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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Papai do MST batendo palmas para OBAMA

Do portal do DIEGO CASAGRANDE

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FHC diz que Obama é melhor para o Brasil: "pode revisar ordem geral"


O ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso afirma que a eleição do candidato do partido democrata à Casa Branca, Barack Obama, seria melhor para o Brasil (C.T. - é claro que o FHC prefere a turma dele, a da esquerda). "Obama é mais aberto ao 'soft power', ao poder mundial legitimado e dividido. Pelo próprio fato de ser negro, de ser alguém que tem experiência internacional, que viveu na Indonésia, que é doutor em Harvard. Ele é tudo isso e por tal pode oferecer um espaço para a revisão da ordem geral", justifica FHC.

"Uma vez me perguntaram o que é necessário para que os EUA inspirem o mundo novamente. Eu disse: 'olha, são gestos, não coisas de natureza material'. E Obama é, em si mesmo, um gesto", completou o tucano.

Comentário do Cavaleiro do Templo: FHC sempre com suas falas bonitas, não é mesmo? Quem não sabe ler e portanto não sabe entender se encanta com políticos como OBAMA, FHC, LULA e ODORICO PARAGUAÇU, todos da mesma turma, os embromadores, os artistas circenses. OBAMA é um dos piores candidatos à Presidência que já surgiram nos EEUU mas consegue aparecer pelo mesmo motivo que o LULA: antes deles veio a estupidificação do povo. Portanto, são a consequência de um projeto levado a cabo para permitir, como triunfo, a eleição de (no mínimo) hipócritas, quando não mentirosos, salafrários e entreguistas, os piores homens públicos de todos os tempos.

O ovo da serpente

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho em 15 de agosto de 2008

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Os russos não gostaram de ver o comunismo equiparado ao nazismo e passaram por cima de dois dados históricos no desmentido. O comunismo já espalhava o terror e o morticínio pela Europa séculos antes do nazismo e do fascismo. O comunismo está vivo e sua periculosidade não diminuiu.

O protesto do governo russo contra a equiparação moral de nazismo e comunismo condensa uma das falsificações históricas mais temíveis de todos os tempos. Temível pelas dimensões da mentira que engloba e duplamente temível pela credulidade fácil com que é acolhida, em geral, pelos não-comunistas e mesmo anticomunistas. Até John Earl Haynes, o grande historiador do anticomunismo americano, subscreve esse erro: “Ao contrário do nazismo, que explicitamente colocava a guerra e a violência no cerne da sua ideologia, o comunismo brotou de raízes idealísticas.” Nada, nos documentos históricos, justifica essa afirmativa. Séculos antes do surgimento do nazismo e do fascismo, o comunismo já espalhava o terror e o morticínio pela Europa, atingindo um ápice de violência na França de 1793. A concepção mesma de genocídio – liquidação integral de povos, raças e nações – é de origem comunista, e sua expressão mais clara já estava nos escritos de Marx e Engels meio século antes do nascimento de Hitler e Mussolini.

O idealismo romantizado está na periferia e não no cerne da doutrina comunista: os líderes e mentores sempre riram dele, deixando-o para a multidão dos idiotas úteis . É significativo que Marx, Engels, Lênin, Stalin, Mao ou Che Guevara tenham dedicado pouquíssimas linhas à descrição da futura sociedade comunista e das suas supostas belezas, preferindo preencher volumes inteiros com a expressão enfática do seu ódio não somente aos burgueses e aristocratas, mas a milênios de cultura intelectual e moral, explicados pejorativamente como mera camuflagem ideológica do interesse financeiro e do desejo de poder.

Entre os não-comunistas, a atribuição usual de motivos idealísticos ao comunismo não nasce de nenhum sinal objetivo que possam identificar nas obras dos próceres comunistas, mas simplesmente da projeção reversa da retórica de acusação e denúncia que nelas borbulha como num caldeirão de ódio. O olhar de suspicácia feroz que Marx e seus continuadores lançam sobre as mais elevadas criações dos séculos passados denota antes a malícia satânica que procura ver o mal em tudo para assim parecer mais suportável na comparação.

Para aceitar como verdade a lenda do idealismo comunista, teríamos de inverter todos os padrões de julgamento moral, admitindo que os mártires que se deixaram matar na arena romana agiram por interesses vis, ao passo que os assassinos de cristãos na URSS e na China agiram por pura bondade. Ademais, o protesto russo suprime, propositadamente, dois dados históricos fundamentais. Primeiro, o fascismo nasceu como simples dissidência interna do movimento socialista e não como reação externa.

Sua origem está, comprovadamente, na decepção dos socialistas europeus com a adesão do proletariado das várias nações ao apelo patriótico da propaganda belicista na guerra de 1914. Fundados na idéia de que a solidariedade econômica de classe era um laço mais profundo e mais sólido do que as identidades nacionais - alegadamente invenções artificiosas da burguesia para camuflar seus interesses econômicos -, Lênin e seus companheiros de partido acreditavam que, na eventualidade de uma guerra européia, os proletários convocados às trincheiras se levantariam em massa contra seus respectivos governos e transformariam a guerra num levante geral socialista. Isso foi exatamente o contrário do que aconteceu.

Daí a grande divisão do movimento revolucionário: uma parte manteve-se fiel à bandeira internacionalista, obrigando-se a complexas ginásticas mentais para conciliá-la com o nacionalismo soviético, enquanto a outra parte preferiu simplesmente criar uma nova fórmula de luta revolucionária - o socialismo nacionalista , ou nacional-socialismo. Não deixa de ser significativo que, na origem do socialismo alemão - como na década de 30 era universalmente chamado -, a dose maior de contribuições financeiras para o partido de Hitler viesse justamente da militância proletária (v. James Pool Who Financed Hitler: The Secret Funding of Hitler's Rise to Power, 1919-1933 , New York, Simon & Schuster, 1997).

Desde a década de 20, o governo soviético, persuadido de que o nacionalismo alemão era um instrumento útil para a quebra da ordem burguesa na Europa, tratou de fomentar em segredo a criação de um exército alemão em território russo, boicotando a proibição imposta pelo Tratado de Versailles. Sem essa colaboração, que se intensificou após a subida de Hitler ao poder, teria sido absolutamente impossível à Alemanha transformar-se numa potência militar capaz de abalar o equilíbrio mundial. Tanto do ponto de vista ideológico quanto do ponto de vista militar, o fascismo e o nazismo são ramos do movimento socialista. (Deixo de enfatizar, por óbvia demais, a origem comum de ambos os regimes no evolucionismo e no culto da ciência . Quem deseje saber mais sobre isto, leia o livro de Richard Overy, The Dictators. Hitler’s Germany, Stalin’s Russia , New York, Norton, 2004.)

Mas ainda resta um ponto a considerar. Se o comunismo se revelou uniformemente cruel e genocida em todos os países por onde se espalhou, o mesmo não se pode dizer do fascismo. A China comunista logo superou a própria URSS em furor genocida voltado contra a sua própria população, mas nenhum regime fascista fora da Alemanha jamais se comparou, nem mesmo de longe, à brutalidade nazista. Na maior parte das nações onde imperou, o fascismo tendeu antes a um autoritarismo brando, que não só limitava o uso da violência aos seus inimigos armados mais perigosos, mas tolerava a coexistência com poderes hostis e concorrentes. Na própria Itália de Mussolini o governo fascista aceitou a concorrência da monarquia e da Igreja - o que já basta, na análise muito pertinente de Hannah Arendt, para excluí-lo da categoria de "totalitarismo".

Na América Latina, nenhuma ditadura militar - fascista ou não - jamais alcançou o recorde de cem mil vítimas que, segundo os últimos cálculos, resultou da ditadura comunista em Cuba. Comparado a Fidel Castro, Pinochet é o menino-passarinho . Em outras áreas do Terceiro Mundo, nenhum regime alegadamente fascista fez nada de parecido com os horrores do comunismo no Vietnã e no Camboja. O nazismo é uma variante especificamente alemã do fascismo, e essa variante se distinguiu das outras pela dose anormal de violência e crueldade que desejou e realizou.

Em matéria de periculosidade, o comunismo está para o fascismo assim como a Máfia está para um estuprador de esquina. Mas não podemos esquecer aquilo que diz Santo Tomás de Aquino: a diferença entre o ódio e o medo é uma questão de proporção -- quando o agressor é mais fraco, você o odeia; quando é mais forte, você o teme. É fácil odiar o fascismo simplesmente porque ele sempre foi mais fraco do que o comunismo e sobretudo porque, como força política organizada, está morto e enterrado. O fascismo jamais teve a seu serviço uma polícia secreta das dimensões da KGB, com seus 500 mil funcionários, orçamento secreto ilimitado e pelo menos cinco milhões de agentes informais por todo o mundo. O fim da União Soviética foi seguido de esforços gerais para evitar que qualquer acusação, por mínima que fosse, recaísse sobre os líderes comunistas responsáveis por um genocídio cinco vezes maior que o nazista.

O fascismo atrai ódio porque é uma relíquia macabra do passado. O comunismo está vivo e sua periculosidade não diminuiu nem um pouco. O temor que inspira transmuta-se facilmente em afetação de reverência exatamente pelos mesmos motivos com que o entourage de Stalin fingia amá-lo para não ter de confessar o terror que ele lhe inspirava.

Olavo de Carvalho é jornalista, ensaista professor de Filosofia.

Os Dois Pesos De Duas Guerras Na Mídia

Do portal DE OLHO NA MÍDIA
14/08/2008

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Israel x Hizbullah em 2006: demonização de Israel na mídia, massacre dos veículos de imprensa contra o Estado Judeu e acusações sem fins, pilhas delas.

Geórgia x Rússia
em 2008: relativo silêncio na mídia. Porquê?

Nosso colaborador, o jornalista Victor Grinbaum faz uma análise instigante, intrigante e chocante do comportamento dos veículos de informação nas duas situações.

O roteiro do filme é batido: uma potência de grande poder militar ataca um país menor por um motivo qualquer. Os olhos da imprensa do mundo inteiro se viram para o conflito e trazem ao mundo relatos dramáticos. Morte, destruição e dor.

As razões para as operações militares variam muito, mas esse filme a humanidade já assistiu de todas as formas e em todos os tempos. Os palpites sobre as razões de cada um dos lados envolvidos abundam e surgem os tão famosos formadores de opinião a vender suas explicações.

Muito pouco varia de caso a caso. Mas a memória grita e acabamos por encontrar diferenças. E é só então que percebemos como as coisas podem mudar de conflito em conflito.

Junho de 2006. Um comando terrorista libanês invade território israelense e captura soldados em patrulha. Vários são mortos na mesma hora e outros, feridos, são seqüestrados e levados para um esconderijo em território libanês. O governo de Israel reage com uma campanha militar que tenta em vão pressionar os terroristas a desistir do seqüestro. Ao longo de quase um mês de operações são atingidos inúmeras bases e esconderijos dos terroristas. Nos ataques, civis inocentes são atingidos. Como sempre, a imprensa internacional cumpre o seu papel e traz ao mundo os sons e imagens da guerra.

As reações são imediatas. Em todas as capitais do mundo irrompem manifestações exigindo o término imediato dos ataques israelenses contra o Hizbullah. Articulistas surgem de todos os lados. Jornais, revistas e emissoras traçam comparações: “Israel faz no Líbano o que os alemães fizeram contra Londres e Varsóvia na Segunda Guerra”.

Cada inocente atingido tem seu nome revelado e exposto como uma bandeira nas ruas e redações. Por fim, o governo israelense cessa as operações sem libertar os soldados seqüestrados. Os terroristas cantam vitória e os manifestantes das ruas comemoram. Saldo de cerca de mil mortos, entre soldados israelenses, civis libaneses e terroristas.

Agosto de 2008. No intrincado xadrez político-nacionalista dos países bálticos, a disputa entre a República da Geórgia e a Rússia pelo controle de uma província separatista provoca a eclosão de uma guerra. Os russos atacam o território da Geórgia. Em dois dias de conflito já se fala em mais de dois mil mortos. Em menos de uma semana, já seriam quatro mil.

Tal como dois anos antes, buscamos nas páginas e telas por notícias sobre a guerra. Os corações se apertam ante o sofrimento dos inocentes. Mas o que se vê?

Poucos relatos, quase nenhuma imagem. Nas páginas de opinião, nada.

Ninguém traça comparações. Os números se superam dia a dia, mas parece que falam de estatísticas agrícolas. Por onde estarão aqueles mesmos articulistas, tão ativos há apenas dois anos?

Pra refrescar ainda mais a memória, fui a um site de buscas. Digitei as palavras “Israel” e “Líbano”. A página me informou a existência de 745 mil artigos relacionados. Em seguida digitei “conflito na Geórgia”: 177 mil artigos.

Vamos falar com todas as letras: a verdade é que pouco importa para os tais formadores de opinião o que russos fazem com georgianos. O que importa mesmo é falar de Israel. Israel, Israel e Israel. A obsessão do mundo é Israel. Um israelense bateu no carro de um palestino? Isso é notícia! Primeira página de todos os cadernos de internacional. A Rússia está atacando um país soberano em nome de sabe-se lá o quê? Dá-se uma nota de pé de página e pronto.

Mas o mais impressionante é o silêncio dos articulistas. Lembro-me de 2006 e da histeria nos editorias e páginas de opinião. Quantos nomes surgiram para chorar os inocentes mortos, rezar pelos inocentes mortos, reagir pelos inocentes mortos... Tantos porta-vozes da razão, do comedimento, do pacifismo, das saídas diplomáticas... Todos de plantão pelo Líbano. Será que a distância entre o Líbano e a Geórgia é assim tão grande?

Longe deste articulista querer defender a morte de inocentes. Aliás, se o querido leitor chegou até aqui com esta impressão, recomendo vivamente uma reciclagem de interpretação de texto. Na verdade, repugna profundamente a mim a morte de qualquer inocente, seja ele libanês, georgiano, israelense ou palestino. Mas repugna-me ainda mais a constatação de que para alguns, há inocentes mais inocentes que outros.

E como explicar tamanha diferença de tratamento por parte da grande mídia entre estes dois casos? Mais ainda: por que não relembrarmos Darfur, o massacre étnico no Sudão que mereceu um desprezo ainda maior?

Pensando de uma forma bastante cínica, dá pra imaginar que muitos países e causas desse mundo têm direito a uma espécie de cota de maldade. E é claro que Israel está de fora dos agraciados com tal cota. Logo, tudo aquilo que Israel "aparentemente" faz de errado é exatamente o que russos, sudaneses etc. podem fazer à vontade.

Resumindo drasticamente (e cinicamente também), a grande verdade é que as notícias de Israel são as grandes estrelas das agências de imprensa. E a demonização de Israel é o cavalo-de-batalha de todo aspirante a formador de opinião. Por isso que todos estes podem gozar de férias neste agosto de 2008.

Nota de 14/08/2008

Um amigo me fez o favor de corrigir alguns erros que cometi neste artigo. São eles:

1) A República da Geórgia não é um país báltico e sim do Caucáso.
2) O povo georgiano não é eslavo, mas sim uma mistura de várias etnias, como a persa, a turca e mongol. Eslavos são os ossetianos.

Devo estas correções a Daniel Altman, a quem agradeço. E peço desculpas aos leitores pelos erros, todos de minha inteira responsabilidade.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

DESFAZENDO ALGUNS MITOS SOBRE 64

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA


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“Deixaram que os adversários escrevessem a história, e como os inimigos não mandam
flores, vamos aturar as mentiras e, com muito esforço, tentar reverter os fatos verdadeiros.”
(José Batista Pinheiro, Cel EB Ref)

Basta olhar quem hoje está no poder político da Nação para perceber que são os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte da história, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV. Tornaram-se “donos” dos significados das palavras. Temos hoje muito mais mitologia induzida do que história ocorrida. É trabalho para décadas – se houver liberdade para tanto – desfazer todos os mitos dos chamados “anos de chumbo”. Darei minha modesta contribuição, falando daquilo que vivenciei.

As opções políticas na década de 60

Um dos mais caros mitos é o de que militares maldosos, aliados à “burguesia” nacional “ameaçada em seus privilégios” – e subordinados às demandas maquiavélicas dos EEUU – resolveram abortar pelas armas a política conduzida por um governo legítimo e que atendia aos “anseios populares”.

Em primeiro lugar nega-se o fato de que em 1959 a geopolítica da América Latina (AL) havia virado do avesso pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu sua condição de comunista e se aliou à URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções inimagináveis – do qual é proibido falar! – e a lenta e progressiva instalação na ilha de numerosos instrutores soviéticos que adestraram tropas cubanas e formaram e exportaram guerrilheiros e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência. Através desta “cabeça de ponte” aumentou sobremaneira a influência da URSS na AL. Os jornais noticiavam diariamente as tentativas de derrubada do governo legitimamente eleito da Venezuela, país chave pela produção petrolífera. O próximo objetivo estratégico era o Brasil, País imenso, já em fase inicial de industrialização e cujas Forças Armadas representavam um poderoso obstáculo à penetração comunista no Continente.

Outro fator só mais recentemente veio à luz devido à defecção de Anatoliy Golitsyn, oficial graduado da KGB. Em 1959, durante o período de desestalinização da URSS, Alieksandr Shelepin apresentou um relatório ao Comitê Central do PCUS mostrando a necessidade de que os órgãos de segurança voltassem a suas funções originais de desinformação, exercidas pela OGPU (1922-34). A partir de então toda notícia do mundo comunista era baseada em informações emanadas e/ou alteradas pelo Departamento D (Desinformatziya) da KGB.

25 de agosto de 1961, renúncia de Jânio Quadros marca um momento importante. O Vice, João Goulart, encontrava-se na China e declarou que iria comandar o processo de “reformas sociais” tão logo assumisse. Os Ministros Militares e amplos setores civis se opuseram à posse de Jango por suas notórias ligações com a esquerda. Seu cunhado Brizola, Governador do Rio Grande do Sul reagiu, o Comandante do Terceiro Exército, Gen Machado Lopes, ficou do lado dele e o Brasil esteve à beira da guerra civil. A Força Aérea chegou a dar uns tiros no Palácio Piratini. Brizola tomou todas as rádios de Porto Alegre e obrigou as demais a entrarem em cadeia, a Cadeia da Legalidade! E lá estava eu, “comandando” uma mesa em plena rua, a uns 4o C, com uma lista de assinaturas para quem quisesse “pegar em armas pela legalidade”, atuando em conjunto com membros do extinto PCB. Com a emenda parlamentarista tudo se acalmou mas em janeiro de 63, num plebiscito nada confiável o País retorna ao Presidencialismo.

Fiz parte da Juventude Trabalhista e só não entrei para os Grupos dos 11, do Brizola, sobre os quais hoje quase se nada se ouve, porque não tinha idade e, portanto, não era confiável. No início dos anos 60 o hoje santificado Betinho, junto com o Padre Vaz, elaborou o "Documento Base da Ação Popular (AP)", que previa a instalação de um governo socialista cristão no Brasil. Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base. Só vim a ter contato com ele através de Duarte Pacheco (um dos membros do Comando Nacional de AP) em agosto de 65, quando eu já era mais "confiável". O documento, que era obviamente o produto de uma luta interna na esquerda mundial, defendia a luta em três etapas: reivindicatória (movimentos populares, greves); política (início das guerrilhas no campo, como na China e Vietnã) e ideológica (a formação do Exército Popular de Libertação). Contrariava a teoria do foco guerrilheiro, preferida por Guevara e Debray.

O MASTER (nome do MST da época), do Brizola, invadia terras no RS (como a do Banhado do Colégio, em Camaquã) e as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, com apoio explícito do Governador Arraes, no Nordeste. A CGT, (presidida por Dante Pelacani), a UNE (José Serra) propunham abertamente um golpe com fechamento do Congresso. Armas tchecas começaram a surgir. O ano de 1963 foi uma agitação só. O movimento estudantil, do qual posso falar, estava dividido entre a Ação Popular (AP) e o PCB. Quem não viveu aqueles tempos dificilmente pode imaginar o nível de agitação que havia por aqui. O re-início das aulas em março de 64 praticamente não houve.

Num encontro em Pelotas, onde eu estudava Medicina, com o último Ministro da Educação do Jango, Sambaqui, no início de março, ele nos revelou que tudo começaria com o comício marcado para o dia 13, em local proibido para manifestações públicas (em frente ao Ministério da Guerra) já em desafio aberto e simbólico à lei, seria continuado pelo levante dos sargentos do exército e da marinha – formando verdadeiros soviets – e pelos Fuzileiros Navais em peso, comandados pelo "Almirante do Povo", Aragão. Pregava-se a subversão da hierarquia e disciplina militares. Seguir-se-ia pelo já programado discurso de Jango no Automóvel Clube do Brasil. A pressão final sobre o Congresso seria em abril e maio: se não aprovasse as "reformas de base" seria fechado com pleno apoio popular.

Na mesma época, participei de uma ação comandada por um agitador da Petrobrás e da SUPRA (Superintendência da Reforma Agrária), em Rio Grande, pela encampação da Refinaria de Petróleo Ipiranga o qual, num discurso na Prefeitura, declarou que a República Socialista do Brasil estava próxima. As ocorrências de março só confirmaram a conspiração acima mencionada. No comício do dia 13 Brizola pregou o fechamento do Congresso se não aprovasse as tais “Reformas de Base” (na lei ou na marra) – ninguém me contou, eu ouvi no rádio. Prestes dizia que os comunistas já estavam no Governo, só faltava tomarem o Poder.

Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou uma re-edição do Estado Novo ou de uma ditadura peronista, chefiados por Jango. As passeatas civis estavam nas ruas exigindo fim da baderna e em apoio ao Congresso. Sugerir que se devia esperar que Jango desse o golpe para depois tirá-lo, me parece uma idéia legalista infantil, pois então teria que ser muito mais cruento. Foi, na verdade, um contragolpe cívico-militar preventivo.

Participação dos EEUU

Outro mito é sobre a participação americana no “golpe” de 64. Chamada de “Operação Thomas Mann” (nome do então Secretário de Estado Adjunto para a AL) não passa de uma mentira baseada em documentos forjados pelo Departamento D já citado, através da espionagem Tcheca. Quem montou a operação foi o espião Ladislav Bittman que, em 1985 revelou tudo no seu livro The KGB and Soviet Disinformation: An Insiders View, Pergamon-Brasseys, Washington, DC, 1985. Segundo suas declarações “A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas”. Outra fonte é o livro de Phyllis Parker Brazil and the Quiet Intervention: 1964, Univ. of Texas Press, 1979, onde fica claro que os EEUU acompanhavam a situação de perto, faziam seus lobbies e sua política com a costumeira agressividade, e tinham um plano B para o caso de o País entrar em guerra civil. Entretanto não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do “golpe” de 64.

Embora as revelações tenham sido tornadas públicas em 79/85, a imprensa brasileira nada publicou a respeito não permitindo que a opinião pública tomasse conhecimento da mentira que durante anos a enganou. Apenas a Revista Veja na sua edição nº 1777, de 13/11/02, publica a matéria ”O Fator Jango” de autoria de João Gabriel de Lima, onde este assunto é abordado.

A luta armada e o AI 5

Finalmente, o mito de que brasileiros patriotas e democratas se levantaram em armas contra o “endurecimento da ditadura” através do Ato Institucional No. 5, 12/68.

Em julho de 65, na primeira tentativa de restabelecer a UNE, extinta pela Lei Suplicy, foi realizado um Congresso no Centro Politécnico em SP no qual fui eleito Vice-Presidente de Intercâmbio Internacional. Em outubro fui preso em Fortaleza, o que impediu minha ida ao Congresso da UIE na Mongólia, onde seria traçada uma estratégia de recrudescimento da violência revolucionária na AL. De 66 – ano da Conferencia Tricontinental de Havana e da Organización Latino Americana de Solidariedad (OLAS) – a 68 participei, no Sul, das intensas discussões clandestinas sobre a luta armada conduzidas por militantes da AP treinados em Pequim. Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI 5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP “rachou”, eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada e saí, não sem sofrer posteriormente sérias ameaças de meus “companheiros”. Logo depois, mudou o nome para Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil, o que já estava previsto no citado documento secreto. Como vários autores mais credenciados já têm se manifestado sobre isto, não vejo necessidade de mais para deixar claro que o AI 5 não passou de uma reação ao incremento das atividades revolucionárias.

Derrubando a história oficial de 1964

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Olavo de Carvalho em 18 de setembro de 2002

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Resumo: Você acredita que os americanos tramaram o golpe de 31 de março? Pois aqui o ex-chefe da espionagem soviética no Brasil conta quem inventou essa história: foi ele mesmo.

© 2002 MidiaSemMascara.org

Ladislav Bittman

Você acredita que os americanos tramaram o golpe de 31 de março? Pois aqui o ex-chefe da espionagem soviética no Brasil conta quem inventou essa história: foi ele mesmo.

Nota prévia de Olavo de Carvalho

Desde 1964, a crença de que o golpe de 31 de março desse ano foi orquestrado pelos norte-americanos, lançada pela oposição esquerdista, veio conquistando um espaço cada vez maior na mídia, nos livros de "História" e no ensino, até tornar-se um dogma que só um lunático ou um desalmado agente do imperialismo ousaria contestar.

No entanto, ela baseia-se inteiramente em documentos falsos, forjados pela espionagem tcheca que, na época, era o braço da KGB no Brasil.

Quem contou isso em detalhes foi o próprio coordenador da operação, Ladislav Bittman.

A confissão está no livro The KGB And Soviet Disinformation. Publicado em Washington em 1985, o livro foi totalmente ignorado no Brasil, tanto pelos jornalistas quanto pelos chamados "pesquisadores" acadêmicos.

Fruto do desinteresse ou do interesse, essa omissão favoreceu grandemente a consolidação da mentira como verdade absoluta, repassada a duas gerações de leitores e estudantes.

Até 2001, os donos da opinião pública ainda podiam, verossimilmente, alegar ignorância. Em 17 de fevereiro desse ano, porém, publiquei em Época um artigo que resumia as revelações de Bittman e apelava à consciência moral dos jornalistas para que algum deles tomasse a iniciativa de entrevistar o ex-chefe da espíonagem checa.

Inútil. A única resposta foi um siêncio aterrador, mais eloqüente que mil alto-falantes num comício do Lula.

A lenda do "golpe tramado pela CIA" continuou a ser difundida por todo o país e acabou entrando nos livros didáticos, repassando até às crianças de escola uma perversa mentira comunista.

"O jornal lucra pela notícia que não sai", dizia Gondim da Fonseca. Na época em que ele disse isso os jornais eram frágeis economicamente, e os patrões ditavam a pauta, com efeito, segundo o molde de seus interesses comerciais. No novo jornalismo que surgiu no Brasil a partir da década de 70, operando em vários ramos simultaneamente, a independência econômica das empresas aumentou muito a autonomia das redações, que passaram a ditar a linha política dos jornais à margem de interferências comerciais. Os jornais continuam lucrando pelas notícias que não saem. Mas o lucro da omissão já não é comercial, é político, e não vai para os patrões, e sim para a militância esquerdista organizada, perversa e prodigiosamente maquiavélica que hoje domina as redações. MSM vem acumulando provas em cima de provas para sustentar essa observação.

O caso de Ladislav Bittman é, entre essas provas, uma das mais eloqüentes.

Que desculpa haveria para o silêncio geral e uniforme da mídia em torno de revelações tão fundamentais, de fonte tão insuspeita, que poderiam modificar de alto a baixo a visão de quatro décadas de história do Brasil? Não há desculpa, mas há explicação: essas revelações tinham de ser ocultadas precisamente porque modificariam a visão oficial de quatro décadas de História do Brasil, consagrada por um pacto de safadezas acadêmicas e jornalísticas.

Também seria excesso de ingenuidade pensar que, com a queda da URSS, operações de desinformação como a que Bittman descreve no seu livro cessaram de ser realizadas, no Brasil ou em qualquer outro país. A KGB apenas trocou de nome pela enésima vez, o serviço secreto chinês ampliou suas atividades até o ponto de conseguir influenciar diretamente um presidente dos EUA, e a rede de contatos da espionagem comunista no mundo ocidental continua intacta e em pleno funcionamento, principalmente no que se refere ao trabalho dos agentes de influência, que na mídia brasileira são abundantes e, em alguns casos, - para quem estudou o assunto - notórios.

A única diferença entre a situação de hoje e a de trinta anos atrás, sob esse aspecto, é que o fim da URSS, exatamente como previu Anatoliy Golytsin em New Lies for Old, foi usado como pretexto para desmoralizar, inibir e reprimir toda investigação, de modo que nunca o trabalho de espiões e agentes de influência comunistas e pró-comunistas se desenvolveu com tanta liberdade e em condições tão favoráveis quanto agora. Mas não só a alegação da queda da URSS foi usada com esse propósito. As novas modas mentais introduzidas no Ocidente desde a década de 60 - muitas delas criadas diretamente pela KGB - também serviram a esse propósito. A força inibidora do "politicamente correto" foi muito usada durante o governo Clinton para bloquear investigações contra os terroristas árabes e os espiões chineses.

Nessas circunstâncias, não é muito difícil saber por que, no Brasil, as denúncias de envolvimento do PT com a narcoguerrilha colombiana nunca são investigadas. Pelas mesmas razões, a CUT pode até alardear que tem oitocentos jornalistas na sua folha de pagamentos, sem que ninguém na mídia veja aí nada de anormal. É claro: agentes de influência não são pagos para se denunciar a si mesmos.

Importantíssimo, sob esse aspecto, é o trabalho dos correspondentes estrangeiros. Vladimir Boukovski, em Jugement à Moscou, informa que descobriu nos Arquivos do Comitê Central do PCUS as provas de que uma boa parte dos correspondentes em Paris, Londres e Nova York estava na folha de pagamento da KGB.

Para avaliar a extensão da atividade desse tipo de correspondentes no Brasil, basta notar que até hoje, em muitos jornais estrangeiros - inclusive o Pravda (cujas as notícias a respeito serão em breve reproduzidas em MSM) -, os assassinatos dos prefeitos petistas de Santo André e Campinas ainda constam como feitos homicidas de grupos de "extrema direita", mesmo depois de provado que não foram nada disso. A remessa de desinformação ao Exterior é importante para manter acesa a chama da opinião pública esquerdista mundial, usada como instrumento de pressão para influenciar a política brasileira nos momentos decisivos. O governo petista do Rio Grande do Sul, por exemplo, tem hoje mais apoio em Londres e Paris do que em Porto Alegre, mas ninguém neste país tentou até hoje mapear as conexões políticas dos correspondentes estrangeiros que produziram esse milagre.

O texto de Ladislav Bittman deve portanto ser lido não apenas como um relato histórico, mas como um modelo para a análise da mídia brasileira no presente.

Olavo de Carvalho

***

A desinformação soviética no Brasil e o golpe de 1964

Ladislav Bittman

Extraído de: Ladislav Bittman, The KGB And Soviet Disinformation. An Insider's View, Washington, Pergamon-Brassey's, 1985.

Sob direta supervisão soviética, o departamento de desinformação tcheco, durante os anos que se seguiram, criou centenas de jogos contra os Estados Unidos, melhorou velhas técnicas de falsificação e desenvolveu novas. Quando Ivan I. Agayants, o oficial comandante do departamento de desinformação soviético, visitou Praga em 1965, ele parabenizou seus subordinados tchecos pelos seus sucessos, e enfatizou a necessidade de fortalecer a coordenação entre os serviços de inteligência do Pacto de Varsóvia.

A maioria destas vitórias foi conquistada em países em desenvolvimento, perturbados por alto índice de desemprego, complicados problemas sociais, lingüísticos, tribais e econômicos, nacionalismo agressivo, influência de oficiais militares em assuntos políticos e uma considerável ingenuidade entre os líderes políticos. A América Latina, com seus fortes sentimentos anti-americanos, foi campo particularmente fértil e respondeu bem às provocações do Leste Europeu. Usando o México e o Uruguai como bases operacionais para o restante do continente, a inteligência tchecoslovaca concentrou sua atenção primeiramente no Brasil, na Argentina e no Chile, bem como no México e no Uruguai.

Em fevereiro de 1965, o serviço me enviou a diversos países latino-americanos, inclusive Brasil e Argentina, para fazer a apreciação pessoal do clima político naqueles lugares e buscar novas idéias operacionais. Naquele tempo, a inteligência tcheca tinha numerosos jornalistas à sua disposição na América Latina. Ela influenciou ideológica e financeiramente diversos jornais no México e no Uruguai e até mesmo possuiu um jornal político brasileiro até abril de 1964. Mas a desinformação estava tradicionalmente ligada, em grande parte, a técnicas de falsificação.

A Operação Thomas Mann estava chegando à sua conclusão quando cheguei no Brasil. Seu objetivo era provar que a política externa americana na América Latina havia passado por fundamental reavaliação e transformação desde a morte do presidente John F. Kennedy. Queríamos enfatizar a política americana de exploração e de interferência nas condições internas dos países latino-americanos. De acordo com a teoria fabricada, o Secretário-assistente de Estado Thomas A. Mann era o autor e diretor da nova política. Queríamos criar a impressão que os Estados Unidos estavam impondo pressão econômica injusta àqueles sul-americanos com políticas que eram desfavoráveis aos investimentos do capital privado americano. Também queríamos criar a impressão que os Estados Unidos estavam forçando a Organização dos Estados Americanos (OEA) a tomar uma posição mais anticomunista, enquanto a CIA planejava golpes contra os regimes do Chile, Uruguai, Brasil, México e Cuba. A operação foi projetada para criar no público latino americano uma prevenção contra a nova política linha-dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos anti-americanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas.

A operação dependia apenas de canais anônimos para disseminar uma série de falsificações. A primeira falsificação - um press release falso da Agência de Informação dos Estados Unidos no Rio de Janeiro - continha os princípios fundamentais da "nova política externa americana". A segunda falsificação foi uma série de circulares publicadas em nome de uma organização mítica chamada "Comitê para a Luta contra o Imperialismo Ianque". O objetivo declarado desta organização não-existente era alertar o público latino-americano a respeito da existência de centenas de agentes da CIA, do DOD e do FBI, fantasiados de diplomatas. Uma terceira falsificação foi uma carta supostamente escrita por J. Edgar Hoover, diretor do FBI, para Thomas A. Brady, um agente do FBI. A carta dava crédito ao FBI e à CIA pela execução bem sucedida do golpe brasileiro de 1964.

O falso press release da USIA no Rio de Janeiro foi mimeografado e distribuído em meados de fevereiro de 1964, numa simulação de envelope da USIA, para a imprensa brasileira e políticos brasileiros selecionados. Uma carta de apresentação, anexada ao release e supostamente escrita por um funcionário local da USIA, declarava que o chefe americano da missão havia suprimido a carta por ser franca demais. O funcionário revelava que havia conseguido reter diversas cópias e que as enviara à imprensa brasileira porque estava convencido de que o público devia saber a verdade. Como conclusão, o remetente anônimo dizia que não podia revelar seu nome porque estaria arriscando a perda de seu emprego.

Em 27 de fevereiro de 1964, a falsificação apareceu no jornal brasileiro O Semanário sob a manchete "MANN DETERMINA LINHA DURA PARA OS EUA: NÓS NÃO SOMOS MASCATES PARA NEGOCIAREM CONOSCO", e um ataque anti-americano acompanhava o texto do press release falsificado. Alguns dias depois, em 2 de março de 1964, Guerreiro Ramos, um membro do Partido Trabalhista Brasileiro, fez um discurso em que comentava a nova política atribuída a Thomas Mann e concluía que os Estados Unidos haviam obviamente retornado à linha dura de John Foster Dulles após a morte do presidente Kennedy. (Ele posteriormente reconheceu seu erro e explicou que a declaração atribuída a Mann estava baseada em um documento forjado.) Em uma declaração pública de 3 de março, o embaixador americano no Rio de Janeiro respondeu a funcionários brasileiros que Mann jamais havia proposto tais políticas e que aquela embaixada jamais havia emitido aquele press release.

Nos meses que se seguiram, a imprensa esquerdista latino-americana usou o nome de Thomas A. Mann como um símbolo vivo do imperialismo americano. Em 29 de abril de 1964, o semanário mexicano pró-comunista Siempre publicou um artigo fazendo referência ao chamado Plano Thomas Mann contra a América Latina, e acrescentou que o plano pedia a queda dos governos do Chile, do Brasil, do Uruguai e de Cuba, e o isolamento do México durante o ano de 1964; o jornal uruguaio Epoca repetiu a acusação em 20 de maio. Duas semanas depois, o primeiro secretário do Partido Comunista Uruguaio falou no parlamento, no contexto de uma discussão sobre exportações americanas, e acusou Thomas Mann de "cinicamente favorecer golpes de Estado". Quando a embaixada americana em Montevidéu - no dia seguinte - publicou um lembrete de que o assim chamado Plano Thomas Mann era uma falsificação, o órgão de imprensa comunista El Popular respondeu em 5 de junho de 1964 com um artigo eloqüentemente entitulado "Mister Mann: Plano de Guerrilha para toda América Latina". Mesmo bastante tempo depois, em 16 de junho de 1965, o jornal esquerdista mexicano El Dia publicou um quarto de página com o anúncio do "Comitê de Coordenação Nacional para o apoio à Revolução Cubana". O artigo declarava que, em 1964, Mann havia liderado a Operação Isolamento, criada para enfraquecer a posição de Cuba como líder da luta anti-imperialista na América Latina.

Como já foi mencionado anteriormente, uma segunda técnica usada nessa campanha de desinformação consistiu em circulares e proclamações disseminadas em nome de uma organização fictícia, o "Comitê para a Luta contra o Imperialismo Ianque". A maior parte destes documentos identificava representantes americanos na América Latina como espiões, inclusive diplomatas, homens de negócio e jornalistas. A seleção de candidatos era relativamente simples. Publicações americanas continham valiosos dados bibliográficos a respeito de diplomatas americanos e empregados de diversas organizações oficiais e privadas americanas que operavam no exterior. Era fácil selecionar aqueles cuja biografia estivesse de acordo com o objetivo da falsificação. Estas acusações fictícias eram aceitas na maioria das vezes como informação confiável.

Em julho de 1964, o público latino-americano recebeu "prova" adicional de atividades subversivas americanas na forma de duas cartas forjadas assinadas por J. Edgar Hoover. Ambas estavam endereçadas a Thomas Brandy, um funcionário do FBI. A primeira, datada de 2 de janeiro de 1961, era uma mensagem de parabéns pela ocasião do aniversário de vinte anos de serviço de Brady no FBI. Seu objetivo era autenticar uma segunda carta, datada de 15 de abril de 1964, para a mesma pessoa.

"Washington, D.C

15 de abril de 1964

Pessoal

Caro Sr. Brady: Quero fazer uso desta para expressar meu apreço pessoal a cada agente lotado no Brasil, pelos serviços prestados na execução da "Revisão".

A admiração pela forma dinâmica e eficiente que esta operação em larga escala foi executada, em uma terra estrangeira e sob condições difíceis, levou-me a expressar minha gratidão. O pessoal da CIA cumpriu bem o seu papel e conseguiu muito. Entretanto, os esforços de nossos agentes tiveram valor especial. Estou particularmente feliz de que a nossa participação no caso tenha se mantido secreta e de que a Administração não tenha tido de fazer declarações públicas, negando-a. Podemos todos nos orgulhar da participação vital do FBI na proteção da segurança da Nação, mesmo além de suas fronteiras.

Estou perfeitamente ciente de que nossos agentes muitas vezes fazem sacrifícios pessoais no cumprimento de seus deveres. As condições de vida no Brasil podem não ser as melhores, mas é realmente muito encorajador saber que - pela sua lealdade e pelas realizações através das quais vocês têm prestado serviço à seu país, de forma vital mesmo que não glamurosa - vocês não abandonam o trabalho. É este espírito que hoje permite que o nosso Bureau enfrente com sucesso suas graves responsabilidades. Sinceramente, J. E. Hoover".

Como o texto implica, a intenção da falsificação era provar o envolvimento direto americano da deposição do governo brasileiro de João Goulart. O serviço tchecoslovaco teria preferido depositar toda a culpa na CIA, mas a razão da inclusão do FBI na conspiração americana foi muito prosaica: o serviço secreto não tinha o modelo do papel timbrado da CIA naquela época. A falsificação e uma das circulares mencionadas anteriormente apareceram primeiramente no jornal argentino Propositos, em 23 de julho. A esta publicação seguiu-se uma reação em cadeia na imprensa latino-americana, à medida que os jornais, um a um, se revezaram em espalhar essa "nova onda de atividade subversiva americana." (*)


* Ultima Hora, Santiago, 24 de julho de 1964; Vistazo, Santiago, 27 de julho de 1964; El Siglo, Santiago, 28 de julho de 1964; El Popular, Montevidéu, 28 de julho de 1964; Prensa Latina, Montevidéu, 28 de julho de 1964; Marcha, Montevidéu, 31 de julho de 1964; Epoca, Montevidéu, 1 de agosto de 1964; Combate, Santiago, 1 de agosto de 1964; El Siglo, Santiago, 2 de agosto de 1964; El Dia, Cidade do México, 17 e 20 de janeiro de 1965; La Gacota, Bogotá, março/abril, 1965; e provavelmente muitos outros.

Apêndice

Sugestão aos colegas

Olavo de Carvalho

Época, 17 de Fevereiro de 2001

Por que ninguém entrevista Ladislav Bittman, o ex-espião tcheco que sabe tudo sobre 1964?

Milhões de crianças brasileiras, nas escolas oficiais, são adestradas para repetir que o golpe militar de 1964 foi obra dos Estados Unidos, como parte de um projeto de endurecimento geral da política exterior ianque na América Latina.

Sabem quem inventou essa história e a disseminou na imprensa deste país? Foi o serviço secreto da Tchecoslováquia, que naquele tempo subsidiava numerosos jornalistas e jornais brasileiros. O próprio chefe do serviço tcheco de desinformação, Ladislav Bittman, veio inspecionar as fases finais do engenhoso empreendimento que se chamou "Operação Thomas Mann". O nome não aludia ao romancista, mas ao então secretário-adjunto de Estado, Thomas A. Mann, que deveria constar como responsável por uma "nova política exterior" de incentivo aos golpes de Estado.

A safadeza foi realizada através da distribuição anônima de documentos falsificados, que a imprensa e os políticos brasileiros, sem o menor exame, engoliram como "provas" do intervencionismo americano. O primeiro lance foi dado em fevereiro de 1964: um documento com timbre e envelope copiados da Agência de Informação dos EUA no Rio de Janeiro, que resumia os princípios gerais da "nova política". A coisa chegou aos jornais junto com uma carta de um anônimo funcionário americano, investido, como nos filmes, do papel do herói obscuro que, por julgar que "o povo tem o direito de saber", divulgava o segredo que seus chefes o haviam mandado esconder.

O escândalo explodiu nas manchetes e os planos sinistros do senhor Mann foram denunciados no Congresso. O embaixador americano desmentiu que os planos existissem, mas era tarde: toda a imprensa e a intelectualidade esquerdistas das Américas já tinham sido mobilizadas para confirmar a balela tcheca. A mentira penetrou tão fundo que, três décadas e meia depois, o nome de Thomas A. Mann ainda é citado como símbolo vivo do imperialismo intervencionista.

A essa primeira falsificação seguiram-se várias outras, para dar-lhe credibilidade, entre as quais uma lista de "agentes da CIA" infiltrados nos meios diplomáticos, empresariais e políticos brasileiros, que circulou pelos jornais sob a responsabilidade de um "Comitê de Luta Contra o Imperialismo Americano", o qual nunca existiu fora da cabeça dos agentes tchecos. Na verdade, confessou Bittman, "não conhecíamos nem um único agente da CIA em ação no Brasil". Mas a mais linda forjicação foi uma carta de 15 de abril de 1964, com assinatura decalcada de J. Edgar Hoover, na qual o chefe do FBI cumprimentava seu funcionário Thomas Brady pelo sucesso de uma determinada "operação", que, pelo contexto, qualquer leitor identificava imediatamente como o golpe que derrubara João Goulart.

Toda uma bibliografia com pretensões historiográficas, toda uma visão de nosso passado e algumas boas dúzias de glórias acadêmicas construíram-se em cima desses documentos forjados. Bem, a fraude já foi desmascarada por um de seus próprios autores, e não foi ontem ou anteontem. Bittman contou tudo em 1985, após ter desertado do serviço secreto tcheco. Só que até agora essa confissão permaneceu desconhecida do público brasileiro, bloqueada pelo amálgama de preguiça, ignorância, interesse e cumplicidade que transformou muitos de nossos jornalistas e intelectuais em agentes ainda mais prestimosos da desinformação tcheca do que o fora o chefe mesmo do serviço tcheco de desinformação. Quantos, nesses meios, não continuam agindo como se fosse superiormente ético repassar às futuras gerações, a título de ciência histórica, a mentira que o próprio mentiroso renegou 15 anos atrás?

Perspectivas de um candidato de direita

Liberdade é uma das mais profundas e nobres aspirações do espírito humano.

Ronald Reagan


“Liberdade do indivíduo perante o Estado e a Sociedade só existem dentro da moral judaico-cristã.”

Heitor de Paola



Aos candidatos e aos eleitores que buscam um país PARA todos e não o “Brasil, um país DE Todos (ou seria de “TOLOS”?), um convite à reflexão baseada em FATOS:


1. Ronald Reagan recebeu críticas de todo mundo por não ser comunista (ou seria melhor dizer "por ser conservador"?), todos disseram que ele nunca seria ninguém na política se continuasse do outro lado brigando com comunistas.


RESULTADO: ganhou na pesquisa O MAIOR AMERICANO DE TODOS OS TEMPOS.


2. Enéas (Carneiro) foi apresentado pela mídia brasileira como uma caricatura de político, ridicularizado por todo o establishment nacional, principalmente por sua aparência física, suas idéias e seu posicionamento de direita conservadora.


RESULTADO: é o DEPUTADO FEDERAL MAIS VOTADO DA HISTÓRIA DO BRASIL.


3. John Wayne recebeu críticas de todos no mundo do cinema por ser um homem de direita e conservador, todos disseram que ele não seria nada se não "abraçasse" as idéias revolucionárias da esquerda. Ele nunca desistiu nem se vendeu.


RESULTADO: transformou-se no MAIOR ÍDOLO DO CINEMA MUNDIAL DE TODOS OS TEMPOS.


Um pouco da história deste homens notáveis.


RONALD REAGAN

Reagan nasceu em Tampico, Illinois, o segundo de dois filhos de John (Jack) Reagan e Nelle Wilson. Em 1920, depois de anos se mudando de cidade em cidade, a família estabeleceu-se na cidade de Dixon em Illinois. Em 1921, com dez anos de idade, Reagan foi batizado na igreja de sua mãe, a Discípulos de Cristo, em Dixon, e em 1924 ele começou a frequentar a Dixon's Northside High School. Formou-se em economia em 1932 na Universidade de Eureka, IL.

De família pobre e com pai alcoólatra, Reagan teve uma infância difícil. Mas ainda assim aprendeu valores básicos, como a crença nos direitos individuais, a desconfiança da autoridade estabelecida, a capacidade de manter uma postura positiva mesmo diante de más notícias e uma autoconfiança derivada da noção de que o conhecimento mais importante está em distinguir o certo e o errado.


Por oito anos consecutivos, a pesquisa da Gallup mostrou Reagan como o homem mais admirado no país, e quando ele deixou o cargo de presidente, sua taxa de aprovação estava em 70%, a mais alta de qualquer presidente americano moderno.


Quem credita Gorbachev em vez de Reagan pelo colapso comunista o faz ou por má fé ou por ignorância. O líder soviético, apoiado pelo Politburo, objetivava, na verdade, salvar o regime falido. Foi Reagan que, com seu programa militar, colocou de vez um ponto final na guerra fria, levando à queda do muro de Berlim em 1989, assim como à democratização de várias ditaduras, principalmente na América Latina.


Para ele, o “approach” do governo na economia poderia ser resumido assim: “Se algo se move, taxe-o; se ele continua se movendo, regule-o; e se ele parar de se mexer, subsidie-o”.


Certa vez ele comparou o governo a um bebê, com um canal de alimentação com apetite enorme de um lado e nenhum senso de responsabilidade do outro. Em sua gestão, tentando melhorar a eficiência do governo, tentou colocar as melhores pessoas no comando e delegar autoridade.


O ex-presidente Ronald Reagan foi eleito o maior americano de todos os tempos em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo canal de TV Discovery e o site AOL.



ENÉAS (CARNEIRO)

Personalidade de contrastes, Enéas perdeu os pais aos nove anos de idade, sendo obrigado a trabalhar para sustentar seus irmãos. Em 1958 abandonou a vida humilde no estado do Acre para iniciar seus estudos no Rio de Janeiro. Em 1959 formou-se terceiro-sargento auxiliar de anestesia. Em 1965 formou-se em Medicina pela Escola de Medicina e Cirurgia, com especialidade em Cardiologia. O livro didático dele sobre eletrocardiograma fez tanto sucesso entre os alunos de medicina que era conhecido como A Bíblia do Enéas. A produção acadêmica de Enéas, entretanto, não se restringe à medicina, e ele é autor de artigos sobre diversos assuntos, desde Cardiologia, até Filosofia, Lógica e Robótica. Em 1980 foi diplomado como médico do Hospital do Câncer do Rio de Janeiro.

Enéas fundou, em 1989, o PRONA, lançando-se imediatamente candidato à Presidência nas primeiras eleições diretas do Brasil, após o período da Ditadura Militar. O seu tempo na propaganda eleitoral gratuita era de apenas dezessete segundos. Todavia, sua imagem exótica (um homem pequeno, calvo, com enorme barba cerrada e grandes óculos), aliada a uma fala rápida e discurso inflamado e ultranacionalista (terminado sempre por seu indefectível bordão: "Meu nome é Enéas"), fez com que o então desconhecido político angariasse mais de 360 mil votos, colocando-o em 12º lugar entre 21 candidatos. A propaganda vinha sempre acompanhada pela Quinta sinfonia de Beethoven.

Na eleição para Presidente da República de 1994, Enéas foi o terceiro mais votado, posicionando-se à frente de políticos consagrados, como o então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, e do ex-governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, com mais de 4,6 milhões de votos (7%).


Enéas Carneiro apresentava-se como um político nacionalista e radicalmente contrário ao aborto. Alguns críticos o associavam como um novo ícone do Movimento Integralista. Analistas enxergam Enéas como um fruto da democracia moderna, alegando que sua imagem excêntrica e seu bordão ("Meu nome é Enéas") se sobrepõem ao seu discurso hermético e intelectualizado frente às classes mais pobres da sociedade brasileira.


Em 2002 candidatou-se a deputado federal por São Paulo, obtendo a maior votação da história brasileira para aquele cargo.


Seu partido obteve votos suficientes para, através do sistema proporcional, eleger mais cinco deputados federais (mesmo com votações inexpressivas, abaixo dos mil votos).



JOHN WAYNE

Filho de um farmacêutico, seu verdadeiro nome era Marion Michael Morrison. Ele detestava seu nome e ao entrar para o cinema o mudou para John Wayne, que tinha mais a ver com um rapaz de 1m92 centimentros de altura e campeão de futebol, pela UCLA.

Foi recordista em atuações cinematográficas, mais de 250 filmes (há quem diga que o ator brasileiro Wilson Grey o superou). Também foi dirigido por outros grandes diretores além dos já merncionados: William Wellman, Mark Rydell, John Farrow. Havendo, também, trabalhado ao lado de vários astros de sua época: Henry Fonda, Katharine Hepburn, James Stewart, Maureen O´Hara, Sophia Loren, Elsa Martinelli, Kirk Douglas, William Holden, Marlene Dietrich, Rock Hudson, Robert Mitchum, Lee Marvin, Richard Widmark, dentre outros, em seus 50 anos de cinema.

Dirigiu os filme "The Alamo" e "Os boina verdes". Este último, de 1968, lhe causou grandes problemas. Tinha um roteiro pró-Guerra do Vietnã, o que causou a fúria dos opositores a essa intervenção militar estadunidense, que realizaram vários protestos contra a exibição do filme.

Foi membro da Ordem DeMolay, sendo o primeiro membro a se tornar um famoso ator de Hollywood.

Nascia uma estrela e nenhuma foi maior do que Wayne. Ao ponto de se confundir com todo um gênero, transportando a mesma personagem de filme para filme. Uma personagem com espessura, com passado, marcada pelo tempo, mas que nunca perde a integridade. Não há moralismo mas há sempre um moral nos filmes de Wayne, cowboy que nunca abandona os códigos de honra num mundo onde a única lei é a da bala.

"Uma figura familiar, clássica - inconfundível seja qual for o ângulo -, que se move num mundo de ilusão que conquistou em absoluto." As estrelas de cinema são assim: nunca interpretam tão bem como quando se interpretam a si próprias. Wayne era genial quando fazia-se de Wayne: o passo lento e bem medido, a fala breve e ríspida, o olhar duro onde ainda perpassa um rasto de candura.

Quando John Wayne parou de filmar, o western quase desapareceu como gênero cinematográfico. E nós, espectadores, não voltaríamos a ver cinema com os nossos olhos encantados de meninos.

Em sua lápide foi escrito "Feo, fuorte y feroz".

Mas e no Brasil de hoje?

Qual a perspectiva para os candidatos de direita, para os conservadores?


RESPOSTA: A PERSPECTIVA É A MELHOR POSSÍVEL!


Olhem o que diz REINALDO AZEVEDO:


A Folha de S. Paulo publicou no domingo uma ampla pesquisa sobre o que pensam os jovens brasileiros. Rendeu até um caderno especial, de 20 páginas, chamado Jovem Século 21”. Segundo informa o caderno, a maioria das reportagens “foi feita pelos integrantes da 45ª turma do Programa de Treinamento da Folha”, (...) patrocinada pela Philip Morris Brasil e pela Odebrecht”. Comentarei abaixo alguns dados muito interessantes que a pesquisa revelou e tratarei da seguinte questão: a maioria dos jovens brasileiros, a exemplo da população, É DE DIREITA. Boa parte da imprensa e, vejam só, as instituições políticas, incluindo partidos, não se conformam com isso. Estão todos tomados pela patrulha esquerdista. Já chego lá. Antes, um pouco de memória.

Memória


No dia 9 de abril de 2007, há mais de um ano, escrevi aqui um post intitulado O Povo é de direita, revela o Datafolha. Foi uma gritaria danada. O link com a íntegra está aí. Recupero dois trechos:


“ (...) um político que tivesse rigorosamente as opiniões do povo brasileiro (...) seria chamado de ‘direitista’ pela esquerda, certo? Quem sabe até de reacionário... E isso estaria a indicar que o povo brasileiro é, então, majoritariamente, ‘de direita’. Ora, se ele é de direita, por que, então, estamos sendo governados pela esquerda — ainda que essa ‘esquerda’ seja a petista, com seu fanatismo recém-adquirido pelo financismo? A resposta é simples: questões como as colocadas acima [aborto, pena de morte, drogas] simplesmente estiveram ausentes do debate eleitoral. E os politicólogos brasileiros, quase todos de esquerda, acham que isso é um sinal do nosso amadurecimento. Essas clivagens aparecem nos confrontos eleitorais dos EUA e da Europa — sabem?, eles são os bárbaros... Já os civilizados brasileiros preferem não entrar nesse mérito porque acham que esse é um debate grosseiro.” “DEM e PSDB cometem, a meu ver, dois erros crassos: não conseguem ter um discurso organizado sobre economia para confrontar o PT e renunciam a fazer o que chamo de guerra de valores com a esquerda. O Datafolha esfrega no nariz das duas legendas o óbvio: o povo brasileiro é conservador e, vejam só, não tem, no Parlamento, quem o represente a contento.”


Antes ainda, no dia 13 de agosto de 2006, escrevi aqui:


“Uma boa leva de políticos no Brasil deveria olhar para os dados do Datafolha com vergonha. Vergonha de si mesmos e de sua covardia. Existe uma maioria silenciosa que hoje não encontra uma representação consistente. Uma boa pergunta seria a seguinte: como pode Lula vencer, ao menos por enquanto, a disputa presidencial no 1º turno se a maioria da população é mesmo de direita?”.


Nas duas datas, havia pesquisas Datafolha investigando a opinião dos brasileiros sobre questões de comportamento. Vamos, então, ao levantamento de agora.


Leia na íntegra aqui.


Portanto, perguntem-se porque ter medo de assumir que você é DIREITO, digo, que você é DE DIREITA? Perguntem-se vocês, candidatos, e vocês eleitores.

A História não é escrita pelos atos dos covardes. Estes quando aparecem só o fazem para ressaltar a obra dos bravos, dos justos e dos honrados. Aparecem para enaltecer a obra daqueles pois o lixo sempre vem à tona, mais cedo ou mais tarde.


Não deixem que seus filhos tenham VERGONHA de vocês quando os brasileiros entenderem que somos nós, os homens e mulheres da direita e conservadores que poderemos restabelecer a honra e o orgulho perdido desde que o Brasil se tornou o berço e o antro da esquerdopatia continental a mais de 30 anos. Assumam-se em público!!!


A Luz põe fim à escuridão.


Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e com você mesmo.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".