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domingo, 8 de fevereiro de 2009

TERRORISMO SU MANO EN COLOMBIA

VERDAD COLOMBIA

Un video sobrecogedor que muestra los alcances del Terrorismo en Colombia, y lo compara con este flagelo en el resto del mundo.












quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Colômbia desmantela rede de narcotráfico ligada ao Hezbollah

ESTADÃO
quarta-feira, 22 de outubro de 2008

REUTERS

BOGOTÁ - A Colômbia desarticulou uma rede de narcotráfico e lavagem de dinheiro em meio a uma operação internacional que resultou na detenção de 111 pessoas, entre as quais três acusados de enviar dinheiro ao grupo islâmico Hezbollah, infomou a Procuradoria Geral do país.

"Durante a Operação Titã, iniciada em julho de 2006, foram capturadas 90 pessoas no exterior e 21 na Colômbia", afirmou o órgão em um comunicado, na terça-feira, revelando que entre os detentos estavam oito colombianos com pedidos de extradição feitos pelos EUA.

A organização desarticulada lavava dinheiro dos cartéis do Norte do Vale, de Antioquia e de grupos paramilitares, operando na Colômbia, nos EUA, no Canadá, na Europa, no Oriente Médio, na África, na Ásia e na América Central.

"A organização criminosa utilizava rotas que passavam pela Venezuela, pelo Panamá, pela Guatemala, pelo Oriente Médio e pela Europa, colocando o dinheiro resultante da venda de substâncias ilegais nos mercados internacionais, por meio de várias modalidades de lavagem como transferências internacionais e comercialização de bens móveis e imóveis", disse a Procuradoria Geral.

Nas cidades de Bogotá, Cali, Medellín e Pereira foram apreendidos mais de 750 mil dólares em dinheiro, além de 360 quilos de cocaína e 5 quilos de heroína. Também foram confiscados veículos automotores, jóias, dois aviões e um bote.

Na Colômbia, foram detidos Chekry Mahmoud Harb, conhecido como "Taliban", Ali Mohamad Abdul Rahim, conhecido como "Ali", e Zacaria Hussein Harb, conhecido como "Zac". Os três coordenavam o envio de drogas para seus países de origem fazendo com que o dinheiro arrecadado ingressasse no território colombiano por meio de empresas de fachada, disseram as autoridades.

"Parte do dinheiro era distribuído em países do Oriente Médio a fim de, supostamente, financiar grupos terroristas como o Hezbollah", afirmou a Procuradoria Geral, referindo-se à organização islâmica do Líbano que mantém laços com o Irã e a Síria.

A Colômbia, principal aliado dos EUA na América Latina, continua a ser o maior produtor mundial de cocaína, e isso apesar dos últimos sete anos em que o governo norte-americano gastou 5 bilhões de dólares com assistência militar e treinamento de efetivos colombianos para enfrentar o narcotráfico e grupos armados ilegais como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Os EUA denunciaram que, com o apoio do Hezbollah e de outros grupos islâmicos que acusam de terrorismo, organizações daquele tipo mantêm-se ativas dentro de comunidades árabes da América do Sul, como as existentes no Brasil e na Venezuela.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

DOIS CRITÉRIOS, DOIS RESULTADOS

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Alejandro Peña Esclusa, 08/09/2008
Consultor do FDR

Durante o governo de Andrés Pastrana, se considerava – erroneamente – que a Colômbia se encontrava em guerra civil. Estabelecia-se que existiam dois partidos – o governo e a guerrilha -, cada um com seus respectivos argumentos e motivações que proporcionavam legitimidade à sua luta.

Para impedir o derramamento de sangue entre irmãos, se justificava estabelecer uma zona de distenção, um território neutro, onde se pudesse negociar uma trégua e propiciar um diálogo de paz, inclusive com a intermediação de fatores internacionais que facilitassem um acordo.

Como era de se esperar, este critério não produziu nenhum resultado positivo porque, – no meio do diálogo – as FARC continuaram seqüestrando, assassinando, extorquindo e traficando drogas. Na prática, só serviu para que a guerrilha adquirisse maior poder, pondo o Estado quase de joelhos.

Quando Álvaro Uribe chegou à Presidência, ele estabeleceu um critério totalmente diferente, conhecido como Política de Segurança Democrática, segundo o qual a Colômbia não estava em guerra civil, senão assediada por um bando de criminosos que deviam ser tratados como tais, e não como uma força insurgente legítima.

Como conseqüencia, as FARC foram atacadas sem contemplações, como se deve fazer com qualquer máfia de asassinos e de narco-traficantes, com todo o poder do Estado e com toda a força da Lei.

Em poucos meses a Política de Segurança Democrática começou a dar seus frutos. Hoje em dia, apesar de ainda restarem guerrilheiros na selva, o cidadão colombiano pode transitar livremente pelo território nacional, sem temor de ser seqüestrado ou extorquido.

Dois critérios contrapostos – um errado e outro certo – produziram resultados diametralmente opostos.

O mesmo fenômeno ocorre na Venezuela. Atualmente prima um só critério – o de partidos políticos – segundo o qual o regime de Chávez é simplesmente um mau governo que deve afastar-se de maneira progressiva, única e exclusivamente pela via eleitoral, primeiro ganhando espaços nas eleições regionais, depois nas parlamentares e, finalmente – no ano de 2012 –, nas eleições presidenciais.

Como é natural, este critério só pode produzir fracassos, porque Chávez – além de cometer fraude – aproveitará todo esse tempo para acabar com o pouco que resta das instituções democráticas, e para manter-se no poder com o uso da força.

Porém existe outro critério – o da sociedade – segundo o qual Chávez é um criminoso, por haver massacrado a população em 11 de abril de 2002, por haver tergiversado resultados do referendo revocatório de 2004, por associar-se ao narco-terrorismo colombiano, por promulgar leis totalitárias e por dilapidar nossos recursos no exterior.

Um funcionário público que cometeu graves delitos não pode continuar exercendo suas funções, não importa quão alto seja seu cargo. Deve-se dar-lhe tratamento de criminoso. Deve ser deposto de imediato, sem esperar que finalize seu período.

Quando este critério prevalecer na Venezuela, os resultados serão vistos de imediato. Começarão os protestos de rua, amparados nos Artigos 333 e 350 da Constituição, e as Forças Armadas se negarão a reprimir o povo, criando as condições para a tão ansiada mudança de governo.

Assim como na Colômbia se respira atualmente um ambiente de liberdade, de otimismo e desenvolvimento, assim também na Venezuela se respirará esse mesmo ambiente. Para consegui-lo, basta mudar de critério.

Tradução: Graça Salgueiro

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Colômbia pediu a abertura de investigação contra os Presidentes que apóiam as FARC

Do portal MOVCC

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Uma comissão do Senado colombiano pediu hoje à Fiscália para “abrir investigação contra os mandatários que apóiam as FARC, e esta entidade deverá solicitar à Corte Penal Internacional (CPI) para que faça sua própria investigação”, informaram fontes parlamentares.

A iniciativa da senadora e ex-ministra de Defesa Marta Lucía Ramírez, foi acolhida por uma comissão do Senado colombiano.

“Instamos à Fiscalía Geral da Nação para que inicie as investigações penais contra os mandatários e funcionários estrangeiros, cujas provas determinem que eles apoiaram de múltiplas maneiras a guerrilha ‘narcoterrorista’ das FARC“, afirmou Ramírez.

Lembrou que esse tipo de apoio é brindado “para cometer crimes de lesa humanidade e de guerra”, e que altos funcionários “especialmente os mandatários vizinhos estão “protegidos por um foro especial graças ao seu cargo, que impede ajuizá-los em tribunais ordinários”.

Na solicitação não foi citado nomes de governantes ou de funcionários de pais algum.

A solicitação foi assinada pelos senadores desse comitê justamente no momento em que o Governo colombiano enviou uma nota de protesto à Nicarágua pela concessão de asilo político dado a uma guerrilheira das FARC.

As fontes assinalaram que a Fiscalía é a única entidade que pode solicitar à Corte Penal Internacional (CPI), a abertura de uma investigação contra mandatários estrangeiros.

Ramírez recordou que na semana passada, o fiscal chefe da CPI, Luis Moreno Ocampo, dirigiu uma carta ao Governo colombiano solicitando informação sobre os procedimentos jurídicos contra os políticos sindicados dentro da “parapolítica” (que investiga nexos de congressistas com paramilitares). Moreno também pediu informação pelos possíveis efeitos que teria a extradição de paramilitares aos Estados Unidos, sobre a reparação das vítimas do conflito.

Segundo Ramírez, “essa comunicação é um claro indício de que a Corte já está analisando o próprio caso da Colômbia, também com a finalidade de se abrir uma investigação, pela comissão de crime de lesa humanidade, contra alguns protagonistas do nosso conflito".

A legisladora defendeu o Governo de Álvaro Uribe e ressaltou que este presidente “tem liderado um processo inédito de enfrentar com a força das armas do Estado os agentes da violência, e o nosso sistema judicial assumiu de maneira eficiente as investigações judiciais” - Vía EfeNoticias 24
– Tradução Arthur do MOVCC

COMENTÁRIO: Que notícia maravilhosa!
Parabéns, a essa Senadora Colombiana! Não estamos sós. Vamos escrever para a Senadora, e apoiar essa atitude gigante.

Martha Lucia Ramirez de Rincon
martha.ramirez.derincon@senado.gov.co
martaluciaramirezderincon@senado.gov.co



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Colômbia avalia ação externa contra as Farc

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
05 de agosto de 2008
lulafsp

Foro de São Paulo é alvo de estratégia preventiva contra apoio internacional à guerrilha, segundo informe do serviço secreto

Estratégia do governo deve articular, afirma o texto, "setores político, jurídico, diplomático, de inteligência e de contra-inteligência"


CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Preocupado com a mobilização das Farc no exterior, o serviço de inteligência da Colômbia sugeriu ao governo de Álvaro Uribe a criação de um grupo secreto para agir fora das fronteiras do país. O plano, que consta de um informe reservado obtido com exclusividade pela Folha, prevê contra-ofensiva regional de Uribe nos frontes político, jurídico, midiático e de inteligência.

Essa espécie de embrião de uma "CIA colombiana" teria como alvo prioritário o Foro de São Paulo, encontro bianual de partidos políticos e organizações de esquerda da América Latina. O Foro foi constituído em 1990 na capital paulista por iniciativa do PT.

Para a inteligência, apesar de enfraquecidas internamente, as Farc se valem de uma "conjuntura favorável aos governos de esquerda". Do Foro, segundo a inteligência, emanam as linhas mestras de ação regional dos setores pró-Farc, que estariam "pressionando organizações sociais e integrantes de governos de esquerda" para a criação de um "movimento" para isolar a Colômbia.

Para reagir a esse suposto movimento, o "governo colombiano deve promover uma estratégia integral que articule os setores: político, jurídico, diplomático, acadêmico, de inteligência e contra-inteligência".

"O Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa e o DAS [Departamento Administrativo de Segurança] deveriam avaliar a criação de um comitê técnico permanente de análise e ação externa", diz o informe. O objetivo seria "canalizar de forma oportuna cursos de ação viáveis e concretos" por meio de "ferramentas" que assegurem ação integrada do "fator diplomático e de segurança e defesa nacional".

O documento reservado, produzido pelo DAS, a inteligência colombiana, está datado de 7 de abril de 2008. Na análise, as diretrizes contra Uribe foram traçadas na declaração aprovada pelo Grupo de Trabalho do Foro, em 24 de março.

"A declaração, com matiz de condenação, alenta o aparato internacional das Farc. Promover uma série de denúncias contra a Colômbia, baseando-se na tese de agressão à soberania equatoriana, será a carta de navegação de núcleos no México, Equador, Nicarágua e Venezuela", diz o documento, em referência ao ataque colombiano no Equador que matou o guerrilheiro Raúl Reyes em março.

Segundo a inteligência colombiana, o interesse das Farc "é estabelecer um cerco político que eventualmente gere medidas militares por parte dos países do hemisfério".

Renúncia

Fontes do governo disseram que a iniciativa, já acolhida por Uribe, estaria por trás da renúncia do chanceler Fernando Araújo, no mês passado.

Araújo, ex-refém das Farc, considerou a idéia uma violação do direito internacional e um risco para as relações diplomáticas da Colômbia com os países vizinhos. Foi substituído por Jaime Bermúdez, homem de confiança de Uribe. Entre as sugestões da inteligência, está a de que representantes do governo no exterior evitem comentar sobre atividades contra as Farc para "não favorecê-las", alimentando o debate.

(*) Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0508200819.htm

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Meias-verdades, mentiras e dezinformatsya: a quem interessa?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Graça Salgueiro em 24 de julho de 2008


Resumo: No Brasil o terrorismo colombiano nunca foi tratado pela mídia com a seriedade devida, e nas pautas dos jornais o tema FARC esgotou-se com a libertação dos 15 reféns, no último 2 de julho. Este tema, entretanto, está longe de acabar e não se resume apenas às FARC.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Escrevo este artigo no dia 20 de julho, data em que a Colômbia comemora sua Independência e que em todo o país ocorreram manifestações pedindo o fim dos seqüestros e dos atos terroristas. A França, que resolveu tomar para si uma vitória que não lhe pertence pois é genuinamente colombiana, também realizou uma manifestação tendo à frente a recém-libertada Ingrid Betancourt, acompanhada de sua intrigante e odiosa mãe Yolanda Pulecio, seus filhos e cantores populares.

Aqui no Brasil o terrorismo colombiano nunca foi tratado pela mídia com a seriedade devida, e nas pautas dos jornais o tema FARC esgotou-se com a libertação dos 15 reféns, no último 2 de julho, como se isto encerrasse o assunto de uma guerra que já ultrapassa quatro décadas. Este tema, entretanto, está longe de acabar e não se resume apenas às FARC. Diariamente encontro informes nos sites do Ministério da Defesa e do Comando das Forças Militares colombianas sobre baixas, capturas, deserções e desmobilizações voluntárias de guerrilheiros das FARC, ELN e bandos menores, além da desarticulação de bombas, minas anti-pessoa, apreensão de armamentos, material bélico e de comunicação, laboratórios de processamento de pasta base de coca e toneladas desta droga destruídos ou confiscados pelas Forças Militares, mais de 2.400 crianças libertadas das fileiras guerrilheiras. É um trabalho incessante, abnegado, silencioso.

Entre 2000 e 2007 o ELN seqüestrou 3.293 pessoas e mantém ainda em cativeiro 240. A maioria de suas vítimas são pequenos produtores cujo fim é essencialmente a extorsão pela cobrança de resgate. O presidente Uribe tem sido duro com relação a este bando e as Forças Militares têm agido com rigor em sua perseguição. No dia 15 pp., foi abatido em combate o segundo cabeça e chefe de finanças da frente “Heróis e Mártires de Anori”, condinome “Samir”, que era responsável pela cobrança do imposto” aos produtores e pela comercialização da pasta base de coca. Essas notícias, entretanto, não saem nos nossos jornais. E ainda há quem alardeie que a nossa imprensa é vigilante e presta relevantes informações com o jornalismo investigativo...

Durante o período em que Ingrid Betancourt esteve refém das FARC iniciou-se uma campanha mundial pela sua libertação como se ela fosse um “ícone do martírio”, mas muito dessa história foi fabricada para pressionar Uribe e para desmerecer o Governo e a excelência do trabalho da Inteligência e Forças Armadas colombianas. Quando ocorreu o seqüestro, em fevereiro de 2002, esta senhora, então candidata à presidência da Colômbia por um partido “ecologista”, tinha míseros 2% de intenção de votos e seria apenas mais um número nas estatísticas macabras do narco-terrorismo não fossem os bons ofícios de Dominique de Villepin, então chanceler da França. Em julho de 2003 Villepin, que fora amante das irmãs Ingrid e Astrid na época em que estudaram na França, armou uma desastrosa operação de resgate que foi abortada quando o avião teve que aterrisar em Manaus e descobriu-se que não carregava remédios e médicos mas militares. Posteriormente, em 2005, um emissário francês reuniu-se cinco vezes com as FARC nas selvas da Colômbia sem informar ao governo colombiano, causando muito desconforto na diplomacia dos dois países.

Com todo este interesse da França pela libertação de Ingrid, as FARC perceberam que ela tornara-se “a jóia da coroa” e que daí poderiam extrair grandes lucros. Ao mesmo tempo, discretamente foi-se construindo o “mito Ingrid” e colaboradores dos terroristas, como Chávez e Piedad Córdoba – e posteriormente os outros membros do Foro de São Paulo do qual as FARC são membros -, uniram-se às pressões, não para que as FARC a libertassem sem condições, mas para que Uribe cedesse às chantagens de desmilitarizar os estados de Pradera e Florida.

Inteligentemente Uribe não cedeu nem deu trégua aos combates, até que em meados do ano passado o presidente Sarkozy, a pedido de Villepin, resolveu também participar da farsa. Pediu ao presidente Uribe que libertasse unilateralmente Rodrigo Granda (membro do Secretariado das FARC) como prova de boa-vontade no processo de paz da Colômbia. Em troca as FARC não libertaram nenhum refém, tampouco pararam com o terror. O policial John Frank Pinchao, que conseguiu fugir do cativeiro, informou as condições sub-humanas em que vivem os seqüestrados fazendo um relato comovente, inclusive citando o uso de correntes nos presos para que não fugissem, apresentando a sua própria.

Em dezembro as FARC liberaram imagens e fotos de uma Ingrid debilitada e a partir desta foto “construiu-se” a história de que ela padecia de Hepatite B, Leishmaniosis e que “poderia morrer” caso não fosse libertada com urgência. A segunda parte do plano elaborado pelas FARC, Chávez e apoiado pelos filhos de Ingrid e dona Pulecio, era destruir a imagem de Uribe rotulando-o de “desumano” por não ceder aos apelos “humanitários” das FARC. Entretanto, a foto que a tornou famosa por sua “resistência ao martírio” fora tirada em outubro de 2007; seu marido declarou estranhar as doenças que diziam padecer sua mulher uma vez que ela havia se vacinado em 2001 contra malária e outras enfermidades; as correntes eram postas apenas à noite e só passaram a ser usadas depois da tentativa de fuga de Ingrid, ou seja: não foram 6 anos ininterruptos acorrentada pelo pescoço como se dizia.

Com relação às “doenças”, segundo o cabo William Pérez que foi seu enfermeiro no cativeiro, Ingrid padecia de depressão. Diz ele: “Ela estava muito fraca e tive que lhe dar muito soro, alimentá-la com cuidado porque não podia comer nada; tudo que comia vomitava”. E acrescenta: “Nas provas de sobrevivência que vocês viram e que escandalizaram o mundo, ela já demonstrava sinais de melhora; imaginem como ela chegou a ficar!”. Quer dizer, quando se falava na iminência de morte ela já estava praticamente recuperada e 9 meses depois, quando foi libertada, é natural que tivesse recobrado a aparência que todos viram no dia do resgate! Quanto à Hepatite B, o hospital francês que fez o checkup negou a existência ou resquício de tal enfermidade, acrescentando que seu estado de saúde era bom.

Esta senhora, que sempre foi de esquerda, agora cospe no prato que comeu e dá as costas ao povo que de fato lutou por sua libertação, pois menos de 24 horas depois da “Operação Xeque” embarcava no avião presidencial de Sarkozy rumo à França, onde se encontra até hoje. Lá, não tem poupado agradecimentos ao governo e povo francês por sua libertação, o que tem causado imensa decepção nos colombianos e nos militares que se arriscaram para salvá-la. Se havia alguma pretensão de nova candidatura presidencial, Ingrid acaba de dar um tiro no próprio pé com suas críticas a Uribe, com sua condescendência para com seus verdugos e com esta traição a quem realmente fez tudo por sua libertação.

O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, disse em entrevista no início do mês que a idéia do terceiro mandato não é do presidente Uribe mas que ele não a refuta. O medo que paira entre seus colaboradores é que Uribe não concorrendo, seja eleito alguém que não continue este combate tão exitoso contra os bandos terroristas e se instale, como no resto do continente, um governo comunista. Nas pesquisas de opinião Uribe subiu de 87% para 92%, e 74% apóia o terceiro mandato porque o povo colombiano não quer FARC, não quer terrorismos e rechaça a idéia de apoiá-los “com palavras amorosas”. Segundo o ministro Santos, se as FARC não se renderem por bem, vão receber todo o peso da pressão militar. Se até 2010 Uribe conseguir destruir as FARC e o ELN, ótimo; mas se não, quem conseguirá?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Colômbia: "¡Libérenlos ya!"

Do blog MOVCC
MILHÕES DE COLOMBIANOS SE MOBILIZAM PELOS SEQUESTRADOS



Os cidadãos convertem as celebrações do Dia da Independência Nacional em um grito pela liberação dos reféns das guerrilhas.

Toda Colômbia se mobilizou neste domingo pela terceira vez em cinco meses para exigir aos grupos armados ilegais e as bandas da delinqüência comum que ponham em liberdade milhares de pessoas que eles mantém seqüestradas. A frase "¡Libérenlos ya!" uniu "milhões de colombianos" que, segundo o prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, aderiram nesta jornada em 32 capitais departamentais e outros 1.070 municípios do país, coincidindo com o dia em que é celebrada a festa nacional do país.

"Que neste 20 de julho unamos a todos os colombianos no amor a pátria, no desejo de liberdade", pediu Uribe em Leticia, cidade situada a 1.085 km da capital colombiana em uma encruzilhada fronteiriça com Brasil e Peru. Leia matéria completa aqui, no El País


NARCO-SEQUESTRO-TERROR-GUERRILHA: Farc fazem dez reféns no noroeste da Colômbia

Do portal FOLHA ONLINE
Da BBC em 19/07/2008

Rebeldes (C.T. - correção: rebeldes não, rebelde era eu com 20 anos, este pessoal são sequestradores, guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes) das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seqüestraram dez pessoas no noroeste da Colômbia nesta sexta-feira (18 de julho de 2008).

Os guerrilheiros interceptaram um barco de passageiros que navegava pelo rio Atrato, na Província de Choco, e forçaram a embarcação a atracar na margem do rio.

Dez passageiros foram levados pelos rebeldes, que desapareceram pela densa selva colombiana, onde estão escondidas outras centenas de reféns em poder da guerrilha.

De acordo com o correspondente da BBC em Medelín, Jeremy McDermott, com a captura de novos reféns as Farc pretendem enviar uma "mensagem desafiadora" ao presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Há três semanas, uma operação do exército colombiano libertou 15 reféns em poder dos rebeldes, entre eles a ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt, que passou mais de seis anos em cativeiro.

Ainda na avaliação do correspondente, outra intenção da guerrilha é negociar fiança em troca dos reféns. A prática do seqüestro é uma das principais fontes de renda das Farc, ao lado do tráfico de drogas. Neste domingo, manifestações em todo o país pedirão a libertação de todos os reféns em poder da guerrilha.

Comentário do Cavaleitro do Templo: e estes esquerdopatas querem CONVERSAR COM AS FARC, DIALOGAR COM BANDIDO DA PIOR ESPÉCIE? Claro que querem pois são BANDIDOS COMO ELES! Os caras (FARC) mantém dezenas, centanas de psssoas sequestradas e continuam a elevar este número como prova este artigo da FOLHA. Uribe está certo, todo mundo que quer transformar as FARC em partido político (este é o objetivo de um grupo "guerrilheiro") está errado.

Encruzilhada colombiana: revés guerrilheiro, “reconciliação” e desmobilização

D portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por CubDest em 18 de julho de 2008


Resumo: O tema da “reconciliação” na Colômbia vai-se transferindo de uma forma mais ou menos explícita ao centro dos debates e acontecimentos dentro desse país e em torno dele.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Com a libertação inesperada e espetacular de 15 reféns das FARC, o povo colombiano e suas atuais autoridades ganharam o que até o momento constitui uma das mais importantes batalhas psicológicas, políticas e militares contra as narco-guerrilhas que assolam a Colômbia desde há quatro décadas. Não obstante, segundo destacam diversos observadores, a justificada alegria ante a possibilidade de aproximação da paz não deveria deixar perder de vista que ainda podem faltar outras etapas para que a Colômbia chegue a uma paz estável e duradoura, vencendo completamente a guerra.

A rápida mudança de opinião na linguagem da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, pouco depois de ser resgatada e posta em liberdade, serve de exemplo que ilustra a complexidade da psicologia humana e, ao mesmo tempo, serve de reflexão sobre eventuais mudanças análogas que possam se produzir não somente em nível individual como coletivo.

Deixando rapidamente para trás um primeiro momento de elogio às autoridades colombianas, e de justificação da arriscada ação de resgate, a Srª Betancourt passou a afirmar com ênfase que seu pensamento “sempre” será “de esquerda”, que é “necessária” uma negociação com as FARC e que as autoridades colombianas devem “abandonar a linguagem do ódio”; fez elogios a Chávez e chegou a justificar a existência das FARC com a velha tese de esquerda de que a causa da “violência” guerrilheira se encontraria na “injustiça social” e não nas próprias metas e métodos revolucionários, próprios de um sistema intrinsecamente perverso.

A ex-refém, que já é qualificada como “a Mandela colombiana”, como uma referência ao líder esquerdista sul-africano que, depois de sair da prisão chegou à presidência de seu país, foi mais longe ainda quando afirmou à BBC que “Uribe e não só Uribe, mas toda a Colômbia, devem corrigir algumas coisas”, no sentido do diálogo, da negociação e da reconciliação.

No contexto do pensamento da Srª Betancourt, essa “correção” que “toda a Colômbia” deveria realizar, nas atuais circunstâncias poderia redundar em uma perigosa desmobilização psicológica e ideológica de um país inteiro.

Neste momento, com relação à Colômbia, a palavra “reconciliação” está sendo pronunciada genericamente por diversas personalidades, desde setores diferentes, em nível nacional e internacional, embora sem que se especifique até o momento em que consistiria concretamente essa “reconciliação”. A ineludível interrogação que se coloca é: qual seria o significado que cada ator ou protagonista concede a essa palavra? Em seu sentido mais simples, “reconciliar-se” significa voltar a ser amigos aqueles que em algum momento, por alguma razão, deixaram de sê-lo.

Em que consistiria, concretamente, essa “reconciliação” em relação às FARC e a seus membros, conhecidos por sua crueldade e radicalização, os quais até o momento não deram nenhum sinal de arrependimento por seus crimes?

No plano religioso, Bento XVI, em suas primeiras palavras depois de ser informado da libertação dos 15 reféns, incluiu a meta da “reconciliação” na Colômbia, segundo transmitiu imediatamente à imprensa o Padre Lombardi, porta-voz da Santa Sé. O tema da “reconciliação” na Colômbia já havia sido abordado pelo Pontífice em diversas oportunidades, como por exemplo no Angelus de 3 de fevereiro pp., e também em mensagem aos bispos colombianos por ocasião do centenário da Conferência Episcopal desse país.

Por outro lado, em um plano que vai mais além do religioso e incursiona no sócio-político, os referidos bispos colombianos também têm insistido na reconciliação, e também no diálogo e na negociação. Pouco depois da libertação dos reféns, o até há pouco presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, monsenhor Luis Augusto Castro Quiroga, dirigiu-se às FARC manifestando-lhes que estudassem “com muita seriedade” a possibilidade de “dialogar” com o governo e acrescentou que no momento atual “a saída negociada é o melhor” para os guerrilheiros.

Também no plano político internacional a primeira atitude do presidente Lula, do Brasil, quando se produziu a libertação de Betancourt, foi a de emitir uma nota na qual chama à “reconciliação entre todos os colombianos”.

O tema da “reconciliação” na Colômbia vai-se transferindo dessa maneira, de uma forma mais ou menos explícita, ao centro dos debates e acontecimentos dentro desse país e em torno dele. É um tema sumamente delicado porque, como já se disse, se precisaria saber o quê é que cada um dos promotores da “reconciliação”, e os eventuais atores em jogo, entendem por “reconciliação”.

A preocupação provém do fato de que esta palavra, em si mesma tão notável, pode adquirir significados ambivalentes “talismânicos”, que contribuam para desmobilizar os colombianos no momento em que a guerrilha atravessa uma situação especialmente difícil, e a abertura de processos de reconciliação, negociações e diálogo poderia dar-lhe tempo para cicatrizar suas feridas psicológicas, políticas e militares.

Tradução: Graça Salgueiro

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Colômbia na cúspide da liberdade na América

Do portal do FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Armando Ribas, consultor do FDR


Próximo de cumprir-se o quinquagésimo aniversário do regime mais criminoso que olhos humanos viram neste continente, desde que os espanhóis em cem anos enviaram ao “céu” os cem mil índios que encontraram em Cuba, sinto uma angústia profunda do cinismo imperante da esquerda. E não me refiro tão somente à continental mas a essa luz que agoniza desde a amante de Zeus, através do aplaudido Iluminismo que obscureceu as mentes européias, criando os totalitarismos do século XX, e que hoje ainda perduram no terrorismo racional deste continente.

Não obstante esta realidade na qual afloram as figuras desconjuntadas de Castro, Chávez, Morales, Correa, produziu-se um fato que abre uma luz de esperança para a liberdade na América Latina. Esse fato inusitado levado a cabo pelo presidente Uribe de resgatar Ingrid Betancourt e outros quatorze reféns das FARC, pode ser o marco que mude a geopolítica latino-americana infestada pelo cinismo coletivo, enraizado na suposta distribuição da riqueza e da solidariedade.

Este fato de características singulares produziu uma verdadeira comoção no mundo, porém é de se esperar que depois da emoção do reencontro se tome consciência das verdadeiras causas ideológicas que geram a necessidade de levar a cabo ações desta natureza. Ações indubitavelmente meritórias, mas que em si não parecem poder acabar com a percepção pseudo-ética da natureza do terrorismo, supostamente sustentada na redistribuição da riqueza, porém na realidade com um objetivo claro: a busca do poder político absoluto.

Insisto: a emoção causada pela recuperação dos reféns que como a Srª Betancourt pareciam condenados a uma morte segura, como conseqüência da intransigência e criminalidade terrorista, não implica que possamos esquecer os mais de mil reféns ainda em mãos destes criminosos que ainda sofrem a dor e a desesperança do cativeiro. Não deveríamos esquecer tampouco, ou melhor, desconhecer, como pretende a União Européia, que a maior parte dos reféns deste continente se encontra em Cuba e são os cidadãos cubanos, sujeitos por quase cinqüenta anos a viver entre as grades do pensamento e na pobreza gerada pela distribuição da riqueza em favor da Nova Classe, no dizer de Milovan Jdilas. Desafortunadamente ninguém parece tomar consciência de que as FARC representam o projeto político criminoso que se aposentou em Cuba em 1º de janeiro de 1959, e que hoje aparece representado e emulado pelo Sr. Chávez da Venezuela.

Em virtude dessa cegueira política, ou melhor, ética, a União Européia acaba de levantar as sanções que impuseram a Cuba há uns cinco anos, quando o regime como em outras oportunidades impediu a saída da ilha de uns 75 cubanos e ao mesmo tempo mataram a três deles. Não é que eu creia que tais sanções poderiam transformar o regime tirânico que hoje é representado por Raúl Castro sob a sombra de seu irmão. Porém, este ato representa um novo desconhecimento da realidade cubana e que não é outra que a que as FARC pretendem instaurar na Colômbia. Castro é as FARC no poder e tampouco podemos ignorar que a exaltação da figura de Che Guevara não é mais que um alinhamento com o terrorismo, quer seja revolucionário (Colômbia) ou no poder (Cuba).

Em outras palavras, as diferenças de riqueza em nosso continente ao Sul do Rio Grande não são o resultado dos empreendedores que as criam senão dos governos que as repartem. Ou seja, nessa pretendida ética da igualdade se justifica a violação dos direitos individuais, com o qual desaparece a criação de riqueza e se cria um poder político absoluto, hoje aparentemente legitimado pela democracia eletiva. Poderia dizer que os que supostamente querem criar uma sociedade na qual o justo “não” peque sete vezes criam os governos que pecam setenta vezes sete E nesse sentido queria recordar as sábias palavras de Leão XIII em sua encíclica Rerum Novarum de 1891, onde disse: “...na sociedade civil não podem ser todos iguais, os altos e os baixos. Afanam-se por ela, na verdade, os socialistas; porém esse afã é vão e contra a natureza mesma das coisas. Porque a natureza mesma pôs nos homens gradíssimas e muitíssimas desigualdades. Não são iguais os talentos de todos, nem igual o engenho e a saúde, tampouco as forças. E a necessária desigualdade dessas coisas segue espontaneamente a desigualdade na fortuna, a qual é por certo conveniente à utilidade, quer seja dos particulares quer da comunidade”.

Perdoem-me a extensão da citação anterior, porém creio sumamente relevante neste momento em que a suposta globalização parece haver globalizado o critério contrário. Era evidente que Leão XIII estava a favor da divisão do trabalho e influenciado por Adam Smith, mas não Pio XI, que quarenta anos depois escreveu a Quadragesimus Anus em franca oposição a seu antecessor e decididamente influenciado por Hegel - como parece estar também o atual Papa -, chegou ao acordo com Mussolini com o fascismo corporativo no qual o Estado era tudo e o indivíduo nada.

Entretanto, o que podemos esperar da Europa – como ja havia previsto Sarmiento – que, depois de criar os sistemas políticos mais criminosos que a História conhecera, como o assinala François Revel, insiste na ética da distribuição e da desqualificação do único sistema que permitiu a criação de riqueza neste mundo e que fora o capitalismo? Em um artigo de Stephen Theil, publicado pela revista Newsweek com o título “Filosofia Européia do Fracasso”, diz: “Tanto nas escolas da França como nas da Alemanha, por exemplo, têm colaborado para arraigar uma séria aversão ao capitalismo... O capitalismo mesmo é descrito em vários pontos do texto como brutal, selvagem, neoliberal e americano”. E ainda cremos que existe uma civilização ocidental e se ignora a diferença sideral entre a filosofia política franco-germana que produziu os totalitarismos do comunismo e do nazismo, e a anglo-americana que deu ao mundo, pela primeira vez na História, a oportunidade da liberdade.

Ante esta hipotética realidade que já havia sido percebida por Von Mises em 1922, quando observara que o problema com o socialismo é que ainda os que se lhe opõem aceitam suas premissas éticas fundamentais (sic), não pode estranhar que a Europa apareça hoje preocupada com a democracia no Zimbabwe e pretenda ignorar a tirania cubana que está para cumprir suas bodas de ouro com Satanás. Então me pergunto: qual é a diferença entre Mugabe e Castro? Devo dizer que sempre me opus ao embargo americano a Cuba, que veio aparecer como a causa do desastre produzido pela revolução comunista. Porém, isso não quer dizer que possa justificar que se entregasse Cuba à órbita soviética pela Nova Fronteira, e que determinasse o processo de subversão na América Latina dos anos setenta, hoje aparentemente revalorizado em nome dos direitos humanos e do terrorismo de Estado que ainda pretende ignorar o das FARC.

A euforia causada pela brilhante operação que deu como resultado a libertação de Ingrid Betancourt e de outros reféns das FARC não pode levar ao esquecimento o caráter delitivo dos terroristas mais antigos do continente. Porém, mais importante ainda é que se pretenda ignorar que a exaltação e admiração por Che Guevara constitui um aval implícito e explícito ao terrorismo das FARC, além de ligadas com o narco-tráfico das quais Cuba é seu representante por antonomásia. É uma falácia ignorar a ideologia que sustenta a suposta ética do que denominei o terrorismo racional, que se iniciou com os jacobinos, seguiu com os bolcheviques e subseqüentemente com os nazis. Porém hoje parece que a suposta solidariedade da esquerda conseguiu confundir o capitalismo, como a direita nazi. Enquanto se ignoram os crimes cometidos pela subversão na América Latina financiados pela União Soviética e treinadas em Cuba.

É possível que a brilhante atuação do exército colombiano possa resgatar em alguma medida a realidade da verdadeira alternativa que o continente enfrentou na década de setenta: ou os militares ou os comunistas. E esta realidade não pretende ignorar nem os erros nem os excessos cometidos pelos governos militares da época. O que é sim um crime maiúsculo, é ignorar os crimes cometidos pelos idealistas subversivos, dos quais dão conta Nicolás Marques em seu livro “A Mentira Oficial”, bem como a obra maior de Carlos Manuel Acuña a respeito: “Por Amor ao Ódio”, que começaram na Argentina durante o governo democrático de Isabel Perón.

Porém sou otimista e espero que este fato inusitado ponha de manifesto as aberrações existentes no continente. Em primeiro lugar, ponha mais uma vez em evidência a criminalidade em potencial de Chávez e de suas relações mais que demonstradas com as FARC, que certamente compartilham sua ideologia. Do mesmo modo, que se compreenda a posição cínica do Sr. Inzulza em seu papel de diretor da OEA no julgamento que fizera sobre a violação da soberania equatoriana por parte do exército colombiano. Parece que a ideologia determina o caráter da soberania e quando se ataca a Colômbia desde o território equatoriano não existe violação da mesma. Creio que este evento poderia mudar a geopolítica latino-americana e fazer-nos compreender que a democracia só tem razão de ser quando se respeitam os direitos individuais e se limita o poder político. Pois como bem disse Alberdi: “O país é livre quando não depende do estrangeiro, porém os indivíduos não são livres, quando dependem total e absolutamente do Estado”.

Tradução: Graça Salgueiro

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Colômbia - Uribe ganha apoio para 3º mandato e Ministro da Defesa é plano B de Uribe para continuar no governo

Do blog do REINALDO AZEVEDO 1 e 2
Segunda-feira, Julho 07, 2008

COLÔMBIA 1 - Uribe ganha apoio para 3º mandato

No Estadão:

O sucesso do resgate dos 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) transformou o colombiano Álvaro Uribe num adversário político imbatível na Colômbia e o presidente com mais chances de romper a polêmica barreira do terceiro mandato na região. De acordo com pesquisa da revista Semana divulgada ontem, 77% dos colombianos apóiam uma segunda reeleição do presidente. Em abril, esse índice era de 56% apesar de, na época, a aprovação de Uribe já ser de 84% (agora está em 91%).

Se as eleições fossem hoje, o segundo lugar ficaria com a ex-senadora e ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, refém resgatada na quarta-feira e maior símbolo da luta por um acordo humanitário com as Farc. Ingrid teria 9% com Uribe no páreo, mas seria a candidata favorita, com 31% dos votos, caso ele desistisse de concorrer. Quando foi seqüestrada, em 2002, Ingrid era candidata à presidência e tinha apenas 2% das intenções de voto.

O presidente colombiano até agora ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma nova reeleição, mas seus aliados estão recolhendo assinaturas entre a população para pedir que o Congresso debata uma emenda constitucional sobre o tema.

Hoje, a Carta colombiana só permite ao presidente se reeleger uma vez. Uribe pode tentar mudar isso por meio do Legislativo ou de um referendo - opção que parece favorável a ele. No último caso, o presidente precisaria de 7,5 milhões de votos. Em 2006, Uribe foi eleito com 7,4 milhões de votos - o equivalente a 62% do total.

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COLÔMBIA 2 - Ministro da Defesa é plano B de Uribe para continuar governo

Por Eliane Cantanhêde, na Folha:

O consenso na Colômbia é que só há uma alternativa para as eleições de 2010: ou o presidente Alvaro Uribe será eleito para o terceiro mandato (caso queira e consiga mudar a Constituição) ou fará o seu sucessor. Neste caso, o nome mais forte, pelo cargo que ocupa, pela proximidade de Uribe e pela ambição política, é o do ministro da Defesa, Juan Manuel Santos.

A decisão de Uribe de recuar dos holofotes e delegar a Santos o anúncio do resgate da ex-presidenciável Ingrid Betancourt, de três norte-americanos e de 11 soldados e policiais colombianos foi entendida nos meios políticos como um sinal, o de que Uribe passa a testá-lo, como plano B, para 2010.

Em entrevista publicada ontem pelo jornal "El Tiempo", da sua família e que ele já dirigiu, Santos falou como quem espera as bênçãos de Uribe. Ao admitir que teve benefícios políticos pelo êxito da operação de resgate, disse que dará "apoio incondicional" a Uribe se ele decidir concorrer mais uma vez -e, se não, está disposto a apoiar quem ele indicar.

Duas pesquisas divulgadas ontem em Bogotá dão 72% e 79% para Uribe se houver re-reeleição -medida apoiada por 77% na primeira enquete.

Caso ele não dispute, uma das pesquisas, a do Centro Nacional de Consultoria, lança Ingrid Betancourt como o grande fato novo, com 31% das intenções de voto. A outra, do Instituto Ipsos-Napoleón Franco, publicada pelo jornal "El Espectador", mostra a ascensão lenta e segura de Santos, que foi de 5% para 10%.

(...)

Juan Manuel Santos, que completa 57 anos em agosto, é o homem-forte do governo. O Ministério da Defesa é particularmente importante num país conflagrado como a Colômbia, com 6% a 7% do PIB (cerca de US$ 370 bilhões em 2007) e 400 mil homens das três Forças Armadas e da Polícia.

Ao contrário de Uribe -descrito ora como "um Bush colombiano", ora como um "matuto com muito faro político"-, Santos vem de uma das famílias mais ricas e tradicionais da Colômbia, é intelectualmente refinado, fala línguas, tem trânsito internacional e desenvoltura nos meios diplomáticos.

Exemplo: ele tem bons contatos com o embaixador brasileiro, Valdemar Carneiro Leão, a quem conheceu em Londres há décadas. "O ministro é um homem muito hábil, muito inteligente", diz o diplomata.

(...)

Seu tio-avô, Eduardo Santos, foi presidente de 1938 a 1942, e sua família é dona há décadas do "El Tiempo", principal jornal colombiano, no qual o ministro atuou por uma década, como diretor-presidente do Conselho Editorial e jornalista. Chegou a ganhar o prestigiado prêmio Rei de Espanha ao cobrir a guerra na Nicarágua.

O principal ponto de ligação entre Uribe e Santos é que ambos são de direita, pró-Washington e linha dura no combate ao narcotráfico e às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). E ambos são assumidamente adversários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apontado como o líder das esquerdas no continente.

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

McCAIN ESTÁ COLÔMBIA

Do blog MOVCC
O candidato republicano a Presidência de EUA chegou a Cartagena em companhia de sua esposa, onde se reúne esta noite com o presidente Uribe.

Objetivo da visita de McCain: Mostrar o êxito da política externa republicana.

Assim disseram fontes diplomáticas dos EUA. De feito, o governo Bush coincide com o momento da Colômbia, donde Uribe tem conquistado grandes triunfos contra os grupos armados e do narcotráfico.

Nos últimos meses foram desmantelados grandes cartéis de droga, como o do Norte del Valle; as guerrilhas estão dizimadas e três chefes do secretariado das Farc estão mortos este ano. Ademais, 14 chefes 'paras' foram extraditados recentemente porque o Governo considerou que não cumpriram os compromissos de Justiça e Paz.

As mesmas fontes diplomáticas de EUA afirmaram ao jornal El Tiempo que outra razão para que o senador e candidato republicano à Presidência visite o presidente Uribe é para chamar a atenção dos eleitores de seu país sobre as "inconseqüências" de Obama e dos democratas, que se negam a apoiar temas como o TLC com um aliado estratégico: Colômbia.

A viagem também é uma mensagem para uma região na qual pululam os governos de esquerda. McCain já disse anteriormente que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "aspira converter-se em um Fidel Castro desta geração" e o considera uma "ameaça". El Tiempo.com


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Presidente Uribe rejeita proposta de criar “aliança militar do sul"

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Os 12 mandatários da América do Sul estarão reunidos em Brasília para a reunião que deverá institucionalizar a União das Nações Sul-Americanas (Unasur). O Celso Amorim (Defesa), disse que o conselho poderá ser lançado já na sexta-feira (23), durante a reunião constitutiva.

A Colômbia defenderá sua rejeição ao grupo. A criação de uma instância para complementar a indústria bélica da região, coordenar exercícios militares conjuntos e intercambiar efetivos de segurança entre outras coisas, são assuntos de muita expectativa e provavelmente irão gerar discórdia durante a reunião.

O presidente Uribe confirmou ontem pela rádio RCN radio, que "a Colômbia tem dificuldades para participar" (da UNASUR), porque acredita que a OEA cumpre esse propósito, além do que "nós temos o problema do terrorismo que nos obriga a ser muito cuidadosos nas tomadas de decisões".

O Brasil historicamente não mantém uma lista de organizações terroristas e resiste às pressões da Colômbia para classificar as Farc como tal. Já Hugo Chávez tem defendido dar um status de "beligerância" à guerrilha de esquerda. O colombiano disse ainda que já havia informado a Jobim que não entraria no conselho durante a visita do brasileiro a Bogotá, em abril. Segundo ele, a mesma negativa foi expressa ao presidente Lula da Silva durante a cúpula de Lima, na semana passada.

"O modelo de desenvolvimento da Colômbia não agrada alguns governos", que "pensam que o modelo correto de desenvolvimento é o modelo da hostilidade, de reviver monopólios estatais como únicos instrumentos de prosperidade". O mandatário colombiano disse ainda: “temos um modelo que prima por construir a confiança em nosso país e, por isso, estamos em dificuldades com países que tiveram uma postura, eu diria, muito política frente às FARC, enquanto nós temos uma postura de derrotar totalmente o terrorismo".


CHÁVEZ CONTRA-ATACA


As declarações de Uribe geraram reação do presidente venezuelano Hugo Chávez. "Uribe diz que prefere a Organização dos Estados Americanos (OEA), mas já sabemos o porquê, mas respeitamos o seu direito. (...) Lá estão os que querem continuar sendo lacaios indignos do império americano. Nós estamos dispostos a ser livres, soberanos e dignos", disse, em cadeia nacional obrigatória de rádio e TV.

Outro ponto: Uribe também recusou o convite do Lula da Silva para que a Colômbia presidisse o novo bloco devido à crise com seus colegas do Equador e Venezuela.

O certo é que este encontro em Brasília, que busca vida jurídica para a UNASUR, acontece justamente num momento que está marcado por diferenças ideológicas dos mandatários.


A BASE DOS EUA


Outro tema polêmico que envolve os países andinos em matéria de Defesa é a possível transferência da base militar norte-americana de Manta, no Equador, para a Colômbia, já que o presidente equatoriano, Rafael Correa, não renovará a licença para a base, que vence em 2010. O Uribe disse que essa guarnição não pode causar provocações aos vizinhos. "Nada que a Colômbia faça para derrotar o terrorismo com o apoio dos Estados Unidos, será desafiante para algum de nossos vizinhos", afirmou o mandatário. Fontes: Da Redação política do

El Tiempo e do Noticiero Digital.

Tradução – Arthur do MOVCC.


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lições da crise colombiana II – Próximo alvo: Peru

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Heitor De Paola em 05 de maio de 2008


Resumo: Um novo componente na grave situação vivida pela América do Sul: os interesses do bilionário George Soros.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A estratégia para desestabilização interna

Como já disse em artigos anteriores sobre o cerco à Colômbia (O cerco à Colômbia I e II) e Graça Salgueiro deixou bem claro no seu último artigo, com a eleição de Lugo no Paraguai resta somente as Guianas, Colômbia e Peru para a América do Sul ser conquistada completamente pelo Foro de São Paulo. Mas não falta muito tempo. O cerco à Colômbia segue cada vez mais apertado com inúmeras denúncias de ligações parlamentares vinculados a Uribe com paramilitares de direita, e o caminho para o reconhecimento das FARC como “força beligerante”, não mais um bando de guerrilheiros e terroristas narcotraficantes, teve significativos avanços recentemente. A capa do Diário VEA, pasquim “bolivariano” de distribuição interna na Venezuela diz tudo (note-se que Bachelet não é retratada; será que não confiam nela?):

http://www.lapatriagrande.net/011_frevemun/fnbr/diario_vea.htm

Quem afirma que o Peru é o próximo alvo é Evo Morales, em entrevista para o diário argentino Crítica. Depois de comentar a vitória de Lugo e perguntado qual seria o novo passo, respondeu: “El siguiente paso es Perú y Colombia”. Morales prepara-se para enfrentar no próximo domingo (ontem) o referendo autonômico do Departamento de Santa Cruz. O documento é uma proposta federalista e não separatista como é apresentado por Morales. Em violento discurso ontem, 29/04, na sede da polícia de Santa Cruz de la Sierra, Morales chamou o povo a defender a “unidade nacional com inclusão social” . Faço um chamado ao povo, às suas instituições, às suas autoridades e aos movimentos sociais para trabalharem pela unidade nacional, pela igualdade de nossas famílias (...) o diálogo deve se centrar em temas que apontem para resolver as necessidades do povo e não apenas de alguns (...) e atender às demandas históricas dos que sempre foram marginalizados pelos governos passados. Através de seu Chanceler David Choquehuanca, de visita a Cuba, mandou recado de que não acatará o resultado do referendo.

Apesar de clamar pela unidade e integridade territorial não hesitará em permitir, “se necessário” – isto é, se perder o referendo -, a entrada maciça de tropas venezuelanas em Santa Cruz, como foi noticiado por El Diário Exterior. Para a oposição o referendo autonômico é a desculpa perfeita que necessita Morales para justificar, perante a opinião pública, a presença de soldados chavistas e elementos da Frente Francisco de Miranda, uma brigada juvenil paramilitar tri-nacional de ação rápida (Cuba-Venezuela-Bolívia) para a defesa pelas armas – possui fuzis de assalto Kalashnikov - da revolução em seus países. Fundada em 2003, em cerimônia presidida pelo atual Vice-Presidente boliviano Álvaro García Linera, se apresenta como uma força anti-imperialista, disciplinada, dinâmica e organizada, fundamental na luta para erradicar a pobreza em todas as suas manifestações e alcançar a igualdade social na Venezuela. Para entender melhor seu significado deve ser assistido o vídeo do discurso de Chávez no 3º aniversário e a doutrinação de crianças para o que chamam de sementeira do homem novo bolivariano.

O CERCO AO PERU

Segundo informa Mary Anastasia O’Grady, Editora para as Américas do Wall Street Journal (Friends of Terror in Peru, 28/04), na última quinta-feira o Parlamento Europeu retirou o Movimento Revolucionário peruano Tupac Amaru (MRTA) da lista de grupos guerrilheiros. O Deputado peruano Rolando Sousa, Presidente de um sub-comitê do Congresso para examinar as atividades do Movimento Bolivariano no país, entrevistado por ela há dez dias, fez revelações estarrecedoras (em itálico as palavras de O’Grady):

“Mr. Sousa disse que o Movimento Bolivariano de Hugo Chávez está apoiado num tripé, com duas pernas legais e uma terceira ilegal. A primeira é constituída pela ‘diplomacia’ oficial venezuelana: descontos no preço do petróleo conquistaram a lealdade de 19 países da região, além da compra da dívida argentina e a ajuda para os projetos de energia equatorianos. Tudo serve para criar dependência e estabelecer o domínio venezuelano.

A segunda é o esforço para controlar ideologicamente os sindicatos e as associações populares. Estas organizações criaram uma série de outras ‘associações sem fins lucrativos’ que, segundo Sousa, funcionam internamente como partidos políticos possuindo inclusive cargos oficiais como ‘secretário de relações exteriores’ e ‘secretário ideológico’. Os nomes dessas associações – como as ‘Casas de Alba’ (de Alternativa Bolivariana para as Américas) ou as ‘Casas da Amizade’ soam inócuos, mas seus objetivos, como as moedas, têm duas faces, uma aberta e outra fechada: abertamente elas administram clínicas de olhos, programas de alfabetização e centros de saúde administrados por médicos cubanos. Nos bastidores sua função real é a doutrinação ideológica de extrema esquerda da população mais pobre do Peru.

A terceira perna – a ilegal – é a mais perigosa. Sousa cita dois grupos: a ‘Coordenação Bolivariana Continental’ e o ‘Congresso Bolivariano do Povo’. Ambas estão recrutando e usando os elementos mais extremados – anarquistas, terroristas e esquerdistas radicais – para produzir a ‘condição de caos social’ necessária para criar a impressão de que a democracia não está funcionando. Quando isto for conseguido, as organizações populares – financiadas por ONG’s internacionais (ver abaixo) – estão a postos, prontas para conduzir os extremistas ao poder através do voto”. Pelo que se sabe estaria sendo preparada a vitória de Ollanta Humala em 2011 por via legal, ou na marra antes disto.

Esta foi a estratégia usada na Bolívia para derrubar o governo de Sánchez de Losada em 2003 e levar Morales ao poder. O mesmo está sendo tentado para derrubar Alan García e será usado contra qualquer governo democrático que se interponha aos desígnios comunistas do Foro de São Paulo, infelizmente não citado nenhuma vez por Mary O’Grady. Embora eu não tenha no momento informações acuradas, a mesma estratégia deve estar sendo desenvolvida no México e em El Salvador, e para uma eventual vitória da oposição liberal no Chile.

OS ESTRATEGISTAS POR DETRÁS DA ESTRATÉGIA

A quem interessa a desestabilização das democracias latino-americanas e sua dominação pelo “Movimento Bolivariano” e pelas FARC, além dos óbvios sócios aparentes do Foro de São Paulo? A decisão européia, embora desastrosa, foi muito instrutiva por fornecer as pistas para as ONG’s internacionais que suportam ideológica e financeiramente os terroristas e permitem seus avanços. São organizações defensoras dos “direitos humanos” financiadas por governos europeus e o que eufemisticamente se chama de “filantropos”.

O grupo peruano APRODEH (Associación Pro Derechos Humanos) foi a mais ativa junto ao Parlamento Europeu no sentido de retirar o MRTA da lista de organizações terroristas, contrariando todas as recomendações do Governo Peruano através de seu Ministério das Relações Exteriores e seu Embaixador junto ao organismo. De acordo com relatórios governamentais de 2007 a APRODEH recebe fundos da Oxfam America, da Open Society de George Soros, da John Merck Foundation, da Municipalidad de Barcelona, da Embaixada da Holanda e de uma agência governamental americana chamada Inter-American Foundation, entre muitas outras. Relata O’Grady que na última sexta-feira, 25/04, o governo peruano exigiu que a APRODEH explicasse “como sua condição de não-governamental permite que ela intervenha a favor de terroristas, como fez no Parlamento Europeu”. Ainda segundo o Deputado Sousa “uma Comissão Especial do Congresso Peruano tentará esclarecer melhor as conexões entre estas ONG’s, o Movimento Bolivariano e os movimentos terroristas peruanos”.

O’Grady também entrevistou o Presidente Alan García que disse: “Estas ONG’s anticapitalistas financiadas do exterior também desempenham um papel preponderante em bloquear todas as ações desenvolvimentistas do Governo, o que me deixa atônito e surpreso!”. O’Grady também se mostrou surpresa, “principalmente considerando o fato de que as vítimas da pobreza e da violência que esta agenda produz são os mais vulneráveis”. Duvido que algum leitor assíduo do Mídia Sem Máscara fique surpreso. Qualquer destes leitores seria capaz de dar uma aula aos dois perplexos.

NETWAR & NETWORKS

No último artigo mencionei en passant o conceito de netwar desenvolvido por John Arquilla & David Ronfeldt. Só para dar uma pálida idéia de como estas redes funcionam, tomemos um único fio da meada: George Soros, Presidente do Soros Fund Management e da Open Society Institute. Soros financia a APRODEH e tem interesses variados na América Latina, inclusive no Brasil. Ao mesmo tempo, é o maior defensor mundial da descriminalização das drogas, mantendo, entre outras, a Marijuana Policy Project (www.mpp.org/); o principal programa da MPP é a defesa do Harm Reduction Program (Programa de Redução de Danos, ver meu artigo e demais informações em www.braha.org/) que defende a livre e gratuita distribuição de seringas para drogados; as FARC são os maiores produtores e exportadores de drogas e quanto mais fácil usá-las mais venderá; as FARC são aliadas de Chávez e participam ativamente dos programas da APRODEH.

George Soros.

Além disto, Soros é intimamente ligado ao Ex-presidente Ricardo Lagos, do Chile e de seu então Ministro da Justiça José Miguel Insulza, que hoje preside a OEA (Organização dos Estados Americanos), a qual recentemente condenou a Colômbia pelo ataque ao acampamento das FARC no Equador. Recentemente Insulza convidou Soros para ser conferencista da Lecture Series of the Americas, na sede da OEA em Washington D.C. e na ocasião apresentou-o como “um grande estadista e diplomata” [2], coisas que Soros jamais foi. Noutro momento, perante uma Comissão do Congresso Americano, Insulza, provável candidato socialista à Presidência do Chile, qualificou as FARC de “combatentes irregulares”. Soros se esforça para desqualificar também as FARC como grupo de narcotraficantes, terroristas e guerrilheiros.

Há mais, muito mais conexões, mas sugiro aos leitores, para praticar, tentarem montar um quadro esquemático com as informações acima. Será muito instrutivo, para dizer o mínimo!

[1] pode ser vista em http://www.hacer.org/current/Bolivia132.php

[2] ver em http://www.oas.org/OASpage/videosondemand/home_eng/videos_query.asp?sCodigo=06-0193# e http://www.oas.org/catedra/english/video.asp

O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).

quarta-feira, 30 de abril de 2008

O exemplo de Uribe

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Ipojuca Pontes em 28 de abril de 2008


Resumo: No plano das escaramuças revolucionárias, os países integrantes do Foro de São Paulo, exasperados com a popularidade do governo Álvaro Uribe, partem para uma intensa campanha de descrédito e desmoralização – coisa que os comunistas fazem como ninguém.

© 2008 MidiaSemMascara.org

“A guerrilha é um meio de vida”
Manuel Marulanda, o “Tirofijo”

No final dos anos de 1960 fiz, com o fotógrafo Hans Bantel e três integrantes de uma equipe da Televisão Alemã, um documentário sobre o início das guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), na região de La Predera, na Colômbia. Nosso objetivo, além de documentar combates ou escaramuças da guerrilha, era obter um depoimento do seu principal mentor, Manuel Marulanda Vélez, o “Tirofijo”, coisa que, por considerável soma de dólares, foi obtida.

Já à época, os métodos empregados pelas FARC eram cruéis: “Tirofijo”, para obter dinheiro dos nativos, bloqueava as principais rodovias (“carreteras”) da região e cobrava pedágio, em dinheiro ou víveres. Dos motoristas recalcitrantes que recusavam fazer o pagamento, Marulanda mandava cortar a garganta e puxar a língua pela glote, compondo um quadro de horror. Em seguida, mandava fotografar os cadáveres e distribuir cópias das fotos entre os “carreteros” e viajantes. Queria - e conseguiu - intimidá-los. Ninguém mais fugia do “tributo” das FARC.

Quatro décadas depois, o exército guerrilheiro de “Tirofijo” tornou-se, com a omissão de governantes do quilate de Lleras Restrepo - então presidente da Colômbia -, uma força terrorista das mais poderosas do mundo que fez do assassinato, seqüestro, assalto, tortura e o tráfico de droga e armas a sua razão de ser. Não foi por outro motivo que “Tirofijo”, no seu depoimento à TV alemã, afirmou: - “Mi hijo, la guerilha es um medio de vida”. Exatamente, para o sanguinário guerrilheiro a luta armada é um meio de vida, tal qual o foi para Lampião, no Nordeste do Brasil, ou para o bandoleiro Nestor Makhno, nas estepes russas.

Mas quem se interpôs com força e determinação na Colômbia, à crescente sanha deste bandido e sua máquina de matar, gerados ambos pela perversidade satânica do Partido Comunista Colombiano? Álvaro Uribe, o presidente-macho, cujo pai, Alberto, foi assassinado covardemente pelos asseclas de “Tirofijo” – de resto, um presidente que tem a cabeça a prêmio de US$ 400 mil (estipulado pelas FARC) e enfrentou até agora, sem temor, nada menos de 32 atentados tramados pelo bando terrorista.

No duro combate travado no dia-a-dia contra a guerrilha, Álvaro Uribe controlou em 70% as ações criminosas das FARC, para o desafogo dos colombianos. E exatamente por tal determinação, em defesa da democracia, o mandatário do país vizinho foi eleito, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Mitofsky, do México, o presidente mais popular das Américas. A partir de dados divulgados na terça-feira, 22, quase dois meses após ter destroçado o acampamento das FARC na fronteira com o Equador, Uribe obteve 84% de aprovação, decorrente, claro, do respeito que o povo colombiano lhe devota. Na mesma pesquisa, o “doutô” Luiz Inácio da Silva, com todo o seu bilionário poder de marketing, ficou na 6ª posição. Hugo Chávez e sua chocarrice interminável, em 8º lugar. Raúl Castro, testa de ferro do irmão-ditador, nem classificação conseguiu.

Em recente comunicado do governo da Colômbia dirigido à Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o ataque aos guerrilheiros das FARC alojadas em território equatoriano, no qual foi aniquilado o chefão “Raúl Reyes”, Uribe assegurou que o presidente do Equador, Rafael Correa, não apenas sabia da presença dos membros da guerrilha em seu país, como fez mais: desautorizou qualquer operação do seu exército contra o bando de “Tirofijo”.

No mesmo comunicado, o presidente Uribe denunciou, com abundância de provas materiais, que as FARC, desde o Equador, produziram um sem-número de atentados contra cidadãos e a Força Pública da Colômbia. Em especifico, ele menciona que a partir de 2004 foram documentados 40 casos de assassinatos da guerrilha contra civis que cuidavam da tarefa de erradicar manualmente o cultivo de ilícitos em território colombiano. Nada a ver com “insurgência” ou qualquer tipo de “contestação ao regime”, pois não! É tudo conversa. Na prática, deu-se o seguinte: desesperado com a política uribiana de combate às drogas, sua inestimável fonte de renda, “Tirofijo” e seu exército, instalados dentro do território equatoriano, partiram para a execução sumária de camponeses que destroem os rendosos campos de plantação de coca da guerrilha em terras colombianas.

No plano das escaramuças revolucionárias, os países integrantes do Foro de São Paulo, (com destaque para Cuba, Brasil, Venezuela, Bolívia, Guatemala, Argentina e, óbvio, Equador), exasperados com a popularidade do governo Álvaro Uribe, intensificam a estratégia desestabilizadora no continente. Não é para menos:
o principal objetivo da entidade totalizadora (Foro) é desalojar Álvaro Uribe do poder a partir de intensa campanha de descrédito e desmoralização – coisa que os comunistas fazem como ninguém.

Em circuito interno, num improviso que já se fez folclórico, Celso Amorim, o “chanceler” que o Brasil tinha de exportar (mas que nenhum país democrático do mundo deveria receber), para defender o bando de “Tirofijo” saiu-se com uma obra-prima de cinismo diplomático: “O Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as FARC entram ou não nesta categoria”. Neste sentido, Lula foi mais explícito e, fazendo coro ao Coronel Chávez, a quem julga um “grande pacificador”, não vê as FARC como organização terrorista. Ao contrário do que declaram o Canadá, a União Européia e os Estados Unidos, o vosso sindicalista-presidente condena a legítima ação da Colômbia contra a guerrilha e proclama que as FARC não passam de uma organização “insurgente”.

Resumo: com a chegada de Fernando Lugo (um ex-Bispo integrante da apóstata Teologia da Libertação) à presidência do Paraguai, o cerco se fecha. Acossadas pela ação subversiva dos petrodólares de Chávez, a grana do narcotráfico e a proteção diplomática de países como o Brasil, resta o apoio das consciências democráticas à Colômbia de Uribe. Pessoalmente, escrevendo, é o que farei.

O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".