Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Olavo de Carvalho: O Brasil perante os Conflitos da Nova Ordem Mundial

Olavo de Carvalho.

O Brasil perante os Conflitos da Nova Ordem Mundial: Oportunidades e Desafios.

Palestra proferida pelo filósofo, jornalista,escritor e professor Olavo de Carvalho no dia 6 de agosto de 2004, no Salão Nobre da OAB SP.

Aqui entende-se porque comunista "pré-revolucão" está sempre cheio de dinheiro. Ele vem dos que o professor chama de "metacapitalistas", multi-milionários que enriqueceram no capitalismo mas que não querem mais correr o risco que existe de perder seu capital. Deixaram, portanto, de ser capitalistas (não aceitam mais as leis de mercado), e agora querem ser dinásticos. E o comunismo, por ser uma armadilha para enganar a todos para se tomar o PODER eliminando as estruturas da sociedade e instalando um grupo dinástico no comando do Estado, é uma ótima ferramenta para os "metacapitalistas" atingirem seus objetivos.

Esta aliança entre sociopatas de direita e de esquerda de diversos matizes é um dos processos de onde nasce a NOVA ORDEM MUNDIAL. A China já é assim. Metacapitalistas são os donos do poder, dos chineses e do capital. Além disto, nos sistemas ditos comunistas não existe as leis de mercado mas nunca deixou de existir um capitalismo disfarçado feito na base do chicote no lombo dos escravos, o que também é perfeito para os "metacapitalistas". A União Soviética era assim e como diz Olavo é fácil perceber isto. Diz ele que "no dia seguinte ao fim da URSS apareceram milionários russos fazendo negócios pelo mundo afora. Ora, como pode-se ter gente rica onde EM TESE não existia propriedade privada dos bens de produção?".

É uma bela aula, assistam.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Resenha do livro Jardim das Aflições - Olavo de Carvalho





Introdução

A partir de uma palestra de José Américo Motta Pessanha, em um seminário de ética em 1993, Olavo de Carvalho constrói uma desconcertante narrativa sobre a falência intelectual de nosso tempo e a consolidação da nova era em que o indivíduo é destruído dentro de uma nova concepção de Império.

Questiona os critérios do seminário no MASP que ao discutir a ética grega, referiu-se apenas às tragédias e a Epicuro, ignorando propositalmente os grandes filósofos gregos que trataram do assunto, notadamente a trinca Sócrates-Platão-Aristóteles. A ética medieval ficou reduzida à inquisição, ignorando completamente a escolástica e o monumental trabalho de Tomás de Aquino e Agostinho. Para Olavo, o sentido era claro, desviar as mentes de qualquer análise filosófica mais séria.

Pessanha teria apresentado Epicuro como modelo para a ética moderna e a partir deste ponto começam as reflexões de Olavo. Na verdade, o palestrante não queria construir um debate sobre ética mas usá-la como instrumento político. Analisando o caso do ex-presidente Collor, afastado do poder por um movimento de ética na política, Olavo mostra que o discurso foi apenas uma arma para atingir um objetivo claro: afastar do poder um presidente indesejado.

Epicuro

O título do livro remete ao jardim de Epicuro, que o autor identifica como raiz da nova ordem, o abandono do mundo real em favor de uma realidade artificial criada para iludir o homem em um esquema mental de felicidade. O epicurismo é apresentado como um disfarce do materialismo, uma falsa filosofia que só se sustenta pela abolição da consciência e a completa dissociação da prática com a teoria.

O epicurismo parte do princípio que tudo é material e que a densidade é que faz a diferença entre coisas mais “reais” ou menos “reais”. A diferença dos deuses é que estes seriam mais rarefeitos e, portanto, mais duráveis. Os deuses não se ocupariam do humano, apenas conversariam caracterizando-se como os filósofos na essência, dedicariam-se ao ócio contemplativo. O homem seria movido pela busca do prazer e a causa de seus movimentos seria o desejo.

O epicurista deveria seguir uma auto-disciplina em torno de quatro convicções básicas:

1. Não se deve temer a morte;
2. É fácil alcançar o bem (o prazer);
3. Não se deve temer à divindade; e
4. É fácil suportar o mal.

Esta disciplina teria como objetivo a perda da consciência e a fuga da realidade. A meditação epicúria, renascida em nossos dias, é uma fuga do real, uma física para hipnotizados. Trata-se da perda da distinção entre o efetivo e o possível. O senso do real é onde repousa a moral e a responsabilidade. O epicurista foge do conhecimento objetivo pois este reflete um compromisso com a verdade e a coerência. Surgem os desejos na cultura de massa, o trio sexo-dinheiro-fama, caracterizando uma nova ética baseada em novos valores provocando o rompimento com a tradição.

Olavo denuncia o uso das modernas técnicas de psiciologia como arma de convencimento e o epicurismo como a origem na história da humanidade da manipulação das mentes. Não demorou muito para que o Estado Nacional, as empresas e os movimentos de massa passassem a utilizar as técnicas de moldagem de personalidade com o objetivo de subjugar a mente humana em um culto universal do engano.

Em um capítulo fascinante, descreve os trabalhos de Pavlov, Poezl e outros, envolvendo a programação neuro-linguística, reflexo condicionado, estimulação incoerente provocando reação contrária, propaganda subliminar e a lavagem cerebral, agora em sua forma mais cruel: permanente e de forma subliminar. A utilização destas técnicas pode ser vista no pragmatismo, neopositivismo, marxismo, pseudo-religião e Nova Era.

Marx

Não por acaso, Marx começou seus estudos por Epicuro. Olavo identifica a simbiose entre teoria e prática como a mais forte ligação entre o epicurismo e o marxismo. Nos dois fenômenos há a nítida fuga da tentação da objetividade e a auto persuasão hipnótica; o papel do filósofo é transformar o mundo pois existe o culto à transformação, cujo objeto se torna um meio. A prática está acima da contemplação pois há um reinado dos meios invertendo o sentido da ação humana.

Os Braços e a Cruz

A era moderna começou com dois movimentos paralelos que logo entraram em choque entre si: a divinização do espaço e a divinização do tempo.

Na divinização do espaço, a ciência tornou-se o único critério da verdade. O mecanicismo tomou contra do mundo gerando a substituição do mundo real por esquemas matemáticos, gerando uma uniformização e simplificação da realidade. É o triunfo das ciências físico-matemáticas.

A divinização do tempo é o triunfo das ciências humanas. A partir do pensamento de Leibinitz (temos o universo dentro de nós) e Vico (só conhecemos o que fazemos), a única fonte verdadeira de conhecimento passa a ser a história. A vida intelectual deixa a Igreja e passa aos palácios, a dialética é abandonada em função da retórica.

Com Hegel surge explicitamente o culto ao Estado Moderno como substituto da Igreja na condução espiritual dos povos. Seja em sua versão comunista, nazista ou liberal, o estado se torna unipresente através do império das leis.

O epicurismo podia ser representado como o Iogue, aquele que acreditava em uma verdade em outro mundo. O marxismo era o Comissário, aquele que desejava mudar o mundo à imagem de sua verdade. Os tempos atuais mostram a simbiose entre Iogue e o Comissário, uma espécie de aliança do epicurismo com o marxismo contra um inimigo comum: a inteligência teorética. O homem de hoje quer ao mesmo tempo os prazeres da evasão consumista (capitalismo) e o sentimento da participação ética em uma epopéia redentora (socialismo). “Mais do que um líder ou guru, o iogue-comissário é um símbolo em que se projetam as mais potentes aspirações de nosso tempo em direção à utopia.”

Este deus histórico-cósmico já passou várias vezes pela história ocidental. Primeiro como César, o deus-imperador. Na segundo como o gnosticismo, o retorno à religião imperial para manchar com seus vapores os primeiros séculos do cristianismo.

O gnosticismo surgiu como uma reação global da mentalidade antiga contra o Cristianismo emergente. A nova religião teria se oposto a todas as anteriores ao não propor nenhum modelo social para a humanidade, ao ligar-se diretamente ao verbo, ao afirmar a salvação individual e por seu caráter universal. Até então, a religião tinha um caráter social onde o modelo social deveria espelhar a cosmovisão espiritual, uma religião para iniciados e que o acesso ao verbo só poderia ser realizado por líderes espirituais. O Cristianismo veio para dessacralizar o Estado pois o esforço deveria se dar na salvação da alma (auto-consciência) do homem solitário religioso e autônomo e não mais no melhoramento da sociedade e satisfação individual.

Olavo recorre à figura da cruz para mostrar um esquema para as religiões e seitas do mundo. Na haste vertical teríamos a alma na base e Deus na parte superior. No braço horizontal teríamos o “mundo” humano (Sociedade, lei, Histórica) de um lado e o “mundo” natural (cosmos, lei natural, ambiente físico) de outro. Estes quatro elementos estariam presentes em todos os fenômenos religiosos do mundo e se defeririam na ênfase de seus elementos.

Deus seria o único elemento físico em todas as religiões, mesmo que com outro nome ou reduzido a algum conceito abstrato, mas sempre presente. Os outros três fatores são móveis. Assim teríamos:

• Cristianismo: ênfase na relaçnao direta entre a alma e Deus (eixo vertical)
• Judaísmo: ênfase na relação entre Deus e a comunidade humana, o povo de Israel.
• Budismo: ênfase na alma

O cristianismo portanto, representava a perda da sociedade e da natureza como interlocutoras entre a alma e o divino e foi este o sentido da reação contra, a luta pela restauração da natureza e da sociedade ao seu estatuto anterior, “a luta, portanto, contra o indivíduo humano, contra a alma, contra a consciência autônoma”.

O catolicismo foi a exteriorização do cristianismo para ocupar o vazio religioso da Europa barbarizada, foi a adaptação do cristianismo ao poder temporal, a romanização da Igreja com a sua conseqüente contaminação pelo gnosticismo, mostrando sua inaptidão para o poder terreno. A Igreja conquista o mundo, mas deixa-se conquistar em parte por ele. O eixo vertical finalmente é derrubado e a luta humana passa ao eixo horizontal, a luta entre o espírito da sociedade política e o culto das forças materiais do cosmos. “A dimensão sóciocósmica pretende subjugar, engolir e eliminar a dimensão espiritual e metafísica”.

“Aparece aí, com toda clareza, o tema dominante de todos os conflitos de idéias no Ocidente desde o Renascimento. Derrubado o eixo vertical, o horizontal não pode permanecer de pé, pois não há entre os dois termos a desigualdade flagrante que há entre o indivíduo humano e Deus: história e mundo, cultura e natureza, valor e fato, jamais podem chegar a um acordo senão tomando como fiel da balança a vertical que aponta, para cima, a esfera das leis metafísicas, os limites do possível e do impossível, e, para baixo, os desejos e aspirações da alma humana singular. Retirados de cena a alma e o Absoluto, resta apenas o combate de Leviatã e Beemoth, o espírito da rebelião autolátrica que comada a História, o espírito da submissão cega e mecânica à natureza exterior.”

A Religião do Império

Foi Conte que pela primeira vez descreveu a proposta de um novo culto, de uma nova religião em que desaparecia à relação com o divino. Os pontos básicos eram:

- Seria uma religião do Estado;
- Um novo calendário com apenas as datas civis
- Predomínio da ciência-técnica

O tempo seria divinizado através do culto aos antepassados, a fusão da lei religiosa com a lei civil e a ideologia do progresso. Tirando o Brasil, nenhum país adotaria integralmente o positivismo. Alguns itens, como o calendário civil seria adotados por todos os países como forma de diminuir a importância dos religiosos.

Para Olavo de Carvalho, a história política do ocidente seria a luta pelo direito de sucessão do Império Romano. A grande pergunta seria como restaurar o Império sem uma religião estatal? Por muito tempo o conflito foi entre o sacerdócio e a realeza, até que a Revolução Francesa o colocasse sobre novos patamares.

Inicialmente, o clero dispunha do poder na Europa barbarizada mas estava preso pelo celibato, como construir uma dinastia para governar o mundo? A solução inicial foi aliar-se à realeza buscando uma aliança com nobres que se dispusessem a seguir a orientação espiritual da Igreja o que levou à primeira tentativa de re-estabelecimento do Império com Carlos Magno. Entretanto, o sonho do Império Cristão se desfez com a sucessão e desmembramento.

A segunda Roma Imperial foi fundada por um pacto entre um Papa, João XII e um rei, Otto I, originando o Sacro Império Romano. Seria a segunda translação do modelo imperial. Concebido para ser o braço armado da Igreja, na prática passou quase um século às turras com o papado. Durante a maior parte de sua existência, não passou de um aglomerado de principados e ducados independentes e mutualmente hostis.

A terceira forma de tentativa de restauração do império se deu pelo colonialismo. O Império doméstico era substituído pelo Império Colonial que trazia consigo três mudanças profundas:

- A multiplicação dos concorrentes a Império;
- A alteração profunda entre realeza e clero;
- A diversificação das culturas nacionais e a ruptura da unidade cristã.

A luta passa a ser entre o internacionalismo, representado pelo papa e remanescentes do antigo Império e o nacionalismo imperial das novas potências. A idéia da religião como uma instância superior ao poder temperal é substituída por um conflito entre legislativo e executivo, um conflito que nunca terminará justamente por ausência desta superioridade, um conflito que sempre terá um único resultado possível, o fortalecimento ilimitado do poder.

No conflito entre o rei e a lei, os ingleses bolaram o parlamentarismo onde o rei exercia um poder divino mas conferido pelo legislativo que por ser expressão da vontade do povo tornava-se automaticamente um corpo místico pois a vontade do povo era a voz de Deus. O rei autodivinizado é o estágio necessário para que as idéias de Maquiavel pudessem ser aplicadas e a razão do Estado se tornasse prática generalizada. Assim nasceu o Estado moderno, através da apropriação por nações ambiciosas do sonho imperial através de uma falsa consciência religiosa.

Com a revolução francesa, surge Napoleão, que realiza uma nova tentativa de translação da idéia do império, agora dispensando toda a legitimação religiosa, mesmo que farsesca. O Império era a única divindade, César é maior que Cristo. É o primeiro império não-cristão do Ocidente. Todo o cristianismo residual deveria ser absorvido e laicizado na forma de “direitos e deveres do cidadão”. Napoleão foi incapaz de construir esta realidade pois procurou conservar a estrutura de poder do antigo regime, uma aristocracia militar e hereditária. Este foi o seu fim. O novo estado leigo não poderia se sustentar na hereditariedade, na aristocracia de sangue, nos resquícios do feudalismo.

“O Império leigo não podia ter um resíduo sequer de compromisso com a Igreja, nem, por isso mesmo, com as velhas aristocracias. Ele necessitava apoiar-se numa nova classe social, numa nova estrutura de poder, numa instituição religiosa que fosse intrinsecamente ligada ao Estado: César só poderia ressuscitar sob a forma capitalista, republicana, maçônica e protestante. República imperial, capitalista, maçônica e protestante: é a definição dos Estados Unidos”.

O Império Contra-Ataca

A dificuldade das nações européias em entender que estavam diante do crescimento de um novo império deveu-se principalmente ao caráter totalmente diferente da evolução americana. Em primeiro lugar, surgira de uma revolução anti-imperialista. Em segundo lugar, era democrática, com extensas discussões parlamentares; era impossível imaginar uma política imperial sem um Imperador autocrático. Em terceiro lugar, não havia uma política imperial e contínua. Em quarto lugar, os EUA eram também uma nação capitalista. Os interesses privados eram, na maior parte dos casos, contrários ao expansionismo do Estado, preferindo a penetração comercial às intervenções militares.

Tratava-se de uma mutação da idéia imperial, mas um disfarce perfeito para seus reais objetivos. Era um império leigo que incorporava de forma laicizada e desespiritualizada os valores cristãos, assumindo o encargo de substituir a Igreja na vida interior das gentes, e de unificar sob a nova religião laica o mundo Ocidental e se possível, o Oriente.

A religião do Novo Mundo é maçônica. Desde a declaração da independência que ninguém faz carreira política nas três Américas sem ter de entrar na Maçonaria, prestar satisfações a ela ou enfrentá-la. A aristocracia não deixa de existir com o novo império, mas sofre uma gigantesca reciclagem tornando-se não uma classe, mas uma casta. Seus traços:

- substituição das antigas aristocracias de sangue pela nova aristocracia iniciática;
- caráter secreto ou pelo menos discreto do novo poder aristocrático;
- formidável concentração do poder do dominador, aliada a uma não menos formidável expansão dos direitos nominais do dominado.

A democracia esconde na verdade uma luta interna no seio de uma casta aristocrática, cuja unidade espiritual repousa nas mãos de um novo sacerdócio. Todos os conflitos abertos, todas as disputas travadas diante o público, não passam de exteriorização das divergências nascidas e elaboradas dentro da Maçonaria.

Outra característica fundamental para entender os Estados Unidos é o fato de ser uma República protestante, que significa, em última instância, o Estado Leigo, Estado sem Religião oficial. Os Estados Unidos são o primeiro Estado professadamente a-religioso da História. Um Estado que se coloca acima das religiões, árbitro de suas disputas, que julga sem ser julgado, sem prestar satisfação senão ao Deus encarnado na “vontade popular”: vox populi, vox Dei.

A religião deixa de ser o princípio organizador da conduta humana pois os princípios religiosos só é possível na medida em que não entra em conflito com as leis civis. É a vitória da “Teologia Civil” trazendo junto a “espiritualidade civil”. O resultado é a extraordinária expansão do ateísmo no mundo.

Olavo percorre as características do império americano e sua expansão cultural pelo mundo até retornar ao ponto inicial de seu livro: o retorno ao MASP e o ingresso no Jardim das Aflições.

Na Borda do Mundo

No capítulo final e na conclusão, Olavo faz a ligação do ressurgimento do César e do Império Romano com a situação política e cultural brasileira. O país não está isolado do conflito de forças que existe no mundo e que tem seu epicentro nos Estados Unidos, o conflito entre o Leviatã e Beemoth e o consequente esquecimento do eixo vertical da cruz, da ligação da alma com Deus.

Um livro denso e pesado, com uma análise apurada dos vários movimentos que marcaram a modernidade e seus reflexos nos dias atuais. Uma daquelas obras que transformam a forma com que vemos o mundo, abrindo campos e mais campos para reflexão e observação. Um livro que deixa aquele gosto que há algo de profundamente errado com o mundo e a grande pergunta que fica é até que ponto esta situação pode ser revertida pelo homem.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Seminário de Filosofia completa um ano!

PARABÉNS PROFESSOR E OBRIGADO POR TUDO QUE TEM FEITO POR ESTE PAÍS QUE, COMO SEMPRE, TENTA ESQUECER DE SEUS MELHORES FILHOS.

DEIXEMOS O PAÍS ESQUECER, TEUS "FILHOS" (COMO EU) ESTAREMOS SEMPRE DO TEU LADO APRENDENDO O QUE É SER UM SER HUMANO DE VERDADE, UMA CRIATURA CUJAS PAIXÕES CEDEM ESPAÇO AOS VALORES ETERNOS COMO A VERDADE, ENTRE TANTOS OUTROS QUE O SENHOR "DESCORTINA" PARA TODOS NÓS.



Com Olavo de Carvalho eu aprendi o significado da epígrafe do Cavaleiro e estas palavras passaram a fazer sentido para mim, de fato:

"Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e com você mesmo."

Obrigado mestre!!!

domingo, 1 de março de 2009

Artigo pretensiosamente didático escrito por mim mesmo

Recentemente publiquei um longo comentário sem deixar de ficar preocupado com as possíveis interpretações de trecho dele, que reproduzo abaixo. Vou assinalar as partes polêmicas do mesmo com a cor verde:

"...Neste grupo existem outros além dos citados. Os mais macabros são os que acham que são de direita/conservadores. Uma das características é que acreditam mesmo que o problema do Brasil tem um nome e um partido: Lula e PT. Outra é que possuem a certeza de que não precisam de ninguém que demonstre ter mais capacidade que eles..." 

Eu sabia que as pessoas que possuem estas características E que fazem parte ao mesmo tempo do grupo maior das pessoas que enxergam o mundo através de um vidro embaçado e sujo iriam nos brindar com a demonstração prática da mente que descrevi. 

Aqui está, postada logo depois que publiquei o artigo. 

Vejam o restante do site e perguntem-se: este tipo de material é fruto de trabalho por um Brasil melhor? Ou o pretenso resultado que busca é deteriorar ainda mais este país ao desinformar os brasileiros e fazê-los perder tempo com atrocidades como aquela e BBBs como faz a mídia brasileira? Para mim é o longo braço da revolução em ação. Se de um "pé de árvore" nasce manga, então a árvore é uma mangueira.

Para terminar, Olavo de Carvalho em um trecho de A ARTE DA ACUSAÇÃO INVERTIDA. Íntegra AQUI.

"Comunista, quando quer caluniar alguém, não precisa inventar crimes: atribui-lhe um dos seus, e pronto. Resolve dois problemas de uma vez: queima a reputação do infeliz e ainda esconde as suas próprias culpas sob as cinzas do cadáver. Isso é assim desde os tempos de Lênin. O método é simples, prático, brutal e descarado. Tão descarado que a platéia, recusando-se instintivamente a acreditar que alguém seja mau o bastante para usá-lo, cai no engodo de novo e de novo e de novo."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

The Left's Assault on Language - Olavo citado nos Estados Unidos

Written by Donald Hank  |  Wednesday, 25 February 2009

Many conservatives now hesitate to identify themselves as conservatives or as being on the Right. One reason for this hesitation, no doubt, is the erratic way President Bush conducted himself in office.


President BushAnother reason is less known and almost never discussed. The definition of the terms Left and Right have been deliberately and carefully altered over the last few decades, just as most terms that apply to social issues have ("gay" "marriage", fundamentalism, racism, Supreme Court "striking down" laws, references to men with sex changes as "she", etc.).

The term "right" or "conservative" has been co-opted by the Left (I mean “Left” in the original sense) so that it now includes people in the extreme middle and on the near Left. Hence, the policies of G.W. Bush, even those relating to border control and immigration, are referred to erroneously as rightwing. After all, most Americans accept at face value Bush’s extravagant claim to be a conservative. This is because few understand that Bush's thinking has been heavily influenced by the "religious" Left, flying under the radar and generally mislabeled, deliberately again, as "religious right." Bush did not accept miscreant schemes like the SPP, the Mexican truck highway, open borders and amnesty for illegal immigrants only because he wanted to cater to business interests, as the Left and pseudo-Right stoutly maintain. He did so because he believed the “evangelical” myth that nationalism – and hence, national sovereignty as opposed to allegiance to world or supranational government – is anti-Christian, which is utter and absolute nonsense.

If we accept these unacceptable redefinitions of English, then, of course, we can no longer use the terms Left and Right because they are in constant flux at the whim of the Left.

But why should we chase after the Left's definition du jour as so many hapless tagalongs have done on their way to our current state of semi-anarchy? We must accept no other definition than the original organic one and it is not our fault if some foolishly accept bogus definitions – that is, it is not our fault if some have lacked the discernment to see how our language has been deliberately eroded by interest groups to their own benefit and to the detriment of our nation.

Another great example, by the way, is red states vs blue states, a word pair that is perfectly crafted to make the unwary forget that red China was communist, or that red was the preferred color of the Russian Revolution. We are now all the same under our newspeak definitions.

To understand these stealthy changes and to know what the Left – in the original sense of that word – is all about, you can rely on the writings of Olavo De Carvalho, who may well be the foremost authority anywhere on the Left and on the useful idiots who aid and abet them. He still knows the correct meanings of words (in more than one language) and refuses to let the Left lead him around by the nose.

All of this language change madness is a perfect illustration of why conservatives have the duty to "stand athwart history and yell 'stop,'" according to William Buckley’s definition.

Sadly, many of us have instead yelled: "take it slow going over the cliff."

Those who have done so are conservatives only by the Left's definition. Isn't it time to stand our ground, reclaim our language and stop being maneuvered by these weasels?

Then we can have our name back, without apology.


Donald Hank
 is a former language teacher, currently operating a technical translation agency in Wrightsville, PA. A former language teacher, he holds an undergraduate degree in French and German from Millersville State University (PA), a Master’s degree in Russian language and literature from Kutztown State College (also in PA), has studied Chinese for 3 years in Taiwan at the Mandarin Training Center, and is self-taught in other languages, having logged a total of 8 years abroad in total immersion situations. He is also the founder of Lancaster-York Non-Custodial Parents, a volunteer organization that provides Christian counseling for non-custodial parents.

Olavo descreve previsão de Belloc

BLOG DO ANGUETH
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008

No artigo A Elite que Virou Massa, Olavo de Carvalho descreve o estado de coisas que vemos hoje no mundo e que Hilaire Belloc chamava escravidão. Vamos ao texto de Olavo. Transcrevo um trecho abaixo. Os negritos são meus (do Angueth).

“Em 1939, Eric Voegelin observava que as condições essenciais para a democracia, tal como haviam sido concebidas no século XVIII, já não existiam mais. De um lado, a economia e a administração pública tinham se tornado tão complexas que o cidadão comum já não preenchia as condições mínimas para formar uma opinião racional a respeito: sua razão refluíra para o círculo estreito das atividades profissionais e familiares, deixando suas escolhas políticas à mercê de apegos emocionais, desejos pueris, sonhos e fantasias que o tornavam presa fácil da propaganda totalitária. De outro lado, as novas classes surgidas na sociedade moderna – o proletariado urbano, o baixo funcionalismo público, os empregados de escritório – eram bem diferentes dos pequenos proprietários que criaram a democracia iluminista: eram exemplares do “homem massa” de Ortega y Gasset, menos inclinados à busca da independência pessoal do que a confiar-se cegamente à mágica do planejamento estatal e da disciplina coletiva. Tudo, no mundo, convidava ao totalitarismo.

“Passados setenta anos, a composição da sociedade tornou-se ainda mais vulnerável à manipulação totalitária.
O advento de massas imensas de subempregados, dependentes em tudo da proteção estatal, somada à destruição da intelectualidade superior por meio da transformação global das universidades em centros de propaganda revolucionária, reduziu praticamente o eleitorado inteiro à condição de massa de manobra.”

Olavo segue enumerando as conseqüências da situação descrita acima para a democracia. Vale a pensa ler o artigo.

Vamos agora a Belloc. Em seu livro “As Grandes Heresias”[1], escrito em 1938, ele descreve uma das características do que ele chama de Ataque Moderno à Igreja Católica. É a volta da escravidão. Os negritos são meus (do Angueth).

“Em primeiro lugar, estamos testemunhando um renascimento da escravidão, o resultado necessário da negação da liberdade quando essa negação vai um passo além de Calvino e nega a responsabilidade perante Deus tanto quanto a falta de poder no interior do homem. Duas formas de escravidão que estão gradualmente aparecendo, e que amadurecerão mais e mais com o passar do tempo sob o efeito do ataque moderno contra a Fé, são a escravidão ao Estado e às corporações privadas e indivíduos.”
(...)
“Quando o papa reinante[2], em sua Encíclica[3] falou do homem reduzido “a uma condição não muito longe da escravidão”, ele quis dizer simplesmente o que foi dito acima. Quando as famílias num Estado não possuem propriedades, então aqueles que antes eram cidadãos, se tornam escravos. Quanto mais o Estado interfere para garantir condições de segurança e suficiência, quando mais regula os salários, provê seguro compulsório, plano de saúde, educação – em geral assumindo o controle da vida dos assalariados, em benefício das companhias e homens que empregam os assalariados – mais a condição de semi-escravidão é acentuada. E, se a situação continuar por, digamos, três gerações, ela se tornará tão completamente estabelecida como um hábito social e um padrão mental que não haverá dela escapatória nos países onde um Socialismo de Estado desse tipo tenha sido forjado e incrustado ao corpo político.

“Na Europa, a Inglaterra em particular (mas muitos outros países em menor grau) adotou esse sistema. Abaixo de certo nível salarial, um homem tem garantida uma subsistência mínima, caso perca o emprego. Um salário desemprego é dado a ele pelas autoridades públicas as custa da perda de sua dignidade humana. Cada circunstância de sua família é examinada; ele fica ainda mais nas mãos dessas autoridades, quando desempregado, do que estava nas mãos de seu empregador, quando empregado. A coisa está ainda em transição; a massa de homens ainda não percebeu para qual objetivo ela tende; mas o desprezo pela dignidade humana, a potencial, senão a real, negação da doutrina do livre arbítrio, tem levado, por uma conseqüência natural, ao que são as instituições semi-servis. Estas se tornarão totalmente servis com o tempo.

“Contra o mal do sistema salário-escravidão, há tempos foi proposto, e já está agora em pleno funcionamento, certo remédio. Seu nome mais breve é comunismo: escravidão ao Estado, muito mais avançada e integral do que a primeira forma, escravidão ao capitalismo.”

Como se vê, Olavo (e também Eric Voegelin) e Belloc se aproximam do assunto de perspectivas diferentes. Belloc toma como ponto de partida o fato de o Ataque Moderno ser uma heresia religiosa, contra a Igreja. Isso lhe dá um ângulo de visão diferente, mais profundo, mais elementar, mais radical. Vale pena ler o livro.

__________________________________________
[1] A ser publicado em 2009, pela Editora Permanência.
[2] Pio XI.
[3] Quadragesimo anno.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Não deixem de ouvir hoje - TRUE OUTSPEAK

Enviado por e-mail pela Graça Salgueiro (sic)

Não deixem de ouvir hoje, 
26 de janeiro, às 8 da noite 
(horário de verão)

TRUE OUTSPEAK
Sinceridade de fato
Talk show de Olavo de Carvalho

Listen Live

 
 

Segredo terrorista


Cesare Battisti não recebeu apenas um asilo político do Brasil, mas uma promoção na hierarquia revolucionária. Deixou de ser executor na linha de frente para ser analista e planejador nas altas esferas. Ele é protegido porque é útil, não porque Carla Bruni, sua protetora na França, é bonitinha.
 
Olavo de Carvalho
 

Muitos se escandalizam com o asilo político concedido ao assassino Cesare Battisti, mas poucos tentam averiguar o que o episódio significa realmente. A sucessão de casos similares, a proteção concedida pela esquerda brasileira a praticamente todos os terroristas internacionais que aqui aportam – Achille Lollo, Olivério Medina e sua esposa, os seqüestradores de Abílio Diniz e Washington Olivetto – e o contraste que esses casos formam com a recusa de asilo aos dois boxeadores cubanos, deveriam alertar para a obviedade de que não se trata de episódios isolados, mas de uma atividade permanente, sistemática. Mas mesmo aqueles que o percebem hesitam em sondar a relação entre esses fatos e a estratégia petista.

Qual é exatamente a posição do Brasil no quadro da esquerda internacional em ascensão? A uma visão superficial, o Brasil é uma democracia de esquerda moderada, favorável ao livre mercado e respeitosa da ordem jurídica. Quase ninguém entende que o País precisa ser tudo isso precisamente para poder desempenhar a função nuclear que lhe cabe na estratégia esquerdista mundial. Também poucos querem enxergar que a democracia brasileira é hoje um puro formalismo jurídico a encobrir o poder monopolístico da esquerda e a total exclusão da simples possibilidade teórica de uma oposição conservadora, seja na política eleitoral, seja na mídia, seja até na pura esfera cultural.


Democracia sui generis, onde as liberdades legalmente constituídas coexistem pacificamente com a total impossibilidade de exercê-las, o Brasil é a origem e o centro de comando da revolução comunista na América Latina.


É da elite intelectual petista, fundadora do Foro de São Paulo, que emanam discretamente as instruções gerais destinadas a transformar-se em espetáculos de esquerdismo histriônico por meio dos Chávez, Morales e outros tantos, que às vezes nem mesmo compreendem as sutilezas dialéticas do processo e por isto acabam, com freqüência, exagerando no desempenho de seus papéis. Se a Venezuela e a Bolívia parecem estar na vanguarda da revolução, e o Brasil muito na retaguarda, é porque o comando, por definição, fica na retaguarda.


Por isso mesmo é que o Brasil se torna também o abrigo ideal para os revolucionários caídos em desgraça nos seus respectivos países. Se eles fossem para Cuba ou para a Venezuela, teriam de conservar sua identidade exterior de revolucionários e se tornariam inúteis para funções mais discretas e relevantes. Aqui, podem adquirir uma fachada de cidadãos pacíficos, aposentados de toda violência, e integrar-se, sem risco nenhum, nos altos círculos intelectuais que comandam o processo.


Só um idiota completo pode acreditar que o governo brasileiro aceitaria o risco de uma crise diplomática só para agradar a uma socialite. Tal como Achille Lollo e Olivério Medina, Cesare Battisti não recebeu apenas um asilo político, mas uma promoção, subindo na hierarquia revolucionária, do posto de executor na linha de frente para o de analista e planejador nas altas esferas. Ele é protegido porque é útil, não porque Carla Bruni é bonitinha.


Nenhuma análise séria dos fatos políticos pode-se fazer desde o ponto de vista liberal e conservador se este não absorve, primeiro, a perspectiva do adversário. Se você não está capacitado para fazer uma análise marxista da situação exatamente como a fariam os teóricos e estrategistas do movimento revolucionário, suas opiniões a respeito da política de esquerda serão sempre meras tentativas de projetar sobre ela categorias que lhe são estranhas, ajudando, portanto, a encobrir seus verdadeiros intuitos e a conferir o privilégio da invisibilidade quase absoluta às estratégias e táticas do esquerdismo.


Afinal, o marxismo não é só uma “ideologia”: ele é uma estratégia da praxis revolucionária e, nesse sentido, é uma ciência – uma ciência extremamente sutil e complexa, da qual os formadores de opinião liberais e conservadores, no Brasil, não sabem praticamente nada. O deslocamento entre as categorias analíticas e a natureza do fenômeno estudado é garantia segura de incompreensão, e a incompreensão é por sua vez a origem dos erros estratégicos monstruosos que, ao longo dos últimos trinta anos, reduziram o liberalismo e o conservadorismo, de forças imperantes, a exceções doentias que só subsistem graças à tolerância provisória do sistema.


É fácil observar de fora os erros da economia marxista e pontificar que todo movimento baseado nela está condenado ao fracasso. Mas a estratégia do movimento comunista não é, de maneira alguma, uma decorrência direta e mecânica da sua economia. Principalmente, não o é na esfera da luta cultural, onde as manobras e rodeios da intelectualidade ativista vão, com freqüência, no sentido contrário daquilo que se poderia deduzir do economicismo marxista vulgar.


Trata-se de um ramo de conhecimento que tem sua própria autonomia e que não pode ser dominado senão mediante longos anos de estudo. É só aprendendo a pensar como os teóricos da revolução mundial que se pode, em seguida, transcender a sua visão das coisas e condená-la com fundamento. Atirar-lhe pedras desde fora é ficar abaixo dela e tornar-se vítima cega do processo revolucionário.


Olavo de Carvalho é jornalista, ensaista e professor de Filosofia  

domingo, 25 de janeiro de 2009

Artigo de Olavo de Carvalho censurado no Zero Hora

OLAVO DE CARVALHO


O artigo abaixo reproduzido, "Voto consciente", foi censurado pela direção do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, sob a alegação de que feria o seu código de ética. Não tenho a menor idéia do que a palavra ética possa significar nesse contexto, se não a obrigação de ocultar fatos que indiquem a verdadeira gravidade da situação brasileira. Esses fatos têm estado ausentes das páginas noticiosas do jornal gaúcho desde há muitos anos, não havendo portanto razão para que não sejam retirados também da minha coluna. A explicação suplementar fornecida pelo editor da página, Nílson Souza, explicava menos ainda. O motivo para suprimir o artigo, disse ele, era que as informações que o compunham vinham de um blog sem credibilidade suficiente. A premissa do argumento é que o jornal que oculta notícias não só adquire credibilidade por isso, mas a adquire em quantidade bastante para julgar a dos que as publicam. Ademais, mencionei esse blog a esmo, já que fontes suplementares existem em abundância e eu mesmo já as citei tanto que cheguei a ser chamado de obsessivo por isso. Mas, se os diretores de Zero Hora se fazem de bobos, é por uma razão muito séria: eles são realmente bobos. Infelizmente, acabarão entendendo isso demasiado tarde, quando perceberem o que Lula quer dizer com "democratização dos meios de comunicação". -- Olavo de Carvalho


* * *

 

Voto consciente 


Olavo de Carvalho

Zero Hora, 29 de outubro

 

Dados colhidos do blog http://ex-petista1.blogspot.com/2006/08/notas.html: 


Maurício Hernandez Norambuena, o agente do MIR chileno que liderou o seqüestro de Washington Olivetto, tem como advogado Iberê Bandeira de Mello, que foi defensor de Lula e hoje é o de Silvio Pereira (PT) e Klinger Luiz de Oliveira Sousa (PT). Enquanto Norambuena ia para cadeia e a elite petista fazia tudo para tirá-lo de lá, Lula e seu guru ortográfico Luiz Dulci se reuniam com representantes do MIR no XXII Encontro do Foro de São Paulo, em julho de 2005, na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, para planejar estratégias comuns entre a quadrilha chilena, o PT e outras organizações esquerdistas, entre as quais MST, MSLT, FARC, MIR, CUT, PCB, PC do B, ELN, Partido Comunista Chileno, MAS e Partido Comunista Cubano. Norambuena ficou preso em Presidente Bernardes com a cúpula do PCC, cujo líder máximo, Marcos William Herbas Camacho, é irmão de Gabriel Herbas Camacho, deputado federal do MAS (Movimiento al Socialismo), partido de Evo Morales e participante ativo do Foro de São Paulo. 


Com dez por cento dessas boas relações, Lula e sua gangue já deveriam ter sido expelidos da política decente há um bom tempo. A história está bem documentada nas atas do Foro de São Paulo e no próprio site da Fundação Perseu Abramo. Pode-se acrescentar a isso um detalhe especialmente encantador: a Polícia Civil de Santo André informa que Jilmar Tatto, Arselino Tatto e Enio Tatto, todos do PT-SP, são ligados à facção criminosa paulista PCC. Jilmar Tatto foi secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.


Como nada disso foi abordado nos debates eleitorais, o povo brasileiro vai hoje às urnas seguro de que está praticando o tal do “voto consciente”.


***


A ONG Rede 13, de Santa Catarina, foi fundada em abril de 2003, coletou vinte milhões do governo, deu-os à filha de Lula e, cumprida essa sua nobre finalidade, fechou em agosto do mesmo ano. A operação foi coordenada pelo churrasqueiro presidencial Jorge Lorenzetti (v. aqui ).


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A semi-estatal Brasil-Telecom já possui o software “Narus Insight Discover Suite”, que tem capacidade para ler nossos e-mails, vasculhar nossas contas bancárias e ouvir nossas conversas no Skype. Quer dizer: adeus, privacidade. Para a dinastia Lula, porém, isso pode ser uma boa notícia. Era essa a empresa que, segundo a Veja, o bem-aventurado Fábio Lulinha estava tentando comprar, só não o fazendo graças a entraves legais. Mas estes são, é claro, removíveis. Se tudo der certo, o futuro selo do Brasil ostentará a orelha do Lulinha, aquele que tudo ouve.


***


Uma estudante, Mirian Macedo, enviou a Louise Caroline, vice-presidente da UNE, uma carta contra o programa abortista do PT. Recebeu a seguinte resposta, que transcrevo na ortografia originária: “pois vai perder tudo, querida... até seus livros e a limpeza nojenta dos seus filhinhos. toma cuidado... nossa aliança com o Chávez e o Fidel vai chegar qualquer dia desses na sua casa feliz. e vai ser uma delícia.” Louise Caroline, cujo nível de instrução é mais ou menos o da mãe do Lula ao nascer, compensa esse handicap com sobra de truculência. É a universitária ideal criada pela educação petista.


Não quero me “alvorar” (falando presidencialmente) em profeta, mas acho que Louise, Lulinha e Lurian são o futuro deste país. Ou melhor: dêfte paíf.


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Em tempo: O MIR chileno é um dos signatários do manifesto emitido pelo “Congreso Bolivariano de los Pueblos”, no dia 3 de outubro, em favor da candidatura Lula. A gratidão é a mãe de todas as virtudes.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

FIM DA LIBERDADE DE IMPRENSA NO BRASIL - JB TENTA AMORDAÇAR OLAVO DE CARVALHO E O EXCLUI DE SUAS PÁGINAS

NOTALATINA
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009



Desde que o "Comandante Daniel", também conhecido pela alcunha de "Zé Dirceu", tornou-se articulista do JB como prêmio de consolação por ter sido cassado politicamente como "Chefe do Mensalão", senti um cheiro de podre no ar e temi pelo futuro dos meus amigos que ali escreviam, Olavo, Iorio, Antônio Sepúlveda. Cheguei a enviar uma carta para o JB questionando a presença deste "ex" terrorista nas páginas de um jornal até então bem conceituado, e a resposta que recebi foi de que ele "não era articulista do jornal" e que "tinha direito de dar sua opinião como qualquer outro cidadão".

A mentira não se sustentou por muito tempo pois, a partir dali, as escrevinhanças do "brasileiro-cubano" - como ele mesmo se autodefine - passaram a ter a constância de um articulista fixo e, para maior afronta, dividia a página com Olavo; tudo isto pago a peso de ouro, salário que poucos jornalistas com décadas de profissão e competência jamais ousaram sonhar.

A cassação de Dirceu foi muitíssimo providencial. Para dar uma aparência de lisura nos julgamentos dos parlamentares acusados de vários crimes contra o povo e a Nação brasileira é que cassou-se este elemento. O objetivo era, na realidade, deixá-lo livre e longe das cobranças da imprensa para AGIR, nos tradicionais moldes do patrulhamento ideológico e perseguição àqueles que insistem em não se "adequar" às imposições do regime comunista, como ocorre em Cuba, na China, na Rússia e com os nossos vizinhos sul-americanos, sobretudo a Venezuela.

O relato abaixo é um Raio-X claríssimo de que a liberdade de expressão e de imprensa acaba de ser sepultada no Brasil. Olavo era o único farol a iluminar a escuridão da ignorância e da farsa consentida que vigoram em todos os jornais do país, restando-nos ainda seus artigos no "Diário do Comércio" de São Paulo e em seu próprio site.

Este é o preço que pagam aqueles que asumiram um compromisso com a Verdade e não se vergam perante ameaças, como fizeram Boris Casoy, Mendelski e tantos outros jornalistas brasileiros que passam muito bem e continuam com suas colunas e programas de televisão.

Resta saber: de toda a classe jornalística brasileira, quantos terão a coragem de hipotecar publicamente sua solidariedade a Olavo? O tempo dirá quem são embusteiros, covardões, vendidos e onde estão os que sabem honrar o ofício da profissão jornalística.

Leiam todo o relato e o artigo censurado. A carapuça caiu como uma luva sobre as cabeças dos mandantes do JB, daí porque tornou-se imperativo jogar fora a última fatia do salame.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro
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O preço do salame

Olavo de Carvalho

Aproximadamente um ano atrás, o Jornal do Brasil diminuiu arbitrariamente meu salário, de US$ 2.000,00 para US$ 400,00 por mês. O aviso veio como fato consumado, sem qualquer consulta prévia a esta desprezível criatura.

Cortes de salário e de espaço são na imprensa brasileira um meio usual de boicote, empregado quando o jornal ou revista quer se ver livre de um articulista sem assumir a responsabilidade de demiti-lo. É um estilo especialmente jornalístico de operação-salame. O sujeito vai sendo encurtado fatia por fatia, até que, quando o salame já está um toquinho de nada, a diretoria lhe informa que sua coluna será “ampliada” (sic), isto é, dividida e reduzida.

O mesmo truque, que não engana a ninguém exceto à consciência moral de seus autores, foi usado contra mim na Zero Hora, naÉpoca, no Globo e, por fim, no JB. Só do Jornal da Tarde a exclusão veio toda de uma vez, sem amortecedores, porque não havia o que amortecer: meus artigos ali já eram quinzenais em vez de semanais, e o pagamento era uma micharia simbólica impossível de reduzir. Ademais, desde que os Mesquita deixaram o controle do jornal eu havia perdido todo embalo de escrevcr ali, coisa que só fazia por um sentimento de gratidão e admiração para com a família.

Desde o corte de salário, fiquei de sobreaviso, sabendo que meus dias no Jornal do Brasil estavam contados. Minha expectativa confirmou-se quando outros articulistas de orientação liberal ou conservadora foram demitidos. Em 29 de maio veio a seguinte mensagem do economista Ubiratan Iorio, até então meu colega de página:



Amigos, vejam a que ponto chegou o JB. Nem coragem para nos comunicar a dispensa tiveram, preferindo recorrer ao subterfúgio batido de "mudanças" editoriais.

Saímos eu, Antonio Sepúlveda, o Jarbas Passarinho e outros. Espero pelo menos que você, Olavo, continue firme...

Abraço,
Iorio

No último dia 8, enviei ao JB o seguinte artigo:


Norma de redação

Olavo de Carvalho


Confissões de Luiz Garcia, um dos potentados da redação de O Globo, reveladas durante um simpósio da University of Tulane, em março de 2008, por Carolina Matos, em conferência intitulada (sem ironia aparente) Partisanship versus professionalism:

“Fizemos um enorme esforço para atrair o pensamento esquerdista para O Globo. E fizemos isso em tal extensão que depois tivemos de procurar um direitista que escrevesse bem, e escolhemos Olavo de Carvalho, o que hoje lamentamos um bocado. Toda a esquerda tem acesso ao Globo: Élio Gaspari, Zuenir Ventura, Veríssimo... E também os ativistas, as ONGs. Estamos fazendo uma coisa balanceada.”

Leram? Leiam de novo. Com o maior ar de inocência, com aquela consciência limpa de quem não quer sujá-la num confronto com os próprios atos, o criador da página de opinião de um grande diário brasileiro apresenta sua noção de jornalismo balanceado, isento, equilibrado: franquear as páginas do jornal para “toda a esquerda”, um exército inteiro de editorialistas, cronistas, analistas e ongueiros, depois camuflar o partidarismo concedendo um espacinho a um – isso mesmo: um, um único – articulista de direita, em seguida reduzir um pouco mais esse espacinho e no fim ainda reclamar que o convidado, um brutamontes sem educação, ultrapassou a quota de direitice admitida. Em matéria de disfarce, isso foi tão eficiente quanto limpar bumbum de elefante com um cotonete.

Mas disfarçar era totalmente desnecessário: quem, entre as multidões, reclamaria do viés esquerdista do Globo? Brasileiro não lê jornal. Num país de 180 milhões de habitantes, a tiragem dos maiores diários, somada, mal chega a dois milhões de exemplares. A imagem que o zé-povinho tem dos jornais é a de trinta anos atrás: o Estadão ainda é os Mesquita, O Globo ainda é Roberto Marinho. Diga ao cidadão comum que O Globo é de esquerda, e ele rirá na sua cara com aquele ar de infinita superioridade que é o privilégio sublime da completa ignorância. De outro lado, o esquerdismo da mídia nacional é mais que hegemônico: é uma instituição tão antiga, tão sólida, tão tradicional e intocável que acabou por se tornar um estado natural. O jornalismo de esquerda já nem pode ser reconhecido como tal, pois há três gerações não existe um de direita que lhe sirva de contraste. A firme obediência ao programa esquerdista passa hoje como a encarnação mesma do profissionalismo idôneo, mainstream. Fanatismo, propaganda, distorção ideológica, só na coluna do Olavo de Carvalho, é claro. Pois não é que o safado teve a ousadia de contar para todo mundo que o Foro de São Paulo existia, quando a massa de seus colegas de ofício se empenhava solicitamente em ajudar essa central da subversão a crescer em silêncio? Por que ele não se limitou ao direitismo cool, educado, àquele amável direitismo de centro que festeja a eleição de Barack Obama como uma glória da democracia americana e de vez em quando até verte umas lágrimas (de crocodilo ou não) pelos terroristas mortos nos “anos de chumbo”?

Se querem entender como essa mudança aconteceu, leiam o livro de Alzira Alves de Abreu, Else Mudaram a Imprensa (FGV, 2003). São “depoimentos de seis jornalistas que, na qualidade de diretores de redação, tiveram uma participação fundamental na reformulação ou na criação de órgãos de imprensa brasileiros nas últimas três décadas do século XX”. Dos seis entrevistados, cinco são esquerdistas. Só faltou, dessa geração de reformadores célebres, o Cláudio Abramo, que já tinha morrido. E Cláudio era um devoto de Leon Trotski. Isso, meus amigos, é a mídia brasileira. Ser esquerdista, no ambiente que esses homens criaram, não requer nem mesmo uma tomada de posição pessoal: é só você não pensar no assunto, e a força da rotina geral o arrastará insensivelmente para a esquerda sem que você tenha de assumir a mínima responsabilidade por isso.

Se Luiz Garcia parece não ter a menor consciência de que confessou uma manipulação abjeta, delituosa até, não é porque seja cínico de propósito: é porque, no meio em que ele vive, a insensibilidade moral para com os abusos do esquerdismo se tornou uma espécie de norma de redação.

No dia seguinte recebi de Rodrigo Almeida, da direção do JB, a seguinte mensagem:

Caríssimo Olavo,

A direção do jornal considerou inadequado para o JB um artigo com tantas referências ao Globo. Por esse motivo, optamos pelo cancelamento da publicação do seu artigo. Peço-lhe a gentileza de enviar um novo texto, e lhe garanto a publicação até o fim de semana.
Obrigado.
Um abraço e feliz 2009!
Rodrigo de Almeida

Não desejando criar conflito, respondi a ele nos seguintes termos:



Prezado Rodrigo

Não se trata do Globo, mas de um caso patente de discriminação ideológica com grave dano profissional para a vítima e prejuízo para a liberdade de imprensa em geral. À distância em que estou, meu espaço no JB é o único instrumento de defesa do qual disponho. Peço à direção do jornal reconsiderar a decisão. Caso necessário, assinarei uma declaração isentando o jornal de qualquer responsabilidade pela publicação do artigo. Se o abuso autoritário cometido por um jornal não pode ser denunciado por outro jornal, então a liberdade de imprensa acabou no Brasil.

Abraço,
Olavo de Carvalho

No dia seguinte, não tendo recebido resposta nenhuma, enviei novamente o e-mail. Decorridas algumas horas, chegou, em vez da resposta de Rodrigo Almeida, a seguinte mensagem de Paulo Márcio Vaz, editor de opinião do JB:

Prezado Olavo,

Comunico-lhe que, a partir da próxima semana, a editoria de Opinião do 
Jornal do Brasil será ampliada, com a chegada de mais articulistas. Portanto, todos os nossos colaboradores passarão a escrever apenas um artigo por mês. Ainda hoje, ou no início da próxima semana, lhe envio a data exata de publicação de seu artigo para fevereiro.
Peço-lhe que, por favor, confirme o recebimento desta mensagem.
Um grande abraço,
Paulo Marcio
(21) 2101-4481
(21) 8101-4472

Respondi a ele o seguinte:



Prezado Paulo Márcio,

Por favor, comunique à diretoria do 
JB que terei o máximo prazer em escrever um artigo mensal para o jornal. O preço de cada artigo será dois mil e quatrocentos dólares.
Atenciosamente,
Olavo de Carvalho

Até agora não veio resposta. Será que acharam dois mil e quatrocentos dólares um preço caro demais para uma fatia de salame?

Olavo de Carvalho

domingo, 4 de janeiro de 2009

Duas notas de um católico perplexo - Editora Vozes: uma editora católica?

BLOG DO ANGUETH
Domingo, Dezembro 14, 2008

Sempre que visito uma livraria da Editora Vozes (e também da Paulus) me entristeço com os livros de comunistas confessos publicados pela editora ou vendidos pela livraria. É um desfile de betos e boffs que enjoa o estomago.

No caminho de casa até a livraria, vou me preparando, prometendo-me não olhar as estantes e me concentrar no livro que quero adquirir. Digo a mim mesmo: “Chegue lá e peça o livro ao atendente; verifique se é isso que você quer, pague e vá embora.”

Outro dia, fui com meu filho comprar, para ele, o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luis Maria Grignion de Montfort. Muito auto-disciplinado, pedi ao atendente o livro e fui direto ao caixa. Chega o meu filho e me diz: “Pai, naquela estante ali tem um livro de Calvino.” Disse a ele: “Não filho, a Editora Vozes é católica e nunca publicaria um livro de Calvino.” Pensei comigo mesmo: “Vá lá, betos e boffs, mas Calvino não!” “Pai, está ali o livro de Calvino. Ele não chama João Calvino?”, insistiu meu filho. Fui lá e vi, com meus próprios olhos, “A Instituição da Religião Cristã”. O significado desse livro nos explica Belloc, em As Grandes Heresias: “Não havia nenhuma doutrina construtiva externa em oposição ao antigo corpo doutrinal sob o qual nossos pais viveram, até que um homem de gênio surgiu com um livro como seu instrumento, e um poder pessoal violento de raciocínio e de pregação para atingir seu fim. Este homem era francês, Jean Cauvin (ou Calvino) ...qualquer que tenha sido sua motivação, ele foi certamente o fundador de uma nova religião. Pois foi João Calvino que estabeleceu uma anti-Igreja.”

Expliquei para meu filho o estado lastimável em que se encontra o dito “catolicismo” no Brasil e fui embora, muito mais triste do que tinha antecipado que ficaria ao sair de casa. O livro de São Luis Montfort se tornou ainda mais necessário de ser lido. Rezemos à Santíssima Virgem e a seu Santo Esposo pela Igreja.

A consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria

Lemos no texto do Prof. Orlando Fedeli, Fátima: um "segredo" contendo um enigma envolto em um mistério, o seguinte:

“No primeiro segredo, Nossa Senhora mostrou aos três pastorinhos de Aljustrel ‘o inferno para onde vão os pecadores’, e explicou-lhes que foram os pecados dos homens que provocaram o castigo da I Guerra Mundial (1914-1917).

‘Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe lá do céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o céu (na primeira aparição). Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor. Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora, que nos disse com bondade e tristeza: 'Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.’

“O segundo segredo: ‘A guerra vai acabar, mas, se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para impedi-la, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.’

Todos sabemos que a Rússia não foi consagrada e estamos sabendo, pouco a pouco, desde a abertura dos arquivos de Moscou, quais foram os erros que ela “espalhará pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja ...” A mais recente notícia que temos é comentada por Olavo de Carvalho em seu artigo, URSS, a mãe do nazismo. Vejam lá de que Nossa Senhora estava falando.

Sobre o medo de ser flagrado lendo Olavo de Carvalho

MOVIMENTO ENDIREITAR
Qua, 31 de Dezembro de 2008 00:24 Ronald Robson

Se há uma coisa especialmente idiota a acometer muitos dos leitores, ex-leitores, alunos ou ex-alunos de Olavo de Carvalho, é isto: desprezá-lo apenas para posar de diferente. Isso possui um segundo motivo, até compreensível, que comento logo à frente. Mas, de imediato, a causa de tal rejeição parte da sensação de que toda e qualquer pessoa jovem minimamente inteligente a existir hoje, no Brasil, não passa um dia sequer sem ler Olavo de Carvalho. E, ora, você não quer ser só inteligente: você quer ser o mais inteligente. Até aí, não há o que condenar. Obstrução canalha a essa aspiração, todavia, é este meio escolhido para realizá-la: já que todo mundo está lendo Olavo, eu preciso rapidamente digerir tudo o que ele ensinou, começar a ler uns autores nunca citados por ele, e – cereja do bolo – dizer que “Olavo já deu sua contribuição à cultura brasileira, já passou, agora eu e meus amigos é que vamos fazer e acontecer”. É batata: entro em blogs de conservadores e liberais e percebo uma espécie de pacto de silêncio em torno a Olavo após terem chupado seu olho até mais não poder e, sobretudo, até mais não compreender. Isso é de um receio pueril: medo de se tornar caricato, de ter impresso em sua testa a marca dos “novos iguais”. Medo, por exemplo, de criar um perfil no Orkut e entrar em cascata naquelas comunidades correlatas tão ao gosto new conservative brasileiro: Olavo de Carvalho, Mário Ferreira dos Santos, Gustavo Corção, Bruno Tolentino, Otto Maria Carpeaux, José Osvaldo de Meira Penna, José Guilherme Merquior, Ortega y Gasset, Eric Voegelin, René Girard…

Leia também:

Esse modo de querer fazer-se visto é parte de algo que só vejo ser abordado, e parcialmente, por Pedro Sette Câmara. Mais de uma vez, já disse ele que a disputa entre conservadores e comunistas no Brasil é, mais que uma disputa honesta, um duelo de imagens: e o fato de o time dos conservadores – como alguém já disse – não lotar nem uma kombi é mais um fator a tornar nossos direitistas uns seres histrionicamente empenhados em empinar o nariz e se considerarem infinitamente acima dessa coisa que chamamos, com humildade e aquiescência ao que Deus nos consagrou, “consciência humana”. Aliás, naquela aula estranhíssima – de tão equivocada – do Massimo Borghesi que está na Dicta & Contradicta nº 2, há, todavia, uma síntese brilhante do que resultou do desbunde da geração 68 e da french theory (como chamam os americanos) que a acompanhou: o revolucionário pariu o burguês em estado puro. Pois bem. De forma similar, porém invertida, o Brasil passa – talvez eu esteja delirando, vendo coisas, mas vejamos – por um troço mais bisonho ainda: o novo direitista brasileiro age de forma mais à esquerda que as nossas mais jurássicas esquerdas. Nossos direitistas se idiotizaram antes mesmo de ter nascido por aqui alguma direita. Ou dito de outra forma: o direitista brasileiro mal viu a luz e já se pariu à imagem e semelhança do revolucionário em estado puro.

Há algumas características, principalmente na linha mais highbrow, que fazem com que jovens intelectuais conciliem a defenestração de Olavo a uma mentalidade de gueto iluminado cuja postura, diante dos problemas da ordem do dia, é em tudo igual à presunção de tipo gnóstico que ampara a estrutura cognitiva do revolucionário. Há várias, mas, para não tornar este post mais extenso do que já está, citarei uma apenas: a anglofilia. Algo como querer ser um inglesinho chique só para zombar desse pessoal breguérrimo que lê o brega do Olavo - algo como querer levar a sério o personagem que Alexandre Soares Silva criou para si. Porque, de fato, Olavo de Carvalho não é chique e nem se esforça para ser. E ora: além de ter de ser educado por alguém que todos os meus “pares” estão lendo, ainda terei de agüentar a breguice desse meu professor? Enfim: também já é cool ser um conservador elegante e chique. O que penso disso? Nada. Nem ligo. Eu mesmo sou só um subdesenvolvido falando mal do subdesenvolvimento, como me descreveria Nelson Rodrigues.

E aqui chegamos ao segundo motivo, mais plausível e referido no início deste post, para a renegação de Olavo de Carvalho: muita gente em débito com ele agora dá uma de gostoso porque uns 70% de seus leitores são uns seres nauseabundamente chatos. Mais uma vez, direita e esquerda batem as ancas: politizaram todos os seus interesses. É, por sinal, uma gama de leitores que não vai além dos artigos de jornal do Olavo e que se interessa infinitamente mais por política que por cultura. É uma gente que não dá muita bola à astrocaracteriologia, à teoria dos quatro discursos, à metafísica cuja ontologia toma as posições de sujeito e objeto como abstrações e não dados da realidade, à paralaxe cognitiva, à descrição dos mecanismos cognitivos próprios à mentalidade revolucionária, à dinâmica do Império no mundo ocidental – e demais contribuições originais do Olavo (sem falar nos empreendimentos editoriais). Só querem saber de PT, Obama, FARC e vocês sabem todo o resto. De minha parte, acho bastante nobre a postura de quem se encarrega disso: porque eu simplesmente não tenho saco. Minha paciência é dedicada a temas e estudos que não me permitem me inteirar tanto quanto eu gostaria a respeito desses assuntos “da ordem do dia”. Mas sempre acompanho. Só não faço deles os meus segundos, terceiros ou sequer quartos interesses – pois são os últimos. E, retornando ao que eu queria dizer – não é possível julgar um autor pelos seus maus leitores. Mas é isso que se tem feito com Olavo.

Em resumo, eis o fato que tanto incomoda a muitos: a centralidade de Olavo de Carvalho no que se salvar da atual cultura brasileira. Sua obra transformou os debates intelectuais minimamente honestos do Brasil em um jogo de cartas marcadas. Uma hora, um irá brandir seu Voegelin na cara do adversário. Noutro momento, o segundo surpreenderá com uma citação de Rosenstock-Huessy. Quando o debate se aproximar do ápice, um dos contendores dirá que o outro está tomando o verossímil por provável, em uma alusão à teoria dos quatro discursos. E assim por diante.

Mas, afinal, o que fazer quanto a isso? Eu, como sempre (dizem meus inimigos), tenho uma solução: não fazer nada, apenas continuar estudando. Naturalmente, os meus e os seus estudos deverão se encaminhar para onde nossas alma, seriedade e dedicação indicarem. Pois, a propósito, qual o problema em passar dois, três, cinco ou dez anos digerindo um autor? Que mal haveria, sei lá, em ler Mário Ferreira dos Santos durante a vida toda? Isso é de uma canalhice que me deixa crispado de ódio – a canalhice de “colecionar” autores “diferentes” a fim de tornar mais evidente a sua pinta de “intelectual”, como se leituras rápidas e dispersas produzissem algo mais que cansaço mental.


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Outro dia, em tom de pilhéria, um amigo me disse que Olavo de Carvalho salvou minha vida intelectual – ou mesmo minha vida. Que, se um dia eu não tivesse aberto O Jardim das Aflições, continuaria lendo Hakim Bay e Guy Debord e me lambuzando no ódio de minha impotência. Eu apenas disse que sim, é verdade, e com uma gratidão sincera. Pois é por essas e outras que não tenho vergonha de ser leitor de Olavo de Carvalho. Não quero ser diferente às suas custas.

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(Alguém poderá perguntar se não tenho nenhuma objeção a fazer a nada do que Olavo escreveu. É claro que tenho, assim como a qualquer outro autor. Mas não darei isso a público por um motivo evidente: não passo de um moleque de 20 anos. Se com o tempo, estudo e reflexão tais objeções continuarem a me parecer procedentes, cessarei de compartilhá-las em conversas privadas e divulgá-las-ei, pelo menos, em blog. Isso, claro, se alguém além de meus amigos se interessar pelo que tenho a dizer.)


Publicado originalmente em: Fantasia Exata

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".