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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A escória do mundo

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 20 de maio de 2008

“Cuanto más alto sube, baja al suelo.” (Frei Luís de León)

Vou resumir aqui umas verdades óbvias e bem provadas, que uma desprezível convenção politicamente correta proíbe como indecentes.

Todo comunista, sem exceção, é cúmplice de genocídio, é um criminoso, um celerado, tanto mais desprovido de consciência moral quanto mais imbuído da ilusão satânica da sua própria santidade.

Nenhum comunista merece consideração, nenhum comunista é pessoa decente, nenhum comunista é digno de crédito.

São todos, junto com os nazistas e os terroristas islâmicos, a escória da espécie humana. Devemos respeitar seu direito à vida e à liberdade, como respeitamos o dos cães e das lagartixas, mas não devemos lhes conceder nada mais que isso. E seu direito à vida cessa no instante em que atentam contra a vida alheia.

Nos anos 60 e 70, a guerrilha brasileira não foi nenhuma epopéia libertária, foi uma extensão local da ditadura cubana que, àquela altura, já tinha fuzilado pelo menos dezessete mil pessoas e mantinha nos cárceres cem mil prisioneiros políticos simultaneamente, número cinqüenta vezes maior que o dos terroristas que passaram pela cadeia durante o nosso regime militar, distribuidos ao longo de duas décadas, nenhum por mais de dois anos – e isto num país de população quinze vezes maior que a de Cuba. Nossos terroristas recebiam dinheiro, armas e orientação do regime mais repressivo e assassino que já houve na América Latina, e ainda tinham o cinismo de apregoar que lutavam pela liberdade.

Agora que estão no poder, enchem-se de verbas públicas e justificam a comedeira alegando que o Estado lhes deve reparações. O dinheiro do Estado é do povo brasileiro e o povo brasileiro não lhes deve nada. Eles é que devem aos filhos e netos daqueles que suas bombas aleijaram e seus tiros mataram.

Perguntem aos cidadãos, nas ruas: “O senhor, a senhora, acham que têm uma dívida a pagar aos terroristas, pelo simples fato de que a violência deles foi vencida pela violência policial? O senhor, a senhora, acham justo que o Estado lhes arranque impostos para enriquecer aqueles que se acham vítimas injustiçadas porque o governo matou trezentos deles enquanto eles só conseguiram, coitadinhos, matar a metade disso?”

Façam uma consulta, façam um plebiscito. A nação inteira responderá com o mais eloqüente NÃO já ouvido no território nacional.

É claro que os crimes que esses bandidos cometeram não justificam nenhuma barbaridade que se tenha feito contra eles na cadeia. Mas justifica que estivessem na cadeia, embora tenham ficado lá menos tempo do que mereciam. E justifica que, surpreendidos em flagrante delito e respondendo à bala, fossem abatidos à bala.

Mas eles não acham isso. Acham que foi um crime intolerável o Estado ter armado uma tocaia para matar o chefe deles, Carlos Marighela, confessadamente responsável por atentados que já tinham feito várias dezenas de vítimas inocentes; mas que, ao contrário, foi um ato de elevadíssima justiça a tocaia que montaram para assassinar diante da mulher e do filho pequeno um oficial americano a quem acusavam, sem a mínima prova até hoje, de “dar aulas de tortura”.

Durante a ditadura, muitos direitistas e conservadores arriscaram vida, bens e reputação para defender comunistas, para abrigá-los em suas casas, para enviá-los ao exterior antes que a polícia os pegasse. Não há, em toda a história do último século, no Brasil ou no mundo, exemplo de comunista que algum dia fizesse o mesmo por um direitista.

Sim, os comunistas são diferentes da humanidade normal. São diferentes porque se acham diferentes. São inferiores porque se acham superiores. São a escória porque se acham, como dizia Che Guevara, “o primeiro escalão da espécie humana”.

Eles têm, no seu próprio entender, o monopólio do direito de matar. Quando espalham bombas em lugares onde elas inevitavelmente atingirão pessoas inocentes, acham que cumprem um dever sagrado. Quando você atira no comunista armado antes que ele o mate, você é um monstro fascista.

Por isso é que acham muito natural receber indenizações em vez de pagá-las às vítimas de seus crimes.

Quem pode esperar um debate político razoável com pessoas de mentalidade tão deformada, tão manifestamente sociopática?

Um comunista honesto, um comunista honrado, um comunista bom, um comunista que por princípio diga a verdade contra o Partido, um comunista que sobreponha aos interesses da sua maldita revolução o direito de seus adversários à vida e à liberdade, um comunista sem ódio insano no coração e ambições megalômanas na cabeça, é uma roda triangular, um elefante com asas, uma pedra que fala, um leão que pia em vez de rugir e só come alface. Não existiu jamais, não existe hoje, não existirá nunca.

18 comentários:

Everardo disse...

Uma mera manifestação de revolta e de ódio, sem nehum conteúdo filosófico e sem conhecimento da história. Se tivesse estudado sistematicamente, ou mesmo passado um dia em uma faculdade (acho que ele não tem o curso médio) não diria tanta asneira.

Everardo disse...

Não há originalidade no seu pensamento, mas uma construção de colagens descontextualizadas de fragmentos escritos por autores diversos, cuja referência bibliográfica OC omite ou menciona sem observância das normas técnicas, de forma que não se exponha a fragilidade na interpretação do que leu nem que seja desmascarado. Um desnutrido rato de enciclopédias e orelhas de livros – que a internet engorda.

Cavaleiro do Templo disse...

Sim, claro. Poderoso é seu Everardo...

Everardo disse...

Talvez o senhor devesse conferir, ao invés de tentar desautorizar a crítica. Isso seria um ato de honestidade intelectual, que faria jus a uma postura correta, de uma pessoa séria. Quer tentar?

Cavaleiro do Templo disse...

Olhem que coisa, passou a ser a pobre vítima... Vem falar de desautorizar alguém quando TODOS os comentários dele mesmo tentam fazer única e exclusivamente isto.

É a "boa e velha" inversão revolucionária de sempre.

Everardo disse...

Honestidade intelectual! Entende? Não, é claro que não!

Cavaleiro do Templo disse...

Isso, deixe de se passar por vítima.

Everardo disse...

O senhor deve ter sido hipnotizado pelas "torias" do Olavo e pelas suas freqüentes associações humano-equinas, apresentadas no conteúdo e nas ilustrações do que publica em seus blogs e nos levam a concluir que, numa concepção evolutiva, Olavo crê na semelhança e proximidade dessas espécies, comparando a cavalidade com a sociedade humana, de forma que o binômio homem-cavalo representa a fusão de um símbolo do seu pensamento filosófico. Mas, como ele se volta contra a teoria darwinista com veemência, retiram-se as diferenças e colocam-se os seres no mesmo plano, com leves diferenças estéticas.

Cavaleiro do Templo disse...

Isso, deixe de se passar por vítima.

Anônimo disse...

"Um comunista honesto, um comunista honrado, um comunista bom, um comunista que por princípio diga a verdade contra o Partido, um comunista que sobreponha aos interesses da sua maldita revolução o direito de seus adversários à vida e à liberdade, um comunista sem ódio insano no coração e ambições megalômanas na cabeça, é uma roda triangular, um elefante com asas, uma pedra que fala, um leão que pia em vez de rugir e só come alface. Não existiu jamais, não existe hoje, não existirá nunca".

En entrevista a Pedro Bial e em texto em que narra uma palestra que teria proferido no Clube Militar, Olavo afirma que fora comunista na juventude.
Ele mente em qual das afirmações?

Cavaleiro do Templo disse...

Uma mente torpe e doente não aceita erros de si mesma, eu sei. Já uma pessoa normal seria capaz de rever toda e qualquer ação, pensamento, emoção, etc.

Então, não mente nem em uma nem na outra.

Sei que não vai entender pois para ti, provavelmente lula seja ainda operário.

Anônimo disse...

O senhor nâo entendeu? Explico: na entrevista a Pedro Bial Olavo diz, textualmente, que É COMUNISTA QUANDO O GOVERNO É DE DIREITA e é direitista quando o governo é de esquerda. E, explica: ele É conservador de direita porque o esquerdismo está "em alta" no Brasil.
Observe: se a direita ganhar, ele " vira" comunista. Está lá, gravada a entrevista...

Cavaleiro do Templo disse...

Virou artigo: http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2010/07/agradeco-ao-anonimo-que-tenta.html

Anônimo disse...

Esse Olavo também já foi pego com as calças na mão pelo Rodrigo Constantino.

Cavaleiro do Templo disse...

Eu peguei este senhor Constantino com as calças na mão, cara: http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/07/plgio-sutil.html.

Fritz Gun disse...

Discussão boba essa com o Everardo. Quem quer saber disso? Esse negócio de calças na mão pode revelar coisas horrorosas...

Cavaleiro do Templo disse...

Sim, por isso bloqueei o cabra.

Homero disse...

De qualquer forma, acho anti-democrático bloquear alguém apenas por divergir, exceto se ele for mal educado.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".