Loja OLAVETTES: produtos Olavo de Carvalho

Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Olavo de Carvalho explica a Espiral do Silêncio

Olavo de Carvalho nos fala de uma técnica empregada pela mídia para manter a população estupidificada através do controle de nossa conduta, entre outros.

Precisamos entender o que se passa com o Brasil, vamos ver do que se trata. 






Agora uma prova de que esta técnica é empregada no Brasil e entre outras coisas livra a cara do "nóçu prezidênti" de ser acusado do envolvimento dele e de seu partido, o PT, com as FARC, através do FORO DE SÃO PAULO, que ele orgulhosamente confessa ser mais uma de suas obras.

A prova disto? Vem direto do site do Palácio do Planalto:
http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc.

Mais uma? Vem direto do site do PT:
http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/100209171045ProjetoresolucaoSRI.doc

Abaixo o juiz federal Odilon de Oliveira fala mais uma vez que as FARC são narcotraficantes. Disse novamente? Sim, novamente, veja aqui:
http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2009/08/entrevista-odilon-de-oliveira-pcc-farc.html







Aqui um encontro do FORO DE SÃO PAULO com, entre outras coisas, "condolência e solidariedade" às FARC vinda de um presidente iberoamericano. Olhem quem do PT está na mesma mesa.





KitKyre  7 de setembro de 2008  Neste vídeo (abaixo), aos 3m17s, Hugo Chávez diz como conheceu Lula - atual presidente do Brasil - e Raul Reyes, segundo maior terrorista, narcoguerrilheiro e traficante das FARC, procurado e morto pelo excelente governo Uribe.

O grande encontro deu-se em 1995, em El Salvador, no "Foro de São Paulo", fundado por Luis Inácio Lula da Silva, atual presidente do Brasil, e Fidel Castro.

Recentemente, a revista Cambio publicou o "Dossiê Brasileño", onde é relatado parte do conteúdo encontrado no computador do narcoguerrilheiro morto. Neste conteúdo, há trocas de emails entre os acessores e pessoas de confiança diretamente ligados à Lula, dentro do palácio do Planalto.






Se isto tudo fosse insistentemente mostrado ao público desde a fundação do FORO DE SÃO PAULO em 1989/90, se fosse capa de muitas revistas e jornais diários, matéria de todos os telejornais diários...





VOCÊ ACHA QUE LULA TERIA SIDO ELEITO PARA SEUS MANDATOS?



Quando alguém te disser que a mídia é da elite, dos burgueses, da direita, para resumir, mostre para esta pessoa que se assim fosse é mais do que lógico e evidente que Lula já estaria na cadeia por tudo que foi mostrado acima.

E MARIO OLIVEIRA não ia sair da frente da nossa telinha.



Isto é a Espiral do Silêncio na prática.


Tirem mais outras conclusões.

Olavo de Carvalho Explica Maio de 68

Porque sequer considerar propostas coletivistas. Ou como enxergar Dilma e a gangue como de fato eles são.

Os homens e mulheres, quando mantidos artificialmente no PASSADO (digo, nas suas INFÂNCIAS) através do bloqueio ao conhecimento adquirido pelos melhores seres humanos já nascidos e, ao mesmo tempo, alimentados com o pseudo-conhecimento de homens e mulheres do mais baixo nível intelectual e moral, transformam-se em uma horda de monstros que não serão jamais seres humanos em sua plenitude.

Vejam no vídeo abaixo a IMENSA distância entre um homem honesto e sincero consigo mesmo antes de tudo e um papagaio humano que só sabe repetir palavras de ordem aprendidas nas faculdades, mídia, sindicatos, partidos políticos "socializantes"...

Uma bela aula em pouquíssimos minutos. Vale um curso inteiro.

Dilma cai em arapuca do Mensalão - que "cituação"...

NOVO JORNAL

Ao tomar conhecimento que a imprensa sabia que descera de helicóptero no museu administrado por sócio de Marcos Valério, Dilma fica irritada


O que seria apenas a gravação de cenas para um programa de televisão que será exibido no horário eleitoral gratuito do PT, no mês que vem, pode transformar-se em uma enorme crise na campanha da candidata do PT à Presidência da República, com repercussões inimagináveis.
Na terça-feira (27), a candidata ao dirigir-se a um assentamento de agricultores, denominado Pastorinhas, localizado no município de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, utilizando um helicóptero, segundo os produtores do programa, por falta de opção, desceu no Museu Inhotim.

Ainda segundo a equipe de produção, Dilma não sabia que o museu era dirigido por um dos sócios de Marcos Valério na SMP&B, Cristiano Paz, também irmão do presidente do Museu, Bernardo Paz – empresário processado criminalmente por sonegação fiscal e participação na “Máfia do Carvão e Ferro Gusa”, considerado um dos maiores sonegadores fiscais do Estado de Minas Gerais.

O pior é que o Museu Inhotim se mantém praticamente através de um milionário e ainda inexplicado convênio celebrado com a Petrobras, estatal federal em que a candidata, além de ocupar o cargo de conselheira, praticamente indicou toda direção.

O convênio da Petrobras com o Museu Inhotim é tão suspeito que só não foi investigado na CPI das ONGs, ocorrida no Congresso Nacional, por interferência direta do Palácio do Planalto na ocasião em que a candidata Dilma era ministra da Casa Civil.

Sob o Museu pesa ainda a suspeita de suceder a SMP&B no esquema de lavagem de dinheiro público. O que até hoje nada foi provado.

Na tarde dessa terça-feira circulava na capital mineira rumor de uma possível reunião da candidata Dilma com o grupo do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, outro acusado de pertencer ao esquema do mensalão, conforme reportagem da revista Istoé.

Se houve esta reunião, nada foi documentado, pois com exceção do jornal Estado de Minas, que noticiou a irritação da candidata com a presença da imprensa, ninguém mais teve acesso ao museu e à candidata.

Tudo porque o diretor presidente do Estado de Minas, Álvaro Teixeira da Costa, é um dos integrantes do conselho do museu.

Talvez a candidata não tenha se aconselhado antes com o grupo do ex-ministro Patrus Ananias, pois uma de suas mais próximas companheiras políticas desligou-se há pouco tempo da fundação que dirige o Museu de Inhotim. Tudo após vir à tona o envolvimento de seu presidente, Bernardo Paz, com o esquema de sonegação fiscal e com a “Máfia do Carvão e do Gusa”. 

Lula conseguiu empatar com Hugo Chávez e Osama Bin Laden

COLUNA DO AUGUSTO NUNES

 29 de abril de 2010


Os milicianos petistas estão em êxtase com a presença de Lula na versão 2010 da lista das 100 personalidades mais influentes do mundo segundo os leitores da Time. A excitação é tanta que as patrulhas companheiras voltaram a chamar de revista americana o que até ontem era “uma publicação estadunidense”. E instalaram o presidente brasileiro no topo de um do ranking que não existe, como esclarece aqui ao lado meu amigo e vizinho Reinaldo Azevedo.

Lula é mais um na última edição da lista que invariavelmente exibe, além de governantes competentes e homens de bem, o cortejo de figuras repulsivas, ineptos juramentados, perfeitas cavalgaduras, extravagâncias cucarachas, infâmias africanas, abjeções de grotão e jecas tropicais. Em 2004, por exemplo, Lula estreou na relação em companhia do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-il, e do psicopata Osama Bin Laden.

O coreano atômico reapareceu no ano seguinte ao lado do tirano aprendiz Hugo Chávez. Em 2006, o bufão venezuelano fez parceria com Mahmoud Ahmadinejad. A lista de 2007 reincorporou Bin Laden e abriu vagas para o genocida sudanês Omar al-Bashir e para ditador interino Raúl Castro, eleito gerente-geral de Cuba pelo irmão mais velho. Até o boliviano Evo Morales conseguiu virar personalidade com influência mundial em 2008.

Incluído pela segunda vez na relação da Time, Lula está empatado com Hugo Chávez e Osama Bin Laden.

A nova casa de Dilma

ISTO É

19.Mar - 21:00 |  Atualizado em 19.Mar.10 - 21:07


Após revelações de IstoÉ, PT recua e abandona ideia de alugar mansão usada pelo ex-embaixador dos EUA Clifford Sobel para abrigar a pré-candidata do partido ao Planalto


Sérgio Pardellas
O PT bateu o martelo sobre a mansão escolhida para abrigar a candidata do partido a presidente, Dilma Rousseff, que deixa a residência oficial da Casa Civil em abril. A nova morada de Dilma deve ser uma casa, localizada no Lago Sul, próxima da atual, que pertence ao ex-ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. 

Uma das mansões cogitadas para acomodar Dilma foi onde morou o ex-embaixador dos EUA Clifford Sobel, mas o PT recuou depois de ISTOÉ revelar as negociações que estavam sendo feitas e provocar grande repercussão em Brasília. 

O PT também negocia com o ministro Aldir Passarinho do STJ, que possui uma casa na Península dos Ministros. Para não fazer alarde, o staff de Dilma escalou uma pessoa que não faz parte da direção da legenda para negociar os aluguéis. Trata-se de Benedito Oliveira, da Gráfica Brasil. Mais detalhes sobre a estrutura que está sendo preparada para abrigar os núcleos da campanha petista à Presidência na reportagem “As mansões do PT”, publicada na edição de ISTOÉ desta semana. 

As mansões do PT

ISTO É
19.Mar - 21:00 |  Atualizado em 19.Mar.10 - 21:07

A campanha de Dilma contará com estrutura milionária e o partido está disposto a desembolsar R$ 120 mil mensais em aluguéis só em Brasília

Sérgio Pardellas
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Pelos movimentos recentes do staff da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tudo indica que não vai faltar dinheiro à candidata do governo. Uma estrutura milionária está sendo preparada para abrigar os núcleos da campanha petista à Presidência. Há três semanas, o PT e emissários do partido negociam o aluguel de quatro mansões, todas localizadas no Lago Sul, bairro mais nobre de Brasília. Uma delas será a nova casa de Dilma, que terá de deixar em abril a residência oficial da Casa Civil, mas não pretende sair da luxuosa e caríssima Península dos Ministros, dona do metro quadrado mais caro da capital federal. Para atender a ministra, o partido, que ainda tem dívidas na praça das eleições anteriores, vai ter de desembolsar mais recursos. Nas outras casas, funcionarão a área de inteligência ou o que os petistas chamam de escritório da campanha, o telemarketing e o estúdio de televisão. Batido o martelo sobre os valores e imóveis que estão em avaliação, a campanha de Dilma contará com uma estrutura jamais vista numa candidatura ao Palácio do Planalto. Mais portentosa e robusta, inclusive, do que a da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas duas últimas eleições. “Confirmo duas. Estamos alugando uma casa para a Dilma e outra para servir de escritório.
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A casa da Dilma é no Lago Sul. A do escritório será alugada até julho e a do comitê será perto da sede do PT. A do escritório ainda não fechamos o negócio. Não vamos dar os endereços agora, vocês vão descobrir quando começar a campanha”, disse à ISTOÉ o presidente do PT, José Eduardo Dutra. Para não fazer muito alarde, o PT escalou uma pessoa fora da direção da legenda para negociar preços. Trata-se de Benedito Oliveira, da Gráfica Brasil. Durante a semana, ISTOÉ conversou com corretores de Brasília, que confirmaram que o mercado de aluguéis da capital ficou em ebulição a partir da saída do emissário do PT a campo. No total, o comando da campanha de Dilma está disposto a desembolsar até R$ 120 mil mensais com o aluguel dos imóveis. Conhecido no partido como Bené, ele negociou o aluguel de uma das mansões mais sofisticadas da cidade. Localizada na QL 12, a mansão de cor salmão acomodava até o ano passado o exembaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel. Situada na beira do Lago Paranoá, com cinco suítes e 800 metros quadrados de área construída, hoje está alugada pelo dono do Hotel Naoum, Aroldo Azevedo. Apesar do valor do aluguel – cerca de R$ 50 mil mensais –, o PT estava disposto a custeá-lo para abrigar Dilma. Parte desse valor, cerca de 30% do total, seria liquidada à vista. O negócio estava avançado. Mas, durante a semana, o PT preferiu recuar com receio da repercussão negativa depois que a notícia saiu do mercado de imóveis de Brasília e foi parar no site do jornalista Cláudio Humberto.
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LAR, DOCE LAR
A candidata Dilma entrou pessoalmente nas negociações comandadas por José Eduardo Dutra
De olho nos altos valores em discussão, um dos representantes da Kalu Imports, empresa de Home Theaters e projetores de tevê, que hoje é a proprietária de outro imóvel em que o PT está interessado, chegou a reclamar com amigos do recuo petista. “Não queremos perder esse grande negócio”, desabafou. Questionado por ISTOÉ sobre as tratativas com o PT, Leandro Ferreira, que se apresentou como responsável pela empresa em Brasília, foi evasivo. “Ainda não recebi proposta alguma. Mas pode ser que eu venha a receber”, disse. Neste imóvel, também localizado no Lago Sul, o PT pretende abrigar o estúdio de tevê da campanha, onde trabalharia a equipe do marqueteiro João Santana. Temendo mais uma notícia negativa para a campanha, Dilma entrou pessoalmente em campo e passou a negociar o aluguel de outra casa para ela morar até o fim do ano. Em vez da mansão de Sobel, uma casa localizada no conjunto ao lado, também na caríssima Península dos Ministros. Ali morou Márcia Kubitscheck, filha de Juscelino. Hoje, a residência com três suítes e 1,2 mil metros quadrados, pertence ao ministro do Superior Tribunal de Justiça, Aldir Passarinho, mas está vazia. Abordado por ISTOÉ, um dos caseiros que cuidam do local confirmou a negociação: “De fato, o pessoal do PT veio aqui para alugar a casa para a Dilma.” O preço não é tão alto quanto o da mansão de Sobel: R$ 15 mil mensais. É quanto o partido também pretende pagar no imóvel onde irá funcionar o setor de inteligência da campanha, na casaestúdio, para as gravações do programas de tevê, e na de serviço de telemarketing.
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ESTÚDIO DE TE VÊ
Abaixo (foto), a casa onde o PT quer instalar o marqueteiro João Santana
Este, também uma inovação em termos de campanhas eleitorais, vai enviar 500 milhões de mensagens gravadas de Dilma para os eleitores em potencial em todo o País. O aluguel dos três andares de um prédio, onde vai funcionar o comitê central da campanha petista à Presidência, a ser inaugurado em julho, também está em negociação. O prédio fica perto do Diretório Nacional do PT, no Setor Comercial Sul de Brasília, região central da capital. Os proprietários do imóvel pediram R$ 42 mil mensais de aluguel, mas o PT tenta reduzir o valor para R$ 30 mil. O argumento é de que o local precisa de uma ampla reforma. Mesmo que o preço do comitê seja menor, nunca antes numa campanha será gasto tanto com aluguel. A campanha de Lula gastou em 2006 com locação de bens imóveis R$ 200 mil no total. O então candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, desembolsou ainda menos: R$ 94,3 mil em toda a campanha. Procurado durante toda a semana, Benedito de Oliveira, o emissário petista nas negociações imobiliárias, não retornou as ligações até o fechamento desta edição. A proximidade do “corretor” com o governo do PT é inquestionável. Além de atuar como representante comercial da Gráfica Brasil, Benedito também é um dos sócios da Dialog Comunicação e Eventos Ltda.
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Na Esplanada dos Ministérios, Bené é conhecido pela facilidade com que consegue emplacar vultosos contratos nas licitações de órgãos como o Ministério da Saúde e o do Turismo. Uma das estratégias usadas por Benedito para se tornar um vencedor de licitações é utilizar preços irrisórios, misturados a valores de mercado, prática considerada ilícita por órgãos de fiscalização, em um ministério e, assim, ter acesso a praticamente toda a Esplanada. Desde 2006, graças ao bom trânsito e à habilidade de Benedito, a Gráfica Brasil faturou R$ 90 milhões do governo federal. Já a Dialog ganhou R$ 40 milhões nos contratos firmados nos ministérios, em menos de dois anos. Desde 2007, a Dialog assumiu a organização de grandes eventos patrocinados pelo governo, como a realização do seminário da Copa do Mundo de 2014, no Rio de Janeiro, e o lançamento do canal digital em São Paulo pela TV Brasil. Mas a empresa ganhou notoriedade mesmo após receber R$ 1,2 milhão para preparar, em fevereiro do ano passado, o rumoroso encontro de prefeitos para promover a ministra Dilma Rousseff como candidata ao Planalto. O evento foi questionado no TSE pela oposição, que acusa a ministra de fazer campanha antes do tempo.
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Revista Time dos EUA em 1938 classifica o populista Hitler como o melhor político do mundo. Quer saber quem ela coloca no trono em 2010?

JULIO SEVERO

A história se repete?

1938:
Revista Time classifica o populista Hitler como o melhor político do mundo

2010:
Revista Time classifica o populista Lula como o melhor presidente do mundo

AUTOFAGIA DO DIREITO

AUTOFAGIA DO DIREITO

Nivaldo Cordeiro

29 de abril de 2010
http://www.nivaldocordeiro.net/autofagiadodireito


Nosso direito zomba e se afasta da justiça
Michel Villey

O triunfo do positivismo jurídico teve desdobramentos práticos imediatos, desde que derrotou a visão aristotélica do direito natural. O momento crucial desse processo combinou a consolidação dos Estados nacionais modernos com as obras de Maquiavel, na ciência política, e a de Hobbes, no âmbito estrito da filosofia política. Estamos aqui no período que medeia o século XIV e o século XVII. É a fundação da modernidade.

O que separa os modernos dos antigos é basicamente a noção de que a justiça, e, portanto, o direito, surge antes do homem, tem raiz transcendente. Era esse ponto que opunha Platão a todos os sofistas. Reconhecer que o fundamento do direito estava na lei natural e que esta está além do homem, não é por ele criada, mas descoberta, foi o salto mais sensacional do filósofo, só comparável à verdade revelada das Escrituras. Desde então, a história do direito caminhou para o reconhecimento do telos oriundo da lei natural e os governantes esforçavam-se para estar de acordo com ela. Essa visão de mundo mudou novamente por ocasião do Renascimento.


A descoberta da lei natural é a síntese do processo civilizatório, que terá no cristianismo o apogeu e o mecanismo para se espalhar pelo mundo. O direito romano é filho de Aristóteles e, ainda que nos aspectos meramente formais, ele persiste até nossos dias. Reminiscência de um tempo de inteireza da alma.


Aristóteles deu um passo além, ao mostrar que o direito comportava múltiplas e variadas formas, semtodavia perder a sua raiz transcendente, a lei natural. O direito é para ele uma ciência, portanto produto da observação humana. Do mesmo jeito, as formas de governo podiam variar, mas a filosofia tinha os meios para orientar os atores políticos na busca da verdadeira justiça. Os períodos de caos eram justamente aqueles em que a justiça ficava ofuscada ou negada por governantes ignorantes e aventureiros, que precisavam ser removidos.


Poder e direito derivavam, em última análise, da autoridade divina. A demagogia sofista de que todo poder supostamente emana do povo foi derrogada por esses dois filósofos, ressuscitando apenas nos tempos modernos. Essa demagogia é a crença que se instalou nos novos Estado nacionais, quando o ateísmo passou a instruir os governantes.


É longa a história do positivismo jurídico, mas a sua essência é que ele usurpa a autoridade da lei natural para a lei humana positiva, como se fossem uma única e mesma coisa. A partir daí, criou-se o caminho para o totalitarismo como forma de governo, fundado no correspondente niilismo moral. A única ética a prevalecer agora é a ética cínica da tomada do poder e da sua manutenção. “Os fins justificam os meios”, escreveu Maquiavel, ecoando para os tempos vindouros.


Mas Maquiavel não era burro. Na sua filosofia ainda tinha uma elemento transcendente vinculando a ação humana, a Fortuna, ou a Roda da Fortuna. A metáfora de que o novo príncipe deveria dominá-la, como a uma mulher, não passou de tirada nada espirituosa e de mau gosto do florentino. Ele sempre soube que a Roda da Fortuna era encimada por um anjo dividido entre o bem e o mal.


Esse elemento transcendente perdeu-se na pena de seus sucessores. Já em Hobbes deixou de existir e, no seu lugar, foi posta a ficção dos direitos naturais estóicos, os assim chamados direitos de primeira geração. Aqui foram fundados o comunismo e o liberalismo, irmãos siameses da modernidade, filhos da mesma base filosófica.


Hobbes sabia do monstro que estava criando, o Leviatã, e por isso mesmo tentou, ainda nos primórdios da loucura da modernidade, instituir os limites do Estado, em contraponto ao indivíduo. Intuiu o que estava por vir. Locke tomará essa idéia e formatará o liberalismo clássico, consagrando a propriedade privada e propondo a separação enfática entre o poder econômico e o poder político. Sim, há uma grande generosidade e mesmo uma sabedoria nessa proposição, mas ela foi derrotada justamente porque, produto da engenharia humana, foi por outra soterrada.


O liberalismo político morreu. Basta ver o tamanho que os Estados nacionais alcançaram atualmente, meça-se por qualquer critério: PIB, número de funcionários, poder de polícia. Toda a vida prática agora é contingente do poder de Estado. Não há mais vida fora do Estado. Somos todos escravos do Leviatã.


O liberalismo econômico também morreu por falta de adeptos. No mundo inteiro os partidos políticos competitivos, capazes de tomarem as rédeas do poder, são defensores de variantes das ideologias coletivistas. O liberalismo não é páreo real nas campanhas eleitorais. 


O liberalismo político morreu porque perdeu a batalha com Rousseau e seus sucessores coletivistas. Se o Estado pode tudo e se ele é produto da razão humana, nada mais natural que se procure a perfectibilidade em vida. Afinal, a lei pode tudo, inclusive ignorar os perigos e riscos da existência humana, a realidade imediata do homem. Declararam-se os direitos do homem e a esquizofrenia apossou-se de todos os sistemas jurídicos. É Rousseau triunfante que fala nessas declarações demagógicas.


A agonia da grande crise atualmente em curso mostra a loucura dessa visão de mundo. O que se passa na Grécia e na União Européia não traz bons presságios. O que se passa nos EUA também. No cerne da crise a esfinge que pede para ser decifrada: o Estado nacional e seu direito autofágico.


A conseqüência é a judicialização de tudo, agora centralizado no Estado. A moeda passou a ser criada por lei, deixou de ser natural; empregos agora são cada vez mais dádiva do poder de Estado, seja diretamente, na multidão de funcionários que contrata, seja por patrocinar o “desenvolvimento”, quer dizer, bancar, de todas as formas, a oligopolização dos setores produtivos, destruindo as pequenas e médias empresas. Os setores produtivos agora são dependentes de financiamentos, regulação, compras e da boa vontade do Estado. Nada acontece fora do Estado.


A desproporção de poder entre as criaturas humanas e o Estado nunca foi tamanha. Será talvez por isso que as prisões foram multiplicadas e a população encarcerada está alçando cifras nunca antes vistas. A perfeição do positivismo jurídico é o Estado-prisão, sempre perfectibilista, todo poderoso, agora totalitário na mais temível forma: dentro da legalidade, mesmo legitimado pela estupidez das massas adestradas para o socialismo.


Uma antiga definição de Estado é a de que ele é violência organizada. Se olharmos como as polícias foram multiplicadas e aparelhadas é que veremos como esse poder hoje se coloca de forma esmagadora diante do indivíduo isolado. As novas tecnologias alavancaram esse processo de expansão ao paroxismo. O grande inimigo do homem agora é o próprio Estado do qual é súdito, que dispõe a bel prazer de sua renda, de sua liberdade, de seus empregos, de suas vontades, de sua riqueza.

O homem deixou de ser sujeito para ser uma simples massa de moldar nas mãos dos servos do Estado, a vasta burocracia que se esforça, a cada dia, para transformar a terra no inferno, prometendo o paraíso: a supressão dos riscos, desde que ele disponha do poder total.


Valha-nos Nosso Senhor Jesus Cristo! Livre-nos da Terceira Tentação!

TENTARAM FAZER A LUTA ARMADA VENCER A PARADA NO TAPETÃO. PERDERAM!

BLOG REINALDO AZEVEDO
sexta-feira, 30 de abril de 2010 | 7:07

Afirmar que o “STF reconheceu que torturador tem direito à anistia” raramente é simples manifestação de ignorância. No mais das vezes, trata-se de uma canalhice jornalística, jurídico-intelectual, histórica e política, digna de tramóias de que só a esquerda autoritária é capaz.

Escrevo que só a esquerda é capaz disso porque a direita truculenta fala outra linguagem: a exemplo do fascismo (cujo DNA é de esquerda, é bom lembrar, mas depois derivou), apela aos valores da pátria, às tradições do povo, à sua índole, à sua  honra — não que essas coisas todas não possam ter um tratamento digno, virtuoso. Podem! Mas o fascismo os distorce assim como os esquerdistas distorcem os valores do humanismo e da democracia ou para justificar seus crimes ou para golpear as instituições. Derrotados, agora, na sua tentativa de dar um golpezinho jurídico, falam de uma humanidade supostamente aviltada com “a anistia a torturadores”.

Trata-se de uma canalhice jornalística porque não se estava votando ali se torturador tem ou não direito à anistia. Alguém que pratique esse crime vai arcar com o peso das leis, inclusive do dispositivo constitucional que estabelece que ele não é suscetível de graça. O que o Supremo ESCLARECEU foi o alcance da lei de 1979. Aqueles que os revisionistas queriam caçar e cassar estavam ou não contemplados na letra da lei, que estabeleceu que o perdão valia para “crimes políticos e conexos”?  Por sete a dois, os ministros disseram que “sim”. Como bem lembrou Celso de Mello, a Constituição de então não tinha o impedimento que tem hoje, e a Lei da Anistia pôde ser aprovada sem ter de excluir este ou aquele crime.

Os promotores da revisão, e parte da imprensa comprou a versão, tentaram criar um confronto inexistente entre os que combatem a tortura e os que a admitem. O relator do caso não podia lhes ser mais incômodo: Eros Grau, que redigiu um voto luminoso, foi ele próprio cassado pelo regime militar e torturado, o que, felizmente, não aconteceu com o radical de gabinete Fábio Konder Comparato, que falou em nome da OAB.

Trata-se de uma canalhice jurídico-intelectual porque se tenta ignorar o significado de uma anistia, tão bem explicitado por Paulo Brossard:

A Anistia, tal como foi concebida, é irreversível. Todos os delitos que foram anistiados, por força da lei, são apagados. É um princípio universal. Não é que se perdoe. Se apaga. É como se nunca tivessem existido. A anistia não é uma ato de justiça, nem de reparação. É uma medida de caráter político, no sentido mais amplo e mais rico da palavra. A lei apaga, por considerações que não são de ordem de justiça, mas são de ordem de conveniência, de utilidade. A Anistia é para pôr fim, para esquecer. (…) anistia não é justiça, é concórdia, é esquecimento. Não condena e não absolve ninguém. Apaga. Esquece.

Anistia, como se nota, não é absolvição.

A afirmação de que “se reconheceu o direito de torturadores à anistia” também é uma canalhice histórica. Porque, então, seria preciso afirmar que se “reconheceu o direito à anistia de terroristas e de sediciosos”. Terá, por exemplo, a África do Sul endossado o racismo quando resolveu esquecer os crimes do apartheid? Terá a Espanha acatado como digna a violência dos fascistas de Francisco Franco? Não! Brasil, África do Sul e Espanha queriam avançar, sair do impasse, e fizeram um pacto político. A Espanha vem bem a calhar: o juiz Baltasar Garzón, chegado aos holofotes, tentou rever as anistias concedidas no país há 35 anos. E está sendo formalmente acusado de violar a lei.

E se trata, é evidente, de uma canalhice política porque a revisão ignorava o caráter, tantas vezes lembrado ontem pelos ministros, “bilateral” da Lei da Anistia: beneficiou extremistas dos dois lados do confronto. E o fez para que os radicais do jogo político parassem de perturbar o processo e permitissem à sociedade avançar. Certamente não terá ocorrido aos promotores da revisão punir crimes de terrorismo ainda hoje impunes. Eles não queriam apenas rever a lei: queriam também reescrever o passado.

E, se canalhice faltasse, há uma outra, que é de ordem moral e ética mesmo. Os que, no campo democrático, lutaram pela Lei da Anistia promoveram a paciente, contínua e vitoriosa RESISTÊNCIA PACÍFICA À DITADURA. Simbolicamente, é essa luta que os revanchistas de agora queriam desmoralizar, como se aquela resistência tivesse sido uma rendição. E não conseguiram.

Três décadas depois, tentaram fazer a luta armada vencer a parada no tapetão do Judiciário. Quebraram a cara. E o Brasil ganhou.

A direita que a mídia criou

A direita que a mídia criou

Olavo de Carvalho


Diário do Comércio
, 29 de abril de 2010
http://www.olavodecarvalho.org/semana/100429dc.html


Tudo o que é feito na ilusão da neutralidade ideológica torna-se canal para a difusão da ideologia que mais francamente se assuma como tal.


Na mesma semana em que a Folha de S. Paulo se arrogava o direito de passar pito no Diário do Comércio, posando de fiscal da idoneidade jornalística alheia, uma senhora aparecia na MTV criticando a Igreja Católica, com base na autoridade intelectual que emanava da sua condição de prostituta aposentada: o celibato clerical, ensinava a criatura, é uma indecência, pois nasceu do desejo vil de preservar o patrimônio da Igreja. Esses dois episódios – que em espírito são um só – ilustram como é difícil, nos dias que correm, distinguir entre realidade e paródia. O segundo deles dá a entender que os mártires e santos se deixaram devorar por leões e canibais por mero interesse financeiro, ao passo que as prostitutas se entregam à lubricidade da clientela por puro amor ao próximo. É uma teoria, não é? Mas o primeiro sugere algumas considerações mais amplas, cuja ligação com o episódio em si talvez não apareça à primeira vista, embora tenham tudo a ver com ele.
O jornalismo é o irmão menor da ciência histórica; seus métodos são em essência os mesmos dela, apenas aplicados às pressas e com menos rigor. A pesquisa dos documentos, a crítica das fontes, a confrontação de testemunhos, a conjeturação de nexos, a reconstituição narrativa ou interpretativa da ordem dos fatos, tudo faz do jornalista, quando o é de verdade, uma espécie de historiador-mirim.

O simples fato de que o currículo das faculdades de jornalismo não inclua sequer uma versão abreviada das disciplinas históricas fundamentais já basta para mostrar que aquelas instituições de ensino não servem para absolutamente nada além de dar a uma elite de pseudo-intelectuais ativistas o controle do mercado de trabalho nas redações.

Quando digo isso, sempre aparece algum espertinho alegando que a obrigatoriedade do diploma universitário no jornalismo foi instituída pelo governo militar, nada tendo portanto a ver com estratégia esquerdista de dominação. Como se o governo não tivesse se esmerado em atender às pressas todas as exigências da esquerda que pudessem, a seu ver – tremendo engano! –, ser neutralizadas ideologicamente, acabando por dar de bandeja aos esquerdistas alguns preciosos instrumentos de agitação e propaganda. Ainda lembro, como se fosse hoje, a voracidade com que a militância esquerdista se apossou das cátedras de Educação Moral e Cívica, instituídas pelo governo na esperança louca de disseminar o patriotismo e as virtudes. Com as faculdades de jornalismo aconteceu a mesma coisa: tudo o que é feito na ilusão da neutralidade ideológica torna-se canal para a difusão da ideologia que mais francamente se assuma como tal. Nada mais patético do que um governo autoritário ideologicamente tímido, de uma timidez que acabou por se incrustar na medula mental da nossa burguesia como um tumor incapacitante, reduzindo à condição de apêndice da esquerda o que possa ter restado de uma “direita” que nem quando estava no poder ousava dizer seu nome.

Nesse processo, aliás, o jornalismo gerado nas faculdades teve um desempenho admirável. Admirável de safadeza. Na mesma medida em que a “direita” não se assume como tal, é a mídia maciçamente esquerdista que se encarrega de chamá-la assim, com insistência obsessiva, de modo que o direitismo só subsiste no imaginário público como rótulo infamante associado precisamente às pessoas que mais o rejeitam, ao passo que os esquerdistas raramente aparecem com rótulo, sendo sempre designados na mídia por suas profissões ou cargos sem identidade ideológica explícita (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/091007dc.html). A imagem do país na mídia torna-se assim uma inversão simétrica da realidade: a ideologia que tudo controla desfruta de uma confortável invisibilidade protetora, ao passo que sua inexistente adversária é exibida ante os olhos de todos como a encarnação mesma do ideologismo militante.

É precisamente esse processo que se denomina, com um termo que hoje tem nos estudos de comunicação jornalística uma acepção técnica precisa, “a espiral do silêncio” (v. Elisabeth Noelle-Newmann, The Spiral of Silence, The University of Chicago Press, 1993): uma das facções é levada sutilmente a abdicar da própria voz, deixando à inimiga o privilégio de nomeá-la, defini-la e descrevê-la como bem entenda. Auto-hipnotizada pelo mito da neutralidade ideológica, a direita brasileira entregou-se a essa operação com a passividade de um cadáver na mesa do médico-legista. Com uma diferença: nenhum cadáver é idiota o bastante para achar que faz isso por esperteza.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".