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sábado, 24 de março de 2012

A USP e a corrosão do caráter

 

INSTITUTO MILLENIUM

24 de novembro de 2011
Autor: Roberto Romano

Roberto Romano

Acadêmicos brasileiros pouco afeitos à cultura imaginam que noções éticas, morais, científicas surgem apenas em textos considerados relevantes nas seitas universitárias. A preguiça e a pressa na publicação, unidas, logo brotam juízos “definitivos” sobre algum campo do pensamento. Assim ocorre com o tema antigo sobre a presença ou ausência de caráter nas pessoas. Os supostos pesquisadores consideram que o conceito de uma corrupção do caráter aparece com o sociólogo norte-americano Richard Sennett. Esse teórico, é certo, muito ajuda a entender a vida moderna. Seu livro sobre o caráter corrompido integra uma série de textos que narram, com olhar clínico, as mudanças e o estilhaçamento de valores na sociedade urbana ocidental. Com a flexibilização do trabalho e a insegurança resultante, temos a massa dos que perderam a confiança nos governos e nos mercados. Outra obra de Sennett indica a crise da sociedade e do Estado. Trata-se do monumental “O Declínio do Homem Público”. Ali, ele demonstra o quanto as formas do Estado foram enfraquecidas, após o século 18, em proveito das “intimidades tirânicas”, os movimentos que prometem às minorias a defesa de seus direitos sem passar pelos mecanismos do poder público.

Baseando-se na “identidade” assumida pelos indivíduos, tais movimentos assumem formas repressivas das quais é quase impossível escapar. Antes de ser um cidadão, o sujeito pertenceria à sua “comunidade”, cujas causas importam mais do que as coletivas. A primeira vítima da corrosão do caráter é a vida pública. Movimentos como os descritos por Sennett conduzem milhões às ruas para exercer pressão sobre a sociedade e o Estado. Mas pouco ou nada fazem diante de descalabros ocorridos na economia, no Judiciário, no Executivo, nos Parlamentos. A identidade maior deixa de ser a cidadania e se transfere para instâncias que defendem particularidades. Sennett respeita os referidos modelos intimistas, mas também mostra o quanto sua pauta é unilateral e autoritária, tiranizando seus adeptos. A corrosão do caráter é potencializada quando os grupos e indivíduos assumem o perfil da militância. O militante padrão, por mimetismo, sacrifica normas éticas, sociais e políticas em proveito de seu movimento, visto por ele como a fonte última dos valores. Todos os demais âmbitos seriam movidos por interesses escusos. A maior parte do material histórico e sociológico usado por Sennett vem dos EUA e da Europa.

No Brasil, temos um campo mais complexo. Aqui, longe de permanecerem distantes e hostis aos poderes públicos, lutando contra eles na concorrência para dominar indivíduos e grupos, movimentos sociais mantêm excelentes tratos com os governos e Parlamentos. Eles sabem aplicar ventosas nos cofres estatais (as ONGs…) de modo a expandir suas forças, mas guardam a retórica contrária ao Estado. A busca de verbas põe a militância ao dispor de partidos políticos hegemônicos. O militante exerce seu fervor de tal modo que, em pouco tempo, pratica o que suas doutrinas condenavam ou condenam. O militante, cujo caráter foi corroído, julga que os interesses sociais alheios à sua pauta são “burgueses”, “abstratos”, “conservadores”. Ele se imagina autorizado a manter em lugares estratégicos oligarcas exímios na arte de roubar os cofres públicos. Na superfície, movimentos como a UNE (e suas subsidiárias) arvoram palavras de esquerda. Mas dão suporte às mais retrógradas forças políticas. Líderes estudantis que ontem lutavam contra a corrupção, ao subirem ao poder de Estado, guardam excelentes relações com oligarcas truculentos.

Entre as manifestações contra Fernando Collor e o realismo de hoje não existiria, para a esquerda oficial, nenhum elo. Os valores antes repetidos qual ladainhas são ditos “bravatas” pelos que aderiram à razão de Estado corrompida. A militância é processo corrosivo a ser notado em todas as profissões. Em todos os setores da vida social e política ela dissolve valores efetivos em prol dos dirigentes demagógicos e de suas alianças em proveito próprio.

A que assistimos na USP nos últimos dias? Lutas contra o arbítrio autoritário dos oligarcas? Denúncias de corrupção política (que lesa milhões de brasileiros em termos de educação, saúde, cultura, ciência e tecnologia)? Batalhas contra a falta de democracia nos grandes partidos, nos quais os dirigentes são donos das alianças, das candidaturas, dos cofres, sem ouvir as bases? Movimentos contra o privilégio de foro, algo que faz de nosso Estado um absolutismo contrário à República? A pauta dos militantes, professores e alunos é alienada em todos os sentidos, da marijuana ao populismo rasteiro. Militantes fazem sua revolução em escala micrológica contra o reitor, mas os dirigentes nacionais do movimento estudantil negociam apoio aos donos do poder, os verdadeiros soberanos.

Aviso aos bajuladores do petismo: a noção de caráter é velha como o saber humano e foi estudada, sobretudo, por um pensador “burguês”, Immanuel Kant. Para ele, o caráter é “marca distintiva do ser humano como racional, dotado de liberdade”. O caráter “indica o que o ser humano está preparado para fazer a si mesmo”. Dentre as técnicas para a corrosão do caráter, as drogas são as piores. É irresponsabilidade ética afirmar que elas não prejudicam os usuários ou “ajudam a melhorar a imaginação nas artes e nas ciências”. A leitura de pesquisas como a de Alba Zaluar, sobre a indústria das drogas, traria prudência aos seus apologetas nos câmpus. Militantes sempre ignoram e combatem a liberdade e a dignidade alheias, basta ver as multidões que apoiaram tiranias modernas, do fascismo ao stalinismo. Hoje, na USP, a militância aposenta a busca de “mudar o mundo”. Sobram os coquetéis Molotov para a defesa do nada, da irrelevância absoluta, da morte.

Fonte: O Estado de S. Paulo, 23/11/2011

ESTUDANTES DA USP PLEITEIAM LIBERAÇÃO DE MACONHA NOS ESTÁDIOS DURANTE A COPA 2014

 

O COYOTE


Esta entrada foi publicada em 24/03/2012, in COLUNISTAS. Crie um bookmark para o link permanente. Deixe um comentário

POR JOSELITO MÜLLER

Uma comissão de estudantes da Universidade de São Paulo entregou ao Ministro dos esportes, Aldo Rebelo, nesta sexta-feira, 23, um adendo à lei geral da copa, cujo conteúdo versa sobre a liberação do uso da maconha nos estádios durante a copa de 2014.

“Aproveitamos o impasse referente à liberação do consumo de cerveja e redigimos o adendo”, explicou Manuel Aguiar da Silva, estudante do curso de filosofia.

O adendo deverá ser apreciado pelos parlamentares na mesma sessão em que for discutida a lei geral da copa.

A erva cannabis sativa, também conhecida por maconha, marijuana, fininho, beck, baseado, marvada, “Bob Marley” etc, tem seu consumo proibido no Brasil.

Embora tenha causado polêmica entre alguns setores, a proposta dos estudantes tem recebido algumas manifestações de apoio, sobretudo do setor alimentício.

“Apoiamos a causa dos estudantes, pois já está mais do que provado que o uso da erva (maconha) não causa danos a ponto de justificar sua proibição” afirmou Juarez Andradelino dos Santos, dono de uma carrocinha de cachorro quente situada em frente ao Maracanã.

Por outro lado, setores contrários à liberação do uso da cannabis alegam que os comerciantes de alimentos são favoráveis somente pelo fato do consumo aumentar suas vendas, uma vez que com os efeitos da larica, os usuários tendem a comer em demasia.

Mutirão da defesa seletiva: a Defensoria Pública de SP e a igualdade jurídica

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR SAULO DE TARSO MANRIQUEZ | 23 MARÇO 2012
ARTIGOS - DIREITO

Num contexto de revolução cultural, como o que se vê no Brasil, a desconstrução e a ressignificação da igualdade jurídica correspondem a uma degradação do direito e prenunciam um novo totalitarismo.

A atuação seletiva da Defensoria Pública de São Paulo voltada a defender o “casal” gay mostra a aplicação prática de um direito sombrio que está sendo gestado na academia.

A igualdade jurídica fundamenta uma série de dispositivos legais e justifica ações positivas do Estado para garanti-la. Ela é indispensável para a justiça e para a manutenção da democracia representativa.

A Constituição Federal de 1988 consagra no seu art. 5º a igualdade de todos perante a lei e no inciso LIV do mesmo artigo estabelece que “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”. Para garantir que o inciso LIV do art. 5º não se restringisse às pessoas com poder aquisitivo suficiente para pagar advogados para defendê-las, a Constituição prescreveu que “o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos” (art.5º, LXXIV), criando com isso a obrigação para a União e para os Estados-membros de legislarem sobre essa assistência jurídica gratuita e, na medida do possível, criarem, dentro de suas competências, Defensorias Públicas, para prestar orientação jurídica e defender, em todos os graus, os necessitados (art. 134 da Constituição).

Tendo em vista que a atuação da Defensoria Pública é custeada com dinheiro público, a instituição não pode fazer acepção entre os necessitados que deve orientar e defender. Portanto, convém mostrar e refletir sobre uma estranha atuação dessa instituição...

No dia 07 de março de 2012 o website Band.com.br noticiou que uma criança tinha sido agredida por um casal homossexual. Segue abaixo a notícia:

Uma criança foi agredida por um casal homossexual na zona norte de São Paulo. Quem levou a criança ao hospital foi a faxineira da casa.


De acordo com ela, o casal homossexual dizia que a criança morava com a mãe na Bahia e que ela tinha cedido a guarda do menino para eles.


Na última sexta feira, a trabalhadora percebeu que a criança estava com febre e como o casal não estava, a faxineira o levou para casa. Durante o banho do garoto, ele contou que estava com muita dor.


A mulher levou o menino para o hospital, onde o menino deu entrada com desidratação, desnutrição, broncopneumonia e tinha marcas de agressão pelo corpo.

[...]


A vítima passou por exames de ultrassom e raio-x, mas não tinha nenhuma lesão grave. O garoto contou para a faxineira que sofria maus tratos e abuso sexual.


A ocorrência foi registrada no 13º DP e o Conselho Tutelar foi acionado.

O que aqui se pretende destacar é um detalhe específico mostrado numa reportagem do programa Brasil Urgente do dia 10 de março de 2012, que abordou o mesmo caso, trazendo novas informações, tais como o fato do garoto maltratado ter apenas cinco anos e principalmente a designação de quatro defensores públicos para acompanhar o caso (confira aqui a matéria, a partir dos 02:00). O acompanhamento do caso por quatro defensores públicos, conforme se pode ver na reportagem, chamou a atenção do delegado, que disse:
“Em trinta e quatro anos de polícia, esse é o primeiro caso na minha carreira que eu vejo que a Defensoria Pública vem acompanhar dois indivíduos que estão sendo investigados e...com quatro integrantes [...]”.

Os estudiosos do direito costumam identificar três tipos históricos de sistemas processuais penais, a saber: o inquisitório, o acusatório e o misto. O sistema inquisitório trazia a figura do juiz inquisidor, investigador, produtor de provas, e era marcado por um déficit de contraditório e de ampla defesa. Já o sistema acusatório é caracterizado pelo actum trium personarum, ou seja, pela presença de três pólos envolvidos no processo (o acusador, o defensor e o juiz), e também pelo apego ao contraditório e à ampla defesa. Por fim, os processualistas lembram que há também um sistema misto, no qual se distinguem duas fases: uma inquisitorial e outra acusatória, sendo que a primeira é representada pelo inquérito policial (sem contraditório e ampla defesa) e a segunda pelo processo penal (com contraditório e ampla defesa).

O Código de Processo Penal brasileiro (CPP) adotou o sistema misto. Em que pese alguns juristas sustentarem que com a Constituição o sistema tornou-se plenamente acusatório, o inquérito nunca deixou de ser um procedimento inquisitorial, de natureza administrativa e não processual (1).

No ordenamento jurídico pátrio uma pessoa só poderá ser condenada se for devidamente processada. Acontece que, em regra, antes de se iniciar uma ação penal contra uma pessoa, é realizado um inquérito policial, no qual, reitere-se, não há contraditório nem ampla defesa. Isso não significa dizer que um advogado nada pode fazer pelo seu cliente nessa fase. A atuação de um advogado no inquérito pode ser significativa. No entanto, o acompanhamento do inquérito por um advogado só efetivamente ocorre quando esse é pago para isso. Defensores públicos não costumam atuar durante o inquérito. Um sujeito investigado pela polícia ser acompanhado por um defensor público é um fenômeno raro. Embora a Defensoria Pública, hipoteticamente, sempre tenha podido acompanhar investigados pela polícia, a realidade é que a instituição só costuma aparecer em cena na ação penal (processo).

No entanto, a Lei Complementar nº 132/2009 (LC 132), transformou a possibilidade de uma atuação mais ampla da Defensoria Pública durante o inquérito policial numa verdadeira função institucional.
A LC 132 informou diretamente a elaboração da Lei nº 12.403/2011, que trouxe mudanças ao CPP, dentre as quais o §4o do art. 289-A, que diz que se o preso autuado não informar o nome de seu advogado, a Defensoria Pública deverá ser comunicada. Cumpre destacar que o § 4º do art. 289-A traz somente o vocábulo “preso”, sem distinguir o tipo de prisão que deve ser comunicada à Defensoria Pública. Assim, a função de acompanhar inquéritos é reforçada quando se trata de investigado preso.

Mas quais foram e quais serão as consequências da função de acompanhar inquéritos atribuída à Defensoria Pública pela LC 132 e pela Lei nº 12.403/2011? Passou a ser comum a presença de defensores públicos nas delegacias para acompanhar a investigação de suspeitos? As inovações não esbarram na falta de estrutura e de recursos? Embora faltem estudos sobre os efeitos concretos da formalização dessa nova função da Defensoria Pública, o fato é que o simples espanto do delegado diante da presença de defensores públicos acompanhando um inquérito policial permite dizer que, na prática, ainda é incomum ver defensores públicos frequentando delegacias.

É previsível que para o caso em tela as inovações legislativas supramencionadas venham a ser invocadas para dizer que a Defensoria Pública do Estado de São Paulo está apenas cumprindo suas funções institucionais, mormente pelo fato de os suspeitos terem sido presos preventivamente, mas o que justifica tanto cuidado para com esse “casal”?

Apesar da raridade, não deve ter sido a primeira vez que a Defensoria Pública atua num inquérito policial, mas será que alguma outra vez a instituição demonstrou tamanho zelo?

A presença de quatro defensores públicos para acompanhar a investigação dos suspeitos homossexuais é um fruto tardio dos “avanços” (2) institucionais e legislativos verificados no Brasil e no Estado de São Paulo.

Paralelamente à elaboração do PNDH-II (3) (mas antes da implementação do mesmo), o Estado de São Paulo, sob a gestão do então governador Geraldo Alckmin (PSDB), tornou-se o primeiro Estado da federação a promulgar uma lei destinada especificamente a penalizar administrativamente a prática de discriminação em razão de orientação sexual: a Lei Estadual nº 10.948/2001. Com o objetivo de implementar essa lei, firmou-se, em 24 de outubro de 2007, um acordo entre a Defensoria Pública de São Paulo, a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado e a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo.

Dessa forma, no Estado de São Paulo, dois gays investigados serem assistidos por um defensor público é algo absolutamente previsível e potencialmente justo, pois tal assistência pode ser destinada a todos os suspeitos que não possam pagar por um advogado. Entretanto, quando se vê quatro defensores acompanhando um inquérito policial não há como não sentir um estranhamento e não sentir a necessidade de refletir sobre o caso.

O acompanhamento dos gays por quatro defensores transcende o exercício das funções da Defensoria Pública e vai além até mesmo do acordo que a instituição firmou com a Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado e a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo. Trata-se de uma atuação voltada a proteger não os gays investigados pelo fato de serem investigados, mas sim a proteger os investigados pelo fato de serem gays. Não obstante, é lícito cogitar que a atuação da Defensoria Pública de São Paulo destina-se também proteger a agenda do movimento gay dos impactos negativos que a eventual condenação de um “casal” gay pode trazer. Ademais, a atuação da Defensoria Pública de São Paulo se mostra assentada num amplo programa de resignificação dos direitos humanos e de modificação e esvaziamento do campo semântico que lastreia a democracia brasileira.

Ser assistido por um defensor público quando não se tem recursos para custear um advogado é um direito de todo cidadão, seja ele heterossexual, homossexual, bissexual, etc. Ser assistido por quatro defensores públicos já é ser beneficiado por um desvio de finalidade; é ter para si um privilégio; é ser favorecido por uma afronta à igualdade jurídica.

Por meio do PNDH-II tucano, do PNDH-III petista, do PLC 122/2006 e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) elaborada pela Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os GLBTT [...] estão paulatinamente se tornando uma classe de pessoas diferenciadas, uma espécie de supercasta de sujeitos que não podem ser simplesmente protegidos pelas leis em vigor no país - que já preveem punição aos que cometem homicídio, agressão física, ou ofendem a honra de alguém (arts. 121, 129, 138 e ss. do Código Penal) -, mas devem ter uma proteção especial, ainda que às expensas dos direitos e liberdades civis dos demais cidadãos.
A simples existência de projetos como o PLC 122/2006 já evidencia a desconstrução da noção histórica de igualdade jurídica. A atuação da Defensoria Pública de São Paulo no presente caso do “casal” gay só vem a mostrar que uma nova perspectiva de igualdade jurídica, já ressignificada pela revolução cultural, está sendo implementada.

No atual cenário acadêmico, a igualdade jurídica é vista com um desdém pedantesco. Há até quem diga que ela é uma mera formalidade destinada a ocultar as desigualdades reais e que, portanto, não vale muita coisa. Apesar disso, os engenheiros sociais sabem que não é possível acabar com a igualdade jurídica. Pega mal tirá-la do papel. É mais fácil ressignificá-la.

O caso que aqui se abordou significa muita coisa para ideia de igualdade jurídica no âmbito do sistema penal, pois ele indica uma preferência da Defensoria Pública de São Paulo pelo público gay, pois mesmo sendo raríssimo se ver defensores públicos cuidando de sujeitos investigados pela polícia, foram mobilizados nada menos que quatro defensores para orientar e defender o “casal”. Contudo, o caso não pode ser visto apenas dentro âmbito penal. Quando inserido num contexto marcado pelo surgimento de programas que constroem novos direitos humanos sob novas perspectivas e pela criação de leis que visam cercear a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos cristãos, o caso assume uma importância ímpar para a manutenção do que resta de liberdade e democracia no Brasil.

Mexer com a igualdade jurídica implica subverter o campo semântico (4) que define a democracia representativa contemporânea.

Na lição de Robert Alan Dahl, uma democracia só existe e se desenvolve se há uma lógica da igualdade que permita que os membros de uma comunidade se reconheçam como iguais (5). A lógica da igualdade não versa de outra igualdade senão a jurídica. Sem a igualdade jurídica, a titularidade do poder, o fundamento da democracia, resta distorcido.

Num contexto de revolução cultural, como o que se vê no Brasil, a desconstrução e a ressignificação da igualdade jurídica correspondem a uma degradação do direito e prenunciam um novo totalitarismo, no qual só os grupos escolhidos pelo Estado terão representação política, amparo legal, participação no espaço público e, doravante, quem sabe, assistência jurídica gratuita em mutirão.

A atuação seletiva da Defensoria Pública de São Paulo voltada a defender o “casal” gay mostra a aplicação prática de um direito sombrio que está sendo gestado na academia. Por ser uma atuação muito escandalosa, talvez a instituição não se arrisque a repeti-la. Se a defesa seletiva em mutirão se tornará ou não uma tendência só o tempo poderá dizer.

De qualquer forma, é preciso que todos fiquem vigilantes para que esse tipo de atuação da Defensoria Pública seja denunciada e criticada publicamente.

Uma das funções implícitas da Defensoria Pública é assegurar a igualdade jurídica aos mais desfavorecidos. Dar suporte à revolução cultural não é exercício de função destinado a promover a igualdade; é desserviço à justiça e à democracia.


Notas:

1 - Processo e procedimento são coisas distintas.

2 - O vocábulo ‘avanço’ é mantra usado de forma fetichista pelos engenheiros sociais e seus seguidores.

3 - O PNDH – II – tucano - já trazia propostas voltadas ao combate à “homofobia” (v.g. propostas 241 e 244 do programa).

4 - A definição de um termo como a democracia implica a definição de outros termos a ela conexos. Uma definição de democracia tem de comportar a cadeia de significados que a caracterizam.

5 - DAHL, Robert Alan. Sobre a democracia. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2009, p. 20.


Saulo de Tarso Manriquez
é mestre em Direito pela PUC-PR.

Jimmy Carter apoia “casamento” gay no lançamento de sua nova Bíblia

 

JULIO SEVERO

24 de março de 2012

Ben Johnson

ATLANTA, GEORGIA, 20 de março de 2012, (LifeSiteNews.com) — O ex-presidente Jimmy Carter tem sido fortemente identificado como um evangélico “nascido de novo” e como um esquerdista do Partido Democrático por aproximadamente cinco décadas. Ele está mais uma vez misturando esses papéis ao promover seu livro mais recente, sua própria Bíblia de estudo.

Bíblia de estudo de Jimmy Carter

NIV Lessons from Life Bible: Personal Reflections with Jimmy Carter (Lições da NVI da Bíblia da Vida: Meditações Pessoais de Jimmy Carter) contém o texto na íntegra da Nova Versão Internacional da Bíblia e as orações, meditações e anotações do ex-presidente.

Durante a turnê de seu livro para promover um estudo da Bíblia, Carter mencionou que ele apoia o “casamento” homossexual.

O presidente Carter disse para Paul Brandeis Raushenbush, editor sênior de religião do [jornal esquerdista] The Huffington Post:

A homossexualidade era muito conhecida no mundo antigo, muito antes do nascimento de Cristo e Jesus nunca disse uma palavra sobre homossexualidade. Em todos os ensinos dele sobre múltiplas coisas — ele nunca disse que os gays deveriam ser condenados. Eu pessoalmente penso que é perfeitamente correto gays se casarem em cerimônias civis. (O destaque é nosso.)

Contudo, ele disse que estabelecia um limite, “talvez arbitrariamente, ao exigir por lei que as igrejas devam casar pessoas”.

“Se uma igreja decide não fazer o casamento, então as leis do governo não deveriam obrigá-la”, disse ele, acrescentando que sua própria igreja aceita “membros gays em igualdade”.

Quando Raushenbush o pressionou sobre se ele cria que a Bíblia é a Palavra de Deus, Carter respondeu: “Os princípios básicos da Bíblia foram ensinados por Deus, mas foram escritos por seres humanos que não tinham o moderno conhecimento. Portanto, há algumas falhas nos escritos da Bíblia. Mas os princípios básicos são aplicáveis à minha vida e não vejo conflito entre eles”.

“Há muitos versículos da Bíblia que as pessoas podem interpretar de modo muito rígido”, disse Carter, “e tal interpretação transforma essa gente em fundamentalistas no final das contas”.

“Fundamentalistas”, escreveu ele em seu livro de 2005, Our Endangered Values (Nossos Valores em Perigo), tendem a “se comportar como demagogos em questões emocionais” e “muitas vezes se iram e às vezes recorrem a abuso verbal e até físico contra aqueles que interferem com a implementação da agenda deles”. Carter aplicou esse termo a líderes tão divergentes como o Aiatolá Komeini e o Papa João Paulo 2, a neoconservadores ateus e seus colegas batistas.

Ele argumentou que a “submissão das mulheres imposta pelos fundamentalistas cristãos” contribui para a prática islâmica da mutilação genital feminina.

Carter escreveu que ele trocou duras palavras com o falecido Papa João Paulo 2 durante uma visita estatal sobre o que Carter classificou como a “perpetuação papal da submissão das mulheres”. Ele acrescentou: “Havia mais dureza quando tocamos no assunto da ‘teologia da libertação’”.

O ex-presidente, que lançou as gravações das aulas de Escola Dominical que ele dá e escreveu livros passados sobre a Bíblia, se desligou da Convenção Batista do Sul em 2000. Ele e o ex-presidente Bill Clinton tentaram realinhar a denominação batista numa direção mais esquerdista ao convocar uma nova convenção batista em 2008. A formação dessa nova organização batista, escreveu ele, constituía um “evento histórico para os batistas dos EUA e talvez para o Cristianismo inteiro”.

Carter, cujo mandato presidencial sofreu estragos por turbulências nos EUA e no mundo, vem denunciando, em termos estridentes, aqueles que discordam de suas opiniões políticas.

Os ativistas pró-vida, escreveu Carter, “não estendem sua preocupação ao bebê que já nasceu”. De forma contrária, ele indicou que os EUA devem apoiar a educação sexual com contracepção, o financiamento (com o dinheiro dos contribuintes do imposto de renda) do “planejamento familiar” internacional e pesquisas de células-tronco embrionárias.

Além do “casamento” para gays, Carter incentivou em 2007 as forças armadas a eliminarem sua política que impedia os soldados homossexuais de se assumirem, e em 2010 ele disse para o site Big Think que era hora dos EUA elegerem um gay como presidente.

A nova Bíblia de estudo, publicada pela Zondervan, está disponível em livrarias dos EUA.

Traduzido por Julio Severo do artigo de LifeSiteNews: Jimmy Carter supports same-sex ‘marriage’ as he launches his new Bible

Fonte: www.juliosevero.com

“Anciões” da globalização querem ordenação de mulheres como pastoras, padres e rabinas

Jimmy Carter: Tivemos um presidente negro, agora é a vez de um presidente gay

Jimmy Carter afirma que católicos e batistas são culpados por todos os crimes contra as mulheres

Se eu fosse esquerdista…

“Esposas, sejam submissas ao marido”: pastores anglicanos se recusam a renunciar folheto e pregação

Eles estão entre nós: ativistas gays “cristãos”

Dom Bergonzini pede indenização a "Católicas" pelo Direito de Decidir



Enviado por  em 23/03/2012
R$600 mil é o valor da indenização que o bispo emérito de Guarulhos, Dom Bergonzini, pede "por danos morais" a ONG pró-aborto, "Católicas" pelo Direito de Decidir. A ação foi protocolada no dia 21 de março de 2012, durante ato pró-vida pela CPI do Aborto.

William Lane Craig no Mackenzie



Enviado por  em 23/03/2012
O Dr. William Lane Craig, filósofo e apologeta cristão mundialmente conhecido, proferiu a palestra "Verdade e Pluralidade" no auditório da Universidade Mackenzie, no dia 20/03/2012.

As mortes em Toulouse e o fomento do ódio



Enviado por  em 23/03/2012

http://twitter.com/JaysonRosa
http://www.facebook.com/CasandoOVerbo

Pesquisa: Nicolas Sarkozy venceria primeiro turno das eleições na França
http://www.sidneyrezende.com/noticia/165773+pesquisa+nicolas+sarkozy+venceria...

Sarkozy e Obama são apanhados falando mal de Benjamin Netanyahu
http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/11/sarkozy-e-obama-sao-apanh...

Conheça as características da região conhecida como Magreb
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/infografico/afp/2011/01/10/conhec...

Tiroteio contra suposto atirador de escola judaica deixa policiais feridos na França (Acusações de que seria de outro grupo Islâmico que não a Al-Qaeda, ou NEOzanista)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1064883-tiroteio-contra-suposto-atirador-d...

Novena a Nossa Senhora do Desterro!!!

 

BLOG DO ALAL

SEXTA-FEIRA, 23 DE MARÇO DE 2012

Novena a Nossa Senhora do Desterro!!!

Festa: 2 de Abril. Comemora-se todo dia 2.

Caros Irmãos e Irmãs:-

   Sábado, dia 24 de Março, começa a Novena a Nossa Senhora do Desterro, cuja festa se celebra no dia 2 de Abril!!! Porém, nesta data estaremos na Semana Santa e durante a Semana Santa, a Igreja não comemora nenhum Santo, nem mesmo Nossa Senhora!!! Mas devido às grandes ameaças abortistas e anti-família que pairam sobre o nosso Brasil, recomendo a todos que façam esta novena, rezando uma das cinco orações a Nossa Senhora do Desterro (de preferência a N.º 1, que é a principal), durante nove dias, pedindo para que sejam desterrados do governo, do legislativo e do judiciário todos aqueles e aquelas que querem promover e legalizar o aborto, o homossexualismo, a eutanásia, a maconha e tudo o que atenta contra a vida e a família!!! Durante a Quaresma e a Semana Santa a Igreja convida os fiéis à oração, portanto eu conclamo a todos os leitores deste blog a rezarem esta novena e a convidarem a todos os de sua lista a fazerem o mesmo!!! Peço ainda, ao que forem rezar esta novena a incluírem nas suas intenções, sete intenções minhas que estão direta ou indiretamente ligadas à causa da defesa da vida nascitura contra o aborto!!!
   Conto com a oração de todos!!!
   Desde já, muito obrigado!!!
   Um grande abraço:-
Alexandre Luiz Antonio da Luz
Ex-Presidente da Sociedade Protetora dos Nascituros Imaculada Conceição de Maria
Movimento de defesa da vida nascitura da Arquidiocese de Curitiba

   Nossa Senhora do Desterro é um título católico dado à Virgem Maria. Representa a fuga da Sagrada Família para o Egito, por isso, também é conhecida como Nossa Senhora da Fuga.
   Nossa Senhora do Desterro é muito venerada na Itália como a "Madonna degli Emigrati", sendo padroeira daqueles que foram obrigados a deixar sua pátria para se refugiarem ou a fim de procurar trabalho no estrangeiro. Ela tem sido a Mãe Amorosa para todos os que, saudosos de sua terra natal, imploram cheios de fé e de amor o auxílio da Virgem do Desterro a fim de encontrarem compreensão e simpatia na terra adotiva.
   Todos os fiéis cristãos que rezarem diariamente e divulgarem esta oração a Nossa Senhora do Desterro, verão a extinção de todos os castigos que houverem contra eles; nem fome, nem peste, nem guerra, nem doenças contagiosas lhes afligirão. Os seus inimigos não terão mãos nem poder de ofendê-los, nem roubá-los. Resistirão às tentações de satanás e dos demônios. Pragas, ratos e formigas lhes serão desterrados das lavouras. Todos os que tiverem confiança nas misericórdias da grande Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, serão felizes nos seus negócios e nas viagens. Não morrerão sem confissão e estarão livres da morte repentina. Aprovada pelo Arcebispo de Braga, Dom José e pelo Arcebispo do Porto (MG), Dom Américo, em 08-05-1972. 

   Este título de Nossa Senhora tem fundamento bíblico. Afirma o evangelista Mateus que, após a partida dos Reis Magos, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a São José e disse: "Levanta, toma o menino, a sua Mãe e foge para o Egito; permanece lá até que eu te avise, porque Herodes procura o menino para matá-lo. Levantando-se de noite, ele tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito". (Mt 2,13-14).
A viagem foi longa e bastante penosa, pois Belém dista do delta do Nilo cerca de duzentos e cinqüenta quilômetros. Pela tradição Macarié, nas proximidades de Heliópolis (atual Cairo) foi o local da permanência da Sagrada Família durante cerca de sete anos.
   Conta a tradição que a Sagrada Família durante a viagem, foi atacada por salteadores; mas eles não lhes fizeram mal nenhum, em atenção ao pedido de um deles, que seria mais tarde o Bom Ladrão, morto na cruz ao lado de Cristo e hoje venerado com o nome de São Dimas.
   Em nosso país a devoção à Senhora do Desterro foi intensa durante o período colonial, talvez porque os portugueses, deixando a pátria, provisória ou definitivamente, para servirem na colônia de além-mar, encontrassem consolo na devoção à Virgem exilada. Entre os templos mais antigos do Brasil temos o de Nossa Senhora do Desterro da Bahia, junto ao qual foi erguido um convento para senhoras que desejavam se afastar do mundo e dedicar-se à vida religiosa, e a ermida do Rio de Janeiro, construída nos primeiros tempos da fundação da cidade. Conta-se que o historiador Padre Simão de Vasconcelos devem à Virgem do Desterro a sua milagrosa cura. Foi ali também, junto à pequena capela carioca, na subida do morro do Desterro, que um grupo de bravos estudantes enfrentou os soldados franceses comandos por Duclerc, conseguindo derrotar os invasores. Mais tarde, no local da ermida, foi edificado o convento de Santa Teresa, das freiras carmelitas, porém sua igreja conservou a antiga devoção. A cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina, chamou-se durante mais de dois séculos Vila do Desterro, pois nasceu em torno da capela construída em 1673 por Francisco Dias Velho, que morreu alguns anos depôs na própria Igreja que fundara, defendendo seu povo contra um ataque de piratas. Somente após a Revolta da Armada, em 1894, a cidade recebeu seu atual nome em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto.

Orações a Nossa Senhora do Desterro!!!

Oração 1(Principal):-
   Ó Bem-aventurada Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador do Mundo, Rainha do Céu e da Terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhentos, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, dos incêndios, desastres, bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.
   Minha amada mãe, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom. Rogai ao vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê perdão de nossos pecados e nos enriqueça com sua divina graça e misericórdia.
   Cobri-nos com o vosso manto maternal, ó divina estrela dos montes. Desterrai de nós todos os males e maldições. Afugentai de nós a peste e os desassossegos.
   Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças, encontrar as portas do Céu abertas e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém.
(Rezar 7 Pai-Nossos, 7 Ave-Marias e 1 Credo ao Sagrado Coração de Jesus, pelas sete dores de Maria Santíssima).

Oração 2:-
   Senhora do caminho, mãe e mestra dos migrantes e viajantes por terras estranhas. Protege-me em minhas buscas pelo emprego, casa, amigos e um novo futuro. Livrai-me da falsidade, da ambição, do ódio e das seduções dos falsos deuses.
   Que o cajado de São José me sustente e me defenda nesta via sacra ao encontro da terra prometida. Que o sorriso do menino Deus me envolva de paz, tranqüilidade, paciência e perseverança.
   Ó Senhora abençoada, mãe de Deus e nossa mãe, defende-me dos acidentes, do roubo, das encruzilhadas da vida e ouve esta minha mensagem e este meu pedido (Fazer o pedido).
   Por desterrar e afastar de mim as trevas, a angústia, o desespero, a doença e o medo que atormenta o meu caminhar. Abençoa os migrantes e viajantes nas estradas, nos navios, nos aviões e no seu eterno peregrinar. Amém.
Rezar o Credo e 3 Ave-Marias.

Oração 3:-
   Ó Virgem Santa do Desterro! Minha Mãe querida e protetora! De joelhos diante do vosso altar, venho reconhecer a minha pequenez, o meu nada. Para onde irei Senhora sem o vosso olhar de Mãe? Como caminharei, se não for alentado pela contemplação dos sagrados mistérios da vossa vida e principalmente pelo Desterro a que foste condenada, acompanhando até o Egito o vosso querido Jesus? Valei-me nesta hora! Não olheis para as chagas de minh'alma. Atendei com vossa misericórdia, a súplica do último de vosso filhos. Ensinai-me com a vossa vida a fazer a santa vontade de meu Deus; abrir diante de meus olhos, enviados pelas culpas, um novo caminho. Que depois deste desterro em que sofro eu possa ao vosso lado, e para sempre, cantar as vossas glórias no céu. Alcançai-me neste instante a graça (pede-se a graça) de que tanto necessito. Aceitai-me mais uma vez como vosso filho. Prometo empregar todos os esforços para corresponder às ternuras do vosso materno Coração. Amém.

Oração 4 :-
   Nossa Senhora do Desterro, Mãe de Deus e nossa, que sofrestes as angústias e incertezas da fuga e do exílio no distante e desconhecido Egito, levando convosco o Filho ameaçado de morte por Herodes, escutai a nossa súplica. Aqui estamos, confiando em vosso amor de Mãe bondosa e compreensiva. A vós, que já estais na Pátria definitiva, suplicamos, pedindo proteção para nós, peregrinos neste mundo, caminhando ao encontro do Pai, no Reino celeste. Pedimos vossa intercessão por todas as famílias que buscam o aconchego de um lar, a segurança do trabalho, o pão de cada dia. Abençoais este lugar, este povo que em vós confia e se honra de vos invocar como Padroeira. Intercedei pelos que sofrem, daí saúde aos dentes, reerguei os desanimados, restituí a esperança aos desamparados desta terra. Acompanhai os migrantes, os refugiados e todos os que se encontram longe de sua pátria e família. Amparai as crianças, daí vigor à juventude, abençoai as famílias, animai os idosos. Dai-nos força para construirmos uma Igreja viva e santa e trabalharmos por um mundo justo e fraterno. E depois de nossa caminhada pelo mundo mostrai-nos Jesus, bendito o fruto de vosso frente. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem, Maria! Rogai por nó, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Nossa Senhora do Desterro, rogai por nós!

Oração 5:-
   Ó Virgem Santíssima do Desterro, minha boa e terna Mãe do Céu, que com tanto amor e resignação, junto com São José, Vosso Castíssimo esposo, aceitastes e suportastes as angústias de Vosso exílio no Egito, volvei para nós, pobres filhos de Eva, Vosso olhar de clemência e misericórdia. Degradados neste vale de lágrimas, em Vós confiamos e em Vós depositamos toda a nossa esperança.
   Vede quanta angústia, desespero e incertezas invadem as nossas almas. Ó Onipotência Suplicante, Vós sois a Mãe de Misericórdia, a Co-Redentora do gênero humano, a Medianeira Universal de todas as Graças, a Advogada e Refúgio dos pecadores. Pelos merecimentos de Vossa Puríssima Virgindade e do Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho, compadecei-Vos de Vossos filhos errantes e desterrai dos nossos corações o pecado, que é a origem de todas as desgraças e que tantas almas leva para o inferno. Implorai a JESUS que envie o ESPÍRITO SANTO sobre toda a Terra e habite em todas as nações, a fim de que sejam preservadas da decadência moral, das falsas doutrinas e da guerra e almejai-nos as incomensuráveis Glórias do Paraíso.
   Suplicamo-Vos ainda que Vos digneis conceder-nos as seguintes graças (...fazer o pedido das graças...) e de abençoar e proteger as nossas famílias, guardar a inocência das crianças e a pureza dos jovens. Socorrei os aflitos e desesperados, dai forças aos que trabalham e curai os enfermos. Protegei a Santa Igreja e o Santo Padre, afervorai e santificai os Sacerdotes e iluminai os governantes para que governem as nações na justiça e na paz. Abençoai, enfim, a humanidade; santificai-a e salvai-a e, depois deste desterro, mostrai-nos a JESUS, Bendito Fruto de Vosso ventre, ó Clemente, ó Piedosa, ó Doce e Sempre Virgem Maria. Amém.
Ave-Maria – Nossa Senhora do Desterro, Rogai por nós!!!

Oração a São José:-
   A vós, São José, recorremos em nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio de vossa santíssima esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio.
   Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com Seu sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.
   Protegei, ó guarda providente da divina família, a raça eleita de Jesus Cristo.
   Afastai para longe de nós, ó pai amantíssimo, a peste do erro e do vício.
   Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus das ciladas de seus inimigos e de toda a adversidade.
   Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente, e obter no céu a eterna bem-aventurança. Assim seja. Amém

Prece de Cura e Proteção:-
   Deus Pai todo poderoso, criador do céu e da terra, que destes ao Vosso Filho, Jesus Cristo, um poder infinito sobre todas as forças que existem no universo e na terra, perdoai todos os nossos erros e pecados, livrai-nos dos nossos sofrimentos, de cair em tentação, das angústias, desânimos, desesperos e tirai a confusão de nossas cabeças.
   Pedimos também para afastar de nossa casa, da casa de nossos parentes e vizinhos, toda a inveja, falsidade e preservá-las de incêndios, arrombamentos e roubos.
   Em Vosso Infinita bondade, permiti que o nosso Anjo da guarda vigie durante a noite para que tenhamos um sono tranqüilo e reparador.
Pai Nosso..... Ave Maria..... Glória ao Pai...
  Deus, infinitamente bom, nós Vos pedimos que impeçais toda a ação diabólica do espírito maligno, contra as nossas famílias. Extirpai para longe de nós, o medo, as heresias, as drogas, a loucura, os espíritos de blasfêmia. Livrai o nosso Brasil do flagelo da corrupção, conseqüência terrível de nossos pecados.
  Em vossa infinita bondade e misericórdia, pela vossa palavra podeis curar todas as enfermidades pelo Vosso poder, daí saúde às pessoas que Vos recomendamos (dizer o nome). Tende compaixão delas, restituí-lhes a saúde, a coragem, a tranqüilidade e o gosto de viver, para que possamos dar-Vos graças com a alma transbordante de paz e alegria. Por Jesus Cristo, no amo do Espírito Santo. Amém.

Alexandre Luiz Antonio da Luz
Ex-Presidente da Sociedade Protetora dos Nascituros Imaculada Conceição de Maria
Movimento oficial de defesa da vida nascitura da Arquidiocese de Curitiba

sexta-feira, 23 de março de 2012

Revanchistas armam lei para revistar quartéis e programam protestos de rua contra militares da reserva

 

ALERTA TOTAL

SEXTA-FEIRA, 23 DE MARÇO DE 2012

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Leia mais artigos no site Fique Alerta – www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão

Os revanchistas de plantão acirram suas criativas e variadas armas na guerra psicológica contra os militares (com o intuito oculto de sabotar quem tem de cuidar da soberania nacional do Brasil – que é o alvo do globalitarismo e suas ideologias amestradas). Além da tentativa de driblar os efeitos da Lei de Anistia (caso que novamente será avaliado pelo Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira que vem), agora planejam uma lei que permitirá até investigar assuntos internos nos quartéis.
A Secretaria de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, enviou ao Congresso projeto de Lei 2442/2011. Um de seus objetivos é ter permissão para entrar nos quartéis e verificar as condições a que os presos militares estão submetidos. As visitas, de surpresa, fazem parte do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em tramitação na Câmara dos Deputados. A regra estabelece inspeções a todos os locais nos quais existam pessoas presas, seja por mandado de autoridade judicial ou administrativa.

No fundo, será mais uma brecha para humilhar os militares, sempre associados, na propaganda ideológica de seus inimigos, à “ditadura”, “tortura” e “Violação de direitos humanos”.

Além das chicanas no campo jurídico e da permanente contenção de investimentos na párea de Defesa, os golpistas também articulam protestos públicos contra os militares. Um grupo de “ativistas culturais” convoca pelas redes sociais (http://on.fb.me/GHH0e4) um ato para o dia 29, às 14h, em frente ao Clube Militar, no Centro do Rio. O Movimento se intitula “pela democracia e a favor da Comissão da Verdade”. Os manifestantes prometem ir de pijamas em protesto contra militares da reserva que programaram, também ali e no mesmo horário, o painel “64 — A verdade”, para lembrar os 48 anos do Movimento Civil e Militar que sacramentou a saída de João Goulart da Presidência da República.

O texto de divulgação da manifestação é um espetáculo radical e revanchista: “Desta vez, passou dos limites. Os militares, que já vinham dando sinais de insubordinação assinando um manifesto contra a Comissão da Verdade, que prepararam um manifesto contra a Comissão da Verdade e recolheram mais de 500 assinaturas e preparam para o dia 29/03 o que já pode ser considerado provocação. Dilma havia proibido comemorações, entre os representas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em relação ao aniversário do golpe de 31 de março de 1964, que os militares chamam de “Revolução”. Pois o Clube Militar antecipou a festa para o dia 29 e começou a distribuir os convites para a comemoração, que exige traje esporte fino”.

Em meio à crise militar, que ainda não se encerrou, o Supremo Tribunal Federal preferiu adiar para a próxima quarta-feira a discussão sobre o alcance da Lei da Anistia. O assunto estava na pauta de ontem do STF. Em 2010, ao julgar uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil, a Corte Suprema declarou que a lei perdoou os crimes políticos cometidos por militares e militantes ao longo da ditadura militar. Por isso, agora, não há como punir ninguém pelos atos cometidos naqueles entre 1962 e 1985. Na prática, o STF definirá se o crime de sequestro está incluído no perdão “amplo, geral e irrestrito” da anistia.

ESQUERDISMO, BANDITISMO E RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL

 

O COYOTE


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POR EWERTON ALÍPIO

Fui seduzido pelo canto das sereias da revolução socialista em 2001. Inimizei-me com meus pais e não tomei o reto caminho do trabalho e da temperança. Só conhecia a disciplina partidária e o centralismo democrático. Este colunista então fazia parte do braço juvenil do Partido Comunista Revolucionário (PCR), o qual foi fundado em maio de 1966, em Recife. Em julho de 1981, seus membros decidiram pela fusão com o vil Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) e, em fevereiro de 1995, o descontentamento de um punhado de militantes com a linha “nacional-libertadora” dessa organização engendrou a refundação do PCR. Assim, em 2004, ainda embevecido com os delírios de Marx, Engels, Lênin, Stálin, Luís Carlos Prestes e Enver Hoxha, fui designado para o trabalho de “agitação, propaganda e organização” (no jargão comunista) do Partido num terreno invadido por sem-tetos que ora é um “conjunto habitacional” (sic) situado na Zona Oeste de Natal. Os sem-tetos, “estudantes” (eu incluso) e sindicalistas organizaram toda uma infraestrutura coletiva, com banheiros, cozinha, distribuição de água e fornecimento de energia elétrica (ligações clandestinas, diga-se). Além desses crimes, dos quais não me eximo, o que vi nessa ocupação? Almas cândidas? Párias comparáveis aos retratados no filme As vinhas da ira de John Ford? Operários análogos aos personagens dos romances de Jorge Amado e Máximo Gorki? O que presenciei lá, caro leitor, foi uma medonha milícia lumpemproletária, camada social que abarca vadios, prostitutas, proxenetas, assaltantes, pequenos traficantes, macumbeiros, ex-presidiários, catadores de lixo etc. E ninguém menos que Karl Marx (Karl Marx!) declarava-se abertamente contrário à revolução dos marginais. Leia o que segue:

“A pretexto de fundar uma sociedade beneficente, o lumpemproletariado de Paris fora organizado em facções secretas, cada uma das quais dirigida por agentes bonapartistas e sob a chefia geral de um general bonapartista. Lado a lado com rouésdecadentes, de fortuna e de origem duvidosa, lado a lado com rebentos degenerados e aventureiros da burguesia, havia vagabundos, soldados desligados do exército, presidiários libertos, forçados foragidos das galés, chantagistas, saltimbancos, lazzarani, punguistas, trapaceiros, jogadores, maquereaus, donos de bordéis, carregadores, literatos, tocadores de realejo, trapeiros, amoladores de facas, soldadores, mendigos, em suma, toda essa massa indefinida, desagregada, flutuante, a que os franceses chamam la bohème; com esses elementos afins Bonaparte formou o núcleo da Sociedade do 10 de Dezembro”.

Lá testemunhei toda sorte de vícios, degenerescência moral e decomposição social. Vi somente pequenos deuses e bebezões que só exigiam direitos e nunca assumiam responsabilidades. Isto e a incoerência – se bem que a voracidade pelos recursos da Caixa/Gidur superou tal divórcio entre teoria e prática – assinalada aqui suscitaram minha primeira crise ideológica.

O DNA criminoso da esquerda

Em novembro de 1935, ao tempo de sua prisão na Casa de Detenção do Recife logo após o malogrado levante militar-comunista no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio de Janeiro, o comunista histórico Gregório Bezerra recebeu a visita do lendário cangaceiro Antônio Silvino. Bezerra comenta o episódio em suas Memórias:

“Antônio Silvino, na intimidade, fez-me algumas críticas ao movimento, achando que o assalto deveria ter sido simultâneo e bem dirigido e que havíamos agido precipitadamente”. (…) “Conversávamos muito sobre o tempo em que vivera no cangaço. Ensinou-me como deveria lutar nas caatingas e nos sertões, contou-me suas peripécias, seus sofrimentos e suas alegrias, suas vitórias e suas derrotas, sobretudo a obediência e a ordem que podem reinar num grupo de cangaceiros”.

O velho revolucionário também relata que na prisão da Ilha de Fernando de Noronha cooptou politicamente presos comuns.

Exemplos da aliança comuno-criminosa são profusos na literatura esquerdista e na história. As provas são insofismáveis!

Durante a ditadura militar, o poeta Alex Polari foi militante dos grupos terroristas VPR e Var-Palmares, que adotaram a luta armada visando à instalação de um regime comunista no Brasil. Em seu livro de memórias, Polari coloca:

“Sobre os escombros do etapismo democrático do Partidão (primeiro forjar alianças com setores liberais e a burguesia nacional para fortalecer o capitalismo e depois pensar no socialismo) e do Programa Socialista da POLOP (a primeira grande crítica do Reformismo) introduzimos as camadas marginais e o lumpemproletariado como setores sociais potencialmente revolucionários, dada as condições do processo de urbanização caótico do capitalismo brasileiro e a tendência concentracionista cada vez mais excludente que tendia a gerar um contingente de marginalidade econômica, social e civil”.

Acerca do caso do bandido Julianderson Marcelo, morto no dia 15 de março pelo médico aposentado Onofre Lopes Junior numa tentativa de assalto em Lagoa Nova, frangotes saídos do CCHLA-UFRN estão dando chiliquinhos efeminados ante o apoio da maioria do povo natalense ao essencial direito humano à legítima defesa exercido pelo idoso. Esses intelectuais menores são crias da miserável Geração de 68, que há cerca de décadas vêm vendendo a noção de que entidades coletivas e abstratas como “meio” e “sociedade” são responsáveis pelo flagelo da violência. Na verdade, eles negam a substancialidade da consciência individual porque não querem assumir as responsabilidades pelas consequências de seus atos. De resto, penso que a idéia de que cada um deve ser responsabilizado pelas próprias ações precisa ser restaurada.

Fontes:

MARX, Karl. O dezoito Brumário de Louis Bonaparte. 3. Ed. – São Paulo: Centauro, 2003.

BEZERRA, Gregório. Memórias (primeira parte: 1900-1945). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.

POLARI, Alex. Em busca do tesouro. Rio de Janeiro: Editora Codecri Ltda, 1982.

"Reason Rally": os ateus fogem de debates e diálogos com os cristãos (ou "Dawkins foi ao banheiro... de novo!")

 

SENTIR COM A IGREJA

sexta-feira, 23 de março de 2012

 

 

Os ateus estão reunindo-se para um evento, no dia 24 de março, em Washington, chamado "Reason Rally" ("Encontro da Razão") e o apologista cristão Tom Gilson mandou uma mensagem perguntando se eles estariam interessados ​​em hospedar um debate em seu "Reason Rally" e ele obteve uma resposta.
Ele escreveu o seguinte:

Caro Sr. Silverman,
Saudações ... [menção de amigo em comum],
Estou escrevendo para perguntar se você estaria interessado em patrocinar comigo em dar a Richard Dawkins e William Lane Craig mais uma oportunidade de compartilhar o palco juntos no debate, enquanto o Dr. Dawkins está aqui nos EUA ainda este mês. Estou coordenando o projeto True Reason, que, como você pode ou não estar ciente, está levando os cristãos para o Reason Rally para o diálogo respeitoso com os participantes de lá. Além disso, esta manhã lançamos um ebook que já subiu para best-seller de status na categoria de ateísmo na Amazon.com, e tem atraído muita atenção, tanto é que eu fui convidado a escrever um editorial sobre ele para o Washington Post.
Menciono estas coisas simplesmente para dar-lhe alguma confiança de que estou representando um potencial patrocínio legítimo de debate sobre isso com você e os American Atheists. O Dr. Craig deseja muito participar com o Dr. Dawkins em debate. Eu tenho um contato na Universidade de Georgetown que iria trabalhar conosco para fornecer um espaço para debate. Você estaria aberto para se juntarem a mim em convidar o Richard Dawkins?
Espero suas respostas.
Atenciosamente,
Tom Gilson
www.thinkingchristian.net

Adivinhem qual foi a resposta dos Atheists Americans?
Sr. Gilson,
O Reason Rally é um evento pela e para a população não-religiosa e os seus apoiantes. Não é uma oportunidade para os cristãos a penetrarem na vida de outras pessoas (de novo). Eu nunca apoiaria que ateus se infiltrassem em um evento cristãos com a missão de algum tipo de recrutamento - isso seria terrivelmente rude.
Não se engane - vocês não são bem-vindos no Rally. Nós não estamos indo para DC para "diálogar" com pessoas que acreditam em coisas ridículas - estamos indo para se divertir com outras pessoas que pensam como nós. Aqueles que fazer proselitismo ou interferem com o nosso gozo legal e bem merecido será escoltado pela caneta da Emenda 1 pelo segurança, que serão vários, onde vocês podem gritar ...até ficarem roucos.
Espalharem-se entre a multidão não é um substituto para uma licença. Na verdade, vou ter uma reunião com a Comissão de Parques na quinta-feira sobre como lidar com sua infiltração de contra-protesto.
O Dr. Dawkins deixou claro que ele não quer debater com o Sr. Craig. Não tenho certeza quanto mais claro que ele (ou eu) poderia ser.
Atenciosamente,
David Silverman
Presidente
Ateus Americanos, Inc.
Por que os ateus americanos não são a favor de conversas e debates?

VITÓRIA/ES: Rede social ganha balcão de reclamações

 

GAZETA ONLINE

Grupo "Fala Vitória 156", no Facebook, tem 3 mil membros

09/03/2012 - 22h30 - Atualizado em 09/03/2012 - 22h30

A Gazeta

Elotn Lyrio
emorati@redegazeta.com.br

Moradores da Capital resolveram usar o Facebook para reivindicar soluções para problemas da cidade. Eles criaram um grupo na rede social com o mesmo nome do serviço de reclamações da Prefeitura de Vitória, o Fala Vitória 156.

No ar desde 29 de fevereiro, a comunidade já tem mais de 3 mil membros. A ideia veio do empresário Dárcio Bracarense, que quis reunir em um só grupo reivindicações de todo o município.
"Pensei em criar uma comunidade que atuasse como uma espécie de corregedor social, concentrando demandas de toda a cidade", conta.

Na página, são postados vídeos e fotos de cenas do cotidiano, como buracos nas ruas, lixo espalhado e outras reclamações. "Nossa atuação é independente de quem está no poder. É um grupo de pressão."

foto: Fábio Vicentini

ES - Vitória - Darcio Bracarense e Marcos Marinho Delmaestro, que criaram uma página no facebook para reclamar de problemas da cidade- Editoria: Cidades - Foto: Fábio Vicentini-

Dárcio Bracarense e Marcos Delmaestro: fotos de cenas como esta são postadas

Adesão

O empresário comemora o fato de que em pouco mais de cinco dias a comunidade já possuía mais de 3 mil membros, até de fora da cidade.

Ele revela que algumas queixas feitas na página já foram até atendidas pela prefeitura. "Tivemos uma solicitação sobre a limpeza pública na Praia do Canto que foi resolvida, porque a própria prefeitura está no grupo", disse.

Outro membro da comunidade, o autônomo Marcos Delmaestro, frisa que o objetivo da página não é político. "Não temos vínculo nenhum", afirma.

Democracia

Segundo ele, a intenção vai muito além de reclamar. O propósito é promover discussões. "É um canal aberto para a discussão da vida em Vitória, um espaço livre e democrático para mostrar que juntos somos mais", ressalta.

O grupo também conta com a participação de vereadores da Capital e até funcionários da prefeitura. "Temos uma ferramenta de diálogo", disse. Para participar do grupo é preciso ter um perfil no Facebook e solicitar autorização dos moderadores.

Prefeitura: nome gera confusão

A Prefeitura de Vitória afirmou ter conhecimento da existência do grupo "Fala Vitória 156" no Facebook, mas alerta que esse não é um canal oficial para se comunicar com a administração.
"A existência de um grupo com o mesmo nome de um serviço da prefeitura pode confundir o cidadão se este imaginar que, ao postar alguma reclamação ou sugestão, estará se comunicando com a administração municipal", diz, por meio de nota.

O texto segue, afirmando que a prefeitura tem canais oficiais para atendimento à população, como a Ouvidoria, o próprio Fala Vitória 156 e o Fale Conosco em seu site oficial (www.vitoria.es.gov.br). A administração acrescenta que também está disponível no Facebook e no Twitter, por onde é possível se manifestar.

As mentiras que Veríssimo conta

 

PORTA FIDEI

22 mar 2012 quinta-feira

Posted by portadafe in Igreja, Moral, Notícias

 

Conheci o escritor Luis Fernando Veríssimo em meados de 2008, quando interpretei a peça “As mentiras que os homens contam” no Colégio onde estudava. O título da peça era uma alusão ao livro homônimo do autor, no qual ele aborda uma série de situações corriqueiras em que os homens recorrem à mentira para se sanarem de apuros e momentos embaraçosos. Hoje pela manhã, ao ler a coluna de Veríssimo na Gazeta do Povo, fiquei com a impressão de ter lido apenas mais um capítulo da sua obra que encenei.

Luís Fernando Veríssimo, ao comentar em sua coluna a polêmica dos crucifixos em locais públicos, demonstrou todo o desprezo do laicismo pelo patrimônio cultural brasileiro. Através de um discurso de pseudo neutralidade, o autor acusa a Igreja de ser prepotente e impor valores “atrasados, como nas questões do aborto e dos preservativos”, ao Estado. Segundo Veríssimo,  ”a retirada dos crucifixos das paredes também é uma declaração, no caso de liberdade”.

O autor, durante o artigo “Territórios livres”, faz uma analogia entre o caso Galileu e um “Galileu moderno” em um tribunal secular. Para o escritor, o Galileu moderno sentiria-se “desanimado” ao deparar-se com um crucifixo na parede de um Tribunal que deveria, por princípio, ser “neutro”. O objeto cristão, de acordo com as proposições de Veríssimo, é uma “declaração” e remete aos Tribunais do Santo Ofício e ao poder da Igreja. Tê-lo ali é uma “desobediência, mitigada pelo hábito”.

É inimaginável que um Galileu moderno se sinta acuado pela simples visão do símbolo cristão na parede atrás do juiz, mesmo porque a Igreja demorou, mas aceitou a teoria heliocêntrica de Copérnico e ninguém mais é queimado por heresia. Mas a questão não é esta, a questão é o nosso hipotético e escaldado Galileu poder encontrar de preferência no Poder Judiciário, um território livre de qualquer religião, ou lembrança de religião (grifos meus)

Neste parágrafo, Veríssimo confessa que a questão da retirada dos crucifixos não é de ordem objetiva e lógica, mas apenas um capricho de grupos intolerantes à fé. Ora, submeter as diretrizes de um Estado às vontades de um cidadão “desconfortável” perante um  símbolo religioso é dar concessões e privilégios a uma minoria em detrimento de todo um patrimônio histórico, religioso e cultural de uma sociedade.

Assim, como o “Galileu moderno” pode se sentir ofendido perante uma cruz, os frades Agostinhos modernos podem se sentir ofendidos perante uma foice e um martelo que recorda a Guerra Civil Espanhola. Se um crucifixo na parede de um local público remete à Inquisição, uma parede vazia de um local público remete aos Gulags da ateia ex-União Soviética. A parede vazia de um Tribunal também é uma declaração, no caso, de ateísmo.

A população brasileira não é ateia. É maciçamente católica. E isso não fere em nada a separação entre Igreja e Estado. A liberdade de consciência deve estar presente em todos os âmbitos, principalmente no público. É um direito humano!

A herança cristã permeia todos os campos de nossa sociedade, desde os hábitos  à cultura, seja na forma de música ou arte. Os nomes das cidades, as esculturas de Aleijadinho, os Sermões de Padre Vieira, as catequeses do Beato José de Anchieta.  A constituição que inicia com as bençãos de Deus. Tudo isso faz parte da história do Brasil e da consciência humana da sociedade. É inadmissível rejeitar a própria cultura a pretexto de uma pseudo neutralidade. Até porque, o que seria do Corcovado sem o Cristo Redentor?

Veríssimo parece acreditar que a religiosidade é um fator privado que deve ser exercido somente em casa. A única digna de habitar o espaço público é a fé no nada do ateísmo. Por isso as paredes dos Tribunais devem estar adornadas do “nada”, do sem sentido, tal como as decisões deletérias que condenam a fé e a cultura de todo um país ao canto do cisne. Isso, Sr. Veríssimo, também é uma imposição de valores atrasados que remontam o século XVIII da Revolução Francesa e da matança de cristãos. Para um Cristão moderno, a parede vazia de um Tribunal também pode ser chocante.

O Brasil além de ser laico, é um país democrático e livre. O crucifixo, como lembra Bento XVI no livro-entrevista “Luz do mundo”, é um símbolo do amor de Deus. Desde quando o amor ofende? A cruz representa o significado de justiça, o nada não significa nada. O que se espera de um Tribunal é que ali se faça o justo, não “nada”. Em um país em que a maioria é católica, a intolerância ateia não pode sobrepujar a fé dos demais.

Os homens contam muitas mentiras. Nesse caso, Veríssimo, o homem da história é você.

(Obs: Não encontrei o texto de Luis Fernando Veríssimo na Versão online da Gazeta, somente no Portal Vermelho. Clique aqui para lê-lo)

Novidade? Mídia acoberta muçulmanos e culpa imaginários extremistas de direita!

 

LIBERTATUM

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Terrorista Mohamed Merah, rindo dos franceses...

Mídia Engajada: proteção incondicional ao terrorismo islâmico e caça aos fantasmas da extrema-direita.

Por Klauber Cristofen Pires

Logo quando surgiram as primeira notícias sobre os atentados terroristas, a mídia engajada saiu logo disparando que se trataria de um “terrorista de extrema-direita”. Assim saiu no Jornal Nacional e em diversos outros jornais televisivos ou impressos.

O jornalista Mauro Santayana chegou a escrever um longo artigo no Jornal do Brasil, intitulado A extrema direita e os atentados na França, no qual desagrava eloquentemente os muçulmanos e inculpa ao matador a filiação a movimentos de extrema-direita. Olhem só:

Houve, tanto na França como em Israel, preocupação em culpar os demônios do momento, ou seja, os terroristas muçulmanos. Antes de qualquer manifestação das testemunhas, os meios de comunicação e os porta-vozes oficiais quiseram culpar os islamitas.

Tudo é possível, em atos semelhantes, mas os primeiros indícios relacionam a brutalidade do matador de crianças judaicas à rearticulação da extrema direita racista na Europa de hoje. O atentado de Toulouse lembra — ainda que o número de vítimas tenha sido menor — a chacina da Noruega, plenamente assumida por um neonazista.


O jornalista Andrei Netto, do Jornal da Tarde, com sua reportagem “Após mortes em escola, França caça seriall killer” assim se expôs:“As evidências levaram a Direção Central de Informação Interna (DCRI), o serviço secreto que atua em território francês, a investigar como prioritária a hipótese de um ataque terrorista de caráter xenofóbico cometido por um militante de extrema direita”.

Trata-se de um método de doutrinação em massa. Ainda não vi no Jornal Nacional, apesar dos seus alardeados “princípios editoriais”, tanto quanto em outras empresas de comunicação, qualquer nota de correção, muito menos de mea-culpa. De fato, primeiro porque a acusação é jogada ao vento como um “ouvi falar, mas não sei de onde”, de modo que a sua imprecisão torna-se um passaporte para a empulhação impune. Se depois os fatos vierem a contradizer o dito, o vento que o leve. Segundo, porque não há ninguém que reclame em nome da tal extrema-direita, justamente porque ela praticamente não existe, e onde há, é controlada passo-a-passo pelas autoridades dos diferentes países.

Os mesmos disparos levianos foram deflagrados por conta do assassino norueguêsAnders Behring Breivik, às fartas acusado em primeira mão de ser um conservador cristão, que a mídia tradicional “inocentemente” se esqueceu depois de informar que teve aulas de terrorismo na Bielo-Rússia e que era adepto de um grupo darwinista que tinha por modelo o imperialismo de Alexandre Duguin e por ídolo o protoditador Vladimir Putin.

Vale também recordar do caso Honduras, em que o Jornal Nacional e vários outros veículos informativos anunciaram com veemência ter havido um golpe militar, quando na verdade o que se tratava era da deposição perfeitamente legal do larápio Manuel Zelaya, que já tinha centenas de urnas prontas com votos a seu favor impressos na Venezuela, patrocinado que era pelo Foro de São Paulo, tendo como padrinhos ninguém menos do que Lula e Hugo Chaves. O chapeludo tinha tanta certeza de sua inconstitucional reeleição que já havia mandado construir uma estátua de sua pessoa no pátio do palácio do governo daquele país.

Para supremo ridículo, depois de o Jornal Nacional ter metido a mão na cumbuca para agradar o governo Lula, desesperadamente publicou uma matéria na qual um obscuro cientista político argentino explicava que a deposição de Zelaya “parecia” com um golpe de estado e, pasmem(!), como tal deveria ser interpretado!

Agora todos já sabem que o terrorista era Mohamed Merah, de 23 anos, muçulmano de origem argelina, que teve treinamento no Paquistão e no Afeganistão pela Al Qaeda.

Claro, o colossal sistema de controle de danos já está em ação! Conforme bem publicado no site português Sol (não vi nada parecido na mídia nacional), sob o título “Muçulmanos em França temem reacções do país ao caso Toulouse” :

Dalil Boubakeur, reitor da mesquita de Paris, começou por falar na «amálgama» quehoje Nicolas Sarkozy também frisou, ao explicar que «não se deve misturar a religião muçulmana, 99% pacífica, com estas mini-franjas de pessoas decididas a fazer atrocidades».

Comum a todas as declarações foi o esforço por se distanciarem dos actos alegadamente cometidos pelo suspeito de Toulouse.

Mohammed Moussaoui, presidente do Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM), realçou que «este indivíduo [Mohamed Merah] não pode em caso nenhum justificar os seus actos com a religião muçulmana».

...

Os receios estenderam-se a Driss El-Kherchi, presidente da Associação do Trabalhadores Migrantes em França (ATMF), ao alertar para o clima de «culpabilização», lembrando que existe «a preocupação de que esta é uma oportunidade para alguns partidos» de «atacarem» os muçulmanos presentes no país.


Entretanto, o problema de distanciarmos o ato do que alegam ser de um indivíduo isolado perde força ao ter sido anunciado que os atos tiveram a autoria reivindicada pelo grupo extremista islâmico Jund al-Khalifah (Soldados de Califa) que aproveitou para fazer novas ameaças. Em suma. Não foi a primeira vez. Não será a última.

Ao atribuir em primeira mão a imaginados terroristas de extrema-direita a autoria de cada novo atentado enquanto simultaneamente protege e acoberta os verdadeiros autores, isto é, os genocidas membros de grupos muçulmanos, a mídia engajada presta um duplo serviço à causa globalista-socialista e ao Islam. Só não vê quem não quer...

Blog do Ricardo Gama ao vivo 22-03-2012 - Vai fazer um ano que tomei seis tiros

quinta-feira, 22 de março de 2012

A rotina das cobras

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 22 MARÇO 2012
ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

Computado o total das ações violentas que, partindo de Cuba, se alastraram não só por este continente, mas pela África e pela Ásia, a resposta dos militares à agressão cubana foi quase sempre tardia e moderada.

Se há uma lição que a História ensina, documenta e prova acima de qualquer dúvida razoável, é a seguinte: sempre que os comunistas acusam alguém de alguma coisa, é porque fizeram, estão fazendo ou planejam fazer logo em seguida algo de muito pior. Acobertar crimes sob afetações histriônicas de amor à justiça é, há mais de um século, imutável procedimento padrão do movimento mais assassino e mais mentiroso que já existiu no mundo.

Só para dar um exemplo incruento: o Partido dos Trabalhadores ganhou a confiança do eleitorado por sua luta feroz contra os políticos corruptos, ao mesmo tempo que ia preparando, para colocá-lo em ação tão logo chegasse ao poder, o maior esquema de corrupção de todos os tempos, perto do qual a totalidade dos feitos de seus antecessores se reduz às proporções do roubo de um cacho de bananas numa barraca de feira.

Mas nem todos os episódios desse tipo são comédias de Terceiro Mundo. Nos anos 30 do século passado, o governo de Moscou promoveu por toda parte uma vasta e emocionante campanha contra as ambições imperialistas de Adolf Hitler, ao mesmo tempo que, por baixo do pano, as fomentava com dinheiro, assistência técnica e ajuda militar, no intuito de usar as tropas alemãs como ponta-de-lança para a ocupação soviética da Europa.

Os exemplos poderiam multiplicar-se ilimitadamente. Em todos os casos, a regra é a máxima atribuída a Lênin: "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz." Se o acusado realmente cometeu crimes, ótimo: desviarão a atenção dos crimes maiores do acusador. Se é inocente, melhor ainda. 

Durante os célebres Processos de Moscou, onde o amor ao Partido levava os réus a confessar crimes que não haviam cometido, Bertolt Brecht, ídolo literário maior do movimento comunista, proclamou: "Se eram inocentes, tanto mais mereciam ser fuzilados." Não foi mera efusão de servilismo histriônico. A declaração obscena mostra a profunda compreensão que o dramaturgo tinha da premeditação maquiavélica por trás daquela absurdidade judicial. 

Como o bem e o mal, na perspectiva marxista, não existem objetivamente e se resumem à resistência ou apoio oferecidos às ordens do Partido, a inocência do réu é tão boa quanto a culpa, caso sirva à propaganda revolucionária – mas às vezes é muito mais rentável. 

Condenar o culpado dá aos comunistas o ar de justiceiros, mas condenar o inocente é impor a vontade do Partido como um decreto divino, revogando a moral vigente e colocando o povo de joelhos ante uma nova autoridade, misteriosa e incompreensível. O efeito é devastador. 

Isso não se aplica somente aos Processos de Moscou. Perseguir o general Augusto Pinochet por delitos arquiconhecidos dá algum prestígio moral, mas condenar o coronel Luís Alfonso Plazas a trinta anos de prisão, por um crime que todo mundo sabe jamais ter acontecido, é uma operação de magia psicológica que destrói, junto com o inimigo, as bases culturais e morais da sua existência. Na presente "Comissão da Verdade", os crimes do acusado são reais, mas menores do que os do acusador. 

A onda de terrorismo guerrilheiro na América Latina data do início dos anos 60, e já tinha um belo currículo de realizações macabras quando, em reação, os golpes militares começaram a espoucar. Computado o total das ações violentas que, partindo de Cuba, se alastraram não só por este continente, mas pela África e pela Ásia, a resposta dos militares à agressão cubana foi quase sempre tardia e moderada, sem contar o fato de que, pelo menos no Brasil, veio desacompanhada de qualquer guerra publicitária comparável à dos comunistas.

Sob esse aspecto, a vantagem ainda está do lado dos comunistas. Os delitos dos militares chamam a atenção porque uma rede de ONGs bilionárias, secundada pela militância esquerdista que domina as redações, não permite que sejam esquecidos.

Nenhuma máquina de publicidade, no entanto, se ocupa de explorar em proveito da "direita" as vítimas produzidas pela Conferência Tricontinental de 1966, pela OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade, 1967) ou, hoje, pelo Foro de São Paulo. 

Numa disputa travada com tão escandalosa desproporção de recursos, a verdade não tem a menor chance. 

Na tão propalada ânsia de restaurar os fatos históricos, ninguém se lembra sequer de averiguar a participação de brasileiros nas ações criminosas empreendidas pelo governo de Fidel Castro em três continentes. 

Encobrindo esse detalhe, fugindo ao cotejo dos números, trocando os efeitos pelas causas e partindo do pressuposto  de que os crimes praticados a serviço de Cuba estão acima do julgamento humano, a “Comissão da Verdade” é, de alto a baixo, mais uma farsa publicitária montada segundo o modelo comunista de sempre. Seu objetivo não é o mero “revanchismo”, como ingenuamente o pensam os militares: é habituar o povo a conformar-se com um novo padrão de justiça, no qual, a priori e sem possibilidade de discussão, um lado tem todos os direitos e o outro não tem nenhum. A única coisa estranha, nessa reencenação, é que suas vítimas ainda procedam como se esperassem, dos julgadores, alguma idoneidade e senso de equilíbrio, sentindo-se surpreendidas e chocadas quando a igualdade perante a lei lhes é negada – tanto quanto os cristãos se sentem repentinamente traídos quando o governo Dilma volta atrás no compromisso anti-abortista de campanha.

Não há nada de surpreendente em que as cobras venenosas piquem. Surpreendente é que alguém ainda se surpreenda com isso.

Publicado no Diário do Comércio.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".