Loja OLAVETTES: produtos Olavo de Carvalho

Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sábado, 14 de junho de 2008

Agora bateu no Aerus - caso VARIG

Do blog ARRASTÃO
Postado por Janaína Leite às

A internet é mesmo um mundo à parte. Ao ler as agências de notícias fiquei com a impressão de que o depoimento de Denise Abreu, que acontece no Senado, estava sendo um fiasco. Fui conferir. É exatamente o CONTRÁRIO: a ex-diretora da Anac faz um estrago considerável com suas declarações sobre a VarigLog. Pior: acaba de colocar o Aerus, o fundo de pensão da Varig, na jogada.

Aí, amigo, o caldo entorna.

Segundo Denise, o modelo de venda da Varig elaborado pela equipe técnica GARANTIA o pagamento de todos os trabalhadores e dos aposentados, bem como criava um fundo de reserva.

Abro aqui um parêntesis. Sou pró-capitalismo e acho que o governo não tem de "preservar" empregos em companhias mal administradas. O caso, porém, é completamente diferente. Os trabalhadores da Varig não receberam as rescisões trabalhistas. Pior ainda foi o Aerus. O fundo de pensão foi fraudado ao longo de anos COM A AJUDA do Estado, que era responsável por ele. Imagine o que é isso: pagar uma aposentadoria privada a vida toda e, quando precisa dela, o dinheiro simplesmente... SUMIU! É inaceitável. INACEITÁVEL!. Fecho o parêntesis.

"Ora era dito para que cumpríssemos o que o juiz mandava. De repente, mudava tudo", afirmou a ex-presidente da Anac. E agora, como fica? A única esperança é o Supremo Tribunal Federal. Se os ministros amarelarem e seguirem os passos do compadre do presidente da República, o sr. Roberto Teixeira, estará institucionalizando que o roubo é permitido no Brasil. Basta que seja feito pelos amigos do rei.

Achei o vídeo abaixo no YouTube. ASSISTA. Ele explica direitinho o caso Varig-Aerus. Explicações adicionais podem ser encontradas aqui.



Dois estalos, e Diogo descobre os superpoderes de Roberto Teixeira

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Sábado, Junho 14, 2008

Me deu um estalo durante o depoimento de Denise Abreu no Senado. Se eu fosse Newton, teria descoberto a lei da gravidade. Eu sou o Newton do lulismo. Cada um tem o Newton que merece. Estou para Newton assim como o lulismo está para as leis.
(...)
Acompanhe. Denise Abreu declarou que foi convocada por Dilma Rousseff dezenove dias depois de ser empossada na Anac. Isso significa que o encontro ocorreu precisamente em 8 de abril de 2006. Dilma Rousseff teria falado sobre a necessidade de criar um plano emergencial para atender os passageiros da Varig, porque o fim da empresa era iminente. Vinte dias mais tarde, Denise Abreu foi novamente convocada ao Palácio do Planalto. O tom de Dilma Rousseff era outro. Segundo Denise Abreu, ela agora fazia de tudo para agilizar a venda da Varig aos sócios arrebanhados pelo fundo americano Matlin Patterson. Foi nesse momento do depoimento que me deu o estalo: o que aconteceu entre os dias 8 e 28 de abril? (...)
Fiz dois telefonemas e descobri que o fato mais marcante ocorrido no período entre 8 e 28 de abril de 2006 foi a entrada em cena de Roberto Teixeira.
(...)
Durante o depoimento de Denise Abreu, me deu um segundo estalo. Dois estalos no mesmo dia podem ser considerados um feito histórico. E o segundo estalo foi ainda melhor do que o primeiro, porque corroborado por um documento inédito.
Os compradores da Varig foram isentados do pagamento das dívidas fiscais e trabalhistas da companhia aérea. Esse é um dos aspectos mais nebulosos do negócio. (...) Fiz mais dois telefonemas e descobri um documento assinado pelo próprio Roberto Teixeira (...) ele se atribuía a seguinte vitória: "Tivemos êxito integral na defesa jurídica dos interesses do grupo, livrando-o, até o momento, da sucessão das dívidas trabalhistas da Varig, que a muitos pareceria impossível".
(...)
Assinante lê mais aqui

Seminário A Realidade da Amazônia - vídeos

Pessoal, quem quiser saber como foi, clique abaixo e baixe os filmes das palestras sobre o evento A Realidade da Amazônia.



Controlar a "invasão branca" de ONGs, principalmente estrangeiras, assegurar o controle da água e explorar ricas jazidas de minérios – grande parte em reservas indígenas e praticamente inacessíveis devido a legislação em vigor – e povoar as zonas de fronteira, para garantir a integridade do território nacional sem agredir o meio ambiente.

Esses foram os principais temas debatidos no seminário "A realidade da Amazônia – Soberania ameaçada, farsa?', realizado ontem, no clube Espéria. Segundo os participantes, o evento foi considerado um marco por mobilizar e entusiasmar setores da sociedade civil organizada em defesa da Amazônia e da soberania brasileira.


De acordo com o general Luiz Gonzaga S. Lessa, ex-comandante militar da região, de 5 milhões de quilômetros quadrados espalhados em nove estados, organizações e governos estrangeiros fazem campanha internacional aberta para retirar a Amazônia do controle brasileiro.

A população indígena é de cerca de 350 mil índios. As terras indígenas representam 12% do território brasileiro. Para ele, a política da Funai (Fundação Nacional do Índio) isolou os índios. "Há um imenso vazio demográfico que precisa ser explorado, mas não a todo custo", afirmou o militar, ao abrir o evento.


Em sua explanação, Lessa divulgou um estudo da ONG Contas Abertas, com base no Sistema Integrado de Administração Financeiras (Siafi), que mostra o vertiginoso aumento de organizações não-governamentais, entre 2001 a 2006, atuando dentro do País.

De 22 mil, em 2002, elas pularam para cerca de 260 mil em 2006. Em 2007, o número subiu para 276 mil e 100 mil trabalham na Amazônia. A população indígena é estimada em 350 mil índios, ou seja, há 3,5 índios para cada ONG . "Há uma verdadeira invasão branca na Amazônia sem ninguém dar um tiro sequer. Trata-se de um neo colonialismo que estamos aceitando voluntariamente", denunciou o general.

Riqueza natural – Ao defender a soberania nacional, Lessa afirmou que o Brasil detém hoje 20% da água doce da superfície do planeta e 80% dela encontra-se na bacia amazônica. "Fala-se que a próxima guerra mundial será pelo controle da água. Veja a sua importância estratégica mundial", chamou a atenção.

O general falou também sobre a polêmica em torno da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, na divisa do Brasil com a Venezuela, que possui 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo e inúmeras riquezas, como o urânio, abundante e inexplorado. "Roraima, que tem sua superfície ocupada por reservas indígenas em quase 50%, representa o grande embate internacional contra o Brasil", afirmou.

Políticas públicas – Em sua fala, o líder dos índios macuxis, Jonas de Souza Marcolino, da Raposa Serra do Sol, responsabilizou a Funai, entidades religiosas e ONGs de isolarem os povos indígenas.

"Muitas ONGs têm influência negativa sobre a massa indígena", contou o índio, sob forte aplauso. "O que ocorre em Roraima é uma destruição de nossos valores nacionais. O estado expulsa os brasileiros e deixa lá os estrangeiros".

Zona de Fronteira – Terceiro orador a falar, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) afirmou que a demarcação de reservas em zona fronteiriça representa um risco à segurança nacional.

Durante o seminário, foram citados três focos de guerrilha das FARC, na divisa do Brasil com a Colômbia, e sua aliança com o narcotráfico. "A edificação de vilas e cidades é uma forma racional de ocupação de nossas fronteiras, que estão abandonadas", afirmou.

Lição imprópria – Último palestrante, o professor Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e articulista do Diário do Comércio, disse que a comunidade internacional, principalmente européia, não tem o direito de cobrar o Brasil. Segundo Rosenfield, a Europa conservou só 0,3% de suas florestas nativas. "Querem nos ensinar a lição, quando eles é que devem aprender".

O prefeito de Paracaima (RO) e líder da Associação de Arrozeiros da reserva Raposo Serra do Sol, Paulo César Quartiero, que chegou a ser preso pela Polícia Federal, acusado de porte ilegal de explosivos e formação de quadrilha, também defendeu a soberania. "Está na hora de termos um plano de desenvolvimento da Amazônia que dê oportunidades a todos e proteja nossa fronteiras", afirmou.

Retrato brasileiro - de arrepiar os cabelos!!!!

Do blog ARRASTÃO
Postado por Janaína Leite às

Olhei as notícias de internet sobre o caso Varig. Ai, que preguiça! Não vi nenhuma explicando o básico para que as pessoas entendam a gravidade do que está acontecendo. Então, darei minha contribuição.

1) O PT tem uma relação muito próxima com empresas de ônibus e aviação. Os laços geralmente são amarrados pelo advogado Roberto Teixeira, amigo fraterno de Lula e de boa parte da cúpula do PT. Seu nome ficou conhecido na década de 90, quando outro petista famoso, Paulo de Tarso Venceslau, denunciou Teixeira como o articulador de um esquema de arrecadação ilegal nas prefeituras petistas.

2) Nos últimos anos, Teixeira fez lobby para Antonio Celso Cipriani (Transbrasil) e Joaquim “Nenê" Constantino (Gol). O primeiro era investigador do Dops no período da ditadura. O segundo era sócio de Ronan Maria Pinto e Baltazar José de Souza em uma empresa de ônibus.

3) Ronan Maria Pinto, empresário no setor de transporte público que atuava na região de Santo André, teve sociedade com um petista famoso: Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”. Os dois, junto com o advogado Fernando Milman, eram donos da Roanake.

4) A Roanake é uma empresa que mandou dinheiro para offshores no Uruguai. Parte dos recursos, milhões de reais, supostamente obtidos por meio do achaque de empresários em Santo André, teria retornado para cobrir campanhas políticas do PT e de seus aliados. Algumas das offshores em questão teriam sido usadas também para lavar dinheiro do tráfico de drogas da quadrilha do Comendador Arcanjo, um dos líderes do crime organizado no país.

5) “Sombra” e Ronan foram acusados pelo Ministério Público de concussão (extorsão praticada por funcionário público) e formação de quadrilha. Também foram denunciados como mandantes do seqüestro e do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel em 2001. A Justiça aceitou a denúncia contra "Sombra", que está preso.

6) Os irmãos de Celso Daniel sustentaram publicamente que o prefeito foi morto por conta do esquema de dinheiro sujo que envolvia o PT. Afirmaram ainda que o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, sabia disso.

7) O outro sócio de Ronan na Roanake, Fernando Milman, também manteve uma empresa com um petista graúdo: Waldomiro Diniz. Antes de ir trabalhar no Planalto, Waldomiro teria atuado junto a bicheiros e a bingueiros para arrecadar R$ 1 bilhão para a campanha do PT em 2002.

8) Um dos principais contatos de Waldomiro Diniz seria o espanhol Alejandro Ortiz e seus filhos, apontado pela Divisão Anti-Máfia da Itália e pelos parlamentares da CPI dos Bingos como o representante da máfia italiana no Brasil.

9) Diniz também teria ligações com empresários angolanos, segundo Rogério Buratti, ex-secretário de Antônio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto.

10) Toda essa teia pode ser escrutinada agora, depois que a ex-diretora da Anac, Denise Abreu, afirmou publicamente que o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, e sua filha, a advogada Valeska Teixeira, fizeram lobby junto ao governo para que a VarigLog fosse vendida para o fundo norte-americano Matlin Patterson e três sócios brasileiros, Marco Antônio Audi, Luiz Gallo e Marcos Haftel.

11) Denise confirmou que a ministra-chefe da Casa Civil teria pressionado a Anac para que a venda da Varig à Gol acontecesse rapidamente. O modelo de venda original traçado pelos técnicos do governo, disse Denise, garantia o pagamento das dívidas trabalhistas da Varig e o ressarcimento dos aposentados que contribuíram com o fundo de pensão da companhia. Isso, porém, exigiria mais tempo e a venda acabou saindo sem que trabalhadores e pensionistas recebessem um tostão. O assunto foi para o Supremo Tribunal Federal.

12) A VarigLog foi repassada ao fundo americano Matlin Patterson, assessorado por Teixeira, por apenas R$ 24 milhões.

13) A venda, juntamente com a liquidação intempestiva do fundo de pensão da Varig, permitiu que a Gol, de Nenê Constantino, a quem Roberto Teixeira também assessorou, levasse a Varig _ limpinha, sem dívidas _ em março de 2007 por R$ 320 milhões. A CVM, na época, abriu um inquérito para investigar a compra.

14) A revista Veja da semana passada mostrou que a TAM fez uma oferta maior pela Varig, de R$ 738 milhões. Mesmo assim, o governo preferiu selar a operação com a Gol.

E AGORA, COMO ESTÃO AS COISAS?

1) O presidente Lula recebeu Roberto Teixeira e os compradores da VarigLog logo em seguida de a operação ter sido fechada. Autografou uma foto onde aparece sorridente.

2) O presidente Lula não recebeu os aposentados do Aerus. Quem escreve para ele sobre o assunto recebe um e-mail dizendo que o assunto está na Justiça, pois o Supremo Tribunal Federal irá julgar a liquidação-relâmpago do fundo. Até o julgamento, que pode levar anos, ninguém recebe um tostão da Varig. Muitos terão morrido quando a sentença sair.

3) Denise Abreu foi bombardeada pela mídia no caso do apagão aéreo e perdeu o cargo na Anac. Desde então, não conseguiu mais emprego.

4) A TAM negou ter feito uma oferta maior que a da Gol pela Varig. A Veja divulgou um memorando da TAM comprovando o que havia publicado.

5) A Justiça não aceitou a denúncia contra Ronan Maria Pinto no caso Celso Daniel. O consórcio liderado pelo empresário venceu a licitação de transporte público de Santo André em 5 de abril deste ano.

6) O caso Waldomiro Diniz foi esquecido. Até agora, não há decisão final da Justiça sobre o tema.

7) Rogério Buratti voltou atrás em suas denúncias, o que deve ajudar Diniz. Alejandro Ortiz e os filhos foram inocentados por falta de provas.

8) A família de Celso Daniel pediu asilo político à França. Recebia ameaças de morte no Brasil.

9) Paulo de Tarso Venceslau foi expulso do PT.

10) A mídia sabe de tudo isso e não publica.

Agora que você entendeu, combinemos assim: eu esqueço o que escrevi e você esquece do que leu, pois ninguém fará nada. Tudo continuará como sempre e o brasileiro terá orgulho de si. Afinal, ele não desiste nunca.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Crédito e livre comércio: saindo da pobreza

Do portal ORDEM LIVRE
por Renato Lima

O agricultor Abdias Nunes Gonçalves, 42 anos, é um dos 14 filhos que receberam um pequeno pedaço de terra em Petrolina, sertão do São Francisco, Nordeste do Brasil. A área, que tinha 2,6 hectares, nunca daria para sair da pobreza. Entretanto, depois de muito esforço, Abdias conseguiu comprar a parte dos irmãos e tem a posse da terra. Agora, com o título de propriedade, ele não tem dúvida de que trilhará um caminho de prosperidade.

“Antes essa terra aqui era de herança, ninguém tomava conta. Agora eu consegui comprar a parte dos meus irmãos e estou zelando”, me contou. Eu estava lá para fazer uma avaliação das experiências de microcrédito nesta região do país, a mais pobre do Brasil. E me deparei com um exemplo perfeito de que, antes de a expansão de crédito funcionar como alavanca de oportunidades, o direito de propriedade é vital para o estímulo ao trabalho e acumulação de riqueza.

Abdias pode nunca ter lido Adam Smith, Milton Friedman ou Richard Pipes. É um homem simples, mas com grande simpatia e vontade de trabalhar. Ele sabe na prática a importância dos conceitos esmiuçados por esses pensadores. A região do São Francisco fica no meio do semi-árido brasileiro, mas vem desenvolvendo sua agricultura através da irrigação e do mercado externo. Abdias tomou crédito justamente para irrigar sua pequena propriedade, hoje com 12 hectares. Ele teve o cuidado de separar parte da produção para culturas de ciclo curto, como cebolinha e melancia, que vão render dinheiro mais rápido. E a outra parte dedicou a culturas de maior valor, que poderão ter como destino o mercado europeu ou japonês. Isso porque é do Vale do São Francisco que a maior parte das frutas tropicais do Brasil são exportadas, como manga, coco e goiaba.

Sua casa ainda está em construção, e a televisão e o sofá para a sala ele espera comprar após a primeira safra. Neste mundo globalizado, se a União Européia criar uma barreira à entrada de frutas tropicais do Brasil, isso afetaria diretamente a renda deste pequeno agricultor e os seus sonhos de consumo.

Como nos lembra Hernando de Soto, a concessão de títulos de propriedade privada foi um dos segredos de o capitalismo ter dado certo no Ocidente. Os pobres têm ativos, lembra o professor peruano, mas a falta de propriedade faz com que esse capital fique morto, não se replique. E é o livre comércio que permitirá que a produção de Abdias chegue à mesa de um consumidor japonês ou europeu, que poderá comprar uma fruta tropical a uma qualidade e custo mais baixo. Os dois lados saem ganhando.

O Nordeste do Brasil é onde o microcrédito mais tem avançado neste País. Uma das razões é que este tipo de crédito é concedido sem garantias. Mas, até para não haver exposição a um risco muito grande, que possa afetar a sustentabilidade do programa, a quantidade de crédito ofertada é muito limitada. Tendo que crescer com base em capital próprio, o ritmo de acumulação é bem mais lento. Possivelmente Abdias vai precisar de outra modalidade de crédito para expandir sua produção futura, e agora terá condições de oferecer parte da sua terra como garantia.

No Nordeste, o microcrédito rural e urbano vem crescendo, mas nem todos os casos são bem sucedidos como o do agricultor de Petrolina que visitei. Mas é perceptível como a expansão do crédito, ainda que em escala micro, está ajudando pessoas a saírem da miséria para a pobreza. Entretanto, ainda há alguns passos a serem dados em direção a uma sociedade com mais oportunidades, para que o caso de Abdias não seja um exemplo perdido entre vários outros. Concessão de direito de propriedade, relações trabalhistas mais livres e menos regulamentadas e livre comércio fariam pela região o que o crédito, por si só, jamais conseguirá.

Renato Lima é jornalista e apresentador do “Café Colombo – o seu programa de livros e idéias”, da Universitária FM, Recife (www.cafecolombo.com.br).

O Cavaleiro do Templo assina embaixo e marcha sempre ao lado dos homens que têm honra como os de nossas FORÇAS ARMADAS

Não é piada, não. É para refletir.

Leia abaixo. As nossas leis não são parecidas? São piadas como as que seguem...

Lei da procura indireta

  • O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra
  • Você sempre encontra aquilo que não está procurando

Lei da relatividade documentada

  • Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual

Lei da telefonia

  • Quando te ligam, se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga
  • Quando liga para números de telefone errados, eles nunca estão ocupados
  • Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro fará tocar o telefone

Lei da unidade de medida

  • Se estiver escrito "tamanho único" é porque não serve em ninguém

Lei da gravidade

  • Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos a estão perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da situação (aqui no Brasil é assim: o brasileiro não entende o que está acontecendo e, portanto, não perde a cabeça. Aliás, justamente por já ter perdido a cabeça a muito tempo é que não entende nada. Aliás de novo, não PERCEBE nada pois sem cabeça não se pode perceber coisa alguma e, sem perceber, entender parece coisa de outro mundo)

Lei dos cursos, provas e afins

  • 80% do exame final será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu

Lei da queda livre

  • Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente
  • A probabilidade de um pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é diretamente proporcional ao valor do carpete

Lei das filas e engarrafamentos

  • A fila do lado sempre anda mais rápido
  • Não adianta mudar de fila, a outra sempre andará mais rápido

Lei do esparadrapo

  • Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai

Lei da vida

  • Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada
  • Tudo o que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda

Lei da atração das partículas

  • Toda partícula em suspensão acaba encontrando um olho aberto.

Ciência ou palhaçada?

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho em 21 de maio de 2007

Verdade inconveniente”, por definição, é algum fato cuja divulgação fere os interesses de uma elite dominante e por isso acaba sendo boicotada e suprimida. Quando, ao contrário, quem sai alardeando a tal verdade são os grupos político-econômicos mais possantes do universo – proprietários da quase totalidade dos meios de comunicação na Europa e nos EUA –, o mínimo que a prudência recomenda é suspeitar que está sendo servida ao público uma farsa monstruosa calculada para usurpar, em benefício dos próprios donos do poder, o prestígio cultural da marginalidade e da independência.

O detalhe de que no Brasil o apoio a esse empreendimento venha do maior banco nacional e da maior rede local de TV já basta para alertar que não se trata de nenhuma verdade renegada buscando abrir espaço entre barreiras de silêncio erigidas pela classe dominante. Vocês já viram alguma verdade inconveniente ser estampada nas manchetes do New York Times , ganhar o Oscar , ser trombeteada pela rede Globo e abrilhantada pelo charme e beleza (já um pouco passados, é verdade) de Xuxa Meneghel em pessoa?

A sabedoria popular brasileira já deu sua opinião a respeito, acorrendo aos milhões para aplaudir o papa Bento XVI e ignorando solenemente o show bilionário do sr. Al Gore, bem como as gesticulações histéricas com que nossos parlamentares procuravam, na mesma semana, mobilizar as massas contra os supostos horrores da “homofobia”.

Gore” quer dizer “ferir”, “derramar sangue”. Nomen est omen , “o nome é profecia”, diziam os romanos. A carreira do referido, uma longa sucessão de gentilezas a algumas das forças políticas mais sanguinárias do planeta, incluindo Fidel Castro e as Farc, só foi possibilitada pelo dinheiro com que a ditadura soviética engordou o seu pai, Albert Gore, por intermédio do megapicareta Armand Hammer, o qual, com razão, dizia ter o então senador “no bolso do colete” (a história completa de Hammer está no livro de Edward Jay Epstein, “Dossier. The Secret History of Armand Hammer”, Carroll & Graf Publishers, New York, 1999). Desse bolso emergiu a figura bisonha de Gore Júnior, em cuja candidatura presidencial outro príncipe da picaretagem internacional, George Soros, apostou quantias incalculáveis nas eleições de 2000.

Com a mesma cara de pau com que durante anos negou o genocídio stalinista na Ucrâniacra e proclamou Fidel Castro um campeão da demo cia no Caribe,o New York Times apresenta-nos agora o ex-candidato crônico à presidência americana como um homem bem-aventurado a quem o fracasso eleitoral libertou das malhas do oficialismo, dando-lhe a oportunidade de falar em seu próprio nome, ser sincero, dizer aquilo em que acredita e ser reconhecido enfim como um profeta. Essa mudança de casta, da realeza para o sacerdócio, é uma farsa total. Se Gore acreditasse numa só palavra do que diz, não gastaria mais combustível fóssil em sua mansão de Belle Meade, Tennessee, do que várias centenas de famílias americanas juntas (clique aqui para ver a casinha dele e o quanto AL GORE é responsável, segundo AL GORE, pela destruição do PLANETA TERRA). E o estatuto de profeta só se consegue quando aqueles que por longo tempo negaram as nossas previsões acabam concordando com elas a contragosto. No caso de Gore isso não aconteceu de maneira alguma. Aqueles que o aplaudem agora são os mesmos que sempre o fizeram: o NYT, o CFR, George Soros, a ONU, Hollywood e as fundações bilionárias. Não consta que um só membro da abominável direita tenha dado sua mão à palmatória ante as revelações eco-ilógicas de Al Gore.

Para compensar, a mobilização mundial para dar ares de verdade científica final à impossível teoria da origem humana do aquecimento global adquire dia a dia mais força, alimentada pela santa aliança da mídia chique, dos organismos internacionais, da militância esquerdista organizada e das grandes fortunasos quatro pilares da estupidez contemporânea. A mais recente efusão de sapiência dessas criaturas é o manifesto “Defendam a Ciência”, assinado por 128 professores universitários que, por motivos insondáveis, acreditam falar em nome de uma entidade mítica chamada “a ciência”.

A referida ciência, segundo os distintos, está sofrendo, nas mãos da administração Bush, horrores só comparáveis àqueles que os primeiros mártires do saber científico teriam padecido nos cárceres da Santa Inquisição. Em vão se procurará nas colunas do Index Librorum Prohibitorum um só título de Descartes, de Kepler, de Newton, de Leibniz ou qualquer outra obra fundamental para o advento das ciências modernas; mas, uma vez consagrada a lenda de que a perseguição inquisitorial sufocou a ciência nascente, novas lendas podem ser fabricadas a partir dessa, tomada como premissa tremendamente científica. Bebendo nessa fonte, o manifesto acusa o governo americano de “ bloquear o progresso científico, minar a educação dos cientistas e sacrificar a integridade mesma do processo científico, tudo em busca de implementar sua própria agenda política particular,... aliada a uma agenda ideológica extremista defendida por poderosas forças religiosas fundamentalistas geralmente conhecidas como a Direita Religiosa. É freqüente, na presente administração, o governo negar subsídios, censurar relatórios científicos, manipular, distorcer ou suprimir descobertas científicas que ela ache objetáveis .”

Contra este calamitoso estado de perseguição e censura, a ciência silenciada geme e se debate no fundo do poço da exclusão social, pedindo socorro (e dinheiro, evidentemente) à opinião pública.

Mas só um trouxa completo ou um cérebro intoxicado de maconha intelectual esquerdista pode acreditar nessa patacoada.

“O governo” não rejeita relatório científico algum. Quem o faz são cientistas de profissão – tão cientistas quanto os signatários do manifesto – que exercem o seu direito de não dar chancela oficial a teorias que lhes parecem duvidosas ou simplesmente interesseiras (o fato, por exemplo, de que o sr. Gore tenha quase toda a sua fortuna investida hoje em “fontes alternativas de energia” mostra que o que está em jogo para ele não é tanto a sobrevivência da humanidade, mas a integridade do seu próprio traseiro).

Em segundo lugar, George W. Bush não é “o governo americano”, é só uma parte dele. O Congresso é dominado pelos fãs de Al Gore; se eles tivessem em mãos a prova de uma só supressão proposital de dados científicos vitais para a segurança nacional, já haveria comissões de inquérito mordendo os calcanhares do presidente como o fazem a toda hora pelos motivos mais fúteis (como por exemplo as historinhas de Valerie Plame).

Em terceiro lugar, o governo americano, considerado como máquina de divulgação, é literalmente um nada, é um cocô de mosquito, em comparação com o conjunto da grande mídia que apóia maciçamente o alarmismo goreano. Como na história do milionário português que instalou uma janela de vidro fumê na sala de sua casa para que os vizinhos não espionassem as gandaias homéricas que ele ali promovia, mas, por um lapso formidável, colocou o vidro voltado para o lado errado, o governo Bush, se quisesse ocultar alguma “verdade inconveniente” sobre o aquecimento global, só conseguiria ocultá-la de si próprio, deixando-a à vista da opinião pública. Vocês já viram algum jornal ou canal de TV alardear as conquistas espetaculares da ajuda americana no Iraque, a recuperação da economia do Iraque, a prosperidade geral da população iraquiana, a reconstrução de todas as escolas e hospitais do país em tempo recorde? Já leram em manchetes de oito colunas que, em comparação com todas as guerras dos últimos cem anos, a do Iraque foi a que menos atingiu a população civil? O governo vive divulgando essas coisas, mas elas sim são verdades inconvenientes. O establishment midiático suprime-as tão completamente que falar delas é passar por maluco. O manifesto dos 128 iluminados, exatamente como o próprio título do livro-filme de Al Gore, condensa a exata inversão do estado real de coisas.

A organização que promove o empreendimento é aliás bem característica da rede de entidades ativistas por onde circula o dinheiro dos bilionários apóstolos da Nova Ordem Mundial. O site www.defendscience.org tem como principal financiador o Institute for the Study of Natural and Cultural Resources. O diretor deste último, Lee Swenson, começou sua carreira na militância anti-americana dos anos 60, indo heroicamente para a cadeia para fugir do serviço militar. Depois ajudou a criar uma série de entidades militantes da New Left , entre as quais o Institute for the Study of Non-Violence, junto com a cantora Joan Baez. O Institute the Study of Natural and Cultural Resources é apenas a última da série. Uma notável carreira científica, como se vê.

Mas nem tudo no manifesto é empulhação barata. Há nele uma subcorrente de argumentos que vem do fundo dos séculos, alimentando um dos erros mais trágicos em que a humanidade já se meteu.

O paradoxo mais chocante da ideologia científica atual é sua capacidade de fundir, às vezes num mesmo parágrafo, o prestígio intelectual das precauções metodológicas popperianas que afirmam a inexistência de verdades científicas definitivas com o apelo à prosternação geral ante a autoridade inquestionável dessas mesmas verdades. Do ponto de vista sociológico, trata-se de misturar numa só pasta confusa, os três tipos de autoridade assinalados por Max Webber, os quais, normalmente, deveriam permanecer estranhos e independentes entre si: a autoridade racional da ciência, a autoridade tradicional da religião estabelecida e a autoridade carismática dos profetas. Conforme expliquei em artigo anterior, a condição básica da investigação científica é a renúncia ao dom de proferir verdades definitivas, quanto mais ao de transfigurá-las em leis e reivindicar a punição dos discordantes. A própria natureza crítica e analítica do processo científico exige essa renúncia, bem como a abertura permanente e ilimitada às objeções e críticas, que são a alma mesma da racionalidade científica. Essa renúncia, que deu à classe dos cientistas o prestígio incalculavelmente valioso da modéstia racional em confronto com as pretensões dogmáticas do clero religioso, dissolve-se a si mesma no momento em que as conclusões provisórias de tal ou qual conjunto de investigações são proclamadas como verdades definitivas e a tentativa de discuti-las é criminalizada como um ato de lesa-majestade. Após haver atribuido esse tipo de autoridade à teoria da evolução, o ativismo científico procura arrogá-la agora a uma doutrina ainda mais incerta e problemática, a da origem humana do aquecimento global. E, ao mesmo tempo que usa de todos os recursos econômicos e políticos ao seu dispor para sufocar as vozes dissonantes, ele próprio se faz de perseguido e silenciado. A voz que se queixa de sufocada ecoa por todos os canais da mídia mundial, denunciando sua própria farsa da maneira mais patente e apostando, em última análise, na incapacidade pública de notar o paradoxo. Esse apelo à autoridade dogmática por parte daqueles que continuam se nomeando representantes do pensamento crítico é maravilhosamente complementado pela glamurização de Al Gore como um profeta – profeta que clama no deserto de Hollywood, ante as câmeras, holofotes e microfones. O caráter paródico do empreendimento no seu conjunto não escapa ao observador atento, mas talvez escape às multidões distraídas. E é com isso que contam os autores do manifesto.

Se vocês querem uma genuína “verdade inconveniente”, baixem e assistam ao documentário “A Grande Trapaça do Aquecimento Global”, uma resposta arrasadora aos esforços publicitários do sr. Gore. Não foi feito com subsídios bilionários nem recebeu da mídia e do beautiful people o respaldo generosamente oferecido à autopromoção desse indivíduo. Os depoimentos ali apresentados são de cientistas profissionais, alguns de fama mundial, que não têm por que ser excluídos a priori da condição de representantes legítimos da sua classe, na qual ocupam posições pelo menos similares às dos sacerdotes do culto goreano. Vejam e em seguida escrevam às organizações envolvidas na promoção da visita de Al Gore, perguntando por que elas se recusam a oferecer ao público os dois lados da questão; por que alardeiam um só e ainda proclamam, com intolerável cinismo, que é uma verdade sufocada pelo establishment , quando obviamente elas próprias são o establishment e a única verdade sufocada é aquela que elas sufocam.

Mesquinharia oficializada

Nada na semana que passou – nem as visitas do Papa e de Al Gore, nem o assalto boliviano aos bens da Petrobrás, nem as eleições na França, nem mesmo o tornado no Kansas – me impressionou mais do que as lágrimas de indignação da deputada Cida Diogo, cujas qualificações estéticas para o ofício de prostituta haviam sido negadas (oh, horror!) pelo seu colega de plenário, Clodovil Hernandes.

Não, não é a aproximação da velhice que me afasta das questões importantes, desviando minha atenção para ninharias. Esse episódio miserável sucedido no parlamento chinfrim de um país ignorado pela História diz mais sobre a índole do mundo atual do que todos os magnos acontecimentos da atualidade.

Nunca se deve tentar fazer dano à reputação de um homem público escarafunchando misérias da sua vida privada. Mas hoje em dia são os próprios homens públicos que exibem suas misérias, às vezes não sabendo que são misérias -- porque lhes falta o critério moral para julgar-se a si próprios --, às vezes sabendo-o perfeitamente e tirando proveito delas como arma para chocar e desnortear o adversário, ou mesmo como instrumentos de autovitimização e chantagem psicológica.

Vinte ou trinta anos atrás, a mulher adulta que chorasse e se descabelasse por ter sido chamada de “feia” seria enviada a algum psicoterapeuta, se gostassem muito dela, ou à p. q. p., na hipótese inversa. Hoje em dia a pobrezinha não só recebe manifestações gerais de solidariedade, mas põe em marcha o aparelho repressor do Estado para punir com castigo exemplar o atrevido que ousou colocar seus encantos em dúvida.

Antigamente, declarações como a do deputado Clodovil Hernandes saíam a toda hora em revistas de fofocas, sendo respondidas com agulhadas equivalentemente ferinas, tudo contribuindo para o divertimento geral num país onde imperava o bom humor. Hoje a coisa se transfigura numa crise política, com efusões de moralismo ofendido, discursos com voz embargada e olhos vermelhos de indignação.

Para vocês verem como os tempos mudaram, um rapaz enfezadinho, na internet , me perguntou como eu reagiria se em lugar da sra. Diogo estivesse a minha esposa. Uai, não vejo por que ela ou qualquer outra pessoa deveria se ofender por alguém lhe negar as qualificações para um emprego que não lhe interessa de maneira alguma. Eu mesmo, se contestados os meus méritos para gerente financeiro das Farc, cabo eleitoral do PT ou campeão do concurso de fantasias no Baile do Scala Gay, não me sentiria nem um pouco humilhado. As lágrimas da sra. Diogo a expuseram mais plenamente ao ridículo do que as palavras do sr. Hernandes jamais poderiam fazê-lo. Nos bons tempos, qualquer mocinha humilde, qualquer manicure ou faxineira, seria esperta o bastante para rir e responder: “Não se preocupe, siô dotô, eu não quero tomar o seu emprego” ou coisa assim. Hoje em dia, faltante a capacidade para isso, sobram as afetações histriônicas de revolta cívica.

A seriedade do ser humano mede-se na proporção inversa das picuinhas que leva a sério. Hoje, a moda, e mais que a moda, a obrigação, é sentir-se mortalmente ofendido por qualquer coisinha, é exibir aos quatro ventos um coração partido e transfigurar lágrimas de crocodilo em votos, em indenizações, em verbas públicas.

Examinado o fenômeno na escala civilizacional, o episódio chega a ser temível. A ética aristotélica do “homem magnânimo”, que tão profundamente impregnou a cultura da antigüidade, desapareceu por completo do horizonte contemporâneo. Seu último resíduo, já invertido e caricatural, era a “austeridade” burguesa, que cultivava a decência como substituto da moralidade, a aparência exterior de racionalidade e equilíbrio como Ersatz das qualidades internas correspondentes. Mas essa também já desapareceu. A afetação de dignidade dos nossos políticos do Terceiro Mundo é sua imitação ainda mais remota e diluída – caricatura de um simulacro, paródia da paródia, apoteose do risível e do grotesco.

O indivíduo magnânimo, ou maduro, o spoudaios da concepção de Aristóteles, é o homem cuja personalidade alcançou sua forma estável para além dos percalços da vida. O que o caracteriza é o domínio balanceado da razão sobre os vários impulsos discordantes que se agitam na sua alma. O equilíbrio tensional dos contrários, estabilizado na forma dinâmica de uma imagem pessoal que é a mesma para fora e para dentro – eis o ser humano visto na plenitude da sua perfeição terrestre, que uma vez alcançada o abre para a contemplação do transcendente e do eterno.

George Misch, na sua clássica “História da Autobiografia na Antiguidade”, observa que, se os biógrafos gregos e romanos só se interessavam pelos episódios da vida de seu personagem que conduziam diretamente à conquista dessa forma pessoal e definitiva, desprezando os demais como adventícios e irrelevantes, era porque tinham uma concepção do ser humano fundada na idéia aristotélica do spoudaios e no verso imortal de Píndaro, síntese magistral da mais alta moralidade laica: “Torna-te aquilo que és”.

Nessa perspectiva, cada indivíduo nasce dotado de uma forma pessoal intransferível, que no entanto tem de ser descoberta, realizada e estabilizada através de mil e uma contradições e dificuldades. Goethe dizia que a única verdadeira delícia desta vida é a personalidade: é descobrir-se a si mesmo num espírito de dever e missão pessoal – que mais tarde Victor Frankl chamará “o sentido da vida” – e alcançar, na maturidade, a plenitude visível de um destino singular.

Segundo essa concepção, a importância dos acontecimentos biográficos depende da sua contribuição positiva ou negativa para a conquista do equilíbrio pessoal final. Não é preciso enfatizar que toda atenção mesquinha a pequenas incomodidades e desgostos é fatal para a conquista desse objetivo. Dizia Goethe: “Aquele que não sabe desprezar não sabe honrar” – nem aos outros, nem a si próprio, nem muito menos a Deus. Gerações inteiras estão sendo hoje educadas para cultivar e ampliar desmesuradamente cada pequena ofensa sofrida e a sistematizar milhares de miúdos ressentimentos numa estratégia política da autovitimização rentável. Qualquer ganho político ou financeiro obtido nessa direção é um desastre espiritual imensurável e irreparável. Pelo bem da sra. Diogo, afirmo que reagir com bom humor ante a tirada do sr. Hernandes teria sido muito melhor para ela e muito mais educativo para a população brasileira. Porém, nada mais característico dos políticos de hoje em dia do que a vontade radical de degradar-se até a última miséria em troca de uns votos, de um carguinho, de uns subsídios. O homem da antigüidade podia rebaixar-se muito mais, na prática, sem se sujar tanto quanto os atuais beneficiários da estratégia de autovitimização o fazem com suas afetações de dignidade ofendida. Julio Cesar confessava ter se prostituído carnalmente a um político em troca do seu primeiro cargo público. Ninguém jamais lhe jogou isso na cara, porque ele o mencionava de passagem, com fria indiferença, como detalhe exterior que não afetava em nada a sua dignidade. Ele era um spoudaios . Se, ao contrário, ele se fizesse de vítima, choramingando e exigindo indenizações, os séculos estariam rindo dele até hoje.

Calor e muita confusão na regulação global

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Bethany Stotts em 11 de junho de 2008

Resumo: Estará a América em vias de seguir o caminho da Europa?

© 2008 MidiaSemMascara.org

Com o Projeto de Lei Lieberman-Warner [*] próximo da votação torna-se cada vez mais importante examinar as motivações que estão por trás do ativismo do aquecimento global. Václav Klaus, Presidente da República Tcheca disse numa conferência no jantar anual do Competitive Enterprise Institute, na última semana, que ele acredita que a mudança climática é o item político ideal porque seu dogma não pode ser desmentido.

“Temo que levará séculos para se conseguir uma prova de que o planeta não foi destruído nem se encontra ameaçado de destruição – e este é o truque do moderno ambientalismo... Os políticos ambiciosos que tentam dominar o mundo e seus cidadãos vêm sonhado há décadas com encontrar esta maravilhosa doutrina, imunizada contra a realidade”.

Este clima alarmista tem seu custo, argumenta Klaus, pois é eminentemente contrário ao bem estar humano. “Se tomarmos a sério os argumentos dos ambientalistas verificaremos que se trata de uma ideologia anti-humana. Defendem como causa fundamental dos problemas mundiais a expansão do homo sapiens”, escreve Klaus no seu livro Blue Planet In Green Shackles (que pode ser traduzido por Um Planeta Azul com Algemas Verdes) (http://www.amazon.com/Planet-Green-Shackles-Vaclav-Klaus/dp/B001A3W3BK). Klaus foi agraciado este ano com o Prêmio Julian Simon do CEI por defesa do livre mercado. O CEI também traduziu seu livro para o Inglês, já existindo traduções para o Alemão, Holandês e Polonês e, em breve, para o Russo.

Os discursos de Klaus só mereceram a cobertura do CSPAN e da Fox News. Washington Post, Los Angeles Times, e New York Times ignoraram sua visita aos EUA.

“Agradeço a oportunidade de visitar novamente seu grande País, o qual – apesar de muitas críticas necessárias e justas – permanece o mais livre de todos os países do mundo e fonte de inspiração para todos nós”, disse à assistência, acrescentando: “Enfatizo principalmente isto pela minha crescente frustração com os desenvolvimentos do outro lado do Atlântico, de onde venho”.

Mas estará a América indo na mesma direção da Europa? O projeto Lieberman-Warner, se aprovado, imporá aos EUA uma espécie de limitar-e-negociar (cap-and-trade) as emissões de carbono e determinará uma queda de 70% na emissão de gases de efeito estufa até 2050. De acordo com a Heritage Foundation, o Produto Interno Bruto, um indicador importante da riqueza nacional, cairá US$ 436 bilhões em 2030 como resultado desta legislação. O último relatório da Heritage mostra que a lei aumentará os custos de energia doméstica em US$ 447 bilhões anuais e levará ao desaparecimento de milhões de empregos. De acordo com o Escritório do Orçamento do Congresso a lei imporá anualmente um incremento de US$ 90 bilhões às propriedades privadas, entre 2012 e 2016, o que excederá o limite legal anual de US$ 136 milhões estabelecido pelo Unfunded Mandates Reform Act (UMRA) (www.sba.gov/advo/laws/unfund.pdf) como relata a CBO.

Klaus traçou uma ligação direta entre o marxismo e o moderno ambientalismo em sua conferência no National Press Club: “Como seus predecessores, os ambientalistas estão convencidos de que têm o direito de sacrificar o homem e sua liberdade para tornar realidade sua idéia”, disse ele. “No passado, era em nome das massas de proletários; agora, é em nome do planeta. Estruturalmente há uma enorme semelhança”, acrescentou.

O Presidente tcheco admite que sua atual perspectiva é fortemente influenciada por sua vida sob o comunismo, mas diz que “gostaria de sublinhar que eu não vivo no passado e não vejo as ameaças à sociedade no futuro como oriundas da velha e fora de moda ideologia comunista. Pelo contrário, as ameaças vêm com novo nome mas com o mesmo objetivo: restrições governamentais à liberdade”. “Estamos testemunhando a interpretação absolutista do princípio acautelador sendo usada pelos ambientalistas para justificar qualquer forma de intervenção e proibição”, escreve Klaus em seu livro. “Tudo que eles precisam para implementar estas restrições é a pregação nobre e moralizadora sobre o futuro e demonstrar sua ‘preocupação’ à la Gore, com a humanidade”. Argumenta, então, que muito melhor seria a análise de custo-benefício.

Críticos dos esquemas “cap-and-trade” de engenharia social argumentam que os custos do alarmismo das mudanças climáticas pode ser dramático. “Se eliminarmos os fertilizantes à base de hidrogênio, reduziremos a produção de grãos à metade imediatamente” disse Dennis Avery, do Hudson Institute; “Metade do mundo passará fome”.

Um outro programa governamental, a produção de etanol, dá uma mostra da perturbação imediata do que Lieberman-Warner pode envolver. “O que fizemos nos EUA e na Europa cria uma situação que, por várias razões, mas primariamente ambientais, chamamos de queimar comida como combustível e destruir o habitat ambiental que serve para produzir aquela comida” argumenta Iain Murray, Fellow do CEI e autor de The Seven Really Inconvenient Truths (http://www.amazon.com/Really-Inconvenient-Truths-Environmental-About-Because/dp/1596980540).

Pela lei aprovada no último ano os EUA queimarão maiores quantidades de comida para fazer combustível automotivo, “isto num mundo onde já há falta de alimentos e desnutrição e cuja demanda de comida dobrará nos próximos 40 anos”, disse Murray. Lieberman-Warner poderá ser bem pior que o mandato sobre o etanol. “Os desafios colocados por este último são apenas uma pequena fração daqueles que advirão de Lieberman-Warner”, escreveram autores da Heritage. Eles classificam a lei como uma promessa de “perigos extraordinários para a economia Americana”.

Numa nota bem humorada Klaus fez piada dos esquemas de limite de emissão de carbono de Al Gore: “Eu fui o único nesta sala a pedir ‘por favor, podem conseguir água sem gelo?’. Meus vizinhos à mesa disseram ‘este é um verdadeiro europeu porque na Europa eles têm geladeiras pequenas e não têm gelo suficiente’. E eu disse, ‘Fred, para ser verdadeiro você deveria ir para casa, jogar fora a sua geladeira enorme e comprar uma nova menor. É a única forma de seguir as normas de Al Gore”.

ethany Stotts é uma Staff Writer em Accuracy in Academia (www.academia.org), e pode ser contactada em bethany.stotts@academia.org. Este artigo foi publicado em Accuracy in Media (www.aim.org) em 4 de junho de 2008 no link http://www.aim.org/aim-column/warm-and-fuzzy-global-regulation/.

Tradução: Heitor De Paola

[*] America's Climate Security Act (S. 2191), em discussão no Senado Americano desde 2 de junho de 2008, proposto pelos Senadores Joseph Lieberman (I-CT) e John Warner (R-VA). Restringirá o uso de energia para combater o “aquecimento global”.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Deputados CSS - traidores malditos

Do blog da ANDEC - Associação Nacional em Defesa da Ética e da Cidadania

Relacionamos abaixo a lista dos Deputados Federais que TRAÍRAM seus eleitores.
Aqueles que aprovaram mais um imposto (fonte: site da Câmara dos Deputados). Eles não merecem seu voto!! Divulguem !!

Roraima (RR)
Edio Lopes/PMDB
Luciano Castro/PR
Maria Helena/PSB
Neudo Campos/PP

Amapá (AP)
Dalva Figueiredo/PT
Evandro Milhomen/PCdoB
Fátima Pelaes/PMDB
Jurandil Juarez/PMDB
Lucenira Pimentel/PR

Pará (PA)
Beto Faro/PT
Elcione Barbalho/PMDB
Giovanni Queiroz/PDT
Lúcio Vale/PR
Paulo Rocha/PT
Wladimir Costa/PMDB
Zé Geraldo/PT
Zequinha Marinho/PMDB

Amazonas (AM)
Átila Lins/PMDB
Francisco Praciano/PT
Marcelo Serafim/PSB
Vanessa Grazziotin/PCdoB

Rondonia (RO)
Anselmo de Jesus/PT
Eduardo Valverde/PT
Marinha Raupp/PMDB
Natan Donadon/PMDB

Acre (AC)
Fernando Melo/PT
Gladson Cameli/PP
Henrique Afonso/PT
Nilson Mourão/PT
Perpétua Almeida/PCdoB

Tocantins (TO)
Laurez Moreira/PSB
Lázaro Botelho/PP
Osvaldo Reis/PMDB
Vicentinho Alves/PR

Maranhão (MA)
Cleber Verde/PRB
Costa Ferreira/PSC
Davi Alves Silva Júnior/PDT
Flávio Dino/PCdoB
Gastão Vieira/PMDB
Pedro Fernandes/PTB
Pedro Novais/PMDB
Professor Setimo/PMDB
Ribamar Alves/PSB
Waldir Maranhão/PP

Ceará (CE)
Aníbal Gomes/PMDB
Ariosto Holanda/PSB
Arnon Bezerra/PTB
Ciro Gomes/PSB
Eudes Xavier/PT
Eugênio Rabelo/PP
Eunício Oliveira/PMDB
Flávio Bezerra/PMDB
José Airton Cirilo/PT
José Guimarães/PT
Leo Alcântara/PR
Marcelo Teixeira/PR
Mauro Benevides/PMDB
Paulo Henrique Lustosa/PMDB
Vicente Arruda/PR
Zé Gerardo/PMDB

Piauí (PI)
Átila Lira/PSB
B. Sá/PSB
Ciro Nogueira/PP
Marcelo Castro/PMDB
Nazareno Fonteles/PT
Osmar Júnior/PCdoB
Paes Landim/PTB

Rio Grande do Norte (RN)
Fátima Bezerra/PT
Henrique Eduardo Alves/PMDB
Sandra Rosado/PSB

Paraíba (PB)
Armando Abílio/PTB
Damião Feliciano/PDT
Luiz Couto/PT
Manoel Junior/PSB
Vital do Rêgo Filho/PMDB
Walter Brito Neto/PRB
Wilson Braga/PMDB
Wilson Santiago/PMDB

Pernambuco (PE)
Ana Arraes/PSB
Eduardo da Fonte/PP
Fernando Coelho Filho/PSB
Fernando Ferro/PT
Inocêncio Oliveira/PR
Marcos Antonio/PRB
Maurício Rands/PT
Pedro Eugênio/PT
Renildo Calheiros/PCdoB
Silvio Costa/PMN
Wolney Queiroz/PDT

Alagoas (AL)
Augusto Farias/PTB
Benedito de Lira/PP
Carlos Alberto Canuto/PMDB
Cristiano Matheus/PMDB
Givaldo Carimbão/PSB
Joaquim Beltrão/PMDB
Maurício Quintella Lessa/PR
Olavo Calheiros/PMDB

Sergipe (SE)
Eduardo Amorim/PSC
Iran Barbosa/PT
Valadares Filho/PSB

Bahia (BA)
Alice Portugal/PCdoB
Daniel Almeida/PCdoB
Guilherme Menezes/PT
João Leão/PP
Joseph Bandeira/PT
Lídice da Mata/PSB
Luiz Bassuma/PT
Marcio Marinho/PR
Marcos Medrado/PDT
Mário Negromonte/PP
Maurício Trindade/PR
Nelson Pellegrino/PT
Roberto Britto/PP
Sérgio Barradas Carneiro/PT
Sérgio Brito/PDT
Veloso/PMDB
Walter Pinheiro/PT
Zezéu Ribeiro/PT

Minas Gerais (MG)
Ademir Camilo/PDT
Antônio Andrade/PMDB
Aracely de Paula/PR
Carlos Willian/PTC
Elismar Prado/PT
Fernando Diniz/PMDB
George Hilton/PP
Gilmar Machado/PT
Jaime Martins/PR
Jô Moraes/PCdoB
João Magalhães/PMDB
José Santana de Vasconcellos/PR
Leonardo Monteiro/PT
Lincoln Portela/PR
Luiz Fernando Faria/PP
Márcio Reinaldo Moreira/PP
Maria do Carmo Lara/PT
Maria Lúcia Cardoso/PMDB
Mário Heringer/PDT
Mauro Lopes/PMDB
Miguel Corrêa/PT
Miguel Martini/PHS
Odair Cunha/PT
Paulo Piau/PMDB
Reginaldo Lopes/PT
Saraiva Felipe/PMDB
Virgílio Guimarães/PT

Espírito Santo (ES)
Iriny Lopes/PT
Rita Camata/PMDB


Rio de Janeiro (RJ)
Alexandre Santos/PMDB
Antonio Carlos Biscaia/PT
Brizola Neto/PDT
Carlos Santana/PT
Cida Diogo/PT
Deley/PSC
Dr. Adilson Soares/PR
Edmilson Valentim/PCdoB
Edson Ezequiel/PMDB
Eduardo Cunha/PMDB
Eduardo Lopes/PSB
Felipe Bornier/PHS
Fernando Lopes/PMDB
Filipe Pereira/PSC
Geraldo Pudim/PMDB
Hugo Leal/PSC
Jorge Bittar/PT
Léo Vivas/PRB
Luiz Sérgio/PT
Neilton Mulim/PR
Nelson Bornier/PMDB
Pastor Manoel Ferreira/PTB
Simão Sessim/PP
Solange Almeida/PMDB
Vinicius Carvalho/PTdoB

São Paulo (SP)
Aldo Rebelo/PCdoB
Antonio Bulhões /PMDB
Antonio Palocci/PT
Cândido Vaccarezza/PT
Carlos Zarattini /PT
Devanir Ribeiro/PT
Dr. Ubiali/PSB
Janete Rocha Pietá/PT
Jilmar Tatto/PT
João Dado/PDT
José Eduardo Cardozo/PT
José Genoíno/PT
José Mentor/PT
Márcio França/PSB
Milton Monti /PR
Nelson Marquezelli/PTB
Paulo Pereira da Silva/PDT
Paulo Teixeira/PT
Valdemar Costa Neto/PR
Vicentinho/PT

Mato Grosso (MT)
Carlos Abicalil/PT
Carlos Bezerra/PMDB
Eliene Lima/PP
Pedro Henry/PP
Valtenir Pereira/PSB
Wellington Fagundes/PR

Distrito Federal (DF)
Magela/PT
Rodrigo Rollemberg/PSB
Tadeu Filippelli/PMDB

Goiás (GO)
Chico Abreu/PR
Íris de Araújo/PMDB
Jovair Arantes/PTB
Leandro Vilela/PMDB
Luiz Bittencourt/PMDB
Marcelo Melo/PMDB
Pedro Chaves/PMDB
Pedro Wilson/PT
Tatico/PTB

Mato Grosso do Sul (MS)
Antônio Carlos Biffi/PT
Dagoberto/PDT
Geraldo Resende/PMDB
Nelson Trad/PMDB
Vander Loubet/PT
Waldemir Moka/PMDB

Paraná (PR)
Airton Roveda/PR
Alex Canziani/PTB
Angelo Vanhoni/PT
Chico da Princesa/PR
Dr. Rosinha/PT
Giacobo/PR
Hermes Parcianello/PMDB
Marcelo Almeida/PMDB
Moacir Micheletto/PMDB
Nelson Meurer/PP
Odílio Balbinotti/PMDB
Osmar Serraglio/PMDB
Ricardo Barros/PP
Takayama/PSC

Santa Catarina (SC)
Carlito Merss/PT
Celso Maldaner/PMDB
Décio Lima/PT
João Matos/PMDB
João Pizzolatti/PP
Nelson Goetten/PR
Valdir Colatto/PMDB
Vignatti/PT

Rio Grande do Sul (RS)
Adão Pretto/PT
Beto Albuquerque/PSB
Cezar Schirmer/PMDB
Darcísio Perondi/PMDB
Eliseu Padilha/PMDB
Henrique Fontana/PT
Ibsen Pinheiro/PMDB
José Otávio Germano/PP
Luiz Carlos Busato/PTB
Manuela DÁvila/PCdoB
Marco Maia/PT
Maria do Rosário/PT
Mendes Ribeiro Filho/PMDB
Paulo Pimenta/PT
Paulo Roberto/PTB
Pepe Vargas/PT
Pompeo de Mattos/PDT
Sérgio Moraes/PTB
Tarcísio Zimmermann/PT
Vieira da Cunha/PDT
Vilson Covatti/PP

Governo ressuscita a CPMF: agora é CSS

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO

Com um placar apertado, o governo conseguiu aprovar ontem na Câmara a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que vai incidir sobre as movimentações financeiras. A aprovação foi com apenas dois votos a mais do que o mínimo exigido, sinalizando que haverá dificuldades em aprovar a criação do imposto no Senado. O placar registrou 259 votos a favor, 159 contrários e duas abstenções.

Apesar da aprovação, esse número de votos governistas seria insuficiente para aprovar uma proposta de emenda constitucional como a que criou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), por exemplo, e que exige 308 votos na Câmara. O governo conseguiu aprovar a CSS seis meses depois de ver derrotada a prorrogação da CPMF.

Comentários – O líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), era um dos mais surpresos com o resultado apertado. "Nós não tínhamos consciência de que estávamos tão perto de ganhar", confessou. "Neste momento, só nos resta comemorar."

"O governo sepultou a CSS nessa votação. Ela não passa no Senado. O governo minguou", afirmou o deputado Paulo Bornhausen (DEM-PR). "Foi uma derrota política para o governo", disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE).

"Os deputados serão cobrados nas ruas. Nós tivemos uma vitória política", afirmou o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), contrário à criação da CSS e um dos defensores da aprovação do projeto apresentado pelo Senado.

O líder do PT, Maurício Rands (PE), disse que houve "um certo relaxamento" da base depois que a votação anterior, do texto global, havia registrado 288 votos a favor do governo. "Alguns fugiram da raia, inclusive candidatos a prefeitos", reconheceu Rands.

Bastidores – O governo conseguiu aprovar a CSS na Câmara depois de três semanas de forte embate político no plenário com os partidos de oposição DEM, PSDB e PPS, que defendiam o projeto aprovado pelo Senado. O PV, apesar de ser da base do governo, votou contra. Ficaram a favor da CSS o PT, o PMDB, o PTB, o PP, o PR, o PSC, o PSB, o PDT e o PCdoB. A oposição votou unida, sem dissidências.

Na base, houve ausências significativas. Para não assumirem o desgaste político de aprovar um novo imposto em ano de eleições para prefeitos, deputados preferiram não participar da votação. No PTB e no PR, foram 25% de ausentes. No PMDB, dos 93 deputados, 15 não votaram e 9 votaram contra. No PT, 10 deputados faltaram.

O projeto aprovado pelos deputados substitui a proposta do Senado que obrigava a União a aplicar 10% das receitas brutas na saúde. O projeto do relator, deputado Pepe Vargas (PT-RS), além de criar a CSS, mantém o cálculo atual que fixa os recursos da União para o setor iguais ao montante gasto no ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB). A CSS terá a alíquota de 0,10% e a estimativa do governo é de arrecadar R$ 10 bilhões por ano.

Para garantir apoios à proposta, Vargas fez diversas concessões aos governadores. Ele reduziu a base de receitas na qual incide os 12% que os Estados devem gastar obrigatoriamente com a saúde, retirando as transferências do fundo de educação básica, o Fundeb, desse cálculo. Segundo Vargas, essa redução vai significar R$ 1,049 bilhão a menos.

"Na prática, o projeto diminui os recursos para a saúde", protestou o líder do PPS, Fernando Coruja (SC). Ele lembrou que a Constituição fixa a obrigação de os Estados aplicarem 12% de suas receitas à saúde. Vargas também permitiu em seu projeto que os Estados considerem juros de dívidas como despesas de saúde e dá quatro anos os governadores cumprirem a determinação de investir 12% no setor. ( AE )

quarta-feira, 11 de junho de 2008

BRASILEIRO, VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ!!!

Do blog da ANDEC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL EM DEFESA DA ÉTICA E DA CIDADANIA

De uma brasileira, com todo coração:

Eu havia prometido a mim mesma ficar aqui quietinha, mas paciência tem limites:

1. Em pouco menos de um mês, tive 3 (três!!!) e-mails censurados.
Por tais endereços eletrônicos não consigo, mais, enviar mensagens. As que recebo, vêm triadas.
Acreditem: estamos com e-mail em Portugal, agora. Inesquecível: andec@sapo.pt (!!)

2. O Orkut – comunidade de relacionamentos mais popular no Brasil – está sendo acompanhado de perto. Sempre que um tópico de alguma comunidade ‘não interessa’ ele some!! Assim, inexplicavelmente. Some.

3. Tenho acompanhado de perto inúmeros eventos, manifestações e reuniões com pessoas absolutamente insatisfeitas com os caminhos que o Brasil vem trilhando.

Todos eles pacíficos, legítimos e organizados.
Não violamos a lei, a Constituição Federal, nem apregoamos que ninguém o faça.

Em todos, tratamos de assuntos que interessam a todos os brasileiros.

E – diferentemente do que acontece com bandoleiros da laia do MST e Via Campesina -, esses eventos não têm sido divulgados. Quando o são, são em nota de rodapé, ou são minimizados (é impressionante como os números encolhem! afinal, quase ninguém está insatisfeito! todos estamos felizes, trabalhando basicamente para bancar uma máquina estatal inchada, corrupta e incompetente! são apenas meia dúzia de gatos pingados da ‘zelite’ que não quer abrir mão de seus privilégios!)

NÃO É ASSIM.

Ontem, só para ficar num caso mais recente, compareci a um evento no Clube Espéria, em São Paulo-SP, para participar de um seminário. Amazônia: Soberania Ameaçada. Farsa ou Realidade?

O local estava tomado de jornalistas. Jornais, revistas e câmeras de TV.

O que você leu ou assistiu a respeito do evento?
Saiu um resumo, no site da Associação Comercial de São Paulo (uma das patrocinadoras do evento) e uma nota aqui, outra ali.
O Estadão – que já fez mais bonito que a Folha de São Paulo, que sequer o mencionou – publicou um artigo. Já está ótimo.

Mas quero retificar um dado: ele menciona que ali se encontravam mais de 700 pessoas.
Está certo, mais de 700 pessoas podem ser até 10 milhões, também é mais que 700.
Mas esse é um exemplo de divulgação que minimiza o ocorrido.

O salão do Espéria tem capacidade para 3.000 pessoas. Todos os lugares estavam ocupados. Tinha muita gente em pé e muitos outros sentados no chão.
Foram adquiridos 1.000 exemplares do livro Conspiração de Portas Abertas (sobre o Foro de São Paulo) para distribuição no local.
Cada um de nós recebeu um único exemplar. Os livros esgotaram e muita gente ficou sem.
Só posso deduzir que o número informado pelo Estadão está incorreto.

Antes de dizer o que me trouxe, abro um parênteses para frisar que a questão da Soberania Nacional é uma questão gravíssima. Quem não tem conhecimento sobre o assunto, se informe.

Se não tiver meios, entre em contato conosco. Temos vídeos, gráficos, publicações e os forneceremos com prazer.

O assunto é absolutamente sério e de interesse de TODOS os brasileiros.

Ficou claro que estamos, mesmo, prestes a perder uma boa (e rica) parte do território nacional.
E não se deixem enganar:
Quem se opõe ao que está sendo dito OU não sabe o que está acontecendo (inocente útil) OU não é patriota.

A questão da "demarcação das terras indígenas" não diz respeito ao bem-estar dos índios, tampouco diz respeito à preservação do meio ambiente.

Informem-se.

Fechando parênteses.

Vou aproveitar que SERPRO e PRODESP são nossos visitantes regulares para que saibam que não somos poucos, nem estamos sós!

Amigo brasileiro,

Não se deixe iludir pelas parcas e distorcidas notícias.
A idéia é essa mesmo. Se cada um de nós imagina estar só, acredita que nada pode fazer. Mais ou menos conformado, acomoda-se.


Não desanime achando que está só, que sozinho nada pode fazer pelo SEU PAÍS, pelo PAÍS DE SEUS FILHOS!!
Somos muitos e estamos unidos.
Entre em contato conosco. Juntos, muito podemos fazer para um Brasil melhor!


Jornalistas e, principalmente, dirigentes dos meios de comunicação,


Um apelo.

É compreensível essa contenção de informações. Sinceramente, não os condeno.
Todos sabemos que o maior anunciante é o Estado. Sabemos também que o Estado é quem concede (ou revoga concessão) canais de televisão.
Todos nós que não desviamos dinheiro público, dependemos do trabalho para sobreviver.
Vocês, seguramente melhor que eu, sabem de casos de jornalistas ‘calados’ ou dispensados por dizer o que ‘não interessa’.

Mas estamos numa estrada sem volta. Uma estrada que se afunila. Historicamente, sabemos onde essa estrada vai dar.

Ou vocês se lembram, de uma vez por todas, dos tempos de universidade, do que os motivou a exercer essa importantíssima profissão, por tanto tempo chamada de quarto poder, ou preparem-se para calar de vez.

A todos, uma lembrança:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
(Martin Niemöller, 1933)3)

BRASIL, ORDEM E PROGRESSO!


ASSOCIAÇÃO NACIONAL EM DEFESA
DA ÉTICA E DA CIDADANIA 
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Senado quer cobrar explicações de Lula e Hélio Costa sobre fracasso da implantação da caríssima “TV Digital”

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão, edição de segunda-feira, 9 de junho de 2008

Exclusivo - A marketagem do desgoverno com a televisão de Alta Definição, que recebeu o apelido de TV Digital, se transforma em mais um problema político para Lula da Silva. O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, anda de “filme queimado” com o Chefão do Palácio do Planalto. Já foi chamado no Senado para dar explicações sobre o factóide digital. O ministro alega que só poderá falar mês que vem, quando retornar de uma viagem técnica ao Japão, onde vai buscar soluções para um sistema que não funciona.

Lula optou pelo padrão de TV digital japonês (ISDB) no dia 8 de março de 2006. O caso se complica ainda mais porque quem deu assessoria jurídica para o fechamento do acordo para adoção do padrão digital japonês foi ninguém menos que o advogado Roberto Teixeira – que é compadre do presidente Lula. O mesmo Teixeira do caso Varig, Varig Log, Gol e outros menos votados e ainda ocultos. Lula também foi muito pressionado por seu ministro Costa e pela Rede Globo a apostar no modelo, que concorria com os padrões norte-americano (ATSC) e europeu (DVB).

São Paulo tem apenas 26 mil pessoas que tentam usar a tv digital, pois compraram decodificadores. Quase todos não conseguem que o sistema funcione com alta definição de imagens. Seja por problema de geração das emissoras, ou porque a chamada caixinha decodificadora (Top Set Box) não funciona direito. O equipamento se parece muito com o desgoverno brasileiro.

O consumidor foi redondamente enganado na digitalização de araque. O valor previsto pelas empresas para fabricar os decodificadores girava de 100 a 250 reais. Tais valores não condizem com o valor de mercado real do equipamento, de 500 reais. A empresa Positivo foi convocada ao Senado para explicar por que o equipamento está tão caro e não funciona. A empresa alegou que não recebeu incentivos fiscais para baixar o valor do produto. A falta de clientes preocupa a Positivo (C.T. - retiro TODA E QUALQUER indicação que dei na minha vida sobre a compra dos equipamentos desta empresa, quem me conhece pessoalmente sabe do que estou falando...) – cujos dirigentes também são muito ligados ao Palácio do Planalto e ao empresário Fábio Luiz da Silva, o Lulinha.

O aparelho ideal para o funcionamento da tv digital custa em torno de 17 mil. Assim mesmo, não estão preparados para a interatividade. No Rio de Janeiro, o projeto da TV digital está totalmente parado: por falta de tecnologia, problemas de padrão e falta de interesse nos investimentos – dado o fracasso de São Paulo. Mês que vem, os japoneses vêm ao Brasil para tentar uma solução para o problema – mais um para a cabecinha do chefão Lula.

Globo jurássica

A família Marinho está na maior bronca com os japoneses que implantam a televisão digital no Brasil.

Os consultores japoneses avaliam que a Globo está vivendo a síndrome do dinossauro, com uma grade de programação que já é considerada esgotada e repetitiva, há mais de 20 anos.

Eles recomendam uma revolução total na grade da Vênus Platinada e uma radicalização nos investimentos na área digital, para evitar que a emissora perca mais audiência para as concorrentes, como a Record.

Em função dos problemas na transmissão digital, a própria Globo lançou poucos produtos produzidos em alta definição.

Amazônia verde sob a ameaça branca

Enviado por e-mail pelo Arlindo Montenegro

Sergio Kapustan

Masao Goto Filho / e-SIM Na foto ao lado o general Lessa, que mobilizou as atenções da platéia sobre a grandiosidade de Roraima

Controlar a "invasão branca" de ONGs, principalmente estrangeiras, assegurar o controle da água e explorar ricas jazidas de minérios – grande parte em reservas indígenas e praticamente inacessíveis devido a legislação em vigor – e povoar as zonas de fronteira, para garantir a integridade do território nacional sem agredir o meio ambiente.
Esses foram os principais temas debatidos no seminário "A realidade da Amazônia – Soberania ameaçada, farsa?', realizado ontem, no clube Espéria. Segundo os participantes, o evento foi considerado um marco por mobilizar e entusiasmar setores da sociedade civil organizada em defesa da Amazônia e da soberania brasileira.


De acordo com o general Luiz Gonzaga S. Lessa, ex-comandante militar da região, de 5 milhões de quilômetros quadrados espalhados em nove estados, organizações e governos estrangeiros fazem campanha internacional aberta para retirar a Amazônia do controle brasileiro.

A população indígena é de cerca de 350 mil índios. As terras indígenas representam 12% do território brasileiro. Para ele, a política da Funai (Fundação Nacional do Índio) isolou os índios. "Há um imenso vazio demográfico que precisa ser explorado, mas não a todo custo", afirmou o militar, ao abrir o evento.


Em sua explanação, Lessa divulgou um estudo da ONG Contas Abertas, com base no Sistema Integrado de Administração Financeiras (Siafi), que mostra o vertiginoso aumento de organizações não-governamentais, entre 2001 a 2006, atuando dentro do País.

De 22 mil, em 2002, elas pularam para cerca de 260 mil em 2006. Em 2007, o número subiu para 276 mil e 100 mil trabalham na Amazônia. A população indígena é estimada em 350 mil índios, ou seja, há 3,5 índios para cada ONG . "Há uma verdadeira invasão branca na Amazônia sem ninguém dar um tiro sequer. Trata-se de um neo colonialismo que estamos aceitando voluntariamente", denunciou o general.

Riqueza natural – Ao defender a soberania nacional, Lessa afirmou que o Brasil detém hoje 20% da água doce da superfície do planeta e 80% dela encontra-se na bacia amazônica. "Fala-se que a próxima guerra mundial será pelo controle da água. Veja a sua importância estratégica mundial", chamou a atenção.

O general falou também sobre a polêmica em torno da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, na divisa do Brasil com a Venezuela, que possui 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo e inúmeras riquezas, como o urânio, abundante e inexplorado. "Roraima, que tem sua superfície ocupada por reservas indígenas em quase 50%, representa o grande embate internacional contra o Brasil", afirmou.

Políticas públicas – Em sua fala, o líder dos índios macuxis, Jonas de Souza Marcolino, da Raposa Serra do Sol, responsabilizou a Funai, entidades religiosas e ONGs de isolarem os povos indígenas.

"Muitas ONGs têm influência negativa sobre a massa indígena", contou o índio, sob forte aplauso. "O que ocorre em Roraima é uma destruição de nossos valores nacionais. O estado expulsa os brasileiros e deixa lá os estrangeiros".

Zona de Fronteira – Terceiro orador a falar, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) afirmou que a demarcação de reservas em zona fronteiriça representa um risco à segurança nacional.

Durante o seminário, foram citados três focos de guerrilha das FARC, na divisa do Brasil com a Colômbia, e sua aliança com o narcotráfico. "A edificação de vilas e cidades é uma forma racional de ocupação de nossas fronteiras, que estão abandonadas", afirmou.

Lição imprópria – Último palestrante, o professor Denis Rosenfield, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e articulista do Diário do Comércio, disse que a comunidade internacional, principalmente européia, não tem o direito de cobrar o Brasil. Segundo Rosenfield, a Europa conservou só 0,3% de suas florestas nativas. "Querem nos ensinar a lição, quando eles é que devem aprender".

O prefeito de Paracaima (RO) e líder da Associação de Arrozeiros da reserva Raposo Serra do Sol, Paulo César Quartiero, que chegou a ser preso pela Polícia Federal, acusado de porte ilegal de explosivos e formação de quadrilha, também defendeu a soberania. "Está na hora de termos um plano de desenvolvimento da Amazônia que dê oportunidades a todos e proteja nossa fronteiras", afirmou.

É hora de PENSAR, BRASIL

Por Arlindo Montenegro enviado por e-mail

“De acordo com o general Luiz Gonzaga S. Lessa, ex-comandante militar da região, de 5 milhões de quilômetros quadrados espalhados em nove estados, organizações e governos estrangeiros fazem campanha internacional aberta para retirar a Amazônia do controle brasileiro.” (Diário do Comercio, 11Jun 08, repercutindo o Seminário sobre a Amazonia realizado dia 10 de Junho com a presença de mais de 1000 pessoas no clube Espéria em SP)

JOHAN ELIASCH, assessor especial do primeiro-ministro britânico para assuntos de desmatamento e mudanças climáticas, co-presidente da Cool Earth e patrono da Universidade de Estocolmo (Suécia), além de outros títulos, desdiz o que andaram dizendo que ele disse em artigo na FSP:

“Eu jamais disse que a Amazônia poderia ser comprada pelo valor total de US$ 50 bi.”

Segue dizendo que a Amazônia é dos brasileiros que podem enriquecer com o crédito carbono, que o povo brasileiro é lindo, bomzinho e maravilhoso!

Eu e muitos outros, brasileiros ou estrangeiros, dividimos o mesmo ideal. Por que então não colocar de lado polêmicas políticas e atuar em conjunto?”

Os donos da Europa desmataram a totalidade de seus territórios. Restam apenas 0,3% da cobertura verde original. É pelo menos estranho que em vez de reflorestar por lá queiram ensinar como fazer por aqui, onde ainda temos mais da metade do território e da bandeira, cobertos de verde.

Conservar a Amazônia, ocupar o território dando continuidade à marcha de interiorização do desenvolvimento que parou em Goiás depois da construção de Brasília, é vital.

As intenções e ações do CIMI – Conselho Indigenista Missionário, financiado a partir de Berna, envia os líderes de tribos brasileiras da Amazônia para estudar no exterior. Eles agora falam inglês, francês menos o português. Existem outros filhos de tribos que preferiram formar-se em centros de estudos brasileiros. Existem os que servem ao Exército e voltam para suas aldeias com informação suficiente para implantar melhorias na qualidade de vida.

Em algumas áreas onde estão milhares de ongs estrangeiras, entre as quais os devotos e caridosos agentes do CIMI, brasileiro não entra e em algumas aldeias tremulam bandeiras de outras nações.

O Congresso Nacional está prestes a aprovar a assinatura do Brasil (rejeitada pela Argentina, pela Austrália, pelos EUA entre outros países como atentado contra a soberania) à declaração da ONU sobre povos indígenas. Se aprovar o dispositivo se torna Lei Constitucional.

Se aprovar, ou os Deputados e Senadores são ignorantes e vendilhões da Pátria, ou estão comprados por alguns milhares de Euros e Dólares, ou são membros da coroa britânica disfarçados. A aprovação de tal declaração torna a Amazônia brasileira território aberto para a implantação de novos países, livres e dominados pela usura internacional sobre minerais estratégicos de valor incalculável.

O governo brasileiro deveria sim, mapear, treinar e mobilizar contingentes sob a proteção das Forças Armadas e ocupar, abrir corredores e vias de comunicação, doando de papel passado a terra aos brasileiros locais ou migrantes que queiram trabalhar na mineração e serviços que representem o processo civilizatório das tribos semi aculturadas, que esperam como os bolsões de miséria das grandes metrópoles, por dias melhores.

Ontem foi um dia de invasões, quebradeiras patrocinadas pelo MST, Via Campesina, Assembléia Popular (nome novo!) de norte a sul, em cumprimento a determinações contidas em documentos de ongs como o CIMI.

Ontem muitas greves começaram, até mesmo a inédita dos oficiais de serviço do Itamarati. Os nossos operadores nas embaixadas brasileiras no mundo estão de braços cruzados, querem aumento de salário! Quem quiser viajar para aqui, vai ter de esperar seja a negócios, turismo ou estudo. É o aparelhamento ideológico a todo vapor.

Por fim, uma notinha do que ouvi ontem no seminário sobre a Amazônia, patrocinado pela Associação Comercial de São Paulo, onde militares, índios, empresários, estudantes e outros BRASILEIROS confirmaram e documentaram os resultados de uma política que vende os pedaços da Pátria e despreza o povo brasileiro: 12% do nosso território é ocupada por 12% da nossa população descendente dos habitantes originais.

Façam as contas. Informem-se. E anotem, que o evento foi desprezado pela mídia amestrada. Por que será?

É hora de Pensar Brasil.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".