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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Engenharia da confusão

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Diário do Comércio (editorial), 14 de março de 2008

O psicólogo russo Ivan Pavlov ( 1849 - 1936 ) demonstrou que a estimulação contraditória é a maneira mais rápida e eficiente de quebrar as defesas psicológicas de um indivíduo (ou de um punhado deles), reduzindo-o a um estado de credulidade devota no qual ele aceitará como naturais e certos os comandos mais absurdos, as opiniões mais incongruentes.

Isso funciona de maneira quase infalível, mesmo que os estímulos sejam de ordem puramente cognitiva e sem grande alarde emocional (frases contraditórias ditas numa seqüência camuflada, de modo a criar uma confusão subconsciente). Mas é claro que funciona muito mais se o sujeito for submetido ao impacto de emoções contraditórias fortes o bastante para criar rapidamente um estado de desconforto psicológico intolerável. Esse mesmo desconforto serve de camuflagem, pois a vítima não tem tempo de averiguar que a contradição vem da fonte, e não do seu próprio interior, de modo que ao estado de aflição vêm somar-se a culpa e a vergonha. A reação automática que se segue é a busca desesperada de um novo padrão de equilíbrio, isto é, de um sentimento mais abrangente que pareça comportar em si, numa síntese dialética, as duas emoções inicialmente vivenciadas como contraditórias, e que ao mesmo tempo possa aliviar o sentimento de vergonha que o indivíduo sente perante a fonte estimuladora, que a esta altura ele toma como seu observador crítico e seu juiz.

Se o leitor examinar com certa atenção o discurso esquerdista, verá que ele procura inspirar no público, ao mesmo tempo, o medo e a compaixão. Esta dupla de sentimentos não é contraditória em si, quando cada um deles se coloca num plano distinto, como acontece na tragédia grega, onde os espectadores sentem compaixão pelo herói e medo da engrenagem cósmica que o oprime. Mas, se o objeto de temor e de compaixão é o mesmo, você simplesmente não sabe como reagir e entra num estado de “dissonância cognitiva” (termo do psicólogo Leon Festinger), a um passo da atonia mental que predispõe à subserviência passiva.

Digo medo e compaixão, mas nunca de trata de emoções simples e unívocas, e sim de duas tramas emocionais complexas que prendem a vítima ao mesmo tempo, tornando-a incapaz de expressar verbalmente a situação e sufocando-a numa atmosfera turva de confusão e impotência.

Na política revolucionária, a estimulação contraditória toma a forma de ataques terroristas destinados a intimidar a população, acompanhados, simultaneamente, de intensas campanhas de sensibilização que mostram os sofrimentos dos revolucionários e da população pobre que eles nominalmente representam. As destruições de fazendas pelo MST são um exemplo nítido: a classe atacada fica paralisada entre dois blocos de sentimentos contraditórios – de um lado, o medo, a raiva, o impulso de reagir, de fugir ou de buscar proteção; de outro, a compaixão extorquida, a culpa, o impulso de pedir perdão ao agressor.

Não é coincidência que a primeira descrição científica desse mecanismo tenha sido obra de um eminente psicólogo russo: o emprego da estimulação contraditória já era uma tradição no movimento revolucionário quando Ivan Pavlov começou a investigar o assunto justamente nos anos em que se preparava a Revolução Russa. Seus estudos foram imediatamente absorvidos pela liderança comunista, que passou a utilizá-los para elevar a manipulação revolucionária da psique às alturas de uma técnica de engenharia social muito precisa e eficiente, capacitada para operações de grande porte com notável controle de resultados.

Nas últimas quatro décadas, com a passagem do movimento revolucionário da antiga estrutura hierárquica para a organização flexível em “redes” informais com imenso suporte financeiro, o uso da estimulação contraditória deixou de ser uma exclusividade dos partidos comunistas e se disseminou por toda sorte de organizações auxiliares – ONGs, empresas de mídia, organismos internacionais, entidades culturais -- cuja índole revolucionária não é declarada ex professo , o que torna o rastreamento da estratrégia unificada por trás de tudo um problema muito complexo, transcendendo o horizonte de consciência das lideranças empresariais e políticas usuais e requerendo o concurso de estudiosos especializados. Em geral, os liberais e conservadores estão formidavelmente desaparelhados para enfrentar a situação: esforçam-se para conquistar o público mediante argumentos lógicos em favor da democracia e da economia de mercado, quando o verdadeiro campo de batalha está situado muito abaixo disso, numa zona obscura de paixões irracionais administradas pelo adversário com todos os requintes da racionalidade e da ciência.

Em artigos vindouros ilustrarei o emprego da estimulação contraditória por vários “movimentos sociais”: feminista, gayzista, abortista, ateísta, ecológico, etc.

9 comentários:

Everardo disse...

Cavaleiro do Templo, se você não é o próprio Olavo, mande retirar essa matéria ridícula. Ela não faz pé com cabeça e só pode ser atribuída a algum psicopata com mania de grandeza. Há uma mistura de conceitos e termos técnicos e científicos de várias fontes, no intuto de criar uma teoria. O maluco que escreve isso deve ter lido algumas orelhas de livros para fazer essa montagem. Pavlov jamais foi psicólogo ou concordou com a psicologia. Ao contrário. Essa tal estimulação contraditória é uma invencionisse que duvido que seu autor saiba do que se trata. Uma palhaçada sem igual. Espero que não tenha sido vista por algum aluno do primeiro período de psicologia.
O fato do Sr. Olavo não ter formação acadêmica não é bem o caso. O problema é ser um impostor.

Everardo disse...

"Mas, se o objeto de temor e de compaixão é o mesmo, você simplesmente não sabe como reagir e entra num estado de “dissonância cognitiva” (termo do psicólogo Leon Festinger), a um passo da atonia mental que predispõe à subserviência passiva". Olavo de Carvalho.

Duvido que a mente confusa desse senhor consiga traduzir essa bobagem. Um ajuntamento de expressões alheias descontextualizadas e reunidas em uma frase destituída de qualquer sentido. Uma bobagem indescritível.

Everardo disse...

Eis o que diz Pavlov, um homem que levou 33 anos de pesquisas objetivando desmoralizar a psicologia:

“Na fisiologia, tem sido feita menção da (assim chamada) estimulação psíquica das glândulas salivares e gástricas. Deve-se ressaltar, entretanto, que a estimulação psíquica das glândulas gástricas não foi reconhecida universalmente e, de um modo geral, o papel especial da estimulação psíquica (...) não tem encontrado o devido reconhecimento”.
“Eu me referi às atividades psíquicas como as “assim-chamadas”, intencionalmente. Se o naturalista desejar fazer uma análise completa das atividades dos animais superiores, ele não tem o direito de falar dos processos psíquicos desses animais, e não pode fazê-lo, sem abrir mão dos princípios da ciência natural”.
“A investigação dos reflexos condicionados é mesmo da maior importância para a fisiologia (...). Até agora esse departamento da fisiologia, em sua maior extensão, tem sido atravancado com idéias estranhas, emprestadas à psicologia, mas agora há como libertá-lo dessa dependência nociva. Os reflexos condicionados descortinam ante nossos olhos o vasto campo das relações dos animais à natureza...”
“É claro que, no estudo da vida, a Fisiologia se apóia, constantemente, sobre dados de ciência melhor fundamentadas e mais exatas: Mecânica, Física, Química (...). Ainda recentemente se discutia se a psicologia podia ou não ser classificada entre as ciências naturais e, inclusive, se ela poderia ser considerada como ciência (...). Os próprios psicólogos não consideram sua ciência como uma ciência exata (...). Se as coisas são assim, o fisiólogo não tem motivo algum para recorrer à psicologia
E, agora, Olavo?

Cavaleiro do Templo disse...

Mais uma vez:

Se você tivesse razão, das duas uma: ou desmontaria o argumento do professor com FATOS ao invés de pura conversa ou jamais voltaria a este blog, muito menos este monte de vezes que o fez.

Veja, eu quando visito sites de/para sociopatas não perco meu tempo conversando com eles lá no terrítório deles. Na melhor das hipóteses, venho para meu blog e ESCREVO PARA MEUS LEITORES.

Me diga, onde estão publicadas as suas idéias, seus estudos? Mande-as para a gente ler. Ou um link.

Debata com Olavo de Carvalho também. Mande e-mail para ele, está aqui: www.olavodecarvalho.org.

Cavaleiro do Templo

Anônimo disse...

Sou estudante de psicologia e andei pesquisando as experiências de Pavlov. Basicamente (como ele afirma) suas experiências são desenvolvidas apenas nos chamados animais superiores, com sistema endócrino semelhante aos humanos. ~Quase todas foram feitas com cães, por causa da salivação. Confesso que não encontrei experiências com ratos. Acho que o professor se equivocou.

Cavaleiro do Templo disse...

Onde tem rato no artigo?

Anônimo disse...

"Notem bem: moralidade não é uma lista de condutas louváveis e condenáveis, pronta para que o cidadão a obedeça com o automatismo de um rato de Pavlov".

Está no artigo DEMOLIÇÃO DE CONSCIÊCIA. Neste blog.
Ranieri

Cavaleiro do Templo disse...

Perfeito. Daí vc entendeu que Olavo disse que Pavlov usava ratos no laboratório? Já ouviu falar em linguagem simbólica? Outras pessoas usam este mesmo recurso, com a mesma expressão: http://www.google.com.br/search?q=%22rato+de+pavlov%22&hl=pt-BR&ei=KKNSTMr7OY2JuAel57HPBA&start=10&sa=N.

Mauro Viñas disse...

O Everardo parece que não entendeu a ironia do artigo, pois o Dr. Alavo fala no título sobre "A Engenharia da Confusão". Talvez o Dr. Olavo estivesse mesmo querendo provocar uma polêmica, ou uma confusão nas nossas cabeças...

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".