Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Mostrando postagens com marcador socialismo do século XXI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador socialismo do século XXI. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de agosto de 2008

A ditadura chavista avança

Do portal do ESTADÃO
Domingo, 10 de Agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Assim que foram conhecidos os resultados do referendo de 2 de dezembro do ano passado, quando os eleitores venezuelanos rejeitaram o texto da Constituição bolivariana que a Assembléia Nacional havia aprovado - uma confusa mistura de populismo e socialismo, feita sob medida para a perpetuação do caudilho no poder -, Hugo Chávez declarou que respeitaria o veredicto popular, mas não desistiria de instaurar um regime socialista na Venezuela. Mais uma vez, o coronel golpista prova que, quando se trata de seu projeto político, não faz promessas vãs.

Há 18 meses, quando se iniciou o processo de elaboração da frustrada Constituição, Chávez obteve da dócil Assembléia autorização para governar por decreto - a chamada Lei Habilitante. Surpreendentemente, fez uso relativamente moderado desse instrumento de exceção, tendo abusado apenas quando pretendeu transformar o serviço de inteligência num instrumento de controle social à maneira da Gestapo e da KGB. Tamanha foi a reação dos venezuelanos que Chávez revogou o malsinado decreto.

Mas no dia 1º deste mês, último dia de vigência da Lei Habilitante, o caudilho mostrou por que exigiu poderes especiais para legislar: baixou 26 decretos, a maioria reproduzindo - e, às vezes, tornando mais radicais - dispositivos contidos na Constituição rejeitada no referendo. "A Lei Habilitante é uma emboscada para passar de contrabando a reforma constitucional que o povo recusou", disse Luiz Miquilena, ex-mentor político de Hugo Chávez, de quem foi ministro do Interior. "A única coisa que Hugo Chávez não pode fazer pela Lei Habilitante é perpetuar-se no poder com reeleição indefinida."

Em qualquer país governado pelas leis, não se admite que matéria rejeitada em referendo entre no ordenamento jurídico por meio de decreto. Na Venezuela de Chávez, não apenas isso é possível, como ele chegou ao cúmulo de mandar publicar na Gaceta Oficial, no último dia de vigência da Lei Habilitante, apenas as emendas dos decretos. Só nas edições seguintes a população tomou conhecimento do texto completo de alguns decretos - outros ainda serão publicados, o que significa que os diplomas legais não existem, embora vigorem os seus resumos. Nem nos momentos mais negros do regime soviético chegou-se a esse nível de desfaçatez e de desprezo pelas formalidades legais.

Assim, os venezuelanos tomaram conhecimento da existência de um decreto, cujo texto não conhecem, que pune com até 10 anos de prisão quem "impeça, direta ou indiretamente, a produção, fabricação, importação, transporte, distribuição ou comercialização de bens de primeira necessidade". Como Chávez atribuiu às milícias bolivarianas a responsabilidade pela administração dos estoques de alimentos e produtos agrícolas - militarizando a cadeia de produção, distribuição e comercialização -, está claro que aquele decreto não se destina a proporcionar "segurança alimentar" à população nem a regular o abastecimento. Na verdade, tomará 10 anos de cadeia quem se atrever a organizar protestos contra a ditadura chavista, como fizeram os petroleiros e os produtores industriais e rurais que paralisaram o país em 2002.

Outro decreto reorganiza as Forças Armadas, criando uma Reserva que nada mais é do que um misto de guarda pretoriana e "comitês de defesa". Como essa Reserva será constituída por civis, aproveitando a estrutura das já existentes milícias bolivarianas, Chávez poderá exercer mais facilmente o "controle social" da população, consolidando uma cópia dos Comitês para a Defesa da Revolução de Cuba.

No plano econômico, o pacote introduz as medidas da Constituição rejeitada que implantavam o socialismo. O Estado intervirá nas empresas que não se adaptarem ao "modelo socialista". Da mesma forma, poderá expropriar e suspender a produção de fábricas e interromper greves de trabalhadores. O processo de expropriação de bens fica abreviado com a extinção da exigência prévia de declaração de utilidade pública pela Assembléia.

Sobre um único passo para a consolidação do projeto bolivariano Chávez não precisou legislar. Como ele quer "ganhar, bem ganhas" as eleições regionais de novembro, e anunciou que "aos inimigos, nem água", a Controladoria-Geral, que ele controla, declarou inelegíveis 272 oposicionistas que poderiam atrapalhar seus planos. E ainda há quem diga que a Venezuela de Chávez é uma democracia!

Comentário do Cavaleiro do Templo: este salafrário venezuelano é CRIA DO LULA, como ele mesmo afirmou no aniversário de 15 anos do FORO DE SÃO PAULO (veja aqui, baixe o texto e veja o link do mesmo, uma prova de fonte primária). E, como o LULA nunca disse nada contra as atitudes do CHÁVEZ, entende-se imediatamente que está tudo bem entre eles. Vocês leram acima que, pelo menos em tese, o ex-mentor do sociopata venezuelano declara que não está nada bem entre ele o seu "ex-amigo". LULA só faz dar beijos e abraços no CHÁVEZ. Mas isto é claro para quem está sabendo o que se passa em nosso continente.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Chávez aprova pacote que reforça projeto socialista

Do portal do ESTADÃO
terça-feira, 5 de agosto de 2008

AE-AP - Agencia Estado

CARACAS - O Diário Oficial venezuelano publicou hoje 26 decretos-leis do presidente Hugo Chávez, que pretende criar milícias atuando em bairros nas cidades venezuelanas, além de levar adiante seu projeto de uma economia socialista para o país e de aumentar o controle do Estado sobre a agricultura. As mudanças envolvem vários setores, desde o militar até o de empréstimos para pequenas empresas. Chávez assinou o pacote legislativo no último dia do período de 18 meses durante o qual os legisladores garantiram a ele poderes especiais.

Os críticos das medidas reclamam que Chávez não consultou os grandes grupos empresariais do país antes de sancionar o pacote e alertam que a nova legislação vai afugentar investimentos, além de debilitar ainda mais a empresa privada. "Perguntamos ao presidente: Por que ele teme a democracia?", questionou o líder da Federação de Câmaras e Associações de Comércio da Venezuela (Fedecamaras), Jose Manuel Gonzalez, numa coletiva de imprensa.

Gonzalez disse que os líderes empresariais estavam analisando o alcance dos decretos, cuja publicação os pegou de surpresa. E alertou que o pacote inclui conceitos socialistas que os eleitores rejeitaram no ano passado, pois faziam parte da revisão da Constituição proposta por Chávez. "Estamos certos de que isso nada mais é do que impor o projeto de reforma rejeitado em dezembro", afirmou Gonzalez. O vice-presidente Ramon Carrizalez negou a declaração de Gonzalez, dizendo que "há coisas que podem ser feitas sem necessidade de reformular a Constituição".

Com base no novo pacote de medidas, os distribuidores e varejistas da área de alimentos que tentarem escapar dos controles de preço impostos pelo governo poderão ser presos por até seis anos. Os empresários que se recusarem a produzir, importar, transportar ou vender "produtos de primeira necessidade" estarão sujeitos a uma pena de até dez anos de prisão.

Com base num dos decretos, o governo poderá "restringir ou proibir a importação, exportação, distribuição, troca ou venda" de determinados alimentos ou produtos agrícolas e "assumir o controle da distribuição quando julgar necessário". Outras medidas aumentam o controle estatal sobre o comércio, serviços e publicidade. As empresas que violarem as novas regras poderão ser multadas ou fechadas por tempo indeterminado.

Um outro decreto oferece meios para o intercâmbio de produtos e para empresas de "propriedade social" operarem de forma comunitária. "O governo acredita que pode avançar na direção de um sistema econômico estatal e centralizado, mas isso vai provocar mais conflito com a comunidade empresarial", disse Jorge Botti, economista que dirige o comitê da Fedecamaras que vem estudando o impacto da política governamental sobre o setor privado.

Milícia

Os críticos das medidas também estão preocupados com o decreto que cria a Milícia Nacional Bolivariana - uma ramificação do exército formada por voluntários civis que ajudarão os "conselhos comunais" de bairros nas cidades do país a criarem "comitês de defesa". O ex-ministro da Defesa, Fernando Ochoa, alertou que esses grupos de defesa se assemelham muito aos Comitês para Defesa da Revolução de Cuba, que encorajam os cidadãos a ficarem atentos a atividades "contra-revolucionárias".

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Chávez decepciona e amarga queda de popularidade

Do blog MOVIMENTO ORDEM E VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO
Por Roberto Lameirinhas – O Estado de São Paulo em domingo, 6 abril de 2008

Campeão das urnas, protagonista de nove vitórias seguidas sobre a oposição, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, só tem recebido más notícias dos institutos de pesquisa desde sua primeira derrota eleitoral, em 2 de dezembro, quando fracassou na tentativa de impor por meio de um referendo uma reforma constitucional que reforçaria seus poderes e lhe permitiria candidatar-se a infinitas reeleições. Nos últimos dias, dois institutos, o Datos e o Keller & Associados, mostraram que a popularidade de Chávez está hoje na casa dos 37% - segundo analistas, com tendência de baixa.

Houve uma ruptura na estranha relação de afeto que existia entre Chávez e a população mais pobre”, disse ao Estado o presidente do Keller & Associados, Alfredo Keller. “O presidente chegou ao poder como a grande esperança de promover a distribuição da riqueza e reduzir o abismo que separa ricos e pobres no país. Mas, apesar da alta do preço do petróleo, a condição de vida da população não melhorou no ritmo esperado.

O declínio acentuado da popularidade de Chávez põe em xeque os candidatos chavistas nas eleições do fim deste ano para governadores e prefeitos. Mesmo após o revés de dezembro, o presidente rejeita os números das últimas pesquisas. No programa Alô, Presidente! do domingo passado, disse que “há pesquisas que põem a aprovação do governo na faixa dos 20%”, acrescentando: “Acho que esses institutos fizeram essa pesquisa não aqui, mas nos EUA, e se referem à popularidade de George W. Bush.”

Os especialistas venezuelanos têm apontado inúmeros erros de cálculo de Chávez, principalmente depois de sua reeleição, em dezembro de 2006, quando venceu o candidato da oposição, Manuel Rosales, com quase dois terços dos votos. A confiança de mais de 65% dos eleitores em 2006 começou a virar fumaça já nos primeiros discursos do presidente após a vitória. Neles, Chávez anunciou a fundação do seu “socialismo do século 21” - cujo conceito nem ele nem nenhum chavista conseguiu definir claramente (C. T. - do mesmo jeito que o SOCIALISMO PETISTA, que não existe enquanto projeto pois será criado ao longo do tempo, a maneira perfeita de atribuir TODOS OS PROBLEMAS desta mudança a quem quer que seja, menos ao PT e de não assumir a responsabilidade, portanto, com o processo, o que caracteriza a SOCIOPATIA DESTA ESQUERDA LATINO-AMERICANA) -, decidiu reunir todos os grupos de sua base de apoio num partido único, informou que não renovaria a concessão da emissora Radio Caracas Televisión e lançou a proposta de reforma constitucional que seria sepultada pelos eleitores em dezembro.

Durante esse período, o petróleo que jorra abundantemente na Venezuela atingiu preços recordes, enchendo ainda mais os cofres do Estado. Mas, nas ruas de Caracas, os venezuelanos não sentem que essa riqueza lhes tenha beneficiado.

“Chávez criou uma expectativa altíssima em relação ao projeto de acabar com a pobreza na Venezuela, acabou vendendo uma ilusão”, afirmou Keller. “Como essas expectativas acabaram não se concretizando, o que sobrou foi a frustração. Aos poucos, o eleitor pobre que votava cegamente no chavismo vai assimilando o discurso da oposição e dando razão a esse discurso.”

“Ser chavista, hoje, não é mais que uma questão de fé”, explicou o jornalista Teodoro Petkoff, diretor do jornal Tal Cual e ferrenho opositor de Chávez. “Administrativamente, não há nenhum setor do governo que funcione bem. Politicamente, Chávez é truculento e centralizador.”

Os programas sociais da “revolução bolivariana” andam a passos lentos. A infra-estrutura do serviço de saúde pública não avança na mesma proporção dos bilhões de dólares destinados para o setor. A educação, segundo denúncias da oposição, foi submetida a uma reforma liderada pelo irmão de Chávez, Adán, que visa mais a doutrinar os estudantes do que a capacitá-los para o mercado de trabalho.

A segurança pública deteriora-se cada vez mais, fazendo com que o número de seqüestros aumentasse 900% desde 1999, quando se registraram 44 ocorrências - no ano passado, foram 382 casos.

No campo econômico, apesar do crescimento impulsionado pelos petrodólares, a inflação real está na faixa dos 20% ao ano. O câmbio controlado, que estabelece a cotação oficial de US$ 1 por 2,1 bolívares fortes, provoca distorções que elevam o dólar a até 4 bolívares por unidade no mercado negro - no fim do ano passado, a perspectiva de aprovação da reforma constitucional de Chávez levou o dólar à cotação de até 6 bolívares. A cesta básica está em 220 bolívares fortes, mais de US$ 100 pelo câmbio oficial.

O desabastecimento de produtos generalizou-se desde o ano passado. Em janeiro, o leite converteu-se em artigo raro, causando a revolta em boa parte da parcela da população que normalmente apoiava Chávez.

“A falta de leite jogou um papel-chave na derrota do governo no referendo constitucional de dezembro”, analisou Keller. “Nenhum outro alimento representa um símbolo tão forte, porque está ligado à nutrição das crianças. Muitos eleitores chavistas responsabilizaram Chávez por isso. Era comum ouvir fases do tipo: ‘O presidente não tem coração! Como pode deixar faltar leite para as crianças?’”

Até agora ausentes do debate político nacional - em boa parte por causa do controle que o chavismo exerce sobre os Poderes Judiciário e Legislativo -, surgiram há duas semanas denúncias de corrupção que atingem a família de Chávez. Segundo essas acusações, parentes do presidente têm comprado vastas porções de terras no Estado de Barinas, de onde são originários, por meio de testas-de-ferro.

Crescem também as denúncias de irregularidades nos conselhos comunitários, criados por Chávez para fortalecer seu controle político nas bases do chavismo. Os conselhos são financiados diretamente pela presidência da república e seus recursos são geridos e fiscalizados por agentes da própria comunidade, de forma autônoma. O problema para Chávez é que a corrupção num organismo paraestatal tão próximo às bases não pode ser escondida da população.

“Os conselhos comunitários democratizaram a corrupção, que antes era praticada nas grandes negociatas, na segurança dos gabinetes”, afirma Keller. “Os relativamente pequenos desvios do dinheiro público nos 80 mil conselhos comunitários são muito mais visíveis do que as falcatruas milionárias.”

COMENTÁRIO:
Por Gabriela/Gaúcho

Não aceitamos e duvidamos que as "lombrigas" de Lula possam servir de bandeira a sua campanha ilegal e antecipada para tentar impor um terceiro mandato, cuja maioria da população rejeita

Na Venezuela está acontecendo algo excelente entre os cidadãos: eles estão tendo cada vez mais CONSCIÊNCIA da tragédia e estão fartos da figura gosmenta e mentirosa de Chávez.

Enquanto que, aqui, a CONSCIÊNCIA coletiva do brasileiro passa por um apagão moral, ou seja: quanto mais se mente e se rouba, mais o povão gosta e aplaude a figura mais deplorável de todos os tempos.

Páginas e mais páginas dos jornais se dedicam a divulgar sobre a lama da quadrilha que se instalou no governo, mas, Lula ainda continua nas alturas. Isto deveria merecer provocar nas OPOSIÇÕES, a desconfiança e a necessidade de se de tirar a limpo essa história de pesquisas aqui no Brasil, contratando Institutos de pesquisas mais isentos como os da Venezuela, por exemplo, para sabermos se de fato o Sr. Inácio Lula da Silva goza de tanta popularidade, e se está com essa bola toda. Duvido que sejamos um país de orelhudos e burros como o Lula nos quer fazer acreditar!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

FORO DE SÃO PAULO na Veja de 30 de janeiro de 2008

FINALMENTE!!!!!!

Como acontece com crianças, que não podem ser identificados em matérias jornalísticas, a mídia brasileira esperou o FORO DE SÃO PAULO chegar aos seus 18 ANOS DE VIDA para revelar ao grande público (ou melhor, aos leitores da VEJA) a maior aberração que existe na América LatRina.

Este "entidade" chamada FORO DE SÃO PAULO que foi criada por LULA e FIDEL e dela participam ainda as FARC, o ELN e o MIR, é o suporte da socipatia latRina esquerdopata pois organizou e permitiu que pessoas como CHÁVEZ chegassem ao poder, como AFIRMA o nosso PresiMente (trecho: "... Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela..." e ainda pior, "... sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política ..." ).

Leia na íntegra o que LULA falou, está no site do Governo Federal a informação acima. Ele, como PresiMente do Brasil, conspirou para a eleição de um amigo.

Segue a matéria da Veja

Artigo de Reinaldo Azevedo que sairá na VEJA de 30.01.2008 sobre o Foro de SP:

O FORO DE SÃO PAULO NÃO É UMA FANTASIA

Resumo: "Os petistas falam do Foro sem receio. Fizeram-no no vídeo preparado para o 3º Congresso do partido, no fim de agosto e início de setembro do ano passado. Procure no YouTube ou clique aqui para ver. Parte do jornalismo brasileiro, no entanto, pretende que tratar do assunto é dar asas a uma fantasia paranóica. Eis uma prática antiga da esquerda. Ela sempre foi craque em ridicularizar a verdade, transformando-a numa caricatura, de modo que seus adversários intelectuais ou ideológicos não encontrem senão a solidão e o desamparo".

Vivemos os últimos dias de 2007 e os primeiros de 2008 sob o signo do terror. Setores da imprensa do Brasil e do mundo se deixaram seduzir pela pauta dos bandidos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Co-estrelaram a farsa protagonizada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que "libertou" duas reféns (há oitocentos!), os governos do conservador Nicolas Sarkozy, presidente da França, e do "progressista" Luiz Inácio Lula da Silva. Os maus herdeiros de Tocqueville (1805-1859), autor de Democracia na América, querem apenas resgatar do coração das trevas Ingrid Betancourt, uma cidadã que também tem nacionalidade francesa – e depois esquecer aquele canto amaldiçoado das... Américas. Já Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula e representante brasileiro na "negociação", estava lá como um utopista. Ele é fundador de uma entidade internacional chamada Foro de São Paulo, que tem como sócios tanto o PT como as Farc. Existe, portanto, uma entidade em que essas duas organizações são parceiras, companheiras e partilham objetivos comuns.

O tal Foro foi criado em 1990 por Lula e pelo ditador Fidel Castro. Reúne partidos e grupos de esquerda e extrema esquerda da América Latina. Era a resposta local ao fim do comunismo – a URSS seria oficialmente extinta no ano seguinte. Há dois anos e meio, no aniversário de quinze anos da entidade, a reunião dos "companheiros" se deu no Brasil. E Lula discursou para a turma. Não acredite em mim, mas nele. A íntegra de sua fala está no endereço oficial http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc. Ou clique no terceiro item da coluna à esquerda, "Discursos e entrevistas", e depois faça a procura por data: está lá, no dia 2 de julho de 2005.

Em sua fala, o presidente brasileiro:

- exalta a atuação de Marco Aurélio Garcia no Foro:
"O companheiro Marco Aurélio tem exercido uma função extraordinária nesse trabalho de consolidação daquilo que começamos em 1990";

- explicita as vinculações da organização com Chávez:
"O Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos (...) a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela";

- canta as conquistas internacionais da patota:
"E eu quero dizer para vocês que muito mais feliz eu fico quando tomo a informação, pelo Marco Aurélio ou pela imprensa, de que um companheiro do Foro de São Paulo foi eleito presidente da Assembléia, foi eleito prefeito de uma cidade, foi eleito deputado federal, senador (...)";

- expõe os tentáculos internos de que o Foro se serve:
"Vejam que os companheiros do Movimento Sem-Terra fizeram uma grande passeata em Brasília. (...) A passeata do Movimento Sem-Terra terminou em festa, porque nós fizemos um acordo entre o governo e o Movimento Sem-Terra";

- e reafirma a marcha rumo ao poder no continente e, se der, fora dele:
"Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de quinze anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. (...) Logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento (...)."

Os petistas, como se vê, falam do Foro sem receio. Fizeram-no, por exemplo, no vídeo preparado para o 3º Congresso do partido, no fim de agosto e início de setembro do ano passado. Procure no YouTube ou clique aqui para ver o tal SOCIALISMO PETISTA. Ou ainda aqui para vê-lo no próprio site do PT (procure por SOCIALISMO PETISTA). É muito elucidativo este vídeo pois dizem, entre outras coisas, que vão "EXTINGUIR O CAPITALISMO". Não há limite para a mente doente...

Parte do jornalismo brasileiro, no entanto, pretende que tratar do assunto é dar asas a uma fantasia paranóica. Eis uma prática antiga da esquerda. Ela sempre foi craque em ridicularizar a verdade, transformando-a numa caricatura, de modo que seus adversários intelectuais ou ideológicos não encontrem senão a solidão e o desamparo. Se você é do tipo que prefere anuir com o crime a ficar sozinho, acaba se comportando como um vapor barato do tráfico ideológico.

Já lembrei no blog a viagem que o escritor francês André Gide (1869-1951) fez à URSS em 1934, para participar do Primeiro Congresso dos Escritores. O evento era organizado por Jdanov, o poderoso ministro da Cultura. Intelectuais de todo o mundo estiveram lá. Só Gide denunciou o regime do ditador soviético Stalin (1879-1953), o que fez no livro Retour de l’URSS. Isso lhe valeu o ódio da esquerda internacional e uma espécie de ostracismo. André Malraux (1901-1976) foi um dos que silenciaram. Fez pior do que isso: afirmou que os Processos de Moscou, farsas jurídicas a que Stalin recorria para eliminar seus adversários (e até aliados), não maculavam a essência humanista do socialismo. De fato, o autor de A Condição Humana era um espião soviético. As esquerdas têm muitos heróis nascidos no solo fertilizado pelos cadáveres de seus adversários. Posso ficar só, mas repudio o crime.

Malograda a primeira expedição de Chávez e dos "observadores" para resgatar os reféns das Farc, o Itamaraty divulgou uma nota no dia 1º de janeiro lamentando o desfecho e concluía: "O governo brasileiro reitera seu apoio ao processo de paz na Colômbia, assim como a disposição de aprofundar sua contribuição a iniciativas de fortalecimento do diálogo interno naquele país". Traduzindo a linguagem diplomática: o Brasil reconhecia as Farc como "força beligerante" – uma reivindicação de Chávez –, e não como grupo terrorista. No dia 14 de janeiro, em seu programa de rádio, foi a vez de o próprio Lula afirmar: "Na medida em que as Farc se dispõem a libertar dois reféns, ela está dando (sic) um sinal de que é possível libertar mais. Portanto, o apelo que eu faço é que o governo colombiano e o meu amigo, o presidente (Álvaro) Uribe, mais os dirigentes das Farc se coloquem de acordo para que se possa (sic) libertar mais pessoas que estão seqüestradas". Os terroristas, que recorrem a assassinatos e seqüestros e vivem da proteção que oferecem ao narcotráfico, eram, assim, reconhecidos como expressão política legítima – agora não apenas no Foro de São Paulo, mas no âmbito da diplomacia e do governo brasileiros.

Isso tudo é irrelevante? Não é, não. Já publiquei no blog a lista dos partidos e organizações que integram o Foro: além do PT, do PC do B e das Farc, estão, entre outros, o também colombiano Exército de Libertação Nacional, o Partido Comunista de Cuba, o Partido Comunista do Chile, o Partido Comunista da Bolívia (aliado de Evo Morales), o Partido Comunista da Venezuela (engolido por Chávez), a Frente Sandinista de Libertação Nacional e o PRD mexicano (Partido da Revolução Democrática), do arruaceiro López Obrador, aquele que não aceita perder eleições.

A recusa em condenar as Farc, a defesa incondicional do governo de Hugo Chávez na Venezuela, o apoio às pantomimas de Evo Morales na Bolívia – mesmo e especialmente quando ele contraria interesses brasileiros – e de Rafael Correa no Equador e as relações sempre especiais com a tirania cubana fazem parte do alinhamento do governo do PT com este "Comintern" (Internacional Comunista) cucaracho, o Foro de São Paulo.

Ah, não. Não haverá uma revolução comunista liderada pelos petistas. É mais lucrativo operar uma "revolução" na telefonia, não é mesmo? Condescender com a hipótese do levante é uma forma de fazer uma caricatura do que vai acima. O que estou afirmando, e isto é inconteste, é que existe uma organização na América Latina, chamada Foro de São Paulo, a que pertencem o PT e as Farc, que coonesta grupos e governos que optaram pelo terror, pela ditadura ou por ambos. O que essa gente faz é chantagear a democracia, cobrando muito caro por aquilo a que temos direito de graça. E isso se dá, como sempre, sob o silêncio cúmplice e medroso dos democratas.

E que se note: por motivos óbvios, os petistas são mais decentes quando silenciam sobre os crimes das Farc do que quando fingem indignação em entrevistas.

Mais sobre o FORO DE SÃO PAULO na REVISTA MUNDO REAL.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Se NAZISMO é NACIONAL SOCIALISMO, então...

... o que seria o SOCIALISMO PETISTA, que segundo os mesmos pretende EXTINGUIR O CAPITALISMO e, ao invés do que afirmam, SEMPRE PÔS FIM À DEMOCRACIA, bem como queria o Hugo Chávez "de Cadeia" na Venezuela com seu imão gêmeo do projeto petista, o "SOCIALISMO DO SÉCULO XXI"?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

SS

Do portal do ESTADÃO, com autorização do autor, o eminente professor DENIS LERRER ROSENFIELD.

Segunda-Feira, 26 de Novembro de 2007 Versão Impressa
Denis Lerrer Rosenfield

Deveriam causar estupefação, se não indignação, o apoio e os elogios do presidente Lula, do PT e dos movimentos sociais ao ditador Hugo Chávez. A forma demagógica dessa defesa se configura como sendo a da democracia, como se esse regime pudesse ser simplesmente identificado ao da servidão socialista, cujos malfeitos desfiguraram completamente um pretenso discurso de salvação da humanidade. Parece, no entanto, que alguns não querem aprender nada com a História, apresentando o irremediavelmente velho como se novo fosse. E no nível da repetição o ditador venezuelano é inigualável.

No processo em curso, um fato tem sido pouco apreciado na torrente de novidades que jorram do projeto liberticida daquele país: o desencadear de uma corrida armamentista tem um alto significado político, inserindo-se no projeto dito de "socialismo do século 21". O uso de uma retórica "antiimperialista", de corte leninista, amplamente utilizada depois por Stalin, não pode encobrir uma outra afinidade, a deste projeto com o nazismo, que, relembremos, significa "nacional-socialismo".

Deixemos de lado, por carecer absolutamente de verossimilhança, a retórica chavista de que seu objetivo militar consiste na defesa do país contra um ataque do "império". Esta formulação não faz o menor sentido. Em caso de guerra com os EUA, este país teria condições de destruir tudo o que Chávez comprou e comprará, em alguns minutos, se tanto. Seus Sukhoi-30, seus submarinos e seus mísseis não serviriam para nada. A superioridade militar da potência do Norte é de tal monta que toda a sua capacidade militar seria destruída em poucos minutos, se tanto. Tudo o mais é pura retórica de um demagogo que procura agrupar em torno de si uma esquerda latino-americana atrasada, em busca de um ídolo.

O problema muito mais decisivo é o de suas milícias, que seriam armadas com 1 milhão de fuzis. Para que servem, precisamente? Ora, só pode ser para controlar e disciplinar o povo e, se necessário for, assassinar os opositores. O seu modelo deve ser buscado em Hitler, que constituiu uma força desse tipo, as famigeradas SS. Esta força político-policial cumpria precisamente essa função, criando uma situação que Hannah Arendt considerou própria do "terror". Não esqueçamos que essa pensadora considera tanto o nazismo quanto o comunismo como formas do regime totalitário, nada os distinguindo em seus traços essenciais. Eis por que elaborou o conceito de totalitarismo para dar conta dessas duas experiências históricas, que atentaram contra os maiores valores da humanidade.

Chávez segue também os passos de Hitler. O nome mudou, apenas o nome. A nova SS é, agora, denominada forças "bolivarianas", que respondem diretamente ao ditador, sendo um poder paralelo completamente dominado por ele. Trata-se de um meio direto de exercício de sua força, com o uso explícito da violência. Os ataques aos estudantes venezuelanos são somente o início desse percurso, cuja finalidade reside no aparelhamento policial de toda a sociedade venezuelana. Observe-se que Chávez, ao formar esse poder paralelo, procura "curto-circuitar" os próprios órgãos do Estado, como as Forças Armadas e a polícia. O mais plausível é que delas desconfie por abrigarem opositores ao seu projeto totalitário. O seu ganho suplementar, em bom nacional-socialista, consistiria em criar um clima de completa insegurança pessoal e institucional, quaisquer pessoas e grupos podendo ser vítimas das "milícias bolivarianas-SS". A quem recorrer quando atacados, se se trata da força pessoal do próprio ditador? A ele, que ordenou o ataque?

Há outro paralelismo com Hitler que merece ser destacado: o uso político da guerra. O seu discurso se volta demagogicamente contra os EUA (os nazistas discorriam contra o Ocidente e seus valores decadentes), quando, na verdade, o seu alvo é regional. A corrida armamentista visa a criar uma superioridade militar para conflitos setoriais, que possibilitariam produzir um clima de união nacional contra inimigos próximos, com os quais a Venezuela teria contenciosos ou obrigações. O objetivo é instrumentalizar politicamente a guerra, de modo a calar os adversários internos em caso de necessidade. Basta criar o fato da guerra para manter a sociedade mobilizada. Um Estado que perde a sua finalidade propriamente estatal da paz pública, por carecer de instituições estáveis, precisa estar em constante movimento.

A Venezuela tem problemas fronteiriços com a Guiana, reivindicando um naco de seu território. Com sua superioridade militar - ajudada pela fraca capacidade militar brasileira de dissuasão e por afinidades ideológicas do atual governo -, uma eventual invasão daquele país seria muito plausível. No que diz respeito à Colômbia, além de alguns problemas menores de fronteira, há a afinidade ideológica com as Farc e uma rivalidade política regional. Com a Bolívia a situação é ainda mais preocupante, pela existência de um acordo militar que viabilizaria uma intervenção militar venezuelana com o objetivo de dar sustentação ao projeto socialista daquele país. Em nome de uma luta de Evo Morales contra seus opositores, contra a "direita", o golpe do líder cocaleiro se faria com o apoio militar de Chávez, que se poderia colocar como o guardião do "socialismo" latino-americano.

A novidade que estamos presenciando em nosso continente diz somente respeito ao modo de conquista do poder para que a "democracia totalitária" possa, então, ser bem estabelecida. E mesmo aqui a novidade é apenas continental, pois os nazistas também ascenderam ao poder por meios democráticos, através de eleições. Os "socialistas do século 20", por sua vez, fizeram uso direto da violência. Os "socialistas do século 21", como bons discípulos de Hitler, o fazem por meios democráticos, para suprimir a própria democracia.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
E-mail: denisrosenfield@terra.com.br

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".