Loja OLAVETTES: produtos Olavo de Carvalho

Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cidinha Campos (PDT-RJ) CENSURA blogueiro RICARDO GAMA (RJ)!

 

Publicado em 24/05/2012 por DanielFragaBR

Protesto contra censura da Deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ) ao blogueiro Ricardo Gama. O vídeo que ela quer censurar é o seguinte:
http://www.youtube.com/watch?v=TAohCGb6ROE

Deputada Cidinha Campos XINGA, HUMILHA e PROCESSA o Blogueiro Ricardo Gama
http://ricardo-gama.blogspot.com.br/2012/05/apos-o-esporro-recebido-pelas-ofe...

André Lazaroni (PMDB-RJ) NUNCA MAIS!
http://www.youtube.com/watch?v=iZV7g2KwyNg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidinha_Campos

Deputada Cidinha Campos baba o ovo de Sérgio Cabral
http://www.youtube.com/watch?v=QCFgpGDTyMc

Deputado do PT tenta se justificar após ser flagrado garantindo proteção a governador na CPI
Vaccarezza manda SMS para Sérgio Cabral e diz que relação com PMDB vai azedar
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/deputado-do-pt-tenta-se-justificar-apo...

Sérgio Cabral viajou em jato de Eike para festa de empresário com quem tem contratos de R$ 1 bilhão
http://oglobo.globo.com/rio/sergio-cabral-viajou-em-jato-de-eike-para-festa-d...

Garotinho divulga fotos de Cabral com Cavendish

Segundo o ex-governador, as imagens foram feitas em hotel em Paris, em 2009
http://revistaepoca.globo.com/Brasil/noticia/2012/04/garotinho-divulga-fotos-...

Por que Sérgio Cabral elogia tantos corruptos?
http://www.youtube.com/watch?v=zYITv97yzz8

MPF processa Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi
http://www.conjur.com.br/2010-set-05/mpf-processa-agaciel-maia-joao-carlos-zo...

Justiça autoriza PSOL a exibir elogio de Cabral a deputado preso
http://www1.folha.uol.com.br/poder/799522-justica-autoriza-psol-a-exibir-elog...

Denúncia anônima liga assessor especial de Sérgio Cabral a advogados detidos junto com traficante Nem
http://www.alertatotal.net/2011/11/denuncia-anonima-liga-assessor-especial.html

quinta-feira, 24 de maio de 2012

WEBRádio CONS: "Perseguição Cristã e Revolução Gramsciana". 17/05/2012

 

Publicado em 18/05/2012 por consbrTV

Neste Programa, Leonardo Pratas, Secretário Nacional do CONS, Entrevista Rodolpho Loreto do BLOG Sentinela Católico com a participação especial de Alex Brum Machado do BLOG Cavaleiro do Tempo. Em Debate, a Perseguição Cristã no Brasil e no Mundo e a Revolução Gramsciana no Brasil.

Fim de sigilo bancário da Delta põe PT e PMDB em crise

 

ESTADÃO

Relator apoia estender investigação à direção nacional da empresa e a Cavendish

23 de maio de 2012 | 23h 24

Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - O PT e o PMDB estão em pé de guerra depois de o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), ter defendido a quebra do sigilo bancário da Delta Construções em nível nacional e de seu principal acionista, Fernando Cavendish.

Veja também:
link Novo alvo da CPI, Delta nacional levou R$ 718,2 mi com negócios em 18 Estados
link 'Qualquer fala de Cachoeira seria perigosa', afirma Márcio Thomaz Bastos

Diante da crise, Cunha optou nesta quarta-feira, 23, pela cautela. Mas o deputado confidenciou a correligionários que fez uma reavaliação da blindagem da empreiteira e que, diante das evidências, não tem como evitar que as investigações recaiam sobre a Delta nacional e seu proprietário.

A decisão irritou o PMDB, em especial a ala ligada ao governador do Rio, Sérgio Cabral. Ele é amigo de Cavendish, com quem viajou para o exterior. Os peemedebistas alegam que a quebra de sigilo da Delta é uma reivindicação da oposição para tirar o foco do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, que estaria envolvido com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Com a provável aprovação da quebra dos sigilos da Delta, os peemedebistas estão certos de que a oposição terá munição para pedir a convocação de Cabral.

Em represália, o PMDB passou nesta quarta a trabalhar com a ideia de não se aliar ao PT para convocar Perillo. Dizem que é mais fácil, agora, não aprovar a convocação de nenhum dos governadores alvo de denúncias.

‘Não é nosso’. Por ora, a cúpula do PMDB tenta manter postura de distanciamento. A alegação é que Cabral nunca foi “nosso” - ou seja, do PMDB - e não haveria motivos para o partido se empenhar na sua defesa. O líder da sigla na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), avisou que não pretende trocar seus titulares na CPI - Luiz Pittman (DF) e Íris Araújo (GO). Eles prometem votar a favor da quebra do sigilo.

Segundo integrantes da CPI, Cunha cogitou tornar a sessão de hoje em administrativa, para aprovar a quebra dos sigilos da Delta nacional e de Cavendish. O relator teria sido demovido da ideia pelo próprio PT. “Não se pode fazer uma reunião administrativa nas coxas”, disse o ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP), ao garantir que apoia a decisão de pedir a quebra dos sigilos.

Para os aliados, Cunha mudou sua postura e resolveu contrariar a blindagem à Delta porque está preocupado com sua imagem. O petista sonha em ser candidato ao governo de Minas, em 2014, e não quer “queimar” sua biografia. Ele estaria passando por processo semelhante ao que ocorreu na CPI dos Correios, quando o presidente Delcídio Amaral (PT-MS) e o relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) também mudaram de comportamento ao longo das investigações e denunciaram a existência do “mensalão” no governo Lula.

Cunha decidiu ampliar a apuração após documentos da Operação Saint-Michel - deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal após a Monte Carlo - apontaram que os ex-diretores da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e no Sudeste, Heraldo Puccini, tinham procuração para movimentar dinheiro em contas nacionais da empreiteira.

Justiça Federal rejeita denúncia do MPF contra o coronel Ustra

 

ESTADÃO

Procuradores acusaram o militar pelo sequestro de líder sindical desaparecido desde 1971

23 de maio de 2012 | 18h 32

Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A Justiça Federal rejeitou denúncia criminal contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o Doi-Codi – núcleo militar de torturas nos anos de chumbo –, e o delegado da Polícia Civil Dirceu Gravina, o JC, acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) por crime de sequestro qualificado e continuado do bancário e líder sindical Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, preso em maio de 1971, até hoje desaparecido.

Veja também:
link MPF denuncia coronel Ustra por sequestro
link TJ-SP adia julgamento da ação da família Teles contra o coronel Ustra
link Regime militar volta ao debate público

Em sentença de 18 páginas, o juiz Márcio Rached Millani, da 10.ª Vara Criminal Federal em São Paulo, assevera que a Lei 12.528/2011, que criou a Comissão Nacional da Verdade, “sancionada pela presidente Dilma Rousseff, ela própria uma das vítimas do regime de exceção, não tem o intuito de punir os autores dos delitos, mas apenas a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos”.

O MPF imputou a Ustra, hoje coronel reformado, e a Gravina, ainda no exercício da função, crimes de detenção ilícita, privação da liberdade e torturas contra Ferreira. Citando voto do ministro Celso de Mello, do STF, o juiz Millani invoca o alcance da Lei de Anistia. “Pode-se asseverar que os crimes praticados durante o período do regime militar foram anistiados, não somente aqueles perpetrados pelos que combatiam o regime então vigente, mas também aqueles cometidos por aqueles que visavam a sua manutenção.”

O juiz assinala que "não é segredo que alguns segmentos da sociedade querem a revogação da Lei de Anistia".

"Sucede que nem este juízo, tampouco a Comissão da Verdade têm legitimidade para as mudanças propostas”, assinala. “Outra interpretação da Lei de Anistia só poderá ser realizada pelo Supremo Tribunal Federal, ao passo que a revogação da lei é de responsabilidade do Congresso Nacional. Não vislumbro qualquer intenção do Estado brasileiro na punição dos crimes cometidos no período de exceção."

"O recebimento da denúncia implicaria, por um lado, na desconsideração, por via oblíqua, de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em processo concentrado de controle de constitucionalidade e, por outro, na aceitação de tese (do MPF) comprovadamente dissociada da realidade”, adverte Millani.

O juiz federal observa que “o MPF demonstra preocupação com as sanções a que estará sujeito o Brasil caso a denúncia não seja recebida, uma vez que ela tem, entre as suas finalidades ‘prevenir futura nova condenação do Estado brasileiro pela omissão no cumprimento das obrigações voluntariamente assumidas, notadamente no que se refere ao cumprimento das decisões emanadas da Corte Interamericana de Direitos Humanos’”.

Para Millani, o recebimento ou não da denúncia é irrelevante para tal prevenção. “Independentemente do resultado deste processo, o Brasil continuará a desrespeitar o julgado da Corte Interamericana, pois ainda restarão sem punição os casos de homicídio, tortura, etc. [...]Constata-se a total incompatibilidade entre o decidido pelo STF e o decidido pela Corte Interamericana e, seja qual for o caminho escolhido, haverá o desrespeito ao julgado de uma delas.”

Márcio Millani anota que embora haja provas de que Ferreira realmente foi vítima de sequestro, as últimas notícias de que se tem dele são de maio de 1971. O juiz destaca que se Ferreira ainda estivesse vivo "teria hoje cerca de noventa anos, idade que, com certeza, não atingiria caso ainda estivesse em cativeiro".

O sonho de Lennon e gêniozinho-ateu

 

FIDES ET RATIO

Por franciscorazzo, abril 26, 2012 2:54 am

 

Existem aproximadamente umas 7 bilhões de pessoas e umas 300 mil religiões em todo mundo. A religião é um fenômeno humano, enraizado em sua história, tal como é a economia,  política, a história,  a “ciência”, a ação proposital racional, a vida psíquica, biológica, social etc.

É fato também que as pessoas entram em conflito e que também existe violência… desde que o homem é homem.

O gêniozinho-ateu olha pro mundo e vê violência, vê também pessoas religiosas que, por serem pessoas, praticam religião e violência, vê a si mesmo como um bom mocinho e “descobre”, olha como é gênio!, que a causa necessária da violência é o conflito religioso, logo, né?, propõe a solução que ninguém em 150 mil anos de humanidade conseguiu pensar: acabando com as religiões acabará a violência e todos viverão felizes para sempre.

Ele  é um rapaz de coração muito bom, certamente tem boas intenções e espera que todos os sete bilhões de seres humanos vivam e sejam no fundo apenas felizes, tal como ele, nosso gêniozinho-ateu, é feliz!

O que estou chamando de gêniozinho-ateu é uma espécie de versão high tech dos sonhos de John Lenonn:

Imagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

And the world will live as one

Esse tipo de frase é daquelas que “dão ou merecem um doutorado” pra Ciência da Religião ou pra Filosofia! A esperança desse tipo de ateu – pois nem todo ateu é geniozinho, há os ateus realmente honestos e que reconhecem os seus limites e os limites da natureza humana – é como tentar um dia acabar com a lei da gravitação pra resolver com o problema do leite derramado ou custurar o cu de todos os homens a fim de resolver o problema do saneamento básico.

É difícil desenhar pra essa gente que a religião é um componente da própria estrutura da consciência humana, isto é, é uma condição necessária da própria humanidade do homem e não uma invenção de uma porção de homens angustiados e a fim de enganar os otários, tal como é também um componente da humanidade do homem o fato dele ser desonesto, conflituoso, torpe, limitado, mortal, paradoxal etc.

Ninguém acabará com a religião sem antes acabar com o próprio homem. O sonho de Lennon é o fim do próprio humano. “The world will live as one”?, sim!, porém só se existir apenas um único homem delimitado por esse tipo de tolice, e isso é uma espécie de “autismo moral”, com todo respeito com aqueles cuja condição mental dramática não é voluntária. Viva absolutamente consigo mesmo e nunca terá um único conflito além de ter de dormir com o peso da própria consciência!

A complexidade da realidade humana é o limite desse tipo de “piração”. O problema não é acabar com a religião pra se viver em completa paz, o jeito de viver em paz é acabar com o “outro” e acabar com o outro é também acabar com um componente fundamental da natureza humana, isto é, a vida em comunidade. Como diz um grande historiador das religiões: “ser ou tornar-se um homem significa ser religioso”.

Vivemos numa geração meio mariquinha

 

PAPO DE HOMEM

 

Jader Pires

por Jader Pires
em 23/05/2012 às 10:01 | Debates, PdH Shots

O Alexandre Matias pinçou, lá no Trabalho Sujo, um teco do texto escrito pelo Clint Eastwood que foi publicado na Piauí desse mês.

“Vivemos numa geração meio mariquinha, todo mundo diz: “Vamos lidar psicologicamente com isso?” Naquela época, você simplesmente sentava o pau e resolvia na porrada. Mesmo que o cara fosse mais velho e fortão, pelo menos você era respeitado por encarar a briga, e te deixavam em paz.

Não sei se dá para dizer exatamente quando começou essa geração mariquinha. Talvez tenha sido quando as pessoas começaram a se perguntar sobre o sentido da vida.”

Definitivamente o Clint Eastwood é um cara fodão. A gente já falou sobre ele mais de uma vez e já refletimos sobre as afirmações grosseiras e completamente pertinentes que ele lança, já na fase passada dos 80 anos.

Aqui no PapodeHomem, o Guilherme já afirmou que, em matéria de embate profissional, um murro na cara não dá demissão. Por aqui, amigo não acostumado com uma boa briga entre lenhadores, a chapa esquenta, o bicho pega, a giripoca pia, a casa cai, a porra fica séria.

Num mundo normal, corporativo, ideias seriam debatidas como quem come um sorvete de melancia, cheio de meandros, de cuidados para não escorrer, de como seria a forma mais perfeita de comer um gelado, como  obter a tal explosão de sabores. Ao final, uma nova reunião seria marcada para decidir o que foi apresentado na reunião anterior. Um papo mariquinha, feito por mariquinhas com o intuito de ter um trabalho tranquilo e marica.

Que? Você não gosta de sorvete de melancia? Acho que esse texto não é pra você. Tenta esse aqui do Gitti.

O lance é que, hoje, a violência é rechaçada pela sociedade. Não que devêssemos agir de modo contrário e fazer to nosso entorno um verdadeiro Mad Max. Mas, aparentemente, parece que ultrapassamos o limite de negar a violência e adentramos numa linha de pensamento anestesiada, em que qualquer ruptura do equilíbrio emocional é caracterizado como bruto, selvagem, retrógrado, bestial. Fomos criados por mulheres e esquecemos como pode ser útil e produtivo levantar a voz, mandar alguém tomar no cu, bater o pau na mesa e defender uma opinião, um sentimento, uma ideologia.

Temos que ser delicados, temos que debater em ordem, com parcimônia, deixar o outro falar, ouvir calado e transformar um revés em algo positivo. Nos instruíram, basicamente, a fazer da nossa vida e de todos a nossa volta um cobertozinho quentinho, fofinho e confortável. Tudo é uma white fluffy cloud esperando bundas macias e afáveis para aconchegar-se. Tudo errado.

Não tô defendendo a ogrice gratuita. “Há que endurecer, mas sem perder a ternura” (ou algo que valha).

Pensar é justo. Digo, é obrigatório. Mas pensar demais cansa e agir de menos engorda, amolece. Eu pensei e pensei por anos a fio enquanto mofava num cargo de banco. Quando parei de pensar e comecei a agir, virei editor do PapodeHomem e abri um hostel, o Santa Maloca.

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Dizem também que ler é mais “inteligente” que ver apenas uma figura.

Eu acho que tem gente que fala demais e, claro, faz de menos. O Clint Eastwood fala pra caralho e faz pra caralho. Taí algo de grande valor.

E cê acha que o mundo está mesmo dominado por “mariquinhas”? Ou temos, hoje, a maior quantidade da história de homens de respeito?

Obs: O texto publicado na Piauí foi, originalmente faz parte de uma entrevista dada à revista Esquire, em 2008, com o título de What i’ve Learned (ou, em bom portuga, “o que aprendi”).

Jader Pires

JADER PIRES

Jader Pires é editor do Papo de Homem. Publicitário por opção, jornalista por apego e escritor por maldição. Prometeu um dia que, se ganhasse na loteria, doaria cem reais para caridade (e não há cristo que o faça pensar o contrário). No Twitter, atende pela brilhante alcunha de @jaderpires.

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ACIDENTE DO GOL 1907, ÀS VERDADES QUE NÃO SÃO MOSTRADAS...

 

por Bruno Toscano Franco, terça, 10 de Maio de 2011 às 15:40 ·



Isto é como elles dizem ter acontecido, só q não foi o q aconteceu, pq o vídeo mostrou q os pilotos do Legacy se questionaram sobre o q bateram, veja a proximidade q a mídia disse q aconteceu o fato, os pilotos do Legacy foram escondidos pelo governo Brasileiro, eles estão voando no gringo somente o controlador de voo q nada tinha haver com isso foi condenado, sendo q o plano de voo está na carta de navegação e JAMAIS os pilotos saíram no nível de voo q a mídia disse q saíram.

Pra quem gosta de aviação e acidentes aéreos, aqui vai um vídeo sobre o acidente do GOL 1907, gostaria q vcs prestassem bastante atenção no q diz o jornalista q dá o relato sobre o ocorrido, aos 9:05 min deste vídeo e tirem as suas conclusões sobre o ocorrido, só pergunto uma coisa: Assassinaram 154 seres humanos para desviar o foco da mídia com a compra do dossiê contra os tucanos no dia em q o GOL caiu, lembrem-se da data do acidente 29/09/2006, estávamos às vésperas de uma eleição presidencial com o nome do Lulla pipocando na mídia com a compra do dossiê fajuto, por 1 milhão e 700 mil reais, alguém aqui sabe me responder quem foi o mandante da compra do tal dossiê? Veja o q diz a Elaina Cantanhendê sobre os fatos e as coincidências INACREDITÁVEIS...

E só no Brasil q a física é mutável, esqueceram de aplicar a 3ª Lei de Newton neste caso, onde o avião com a massa maior caiu e o de massa menor sequer desviou de proa...

Começo este tópico, tentando lhes mostrar um fato que ocorreu há pouco tempo, e gostaria que todos pudessem ver, como passar perto de um avião, é uma coisa que aterroriza, quem não está  querendo que isto aconteça, ainda mais, quando estamos em baixa altitude e prontos para o pouso, com a velocidade baixa e com o foco voltado para a frente. Note na matéria e na quantidade de palavrões que o piloto da FAB de um T-27 Tucano, fala, ao ver o GOL passando a 60 METROS ACIMA DELE.

http://www.youtube.com/watch?v=sbjBueAYKms

Isto sim, é uma demonstração real de uma real situação e não, de uma situação inventada por indivíduos corruPTos, que fazem de tudo para se sustentar no poder, tanto que, o Legacy continua em uma base militar, não houve investigação civil e os militares ficaram uma semana a mais no meio do mato, dinamitando os destroços, agora vejam o detalhe deste outro vídeo, e notem o que diz o jornalista que estava dentro do Legacy aos 9 minutos e 8 segundos, ele diz um pouco antes que ouviram um tremendo "BANG" e complementa neste momento o raciocínio, o que seria mais plausível.

http://www.youtube.com/watch?v=PTcuABqWYj0

Agora, a pergunta que não quer calar, porque elles derrubaram o GOL? É simples de responder, escolheram um vôo da GOL para desviar a atenção do povo, com relação ao escândalo da compra do dossiê, cujo o qual, o nome do PRESIMENTE DA ESTELLA estava por de trás e até hoje, não sabemos quem foi o mandante, a GOL foi aberta com uma dívida no INSS do grupo Áurea de mais de 200 milhões, com as articulações do Nenê Constantino e seu amiguinhos de Brasília, note: Alguém se lembra do Roriz partilhando dinheiro público com o mesmo Nenê Constantino em seu escritório? Logo depois o Roriz fez beicinho e entregou o cargo, quando explodiu este escândalo, porque ele agiu desta maneira? Para que a imprensa que também é corruPTa, não investigasse para não chegar neles.É duro acreditar no que falo, dizem que sou louco, mas procurem entender a 3ª lei de newton, ação e reação, experimentem jogar dois carros de ferro, um de contra o outro e vejam o que acontece com eles, o Legacy poderia ter o material mais rígido do mundo na ponta da asa, mas no choque, ele no mínimo teria derivado de proa, e mais, o profundor do Legacy, é totalmente móvel para poder trimar as tendências de subir e descer, quando o avião está pesado no bico, ou pesado na cauda.

Caso ocorresse um choque frontal, com ambos voando a 850Km/h, a velocidade no momento do choque foi de 1700 kmh, o profundor teria sido arrancado,pois ele, não é como a asa de um avião, que é uma peça inteira , veja o que um pássaro faz, quando bate na asa de um avião.

Irei mostrar umas fotos com estragos causados por pássaros em aviões, eles tem a massa infinitamente menor, a velocidade deles é mil vezes menor do que a de um avião vindo no sentido contrário, e veja o estrago que ele faz em um avião.



Este foi o estrago feito n Legacy, e a mídia disse q a ponta da asa passou rasgando a asa do GOL q é 10 x mais resistente e grossa do q o winglets do Legacy, e o mais curioso disso tudo, é ver q o Legacy não teve um desvio de proa e os pilotos ainda se quetionaram no q haviam batido...



Este é o resultado de um choque entre um urubu e um avião, note q o urubu não tem a mesma aceleração q um boeing e muito menos o peso é igual, e veja o tamanho do estrago q ele faz ao se chocar com um avião, imagine bater dois aviões como dizem ter batido o GOL e o Legacy, e o avião de massa maior cair e o de massa menor sequer relatar um desvio de proa.



O pássaro quase cortou a asa do Navajo ao meio, isto pq ele pesa somente de 2 a 3 kg



F111 colidiu com um pássaro e note o estrago no randome



Turbina de Airbus atingida por um pássaro, veja o estrago...



B-737 colidiu com um pássaro no randome



Neste caso o pássaro entrou pelo randome



E veio parar aqui...



Xavante colidiu com um urubu em voo

Esta foto aqui mostra o pequeno estrago feito na ponta da asa do Legacy, note no detalhe da foto que o material composto da mesma, está retorcido para baixo, ou seja, algo bateu nesta parte do avião de cima para baixo, e não como disseram ter batido, pois, se fosse da maneira como falaram, o material deveria estar cisalhado para traz e não retorcido para fora...Salve e amplie a foto para ver o detalhe.

Amigos, os militares disseram que os índios não deixam ninguém ir lá, é mentira, eles não querem que investiguem este caso, pois dinamitaram os destroços alegando BOGUS PARTS, dizendo que alguém poderia ir no meio do mato, retirar as peças do avião, quando eles deveriam ter resgatado todos os destroços e levado para o CENIPA, para uma melhor investigação, até para que  pudessem expedir um relatório final sobre este "acidente"!?!?

Eles dizem que o acidente foi assim, como se a ponta da asa do Legacy fosse uma faca quente e a asa do GOL fosse uma manteiga, preste bastante atenção...

http://www.youtube.com/watch?v=t2L8Hw9FbPc

Essa é a história para boi dormir que o governo fez a mídia contar, e simplesmente esqueceram ou aboliram a 3ª Lei de Newton, Ação e Reação, só no Brasil do Lulla que a física é mutável...

http://www.youtube.com/watch?v=mtj-wAOsYr8

Irei citar um acidente que ocorreu nos EUA, o TWA 800. No dia 17 de julho de 1996, um dia quente de verão, um Boeing 747 da TWA embarcou 230 passageiros, no Aeroporto JFK em New York. Antes da decolagem, o avião havia permanecido na pista durante duas horas e meia, fazendo com que o combustivel torna-se volátil. O avião decolou, uma decolagem tranqüila e rotineira. Porém doze minutos após a decolagem o avião sumiu do radar dos controladores de tráfego aéreo. Testemunhas de outras aeronaves próximas afirmam terem visto duas bolas de fogo na costa de Long-Island. Horas depois a fuselagem destruída de uma aeronave foram encontradas boiando no mar.

Do ocorrido

Depois de algumas horas a notícia da queda do vôo da TWA-800 fora confirmada. A imprensa ja divulgava imagens dos destroços do avião em alto mar , nos noticiarios ao vivo. Depois de doze minutos que o avião explodiu, logo atras da cabine foi verificado que a cabine se partiu, dividindo o avião em duas partes. O cockpit mergulhou "de cabeça" em direção ao mar. Já a cabine de passageiros, com os motores ainda em funcionamento , subiu até uma altitude elevada e depois perdeu a força e mergulhou em direção ao mar. Todos os 230 passageiros morreram.

As investigações da NTSB(National Transpostation Safety Board) indicam que a causa provável do acidente do vôo 800 da TWA foi uma explosão no depósito central provocada pela combustão de uma mistura de ar aquecido e querosene. O combustivel se aqueceu tornando-o instável e volátil. Uma pequena faisca de 75mJ foi responsável da explosão do avião, contudo o que causou a faisca nunca foi provado, pois o avião ainda era considerado bom, e com boa manutenção.

Solução

Dez anos depois do acidente, foram cobradas medidas sérias para evitar outros acidentes. Porém nunca antes aconteceu nenhum acidente parecido com esse, tornando dificil uma solução para esse problema, uma vez que ele só aconteceu uma vez. Depois desse acidente tornou-se obrigatório a colocação de um gás não inflamável quando não há combustivel nos tanques para evitar o superaquecimento e uma possivel explosão.

É disto que os militares Brasileiros estão com medo, de expedir um laudo conclusivo e informar para o mundo, as mentiras que elles contaram para o povo Brasileiro, que acreditou neste conto do vigário, nos EUA, eles passaram 2 anos mergulhando todos os dias para resgatar os destroços do avião que estava no fundo do mar, e no Brasil, os militares dinamitaram os destroços e vieram com a desculpa de que seria muito caro resgatar os destroços, e que os índios não queriam ninguém lá naquela área, e tem mais, se notarem no que diz o jornalista no vídeo, que um 747 cargueiro os orientou com relação a uma pista no mato, vale ressaltar que no Brasil, não temos aviões 747 cargueiros, aliás, nem de passageiros este modelo de avião não existe, ou seja, se a informação do 747 cargueiro for verídica, eles foram então, orientados por algum avião de fora do país, notem também mais um detalhe, o avião pousou em uma base aérea militar, uma vez que ele estava voando e tinha uma rota definida, eles dizem que baixaram de altitude para achar a pista, ora! Se você está alto, não teria nexo baixar para procurar a pista, porque, quanto mais alto, a amplitude de visão é muito maior e o consumo do avião é menor, a pergunta que não quer calar: Que 747 foi este que orientou os pilotos a pousar na serra do cachimbo, na base aérea militar? E porque os pilotos não continuaram voando para MAO (Manaus) uma vez que eles já tinham este plano de vôo.

O que mais intrigou na época dos fatos, foi que o governo Brasileiro, escondeu os pilotos e a imprensa não pode entrevistá-los, e hoje, eles estão soltos, voando livres e sem peso na consciência, porque eles sabem qual foi a verdade e ninguém mais falou nisto; Andei conversando com uma advogada das famílias e ela me disse que todos os familiares estão sendo "comprados", ou melhor, indenizados para que não mexam mais no caso, isto é mais intrigante ainda.

Chegou até mim estes dias está foto, que mostra alguns detalhes sobre este acidente, alguns detalhes como o trem de pouso baixado e travado, foi devido a força G sofrida pelo aparelho no momento do mergulho, o trem de pouso cai automaticamente pela força da gravidade exercida no avião, acima de 6 G´s o trem de pouso desce e trava sozinho, é um dispositivo de segurança para que seja utilizado na falta do sistema hidráulico da aeronave. Note no detalhe da foto onde indica as tampas de inspeção que não estão em seus devidos lugares, com os indícios de explosão para que estas fossem arrancadas, note também vestígios de fogo em ambos os motores, eles foram arrancados com a força G.A pergunta que não quer calar é: Porque fizeram isto com este aparelho? Quem fez isto? Porque os militares demoraram 2 anos para expedir um laudo conclusivo sobre o acidente? Porque os destroços do avião não foram resgatados para uma melhor investigação sobre o acidente e teve os destroços dinamitados, alegando Bogus Parts?



Os pilotos do Legacy dizem terem sido orientados a pousas em uma pista MILITAR na serra dos Carajás, orientados por um 747 cargueiro q passava no local, detalhe curioso é q no Brasil, não temos 747 cargueiro, teria sido realmente um cargueiro q os orientou??? Pq não trazem os pilotos do Legacy aqui para darem explicações sobre o ocorrido, demoraram 2 anos para divulgarem um laudo conclusivo, e os militares ficaram 1 semana no mato dinamitando os destroços, quando deveriam tê-los trazidos para o CENIPA ou mandado para a Boeing, para serem analisados até para fins de investigação, notem no detalhe da foto aqui, o q realmente aconteceu, agora a pergunta q não quer calar: Quem fez isto? O motivo a gente já sabe, mas quem fez isto???

Quero ver o dia em q irão abrir a caixa de Pandora deste governo assassino e covarde... VAGABUNDOS COMUNISTAS DE MERDA, SÓ EM UM AVIÃO ASSASSINARAM QUASE QUE A MESMA QUANTIDADE DE MILITANTES COMUNISTAS QUE OS MILITARES MANDARAM PARA O INFERNO, ESTES QUE MORRERAM NO ACIDENTE DO GOL NÃO ERAM MILITANTES, ERAM PESSOAS INOCENTES E Q TINHAM FAMÍLIAS Q FORAM DESTRUÍDAS, PELA GANÂNCIA PELO PODER, PERDI 3 GRANDES AMIGOS NESTE ACIDENTE E 3 COLEGAS DE PROFISSÃO, UM DIA VCS TERÃO Q PRESTAR CONTAS DISTO TUDO, CUSTE O QUEU CUSTAR...

Indico alguns sites onde podem ser encontrados mais informações sobre o acidente.

http://www.desastresaereos.net/acidente_gol_menu.htm

http://www.discoverybrasil.com/amazon/index.shtml

Famílias exigem explicações sobre a tragédia com Boeing.Um grande ponto de interrogação, dor, revolta e o desejo de justiça. Após setenta dias, é isso o que ficou para familiares e amigos das vítimas do acidente com o avião da Gol Linhas Aéreas, que fazia o vôo 1907, e que caiu após uma colisão com o avião Legacy de propriedade da empresa americana Excel-Aire. Os 154 ocupantes do avião da Gol morreram. A falta de informações concretas sobre o que realmente aconteceu na tarde do dia 29 de setembro causa muita angústia. Tudo o que sabem vem por meio de reportagens veiculadas pela imprensa. E diante de revelações feitas nesta semana em uma revista de circulação nacional, uma das famílias vai entrar com um processo contra a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

Eliane Fontoura, mãe de André Fontoura, que morreu no acidente - ela mora em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba -, ficou indignada ao ler as declarações do presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, à revista IstoÉ desta semana. Na reportagem, ele fala que a Aeronáutica e a Anac já sabiam que não havia sobreviventes duas horas depois do acidente. No entanto, durante 48 horas o avião da Gol teve o status de desaparecido. A confirmação só veio no dia 1.º de outubro.

Pereira ainda revela que duas horas após a colisão, quando as turbinas ainda estavam aquecidas, cinco homens do esquadrão de elite da Aeronáutica desceram até o local do acidente e ficaram guardando os corpos para que os animais da selva amazônica não os comessem. ?Esconderam das famílias por 48 horas por causa das eleições (realizadas no dia 1.º de outubro)! Esconderam tudo. Nos fizeram de idiotas por 48 horas. E entregaram o meu filho podre, dez dias após o acidente. Isso não dá para aceitar. Eu exijo respeito porque mataram o meu filho dentro do avião da Gol aos 31 anos de idade. O governo brasileiro deve uma satisfação para a gente. Foi uma afronta a todas as famílias. Não desculpo o governo por ter entregado o meu filho podre?, conta Eliana, indignada. Por isso, ela vai entrar com um processo contra a Anac. A família Fontoura foi a primeira a ingressar com uma ação contra a ExcelAire nos Estados Unidos.

Rosane Prates Amorin Gutjahr, viúva de Rolf Ferdinando Gutjahr, uma das vítimas paranaenses do acidente, foi quem entrou com um pedido de liminar na Justiça Federal para que os pilotos americanos do Legacy permanecessem no Brasil até o final das investigações. Anteontem, a Justiça considerou que não havia necessidade para isso e os pilotos foram liberados. ?A decisão foi péssima. Eles mataram 154 pessoas e vão voltar para os Estados Unidos?, afirma.

Para Rosane, era essencial que os pilotos ficassem no Brasil. Ela faz a comparação com um acidente de automóveis. ?Se um carro está na contramão e bate em alguém, de quem é a culpa? Dos buracos, do Detran, da Polícia Rodoviária ou do motorista? É do motorista. No acidente da Gol, o fato de o controlador ter ou não visto não diminui a responsabilidade dos pilotos americanos?, comenta.

Tanto Rosane quanto Eliane não têm dúvidas: os culpados pelo acidente são os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino. ?Após uma semana, um perito dos Estados Unidos, a pedido do nosso advogado, Leonardo Amarente, veio aqui e nos explicou tudo o que havia acontecido. Ele já sabia e tinha certeza que o transponder estava desligado. Se o acidente tivesse acontecido nos Estados Unidos, ocasionado por pilotos brasileiros, eles já estariam presos e talvez no corredor da morte. Eles não seguiram a carta de vôo, então são culpados?, avalia Eliane.

Rosane deixa no ar outras perguntas, que até agora não tiveram respostas. ?Onde estão os exames feitos nos pilotos americanos logo após o pouso na base aérea de Cachimbo? Por que não foi feita uma perícia interna no Legacy quando o mesmo pousou em Cachimbo?  Pelo que dizem alguns técnicos, o tipo de avarias no Legacy indica que ele não deveria estar voando em linha reta. Já foi verificado que o piloto da Gol acionou o trem de pouso e colocou força no manche. Quando isto aconteceu? Pode ter buraco negro na cobertura de radar, mas os aviões não cruzam os oceanos apenas com a carta de vôo e a comunicação por rádio? Existem muitas divergências?, relata.

Desvio de notícias com cunho puramente político

Para Eliane Fontoura e Rosana Gutjahr, o caos que acontece nos aeroportos não tem qualquer tipo de relacionamento com o acidente do vôo 1907. A divulgação de notícias sobre os problemas e atrasos de pousos e decolagens acabou afastando o acidente da mídia. ?A crise na Aeronáutica não tem nada a ver com o acidente. Misturaram tudo. A população está achando que os culpados são os controladores, o que não é verdade?, afirma Eliane.

Rosane acredita que o direcionamento de parte da mídia para a culpa dos controladores e do governo federal tem um cunho político. ?A base do problema é o não-seguimento do plano de vôo. Pronto. O resto foi conseqüência. Mas a origem do problema é esta. A crise aérea desviou totalmente o foco das investigações. A falta de informações traz angústia e nós só estamos pedindo bom senso e justiça?, argumenta.

Gol

O primeiro atendimento da Gol Linhas Aéreas para os familiares e amigos das vítimas foi excepcional, de acordo com Eliane Fontoura. ?A comissão de frente da Gol nos atendeu com muita atenção. Mas nós só conhecemos a Gol do balcão?, afirma Eliane. Ela ainda teve um problema sobre o plano de saúde prometido pela empresa. O benefício foi concedido para ela e para o seu ex-marido, pai de André, mas depois foi retirado sem qualquer aviso.

Rosana conta que a Gol ligou para ela apenas cinco vezes desde o dia do acidente. ?A primeira foi para ver o cemitério onde queria enterrar o meu marido; depois foi sobre o plano de saúde com duração de um ano; em terceiro, era para tratar sobre o seguro obrigatório, de R$ 14 mil, que ainda não depositaram; na quarta ligação, a Gol queria uma reunião para tratar de indenização, o que eu não quis fazer agora; e a última vez para informar sobre a devolução dos pertences. Qualquer outro tipo de informação eu tive que correr muito atrás?, declara.

No entanto, Rosana ressalta que isso não é o relevante e que não vai mudar nada sobre o que já aconteceu. Para ela, o foco das famílias agora é o de lutar para que os responsáveis pelo acidente sejam punidos.

A assessoria de imprensa da Gol Linhas Aéreas informou que a companhia permanece com o compromisso de assistência total e comunicação direta com todas as famílias. Sobre o plano de saúde de Eliane Fontoura, a empresa diz que assuntos desse tipo (benefícios e indenizações) são tratados diretamente com a família, sendo um tema reservado e que não será divulgado para a imprensa.

Espera sem definição e poucas informações

Lígia Martoni e Joyce Carvalho

O presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, Jorge André Cavalcante, que perdeu um sobrinho no acidente, conta que a maior preocupação das famílias é com relação à falta de clareza das informações que recebem. Passados dois meses da tragédia, ainda não é possível apontar responsabilidades ou participar diretamente das apurações. Tamanha falta de respostas aumenta ainda mais a insegurança das famílias. ?E nos consta que as investigações vão demorar ainda mais oito meses?, lamenta.

Além do tempo de espera, as famílias se preocupam também com o rumo a ser tomado no que concerne à punição dos responsáveis. ?Sabemos que os controladores têm culpa, mas o foco está sendo colocado somente sobre eles. E quanto aos pilotos do Legacy? Eles também são responsáveis, pois não seguiram as orientações e procedimentos que deveriam?, afirma o familiar, temendo que os americanos não sejam penalizados.

De acordo com Jorge, que contratou um experiente advogado na área de Direito Aeronáutico, diversos erros são apontados aos pilotos da aeronave que saiu praticamente ilesa à tragédia.

O piloto tem um mapa que mostra a rota e quais freqüências deve usar. Se recebeu o número errado, por que não usou o mapa para verificar a freqüência correta do lugar que sobrevoava? Sabemos que o transponder tinha um defeito de fabricação, mas por que ele não verificou o funcionamento??, indaga. Jorge André também não se conforma com o fato de os pilotos não terem questionado o plano de vôo recebido se o mesmo não estava de acordo com as instruções vindas da torre de controle. Para o presidente da associação, a falta de comentários sobre a responsabilidade dos americanos faz parte de um jogo de interesses financeiros articulado pelas seguradoras. Estão querendo jogar a responsabilidade para o governo brasileiro porque, assim, o caso termina com indenizações pagas em forma de precatórios e a perder de vista. ?Vai sobrar para o lado mais fraco, o lado dos controladores?, acredita.

De acordo com Jorge André, a associação ainda tenta colocar um perito de confiança dos familiares para acompanhar as investigações sobre o acidente. Nos Estados Unidos, a primeira audiência sobre a ação impetrada em Nova York acontece no próximo dia 18.

Não podemos ficar esperando mais oito meses. As famílias continuam sofrendo. As pessoas continuam sendo enganadas por advogados, por falsas promessas.

http://www.parana-online.com.br/canal/opiniao/news/213096/

Estou aberto para maiores informações.

Notícia do dia 31/03/2011

Lepore segue Paladino e diz que transponder estava ligado

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mt/lepore+segue+paladino+e+diz+que+transponder+estava+ligado/n1300020158519.html

Paladino diz que não havia problemas antes da colisão com o GOL

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mt/paladino+diz+que+nao+havia+problemas+antes+de+colisao+com+voo+da+gol/n1300016513807.html

Pilotos são condenados pelo acidente do GOL

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/916685-pilotos-do-legacy-sao-condenados-pelo-acidente-com-aviao-da-gol.shtml

Pena para pilotos é contestada por familiares de vítimas.

Assim como o Ministério Público Federal (MPF), a Associação de Familiares e Amigos do Voo 1907 deve recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF) da decisão que condenou os pilotos norte-americanos do Legacy, Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, a prestação de serviço à comunidade. O acidente entre o jato e o Boeing da Gol aconteceu em setembro de 2006 e deixou 154 pessoas mortas no interior de Mato Grosso.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/07/pena-para-pilotos-do-legacy-tambem-e-contestada-por-parentes-de-vitimas.html

Abraços e que Deus nos proteja, sempre...

"Quem reconhece a sua ignorância demonstra a sua inteligência, quem ignora a sua ignorância, vive na eterna ilusão"

Este sou eu e o Brigadeiro Jorge Kersul Filho, o mesmo que apareceu chorando outro dia na TV, porque ele sabe de tudo e não fala nada, mas o peso em sua consciência em baixar servis aos bandidos e comunistas que hoje estão no poder, sendo condecorados com medalhas sem brilho e que valem menos do que qualquer latão.

O CHORO DO BRIGADEIRO NÃO FOI PORQUE ÀS FORÇAS FORAM ACHINCALHADAS, O CHORO DO BRIGADEIRO NA VERDADE É O DO PESO NA SUA CONSCIÊNCIA POR SABER QUE NÃO HOUVE CHOQUE ENTRE OS AVIÕES, E TEVE QUE CUMPRIR ORDENS DE IMUNDOS QUE ESTÃO NO PODER.

Entenda uma coisa, o choro do brigadeiro neste caso não foi por causa do escândalo dos pertences, que estavam sumindo e aparecendo em outros lugares, ou foram roubados, o choro do brigadeiro foi porque o mesmo sabe das verdades e teve que obedecer ordens deste imundos, cujo os quais elle compactuou, saiu sem dar explicações no dia, para não falar com a imprensa, pois só com um outro escândalo dentro de um escândalo, poderia abafar as perguntas sobre o acidente e resgate dos destroços para uma investigação mais profunda, e não dinamitando os destroços para sumirem com as provas do "Suposto" acidente como fizeram.

Assista o choro do Brigadeiro neste vídeo

http://www.youtube.com/watch?v=dJTYm6QNg8k

“Jornalismo é publicar o que alguém não quer que seja publicado; todo o resto é publicidade”.

George Orwell

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Abaixo-assinado online: a favor da psicologa Marisa Lobo

 

Amigos(as),

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online: «A Favor da Psicologa Marisa Lobo que nunca induziu ninguém aderir à convicções religiosas dentro do consultório, e está sendo tolhida de professar sua Fé. ( Perseguição Religiosa )»

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N22763

Pessoalmente, concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos.

Obrigado

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Uma nota sua no email que envia a seus amigos pode fazer a diferença para um abaixo-assinado de grande sucesso.

Todos devemos ajudar a promover o abaixo-assinado, e agora é sua vez.

O poder da Internet está em suas mãos!

Obrigado.

MILK NEWS TV - CPI DO CACHOEIRA : "A PIZZA ESTÁ NO FORNO"

 

Aquecimento do que mesmo? Ahhh, do forno da cozinha depois que a gente o liga. Entendi

 

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

terça-feira, 22 de maio de 2012

 

 

Até o dr. James Lovelock, gurú do ambientalismo mundial, teve a honestidade e a coerência de reconhecer que errou anunciando de modo alarmista o "aquecimento global", suscitando compreensíveis reações.

Porém, no Brasil, desproporcionada pressão anti-científica está sendo feita para que a presidente Dilma Rousseff vete o Código Florestal aprovado pelo Congresso.

Os radicais "verdes" outrora "vermelhos" socialistas/comunistas fundamentam essa exigência de duvidoso fundo democrático em mitos como o do "aquecimento global" agora renegado pelo guru inglês.

O radicalismo ambientalista brasileiro, a nível de governo e de ONGs está ficando incompreensível à luz da natureza e do meio ambiente.

Ele só se compreende em função uma ideologia de fundo anti-brasileiro e anti-capitalista, importada do velho e inapresentável marxismo.

True Outspeak - Olavo de Carvalho - 16 de maio de 2012

 

Garotinho discursa sobre decisão da Justiça que determinou a retirada de matérias de seu blog

 

DIVINI REDEMPTORIS – Sobre o comunismo ateu

 

FRANCISCO RAZZO

Por franciscorazzo, janeiro 11, 2010 6:06 pm

Carta Encíclica de Pio XI


INTRODUÇÃO

1. A promessa dum Redentor divino ilumina a primeira página da história da humanidade; e assim a firmíssima esperança de melhores dias, assim como suavizou a dor causada pela perda doparaíso de delícias, assim foi acompanhando os homens através do seu caminho de amarguras e inquietações, até que enfim, quando chegou a plenitude do tempo, o nosso Salvador, vindo à terra, cumulou as ânsias dessa tão longa expectação da humanidade e inaugurou para todos os povos uma nova civilização cristã, que vence e quase imensamente supera a que algumas nações mais privilegiadas atingiram, à custa dos maiores esforços e trabalhos.

2. Depois da miserável queda de Adão, como conseqüência dessa mácula hereditária, começou a travar-se o duro combate da virtude contra os estímulos dos vícios; e jamais cessou aquele antigo e astuto tentador de enganar a sociedade com promessas falazes. É por isso que, pelos séculos afora, as perturbações se têm sucedido umas às outras até à revolução dos nossos dias, a qual ou já surge furiosa ou pavorosamente ameaçada atear-se em todo o universo e parece ultrapassar em violência e amplitude todas as perseguições que a Igreja tem padecido; a tal ponto que povos inteiros correm perigo de recair em barbárie, muito mais horrorosa do que aquela em que jazia a maior parte do mundo antes da vinda do divino Redentor.

3. Vós, sem dúvida, Veneráveis Irmãos, já percebestes de que perigo ameaçador falamos: é docomunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã.

I – ATITUDE DA IGREJA PERANTE O COMUNISMO

CONDENAÇÕES ANTERIORES

4. Mas diante destas ameaçadoras tentativas, não podia calar-se nem de fato se calou a Igreja Católica. Não se calou esta Sé Apostólica, que muito bem conhece que tem por missão peculiar defender a verdade, a justiça e todos os bens imortais, que o comunismo despreza e impugna. Já desde os tempos em que certas classes de eruditos pretenderam libertar a civilização e cultura humanística dos laços da religião e da moral, os Nossos Predecessores julgaram que era seu dever chamar a atenção do mundo, em termos bem explícitos, para as conseqüências da descristianização da sociedade humana. E pelo que diz respeito aos erros dos comunistas, já em 1846, o Nosso Predecessor de feliz memória, Pio IX, os condenou solenemente, e confirmou depois essa condenação no Sílabo. São estas as palavras que emprega na Encíclica Qui pluribus: “Para aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana” (Encíclica Qui pluribus, 9 de novembro de 1846: Acta Pii IX, vol. I, pág. 13. Cf. Sílabo, IV: A.A.S., vol. III, pág. 170). Mais tarde, outro Predecessor Nosso de imortal memória, Leão XIII, na sua EncíclicaQuod Apostolici muneris (28 de dezembro de 1878: Acta Leonis XIII, vol. I, pág. 40), assim descreveu distinta e expressamente esses mesmos erros: “Peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo”; e com a clarividência do seu espírito luminoso demonstrou que o movimento precipitado das multidões para a impiedade do ateísmo, numa época em que tanto se exaltavam os progressos da técnica, tivera origem nos desvarios duma filosofia que de há muito porfia por separar a ciência e a vida da fé da Igreja.

ATOS DO PRESENTE PONTIFICADO

5. Nós também no decurso do Nosso Pontificado, com insistente solicitude fomos várias vezes denunciando as correntes desta impiedade que víamos crescendo e rugindo cada vez mais ameaçadoras. Efetivamente, quando em 1924 voltava da Rússia a Nossa missão de socorro, numa alocução especial dirigida ao universo católico (18 de dezembro de 1924: A.A.S., vol. XVI (1924), págs. 494-495), condenamos os erros e processos dos comunistas. E pelas Encíclicas Miserentissimus Redemptor (8 de maio de 1928: A.A.S., vol. XX (1928), págs. 165-178), Quadragesimo anno (15 de maio de 1931: A.A.S., vol. XXIII (1931), págs. 177-228), Caritate Christi (3 de maio de 1932: A.A.S., vol. XXIV (1932), págs. 177-194), Acerba animi (29 de setembro de 1932: A.A.S., vol. XXIV (1932), págs. 321-332), Dilectissima Nobis (3 de junho de 1933: A.A.S., vol. XXV (1933), págs. 261-274), levantamos a voz em solenes protestos contra as perseguições desencadeadas contra o nome cristão, tanto na Rússia, como no México, como finalmente na Espanha. E estão ainda bem frescas na memória as alocuções por Nós pronunciadas, o ano passado, quer por ocasião da inauguração da Exposição mundial da Imprensa Católica, quer na audiência concedida aos refugiados espanhóis, quer também em Nossa Mensagem radiofônica pela festa do santo Natal. Até os mais encarniçados inimigos da Igreja, que desde Moscou, sua capital, dirigem esta luta contra a civilização cristã, até eles mesmos, com seus ataques ininterruptos, dão testemunho, não tanto por palavras como por atos, que o Sumo Pontificado, ainda em nossos tempos, não só não cessou de tutelar com toda a fidelidade o santuário da religião cristã, mas tem dado voz de alarme contra o enorme perigo comunista, com mais freqüência e maior força persuasiva que nenhum outro poder público deste mundo.

NECESSIDADE DE UM NOVO DOCUMENTO SOLENE

6. Não obstante, posto que temos renovado tão repetidamente estas paternais advertências, que vós, Veneráveis Irmãos, em tantas cartas pastorais, algumas delas coletivas, diligentemente comentastes e transmitistes aos fiéis, ainda assim este perigo, com o impulso de hábeis agitadores, mais e mais se vai agravando de dia para dia. É por isso que julgamos dever Nosso levantar de novo a voz; e fá-lo-emos por meio deste documento de maior solenidade, como é costume desta Sé Apostólica, mestra da verdade; e com tanto maior satisfação o faremos, quando é certo que assim correspondemos aos desejos de todo o universo católico. Confiamos até que o eco da nossa voz será acolhido de bom grado por todos aqueles que, de espírito liberto de preconceitos, desejem sinceramente o bem da humanidade. Esta nossa confiança vem em certo modo aumentá-la o fato de vermos estas Nossas admoestações confirmadas pelos péssimos frutos, que Nós prevíramos e anunciáramos haviam de brotar das idéias subversivas, e que de fato se vão pavorosamente multiplicando nas regiões já dominadas pelo comunismo, ou ameaçam invadir rapidamente os outros países do mundo.

7. Queremos, pois, mais uma vez expor, como em breve síntese, os sofismas teóricos e práticos do comunismo, como eles se manifestam principalmente nos princípios e métodos da ação do bolchevismo: a esses sofismas, todos falsidade e ilusão, contrapor a luminosa doutrina da Igreja; e de novo exortar a todos insistentemente a lançar mãos dos meios, com que é possível não somente livrar e salvaguardar deste horrendo flagelo a civilização cristã, a única em que pode subsistir uma sociedade verdadeiramente humana, mas ainda fazê-la avançar, a passo cada dia mais acelerado, para o genuíno progresso da humanidade.

II – DOUTRINA E FRUTOS DO COMUNISMO

DOUTRINA

Falso ideal

8. A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco eqüitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos. Proclamam com orgulho e exaltam até esse pseudo-ideal, como se dele se tivesse originado o progresso econômico, o qual, quando em alguma parte é real, tem explicação em causas muito diversas, como, por exemplo, a intensificação da produção industrial, introduzida em regiões que antes nada disso possuíam, a valorização de enormes riquezas naturais, exploradas com imensos lucros, sem o menor respeito dos direitos humanos, o emprego enfim da coação brutal que dura e cruelmente força os operários a pesadíssimos trabalhos com um salário de miséria.

Materialismo evolucionista de Marx

9. Ora, a doutrina que os comunistas em nossos dias espalham, proposta muitas vezes sob aparências capciosas e sedutoras, funda-se de fato nos princípios do materialismo chamado dialético e histórico, ensinado por Karl Marx, de que os teóricos do bolchevismo se gloriam de possuir a única interpretação genuína. Essa doutrina proclama que não há mais que uma só realidade universal, a matéria, formada por forças cegas e ocultas, que, através da sua evolução natural, se vai transformando em planta, em animal, em homem. Do mesmo modo, a sociedade humana, dizem, não é outra coisa mais do que uma aparência ou forma da matéria, que vai evolucionando, como fica dito, e por uma necessidade inelutável e um perpétuo conflito de forças, vai pendendo para a síntese final: uma sociedade sem classes. É, pois, evidente que neste sistema não há lugar sequer para a idéia de Deus; é evidente que entre espírito e matéria, entre alma e corpo não há diferença alguma; que a alma não sobrevive depois da morte, nem há outra vida depois desta. Além disso, os comunistas, insistindo no método dialético do seu materialismo, pretendem que o conflito, a que acima Nos referimos, o qual levará a natureza à síntese final, pode ser acelerado pelos homens. É por isso que se esforçam por tornarem mais agudos os antagonismos que surgem entre as várias classes, da sociedade, porfiando porque a luta de classes, tão cheia, infelizmente, de ódios e de ruínas, tome o aspecto de uma guerra santa em prol do progresso da humanidade; e até mesmo, porque todas as barreiras que se opõem a essas sistemáticas violências, sejam completamente destruídas, como inimigas do gênero humano.

A que se reduzem o homem e a família

10. Além disso, o comunismo despoja o homem da sua liberdade na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral, com que possa resistir aos assaltos do instinto cego. E, como a pessoa humana, segundo os devaneios comunistas, não é mais do que, para assim dizermos, uma roda de toda a engrenagem, segue-se que os direitos naturais, que dela procedem, são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. Quanto às relações entre os cidadãos, uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade. Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção; porquanto, dando como dão origem a outros bens, a sua posse introduz necessariamente o domínio de um sobre os outros. E é precisamente por esse motivo que afirmam que qualquer direito de propriedade privada, por ser a fonte principal da escravidão econômica, tem que ser radicalmente destruído.

11. Além disto, como esta doutrina rejeita e repudia todo o caráter sagrado da vida humana, segue-se por natural conseqüência que para ela o matrimônio e a família é apenas uma instituição civil e artificial, fruto de um determinado sistema econômico: por conseguinte, assim como repudia os contratos matrimoniais formados por vínculos de natureza jurídico-moral, que não dependam da vontade dos indivíduos ou da coletividade, assim rejeita a sua indissolúvel perpetuidade. Em particular, para ocomunismo não existe laço algum da mulher com a família e com o lar. De fato, proclamando o princípio da emancipação completa da mulher, de tal modo a retira da vida doméstica e do cuidado dos filhos que a atira para a agitação da vida pública e da produção coletiva, na mesma medida que o homem. Mais ainda: os cuidados do lar e dos filhos devolve-os à coletividade. Rouba-se enfim aos pais o direito que lhes compete de educar os filhos, o qual se considera como direito exclusivo da comunidade, e por conseguinte só em nome e por delegação dela se pode exercer.

Em que se converteria a sociedade

12. Que viria a ser, então, a sociedade humana, baseada em tais fundamentos materialistas? Viria a ser uma coletividade, sem outra hierarquia mais do que a derivada do sistema econômico. Teria por missão única a produção de riqueza por meio do trabalho coletivo, e único fim o gozo dos bens da terra num paraíso ameníssimo de delícias onde cada qual “produziria conforme as suas forças e receberia conforme as suas necessidades”. É também de notar que o comunismo reconhece igualmente à coletividade o direito, ou antes a arbitrariedade quase ilimitada, de sujeitar os indivíduos ao jugo do trabalho coletivo, sem a menor consideração do seu bem-estar pessoal; mais ainda, o direito de os forçar contra a sua vontade e até pela violência. E nesta sociedade comunista proclamam que tanto a moral como a ordem jurídica não brotam de outra fonte mais do que do sistema econômico do tempo o que, por conseguinte, de sua natureza são valores terrestres transitórios e mudáveis. Em suma, para resumirmos tudo em poucas palavras, pretendem introduzir uma nova ordem de coisas e inaugurar uma era nova de mais alta civilização, produto unicamente duma cega evolução da natureza: “uma humanidade que tenha expulsado a Deus da terra”.

13. E, quando as qualidades e disposições de espírito, que se requerem para realizar semelhante sociedade, tiverem sido alcançadas por todos em tal grau, que por fim tenha surgido aquele ideal utópico de sociedade, que eles sonham, sem distinção de classes então o Estado político, que ao presente unicamente se organiza como instrumento de domínio dos capitalistas sobre os proletários, perderá totalmente a razão de ser e, por necessidade natural, se dissolverá! Todavia, enquanto se não tiver chegado a essa idade de ouro, os comunistas empregam o governo e o poder público como o mais eficaz e universal instrumento, para atingirem o seu fim.

14. Aqui tendes, Veneráveis Irmãos, diante dos olhos do espírito, a doutrina que os comunistas bolchevistas e ateus pregam à humanidade como novo evangelho, e mensagem salvadora de redenção! Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana.

DIFUSÃO

Promessas fascinadoras

15. Mas donde vem que tal sistema, que a ciência já há muito ultrapassou e a realidade dos fatos vai cada dia refutando, possa difundir-se tão rapidamente por todas as partes do mundo? Facilmente poderemos compreender esse fenômeno, se refletirmos que são muito poucas as pessoas que têm penetrado a fundo a verdadeira natureza e fim do comunismo; ao passo que são muitíssimos os que cedem facilmente à tentação, habilmente apresentada sob as promessas mais deslumbrantes. É que os propagandistas deste sistema afivelam esta máscara de verdade, a saber: que não querem outra coisa mais que melhorar a sorte das classes trabalhadoras; que pretendem não somente dar remédio oportuno aos abusos provocados pela economia liberal, mas também conseguir uma distribuição mais eqüitativa dos bens terrenos: objetivos estes que certamente ninguém nega se possam atingir por meios legítimos. Contudo os comunistas, por esses processos, explorando sobretudo a crise econômica, que em toda a parte se sente, conseguem atrair ao seu partido aqueles mesmos que, em virtude da doutrina que professam, abominam os princípios do materialismo e os monstruosos crimes que não raro se perpetram. E, como em qualquer erro há sempre qualquer centelha de verdade, como acima vimos que sucedia até mesmo nesta questão, este aspecto de verdade põem-no em relevo com requintada habilidade, com o fim de dissimularem e ocultarem, quanto convém, aquela odiosa e desumana brutalidade dos princípios e dos métodos de comunismo; e desse modo conseguem seduzir até espíritos nada vulgares, os quais muitas vezes a tal ponto se deixam entusiasmar que eles próprios se tornam uma espécie de apóstolos, que vão extraviar com esses erros sobretudo os jovens, facilmente expostos a se deixarem enredar por esses sofismas. Além disso, os arautos do comunismonão ignoram que podem tirar partido, tanto dos antagonismos de raça como das dissensões e lutas em que se entrechocam as diferentes facções políticas, como enfim daquela desorientação que lavra no campo da ciência, onde a própria idéia de Deus emudece, para se infiltrarem nas Universidades e corroborarem os princípios da sua doutrina com argumentos pseudocientíficos.

O liberalismo preparou o caminho ao comunismo

16. Mas, para mais facilmente se compreender como é que puderam conseguir que tantos operários tenham abraçado, sem o menor exame, os seus sofismas, será conveniente recordar que os mesmos operários, em virtude dos princípios do liberalismo econômico, tinham sido lamentavelmente reduzidos ao abandono da religião e da moral cristã. Muitas vezes o trabalho por turnos impediu até que eles observassem os mais graves deveres religiosos dos dias festivos; não houve o cuidado de construir igrejas nas proximidades das fábricas, nem de facilitar a missão do sacerdote; antes pelo contrário, em vez de se lhes pôr embargo, cada dia mais e mais se foram favorecendo as manobras do chamado laicismo. Aí estão, agora, os frutos amargosíssimos dos erros que os Nossos Predecessores e Nós mesmo mais de uma vez temos preanunciado. E assim, por que nos havemos de admirar, ao vermos que tantos povos, largamente descristianizados, vão sendo já pavorosamente inundados e quase submergidos pela vaga comunista?

Propaganda astuta e vastíssima

17. Além disso, a difusão tão rápida das idéias comunistas que se vão sorrateiramente infiltrando por países grandes ou pequenos, cultos ou menos civilizados, e até nas partes mais remotas do globo, tem sem dúvida por causa esse fanatismo de propaganda encarniçada, como talvez nunca se viu no mundo. E essa propaganda, emanada duma fonte única, adapta-se astutamente às condições particulares dos povos; dispõe de grandes meios financeiros, de inúmeras organizações, de congressos internacionais concorridíssimos, de forças compactas e bem disciplinadas; propaganda quer por jornais, revistas e folhas volantes, pelo cinema, pelo teatro, pela radiofonia, pelas escolas enfim e pelas Universidades, pouco a pouco vai invadindo todos os meios ainda os melhores, sem darem talvez pelo veneno, que cada vez mais vai infeccionando os espíritos e os corações.

Conspiração do silêncio na imprensa

18. Outro auxiliar poderoso, que contribui para a avançada do comunismo, é sem dúvida a conspiração do silêncio na maior parte da imprensa mundial, que não se conforma com os princípios católicos. Conspiração dizemos: porque aliás, não se explica facilmente como é que uma imprensa, tão ávida de esquadrinhar e publicar até os mínimos incidentes da vida cotidiana, sobre os horrores perpetrados na Rússia, no México e numa grande parte de Espanha pode guardar, há tanto tempo, absoluto silêncio; e da seita comunista, que domina em Moscou e tão largamente se estende pelo universo em poderosas organizações, fala tão pouco. Mas todos sabem que esse silêncio é em grande parte devido a exigências duma política, que não segue inteiramente os ditames da prudência civil; e é aconselhável e favorecido por diversas forças ocultas que já há muito porfiam por destruir a ordem social cristã.

DEPLORÁVEIS CONSEQÜÊNCIAS

Rússia e México

19. Entretanto, aí estão à vista os deploráveis frutos dessa propaganda fanática. Porque, onde quer que os comunistas conseguiram radicar-se e dominar, – e aqui pensamos com particular afeto paterno nos povos da Rússia e do México, – aí, como eles próprios abertamente o proclamam, por todos os meios se esforçaram por destruir radicalmente os fundamentos da religião e da civilização cristãs, e extinguir completamente a sua memória no coração dos homens, especialmente da juventude. Bispos e sacerdotes foram desterrados, condenados a trabalhos forçados, fuzilados, ou trucidados de modo desumano; simples leigos, tornados suspeitos por terem defendido a religião, foram vexados, tratados como inimigos, e arrastados aos tribunais e às prisões.

Horrores do comunismo em Espanha

20. Até em países, onde – como sucede na Nossa amadíssima Espanha – não conseguiu ainda a peste e o flagelo comunista produzir todas as calamidades dos seus erros, desencadeou contudo, infelizmente, uma violência furibunda e irrompeu em funestíssimos atentados. Não é esta ou aquela igreja destruída, este ou aquele convento arruinado; mas, onde quer que lhes foi possível, todos os templos, todos os claustros religiosos, e ainda quaisquer vestígios da religião cristã, posto que fossem monumentos insignes de arte e de ciência, tudo foi destruído até os fundamentos! E não se limitou o furor comunista a trucidar bispos e muitos milhares de sacerdotes, religiosos e religiosas, alvejando dum modo particular aqueles e aquelas que se ocupavam dos operários e dos pobres; mas fez um número muito maior de vítimas em leigos de todas as classes, que ainda agora vão sendo imolados em carnificinas coletivas, unicamente por professarem a fé cristã, ou ao menos por serem contrários ao ateísmo comunista. E esta horripilante mortandade é perpetrada com tal ódio e tais requintes de crueldade e selvajaria, que não se julgariam possíveis em nosso século.

Ninguém de são critério, quer seja simples particular, quer homem de Estado, cônscio da sua responsabilidade, ninguém absolutamente, repetimos, pode deixar de estremecer de sumo horror, se refletir que tudo quanto hoje está sucedendo na Espanha, pode amanhã repetir-se também em outras nações civilizadas.

Frutos naturais do sistema

21. Nem se pode asseverar que semelhantes atrocidades são conseqüências fatais de todas as grandes revoluções, como excessos esporádicos de exasperação, comuns a qualquer guerra: não, são frutos naturais do sistema, cuja estrutura não obedece a freio algum interno. Um freio é necessário ao homem, tanto individualmente como socialmente considerado; e é por isso que até os povos bárbaros reconheceram o vínculo da lei natural, esculpida por Deus na alma de cada homem. E, quando a observância dessa lei foi tida por todos como um dever sagrado, viram-se nações antigas atingir um tal esplendor de grandeza, que espanta, ainda mais até do que é razão, aqueles que só superficialmente compunham os documentos da história humana. Mas quando se arranca das mentes dos cidadãos a própria idéia de Deus, necessariamente os veremos precipitar-se na crueldade mais selvagem, e na ferocidade dos costumes. Luta contra tudo o que é divino

Luta contra tudo o que se chama Deus

22. É este o espetáculo que atualmente com suma dor contemplamos: pela primeira vez na história estamos assistindo a uma insurreição, cuidadosamente preparada e calculadamente dirigida contra “tudo o que se chama Deus” (cfr. 2 Tess 1, 4). Efetivamente, o comunismo por sua natureza opõe-se a qualquer religião, e a razão por que a considera como o “ópio do povo”, é porque os seus dogmas e preceitos, pregando a vida eterna depois desta vida mortal, apartam os homens da realização daquele futuro paraíso, que são obrigados a conseguir na terra.

O terrorismo

23. Mas não é impunemente que se despreza a lei natural e o seu autor, Deus; a conseqüência é que os esforços dos comunistas, assim como nem sequer no campo econômico puderam até hoje realizar o seu desígnio, assim também no futuro jamais o poderão conseguir. Não negamos que esses esforços na Rússia contribuíram não pouco para sacudir os homens e as suas instituições, daquela longa e secular inércia em que jaziam, e que puderam, empregando todos os meios e processos; ainda mesmo ilegitimamente, fazer alguma coisa para promover o progresso material; mas sabemos por testemunhos absolutamente insuspeitos, e alguns bem recentes ainda, que de fato nem sequer neste ponto se conseguiu o que tanto se prometera. E não se esqueça, que aquela ditadura, toda terrorismo e crueldade, impôs a inumeráveis cidadãos o jugo da escravidão. Porque é de notar que também no terreno econômico é imprescindível alguma norma de probidade a que se conforme, por dever de consciência, quem exerce algum cargo; ora isso é indiscutível que o não podem dar os princípios comunistas, nascidos dos sofismas do materialismo. Por conseguinte, nada mais resta do que aquele pavoroso terrorismo que se está vendo na Rússia, onde os antigos camaradas de conspiração e de luta se vão dando a morte uns aos outros; mas esse terrorismo criminoso, longe de conseguir pôr um dique à corrupção dos costumes, nem sequer pode evitar a dissolução da estrutura social. Um pensamento paternal para os povos oprimidos da Rússia

UM PENSAMENTO PATERNAL AOS POVOS OPRIMIDOS, NA RÚSSIA

24. Com isto, porém, não é nossa intenção condenar em massa os povos da União Soviética, aos quais, pelo contrário, consagramos o mais vivo afeto paterno. É que, de fato, sabemos que muitos deles gemem sob o jugo da mais iníqua escravidão, que lhes foi imposta por homens, pela maior parte estranhos aos verdadeiros interesses daquele povo; e que muitos outros foram enganados por promessas e esperanças falazes. O que Nós condenamos é o sistema e seus autores e fautores que consideraram aquela nação como o terreno mais apto para lançarem a semente do seu sistema, há muito tempo preparada, e de lá a disseminarem por todas as regiões do globo.

III – LUMINOSA DOUTRINA DA IGREJA, OPOSTA AO COMUNISMO

25. Depois de termos focado os erros e os processos sedutores e violentos do comunismo bolchevista e ateu, é já tempo, Veneráveis Irmãos, de opor-lhe sumariamente a verdadeira noção da “Cidade humana”, que é tal como perfeitamente sabeis, qual no-la ensinam a razão humana e a revelação Divina, por intermédio da Igreja, Mestra dos povos.

SUPREMA REALIDADE: DEUS!

26. E antes de mais nada importa observar que acima de todas as demais realidades, está o sumo, único e supremo Espírito, Deus, Criador onipotente de todo o universo, Juiz sapientíssimo e justíssimo de todos os homens. Este Ser supremo, que é Deus, é a refutação e condenação mais absoluta das impudentes e mentirosas falsidades do comunismo. E na verdade, não é porque os homens crêem em Deus, que Deus existe; mas porque Deus existe realmente, por isso crêem nele e lhe dirigem as suas súplicas todos quantos não cerram pertinazmente os olhos do espírito à luz da verdade.

QUE SÃO O HOMEM E A FAMÍLIA, SEGUNDO A RAZÃO E A FÉ

27. Quanto ao homem, o que a fé católica e a nossa razão ensinam, já Nós, ao explanarmos os pontos fundamentais desta doutrina, o propusemos na Encíclica sobre a educação cristã da juventude (Encíclica Divini illius Magistri, 31 de dezembro de 1929: A.A.S., vol. XXII (1930), págs. 49-86). O homem tem uma alma espiritual e imortal; e, assim como é uma pessoa, dotada pelo supremo Criador de admiráveis dons de corpo e de espírito assim se pode chamar, como diziam os antigos, um verdadeiro “microcosmo”, isto é, um pequeno mundo, por isso que de muito longe transcende e supera a imensidade dos seres do mundo inanimado. Não somente nesta vida mortal, mas também na que há de permanecer eternamente, o seu fim supremo é unicamente Deus; e, tendo sido elevado pela graça santificante à dignidade de filho de Deus, é incorporado no Reino de Deus, no corpo místico de Jesus Cristo. Conseqüentemente, dotou-o Deus de múltiplas e variadas prerrogativas, tais como: direito à vida, à integridade do corpo, aos meios necessários à existência; direito de tender ao seu último fim, pelo caminho traçado por Deus; direito enfim de associação, de propriedade particular, e de usar dessa propriedade.

28. Além disso, assim como o matrimônio e o direito ao seu uso natural são de origem divina, assim também a constituição e as prerrogativas fundamentais da família derivam, não do arbítrio humano, nem de fatores econômicos, senão do próprio Criador supremo de todas as coisas. Este assunto tratamo-lo já com suficiente desenvolvimento na Encíclica sobre a santidade do matrimônio (EncíclicaCasti Connubii, 31 de dezembro de 1930: A.A.S., vol. XXII (1930), págs. 539-582), e na Encíclica acima citada sobre a educação.

QUE É A SOCIEDADE

Mútuos direitos e deveres entre o homem e a sociedade

29. Mas Deus destinou igualmente o homem para a sociedade civil, que a sua mesma natureza reclama. É que, no plano do Criador, a sociedade é um meio natural, de que todo o cidadão pode e deve servir-se para a consecução do fim que lhe é proposto, pois a sociedade civil existe para o homem e não o homem para a sociedade. Isto, porém, não se deve entender no sentido do liberalismo individualista, que subordina a sociedade à utilidade egoísta do indivíduo, mas sim no sentido que, mediante a união orgânica com a sociedade, todos possam, pela mútua colaboração, alcançar a verdadeira felicidade terrestre; e que, por meio da sociedade, floresçam e prosperem todas as aptidões individuais e sociais, dadas ao homem pela natureza, aptidões que transcendem o imediato interesse do momento, e refletem na sociedade a perfeição divina: o que no homem isolado de modo nenhum se pode verificar. Mas até este último objetivo da sociedade é, em última análise, ordenado ao homem, para que reconheça este reflexo da perfeição divina, e o desenvolva assim em louvor e adoração ao Criador. É que só o homem, e não qualquer sociedade humana por si, é dotado de razão e de vontade moralmente livre.

30. Portanto, assim como o homem não pode furtar-se aos deveres que por vontade de Deus o ligam à sociedade civil, e é por isso que os representantes da autoridade têm direito de o forçar ao cumprimento do próprio dever, caso ele se recusasse ilegitimamente; assim também não pode a sociedade privar o cidadão dos direitos pessoais que o Criador lhe concedeu (os mais importantes apontamo-los acima sumariamente) nem tornar-lhe impossível o seu uso. É, pois, conforme à razão e às suas exigências naturais, que todas as coisas terrenas sejam para serviço e utilidade do homem, e assim, por meio dele, voltem ao Criador. Aqui se aplica perfeitamente o que o Apóstolo das Gentes escreve aos coríntios sobre a economia da salvação cristã: “Tudo… é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (1 Cor 3, 23). E assim, enquanto a doutrina comunista de tal maneira diminui a pessoa humana, que inverte os termos das relações entre o homem e a sociedade, a razão, pelo contrário, e a revelação divina elevam-na a tão sublimes alturas.

A ordem econômico-social

31. Sobre a ordem econômico-social e sobre a questão operária já o Nosso Predecessor, de feliz memória, Leão XIII, na Encíclica Rerum Novarum (15 de maio de 1891: Acta Leonis XIII, vol. XI, págs. 97-144) deu normas eficazes: normas que Nós adotamos às condições e exigências dos tempos presentes pela nossa Encíclica sobre a restauração cristã da ordem social (Encíclica Quadragesimo anno, 15 de maio de 1931: A.A.S., vol. XXIII (1931), págs. 177-228). Nessa Encíclica, insistindo de novo com toda a força na secular doutrina da Igreja acerca da natureza peculiar da propriedade privada no seu aspecto individual e social, assinalamos com toda a clareza e precisão os direitos e a dignidade do trabalho humano, as relações do mútuo apoio e auxílio que devem existir entre o capital e o trabalho, e o salário, indispensável ao operário e a sua família, que por justiça lhe é devido.

32. Nessa mesma Encíclica mostramos também que a sociedade humana só então, poderá ser salva da funestíssima ruína, a que é arrastada pelos princípios do liberalismo, alheios a toda a moralidade, quando os preceitos da justiça social e da caridade cristã impregnarem e penetrarem a ordem econômica e a organização civil; o que indubitavelmente não podem conseguir nem a luta de classes, nem os atentados do terror, nem o abuso ilimitado e tirânico do poder do Estado. Advertimos outrossim, que a verdadeira prosperidade do povo se deve procurar segundo os princípios dum são corporativismo, que reconheça e respeite os vários graus da hierarquia social; e que é igualmente necessário que todas as corporações operárias se organizem em harmônica unidade para poderem tender ao bem comum da sociedade; e que, por conseguinte, a função genuína e peculiar do poder público consiste em promover, quanto lhe seja possível, esta harmonia e coordenação de todas as forças sociais.

Hierarquia social e prerrogativas do Estado

33. Para assegurar esta tranqüila harmonia pela colaboração orgânica de todos, a doutrina católica confere aos governantes tanta dignidade e autoridade, quanta é necessária para que eles com vigilante e previdente solicitude salvaguardem os direitos divinos e humanos, que as Sagradas Escrituras e os Padres da Igreja tanto inculcam. E neste passo é necessário observar que erram vergonhosamente os que sem consideração atribuem a todos os homens direitos iguais na sociedade civil e asseveram que não existe legítima hierarquia. Sobre este ponto baste-Nos recordar as Encíclicas do Nosso Predecessor Leão XIII, acima mencionadas, especialmente a que trata do poder do Estado (Encíclica Diuturnum illud, 29 de junho de 1881: Acta Leonis XIII, vol. II, págs. 269-287) e a outra que versa sobre a constituição cristã do Estado (Encíclica Immortale Dei, 1 de novembro de 1885: Acta Leonis XIII, vol. V, págs. 118-150). Nelas encontram os católicos luminosamente expostos os princípios da razão e da fé, que os tornarão aptos para as premunirem contra os erros e perigos da concepção comunista acerca do Estado. A espoliação dos direitos e a escravização do homem, a negação da origem primária e transcendente do Estado e do poder do Estado, o abuso horrível do poder público ao serviço do terrorismo coletivista, são precisamente o contrário do que é conforme à ética natural e à vontade do Criador. Tanto o homem como a sociedade civil têm origem no Criador, e foram por Ele mutuamente ordenados um para a outra; por isso nenhum dos dois pode furtar-se a cumprir os deveres correlativos, nem recusar ou reduzir os direitos. O próprio Criador regulou esta mútua relação nas suas linhas fundamentais, e é injusta a usurpação, que o comunismo se arroga, de impor, em lugar da lei divina baseada nos imutáveis princípios da verdade e da caridade, um programa político de partido, que promana do capricho humano e ressuma ódio.

BELEZA DESTA DOUTRINA DA IGREJA

34. A Igreja ao ensinar esta luminosa doutrina, não tem outro fim mais que realizar o venturoso anúncio cantado pelos Anjos sobre a gruta de Belém, no nascimento Redentor: “Glória a Deus e… paz aos homens” (Lc 2, 14): paz verdadeira e verdadeira felicidade, até mesmo na terra, quanto é possível, encaminhada a preparar a felicidade eterna, mas paz reservada aos homens de boa vontade. Esta doutrina é igualmente distante de todos os extremos do erro como de todas as exagerações dos partidos ou sistemas que a eles aderem, conserva sempre o equilíbrio da verdade e da justiça; reivindica-o na teoria, aplica-o e promove-o na prática, conciliando os direitos e os deveres de um com os dos outros, como a autoridade com a liberdade, a dignidade do indivíduo com a do Estado, a personalidade humana no súdito com a representação divina no superior, e, por conseguinte, a sujeição devida e o amor ordenado de si mesmo, da família e da pátria, com o amor das outras famílias e dos outros povos, fundado no amor de Deus, pai de todos, primeiro princípio e último fim. Nem separa a justa preocupação dos bens temporais a palavra de seu divino Fundador: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo” (Mt 6, 33), está longe de se desinteressar das coisas humanas, de prejudicar os progressos da sociedade e de impedir os adiantamentos materiais, que pelo contrário sustenta e promove da maneira mais razoável e eficaz. E assim, até mesmo no campo econômico-social, a Igreja, muito embora não tenha jamais apresentado como seu um determinado sistema técnico, por não ser essa a sua missão, fixou contudo claramente princípios e diretivas que, prestando-se a diversas aplicações concretas segundo as várias condições dos tempos, dos lugares e dos povos, assinalam o caminho seguro para obter o feliz progresso da sociedade.

35. A sabedoria e suma utilidade desta doutrina é admitida por quantos verdadeiramente a conhecem. Com justificada razão puderam afirmar eminentes Estadistas que, depois de terem estudado os diversos sistemas sociais, nada haviam encontrado mais sábio que os princípios expostos nas Encíclicas Rerum Novarum e Quadragesimo anno. Até em países não católicos, e nem sequer cristãos, se reconhece quão vantajosas são para a sociedade humana as doutrinas sociais da Igreja; e assim, há apenas um mês, um eminente homem político, não cristão, do Extremo Oriente, não duvidou proclamar que a Igreja com a sua doutrina de paz e fraternidade cristã traz uma altíssima contribuição para o estabelecimento e conservação da paz construtiva entre as nações. Mas ainda: até os próprios comunistas, como sabemos por autênticas relações que afluem de toda a parte a este Centro de Cristandade, se não estão ainda de todo corrompidos, quando se lhes expõe a doutrina social da Igreja, reconhecem a sua superioridade sobre as doutrinas dos seus caudilhos e mestres. Somente os obcecados pela paixão e pelo ódio fecham os olhos à luz da verdade e a combatem obstinadamente.

SERÁ VERDADE QUE A IGREJA NÃO PROCEDEU SEGUNDO A SUA DOUTRINA?

36. Mas os inimigos da Igreja, constrangidos embora a reconhecer a sabedoria da sua doutrina, assacam-lhe o não ter sabido conformar os seus atos com aqueles princípios, e afirmam por isso a necessidade de provocar outros caminhos. Quão falsa e injusta seja esta acusação, demonstra-o toda a história do cristianismo. Para não Nos referirmos senão a um ou outro ponto característico, foi o cristianismo o primeiro a propagar, por uma forma e com uma amplitude e convicção desconhecidas nos séculos precedentes, a verdadeira e universal fraternidade de todos os homens de qualquer condição ou raça, contribuindo assim poderosamente para a abolição da escravatura, não com revoltas sangrentas, senão pela força interna da sua doutrina, que à orgulhosa patrícia romana fazia ver na sua escrava uma irmã em Cristo. Foi o cristianismo, que adora o Filho de Deus feito homem por amor dos homens e convertido em “Filho do carpinteiro”, mais ainda, “carpinteiro” ele próprio (cfr. Mt 13, 55;Mc 6, 3), foi o cristianismo que sublimou à sua verdadeira dignidade o trabalho manual: aquele trabalho manual, antes tão desprezado que até o discreto Marco Túlio Cícero, resumindo a opinião geral do seu tempo, não receou escrever estas palavras, de que hoje se envergonharia qualquer sociólogo: “Todos os operários se ocupam em misteres desprezíveis, pois a oficina nada pode ter de nobre” (M.T. Cícero, De officiis, L. I, c. 42).

37. Fiel a estes princípios, a Igreja regenerou a sociedade humana; sob a sua influência surgiram admiráveis obras de caridade, poderosas corporações de artistas e trabalhadores de todas as categorias. O liberalismo do século passado zombou delas, é certo, como de velharias da Idade Média; elas, porém, impõem-se hoje à admiração dos nossos contemporâneos que em muitos países procuram fazer reviver de algum modo a sua idéia fundamental. E quando outras correntes entravavam a obra e punham obstáculos ao influxo salutar da Igreja, esta até nossos dias não cessou nunca de admoestar os extraviados. Basta recordar com que firmeza, energia e constância o Nosso Predecessor Leão XIII reivindicou para o operário o direito de associação, que o liberalismo dominante nos Estados mais poderosos se obstinava em negar-lhe. E esta influência da doutrina da Igreja ainda atualmente é maior do que parece, porque é grande e certo, posto que invisível e difícil de medir, o predomínio das idéias sobre os fatos.

38. Pode bem dizer-se com toda a verdade que a Igreja à semelhança de Cristo, passa através dos séculos, fazendo bem a todos. Não haveria nem socialismo nem comunismo, se os que governam os povos não tivessem desprezado os ensinamentos e as maternais advertências da Igreja; eles, porém, quiseram, sobre as bases do liberalismo e do laicismo, levantar outros edifícios sociais que à primeira vista pareciam poderosas e magníficas construções, mas bem depressa se viu que careciam de sólidos fundamentos, e se vão miseravelmente desmoronando, um após outro, como tem que desmoronar-se tudo quanto não se apoia sobre a única pedra angular, que é Jesus Cristo.

IV – REMÉDIOS E MEIOS

NECESSIDADE DE RECORRER A MEIOS DE DEFESA

39. Tal é, Veneráveis Irmãos, a doutrina da Igreja, a única que, como em qualquer outro campo, assim também no campo social, pode projetar verdadeira luz, a única doutrina de salvação em face da ideologia comunista. Mas é necessário que esta doutrina se realize cada vez mais na prática da vida, conforme o aviso do Apóstolo São Tiago: “Sede… cumpridores da palavra e não simples ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1, 22), porquanto, o que na hora atual há de mais urgente é aplicar com energia os remédios oportunos, para opor-se eficazmente à revolução ameaçadora que se vai preparando. Alimentamos a firme confiança de que ao menos a paixão com que dia e noite trabalham os filhos das trevas na sua propaganda materialista e atéia, logre estimular santamente os filhos da luz a um zelo igual, se não maior, da honra da Majestade divina. 40. Que é, pois, necessário fazer, que remédios empregar, para defender a Cristo e a civilização cristã contra aquele pernicioso inimigo? Como um pai no seio da família, Nós quiséramos conversar, quase na intimidade, sobre os deveres que a grande luta de nossos dias impõe a todos os filhos da Igreja, dirigindo também a Nossa paternal advertência aos filhos que dela se afastaram.

RENOVAÇÃO DA VIDA CRISTÃ

Remédio Fundamental

41. Como em todos os períodos mais tormentosos da história da Igreja, assim hoje também o remédio fundamental é uma sincera renovação da vida privada e pública, segundo os princípios do Evangelho em todos aqueles que se gloriam de pertencer ao Rebanho de Cristo, a fim de serem verdadeiramente o sal da terra, que preserve a sociedade humana de tal corrupção.

42. Com sentimentos de profunda gratidão para com o Pai das luzes, de quem desce “toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito” (Tg 1, 17), vemos por toda a parte sinais consoladores dessa renovação espiritual, não só em tantas almas singularmente escolhidas, que nestes últimos anos se têm elevado ao cume da mais sublime santidade, e em tantas outras, cada vez mais numerosa, que generosamente caminham para a mesma luminosa meta, mas também no reflorescimento de uma piedade sentida e vivida, em todas as classes da sociedade, até nas mais cultas, como pusemos em relevo no Nosso recente Motu proprio In multis solaciis, de 28 do passado outubro, por ocasião da reorganização da Pontifícia Academia das Ciências (A.A.S., vol. XXVIII (1936), págs. 421-424).

43. Não podemos, contudo, negar que muito resta ainda por fazer neste caminho da renovação espiritual. Até mesmo em países católicos, demasiados são os que são católicos quase só de nome; demasiados, aqueles que, seguindo embora mais ou menos fielmente as práticas mais essenciais da religião que se ufanam de professar, não se preocupam de melhor a conhecer, nem de adquirir convicções, mais íntimas e profundas, e menos ainda de fazer que ao verniz exterior corresponda o interno esplendor de uma consciência reta e pura, que sente e cumpre todos os seus deveres sob o olhar de Deus. Sabemos quanto o Divino Salvador aborrece esta vã e falaz exterioridade, Ele que queria que todos adorassem o Pai “em espírito e verdade” (Jo 4, 23). Quem não vive verdadeira e sinceramente segundo a fé que professa, não poderá hoje, que tão violento sopra o vento da luta e da perseguição, resistir por muito tempo, mas será miseravelmente submergido por este novo dilúvio que ameaça o mundo; e assim, enquanto se prepara por si mesmo a própria ruína, exporá também ao ludibrio o nome cristão.

Desapego dos bens terrenos

44. E neste passo queremos, Veneráveis Irmãos, insistir mais particularmente sobre dois ensinamentos do Senhor, que têm especial conexão com as atuais condições do gênero humano: o desapego dos bens terrenos e o preceito da caridade. “Bem-aventurados os pobres de espírito” foram as primeiras palavras que saíram dos lábios do Divino Mestre no sermão da Montanha (Mt 5, 3). E esta lição é mais que nunca necessária, nestes tempos de materialismo sedento de bens e prazeres da terra. Todos os cristãos, ricos ou pobres, devem ter sempre fixo o olhar no céu, recordando que “não temos aqui cidade permanente, mas vamos buscando a futura” (Hbr 13, 14). Os ricos não devem pôr nas coisas da terra a sua felicidade, nem dirigir à conquista desses bens os seus melhores esforços; mas, considerando-se apenas como administradores que sabem terão de dar contas ao supremo Senhor, sirvam-se deles como de meios preciosos que Deus lhes concede para fazerem bem; e não deixem de distribuir aos pobres o supérfluo, segundo o preceito evangélico (cfr. Lc 11, 41). Doutra forma verificar-se-á neles e em suas riquezas a severa sentença de São Tiago Apóstolo: “Eia, pois, ó ricos, chorai, soltai gritos por causa das misérias que virão sobre vós. As vossas riquezas apodreceram, e os vossos vestidos foram comidos pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e devorará as vossas carnes como um fogo. Juntastes para vós um tesouro de ira para os últimos dias…” (Tg 5, 1-3).

45. Mas os pobres, por sua vez, esforçando-se muito embora, segundo as leis da caridade e da justiça, por se proverem do necessário e até mesmo por melhorarem de condição, devem também permanecer sempre “pobres de espírito” (Mt 5, 3), estimando mais os bens espirituais que os bens e gozos terrenos. Recordem-se, além disso, que jamais se logrará fazer desaparecer do mundo as misérias, as dores, as tribulações, a que estão sujeitos ainda aqueles que exteriormente parecem mais felizes. E assim, a todos é necessária a paciência, aquela paciência cristã que eleva o coração às divinas promessas de uma felicidade eterna. “Sede, pois, pacientes, irmãos”, vos diremos ainda com São Tiago, “até à vinda do Senhor. Vede como o lavrador espera o precioso fruto da terra, tendo paciência, até que receba o (fruto) temporão e o serôdio. Sede, pois, pacientes também vós, e fortalecei os vossos corações; porque a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5, 7-8). Só assim se cumprirá a consoladora promessa do Senhor: “Bem-aventurados os pobres”. E não é esta uma consolação e promessa vã, como são as promessas dos comunistas; mas são palavras de vida, que encerram uma realidade suprema, palavras que se verificam plenamente aqui na terra e depois na eternidade. E na verdade, quantos pobres, nestas palavras e na esperança do reino dos céus, proclamando já propriedade sua: “porque vosso é o reino de Deus” (Lc 6, 20), encontram uma felicidade, que tantos ricos não logram em suas riquezas, sempre inquietos e sempre torturados como andam pela sede de possuir ainda mais.

Caridade cristã

46. Muito mais importante ainda, como remédio do mal de que tratamos, ou pelo menos mais diretamente ordenado a curá-lo, é o preceito da caridade. Queremos referir-Nos àquela caridade cristã “paciente e benigna” (1 Cor 13, 4), que evita todos os ares de proteção humilhante e qualquer aparência de ostentação; aquela caridade, que desde os inícios do cristianismo ganhou para Cristo os mais pobres dentre os pobres, os escravos; e testemunhamos o Nosso reconhecimento a todos quantos nas obras de beneficência, desde as conferências de São Vicente de Paulo até às grandes organizações recentes de assistência social, têm exercido e exercem as obras de misericórdia corporal e espiritual. Quanto mais experimentarem em si mesmos os operários e os pobres o que o espírito de amor, animado pela virtude de Cristo, faz por eles, tanto mais se despojarão do preconceito de que o cristianismo perdeu a sua eficácia e a Igreja está da parte daqueles que exploram o seu trabalho.

47. Mas, quando vemos dum lado uma multidão de indigentes que, por várias causas alheias à sua vontade, estão verdadeiramente oprimidos pela miséria, e do outro lado, junto deles, tantos que se divertem inconsideradamente e esbanjam enormes somas em futilidades, não podemos deixar de reconhecer com dor que não é bem observada a justiça, mas que nem sempre se aprofundou suficientemente o preceito da caridade cristã nem se vive conforme a ele na prática cotidiana. Desejamos, portanto, Veneráveis Irmãos, que seja mais e mais explicado por palavra e por escrito este divino preceito, precioso distintivo deixado por Cristo a seus verdadeiros discípulos, este preceito, que nos ensina a ver nos que sofrem a Jesus em pessoa e nos impõe o dever de amar os nossos irmãos, como o divino Salvador nos amou a nós, isto é, até ao sacrifício de nós mesmos e, se necessário for, até da própria vida. Meditem, pois, todos e muitas vezes aquelas palavras consoladoras, por um lado, mas temerosas por outro, da sentença final que pronunciará o Juiz supremo no último dia: “Vinde benditos de meu Pai…; porque tive fome, e me destes de comer, tive sede e me destes de beber… Em verdade vos digo que todas as vezes que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25, 34-40). E pelo contrário: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno… porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber… Na verdade vos digo: todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequeninos, foi a mim que o não fizestes” (Mt 25, 41-45).

48. Para assegurar, pois, a vida eterna, e poder eficaz mente socorrer os necessitados, é necessário voltar a uma vida mais modesta; renunciar aos prazeres, muitas vezes até pecaminosos, que o mundo hoje em dia oferece em tanta abundância; esquecer-se a si mesmo por amor do próximo. Virtude divina de regeneração se encontra neste “mandamento novo” (como lhe chamava Jesus) da caridade cristã (Jo13, 34), cuja fiel observância infundirá nos corações uma paz interna desconhecida do mundo, e remediará eficazmente os males que afligem a humanidade.

Deveres de estrita justiça

49. Mas a caridade jamais será verdadeira caridade, se não tiver sempre em conta a justiça. O Apóstolo ensina que “quem ama o próximo cumpre a lei”; e dá a razão: “por quanto não cometerás adultério, não matarás, não furtarás… e qualquer outro preceito se resume nesta fórmula: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Rom 13, 8-9). Se, pois, segundo o Apóstolo, todos os deveres se reduzem ao único preceito da verdadeira caridade, ainda aqueles que são de estrita justiça, como não matar, não roubar; uma caridade que prive o operário do salário a que tem estrito direito, não é caridade mas um nome vão e uma vã aparência de caridade. Nem o operário precisa de receber como esmola o que lhe pertence por justiça; nem pode ninguém pretender eximir-se dos grandes deveres impostos pela justiça com pequeninas dádivas de misericórdia. A caridade e a justiça impõem deveres, muitas vezes acerca do mesmo objeto, mas sob aspectos diversos; e os operários, a estes deveres que lhes dizem respeito, são juntamente muito sensíveis, em razão da sua própria dignidade.

50. É por isso que de modo especial Nos dirigimos a vós, patrões e industriais cristãos, cuja missão é muitas vezes tão difícil, por carregardes com a herança dos erros de um regime econômico iníquo que exerceu a sua ruinosa influência durante muitas gerações. Lembrai-vos da vossa responsabilidade. Triste é dizê-lo, mas é muito verdade que o modo de proceder de certos meios católicos contribui para abalar a confiança dos trabalhadores na religião de Jesus Cristo. Não queriam eles compreender que a caridade cristã exige o reconhecimento de certos direitos devidos ao operário, e que Igreja explicitamente lhe reconheceu. Como julgar do proceder de patrões católicos, que em algumas partes conseguiram impedir a leitura da Nossa Encíclica Quadragesimo anno em suas igrejas patronais? ou daqueles industriais católicos que até hoje se têm mostrado adversários dum movimento que o direito de propriedade, reconhecido pela Igreja, tenha sido por vezes empregado para defraudar o operário do seu justo salário e dos seus direitos sociais?

Justiça Social

51. Efetivamente, além da justiça comutativa, há a justiça social que impõe, também, deveres a que nem patrões nem operários se podem furtar. E é precisamente próprio da justiça social exigir dos indivíduos quanto é necessário ao bem comum. Mas, assim como no organismo vivo não se provê ao todo, se não se dá a cada parte e a cada membro tudo quanto necessitam para exercerem as suas funções; assim também se não pode prover ao organismo social e ao bem de toda a sociedade, se não se dá a cada parte e a cada membro, isto é, aos homens dotados da dignidade de pessoa, tudo quanto necessitam para desempenharem as suas funções sociais. O cumprimento dos deveres da justiça social terá como fruto uma intensa atividade de toda a vida econômica, desenvolvida na tranqüilidade e na ordem, e se mostrará assim a saúde do corpo social, do mesmo modo que a saúde do corpo humano se reconhece pela atividade inalterada, e ao mesmo tempo plena e frutuosa, de todo o organismo.

52. Não se pode, porém, dizer que se satisfez à justiça social, se os operários não têm assegurada a sua própria sustentação e a de suas famílias com um salário proporcionado a este fim; se não se lhes facilita o ensejo de adquirir uma modesta fortuna, prevenindo assim a praga do pauperismo universal; se não se tomam providências a seu favor, com seguros públicos e privados, para o tempo da velhice, da doença ou do desemprego. Numa palavra, para repetirmos o que dissemos na Nossa EncíclicaQuadragesimo anno: “A economia social estará solidamente constituída e obterá seus fins, só quando a todos e a cada um forem subministrados todos os bens que se podem conseguir com as forças e subsídios naturais, com a técnica, com a organização social do fator econômico. Esses bens devem ser em tanta quantidade, quanta é necessária, assim para satisfazer às necessidades e honestas comodidades, como para elevar os homens àquela condição de vida mais feliz, que, obtida e gozada de modo regrado e prudente, não só não é de obstáculo à virtude, mas até a favorece poderosamente” (Encíclica Quadragesimo anno, 15 de maio de 1931: A.A.S., vol. XXIII (1931), pág. 202).

53. Se, pois, como sucede cada vez mais freqüentemente no salariado, a justiça não pode ser observada pelos particulares, a não ser que todos concordem em praticá-la conjuntamente, mediante instituições que unam entre si os patrões, para evitar entre eles uma concorrência incompatível com a justiça devida aos trabalhadores, o dever dos empresários e patrões é sustentar e promover essas instituições necessárias, que se tornam o meio normal para se poderem cumprir os deveres de justiça. Mas lembrem-se também os trabalhadores dos seus deveres de caridade e justiça para com os patrões e estejam persuadidos que assim salvaguardarão melhor até os próprios interesses. 54. Assim, pois, se se considera o conjunto da vida econômica, – como já notamos na Nossa Encíclica Quadragesimo anno – não se conseguirá que nas relações econômico-sociais reine a mútua colaboração da justiça e da caridade, senão por meio dum corpo de instituições profissionais e interprofissionais sobre bases solidamente cristãs, coligadas entre si e que constituam, sob formas diversas e adaptadas aos lugares e circunstâncias, o que se chamava a Corporação.

ESTUDO E DIFUSÃO DA DOUTRINA SOCIAL

55. Para dar a esta ação social mais eficácia, é muito necessário promover o estudo dos problemas sociais à luz da doutrina da Igreja e difundir os seus ensinamentos sob a égide da autoridade de Deus, constituída na mesma Igreja. Se o modo de proceder de alguns católicos deixou a desejar no campo econômico-social, isso aconteceu muitas vezes por não conhecerem suficientemente nem meditarem o ensino dos Sumos Pontífices sobre o assunto. Por isso, é sumamente necessário que em todas as classes da sociedade se promova mais intensa formação social, correspondente ao diverso grau de cultura intelectual, e se procure com toda a solicitude e empenho a mais ampla difusão dos ensinamentos da Igreja também entre a classe operária. Iluminem-se as mentes com a luz segura da doutrina católica e inclinem-se as vontades a segui-la e a aplicá-la como norma reta de vida, pelo cumprimento consciencioso dos múltiplos deveres sociais. Combata-se desse modo aquela incoerência e descontinuidade na vida cristã, por Nós várias vezes deplorada, pela qual alguns, enquanto aparentemente são fiéis no cumprimento dos seus deveres religiosos, no campo do trabalho ou da indústria ou da profissão, ou no comércio, ou no emprego, por um deplorável desdobramento de consciência, levam uma vida muito em desarmonia com as normas tão claras da justiça e da caridade cristã, dando assim grave escândalo aos fracos e oferecendo aos maus fácil pretexto para desacreditarem a própria Igreja.

56. Grandemente pode contribuir para esta renovação a imprensa católica, que pode e deve, de modo variado e atraente, procurar dar a conhecer cada vez melhor a doutrina social, informar com exatidão, mas também com a devida amplidão, acerca da atividade dos inimigos, referir os meios de combate que se mostraram os mais eficazes em diversas regiões, propor idéias úteis e gritar alerta contra as astúcias e enganos com que os comunistas procuram, e com resultado, atrair a si até homens de boa-fé.

PREMUNIR-SE CONTRA AS CILADAS DO COMUNISMO

57. Sobre este ponto insistimos na Nossa Alocução, de 12 de maio do ano passado, mas julgamos necessário, Veneráveis Irmãos, chamar de novo sobre ele, de modo particular, a vossa atenção. Ao princípio, o comunismo mostrou-se tal qual era em toda a sua perversidade; mas bem depressa se capacitou de que desse modo afastava de si os povos; e por isso mudou de tática e procura atrair as multidões com vários enganos, ocultando os seus desígnios sob a máscara de ideais, em si bons e atraentes. Assim, vendo o desejo geral de paz, os chefes do comunismo fingem ser os mais zelosos fautores e propagandistas do movimento a favor da paz mundial; mas ao mesmo tempo excitam a uma luta de classes que faz correr rios de sangue, e, sentindo que não têm garantias internas de paz, recorrem a armamentos ilimitados. Assim, sob vários nomes que nem por sombras aludem ao comunismo, fundam associações e periódicos que servem depois unicamente para fazerem penetrar as suas idéias em meios, que doutra forma lhe não seriam facilmente acessíveis, procuram até com perfídia infiltrar-se em associações católicas e religiosas. Assim, em outras partes, sem renunciarem um ponto a seus perversos princípios, convidam os católicos a colaborar com eles no campo chamado humanitário e caritativo, propondo às vezes, até coisas completamente conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja. Em outras partes levam a hipocrisia até fazer crer que o comunismo, em países de maior fé e de maior cultura, tomará outro aspecto mais brando, não impedirá o culto religioso e respeitará a liberdade das consciências. Há até quem, reportando-se a certas alterações recentemente introduzidas na legislação soviética, deduz que o comunismo está em vésperas de abandonar o seu programa de luta contra Deus.

58. Procurai, Veneráveis Irmãos, que os fiéis não se deixem enganar! O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele, da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã. E, se alguns, induzidos em erro, cooperassem para a vitória do comunismo no seu país, seriam os primeiros a cair como vítimas do seu erro; e quanto mais se distinguem pela antiguidade e grandeza da sua civilização cristã as regiões aonde o comunismo consegue penetrar, tanto mais devastador lá se manifesta o ódio dos “sem-Deus”.

ORAÇÃO E PENITÊNCIA

59. Mas, “se o Senhor não guarda a caridade, em vão vigiam aqueles que a guardam” (Sl 126, 1). Por isso, como último e poderosíssimo remédio vos recomendamos, Veneráveis Irmãos, que em vossas dioceses promovais e intensifiqueis, do modo mais eficaz, o espírito de oração unido à penitência cristã. Quando os Apóstolos perguntaram ao Salvador por que é que não tinham podido libertar do espírito maligno a um endemoninhado, respondeu o Senhor: “Demônios desta raça não se expulsam senão com a oração e com o jejum” (Mt 17, 20). Também o mal que hoje atormenta a humanidade não poderá ser vencido senão com uma santa cruzada universal de oração e penitência: e recomendamos singularmente às Ordens contemplativas, masculinas e femininas, que redobrem as suas súplicas e sacrifícios, para 8impetrarem do céu para a Igreja um válido socorro nas lutas presentes, com a poderosa intercessão da Virgem Imaculada, a qual, assim como um dia esmagou a cabeça da antiga serpente, assim também é hoje e sempre segura defesa e invencível “Auxílio dos Cristãos”.

V – MINISTROS E AUXILIARES DESTA OBRA SOCIAL DA IGREJA

OS SACERDOTES

60. Para a obra mundial de salvação que temos vindo traçando, e para a aplicação dos remédios que ficam brevemente apontados, ministros e obreiros evangélicos designados pelo divino Rei Jesus Cristo são em primeira linha os sacerdotes. A eles, por vocação especial, sob a guia dos sagrados Pastores e em união de filial obediência com o Vigário de Cristo na terra, foi confiada a missão de conservar aceso no mundo o facho da fé e de infundir nos fiéis aquela sobrenatural confiança com que a Igreja, em nome de Cristo, tem combatido e vencido tantas outras batalhas: “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 Jo 5, 4).

61. De modo particular recordamos aos sacerdotes a exortação de Nosso Predecessor, Leão XIII, tantas vezes repetida, de ir ao operário; exortação que Nós fazemos Nossa e completamos: “Ide ao operário, especialmente ao operário pobre, e em geral, ide aos pobres”, seguindo nisto os ensinamentos de Jesus Cristo e da sua Igreja. Os pobres, efetivamente são os que se acham mais expostos às ciladas dos agitadores, que exploram a sua mísera condição, para lhes atear no peito a inveja contra os ricos e excitá-los a tomarem pela força o que lhes parece que a fortuna lhes negou injustamente; e, se o Sacerdote não vai aos operários, aos pobres, para os prevenir ou desenganar dos preconceitos e das falsas teorias, chegarão a ser fácil presa dos apóstolos, do comunismo.

62. Não podemos negar que muito se tem feito já neste sentido, especialmente depois das EncíclicasRerum Novarum e Quadragesimo anno; e com paterna complacência saudamos o industrioso zelo pastoral de tantos bispos e sacerdotes, que vão excogitando e ensaiando, embora com a devida prudência e cautela, novos métodos de apostolado que melhor correspondam às exigências modernas. Mas tudo isto é ainda muito pouco para as presentes necessidades. Assim como, quando a pátria está em perigo, tudo quanto não é estritamente necessário ou não é diretamente ordenado à urgente necessidade da defesa comum, passa a segunda linha; assim também em nosso caso, qualquer outra obra, por mais bela e boa que seja, deve ceder o passo à vital necessidade de salvar as próprias bases da fé e da civilização cristã. E assim, nas paróquias os sacerdotes, dando embora materialmente o que é necessário à cura ordinária dos fiéis, reservem o mais e o melhor das suas forças e da sua atividade à reconquista das massas trabalhadoras para Cristo e para a Igreja e a fazer penetrar o espírito cristão nos meios que lhe são mais refratários. Nas massas populares, encontrarão uma correspondência e uma abundância de frutos inesperada, que os compensará do duro trabalho do primeiro arroteamento; como temos visto e vemos em Roma e em muitas outras metrópoles, onde, à sombra das novas igrejas, que vão surgindo nos bairros periféricos, se vão organizando fervorosas comunidades paroquiais e se operam verdadeiros milagres de conversão entre populações que eram hostis à religião, só porque a não conheciam.

63. Mas o meio mais eficaz de apostolado entre as multidões dos pobres e dos humildes é o exemplo do sacerdote, o exemplo de todas as virtudes sacerdotais quais as descrevemos em Nossa Encíclica Ad Catholici Sacerdotii (20 de dezembro de 1935: A.A.S., vol. XXVIII (1936), págs. 5-53); no presente caso, porém, de modo especial, é necessário um luminoso exemplo de vida humilde, pobre, desinteressada, cópia fiel do Divino Mestre que podia proclamar com divina franqueza: “As raposas têm os seus covis e as aves do céu os seus ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt 8, 20). Um sacerdote verdadeira e evangelicamente pobre e desinteressado faz milagres de bem no meio do povo, como um São Vicente de Paulo, um Cura d’Ars, um Cottolengo, um Dom Bosco e tantos outros; ao passo que um sacerdote avaro e interesseiro, como recordamos na citada Encíclica, ainda quando se não precipite, como judas, no abismo da traição, será pelo menos um oco “bronze a ressoar” e um inútil “címbalo a retinir” (1 Cor 13, 1), e muitas vezes antes obstáculo que instrumento de graça no meio do povo. E, se o sacerdote secular ou regular, por dever de ofício, tem que administrar bens temporais, lembre-se que não somente terá obrigação de observar escrupulosamente tudo quanto prescrevem a caridade e a justiça, senão que de modo particularmente deve mostrar-se verdadeiro pai dos pobres.

A AÇÃO CATÓLICA

64. Depois do clero dirigimos o Nosso paternal convite aos nossos queridíssimos filhos leigos, que militam nas fileiras da Ação Católica, que nos é tão cara e que, como já declaramos em outra ocasião (13 de maio de 1936, A.A.S., vol. XXIX (1937), págs. 139-144), é um “auxílio particularmente providencial”, para a obra da Igreja nestas circunstâncias tão difíceis. De fato, a Ação Católica é também apostolado social, enquanto tende a difundir o Reinado de Jesus Cristo não só nos indivíduos mas também na família e na sociedade. Por isso deve, antes de tudo, atender a formar com especial cuidado os seus membros e a prepará-los, para as santas batalhas do Senhor. A este trabalho formativo, mais que nunca urgente e necessário, que deve preceder a ação direta e efetiva, servirão certamente os círculos de estudos, as semanas sociais, os cursos orgânicos de conferências e todas as demais iniciativas aptas para dar a conhecer a solução dos problemas sociais em sentido cristão.

65. Soldados da Ação Católica tão bem preparados e adestrados serão os primeiros e imediatos apóstolos dos seus companheiros de trabalho e tornar-se-ão os preciosos auxiliares do Sacerdote, para levarem a luz da verdade e aliviarem as graves misérias materiais e espirituais, em inumeráveis zonas refratárias à ação do ministro de Deus, ou por inveterados preconceitos contra o clero ou por deplorável apatia religiosa. Cooperar-se-á desse modo, sob a direção de Sacerdotes particularmente experimentados, naquela assistência religiosa às classes trabalhadoras, que temos tanto a peito, por ser o meio mais apto para preservar aqueles Nossos amados filhos da cilada comunista.

66. Além deste apostolado individual, muitas vezes oculto, mas sobremaneira útil e eficaz, é função da Ação Católica disseminar amplamente, por meio da propaganda oral e escrita, os princípios fundamentais que hão de servir para a construção de uma ordem social cristã, como se depreendem dos documentos pontifícios.

ORGANIZAÇÕES AUXILIARES

67. Em torno da Ação Católica cerram fileiras as organizações que Nós saudamos já como auxiliares da mesma. Com paternal afeto exortamos também estas organizações tão prestimosas a consagrarem-se à grande missão de que tratamos, que atualmente supera a todas as outras pela sua vital importância.

ORGANIZAÇÕES DE CLASSE

68. Pensamos também nas organizações de classe: de operários, de agricultores, de engenheiros, de médicos, de patrões, de homens de estudo e outras semelhantes; homens e mulheres, que vivem nas mesmas condições culturais e quase naturalmente se reuniram em agrupamentos homogêneos. São precisamente estes grupos e estas organizações que estão destinadas a introduzir na sociedade aquela ordem, que tínhamos na mente na Nossa Encíclica Quadragesimo anno, e a difundir assim o reconhecimento da realeza de Cristo nos diversos campos da cultura e do trabalho.

69. E se, pela transformação das condições da vida econômica e social, o Estado julgou dever intervir até o ponto de assistir e regular diretamente tais instituições com particulares disposições legislativas, salvo o respeito devido à liberdade e às iniciativas particulares; também não pode nessas circunstâncias a Ação Católica manter-se estranha à realidade, antes deve com prudência prestar a sua contribuição de pensamento, com o estudo dos novos problemas à luz da doutrina católica, e da atividade, com a participação leal e voluntária dos seus membros nas novas formas e instituições, levando-lhes o espírito cristão, que é sempre princípio de ordem e de mútua e fraterna colaboração.

APELO AOS OPERÁRIOS CATÓLICOS

70. Uma palavra particularmente paterna quiséramos dirigir aos Nossos queridos operários católicos, jovens e adultos, os quais, talvez em prêmio da sua fidelidade por vezes heróica nestes tempos tão difíceis, receberam missão muito nobre e árdua. Sob a direção dos seus Bispos e Sacerdotes, é a eles que cumpre reconduzir à Igreja e a Deus aquelas imensas multidões de irmãos seus de trabalho, os quais, exacerbados por não haverem sido compreendidos nem tratados com a dignidade a que tinham direito, se afastaram de Deus. Demonstrem os operários católicos com seu exemplo, com suas palavras, a esses seus irmãos transviados que a Igreja é Mãe cheia de ternura para todos os que trabalham e sofrem, e que jamais faltou nem faltará a seu sagrado dever materno de defender seus filhos. Se esta missão, que eles devem cumprir nas minas, nas fábricas, nos estaleiros, onde quer que se trabalha, reclama por vezes grandes sacrifícios, lembrem-se que o Salvador do mundo deu não só exemplo do trabalho, senão também o do sacrifício.

NECESSIDADE DE CONCÓRDIA ENTRE OS CATÓLICOS

71. Assim pois, a todos os Nossos filhos, de todas as classes sociais, de todas as nações, de todos os grupos religiosos e leigos da Igreja, quiséramos dirigir um novo e mais urgente apelo à concórdia. Muitas vezes Nosso coração paterno se tem afligido com as divisões, fúteis muitas vezes em suas causas, mas sempre trágicas em suas conseqüências, que põem em luta os filhos duma mesma Mãe, a Igreja. Assim se vê que os agentes da desordem, que não são tão numerosos, aproveitando-se destas discórdias, lhes exasperam o azedume, e acabam por lançar os mesmos católicos uns contra os outros. Depois dos acontecimentos destes últimos meses, deveria parecer supérfluo o Nosso aviso. Repetimo-lo, porém, uma vez mais para aqueles que o não compreenderam, ou talvez não o querem compreender. Os que trabalham por aumentar as distensões entre católicos, tomam sobre si uma tremenda responsabilidade diante de Deus e da Igreja.

APELO A TODOS OS QUE CRÊEM EM DEUS

72. Mas a esta luta, empenhada pelo poder das trevas contra própria idéia da Divindade, é-Nos grato esperar que, além de todos aqueles que se gloriam do nome de Cristo, se oponham também denodadamente todos quantos crêem em Deus e o adoram, que são ainda a imensa maioria da humanidade. Renovamos, por isso, o apelo que já, há cinco anos, lançamos em Nossa Encíclica Caritate Christi, para que também eles leal e cordialmente concorram de sua parte “para afastar da humanidade o grande perigo que a todos ameaça”. Porquanto, – como então dizíamos -, se “a crença em Deus é o fundamento inabalável de toda a ordem social e de toda a responsabilidade na terra, todos os que não querem a anarquia e o terror devem trabalhar energicamente para que os inimigos da religião não alcancem o fim que tão abertamente proclamam” (Encíclica Caritate Christi, 3 de maio de 1932: A.A.S., vol. XXIX (1932), pág. 184).

DEVERES DO ESTADO CRISTÃO

Ajudar a Igreja

73. Temos exposto, Veneráveis Irmãos, a função positiva, de ordem, a um tempo, doutrinal e prática, que a Igreja assume em virtude da mesma missão, que Jesus Cristo lhe confiou, de edificar a sociedade cristã e, em nossos tempos, de combater e desbaratar os esforços do comunismo; e fizemos apelo a todas e a cada uma das classes da sociedade. Para esta mesma empresa espiritual da Igreja deve também concorrer positivamente o Estado cristão, ajudando em seu empenho a Igreja com os meios que lhes são próprios, os quais, embora externos, dizem também respeito, em primeiro lugar, ao bem das almas.

74. Por isso os Estados porão todo o cuidado em impedir que a propaganda atéia, que destrói todos os fundamentos da ordem, faça estragos em seus territórios, porque não poderá haver autoridade na terra, se não se reconhece a autoridade da Majestade divina, nem será firme o juramento, que não se faça em nome do Deus vivo. Repetimos o que tantas vezes e com tanta insistência temos dito, nomeadamente na Nossa Encíclica Caritate Christi:Como pode sustentar-se um contrato qualquer, e que valor pode ter um tratado, onde falte toda a garantia de consciência? E como pode falar-se de garantia de consciência, onde falte toda a fé em Deus, todo o temor de Deus? Destruída esta base, desmorona-se com ela toda a lei moral, e não haverá já remédio nenhum que possa impedir a gradual, mas inevitável ruína dos povos, da família, do Estado, da própria civilização humana” (Encíclica Caritate Christi, 3 de maio de 1932: A.A.S., vol. XXIV (1932), pág. 190).

Providências do bem comum

75. Além disso, deve o Estado pôr todo o cuidado em criar aquelas condições materiais de vida, sem as quais não pode subsistir uma sociedade ordenada, e em procurar trabalho especialmente aos pais de família e à juventude. Para esse fim induzam-se as classes ricas a que, pela urgente necessidade do bem comum, tomem sobre si aqueles encargos, sem os quais a sociedade humana não pode salvar-se, nem elas próprias poderiam encontrar salvação. Mas as providências, que o Estado toma para esse fim, devem ser tais que atinjam efetivamente os que de fato têm nas mãos os maiores capitais e continuamente os vão aumentando com grave prejuízo dos outros.

Prudente e sóbria administração

76. O próprio Estado, lembrando-se de suas responsabilidades diante de Deus e da sociedade, sirva de exemplo a todos os demais com uma prudente e sóbria administração. Hoje mais que nunca a gravíssima crise mundial exige que aqueles que dispõem de fundos enormes, fruto do trabalho e do suor de milhões de cidadãos, tenham sempre diante dos olhos unicamente o bem comum e procurem promovê-lo o mais possível. Os funcionários do Estado e todos os empregados cumpram também, por dever de consciência os seus deveres com fidelidade e desinteresse, seguindo os luminosos exemplos antigos e recentes de homens insignes, que num trabalho sem descanso sacrificaram toda a sua vida pelo bem da pátria. E no comércio dos povos entre si, procure-se solicitamente remover aqueles obstáculos artificiais da vida econômica, que brotam do sentimento da desconfiança e do ódio, recordando que todos os povos da terra formam uma única família de Deus.

Deixar liberdade à Igreja

77. Mas, ao mesmo tempo, deve o Estado deixar à Igreja plena liberdade de cumprir a sua missão divina e espiritual, para contribuir assim poderosamente para salvar os povos da terrível tormenta da hora presente. Por toda a parte se faz hoje um angustioso apelo às forças morais e espirituais; e com toda a razão, porque o mal que se deve combater é antes de tudo, considerado em sua primeira origem, um mal de natureza espiritual, e desta fonte é que brotam, por uma lógica diabólica, todas as monstruosidades do comunismo. Ora, entre as forças morais e religiosas, sobressai incontestavelmente a Igreja Católica; e por isso o mesmo bem da humanidade exige que não se ponham obstáculos à sua atividade.

78. Proceder de outro modo e pretender ao mesmo tempo alcançar o fim com meios puramente econômicos e políticos, é ficar à mercê de um erro perigoso. E quando se exclui a religião da escola, da educação, da vida pública, e se expõem ao ludíbrio os representantes do Cristianismo e seus sagrados ritos, não se promove porventura aquele materialismo, donde germina o comunismo? Nem a força, ainda a mais bem organizada, nem os ideais terrenos, por mais grandiosos e nobres que sejam, podem dominar um movimento, que tem suas raízes precisamente na demasiada estima dos bens da terra.

79. Confiamos que aqueles que dirigem os destinos das nações, por pouco que sintam o perigo extremo que ameaça hoje os povos, compreenderão cada vez melhor o supremo dever de não impedir à Igreja o cumprimento da sua missão; tanto mais que, ao cumpri-la, enquanto procura a felicidade eterna do homem trabalha também inseparavelmente pela verdadeira felicidade temporal.

APELO PATERNO AOS TRANSVIADOS

80. Mas não podemos pôr termo a esta Carta Encíclica, sem dirigir uma palavra àqueles mesmos filhos Nossos que estão já contagiados ou tocados do mal comunista. Exortamo-los vivamente a que ouçam a voz do Pai que os ama; e rogamos ao Senhor que os ilumine, para que deixem o caminho que os despenha a todos numa imensa e catastrófica ruína, e reconheçam também eles que o único Salvador é Jesus Cristo Senhor Nosso: “porque não há sob o céu nenhum outro nome dado aos homens, pelo qual possamos esperar ser salvos” (At 4, 12).

CONCLUSÃO

SÃO JOSÉ, MODELO E PATRONO

81. E, para apressar a “Paz de Cristo no Reino de Cristo” (Encíclica Ubi Arcano, 23 de dezembro de 1922: A.A.S., vol. XIV (1922), pág. 619), por todos tão desejada, pomos a grande ação da Igreja Católica contra o comunismo ateu mundial sob a égide do poderoso Protetor da Igreja, São José. Ele pertence à classe operária e experimentou o peso da pobreza, em si e na Sagrada Família, de que era chefe vigilante e afetuoso; a ele foi confiado o Deus Menino, quando Herodes mandou contra ele os seus sicários. Com uma vida de fidelíssimo cumprimento do dever cotidiano, deixou um exemplo de vida a todos os que têm de ganhar o pão com o trabalho de suas mãos e mereceu ser chamado o Justo, exemplo vivo daquela justiça cristã, que deve reinar na vida social.

82. Com os olhos no alto, a nossa fé vê os novos céus e a nova terra; de que fala o Nosso primeiro Antecessor, São Pedro (2 Pdr 3, 13; cf. Is 66, 22; Apc 21, 1). Enquanto as promessas dos falsos profetas da terra se desvanecem em sangue e lágrimas, brilha com celeste beleza a grande profecia apocalíptica do Redentor do mundo: “Eis que Eu renovo todas as coisas” (Apc 21, 5).

Não Nos resta, Veneráveis Irmãos, senão elevar as mãos paternas e fazer descer sobre Vós, sobre o vosso Clero e povo, sobre toda a grande Família Católica, a Bênção Apostólica.

Dada em Roma, junto de São Pedro, na festa de São José, Padroeiro da Igreja Universal, no dia 19 de março de 1937, ano XVI do Nosso Pontificado.

PIO XI PP.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".