Loja OLAVETTES: produtos Olavo de Carvalho

Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sábado, 14 de março de 2009

Documentário - America: From Freedom to Fascism


O falecido produtor Aaron Russo nesse importante documentário, embarca em uam viagem através de seu país numa busca por respostas sobre e existência ou não de uma lei que obriga aos americanos a pagar o imposto de renda.

Sem fundo de esquerdas e nem direitas, é na verdade um exame exaustivo ao Governo - Expondo as erosões das Liberdades Civis nos EEUU que teve seus primórdios em 1913 com a fraudulenta criação da Reserva Federal e argumenta mediante entrevistas a Congressistas, antigos ficais da Receita Federal, e FBI, assesores de impostos e escritores.

Russo ata os cabos soltos existentes entre a criação do dinheiro, o imposto sobre a renda e o cartão nacional de identidade que se converte em lei em maio de 2008 (RG digital). Este documentário demonstra com grande detalhe o inegável feito de que os EUA pouco a pouco está se convertendo em um estado policial.

O presidente americano Woodrow Wilson disse depois de entregar seu país:

“Sou o maior dos infelizes. Sem me dar conta, eu arruinei o meu país. Uma grande nação industrial é controlada pelo seu sistema de crédito. Nosso sistema de crédito é (agora) concentrado. O crescimento da nação, logo, e todas nossas outras atividades estão nas mãos de poucos homens. Nos tornamos um dos mais vassalos, mais completamente vendidos governos do mundo civilizado. Tampouco um governo de livre opinião, tampouco um governo de convicção e voto da maioria, mas um governo sob o controle e ameaça de um pequeno grupo de homens com poder.”





















sexta-feira, 13 de março de 2009

O DUELO DE EXPLICAÇÕES

NIVALDO CORDEIRO
10 de março 2009

 

Há um franco debate entre as duas correntes alternativas de pensamento para a compreensão da crise atual.Entenda, caro leitor, que o ato de compreender o real antecede o ato de tomada de decisão para agir sobre a realidade, fato notavelmente superlativo em tempos de crise. De um lado a ala esquerda, que tem na figura de Paul Krugman o seu emblema, que entende que a presente crise se deve às falhas intrínsecas do mercado, tendo havido a um só tempo omissão e timidez dos governos para prevenir a crise. Vão além: dizem que só é possível superá-la com a ação vigorosa do Estado, seja na política monetária, para restabelecer o crédito, seja nos gastos governamentais, a fim de criar demanda.

 

A essa ala esquerda alinham-se também os economistas da vertente do liberalismo de Friedman, que aceitaram o suposto lado “bom” das teorias de Keynes. O denominador comum dessa gente é que a ação do Estado é necessária e suficiente para a superação dos problemas. De fato, acreditam na reengenharia humana a partir do Estado (Cavaleiro do Templo: nada mais comunista, a definição mesmo da ideologia). Há  aqui uma fé escancarada na capacidade do Estado gerenciar os problemas humanos, sobretudo aqueles ligados à economia. Seu remédio recomenda o agigantamento da ação estatal, embora no caso dos liberais consequencialistas essa ação seja, ao menos  teoricamente, temporária e reversível. A história mostra que isso nunca houve, a reversão do crescimento do Estado, quando este se agigantou a qualquer pretexto, na guerra como na paz.

 

Do outro lado temos os economistas que se alinham em torno do liberalismo clássico e da chamada Escola Austríaca, que entre nós tem seu emblema na pessoa do economista carioca Ubiratan Iorio


Esses economistas atribuem a crise não a falhas de mercado, mas a falhas de governo, que exorbitou de suas funções, que desorientou a alocação de recursos, que emitiu moeda em demasia, que se endividou além da conta, que gastou muito e mal. 


Além disso, a história do século XX foi a história do esparramo do Estado por áreas novas, como Educação, Saúde, Habitação e Previdência, de sorte que essas áreas não apenas demandaram enormes quantidades de recursos, mas tornaram-se elas próprias a raiz da crise.

 

Toda a gente sabe que o nó central da crise não reside no sistema bancário, que caminha para bancarrota em muitos países. O nó principal é o sistema de Previdência Social, seja na forma estatizada, seja na forma de fundos de pensão, estes que sempre mantêm um elo com o poder emissor e taxador do Estado. A persistência do governo norte-americano, por exemplo, de preservar a AIG está ligada diretamente aos fortes elos que a seguradora mantém, não apenas com o sistema bancário, mas com as garantias últimas que deu aos ativos dos ricos e generosos fundos de pensão norte-americanos. A quebra dessa seguradora será a realização instantânea de gigantescos prejuízos na carteira de ativos desses fundos, levando o sistema inteiro à derrocada.

 

A capacidade de esses fundos honrarem seus compromissos previdenciários de longo prazo está fortemente afetada. Muita gente perderá a sua aposentadoria por causa da insustentabilidade atuarial dos fundos e da má qualidade dos seus ativos.

 

Essa segunda linha de pensamento recomenda a receita em contrário: o reencontro da economia natural, a privatização de tudo, a começar pelas perdas dos valores dos ativos, a preservação do bem maior, que é o valor da moeda, a saída do Estado de áreas que não são da sua competência, inclusive as quatro acima nominadas.  Eu vou além: digo que não acontecerá de outra forma. 


Essa crise veio para fazer o rio retornar a seu leito. 


Ela não será superada se o Estado não regredir. A pena por retardar esse processo será prolongá-lo indefinidamente sem superá-lo.

 

O desastre político é que não há estadistas à altura da tarefa. Será preciso que alguém diga às massas, clientes do Estado, que a festa acabou e que todos terão que cumprir o mandamento bíblico de comer o pão como o suor de seu rosto. Então os beneficiários de rendas do Estado – funcionários públicos, aposentados, rentistas portadores de títulos da dívida pública, fornecedores e toda sorte de parasitas – terão que se conformar com o empobrecimento abrupto, em escala mundial, inclusive no Brasil. Certamente não acontecerá algo assim sem uma profunda catarse coletiva, que pode se traduzir em movimentos de violência. Terá que ser feito, todavia.

 

O debate até agora foi politicamente vencido pela ala esquerda, que tomou o poder nos EUA e na maioria dos países do mundo, inclusive no Brasil. O presidente Barack Obama é o filho primogênito da crise. O problema é que sua receita é puramente ideológica e, como tal, parte de uma falsa explicação da realidade. Quanto mais os governantes esquerdistas agirem, isto é, quanto mais emitirem moeda, alavancarem a dívida pública e elevarem os gastos do Estado, mais a situação econômica será agravada. Desagradar as massas acontecerá da mesma forma, só que pela mão da esquerda política será usada via torta da desordem, com inflação e interrupção do comércio mundial. É possível imaginar um cenário bastante catastrófico, do ponto de vista não apenas econômico, mas também político, se esses governos persistirem no uso dessa receita.

 

A crença no poder miraculoso da ação estatal é tão grande que mesmo o finado governo Bush adotou a via estatistade superação da crise, fazendo  projetos de bailout para vários setores e estatizando de vez as financiadoras FannieMae e Freddie Mac, operadoras do mercado imobiliário secundário. Serão talvez os maiores depositários de ativos “tóxicos” do planeta, cujo valor está estimado em US$ 6 trilhões. A direita norte-americana agiu apenas no nível de discurso, não na implantação de políticas públicas. Na prática a via proposta pela esquerda tem sido a única política econômica de fato posta em ação. Nunca houve outras.

 

Mesmo a chamada Reaganomics, a economia do lado da oferta, contentou-se na redução de alguns impostos. O gasto estatal jamais foi reduzido. A crise, portanto, tem sigo gerada por gerações seguidas de governantes irresponsáveis  aclodiu nesse momento pelo simples fato de que levaram a experiência do gigantismo do Estado ao paroxismo.  Vivemos a Era do Estado Total.

 

Meu caro leitor, você deve se preparar. O mundo não escapará da forte purgação, o Brasil inclusive. O artificialismo econômico vivido nas últimas décadas não retornará jamais. Haverá sangue, suor e lágrimas.

A fundamentação darwiniana do comunismo

TRADUÇÕES ESSENCIAIS
Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Tradução: LEANDRO DINIZ

Artigo original: aqui


por Jerry Bergman *
Primeiramente publicado Abril de 2001 em TJ 15(1):89-95,
www.answersingenesis.org **

Resumo:

Uma revisão nos escritos dos fundadores do comunismo mostra que a teoria da evolução, especialmente como ensinada por Darwin, foi criticamente importante para o desenvolvimento do comunismo moderno. Muitos dos arquitetos principais do comunismo, incluindo Stalin, Lênin, Marx e Engels, aceitaram a visão de mundo retratada no livro do Gênesis até que eles foram introduzidos a Darwin e outros pensadores contemporâneos, que resultaram em última análise no abandono daquela visão de mundo. Além disso, o darwinismo foi criticamente importante na sua conversão ao comunismo e a uma visão de mundo que os levou a uma filosofia baseada no ateísmo. Em adição, à idéia central comunista de que a resolução pela violência, no qual o mais forte prevalece sobre o mais fraco, era natural, parte inevitavelmente do desdobramento da história dos conceitos e concepções darwinianas.

-------------------

O darwinismo como uma visão de mundo foi um fator crucial, não somente ao influenciar o desenvolvimento do Nazismo, mas também na ascensão do comunismo e o holocausto comunista que, por uma estimativa, ceifou a vida de mais de 100 milhões de pessoas.[1] Marx, junto com seus antecedentes, associados e sucessores, foi um evolucionista doutrinário que tentou construir sua sociedade em premissas evolucionistas. Existem documentações abundantes dessa avaliação e poucos ainda vão contestar isso.[2]

Beate Wilder-Smith sugeriu que a evolução é

"uma fundação central da doutrina marxista hoje em dia. Os nazistas estão convencidos, assim como comunistas hoje, que a evolução tomou lugar, que toda biologia tem envolvido saltos espontâneos, e que nos links intermediários (ou os tipos menos evoluídos) devem ser erradicados ativamente. Eles acreditam que a seleção natural pode e deve ser ativamente reforçada, e além disso instituídas medidas políticas para erradicar os incapacitados, os judeus, e os negros, que eles consideram como "não desenvolvidos" [ênfase do original]." [3]

Muitos extremistas estavam ativos antes de Darwin publicar seu trabalho seminal, On the Origin of Species, em 1859, mas como a fé religiosa prevaleceu entre ambos os cientistas e os não-cientistas antes de Darwin, foi extremamente difícil para que esses radicais persuadissem as massas a aceitar ideologias comunistas (ou outras esquerdistas). De certa forma por essa razão, as nações do Ocidente bloquearam o desenvolvimento da maior parte dos movimentos radicais por séculos. Darwin, entretanto, abriu a porta para o marxismo ao prover o que Marx acreditava ser uma racionalização "científica" para negar a Criação e, por extensão, negar Deus.[4] Sua negação de Deus, e seu conhecimento de Darwin, inspiraram Marx a desenvolver sua nova visão de mundo sem deuses conhecida hoje como comunismo. E assim como outros darwinistas, Marx aproveitou sua visão de mundo comunista como "científica" e, assim como, empregou um "método científico e visão científica".[5] Bethell nota que Marx admirava o livro de Darwin,

"não por razões econômicas, mas pela razão mais fundamental de que o universo de Darwin era puramente materialista, e a explicação disso não mais envolvia nenhuma referência a causas não observáveis e não materiais fora ou "além" disso. A esse importante respeito, Darwin e Marx eram verdadeiros camaradas... ."[6]

E Hofstadter, um historiador, notou que muitos dos primeiros marxistas ortodoxos "sentiam-se em casa nas redondezas darwinianas. Nas prateleiras das livrarias socialistas na Alemanha as palavras de Darwin e Marx estavam lado a lado."[7] Ele adicionou que os livros comunistas "que vieram em grandes quantidades das editoras Kerr em Chicago [a maior editora de livros comunistas dos EUA] eram freqüentemente adornadas com citações conhecidas de Darwin, Huxley, Spencer e Haeckel." [7]

Karl Marx

Nascido em 1818, Marx foi batizado como luterano em 1824, freqüentou a escola elementar luterana, recebeu congratulações pelos seus "sérios" ensaios sobre tópicos morais e religiosos, e foi avaliado pelos seus professores como "procifiente moderado" em teologia (sua primeira obra escrita foi sobre o "amor de Cristo")[8-9-10] até que ele encontrou os escritos e idéias de Darwin na Universidade de Berlim. Marx escreveu sem cansar até sua morte, produzindo centenas de livros, monografias e artigos. Sir Isaiah Berlin até disse que nenhum pensador "no século dezenove foi uma influência tão direta, deliberada e poderosa sobre a humanidade como foi Karl Marx".[11] Marx via o mundo vivo em termos darwinianos da luta pela "sobrevivência do mais adaptado", envolvendo o triunfo do mais forte e a submissão do mais fraco.[12]Darwin ensinou que a "sobrevivência do mais adaptado" existia entre todos os tipos de vida. Dessa idéia Marx acreditou que a maior "luta pela existência" entre os humanos acontecia primariamente entre as classes sociais. Barzun[13] concluiu que Marx acreditou que sua obra era o paralelo exato de Darwin, e que,

"assim como Darwin, Marx pensou ter descoberto a lei do desenvolvimento. Ele via a história em estágios, assim como os darwinistas enxergavam os estratos geológicos e as sucessivas formas de vida. ...ambos Marx e Darwin fizeram da luta os meios do desenvolvimento. Novamente, a medida de valor em Darwin é a sobrevivência com reprodução - um fato absoluto acontecendo no tempo e que desconsiderada inteiramente a qualidade moral ou estética do produto. Em Marx a medida do valor é no trabalho feito - um fato absoluto que ocorre no tempo que também desconsiderava a utilidade do produto. Ambos Darwin e Marx [também] tendiam a aumentar e modificar seu absolutismo mecânico quando confrontados com objeções."[14]

Marx possuía uma dívida maior com Darwin pelas suas idéias centrais. Nas palavras de Marx: "o livro de Darwin é muito importante e me serve como base na seleção natural para a luta de classes na história. ...não só isso [o livro de Darwin] é um golpe mortal ... para a "teleologia" nas ciências naturais, mas seu significado empírico explicado."[15] A primeira leitura de Marx da Origem das Espécies de Darwin se deu somente um ano após sua publicação, e foi tão entusiástica que ele releu o livro dois anos mais tarde.[16] Ele freqüentou uma série de aulas de Thomas Huxley sobre as idéias de Darwin, e não falou de "nada mais por meses que Darwin e o enorme significado das suas descobertas científicas".[17] De acordo com um associado íntimo Marx também foi

"...um dos primeiros a enxergar o significado das pesquisas de Darwin. Mesmo antes de 1859, o ano de publicação d'A Origem das Espécies [sic] - e, por uma coincidência memorável, do Contribution to the Critique of Political Economy [Contribuição à Critica da Economia Política] de Marx - ele compreendeu a importância de Darwin ao fazer época. Darwin ... estava preparando uma revolução similar aquela que o próprio Marx estava trabalhando para ... . Marx persistiu com cada nova aparição e notou cada passo a frente, especialmente nos campos das ciências naturais... ."[18]

Berlin afirma que depois de se tornar um comunista, Marx detestava passionalmente qualquer "crença em causas supernaturais".[19] Stein notou que "o próprio Marx via o trabalho de Darwin como uma confirmação pelas ciências naturais de suas próprias idéias ...".[20]Hyman inclui Darwin e Marx entre os quatro homens que considera responsáveis pelos mais significativos eventos do século XX.[21] De acordo com Heyer, Marx estava "impregnado" com Darwin, e as idéias de Darwin claramente tiveram uma influência significativa não somente nele e em Engels, mas também em ambos Lênin e Stálin. Além disso, os escritos desses homens freqüentemente discutiam as idéias de Darwin.[22] Marx e Engels "abraçaram entusiasticamente" o darwinismo, acompanharam os escritos de Darwin, e se correspondiam com regularidade entre eles (e com outros) sobre suas reações às conclusões de Darwin.[23-24] Os comunistas reconheceram a importância de Darwin ao seu movimento e até defendiam-no vigorosamente:

"O movimento socialista reconhece o darwinismo como um elemento importante em seu panorama geral de mundo desde o início. Quando Darwin publicou seu Origem das Espécies em 1859, Karl Marx escreveu uma carta a Frederick Engels na qual disse, '...este é o livro que contém as bases em história natural para nossa visão'. ... E de todos os iminentes pesquisadores do século dezenove que nos deixaram tal rica herança de conhecimento, nós somos especialmente gratos a Charles Darwin por abrir o caminho para um entendimento evolucionista e dialético da natureza."[25]

Proeminente comunista Friedrich Lessner concluiu que Das Kapital [O Capital] e Origin of Species de Darwin foram as "duas maiores criações científicas do século."[26] A importância do darwinismo mas estimadas 140 milhões de mortes causadas pelo comunismo foi parcialmente porque:

"Claramente, para Marx o homem não possui uma 'natureza'. ... Pois o homem é somente seu próprio criador e irá conscientemente tornar-se seu próprio criador em liberdade completa da moralidade ou das leis da natureza e da natureza de Deus. ... Aqui nós vemos porque o marxismo justifica o sacrifício brutal de homens viventes hoje em dia, homens que, nesse estágio da história, são somente parcialmente humanos."[27]

Halstead adiciona que o fundamento teorético do comunismo

"...é o materialismo dialético que foi exposto com grande clareza por Frederick Engels em Anti-Dührüng e The Dialetcics of Nature [A dialética da Natureza]. Ele reconheceu o grande valor das contribuições feitas pela geologia em estabelecer que existia um movimento constante e mudanças na natureza e o significado da demonstração de Darwin que aplicou, também, ao mundo orgânico. ... O coração da questão de toda a rede teorética, entretanto, está na natureza das mudanças qualitativas. Isso é também escrito por Engels em The Dialectics of Nature, 'um desenvolvimento no qual as mudanças qualitativas ocorrem não de forma gradual mas rápida e abruptamente, tomando a forma de um salto de um estágio para outro'. ... Aqui está o recipiente para a revolução."[28]

Conner adiciona que o comunismo ensina que ao "defender o darwinismo, o povo trabalhador aumenta suas defesas contra os ataques do ... grupo reacionário, e prepara o caminho para a transformação da ordem social", por exemplo, uma revolução comunista.[29]

Friedrich Engels

Colega de trabalho de Marx e freqüentemente co-autor, Friedrich Engels, foi criado por um pai rígido e "pietista" crente da Bíblia, mas Engels, também, rejeitou o cristianismo, evidentemente em parte como resultado de seus estudos na Universidade de Berlim.[30] Ao lado do túmulo de Marx, Engels declarou: "Assim como Darwin descobriu a lei da evolução na natureza orgânica, Marx descobriu a lei de evolução na história humana..."[31] Himmelfarb concluiu, de seu estudo sobre Darwin, que existia muita verdade no elogio de Engels a Marx:

"O que ambos celebraram foi o ritmo interno e o curso da vida, um da vida na natureza, o outro da sociedade, que procedem por leis fixas, sem distração pela vontade de Deus ou do homem. Não existiram catástrofes na história assim como não existiu nenhuma na natureza. Não existiu nenhum ato inexplicável, nenhuma violação da ordem natural. Deus era tão sem poderes como o homem individual para interferir na interna, auto-ajustável dialética da mudança e do desenvolvimento."[32]

Alexander Herzen

Muitos outros também foram de importância crítica para o desenvolvimento do movimento comunista. Um foi Alexander Herzen (1812-1870), o primeiro a articular o novo radicalismo na Rússia e, ao ser um homem que estava em completa harmonia com as idéias de Marx, foi um pioneiro em reivindicar uma revolta em massa para alcançar o poder comunista. Sua teoria era uma versão distintamente russa do socialismo baseado na comunidade de camponeses, o que frutificou a primeira base ideológica para muitas da atividades revolucionárias na Rússia até 1917. Herzen foi influenciado pela evolução:

"Os escritos universitários de Herzen concernem primariamente ao tema do surgimento biológico... . Herzen mostra um bom conhecimento da literatura científica séria do período... especialmente trabalhos que anunciam a idéia da evolução ... [incluindo] os escritos de Erasmus Darwin, o avô de Charles e em certa medida seu predecessor ideológico... . Ele estava a par do debate entre os seguidores de Cuvier, que defendiam a imutabilidade das espécies, e Geoffroy-Saint-Hilaire, os transformacionistas ou evolucionistas; e claro ele se alinhou com o segundo, desde que a idéia de evolução contínua era necessária para ilustrar o desdobramento progressivo do Absoluto. Resumindo, o treinamento científico de Herzen se baseava essencialmente nos materiais brutos para a biologia da Naturphilosophie."[33]

Vladimir Lênin

Lênin também foi significativamente influenciado pelo darwinismo, e operou de acordo com a filosofia "menos mas melhores", uma reiteração da seleção natural.[34] Ele foi criado por pais de classe média e devotos crentes na Bíblia.[35] Então, em torno de 1892, ele descobriu Darwin e as obras de Marx, e isso mudou sua vida para sempre.[36] Um catalisador para a adoção de Lênin ao marxismo foi o fato de que o injusto sistema de educação russo cancelou o mandato de seu pai com um ano de graça, tumultuando, então, sua família. Dentro de um ano, seu pai morreu, deixando Lênin, com 16 anos, amargurado.[37] Lênin admirava grandemente seu pai, que era um trabalhador assíduo, religioso e um homem inteligente. Koster adicionou:

"A única obra de arte no escritório de trabalho de Lênin era uma estátua kitsch de um macaco sentado numa pilha de livros - incluindo A Origem das Espécies - e contemplando uma caveira humana. Esse ... comentário em argila sobre a visão de Darwin do homem, permanecia à vista enquanto Lênin trabalhava em sua mesa, aprovando planos e assinando mandatos de assassinato ... . O macaco e a caveira eram símbolos de sua fé, a fé darwiniana que o homem é brutal, o mundo é uma selva, e vidas individuais são irrelevantes. Lênin provavelmente não era um homem instintivamente mau, embora ele certamente ordenou um bom número de medidas malignas. Talvez o macaco e a caveira eram invocados a lembrá-lo que, no mundo de acordo com Darwin, a brutalidade humana para com os homens era inevitável. Na sua luta para realizar o "paraíso dos trabalhadores" através de meios "científicos", ele ordenou um bom número de mortes. O macaco e a caveira talvez o ajudaram a reprimir qualquer tipo de impulso humano que tenha restado de sua saudável infância."[38]

Joseph Stálin

O ditador soviético Joshep Stálin (nascido Joshep Djugashvili) assassinou estimadas 60 milhões de pessoas.[39] Assim como Darwin, ele foi um estudante de teologia, e também como Darwin, a evolução foi importante para transformar sua vida de um promissor cristão a um comunista ateísta.[40-41] Yaroslavsky nota que enquanto Stálin ainda era um estudante eclesiástico ele "começou a ler Darwin e se tornou ateísta."[42]

Stálin se tornou um "ávido darwinista, abandonando a fé em Deus, e começou a dizer aos seus companheiros de seminário que as pessoas descendiam do macaco e não de Adão".[40] Yaroslavsky nota que "não foi somente com Darwin que o jovem Stálin se tornou familiar na escola eclesiástica de Gori; foi enquanto estava lá que ele teve suas primeiras aproximações com as idéias marxistas".[43] Miller adiciona que Stálin tinha uma memória extraordinária e aprendia suas lições com tão pouco esforço que os monges que o ensinaram concluíram que ele poderia

"... se tornar um padre maravilhoso da Igreja Ortodoxa Russa. Mas em cinco anos no seminário ele se interessou pelo movimento nacionalista na sua província natal, na teoria de Darwin e nos escritos de Vitor Hugo sobre a Revolução Francesa. Como um nacionalista ele era um anti-Tsarista e se uniu a uma sociedade secreta socialista."[44]

O resultado foi que

"Sua infância brutal e a visão de mundo que ele adquiriu nessa infância, com o reforço da releitura de Darwin, o convenceu que a misericórdia e abstenção eram fracas e estúpidas. Ele matou com uma frieza que mesmo Hitler teria invejado - e mesmo em números muito maiores do que Hitler fez."[45]

Koster adiciona que Stálin matava pessoas por duas razões principais

"...por que eles eram ameaças pessoais a ele, ou por que eles eram ameaças ao progresso - o que nos termos do marxismo-darwinismo significa algum tipo de evolução a um paraíso terrestre de um tipo nunca antes imaginado."[46]

A importância das idéias de Darwin é reforçada por Pakadze, um amigo de infância de Stálin:

"Nós jovens temos uma fome avassaladora por conhecimento. Então, para corrigir as mentes de nossos estudantes seminaristas do mito que o mundo foi criado em seis dias, nós tínhamos de nos haver com a origem e idade geológicas da Terra, e sermos capazes de provar para eles através de argumentos; nós tivemos que nos familiarizar com os ensinamentos de Darwin. Nós fomos ajudados nisso pelo ... Antiquity of Man [A Antiguidade do Homem] de Lyell e o Descente of Man[Descendência do Homem] de Darwin, esse numa tradução editada por Sechenov. Camarada Stálin leu as obras científicas de Sechenov com grande interesse. Nós prosseguimos gradualmente a um estudo do desenvolvimento da sociedade de classes, o que nos levou aos escritos de Marx, Engels e Lênin. Nesses dias a leitura da literatura marxista era punível como propaganda revolucionária. O efeito disso era particularmente sentido no seminário, onde mesmo o nome de Darwin era sempre mencionado com injúrias imorais. ... Camarada Stálin trouxe esses livros para a nossa atenção. A primeira coisa que nós tínhamos que fazer, ele dizia, é nos tornarmos ateus. Muitos de nós começaram a obter uma visão global do materialismo e a ignorar assuntos teológicos. Nossas leituras dos mais diversos ramos da ciência não só ajudou nossos jovens a escapar do espírito intolerante e de visão estreita do seminário, mas também preparou as mentes para a recepção das idéias marxistas. Cada livro que nós líamos, seja sobre arqueologia, geologia, astronomia, ou sobre civilizações primitivas, nos ajudou a confirmar a verdade do marxismo."[47]

Como resultado da influência de Lênin, Stálin e outros líderes soviéticos, Darwin se tornou "um herói intelectual da União Soviética. Existe um museu esplêndido sobre Darwin em Moscou, e as autoridades soviéticas receberam uma medalha especial de Darwin em honra ao centenário d'A Origem".[48]

A Oposição de Marx à religião

A aceitação do darwinismo e a rejeição da religião eram primordiais para os novos movimentos comunistas.

Quando Marx abandonou sua fé Cristã e se tornou ateu, ele concluiu que religião era uma ferramenta dos ricos para subjugar os pobres. Ele abertamente denunciou a religião como "o ópio do povo", e praticamente em todas as nações onde o comunismo assumiu o poder, as igrejas eram, se não abolidas como foras da lei, neutralizadas em seu efeito.[49] Ópio é uma droga analgésica e Marx caracterizou a religião como tendo a mesma função, por exemplo: era usada para pacificar os oprimidos pois propagava paz, não-violência, e o amor ao próximo. O resultado é que isso os fazia sentir melhor, mas não solucionava seus problemas.

Marx sentia que a religião não é somente uma ilusão: ela deteriorou a função social, em outras palavras, a distrair os oprimidos da verdade de sua opressão e prevenir o povo de ver a dura realidade de sua existência. Enquanto os trabalhadores e os oprimidos acreditassem que eram pacientes, tinham um comportamento moral e as amarguras do sofrimento os dariam a liberdade e felicidade no paraíso, eles iriam permitir serem oprimidos. Marx concluiu que os trabalhadores somente mudariam sua percepção da realidade quando realizassem que não existe Deus, nem vida após a morte e nenhuma boa razão para não ter agora o que eles queriam, mesmo se eles tivessem que tirar dos outros.

A solução, Marx argumentou, era abolir a religião, o que permitiria aos pobres se revoltar abertamente contra seus "opressores" (os donos de terra, os ricos, os empresários, etc.) e tomar sua riqueza para poder assim desfrutar do dinheiro e satisfação nesse mundo. Além disso, enquanto "os ricos e poderosos não irão dar isso de mão beijada, as massas deveriam os obrigar" pela força.[50] Eidelberg notou que a "escatologia de Marx, sua filosofia materialista da história é, para todos os propósitos práticos, uma doutrina de revolução permanente, uma doutrina que não pode deixar de eclodir em violência, terror e tiranias periódicas".[51]

Isso é porque Marx concluiu que a "abolição da religião" é um pré-requisito para a obtenção da verdadeira felicidade do povo.[52]Conseqüentemente, um pilar fundamental do comunismo era retirar o ópio do povo (religião) das pessoas e as convencer que deveriam comer, beber e se divertirem agora, pois amanhã podem estar mortos (e para ter os recursos para comer, beber e se divertirem, eles deveriam roubar dos ricos e dos sucedidos). Marx concordou com a filosofia darwiniana que, além dos prazeres pessoais no aqui e agora, a vida a longo prazo não possui qualquer significado ou propósito, pois nós somos acidentes da natureza algo que, em todas as probabilidades, nunca mais deveria ocorrer na Terra.[53]

Um fator importante, entretanto, não foi devidamente contabilizado na visão de mundo irreal (ainda idealista) de Marx. Isso foi o fato de que, como a Bíblia coloca, os trabalhadores são merecedores de seus salários. Começar um negócio geralmente implica uma quantidade enorme de risco, e requer trabalho extremamente pesado e longas horas de pessoas que geralmente têm um talento enorme para guiar o negócio ao sucesso. A maioria dos novos negócios falham - menos de um em cada cinco sucede - e mesmo assim o sucesso da maioria é meramente moderado.

Por outro lado, uma recompensa enorme pode resultar se um negócio realmente tiver sucesso. As recompensas incluem não só riqueza e prestígio mas também a satisfação de alcançar e construir um negócio de sucesso. As recompensas têm que ser enormes para que as pessoas assumam os riscos envolvidos. Muitas pessoas que fracassam nos negócios perdem tudo o que possuem. Por essas razões, é que a teoria econômica comunista está fadada ao fracasso.

Para garantir que o comunismo mantém seu poder primário, é necessário doutrinar as pessoas contra a religião, especialmente as religiões Cristã, Judia e Muçulmana, que concordam que retirar a propriedade de alguém sem a devida compensação é errado e que matar pessoas para pegar seus pertences é uma pecado grave.[10] Além disso, as mesmas religiões também dizem que, enquanto nós devemos nos levantar pelo que é certo, a justiça não é garantida nesse mundo (mas Deus prometeu recompensar depois da morte aqueles que perseguirem o caminho da virtude).

Problemático no desenvolvimento da teorização de Marx, assim como de muitos de seus seguidores, era sua rejeição do Cristianismo e de seus valores morais e em se voltar para uma visão de mundo agnóstica/atéia. As Escrituras ensinam que atenção, compaixão e preocupação deve ser expressas aos pobres, às viúvas, aos órfãos, aos deformados, aos párias sociais e até aos criminosos, mas também dizem que o trabalhador é merecedor de seu salário e condenam o assassinato (mesmo se parte de uma revolução social - "aquele que vive pela espada deverá perecer pela espada", Apocalipse 13:10). Cristianismo geralmente tem servido como uma força que resiste na privação às pessoas dos frutos de seus trabalhos.

Os resultados dos ideais ateus de Marx, tragicamente, vieram agora à tona. O ideal comunista de que "cada um tenha de acordo com suas necessidades, e cada um dê de acordo com suas habilidades" quase sempre se tornam em "cada um toma o que puder, e devolve o menos possível". O resultado tem sido a quebra econômica da maioria dos países comunistas. Na última década, nós presenciamos o colapso de todos os regimes comunistas e sua substituição por governos capitalistas ou socialistas (Cuba e China agora possuem governos socialistas, a China instituiu reformas pró-capitalistas importantes pois ela se esforça para coexistir com o capitalismo, a Coréia do Norte está rapidamente se movendo para um governo socialista). A qualidade da sociedade é um resultado do calibre de seus líderes. As pessoas mais qualificadas deveriam estar comandando as escolas, fábricas e governos das sociedades. A pobreza econômica da Rússia e de muitos países do Leste Europeu (que se deve a um conjunto de fatores complexo e entrelaçado) eloqüentemente testemunha a falência do comunismo.

Por que o comunismo é ateu, e por que ele produziu um holocausto

Marx (1818-1883) foi influenciado consideravelmente pelo conceito dialético de Hegel. George Hegel (1770-1831) sustentava que a religião, ciência, história, e "mais quase tudo" desenvolve-se a um estado mais elevado com o progresso do tempo.[54] Isso acontece por um processo chamado dialética, no qual uma tese (uma idéia) eventualmente se confronta com uma antítese (uma idéia oposta), produzindo umasíntese ou uma mistura do melhor das idéias antigas e novas.[55] Marx concluiu que o capitalismo é a tese, e o proletário organizado é a antítese. Essencialmente, o conflito central no capitalismo era entre aqueles que detinham os meios de produção (os donos, a classe rica, ou a burguesia) e aqueles que realmente faziam o trabalho físico (ostrabalhadores ou o proletariado). A idéia central de Marx era que a síntese (p.e. comunismo) emergeria da luta entre o proletário com a burguesia. Isso é ilustrado pela famosa frase de Marx, "unam-se trabalhadores do mundo e derrotem seus opressores".

Marx concluiu que as massas (os trabalhadores - aquelas pessoas que trabalham nas fábricas e nas fazendas) que deveriam lutar contra os donos dos negócios, os ricos e os empresários. Desde que existem muito mais trabalhadores do que donos de empresas, Marx acreditava que os trabalhadores eventualmente iriam sobrepujar os empresários pela revolução violenta, tomando suas fábricas e riquezas. O resultado deveria ser a ditadura do proletariado. Marx também cria que a propriedade privada deveria ser abolida, e os trabalhadores deveriam coletivamente governar seu país, incluindo as fazendas e os meios de produção. Todos os trabalhadores então compartilhariam igualmente nos frutos do trabalho, produzindo uma sociedade sem classes na qual todos tinham uma quantidade igual de dinheiro. Essa filosofia obviamente atraiu milhões de pessoas, especialmente os pobres, os oprimidos, e muitos da classe média que se preocupavam com os pobres.

As revoluções comunistas resultaram em tomar pela força a riqueza das classes dos donos de terra, dos ricos, dos industriais e outros. Se apropriando da terra e da riqueza dos donos de propriedades em geral resultando em uma quantidade enorme de resistência por todos os cantos.

Muitas dessas pessoas tinham construído sua riqueza do trabalho duro e de decisões astutas nos negócios, e não estavam dispostas a se desfazer do que em muitos casos tinham trabalhado duramente muitos anos para obter. Um banho de sangue resultou disso e tomou a vida de centenas de milhões de pessoas. Os assassinados geralmente incluíam os mais talentosos empresários, os mais habilidosos industriais, e a espinha dorsal da intelectualidade de uma nação. Os trabalhadores eram encarregados de companhias e fábricas que foram uma vez dirigidas pelo que Marx chamava a burguesia; muitas dessas pessoas careciam das habilidades e qualidades pessoais necessárias para tocar os negócios. Conseqüentemente, produtos inferiores, baixa produtividade e uma quantidade incrível de desperdício eram a regra por gerações no mundo comunista.

Como Jorafsky nota, não importa quão duro a história possa julgar o marxismo, o fato é que a teoria de Marx uniu o darwinismo e a revolução intrínseca e inseparavelmente:

"... um historiador mal pode deixar de concordar que o clamor de Marx para dar um caminho científico para aqueles que deveriam transformar a sociedade foi uma das maiores razões para a enorme influência dessa doutrina."[56]

Comunismo Chinês

O darwinismo também foi um fator crucial na revolução comunista na China: "Mao Tse-tung relembrou Darwin, como apresentado pelos darwinistas alemães, como o fundamento do socialismo científico chinês."[20,57] As políticas que Mao originou resultaram no assassinato de tantas quantas 80 milhões de pessoas. A extensão na qual o darwinismo foi aplicado é mostrada por Kenneth Hsü. Quando ele era uma estudante na China na década de 1940, a classe deveria se exercitar para tornar seus corpos mais fortes, e como lembrança da hora antes do café da manhã, eles tinham que ouvir um discurso do reitor. "Nós tínhamos de endurecer nossa vontade para a briga na luta pela existência, ele nos disse. Os fracos perecerão; somente os fortes devem sobreviver."[58]

Hsü adicionou que eles eram ensinados que se adquire força não pela aceitação do que sua mãe lhes disse, mas através do ódio. Hsü aponta a ironia do fato de que

"Ao mesmo tempo do outro lado do front de batalha um garoto adolescente alemão ouviu às polêmicas de Goebbels e foi induzido àHitler Jugend [Juventude Hitlerista]. De acordo com nossos ambos professores, um ou outro de nós deveria prevalecer, não deveria ter surpreendido a minha mãe que nós agora éramos colegas, vizinhos e amigos. Já que ambos sobrevivemos a guerra, somos vítimas de uma ideologia social cruel que assume que a competição entre indivíduos, classes, nações, ou raças é a condição natural da vida, e que também é natural para o superior despojar o inferior. Pelo último século e mais essa ideologia foi pensada como sendo uma lei natural da ciência, o mecanismo da evolução que foi formulado mais poderosamente por Charles Darwin em 1859 no seu A Origem das Espécies ... , três décadas se passaram desde que eu tive que marchar até o pátio da escola para ouvir o reitor contradizer toda sabedoria da minha família com seu clamor darwiniano de superioridade."[59]

Hsü concluiu que vendo o que ocorreu durante a guerra, e desde então (e o que pode acontecer no futuro), "eu preciso questionar qual tipo de adaptação é demonstrável pelo desdobrar de tais lutas. Como um cientista, eu preciso examinar especialmente a validade científica de uma noção que pode causar tanto dano".[60,58]

A importância do darwinismo, reporta Hsü, foi indicada pela experiência de Theo Summer numa viagem com o Chanceler Alemão Helmit Schmit à China. Theo estava perturbado por ouvir pessoalmente de Mao Tse-tung sobre a dívida que ele sentia ter ao darwinismo, e especialmente ao homem que também inspirou Hitler, o darwinista Ernst Haeckel.[61] Hsü concluiu que Mao estava convencido que "sem a pressão contínua da seleção natural" os homens iriam degenerar. Essa idéia inspirou Mao a defender "a eterna revolução que trouxe minha terra natal a beira da ruína".

Resumo

Nas mentes de Hitler, Stálin e Mao, tratar pessoas como animais não era errado pois eles acreditavam que Darwin tinha "provado" que os seres humanos não eram criação de Deus, mas ao invés descendiam de um simples, organismo unicelular. Os três homens acreditavam que era moralmente apropriado eliminar os menos adaptados ou "amontoá-los como gado em currais e os enviar para campos de concentração ou gulags" se isso atingia o objetivo das suas filosofias darwinistas.[62]

As idéias de Darwin tiveram uma importância crucial no desenvolvimento e crescimento do comunismo. Enquanto é difícil concluir que o comunismo não teria aparecido como apareceu se Darwin não tivesse desenvolvido sua teoria da evolução, é claro que se Marx, Lênin, Engels, Stálin e Mao tivessem continuado a seguir a visão de mundo Judaico-Cristã e não tivessem se tornado darwinistas, a teoria comunista e as revoluções que ela inspirou nunca teriam se espalhado para tantos países quanto fizeram. Segue-se, então, que o holocausto produzido pelo comunismo (que resultou na morte de mais de 100 milhões de pessoas) eventualmente nunca teria ocorrido. Nas palavras do prêmio Nobel Alexander Solzhenitsyn,

"... se formos questionados hoje a formular uma possibilidade concisa da causa principal das revoluções destrutivas que assassinaram mais de 60 milhões de nosso povo [russo], eu não poderia colocar com mais acurácia que repetir: 'o homem esqueceu Deus; é por isso que tudo isso aconteceu".[63]

Agradecimentos

Eu quero agradecer Bert Thompson, Ph.D., Wayne Frair, Ph.D., Clifford Lillo, e John Woodmorappe, M.A., pelos seus comentários à antiga versão desse artigo.

-----------------------------

* Jerry Bergman possui sete graduações, incluindo em Biologia, Psicologia, e estimativa e pesquisa, pela Universidade Wayne State (Chicago), Universidade Bowling Green State e outras universidades. Ele lecionou na Universidade Bowling Green State (em Ohio) e na Universidade de Toledo. Ele agora é professor de ciências no colégio Northwest, Archbold (em Ohio), e está trabalhando em um terceiro Ph.D., este em biologia molecular. voltar

** Traduzido por Leandro Diniz. OBS. As notas não foram traduzidas permanendo como no original.voltar


1. Courtois, S., Werth, N., Panne, J-L., Paczkowski, A., Bartosek, K. and Margolin, J-L., The Black Book of Communism; Crimes, Terror, Repression, Harvard University Press, Cambridge, p. 4, 1999.voltar
2. Morris, H., That Their Words May be Used Against Them, Master Books, Forrest, p. 417, 1997.voltar
3. Wilder-Smith, B., The Day Nazi Germany Died, Master Books, San Diego, p. 27, 1982.voltar
4. Perloff, J., Tornado in a Junkyard, Refuge Books, Arlington, p. 244, 1999.voltar
5. Kolman, E., Marx and Darwin, The Labour Monthly 13(11):702-705, p. 705, 1931.voltar
6. Bethell, T., Burning Darwin to save Marx, Harpers Magazine, p. 37, December 1978.voltar
7. Hofstadter, R., Social Darwinism in American Thought, George Braziller Inc., New York, p. 115, 1959. voltar
8. Berlin, I., Karl Marx: His Life and Environment, Oxford University Press, New York, p. 31, 1959.voltar
9. Koster, J., The Atheist Syndrome, Wolgemuth and Hyatt, Brentwood, pp. 162, 164, 1989.voltar
10. Wurmbrand, R., Marx and Satan, Crossway Books, Westchester, p. 11, 1987.voltar
11. Berlin, Ref. 8, p. 1.voltar
12. Pannekoek, A., Marxism and Darwinism, Charles A Kerr, Chicago, 1912.voltar
13. Barzun, J., Darwin, Marx, Wagner: Critique of a Heritage, 2nd Edition, Doubleday, Garden City, New York, p. 8, 1958.voltar
14. Barzun, Ref. 13, p. 170.voltar
15. Zirkle, C., Evolution, Marxian Biology, and the Social Scene, University of Philadelphia Press, Philadelphia, pp. 85-87, p. 86, 1959.voltar
16. Colp, R., Jr., The contracts between Karl Marx and Charles Darwin, J. History of Ideas 35(2):329-338; p. 329, 1972.voltar
17. Colp, Ref. 16, pp. 329-330.voltar
18. Lessner, F., A workers reminiscences of Karl Marx; in: Reminscences of Marx and Engels, Foreign Languages Pub. House, Moscow, p. 106, 1968.voltar
19. Berlin, Ref. 8, p. 30.voltar
20. Stein, G.J., Biological science and the roots of Nazism, American Scientist, 76:50-58, p. 52, 1988.voltar
21. Hyman, S.E., The Tangled Bank: Darwin, Marx, Frazer & Freud as Imaginative Writers, Grosset and Dunlap, New York, 1966.voltar
22. Heyer, P., Marx and Darwin: A Related Legacy on Man, Nature and Society, Ph.D. Dissertation, Rutgers University, 1975.voltar
23. Conner, C., Evolution vs. Creationism: in defense of scientific thinking, International Socialist Review (monthly magazine supplement to the Militant), p. 4, November 1980.voltar
24. Torr, D. (Ed.), Karl Marx and Friedrich Engels: Correspondence 1846-1895, International Publishers, New York, 1934.voltar
25. Conner, Ref. 23, pp. 12, 18.voltar
26. Lessner, Ref. 18, p. 109.voltar
27. Eidelberg, P., Karl Marx and the declaration of independence: the meaning of Marxism, Intercollegiate Review 20:3-11, p. 10, 1984.voltar
28. Halstead, L.B., Popper: good philosophy, bad science, New Scientist, pp. 216-217, 17 July 1980.voltar
29. Connor, Ref. 23, p. 12.voltar
30. Koster, Ref. 9, p. 164.voltar
31. Treadgold, D., Twentieth Century Russia, Rand McNally, Chicago, p. 50, 1972.voltar
32. Himmelfarb, G., Darwin and the Darwinian Revolution, W.W. Norton, New York, pp. 422-423,1959.voltar
33. Malia, M., Alexander Herzen and the Birth of Russian Socialism, Harvard University Press, p. 91, 1961. Reprinted, Grossett and Dunlap, New York, 1971.voltar
34. Schwartz, F., The Three Faces of Revolution, The Capitol Hill Press, Falls Church, p. 30, 1972.voltar
35. Miller, W., Roberts, H. and Shulman, M., The Meaning of Communism, Silver Burdett, Morristown, p. 33, 1963.voltar
36. Miller et al., Ref. 35, p. 36.voltar
37. Koster, Ref. 9, p. 174.voltar
38. Koster, Ref. 9, p. 174.voltar
39. Antonov-Ovesyenko, A., The Time of Stalin: Portrait of a Tyranny, Harper and Row, New York, 1981.voltar
40. Koster, Ref. 9, p. 176.voltar
41. Humber, P.G., Stalin’s brutal faith, Impact, October 1987.voltar
42. Yaroslavsky, E., Landmarks in the Life of Stalin, Foreign Languages Publishing House, Moscow, pp. 8-9, 1940.voltar
43. Yaroslavsky, Ref. 42, p. 9.voltar
44. Miller et al., Ref. 35, p. 77.voltar
45. Koster, Ref. 9, p. 177.voltar
46. Koster, Ref. 9, p. 178.voltar
47. Yaroslavsky, Ref. 42, pp. 12-13.voltar
48. Huxley, J. and Kittlewell, H.B.D., Charles Darwin and His World, Viking Press, New York, p. 80, 1965.voltar
49. Marx, K., A Contribution to the Critique of Hagel’s Philosophy of Right, p. 57, 1844. Reprinted in Early Political Writings (edited and translated by Joseph O’Malley), Cambridge University Press, 1994.voltar
50. Macrone, M., Eureka! 81 Key Ideas Explained, Barnes and Noble, New York, p. 216, 1995.voltar
51. Eidelberg, Ref. 27, p. 10.voltar
52. Marx, Ref. 49, p. 58.voltar
53. Gould, S.J., Wonderful Life: Burgess Shale and the Nature of History, W.W. Norton, New York, p. 233, 1989.voltar
54. Macrone, Ref. 50, p. 52.voltar
55. Macrone, Ref. 50, p. 51.voltar
56. Joravfsky, D., Soviet Marxism and Natural Science, Routledge and Kegan Paul, London, p. 4, 1961.voltar
57. Stein, Ref. 20, p. 52; Ruse, M., Biology and values: a fresh look; in: Marcus et al., Logic, Methodology, and Philosophy of Science, Elsevier Science Publications B.V., p. 460, 1986.voltar
58. Hsü, K.J., The Great Dying: Cosmic Catastrophe, Dinosaurs and the Theory of Evolution, Brace Jovanovich, Harcourt, p. 1, 1986.voltar
59. Hsü, Ref. 58, pp. 1-2.voltar
60. Hsü, Ref. 58, p. 2.voltar
61. Hsü, Ref. 58, p. 13.voltar
62. Perloff, Ref. 4, p.225.voltar
63. Quoted in Ericson, E., Solzhenitsyn: voice from the Gulag, Eternity, pp. 21-24, October 1985.

DEM: Oposição com firmeza e responsabilidade (C.T. - tomara que sim)

De fato muita marola, Pouco Trabalho. 
Mas esperem... PT significa exatamente isto, Pouco Trabalho e não Partido dos Trabalhadores. 

Você já viu algum petista de fato (não o pobre coitado idiota e burro que acredita no discurso petista em favor dos pobres, dos menos favorecidos, de um Brasil melhor, etc.) trabalhando na sua vida?

Entre duas guerras, por Paulo Brossard*

ZERO HORA
10 de março de 2008

A semana finda começou com ruidosa ameaça de guerra na América do Sul, que, felizmente, não explodiu, antes implodiu, não passando de bravatas e dentes rilhados. Contudo, o perigo não passou e basta um doido para fazer uma asneira. De mais a mais, há um fato notório, de suma gravidade, a azedar o ambiente. A existência das Farc em território colombiano é inegável e insuportável. Queiramos ou não, elas existem e imperam em área própria, que, se já foi maior, não deixa de existir e na qual exercem poderes paraestatais. A despeito de sua anomalia, há quem lhes faça o preconício. A indústria do seqüestro de pessoas é um de seus instrumentos de ação; o outro diz respeito à indústria de droga. Não sei como essa atividade se processa, mas que ela existe é fato de notoriedade mundial. O seqüestro de pessoas é outro dado de igual notoriedade. E as pessoas apreendidas ou preadas como animais são mantidas em condições subumanas. A libertação de algumas, ultimamente ocorrida, por munificência dos seqüestradores, confirma a selvageria sistematizada. Sabe-se que o número de pessoas aprisionadas é grande, mas não se sabe sua real dimensão. De qualquer sorte, o fato é certo e incompatível com um mínimo de humanidade. É o caso da senadora Íngrid Betancourt, presa faz seis anos, que vai morrendo lentamente. Muita coisa se pode recuperar, mas o tempo não se recupera. O mínimo que se pode dizer é que isso chega ao nível da selvageria. E há quem veja benemerências nesse quadro teratológico. De modo que a guerra anunciada e trombeteada foi contida, mas ninguém pode dizer que esteja afastada. E isto é um perigo para todos, os vizinhos inclusive, ou principalmente.

Entre nós, vêm acontecendo coisas surpreendentes, mas conduzidas com perícia impecável. A meu juízo, e não é de hoje, existe um plano superiormente concebido e cientificamente executado capaz de paralisar o Estado, mais do que o governo. Faz alguns anos que vai se processando e progredindo. Tudo começou pela mudança do dicionário.

Sob a vaga alegação de grilagem, valha o neologismo, imóveis rurais passaram a ser invadidos, mantidas as vítimas em cárcere privado e submetidas a humilhações pesadas. As invasões se davam geralmente à noite, de surpresa; era grande o número de invasores; só que a invasão trocou de nome, passou a chamar-se "ocupação pacífica". Os invasores não eram invasores nem esbulhadores, mas "posseiros", só que posseiros sem posse. Geralmente pessoas de outros lugares, em organização paramilitar. Passaram a ser anunciadas com precisão e realizadas com exatidão, nos locais marcados, nos dias e horas divulgados até pela imprensa. Quando o lesado recorria à Justiça e obtinha a reintegração na posse de que tinha sido esbulhado, os invasores apelavam para a concessão de prazo para a desocupação. A invasão podia ser feita de repente, a saída, não; demandava tempo. Entre os invasores, era imprescindível a presença de mulheres e crianças. Et pour cause. Expandiu-se. Decreta-se, por exemplo, o "abril vermelho" e o "abril vermelho" é executado com pompa e circunstância.

Num certo momento, uma entidade nova, feminina e com crianças, entrou a praticar atos de violência. Foi na calada da noite que os trabalhos que se vinham processando no Horto Florestal Barba Negra, na Barra do Ribeiro, foram destruídos. Agora, no Rosário, se repete a ocorrência. E, quando a Brigada é movimentada, arma-se a resistência. As invasoras não aceitam desocupar o imóvel, que elas condenaram por sua própria autoridade. Dizendo-se maltratadas, acusam a Brigada de violenta, e recebem a solidariedade do seu co-irmão, o MST, que bloqueia oito rodovias gaúchas.

Engane-se quem quiser. É assim que começa a calculada destruição institucional. Que começa? Começou faz muito, e continua pontualmente.

Aqui no Rio Grande há um imóvel que foi invadido oito vezes e até a autoridade judiciária é afrontada ostensivamente. Tiro o chapéu para a execução do plano, cientificamente concebido e tecnicamente executado. As Farc estão aí, dando exemplo. Estarei exagerando?

*Jurista, ministro aposentado do STF

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".