a 7 bilhões de dólares.

Será que o apãgão foi promovido para esconder a viagem de tanta grana no sistema?

Mega preju

Apenas ontem, quando a Polícia Federal desencadeou a Operação Toque de Midas, as empresas de Eike Batista listadas na Nova Bolsa (Bovespa e BM&F) - a MMX, de mineração, a MPX, de energia, e a OGX, de petróleo e gás - perderam R$ 5,1 bilhões em valor de mercado, ou 10,3%

As três empresas valiam, juntas, R$ 49,4 bilhões na quinta-feira.

Mas o montante caiu para R$ 44,3 bilhões na sexta-feira, porque a MMX é suspeita de fraude em licitação.

Caiu depressa

Às 12h15, pouco antes da divulgação da operação, as ações MMX ON eram negociadas em alta de 1,95%.

Por volta de 12h30, quando saíram as primeiras notícias de que os agentes federais entraram nas empresas e na casa de Eike Batista com mandado de busca e apreensão, os papéis começaram a cair.

Às 13h30, atingiram a mínima do dia, com queda de 16,03%, a R$ 43,00.

No fim da tarde, as ações se recuperaram um pouco e fecharam em baixa de 9,78%, a R$ 46,20.

O problema negado

As empresas de energia e mineração do empresário Eike Batista, MPX e MMX, divulgaram ontem uma nota de esclarecimento à Nova Bolsa negando qualquer tipo de irregularidade na licitação que resultou na outorga da concessão da Estrada de Ferro do Amapá.

A MMX assumiu em março de 2006 o controle da Estrada de Ferro do Amapá (EFA), vencedora do processo licitatório por meio da Acará Empreendimentos.

A Estrada liga a mina de Amapari ao porto Santana, às margens do Rio Amazonas, em Macapá.

De acordo com a PF, foram encontrados indícios de direcionamento da licitação para que as empresas do mesmo grupo vencessem a disputa.

Isto aconteceria pelo ajuste prévio de cláusulas favoráveis, principalmente as referentes à habilitação dos participantes no procedimento licitatório, afastando dessa forma os demais interessados na concessão.

Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!"

Do portal TERRA MAGAZINE

Por Bob Fernandes em sexta, 11 de julho de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Os intestinos do Brasil.

Daniel Dantas está numa sala da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Seu advogado, Nélio Machado, está próximo.

Diante do banqueiro, o delegado que coordenou a operação Satiagraha, o homem que o prendeu por duas vezes em 48 horas. São 8 da noite da quinta-feira, 10 de julho.

» Opine aqui sobre a prisão de Daniel Dantas
» "O senhor está preso", diz delegado a Dantas

Outros dois dos presos na operação acabam de ser libertados, habeas corpus do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, concedidos ao megainvestidor Naji Nahas e ao ex-prefeito Celso Pitta.

Daniel Dantas parece exausto, rendido, mas não deixou de ser quem é. Obcecado por tudo que foca e toca, brilhante, genial, dizem mesmo os mais empedernidos adversários.

O tempo, pouco tempo, dirá o quanto há de cálculo, quanto há de desabafo no que começa a despejar sobre o delegado Protógenes Queiróz. Primeiro, a senha:

- Eu vou contar tudo! Vou detonar!

Antes ainda, o delegado lhe passa um calhamaço, o relatório das investigações, o fruto de anos de investigações, e diz, na longa conversa informal:

- ...sua grande ruína foi a mídia...você perdeu muito tempo com isso, leia esse capítulo sobre a mídia e entenda porque você está preso... sua defesa começa aqui, com todo o respeito que eu tenho ao seu advogado aqui presente...

Daniel lê, atentamente.

O delegado volta à carga.

- Não continue jogando seus amigos, seus aliados contra mim, isso não vai adiantar nada, como não adiantou...

Daniel, silencioso, parece concordar. O delegado prossegue:

- Se esse jogo continuar, a cada vez serão mais dez anos de prisão... eu tenho pelo menos 5 preventivas contra você, o trabalho do juiz De Sanctis é extraordinário, não há como escapar de novos mandados... e se você insistir agora será com a família toda... serão duzentos anos de prisão...

Silêncio, Protógenes Queiroz fecha o cerco:

- ...vamos fazer um acordo, você me ajuda e eu te ajudo....

Daniel, aquele que é tido e havido como uma mente brilhante, decide. O tempo dirá se cálculo ou rendição:

- Eu vou contar tudo!

E faz jorrar, devastador:

-...vou contar tudo sobre todos. Como paguei um milhão e meio para não ser preso pela Polícia Federal em 2004...

- Um milhão e meio? À época da operação Chacal, o caso Kroll...?

Prossegue a torrente de Daniel:

- ...tudo sobre minhas relações com a política, com os partidos, com os políticos, com os candidatos, com o Congresso... tudo sobre minhas relações com a Justiça, sobre como corrompi juízes, desembargadores, sobre quem foi comprado na imprensa...

O delegado, avança:

- Vamos fazer um acordo, mas é ponto de honra você não mentir. Não abro mão dessa investigação e seus resultados, mas muito mais fundamental é contar tudo sobre a corrupção no Brasil... quero saber a quem você pagou propina no Judiciário, no Congresso, na imprensa...

Em meio à torrente, em algum momento o advogado Nélio Machado pondera:

- ...você vai estar mais seguro na cadeia do que fora, fora você correrá risco de ser morto!

Daniel Dantas, o obcecado por tudo que toca e foca, a mente brilhante, aquele que mesmo os inimigos dizem ser um gênio, despeja:

- Eu vou detonar tudo!

Tarde da sexta-feira 11 de Julho. Daniel Dantas está na Superintendência da Polícia Federal, São Paulo, para ser ouvido formalmente pelo delegado Protógenes Queiróz. Três e meia da tarde. O depoimento está começando.

O advogado Nélio Machado, à porta da PF, informou ao reportariado que vai orientar seu cliente para nada dizer.

O tempo, pouco tempo, dirá se tudo não passou de exaustão, desabafo.

Se tudo foi só cálculo, ou, um mergulho definitivo, purificador, nos intestinos do Brasil.

Leia a cobertura completa de Terra Magazine sobre o caso:
» "O senhor está preso", diz delegado a Dantas
» Mello: Ministros do STF não têm nada a esconder
» Com prisão preventiva, um xeque-mate em Dantas
» Na madrugada, estratégia para a nova prisão Dantas
» Solto, Dantas é intimado a depor
» PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas
» 50% dos presos esperam decisão dada a Dantas
» Dantas, um banqueiro da Coisa Nossa
» Advogado: Dirceu não tem relação com Daniel Dantas
» BrOi: emissários de Dantas tentam chegar a Dilma
» Celso Pitta recebia dinheiro vivo de Naji Nahas
» Inferno de Dantas - Um Raio X do Opportunity Fund
» Dantas-Nahas: Para entender a organização
» O inferno de Dantas
» Exclusivo: PF prende Dantas e organização criminosa

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O FIM DE UMA ILUSÃO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
09/07/2008

A síntese, embora ainda não o epílogo, do que se passou na política brasileira nas últimas décadas foi dada pelo gesto desesperado de Daniel Dantas tentando corromper os policiais federais que lhe foram prender, ontem, segundo informação que foi dada em toda imprensa hoje, na tentativa de livra-se a si mesmo e aos seus da ordem de prisão. O banqueiro, com seu milhão, foi humilhado pelos meganhas. E qual é essa síntese? A de que o poder político – o poder de Estado – é muito superior ao poder do dinheiro. É isso que os revolucionários sempre souberam e que a nossa elite econômica se esqueceu. Daniel Dantas é o espelho da nossa plutocracia posta de joelhos pelo PT e seus aliados de esquerda.

A elite intelectual que cerca a plutocracia também se equivoca, ao achar que o mercado pode alguma coisa contra o poder de Estado. É uma doce ilusão que pode render muito dinheiro de consultorias, todas elas laudatórias e confortantes e inúteis nas horas decisivas. Onde estava o mercado quando vieram buscar Daniel Dantas? O mercado, para ter algum poder, precisa antes domar o Estado. E essa é uma tarefa para homens maiúsculos, não para apologetas e oportunistas.

Dinheiro só tem importância e poder quando as instituições de Estado estão consolidadas em uma ordem liberal aceita pela maioria dos agentes econômicos e políticos, quando o império da lei “justa” está estabelecido. No momento em que as forças revolucionárias são postas em movimento e transformam o sistema jurídico no oposto da lei natural vemos instalar-se a ditadura legal, a ditadura do guarda de trânsito, a ditadura policial mais tacanha e mais terrível. Quando assistimos aos filmes sobre Hitler, especialmente aqueles do diretor húngaro István Szabó – refiro-me à imortal trilogia Mefisto, Coronel Redl e Hanussen, o caro leitor saberá do que eu estou falando. A polícia uniformizada, munida das formalidades legais, passa a caçar politicamente os inimigos da classe dirigente e também os bodes expiatórios no altar das massas. Quem manda na polícia é quem manda no mundo.

Vemos isso claramente no filme belíssimo de Spilberg A Lista se Schindler. Uma das lições é que, ao avançar o processo revolucionário, dinheiro nada vale. A loucura se instala nas instâncias de poder. O próprio Schindler se afunda com os escravos que inicialmente comprava para ganhar dinheiro com o seu trabalho. A pistola (ou o fuzil) fala mais alto do que o talão de cheques. Daniel Dantas descobriu essa dura realidade da pior forma possível.

A grande sabedoria do argumento liberal é a de que precisa haver uma separação completa e higiênica entre poder econômico e poder político, com a vigência do Estado Mínimo e do império da lei. Sem isso, os aventureiros revolucionários colocam gente como Beria no comando da polícia, eliminando paulatinamente todos os adversários.

Eu estou bastante preocupado com o que vai acontecer se o nosso ministro da Justiça conseguir pôr as mãos no banqueiro Salvatore Cacciola. Este homem é um arquivo vivo e foi figura de proa de tudo que se sucedeu no sistema financeiro nacional nos últimos anos do Governo FHC. Tem informações que poderão abalar a República e definir, antes da corrida começar, a sucessão presidencial. Aqui veremos também o fim de uma outra ilusão, aquela vivida pelos que seguem a social-democracia. Essa gente nutre um discurso reformista e amistoso com os revolucionários, subestimando o mal que estes trazem em si. A história mostra que os social-democratas são o quebra-gelos das revoluções, normalmente assumem o poder antes que os verdadeiros revolucionários o façam. FHC cumpriu esse papel, passando o bastão para Lula. Agora os revolucionários não mais sairão do poder antes de cumprido seu nefasto propósito.

O banqueiro Salvatore Cacciola sabe muito. Se falar, veremos gente graúda às voltas com a Polícia Federal, o Ministério Público e as câmaras da Rede Globo, todos algemados. Um espetáculo para as massas estúpidas, que haverão até mesmo de aplaudir os meganhas, sem terem a menor noção do que estará acontecendo. Haverá a destruição do que resta das forças de oposição a Lula pela via legal. Será uma tragédia política de largas proporções.

O tempo está próximo. Quem viver verá.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Salvando as Farc

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 10 de julho de 2008

Estranguladas pelo Exército, odiadas pelo povo colombiano, reduzidas a um décimo de seu contingente e, por fim, desmoralizadas pelo resgate espetacular de quinze reféns, as Farc estão seguindo o manual de instruções e fazendo exatamente o que a guerrilha brasileira fez em circunstâncias idênticas: partiram para o gerenciamento de danos e tentam desesperadamente transformar a derrota militar em vitória política.

Se bem sucedida, essa operação terá sido, no fim das contas, o triunfo mais espetacular que a gangue poderia ter desejado. Todos os clássicos da guerra revolucionária explicam que guerrilhas não têm por alvo derrotar o adversário no campo de batalha, mas forçá-lo a aceitar exigências políticas. Esse é o único objetivo a que podem aspirar e a única razão de ser da sua existência – e, para isso, a derrota militar pode ser ainda melhor do que a vitória. O exemplo do Vietnã ainda está na memória de todos, mas não precisamos ir buscar tão longe: nosso governo atual não é outra coisa senão as guerrilhas dos anos 60-70 transfiguradas em poder político pelas boas graças da anistia.

Não é, pois, de estranhar que, sob pretextos humanitários de uma hipocrisia abjeta, os apelos à desmobilização das Farc em nome da "luta pacífica" se espalhem por toda parte com a simultaneidade exemplar de uma orquestra bem afinada.

Quem soa a nota dominante é, como não poderia deixar de ser, o sr. presidente da República. Fingindo pena dos reféns mantidos em cativeiro e um ardente desejo de "paz", ele sugere que as Farc abandonem a luta armada e sigam o exemplo do seu partido.

Para uma organização que matou trinta mil pessoas e manteve três mil seqüestrados presos em condições sub-humanas durante quase uma década, ser de repente admitida como partido político e automaticamente anistiada de todos os seus crimes é mais do que um presente generoso: é a vitória perfeita, a realização integral dos seus sonhos mais lindos.

Que o sr. Presidente da República venha a colaborar tão solicitamente para a realização desses sonhos é nada mais do que natural: durante dezesseis anos, como fundador e chefe do Foro de São Paulo, ele sentou-se à mesa com os líderes da narcoguerrilha e de outras organizações criminosas, traçando com elas a estratégia unificada da esquerda latino-americana para a conquista do poder total no continente. O princípio mais elementar e óbvio dessa estratégia não poderia deixar de ser a articulação dialética da violência armada com o esforço de organização política, ora convergindo, ora fingindo opor-se -- e ludibriando a todos, enfim, pela alternância feliz da intimidação e da sedução.

A gratidão que as Farc têm por Lula e por seu partido expressou-se da maneira mais eloqüente na mensagem que enviaram a eles na última assembléia do Foro, em 2007, onde se derramavam em louvores a ambos por terem resgatado do perigo de extinção o movimento comunista na América Latina. Com seu pronunciamento recente, o sr. Presidente da República não faz senão dar continuidade à sua obra salvadora, que chegará ao seu ponto culminante no momento em que uma infinidade de crimes hediondos for premiada com a anistia geral e a elevação dos delinqüentes à posição de governantes legais. Governantes que, decorrido algum tempo, poderão então, com toda a calma, serenamente, metodicamente, ir destruindo um por um aqueles que os anistiaram, exatamente como faz hoje a guerrilha brasileira.

Ao sr. presidente pouco interessa que, entre as vítimas das Farc, estejam os funcionários da nossa Embaixada feitos em pedaços pelo atentado à bomba ali praticado em 1993, os milhões de crianças brasileiras levadas à autodestruição pelas drogas que as Farc distribuem no país, ou os nossos concidadãos mortos a tiros, nas ruas, por quadrilheiros locais que as Farc armaram e treinaram. Tudo o que lhe interessa é assegurar um futuro brilhante para aqueles seus companheiros de militância -- assassinos, seqüestradores e narcotraficantes.

O GOVERNO E A INFLAÇÃO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
21/05/2008


Em seu último programa de rádio o presidente Lula declarou: "A inflação é uma obrigação de todo brasileiro, que deve cuidar para que ela não aconteça. Sabe, é do trabalhador que compra, da dona de casa que compra, do empresário que produz, do atacadista que vende, do varejista e do governo". Ontem Lula voltou ao tema, e podemos ler sua posição sobre o assunto, no Estadão de hoje: “
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem um alerta para os riscos da volta da inflação no País, destacando que ela representa 'a pior desgraça’ para os assalariados. Em discurso feito no anúncio de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na favela de Heliópolis, ele destacou: ’Não podemos deixar a inflação voltar’. E eximiu seu governo de maior responsabilidade. 'E a culpa não é do governo, não. A culpa é de quem compra e de quem vende, de quem governa e de quem não governa.'’

Não se surpreenda o leitor, mesmo que leigo em matéria de ciência econômica, que perceberá a contradição abissal entre os fatos, a análise presidencial e o que fará o governo sobre o assunto. Mesmo um leigo sabe que essa afirmação de Lula contra a inflação não passa de peça de retórica. A inflação é um fenômeno monetário e, enquanto tal, de responsabilidade exclusiva do emissor de moeda, no caso o Governo Federal. Não é o povoo trabalhador que compra, a dona de casa que compra, o empresário que produz, o atacadista que vende e o varejistao responsável por ela, mas o próprio presidente da República, em última análise. O povo que forma preços os pratica no mercado e apenas sofre os efeitos do fenômeno, sobre o qual não tem poder algum.

A afirmação de Lula é uma completa inversão da realidade, a reconstrução da mesma no mundo da fantasia. Quem observa a cena da política brasileira sabe que uma bomba-relógio inflacionária foi armada desde que Lula assumiu, basicamente em virtude de dois fatos: os elevados e crescentes gastos do Estado (nas três esferas de poder) e a generosa política salarial. O terceiro fator, que costuma acelerar o processo inflacionário, o câmbio, por enquanto está neutralizado, mas saberá Deus por quanto tempo. Mesmo com o câmbio neutralizado o que vemos é a contínua expansão dos índices de preços. A alta generalizada de preços poderá formar um cenário em que a inflação de 2008 poderá encostar na casa dos dois dígitos, mesmo sem crise cambial. Seria uma catástrofe, o país perderia a grande conquista das últimas décadas, que foi debelar a inflação.

Bem sabemos o que significa a sua volta. Dificilmente esse governo, pela crença que tem, pelo discurso que prega, pelos compromissos assumidos com seus acólitos e com o descompromisso com a coisa pública reverterá as políticas que estão determinando a volta da inflação, pelo menos não antes das eleições de 2010. Quando os indicadores macroeconômicos sinalizarem o agravamento do déficit público e os preços saírem do controle, com impactos sobre a opinião pública, é de se esperar que Lula e seu partido venham fazer o que todos os esquerdistas costumam fazer: culpar as vítimas pela causa dos males. A tentação de utilizar as vias heterodoxas para segurar os índices será grande e a primeira delas certamente será o controle governamental de preços. Esse filme já o vimos antes por aqui, está a acontecer neste momento na Venezuela e na Argentina, com as nefastas conseqüências de costume: desabastecimento, redução da produção, empobrecimento generalizado. E mais inflação.

O cuidado com a inflação é obrigação do governo, ao contrário do que disse Lula, e não do povo. Para isso existe um Banco Central, que tem o monopólio da emissão de moeda. Mas este organismo, sozinho, é impotente para segurar os preços mesmo que faça a coisa certa, aquilo que dele se espera, que é o controle da liquidez sistêmica. A inflação também reflete a tentativa de abolição da lei da escassez, o sonho impossível de todo esquerdismo. Um exemplo grave é a política salarial. Os economistas costumam medir a relação taxa de câmbio/taxa de salário como determinante da absorção da economia. Um desequilíbrio aqui provoca a crise cambial, que já está a caminho. E outro efeito é que a taxa de salário determina diretamente a formação dos preços.

Não haverá como segurar a inflação com a política de salário mínimo instituída. E não haverá como segurar gastos públicos também, vez que o salário mínimo regula boa parte da remuneração das aposentadorias e dos funcionários do Estado. Essa generosidade é populista no limite e está cobrando seu preço com a elevação dos preços. E a Petrobrás não terá como segurar a elevação dos preços internacionais do petróleo. Portanto, as pressões inflacionárias chegam de todos os lados. O povo não tem como se defender disso. É o governo que precisa fazer a sua parte, segurando emissão de moeda.

Está chegado a hora de demonstrar que o projeto esquerdista de poder é irracional e insustentável no tempo, mesmo que haja uma conjuntura internacional favorável como a que vivemos. É a hora de provar que Lula não é um estadista e que com o poder não se pode ser leviano. Entendo que não há mais tempo para bondades governamentais, é chegada a hora da onça beber água. O índice geral de preços é o melhor termômetro para medir essa doença degenerativa do organismo que é o esquerdismo. É chegada a hora mais silenciosa, aquela em que os populistas nada terão a dizer que não sandices, como aquelas do Lula citadas acima. Suas teorias, sua retórica e sua suposta boa intenção mostrarão sua verdadeira face: incompetência, despreparo, irresponsabilidade e incapacidade de viver a realidade como ela é. A lei da escassez afinal sempre haverá de se impor.

Haverá choro e ranger de dentes.

O que está em risco não é o clima, mas a liberdade

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Václav Klaus em 09 de julho de 2008


Resumo:
A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global.


© 2008 MidiaSemMascara.org

Vivemos tempos estranhos. Um inverno excepcionalmente quente é suficiente – desconsiderando o fato de que no decorrer do século XX a temperatura global cresceu apenas 0,6 por cento – para que os ambientalistas e seus seguidores sugiram medidas radicais para fazer algo – e fazê-lo já – quanto ao clima. No ano passado, o dito “documentário” de Al-Gore foi exibido em cinemas no mundo todo, o relatório britânico Stern – mais ou menos de Tony Blair – foi publicado, o quarto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas foi concretizado e a conferência do Grupo dos Oito anunciou a vontade de se fazer algo em relação ao clima. As pessoas racionais e defensoras da liberdade devem se pronunciar. Os ditames do politicamente correto são rígidos e apenas uma verdade autorizada, não pela primeira vez na história, nos é imposta. Todo o resto é denunciado.

O escritor Michael Crichton declarou de forma clara: “O maior desafio que enfrenta a humanidade é distinguir a realidade da fantasia, a verdade da popaganda”. Eu entendo da mesma maneira, porque a histeria do aquecimento global tornou-se o maior exemplo do problema da verdade versus a propaganda. Requer-se coragem para opor-se à verdade “estabelecida”, embora muitas pessoas – incluindo cientistas renomados – vejam a questão das mudanças climáticas de forma totalmente diversa. Eles protestam contra a arrogância daqueles que defendem a hipótese do aquecimento global estar relacionado às atividades humanas.

Como alguém que viveu sob o comunismo a maior parte da sua vida, sinto-me obrigado a dizer que vejo no ambicioso ambientalismo, e não no comunismo, a maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade, hoje. Esta ideologia quer substituir a evolução livre e espontânea da humanidade por algum tipo de planejamento central (agora global).

Os ambientalistas pedem por ação política imediata porque eles não acreditam no impacto positivo do crescimento econômico a longo prazo, e ignoram tanto o progresso tecnológico de que as futuras gerações sem dúvida usufruirão como o fato comprovado de que, quanto maior a riqueza da sociedade, maior é a qualidade do meio ambiente. Eles são malthusianos pessimistas.

Os cientistas deveriam nos ajudar e levar em consideração os efeitos políticos de suas opiniões. Eles têm como obrigação declarar suas acepções políticas e juízos de valor e o quanto estes afetam as suas seleções e interpretações das evidências científicas.

Faz algum sentido falar sobre aquecimento da Terra quando analisamos o caso no contexto da evolução do nosso planeta ao longo de centenas de milhões de anos? Todas as crianças aprendem na escola sobre as variações da temperatura, sobre as eras glaciais, sobre o clima muito mais quente da Idade Média. Todos nós percebemos que mesmo durante a nossa vida ocorrem mudanças de temperatura (em ambas as direções).

Graças a avanços na tecnologia, o crescimento da riqueza disponível, a racionalidade das instituições e a capacidade dos países se organizarem, a adaptabilidade da sociedade humana cresceu radicalmente. E ela vai continuar crescendo e vai solucionar qualquer conseqüência em potencial de variações climáticas moderadas.

Concordo com o professor Richard Lindzen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que disse: “As gerações futuras vão se admirar com a estupidez desconcertante de que o mundo desenvolvido do início do século XXI entrou em um pânico histérico a respeito de um aumento de temperatura global médio de alguns poucos décimos de grau, e, com base em exageros grosseiros de projeções feitas por computador de forma altamente duvidosa, combinado a uma implausível cadeia de inferências, passou a contemplar a possibilidade de reverter a era industrial”.

A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global. Como uma testemunha do atual debate mundial sobre mudança climática, eu sugiro o seguinte:

- Pequenas mudanças climáticas não demandam medidas restritivas abrangentes

- Qualquer supressão da liberdade e da democracia deve ser evitada

- Em lugar de organizar as pessoas de cima para abaixo, deixemos que cada um viva como quiser

- Resistamos à politização da ciência e oponhamo-nos ao termo “consenso científico”, que é sempre alcançado por uma minoria barulhenta, nunca por uma maioria silenciosa

- Ao invés de falar sobre “o meio ambiente”, sejamos atentos a ele no nosso dia-a-dia

- Sejamos humildes, porém confiantes na evolução espontânea da sociedade humana. Acreditemos na sua racionalidade e não tentemos freá-la ou desviá-la em qualquer direção.

- Não nos assustemos com previsões catastróficas ou utilizemo-nas para defender e promover intervenções irracionais nas vidas humanas.

Tradução: Marcel van Hattem

Fonte: Financial Times UK - http://www.hacer.org/current/LATAM232.php

* Václav Klaus é presidente da República Tcheca

Três conselhos aos jovens que desejam mudar o mundo

Do portal OrdemLivre.org
Por Peter Boettke

No dia 19 de junho, eu tive a oportunidade fazer uma palestra para os membros do programa Koch Associate, em Washington D.C.. O programa oferece a recém-formados a oportunidade de trabalhar por um ano na rede dos think-tanks, além de passar por uma série de programas de treinamento desenvolvidos pela Koch Foundation. O programa tem obtido um enorme sucesso.

Minha palestra era sobre como pensar a respeito do problema da “transição” e sobre como se fazer uma “análise da transição”. Eu me inspirei basicamente em minhas experiências na Europa central e oriental, e na antiga União Soviética, bem como em trabalhos mais recentes sobre a economia do desenvolvimento em geral (América Latina e África) e também nos esforços de ‘reconstrução’ após guerras e desastres naturais.

Entretanto, antes da minha palestra, eu dei três conselhos gerais, direcionados aos jovens de mentes sérias, inteligentes e impressionáveis que desejam mudar o mundo:

1. Não confunda comprometimento com dogmatismo

A ciência, argumentei, progride através do comprometimento dos cientistas com as proposições. Essa é uma afirmação tipicamente polanyiana, mas essencial. Muitas pessoas que não estão envolvidas com a ciência (inclusive os filósofos da ciência) não têm idéia alguma sobre como a ciência progride e afirmam que seria tudo baseado em subverters-se a si mesmo. Obviamente, a autocrítica é importante, mas não é dessa maneira que a ciência progride. A ciência progride pela pesquisa insistente que alguns cientistas fazem usando certas idéias, e estes confrontam a busca insistente de outros cientistas do mesmo campo. A ciência deve causar dor quanto as proposições estão erradas. Mas, para algo DOER, a pessoa a quem as provas mostram estar errada precisa ter acreditado sinceramente estar com a razão. A ousadia de uma conjectura está correlacionada positivamente com o nível de comprometimento que o cientista possui com a proposição. Queremos conjecturas corajosas submetidas à refutação, não as fracas. Isso significa que os cientistas terão opiniões fortes e isso, freqüentemente, é confundido com o dogmatismo, coisa que não é. Na verdade, como já escrevi anteriormente, o dogmatismo não é um problema de nível individual, mas um problema de nível disciplinar. Enquanto houver uma competição aberta nos campos de pesquisa, o dogmatismo não causará estragos no avanço científico/intelectual. Eu diria que afirmar o contrário é, na realidade, não compreender como a ciência progride e como os melhores cientistas da história humana trabalharam de fato. Assim, o dogmatismo sistemático deve sempre ser rejeitado porque pode matar o progresso científico.

2. Não confunda a falsa humildade com a verdadeira humildade.

Nesta era pós-moderna, é comum as pessoas afirmarem que nós não sabemos nada. Eu não sei, você não sabe, nenhum de nós sabe. E nós somos todos super bacanas por não sabermos nada! Não, não é legal não saber nada. Na verdade, é muito ruim não saber certas coisas. Sentimos uma alegria verdadeira ao compreender as coisas e, se você quiser pensar seriamente sobre questões importantes, comece por tentar compreender as coisas, ao invés de afirmar que não sabe de nada. Além disso, o progresso do conhecimento pode não ser uma simples passagem linear do desconhecido para o conhecido, mas também não é um tiro no escuro. A expressão é: “quanto mais sabemos, mais sabemos que não sabemos”. A esfera do conhecimento expande-se, e à medida que o conhecimento cresce, a esfera cresce – ou seja, a área do que é conhecido se expande, mas à medida em que a esfera se expande, a superfície (ou a consciência) do desconhecido também cresce. Essa é a humildade que aprendemos a partir do conhecimento científico e não a falsa humildade segundo a qual nenhum de nós sabe nada. Não, a maioria das opiniões sobre as políticas econômicas está errada e nós sabemos disso porque essas opiniões não são baseadas nem na lógica, nem em provas.

Se pensarmos por um minuto a respeito de nossos problemas em relação à economia, poderemos ser capazes de esclarecer isso. Primeiro, o mundo econômico que ocupamos é um fenômeno complexo que abrange uma intricada rede de interconexões, dependências históricas e está mergulhado, como disse Keynes, nas “forças obscuras do tempo e da ignorância.” Essa é a situação econômica em que o ator econômico se encontra. Mas isso não é um problema para os economistas que, apesar disso, estão estudando os problemas e buscam compreender as estratégias de competição e os mecanismos institucionais que emergem para auxiliar nesse confronto com o tempo e a ignorância. Em outras palavras, o conhecimento do economista é diferente do conhecimento do ator econômico. Nós, como economistas, temos acesso ao conhecimento que atores dentro da economia não têm. Essa é uma idéia importante, enfatizada por Hayek, mas às vezes esquecida pelos subjetivistas extremos. De fato pode haver uma ciência objetiva voltada para o estudo das percepções subjetivas das oportunidades de trocas e produção que visem o lucro – a teoria empresarial do processo de mercado. O conhecimento da teoria do processo mercadológico não significa que você poderia ser um empresário, quanto mais ser alguém que regulasse esses processos. Isso significa que você consegue compreender a “explicação do princípio” que fundamenta a ordem produzida no processo mercadológico. O conhecimento é doce. Não vamos azedá-lo.

3. Diga a verdade aos poderosos. Não crie estratégias com o poder.

A principal questão para os indivíduos que desejam mudar o mundo é compreender que o problema não são os diferentes partidos políticos, mas as diferentes regras do jogo. O que mais importa é a estrutura do governo e não quem o governa. Você deve se concentrar na mudança e na busca por regras que gerem incentivos compatíveis com o “jogo” que você deseja promover.

Com relação a isso, a utilização de idéias econômicas compreensíveis e inofensivas pode torná-lo bastante popular no circuito de palestras, mas não lhe ajudará a mudar o mundo. Mais uma vez, deixe-me repetir: a ciência deve doer. Além disso, desenvolver estratégias para diluir uma mensagem econômica a fim de que ela seja adotada por aqueles que estão no poder também não funciona. Os especialistas na diluição de idéias econômicas podem atingir altos postos políticos, mas não promoverão a verdade econômica ou política.

Eu disse à platéia que, em minha opinião, os livros mais importantes que deveriam ler nesse verão são: Free Markets Under Siege, de Richard Epstein e Politically Impossible? De W. H. Hutt. Epstein enfatiza os frutos mais imediatos das políticas públicas, dizendo que se nos concentrássemos apenas nos problemas econômicos mais simples e, ao contrário dos políticos, os compreendêssemos corretamente, ajudaríamos milhões de pessoas em todo o mundo – tarifas mais baixas, impostos menores, a eliminação de algumas regulamentações, a eliminação dos controles sobre preços e salários etc. Questões fáceis de ser solucionadas. Existem questões complicadas nas políticas públicas econômicas; mas em 90% dos problemas que enfrentamos, são as questões facilmente solucionáveis que distorcem tudo e que prejudicam a vida de tantas pessoas. Pense na crise atual dos alimentos e examine o aumento das políticas protecionistas em todo o mundo, que impedem os ganhos comerciais de saná-la. Mais uma vez, são questões fáceis de ser solucionadas.

Hutt, por sua vez, enfatiza que é responsabilidade dos economistas dizer a verdade, como eles a vêem, aos donos do poder, e nunca abrir mão de sua mensagem. A razão é que se os economistas diluem suas mensagens, os políticos as diluirão ainda mais no processo político e, quando aquela idéia se tornar uma política verdadeira, será irreconhecível ao economista. Essa diluição, ao invés de dar voz à economia, a cala completamente, e com o consentimento dos próprios economistas. Então, diga a verdade ao poder e danem-se as conseqüências relacionadas à sua popularidade no mundo político.

Peter Boettke é economista da Universidade George Mason.

CENSURA

Do blog da ANDEC
06 Julho, 2008




Ontem, fui informada que nosso quarto e-mail(!!) estava censurado (os três anteriores já o haviam sido):

Querida Ana, Há dias que tento mandar-lhe um e-mail replicando ao que você me mandou sobre o impeachment de Lula e NADA!! Devolvem-mo sempre.

Informei o fato às demais componentes da diretoria da ANDEC, por e-mail. Uma delas tentou me responder de imediato. E seu e-mail foi devolvido na mesma hora.

Censurado como?, você pode estar se perguntando. Explico:
Nossos e-mails (como remetentes ou destinatários) são abertos, lidos e triados. Dependendo do teor, são ou não 'liberados'.

Estou absolutamente irritada! Essa ditadura (meio que) velada, é o pior tipo de ditadura existente!! Você não sabe até onde pode ir, muitas vezes os menos informados te reputam paranóico, mas você sabe que ela está aí.

Além da invasão de privacidade que sinto, da quebra do sigilo de correspondência que nossa Constituição que, se respeitada fosse, determina seja observado, é no mínimo revoltante saber que os vagabundos que se prestam a isso recebem com dinheiro dos nossos impostos!!!

Detalhe: não somos bandidos, não infringimos a lei, não infringimos a moral, a ética, os bons costumes. Ao contrário. Queremos que a moral, a ética, os bons costumes, a lei, prevaleçam. Queremos ORDEM em nosso País!!

Por vezes me perguntei por que temos visitas tão importantes como o SERPRO e o PRODESP em nosso blog, por que nossos e-mails são censurados.

A ANDEC é uma associação tão pequena ainda! Nem temos tido chance de incomodar tanto quanto gostaríamos.

Também nunca pretendemos disputar espaço com outros blogs, excelentes, que noticiam e comentam toda a (falta de) vergonha dos governantes desse nosso País e que a grande mídia, vendida, tão deliberadamente oculta.

O que fazemos para merecer tais ilustres visitas?

O que leva a facção 'Compadres dos Compadres' que hoje domina o Brasil (que ilustração feliz desse infeliz desgoverno, Coronel!) a nos monitorar?

Quem somos nós? Por que estamos incomodando?

Cheguei a uma conclusão: incomodamos porque buscamos a união dos inúmeros núcleos de brasileiros insatisfeitos espalhados nesse nosso País. Incomodamos porque tentamos desfazer o que esses maquiavélicos baderneiros vêm fazendo, dividindo para governar (no caso, para se manter no poder). Incomodamos porque saimos do virtual, embora ainda o utilizemos como meio de comunicação.

Então, amigos, é sinal de que estamos no caminho certo. Esse é o caminho: união e saída do virtual.

Reinaldo Azevedo hoje divulgou a seguinte informação, que reforça a necessidade (premente) de sair do virtual:

"A legislação eleitoral proíbe a mídia eletrônica de difundir opinião favorável ou contrária a candidato e ainda de dar tratamento diferenciado aos postulantes. ... Na prática, a equiparação significa que as inúmeras ferramentas da internet -como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos."

A suposta 'pane' na Telefônica, por sua vez, paralisou a web no Estado de São Paulo e deixou clara a fragilidade desse meio de informação e de 'protesto'.

E aí, cara-pálida? Vai continuar sentando em frente ao seu computador ou vai fazer alguma coisa pelo seu País?

Ouso dizer: faça agora (enquanto ainda dá) ou cale-se (e envergonhe-se) para sempre.

Historinha do Daniel Dantas e os outros mosqueteiros...

Por ANA PRUDENTE por e-mail

Amigos

Quem estiver acompanhando as prisões do "trio" (o quarto seria o Greennhalg mas estranhamente o Juiz De Sanctis não aceitou denuncia contra ele - porque será?), leiam com atenção as informações abaixo, que se juntam ao que está sendo divulgado.
Boletim de 09.07.08 do Ex-blog do Cesar Maia
OPERAÇÃO SATIAGRHA OU DELAÇÃO PREMIADA DO DOLEIRO LUCIO FUNARO! E NÃO ENTREGOU TUDO!

Manchetes do Blog quando ainda não era Ex-Blog. Clique no final e conheça os detalhes. Estava tudo lá. E tem muito mais do que foi noticiado ontem!

20/09/2005: Naji Nahas operava muito na Bonus-Banval através do FUNARO.

22/09/2005: Esse Funaro!!! Não é que é liga do Naji Nahas, está por dentro do caso do fundo exclusivo do BRB, abriu a Garanhuns, opera a Prece, articula-se com PMDB e PCdoB do RJ, passou uma Ferrari para filho de deputado... A CPI está com tudo na mão. Quando fechar o laço, vai cair o mundo!

24/06/2005: Não faz muito tempo! Bonus-Banval, Mensalão, Doleiros e Cia LTDA

26/09/2005: Lavanderia Bonus-Banval! E em seu conselho de administração informal o PT, Nahas, Funaro

26/09/2008: Dólares e lavagem de dinheiro em Santo André... naturalmente!

29/09/2005: Técnicos da CPI não pararam de trabalhar!

02/04/06: As teles e as malas do PT!

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Teor das noticias que estão armazenadas no endereço do blog

20/09/2005

Naji Nahas operava muito na Bonus-Banval através do FUNARO.

NAJI NAHAS E O PT! INTIMIDADE -POLÍTICA- COM O "MERCADO"!

Estado de Minas.

Informações colhidas pelo deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), da CPI dos Correios, revelam rastros do megaespeculador Naji Nahas nos contatos mantidos entre membros do PT e a Portugal Telecom, no início deste ano. Naji Nahas teria ido a Lisboa no primeiro bimestre, acompanhado de Delúbio Soares, ainda tesoureiro do PT, e de Luis Favre, marido da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. Lá, de acordo com as informações que chegaram a Sílvio Torres, o grupo jantou no restaurante O Nobre, um dos mais sofisticados da cidade, com três diretores da Portugal Telecom. Não é o único elo entre Nahas e o caixa 2 do PT. A corretora Bônus Banval, pertence a Breno Frischberg, tradicional corretor de valores do mercado financeiro paulista. Operadores experientes da praça paulista dizem que, em 1992, Frischberg atuava na Distribank DTVM, a mesma em que Nahas operou após o escândalo da Bolsa do Rio, em 1989. As relações de Naji Nahas com o governo Lula são evidentes. No dia 25 de fevereiro do ano passado, o megaespeculador foi convidado ao Palácio do Itamaraty para o banquete em homenagem ao príncipe Bandar, da Arábia Saudita. Depois, integrou a comitiva que foi garimpar negócios no Oriente Médio, em uma das viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

NÃO FAZ MUITO TEMPO! BONUS BANVAL, MENSALÃO, DOLEIROS E CIA LTDA!

Globo-ON- 24 de junho de 2005.

Dinheiro do mensalão passava por corretora paulista

O dinheiro do mensalão tinha um endereço em São Paulo: Rua Pedroso Alvarenga 1.208, Itaim Bibi. Ali funcionava, até dois meses atrás, a corretora Bonus/Banval. Dona de um histórico conturbado, a corretora é apontada como a responsável por botar em prática suposto esquema usado para o mensalão. Essa operação que seria feita por meio da Bonus/Banval. Ou pelo menos foi até bem pouco tempo. Fonte afirma que parte do 'lucro' da operação era depositada diretamente no exterior, através do envio feito pelo doleiro Alberto Yossef, que já foi preso e cumpre pena em liberdade por remessa ilegal de recursos para o exterior. Passavam pela corretora nestas operações entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões por mês e Yossef recebia 0,80% do dinheiro transportado. As operações na BM&F foram feitas por Waldir Vicente Prado, investigado por realizar operações para Naji Nahas, impedido de operar diretamente nas bolsas. Prado era o operador da Master. Teria sido por meio desta corretora que Janene conheceu dois dos atuais proprietários da Bonus/Banval, Breno Fischberg e Enivaldo Quadrado. A Master é também investigada por suas ligações com a RS Administração e Construção, com sede no Panamá, por remessas ilegais para o exterior.

22/09/05

Esse Funaro!!! Não é que é liga do Naji Nahas, está por dentro do caso do fundo exclusivo do BRB, abriu a Garanhuns, opera a Prece, articula-se com PMDB e PCdoB do RJ, passou uma Ferrari para filho de deputado... A CPI está com tudo na mão. Quando fechar o laço, vai cair o mundo!

Naji Nahas é peça chave. Esteve com Lula algumas vezes. Representa a Portugal Telecom. É quem está por trás da Bonus-Banval. Citado por Toninho da Barcelona. Por Daniel Dantas. Quando é que a CPI vai convocá-lo e investigá-lo.

26/09/05

LAVANDERIA BONUS-BANVAL! E EM SEU CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO INFORMAL O PT, NAHAS, FUNARO...

Folha de SP

Corretora ligada ao PT é suspeita de lavagem

A Polícia Federal tem indícios de que a corretora que operou para o PT, a Bônus-Banval, não faz só negócios oficiais na Bolsas de Valores e na BM&F (Bolsa Mercantil e de Futuros): a empresa lava recursos para doleiros, segundo o levantamento inicial dos policiais. A PF trabalha com duas hipóteses: 1) o esquema de caixa dois do PT ter sido alimentado por alguns desses doleiros; e 2) a Bônus-Bonval funcionar como uma espécie de caixa de compensação entre doleiros.

Pelo menos quatro doleiros conhecidos realizaram operações no mercado financeiro por meio da corretora. Dois são alvo das investigações da CPI do Mensalão: Nelma Cunha, de Santo André, e Carlos Alberto Quaglia, de Florianópolis. Um terceiro investigado pela CPI, Lucio Bolonha Funaro, também recorria à Bônus-Banval.

O advogado da Bônus-Banval, Antônio Sérgio de Moraes Pitombo, diz que "não se pode confundir a corretora com a conduta de alguns clientes". Para Pitombo, a empresa é alvo de campanha difamatória (leia mais na pág. A9). A suspeita dos policiais é que esses doleiros tinham transferido os dólares que compraram para a corretora numa operação de lavagem de dinheiro. Um dos doleiros que apareceu na investigação da PF sobre a Bônus-Banval foi Dario Messer. Na última terça-feira, o Toninho da Barcelona, relatou à CPI dos Bingos e do Mensalão que Messer era o doleiro usado pelo PT para esquentar doações ilegais. As ordens de pagamento, de acordo com o doleiro, eram dadas pelo lobista Marcos Valério de Souza -ele nega as acusações.

DÓLARES E LAVAGEM DE DINHEIRO EM SANTO ANDRÉ... NATURALMENTE!

Folha de SP

Toninho da Barcelona apresentou na CPI uma nova personagem do mercado paralelo que operaria para o PT, segundo ele: Nelma Cunha, dona de uma casa de câmbio em Santo André. Ela teria feito operações em dólar para o PT quando Celso Daniel era prefeito da cidade, de 2000 a 2002. Pode ser mera coincidência, mas Nelma foi cliente da Bônus-Banval. A corretora informa que Nelma perdeu muitos recursos nas suas aplicações. Perda, em mercado de dólar futuro, é uma das formas de transferir dinheiro de forma dissimulada para alguém que não quer ser identificado. Nesse investimento, o aplicador aposta numa tendência para o dólar -de alta, por exemplo. Se o dólar cai, ela perde -e quem apostou em queda sai ganhando. A polícia acha que políticos ou partidos pode estar na ponta que saiu ganhando -seria a forma legal que a doleira usou para esquentar recursos. O argentino Carlos Alberto Quaglia, um dos sócios da Natimar, é outro do mercado de dólares que aplicou na Natimar. A empresa informa que os R$ 6,5 milhões investidos pela Natimar na Bônus-Banval saíram do caixa de Marcos Valério - o que é negado tanto por ele quanto por Quaglia.


A lista de investidores que usavam a Natimar para investir na corretora inclui a mulher do doleiro Najun Turner, que foi usado pelo então presidente Fernando Collor em 1992 para tentar justificar recursos que recebera do esquema montado por seu tesoureiro Paulo César Farias.

29/09/05

TÉCNICOS DA CPI NÃO PARARAM DE TRABALHAR!

Enquanto se discutia a questão da presidência da Câmara, os técnicos das CPIs continuavam a trabalhar.

Algumas certezas:

1. Os vínculos entre Ademar Palocci e Interbrazil são - pelo menos - quase societários;

2. Funaro está metido até as vísceras com políticos - especialmente no Rio.

3. PT tem dinheiro no exterior. E avião da FAB levou carregamento com dinheiro para Cuba.

4. Naji Nahas está por trás e pela frente da Bônus-Banval as Teles, passando pelo Planalto.

5. Marcos Valério está quase dando com a língua nos dentes. Não perderá o dinheiro dos "empréstimos".

6. Palocci -Antonio- sua turma, estão metidos até o fígado, na república do lixo e nas falcatruas de 2003.

7. O desvio de dinheiro dos fundos passa pelos fundos exclusivos.

8. Delúbio é agente de Lula.

9. PCdoB do Rio -especialmente seu deputado estadual, terá muito que explicar...

10. A conexão-político-financeira-previdenciária do Rio, passa pela máfia dos combustíveis.

02/04/06

AS TELES E AS MALAS DO PT!

VEJA

Dinheiro na mala é vendaval

Naji Nahas diz que ganhou uma mala recheada com 3,25 milhões de reais da Telecom Italia como pagamento de serviços de "consultoria"

UM CAMINHÃO DE DINHEIRO

Documento assinado pelo presidente da Telecom Italia na América Latina, Giorgio Della Seta, autoriza o banco Bradesco a sacar de uma das contas da empresa 3,25 milhões de reais – a ser entregues, em carro-forte, a Naji Nahas.

Veja-Mainard

Da mesma forma que a Telecom Italia ofereceu um contrato milionário a Naji Nahas, Daniel Dantas ofereceu um contrato de 8 milhões de reais a Kakay, amigo do peito de José Dirceu, e um contrato de 1 milhão de reais a Roberto Teixeira, amigo do peito de Lula.

http://docs.google.com/View?docid=dckxqdd3_51fztdf9cr


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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".