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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Novo vídeo ratifica denúncia de UnoAmérica sobre massacre em Pando, Bolívia, EVO MORALES





Novo vídeo ratifica denúncia de UnoAmérica sobre Pando




Bogotá, 14 de setembro – Um impactante vídeo elaborado na Bolívia, que começou a circular na semana passada pelo Youtube, ratifica plenamente o informe que UnoAmérica realizou sobre o massacre de Pando.

O vídeo intitulado Sumamente Pando, dura 40 minutos e explica como se planejaram os atos violentos acontecidos em El Porvenir e Cobija, em setembro de 2008.

Entre outras imagens, aparece o discurso do Ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana – feito um mês antes do massacre -, no qual ele ameaça o Governador de Pando, Leopoldo Fernández, em levá-lo “à cova mais profunda da terra, para que conviva com os vermes”. Atualmente, tanto Fernández quanto o jornalista que gravou esse discurso estão presos ilegalmente em La Paz.

O vídeo também apresenta as imagens de cidadãos de El Porvenir fazendo o possível para evitar o enfrentamento, chegando ao extremo de cavar um fosso para impedir o choque entre oficialistas e opositores. O vídeo mostra ainda como os seguidores de Evo Morales insistem no enfrentamento, seqüestram vários cidadãos para usá-los como escudo, e assassinam a sangue frio o engenheiro que cavou o fosso, Pedro Oshiro.

Posteriormente, o vídeo mostra a militarização do aeroporto de Cobija, assim como a agressão de soldados armados com fuzis, contra a população civil desarmada, onde morre assassinado o pastor evangélico Luis Antonio Rivero.

O vídeo termina fazendo um resumo da agressão oficialista contra os habitantes de Pando, assegurando que: “A agressão foi planejada; a incursão foi noturna; os agressores eram forasteiros; se utilizaram táticas militares; houve seqüestros, torturas e assassinatos; se encarceraram somente os opositores; não houve direito a um julgamento justo; e se transgrediu o direito à informação”.

Depois de perpetrado o massacre, o governo de Evo Morales culpou falsamente os opositores, e aproveitou para militarizar o estado e perseguir seus adversários políticos.

Em junho deste ano, UnoAmérica interpôs uma acusação contra Evo Morales por delitos de lesa-humanidade, ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), pelos atos de violência suscitados em Pando. Há duas semanas UnoAmérica acrescentou ao processo da CIDH novos elementos que incriminam o governo boliviano no massacre, entre eles a misteriosa morte do procurador encarregado do caso, Dr. Mario Mariscal.

O vídeo Sumamente Pando pode ser visto em sua totalidade no seguinte endereço:
http://www.ernestojustiniano.org/2009/09/sumamente-pando/

Ou pode ser visto em cinco partes nos seguintes links do Youtube:

2. http://www.youtube.com/watch?v=OwVIW85Wce4

3. http://www.youtube.com/watch?v=Ldn7AWyqsiA

4. http://www.youtube.com/watch?v=VhrOGJZsqOs

5. http://www.youtube.com/watch?v=KLRNPsQ7hs8


Tradução: Graça Salgueiro

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Lula precisa defender democracia em nível internacional, diz ‘Economist’

Fonte: BBC Brasil
13 de agosto, 2009

Cavaleiro do Templo: em algumas poucas palavras? O mundo parece que quer começar a acordar do delírio coletivo que faz crer que meninos e meninas de origem pobre e/ou de cor de pele outra que não a branca são santos, beatos, que são tudo o que a humanidade precisa para "sair do buraco" existencial em que nos encontramos. A crise é espiritual como diz um amigo meu (dá-lhe mano velho, nunca me esqueci disto que disseste como conclusão de um de nossos papos) e acreditar que cor de pele e/ou origem social determinam o que quer que seja é prova disto.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o venezuelano Hugo Chávez (AP, arquivo)

Para ''Economist'', Chávez pode criar nova 'Guerra Fria' na região

Um editorial na edição desta semana da revista britânicaThe Economist afirma que chegou o momento de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazer uma opção clara pela defesa da democracia em nível internacional e “decidir quais são seus verdadeiros amigos” entre os líderes mundiais.

Segundo a publicação, a estabilização econômica, aliada à “cordialidade” e ao “instinto de conciliação” de Lula - “que faz com ele tenha amigos em todo lugar” -, fizeram do Brasil um país influente em nível internacional.

No entanto, esta influência, na opinião da publicação, não veio com o “peso da responsabilidade” que deveria acompanhá-la, o que faz com que Lula corra o risco de deixar um legado “decepcionante” e “ambíguo”.

"O Brasil precisa decidir o que realmente defende e quais são seus verdadeiros amigos, ou corre o risco de que outros façam esta escolha em seu lugar.”

Segundo a revista, o governo Lula tem mostrado uma “embaraçosa negligência com a democracia fora de suas fronteiras”.

Entre os exemplos desta postura, a publicação cita o “alinhamento do Brasil na ONU com países como China e Cuba para proteger regimes abusivos” e o fato de Lula ter comparado a crise que se seguiu às eleições presidenciais iranianas às reclamações da torcida de um time que perde uma partida de futebol.

Chávez

O editorial teve chamada de capa (no alto à dir.)

A revista também critica a postura adotada por Brasil em relação ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que classifica como “um homem que ameaça começar uma nova Guerra Fria na região”, referindo-se às desavenças em relação ao possível acordo sobre o uso de bases militares colombianas pelos Estados Unidos.

“Só um paranoico pode conceber (o acordo) como uma ameaça à Venezuela e à Amazônia. Mesmo assim, o Brasil decidiu expressar preocupação com as bases, permanecendo em silêncio em relação às evidências de que membros do governo Chávez venderam armas às Farc”, diz a revista.

A Economist finaliza dizendo que o modo de Lula evitar uma “nova guerra fria” na região é “não confundindo democratas e autocratas”.

“(Lula) deve envergonhar Chávez fazendo uma defesa pública da democracia, o sistema que permitiu que um pobre torneiro mecânico subisse ao poder e mudasse o Brasil. Por que os outros países merecem menos?”, diz a publicação.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

De UnoAmérica para os bolivianos: Ânimo! Tenham esperança!

PAPÉIS AVULSOS (HEITOR DE PAOLA)


Cavaleiro do Templo: mais uma prova do apoio ao terror revolucionário dado por Obama. Deu no G1Governo Obama apoiou o governo boliviano por 'defender a democracia'.


Queridos bolivianos:


Talvez vocês se sintam tristes e desesperançados pela aprovação de uma Constituição ilegal, que outorga a Evo Morales poderes totalitários e lhe dá poder de controlar os poderes públicos, destruir a democracia e aferrar-se à Presidência.


Entretanto, os integrantes da União de Organizações Democráticas da América (UnoAmérica) lhes dizemos: Não temam! Não percam a esperança! A suposta vitória que Evo Morales obteve em 25 de janeiro logo se converterá em derrota. Os fatos são os seguintes:


1. A Constituição foi aprovada mediante uma fraude eleitoral, planejada por agentes cubanos e venezuelanos. Além disso, o referendo foi precedido de vantagismo, chantagem, violência, perseguição a dirigentes opositores e terrorismo de Estado portanto, os resultados não são válidos.


2. Cinco estados rechaçaram claramente a Constituição, o qual converte a nova Carta Magna em uma afronta contra a metade dos bolivianos e não – como deveria ser – em um projeto de unidade nacional. Como conseqüência, esse parapeito de Constituição tem seus dias contados.


3. Dentro de poucas semanas e meses, o tsunami que afeta a economia mundial golpeará duramente o orçamento boliviano. Dado que Evo Morales, Álvaro García Linera e Juan Ramón Quintana só entendem de destruição e morte, não saberão o que fazer para reativar a economia e convocar um consenso nacional para enfrentar a crise.


4. Em que pese que Evo Morales esteja eufórico e embriagado de poder, seu semblante começará a mudar muito rápido, para refletir expressões de medo ante a impossibilidade de satisfazer as necessidades de um povo que lhe exigirá resultados concretos.


5. Considerando que o preço do petróleo despencou, Morales não poderá acudir a seu mentor, Hugo Chávez, para resgatá-lo da bancarrota política e financeira.


6. O referendo fraudulento de 25 de janeiro fecha todas as possibilidades de uma saída eleitoral ou negociada à crise. Portanto, para todos os setores opositores ficou claro que urge organizar a desobediência civil pacífica, simultânea e generalizada, como única maneira de restabelecer o estado de Direito.


Conclusão: o triunfo obtido por Evo Morales é só aparente e momentâneo. O regime irá querer desmoralizá-los e encurralá-los, porém não façam caso disso. Resistam e continuem na luta!


Alejandro Peña Esclusa

Presidente de UnoAmérica – www.unoamerica.org

Caracas, 26 de janeiro de 2009.



Tradução: Graça Salgueiro

sábado, 6 de dezembro de 2008

A assessora do Equador

05/12/08 

Por Andre Araujo


A registrar, o Equador contratou o escritorio de advocacia americano Foley Hoag, de Boston, para defender seus interesses na questão da divida externa com o Brasil, de US$554 milhões, sendo que US$462 milhões são devidos ao BNDES. Esse mesmo escritorio defende a Venezuela e a Bolivia em demandas contra credores.


Há sinais de que o eixo bolivariano quer dar um beiço no Brasil, no que estão sendo técnicamente aasessorados pela auditora fiscal do Ministério da Fazenda do Brasil, Maria Lucia Fatorelli Carneiro sindicalista e com forte ligações com o PT e PSOL, cedida a esses paises para ajuda-los a montar a tese do colote. O Brasil é o maior credor governamental do Equador, com 40% da divida total de US$1,3 bilhões,


Chegamos assim à curiosa situação pela qual assessoramos um pais devedor a nos dar calote, com o apoio de uma funcionária publica paga pelo Tesouro brasileiro.


O fato é tão surrealista quanto a politica externa da chancelaria paralela para a America do Sul, cujo plano de liderança continental vai acabar nos tribunais, com o Brasil processado por advogados americanos. Nelson Rodrigues não bolaria coisa melhor.


A portaria


Publicado no DOU em 10 de abril de 2008 


DESPACHO


Em 9 de abril de 2008


O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da competência prevista no art. 2o do Decreto no 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, que lhe foi delegada na Portaria GMF no 324, de 19 de dezembro de 2007, autoriza o afastamento do País de MARIA LÚCIA FATORELLI CARNEIRO, Auditora-Fiscal da Receita Federal do Brasil, em exercício na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, em Brasília,/DF, no período de 14 de abril a 01 de agosto de 2008, com ônus limitado, na forma do disposto no inciso IV do art. 1o do citado Decreto, para integrar, na condição de representante de entidade internacional, a Comissão de Auditoria Integral de Crédito Público, do Governo do Equador, em Quito, Equador. As despesas decorrentes do afastamento, serão custeadas pelo Ministério de las Finanzas do Equador. (Processo nº 10168.001370/2008-71).


JORGE ANTONIO DEHER RACHID


Publicado no DOU em 25 de julho de 2008 


DESPACHO


Em 23 de julho de 2008.


O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da competência prevista no art. 2º do Decreto nº 1.387, de 7 de fevereiro de 1995, que lhe foi delegada na Portaria GMF nº 324, de 19 de dezembro de 2007, autoriza a prorrogação do afastamento do País até 30 de setembro de 2008, da servidora MARIA LÚCIA FATORELLI CARNEIRO, ocupante do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, lotada na Delegacia da Receita Federal do Brasil de Julgamento, em Brasília (DF), com ônus limitado, na forma do disposto no inciso IV do art. 1º do citado Decreto, como integrante, na condição de representante de entidade internacional, da Comissão de Auditoria Integral de Crédito Público, do Governo do Equador, em Quito. As despesas decorrentes do afastamento, serão custeadas pelo Ministerio de Finanzas del Ecuador. (processo nº 10168.001370/2008-71).


JORGE ANTONIO DEHER RACHID


Por Pedro Henrique


Nem de longe sou especialista no tema, mas li no Blog do Desemprego Zero uma nota em resposta a um artigo que saiu n"O Globo sobre o tema. Segue o link: clique aqui.


(...) “A matéria de José Casado publicada pelo “O Globo” tem uma conotação pessoal, expressando um juízo de valor do jornal, diga-se de passagem, deturpado. Omite os resultados da Comissão de Auditoria Oficial do Equador, publicando isoladamente uma frase do relatório executivo, induzindo o leitor a concluir que este seria o único resultado dos trabalhos realizados no Equador.


A matéria erra ao fazer a vinculação entre a participação da auditora Maria Lucia Fattorelli e as ações políticas adotadas pelo governo do Equador, ignorando as informações prestadas durante a entrevista ao jornalista José Casado, quando a auditora esclareceu reiteradamente - ao responder as indagações daquele - que havia atuado exclusivamente na Subcomissão de Dívida Comercial, cujo objeto foi a auditoria da dívida contratada com bancos privados internacionais, e não participou da Subcomissão que cuidou das dívidas bilaterais, na qual se encontravam os contratos do BNDES”.


Por nsdelgado


"A reportagem contém graves erros de informação:


A matéria construiu um cenário para tentar vender a idéia de que o governo do Equador realizou a auditoria de sua dívida pública com o objetivo de "dar o calote" no Brasil.


Ataca o próprio governo brasileiro ao afirmar que este teria contribuído para o “calote” ao investir nesse processo uma funcionária da Receita Federal. Essa é uma acusação leviana, descabida e sem fundamento.


A cessão de servidores públicos para outros países é um procedimento legal, de praxe no âmbito das relações de cooperação internacional.


A matéria de José Casado publicada pelo “O Globo” tem uma conotação pessoal, expressando um juízo de valor do jornal, diga-se de passagem, deturpado.


Omite os resultados da Comissão de Auditoria Oficial do Equador, publicando isoladamente uma frase do relatório executivo, induzindo o leitor a concluir que este seria o único resultado dos trabalhos realizados no Equador.


A auditoria é um instrumento fiscal que legitima a contabilidade de todo agente econômico, inclusive do Estado, que visa a garantir a transparência das negociações, e que não tem qualquer intenção prévia, como pretende vender a matéria. "


Por Luis Orlando


Reproduzo aqui alguns trechos de lavra da própria Maria Lúcia, enviados na integra pelo Fantacini hoje cedo, mas infelizmente não publicados, para que os leitores conheçam o outro lado:


"O jornalista autor da matéria, José Casado, tinha conhecimento do fato de que eu não atuei na Subcomissão de Dívida Bilateral, pois durante sua entrevista telefônica ele me perguntou vários detalhes relacionados à Odebrecht/BNDES e eu informei a ele que não possuía aquelas informações, pois meu trabalho havia se restringido à Comissão de Dívida Comercial da CAIC. O jornalista ignorou estes esclarecimentos e publicou matéria altamente tendenciosa e difamatória, por meio da qual faz justamente a conexão que sabia não existir."


...


"É preciso esclarecer cabalmente que fui vítima de jornalismo irresponsável; que fui legalmente cedida ao Equador com base em atos fundamentados em preceitos legais e constitucionais; que não "ajudei a preparar calote" algum; que não participei da investigação do caso Odebrecht; que realizei trabalho técnico na investigação do endividamento com bancos privados, cujo aprendizado pode ter relevância especialmente para o Brasil, que confio um dia cumprirá a Constituição Federal e realizará a auditoria da dívida pública."


Estes esclarecimentos foram lidos em plenário pelo Senador Eduardo Suplicy em resposta à matéria de O Globo, cujo autor parece não ter tido o menor pudor em distorcer a verdade e destruir a reputação de uma funcionária pública para criar um factóide.



enviada por Luis Nassif

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Os Amigos do Lula - Chegada de marcha instala clima de guerra em La Paz

ESTADÃO
REUTERS, AP E AFP, Terça-Feira, 21 de Outubro de 2008

Políticos de oposição chegaram a estocar água e comida para resistir à pressão no interior do Congresso

Com a iminência da chegada da marcha de 100 mil indígenas a La Paz para pressionar a oposição a aprovar o referendo constitucional, os congressistas contrários à proposta do presidente Evo Morales preparavam-se no início da tarde de ontem para uma verdadeira guerra. Muitos levaram água, alimentos e roupas para o Congresso para resistir a um possível cerco dos aliados de Evo. 

link Galeria de fotos da marcha

"Inicialmente, nossos parlamentares estão prontos para resistir por até uma semana", disse ao Estado Marco Júlio, chefe de comunicações da bancada do partido opositor Podemos no Senado. "Mas é claro que se os governistas tomarem medidas radicais, cortando a luz e a água, a situação pode se deteriorar rapidamente." 

Alguns deputados estavam acampados no Congresso desde sexta-feira. O objetivo era garantir que eles estivessem presentes na Casa no momento da votação do projeto de consulta popular. 

Sindicalistas e indígenas que participavam da marcha, porém, ameaçavam invadir a sede do Legislativo se a oposição não cedesse. "Eles têm de aprovar a convocação até o meio-dia, senão vamos tomar o Congresso", afirmou Fidel Surco, um dos líderes do movimento pró-governo. 

Apesar de o anúncio do acordo ter evitado um conflito, alguns políticos de oposição criticaram a intimidação a que estiveram sujeitos, principalmente por considerar Evo responsável pela marcha. "Se houver violência, a responsabilidade será toda do presidente", afirmou o deputado Antonio Franco antes do acordo.

Impedir a entrada de parlamentares opositores para garantir a aprovação de um projeto do governo já ocorreu em outras ocasiões Bolívia. 

Foi com essa estratégia, por exemplo, que Evo conseguiu aprovar no Senado um amplo acordo militar com a Venezuela em 2006, apesar de a oposição ter maioria na Casa. O fato de o presidente ter grande popularidade em La Paz é o que possibilita tal manobra. 

Na cidade de Sucre, no ano passado, foi a oposição que cercou a sede da Assembléia Constituinte para garantir que suas demandas fossem incluídas no projeto em discussão. Na época, o governo transferiu a votação para uma escola militar.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PANDO: INVESTIGAÇÃO SOBRE A MORTE DE CINCO VENEZUELANOS

Do blog MOVCC



Segundo o parlamentar Urenda, eles foram baleados em 19 de setembro em Porvenir.

O deputado do “Podemos”, Óscar Urenda, denunciou ontem que 5 cidadãos venezuelanos morreram durante o enfrentamento em 19 de setembro na localidade pandina de Porvenir, e que seus cadáveres foram levados de volta ao seu país natal, secretamente, em um avião de Transporte Aéreo Boliviano na cidade de Cochabamba.

O parlamentar fundamenta sua denúncia em um dado que lhe foi passado pela interior de Aasana desse departamento.

Segundo Urenda os restos mortais foram retirados durante a madrugada desta segunda-feira, em completo hermetismo, e isso o faz supor que se trata de cidadãos venezuelanos que caíram mortos no confronto armado de Pando, que segundo ele, foi promovido por estrangeiros que ajudam o governo de Evo Morales.

“Estamos buscando o plano de vôo e o manifesto sobre a carga. Temos informação de que, inclusive, a funerária Señor de Malta transportou os cadáveres até esse aeroporto, denunciou o deputado de Santa Cruz.

Urenda fará a denúncia a um organismo internacional para que iniciem uma investigação sobre o translado desses cadáveres à Venezuela, e pedirá informações oficiais sobre a identidade e a causa da morte deles. El Nuevo Dia

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ataque chavista ao canal Globovisión de Venezuela e Carta aos democratas da América

Do blog NOTALATINA
G. Salgueiro, Tuesday, September 23, 2008

leia também este

Por problemas de ordem pessoal não pude atualizar o Notalatina nesses últimos dias e hoje, mesmo sem condições, faço mais uma edição porque a situação na Bolívia ainda continua caótica e repleta de arbitrariedades, autoritarismo e crimes por parte do governo. Em meio à crise Evo Morales “parou a guerra” para ir ao Panamá receber um título de “Doutor Honoris Causa”, bem ao estilo Mont Pyton. Quando eu era menina e ouvia dizer que alguém recebeu um título desse, ficava imaginando o feito ou as qualidades excepcionais dentro de um campo do saber que justificavam a outorga da comenda. E, de fato, os que naquela época eram homenageados com tal honraria eram pessoas notáveis. Hoje, ao contrário, qualquer zé mané, de preferência comunista, recebe tal título. Se tudo isto não tivesse propósitos criminosos, eu diria que é surrealista.

Pois bem, o cocalero presidente Morales rumou para o Panamá onde o presidente Torrijos tem se esmerado em deixar cair a máscara de democrata, bajulando trastes com pendores de ditador como Chávez e agora Morales. Enquanto isso, foi negado o habeas corpus ao governador Leopoldo Fernández que continua preso e o Brasil, como era de se esperar, negou asilo político à família de Fernández. Claro, ele não é terrorista, não compartilha da idéia de implantar um regime comunista em seu país, daí não receber o menor respaldo dos membros do Foro de São Paulo, do qual Lula é membro fundador junto com Fidel Castro, não custa nada relembrar.

A esse respeito, Alejandro Peña Esclusa explica com clareza neste vídeo, concedido a um canal de televisão de Santa Cruz, na Bolívia, onde esteve acompanhando a situação de perto, e faz um alerta ao povo boliviano para que se mire no exemplo da Venezuela e reaja. Ele aproveita também para pedir perdão aos bolivianos pela interferência de Chávez em problemas internos de seu país, numa atitude de extrema dignidade e hombridade, caraterísticas marcantes em Esclusa e totalmente ausentes no Chapolim de Miraflores.

Além de interferir nos problemas internos dos países que dependem dos petrodólares venezuelanos, Chávez, em permanente surto psicótico agora acusa o diretor da Globovisión, Alberto Federico Ravell (na foto acima), de planejar seu “magnicídio”. Ocorre que a Globovisión está na mira deste delinqüente desde que ele fechou o canal RCTV em maio do ano passado e agora arranjou essa desculpa para atacar mais um dos seus opositores. Nesta madrugada, um bando que se identificou como “Grupo de Trabajo La Piedrita” lançou bombas lacrimogênas contra a sede da Globovisión e espalhou panfletos pelas ruas. Os panfletos declaram guerra à Globovisión e assinalam como “objetivo militar”. (Foto dos veículos utilizados na ação depredatória, acima).

A esse respeito, Lina Ron, uma deputada chavista do PSUV que é completamente desequilibrada, disse que Ravell e a Globovisión “são objetivos militares” e pediu ao governo que lhe tire a concessão. Para Lina Ron, “a Globovisión provoca dano e calúnia ao povo” acrescentando que o canal é “terrorista”. Ora, dona Ron, mas e a tv Al Jazeera que é reproduzida pela TeleSur, é o quê? Para esta desequilibrada chavista a Globovisión faz parte da conspiração para assasinar Chávez e disse que o tal bando “La Piedrita” “tem a liberdade de transitar por onde queira” e que se trata de um “grupo valente e decidido”. Mais uma vez dona Ron defende o “direito” de suas brigadas depredarem o patrimônio privado, negando, ao mesmo tempo, o direito do canal Globovisión de informar aos telespectadores as patifarias e crimes cometidos por Chávez e seus apaniguados.

Para Ravell, entretanto, o ataque contra o canal de televisão “estava por vir, pela linguagem de violência empregada por alguns funcionários do Governo, como o governador de Miranda, Diosdado Cabello e o deputado Mario Isea”. Ravell pediu ao governo e à Procuradoria para investigar o ocorrido – que, como aqui no Brasil com os vândalos do MST, vai acabar em NADA – alegando que “isto não fará o canal afastar-se do caminho eleitoral, nem falar da delinqüência, da inflação e da falta de governo”. Segundo Ravell, o canal inicia hoje a campanha eleitoral “com lágrimas nos olhos”, embora esteja seguro de que “haverá lágrimas de alegria e democracia no próximo dia 23 de novembro”, data das eleições. Em sua opinião, “é isto que aborrece os que vêem seu final eleitoral próximo”.

E em seguida o Notalatina divulga uma importantíssima carta escrita por Alejandro Peña Esclusa aos democratas da América que deve ser lida e refletida com seriedade, pois sintetiza tudo o que vimos falamos e apresentando em vídeos e áudios durante a cobertura deste evento na Bolívia, podendo ser lida também em espanhol clicando no título.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Carta a los demócratas de América: Bolivia necesita nuestra ayuda

Do portal FUERZA SOLIDARIA
Alejandro Peña Esclusa
Presidente de Fuerza Solidaria - info@fuerzasolidaria.org - Caracas, Venezuela

Comentários e Traduções: G. Salgueiro no blog NOTALATINA (original abaixo)

Caracas, 23 de setembro – Enquanto se escrevem estas linhas, uma das operações mais sofisticadas e perversas da história ibero-americana está sendo levada a cabo contra a Bolívia. Urge que todas as forças democráticas da região acorram em sua ajuda para evitar uma tragédia nesse país. Os fatos são os seguintes:

Em 10 de agosto de 2008 realizou-se um referendo que ratificou o mandato do presidente Evo Morales e da maioria dos prefeitos (governadores) opositores. Morales interpretou – ilegalmente – sua ratificação como uma carta branca para impor unilateralmente sua Constituição, de corte totalitário, e para desconhecer as autonomias departamentais (estaduais) que se haviam consquistado este mesmo ano, com o voto majoritário do povo boliviano.

Atentando contra a autonomia, Morales confiscou os benefícios provenientes do Imposto Direto dos Hidrocarbonetos (IDH), que correspondem às regiões, e anunciou uma consulta para referendar sua Constituição. Como era de se esperar, o povo saiu às ruas para protestar. Evo Morales ordenou reprimir os protestos, ocasionando numerosos mortos e feridos.

Sentindo-se encurralado pelos efeitos políticos do massacre, Morales pediu ajuda a seus aliados internacionais, particularmente Hugo Chávez, que ofereceu o envio de armas e tropas venezuelanas para sustentar militarmente o governo boliviano. Paralelamente, convocou-se uma reunião urgente da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), cujos integrantes – exceto um – pertencem ao Foro de São Paulo, organização política da qual Evo Morales também faz parte.

Os integrantes da UNASUL só escutaram a versão de Evo Morales, negando-se a receber os governadores opositores, apesar de que eles também foram ratificados pelo povo boliviano no mesmo dia que Morales. Em conseqüência, emitiram uma declaração parcializada, enviesada e fraudulenta, sobre a crise boliviana, culpando a oposição de tentar um golpe de Estado e de gerar violência, quando o verdadeiro culpado é Morales. Em resumo, outorgaram ao presidente boliviano uma licença para continuar matando e para impor seu projeto totalitário.

As mesas de diálogo que foram acordadas na reunião da UNASUL são uma farsa, porque obrigam a oposição a submeter-se aos desígnios do governo, sob pena de serem julgados como golpistas e/ou massacrados pelos grupos para-militares armados que se encontram em Cochabamba e Santa Cruz.

Uma mostra da parcialização e da injustiça existentes é o encarceramento do governador de Pando, Leopoldo Fernández, que foi acusado injustamente pelo governo das mortes ocorridas em seu estado, em que pese existirem inúmeras provas da responsabilidade do oficialismo nesses fatos. Tudo indica que quem ordenou a prisão de Fernández nem sequer foi Evo Moralaes, senão Hugo Chávez, que está intervindo flagrantemente nos assuntos internos da Bolívia.

A OEA tampouco garante uma mediação neutra, porque Chávez controla 21 dos 34 votos desse organismo multilateral. Insulza não se comporta como Secretário Geral da OEA, senão como candidato à presidência do Partido Socialista do Chile, organização que também pertence ao Foro de São Paulo. Quanto a Lula, mantém uma atitude aparentemente moderada, porém também exonera Evo Morales e culpa a oposição pelo ocorrido, o que não é de se estranhar, porque ele é o principal fundador do Foro de São Paulo.

O tratamento injusto e sem consideração que os aliados de Evo Morales – investidos como presidentes – dão à oposição boliviana não ajuda a resolver a crise, senão que a agrava, pondo mais lenha na fogueira. Por isso, urge constituir um Grupo de Amigos da Bolívia, conformado por cidadãos de toda a América, que sirva para contrabalançar a nefasta intervenção da UNASUL.

Fazemos um chamado a todas as forças democráticas da região a interessar-se pelo tema boliviano, a indagar qual é a realidade, a escutar todas as partes do conflito e a opor-se à ingerência indevida de Chávez e seus aliados nos assuntos internos da Bolívia.


***


Caracas, 23 de septiembre.- Mientras se escriben estas líneas, una de las operaciones más sofisticadas y perversas de la historia iberoamericana se está llevando a cabo contra Bolivia. Urge que todas las fuerzas democráticas de la región acudan en su ayuda para evitar una tragedia en ese país. Los hechos son los siguientes:

El 10 de agosto de 2008 se realizó un referendo que ratificó el mandato del presidente Evo Morales y de la mayoría de los prefectos (gobernadores) opositores. Morales interpretó –ilegalmente– su ratificación como una carta blanca para imponer unilateralmente su Constitución, de corte totalitario, y para desconocer las autonomías departamentales, que se habían conquistado este mismo año con el voto mayoritario del pueblo boliviano.

Atentando contra la autonomía, Morales confiscó los beneficios provenientes del Impuesto Directo a los Hidrocarburos (IDH), que corresponden a las regiones; y anunció una consulta para refrendar su Constitución. Como era de esperarse, el pueblo salió a las calles a protestar. Evo Morales ordenó reprimir las protestas, ocasionando numerosos muertos y heridos.

Sintiéndose acorralado por los efectos políticos de la masacre, Morales pidió ayuda a sus aliados internacionales, particularmente a Hugo Chávez, quien ofreció el envío de armas y de tropas venezolanas para apuntalar militarmente al gobierno boliviano. Paralelamente, se convocó a una reunión urgente de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), cuyos integrantes –excepto uno– pertenecen al Foro de Sao Paulo, organización política de la cual también forma parte Evo Morales.

Los integrantes de Unasur sólo escucharon la versión de Evo Morales, negándose a recibir a los prefectos opositores, a pesar de que ellos también fueron ratificados por el pueblo boliviano el mismo día que Morales. En consecuencia, emitieron una declaración parcializada, sesgada y fraudulenta, sobre la crisis boliviana, culpando a la oposición de intentar un golpe de Estado y de generar la violencia, cuando el verdadero culpable es Morales. En resumen, otorgaron al presidente boliviano una licencia para seguir matando y para imponer su proyecto totalitario.

Las mesas de diálogo que se acordaron en la reunión de Unasur son una farsa, porque obligan a la oposición a someterse a los designios del gobierno, so pena de ser enjuiciados por golpistas y/o masacrados por los grupos paramilitares armados que se encuentran en Cochabamba y Santa Cruz.

Una muestra de la parcialización y de la injusticia existentes, es el encarcelamiento del prefecto de Pando, Leopoldo Fernández, quien ha sido acusado injustamente por el gobierno de las muertes ocurridas en su departamento, pese a que existen numerosas pruebas de la responsabilidad del oficialismo en esos hechos. Todo indica que quien ordenó la prisión de Fernández ni siquiera fue Evo Morales, sino Hugo Chávez, quien está interviniendo flagrantemente en los asuntos internos de Bolivia.

La OEA tampoco garantiza una mediación neutral, porque Chávez controla 21 de los 34 votos de ese organismo multilateral. Insulza no se comporta como Secretario General de la OEA, sino como candidato a la presidencia del Partido Socialista de Chile, organización que también pertenece al Foro de Sao Paulo. En cuanto a Lula, mantiene una actitud aparentemente moderada, pero también exonera a Evo Morales y culpa a la oposición de lo ocurrido, lo cual no es de extrañar, porque él es el principal fundador del Foro de Sao Paulo.

El trato injusto y desconsiderado que los aliados de Evo Morales –investidos como presidentes– le dan a la oposición boliviana no ayuda a resolver la crisis, sino que la agrava, añadiéndole más leña al fuego. Por eso, urge constituir un Grupo de Amigos de Bolivia, conformado por ciudadanos de toda América, que sirva para contrabalancear la nefasta intervención de Unasur.

Hacemos un llamado a todas las fuerzas democráticas de la región a interesarse en el tema boliviano, a indagar cuál es la realidad, a escuchar a todas las partes en conflicto, y a contrarrestar la injerencia indebida de Chávez y de sus aliados en los asuntos internos de Bolivia.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Como Morales destrói a economia e a democracia

Do blog do ALUIZIO AMORIM
Sábado, Setembro 20, 2008

Não resisti e decidi publicar na íntegra a matéria de Veja sobre a Bolívia. A análise que produzi mais abaixo em certo aspecto bate com a reportagem.

Fotos Anderson Schneider
FALTA GÁS TAMBÉM PARA OS BOLIVIANOS
"Aqui tem fila todo dia", diz Miguelina Choque, dona-de-casa. A cada quinze dias, ela chega às 6 horas da manhã à fila do botijão de gás, distribuído pela estatal YPFB em certas ruas de La Paz. Desde a nacionalização do setor de energia, a produção de gás de cozinha não atende ao consumo interno. Miguelina diz que o botijão, que antes durava um mês, hoje acaba em quinze dias. "Também se tornou um martírio comprar óleo, carne, pão e arroz", reclama.

Por que é tão difícil acabar com o caos boliviano?

A resposta é óbvia: a estratégia de poder do presidente Evo Morales só tem chance de sucesso se a oposição e a democracia forem subjugadas, mesmo que para isso seja preciso um banho de sangue.

De outra forma, não há maneira de convencer os setores modernos e produtivos da sociedade boliviana a aceitar que a estrutura social do país seja recriada em um formato pré-colombiano, com a volta do açoitamento de criminosos e toda a economia nas mãos do estado. Por isso, apesar de representantes dos departamentos autonomistas e do governo terem sentado para conversar em Cochabamba, na semana passada, ainda é impossível falar em paz na Bolívia.

No exato momento em que a reunião ocorria, soube-se que oito centenas de camponeses e mineiros fiéis ao presidente se dirigiam com armas na mão para o Departamento de Santa Cruz. O objetivo da turba era atacar aqueles que Morales qualifica de "capitalistas" e "oligarcas" da região mais dinâmica do país.

Foto: Anderson Schneider
APOIO OBRIGATÓRIO
Líder de sua categoria, o lojista Marcelo Cortez organizou duas passeatas na última semana em apoio ao governo. Como faz isso? "O comparecimento é obrigatório. Quem não vai sofre sanção", revela Cortez. Quem falta a uma manifestação tem sua loja fechada por três dias. Quem falta a duas fica de portas fechadas por uma semana. Quem não aparece em quatro eventos tem seu estabelecimento fechado para sempre. É a democracia de Morales em ação

A intransigência ultrapassa a histórica rixa entre os departamentos do ocidente e do oriente, entre o altiplano, no qual povoados indígenas vivem de modo tradicional, e as planícies da Amazônia, onde bolivianos de todos os matizes se integraram ao mundo moderno.

Morales quer "refundar" o país e "construir um estado novo" – como está escrito na Constituição que ele fez aprovar numa reunião legislativa secreta, sem a presença da oposição, e agora pretende submeter a referendo.

Nessa nova pátria, não haverá espaço para o capitalismo, para o empreendedorismo e para a democracia. "Enquanto no Brasil historicamente se busca a continuidade, na Bolívia se quer sempre começar tudo de novo", disse a VEJA o historiador Jorge Siles Salinas. "E isso só se faz com violência, com sangue."

Seguindo o mesmo modelo testado e reprovado na Venezuela, Morales está à frente de uma febre estatizante.

No país de Hugo Chávez, o esfacelamento econômico é compensado pelos dividendos do petróleo vendido aos Estados Unidos.

A Bolívia, cujas reservas de petróleo e gás têm um décimo do tamanho das venezuelanas, não desfruta esse privilégio. Para piorar, a nacionalização do setor perturbou a produção.

A economia boliviana agora depende do dinheiro venezuelano e do narcotráfico. Desde que Morales subiu ao poder, dois anos atrás, a produção de cocaína aumentou em 13%.

O presidente fez carreira política como representante dos produtores de coca e defende o uso tradicional da planta em chás ou para mascar.

O problema é que o mercado tradicional de coca só absorve 17% da produção atual. O restante vai diretamente para os laboratórios dos narcotraficantes. "Em cinco anos, Morales transformará a Bolívia no que era a Colômbia há duas décadas", disse a VEJA a deputada Ninoska Lazarte, do partido oposicionista Podemos, em La Paz. Na terça-feira passada, quando ia entrar no Congresso, a deputada foi atacada por partidários de Morales. Eles puxaram seu cabelo e a cobriram de lixo. Tudo isso às vistas de policiais, que nada fizeram.

Enquanto a coca ganha espaço, o resto da economia vai de mal a pior. "O setor industrial não faz parte do programa de governo.

Para Morales, somos os inimigos capitalistas", comenta Eduardo Bracamonte, dono de uma fábrica de jóias que exporta para as cadeias americanas Wal-Mart, JCPenney e Bloomingdale’s. A produção de soja caiu 55% nos últimos dois anos. A mineração entrou em colapso depois que a Comibol, a autarquia que supervisiona o setor, estabeleceu a sindicalização forçada dos mineiros que trabalhavam em cooperativas.

"O governo quer sovietizar a Bolívia. Não aceita nenhum tipo de trabalhador independente", disse a VEJA o mineiro Samuel Flores, 62 anos e sem trabalho há dois por ter se recusado a aceitar as regras da Comibol. Até o setor energético – a bandeira do nacionalismo de Morales – vai mal. Depois da nacionalização, as companhias que atuavam no país desistiram de fazer novos investimentos.

Como a Bolívia não tem recursos nem tecnologia para compensar a falta dos estrangeiros, a produção vem diminuindo. O clima na YPFB, a estatal do petróleo que recebeu de presente as refinarias, campos de extração e gasodutos, é de lambança. Pessoas sem experiência no ramo são nomeadas para altos cargos.

O superintendente de hidrocarbonetos é contador e o vice-ministro de Energia, advogado. Santos Ramírez, um professor de escola rural catapultado a presidente da estatal, ganha oficialmente 3 800 reais mensais. Neste ano, comprou uma casa por 2,3 milhões de reais na zona sul da La Paz.

Anderson Schneider
VÍTIMAS DAS MILÍCIAS DE MORALES
Desde janeiro, a Aliança da Praça Avaroa, que reúne centenas de jovens, manifestou-se oito vezes na capital boliviana, pedindo respeito aos direitos humanos, democracia e liberdade. Em todas as ocasiões, os manifestantes foram agredidos pelas milícias de Morales. "Mineiros nos atacaram com dinamite e os muros de nossas casas foram pichados com ofensas", diz o universitário Andrés Ortega. "Somos loucos em fazer oposição aqui."

Os absurdos do governo Morales causam revolta nos departamentos produtivos do Oriente, mas praticamente não são questionados no Altiplano.

Na capital, sindicalistas e outros pelegos convocam pelo rádio marchas quase diárias de apoio ao presidente.

Quem não comparece é punido pelo dirigente de seu sindicato ou agremiação. Outra maneira de convencer as pessoas a segurar faixas é com dinheiro. A participação numa passeata vale 30 reais.

Quem se dispõe a fazer parte de um grupo de choque, especializado em agredir opositores, recebe 55 reais por dia. Estima-se que as milícias de Morales disponham de 5.000 integrantes prontos para cometer atos de violência, sempre que convocados por seus dirigentes.

A mais violenta delas é chamada de Ponchos Rojos, que recebe ordens diretamente do presidente.

No fim do ano passado, para demonstrarem o que pretendiam fazer com os "inimigos de classe", esses esquerdistas furiosos se puseram a degolar cães em La Paz.

Desde que Morales assumiu o poder, em 2006, a violência política já fez meia centena de mortos. Esses são os primeiros corpos do mundo primitivo que Morales começa a criar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aos amigos, tudo

Do portal GAZETA DO POVO
Publicado em 22/09/2008

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente Lula pediu à diplomacia brasileira que não aceitasse pedido de asilo político do governador do departamento boliviano de Pando, onde ocorreram os piores confrontos entre manifestantes favoráveis e contrários ao presidente Evo Morales. Leopoldo Fernández teve ordem de prisão decretada no domingo e foi detido na terça-feira. A prisão contraria as leis bolivianas, na avaliação do próprio Itamaraty, o que daria força ao pedido de asilo. A atitude de Lula demonstra mais uma vez seu compromisso com os colegas do Foro de São Paulo, que reúne as forças de esquerda latino-americanas (Cavaleiro: e as FARC e o MIR, ou seja, é a nata do LIXO). Afinal, enquanto o Brasil recusa asilo a um governador boliviano preso injustamente, concede o mesmo benefício a um membro de um grupo terrorista colombiano – Olivério Medina, das Farc – e devolve a Cuba os boxeadores que desertaram durante os Jogos Pan-Americanos. A diplomacia brasileira, que já chegou a ser reconhecida mundialmente, não pode continuar a ser refém de uma ideologia.

Um brasileiro fala da Bolívia sobre a obra de horror do Evo Morales: a Guerra Civil

Do blog NOTALATINA
Thursday, September 18, 2008

Hoje um leitor postou um comentário tão importante que resolvi rejeitá-lo no espaço próprio e publicá-lo aqui, como parte da edição de hoje. Trata-se de um brasileiro que vive na Bolívia e que, por esta razão, sabe perfeitamente bem o que está acontecendo naquele país. A mensagem é uma carta encaminhada à revista “Isto É”, e como tenho certeza que ela será jogada com desprezo e nojo na lixeira, faço o que deveria ser a primeira responsabilidade de um órgão informativo: divulgar para o público leitor os fatos e não as versões encomendadas, maquiadas e censuradas.

A reportagem da “Isto É” é falsa, mentirosa, desinformação pura. Como o presidente-cocalero Morales classificou o embaixador Philip Goldberg como “persona non grata”, alegando que ele contribuía para a desestabilização do país, a repórter Luiza Villaméa endossa concluindo: “Os Estados Unidos revidaram, classificando da mesma forma o embaixador boliviano em Washington. É o fantasma do golpe de Estado rondando, de novo, a Bolívia”. Moça, vai estudar, pára de repetir tanta mentira e desinformação que o leitor merece respeito!

Esta revista tem a ousadia (ou cara de pau) de se dizer “independente” mas, do mesmo modo que 99% da mídia nacional, repete as mesmas baboseiras, mentiras e chavões do esquerdismo nacional e internacional, com a mesma linguagem viciada do politicamente correto. Dá vergonha ver os noticiários ou tentar ler o que dizem os jornais e revistas brasileiros sobre esta crise gravíssima que atravessa a Bolívia porque, é como diz aquela máxima comunista: se a teoria não corresponde aos fatos, pior para os fatos! A notícia que vai ser divulgada é aquela que foi estabelecida “por consenso” e fim de conversa; o leitor que se dane.

Pois muito bem. O Notalatina não tem rabo preso com ninguém, não é patrocinado ou subvencionado por nenhum órgão público ou privado, partido político, políticos ou empresários. Meu objetivo é buscar a verdade e desmascarar a fraude da “informação confiável” que alardeiam mas sonegam os nossos meios de comunicação.

E como já era previsto, Lula respaldou a atitude de Morales de expulsar o embaixador americano. Disse ele: “Se for verdade que o embaixador dos Estados Unidos se reunia com a oposição de Evo Morales, Evo está correto em expulsá-lo. É a famosa ingerência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente americano. Então, creio que houve um incidente diplomático, se o embaixador estava tendo injerência na política, Evo tem razão”. Nesta entrevista que Alejandro Peña Esclusa concedeu ontem de Santa Cruz de la Sierra a Marianella Salazar, uma das jornalistas mais combativas da Venezuela e por isso mesmo perseguida pelo psicopata Chávez, ele faz mais uma análise lúcida, clara, realista da situação atual da Bolívia e desmascara a farsa de um Lula “moderado” e democrata. Não deixem de ouvir porque as revelações que ele faz são importantíssimas e estão sendo sonegadas nas tv’s, jornais e revistas brasileiras.

E antes de transcrever a mensagem do leitor à revista “Isto É”, sugiro a leitura do documento que os governadores da “meia-lua” enviaram aos membros da UNASUL, considerando que estes não quiseram recebê-los em uma audiência onde pretendiam explicar o que estava acontecendo em seu país. E estes presidentes não quiseram recebê-los porque não estavam reunidos como chefes de Estado de nações irmãs mas como MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO, cujos interesses são diversos dos que deveriam ter caso fossem independentes e pensassem no bem dos seus países. O documento é este: A LOS EXCELENTISIMOS SEÑORES PRESIDENTES Y PRESIDENTAS DE UNASUR

Agradeço a importantíssima colaboração deste leitor - que não pode se identificar - porque o que ele diz em sua mensagem só vem corroborar o que o Notalatina e Peña Esclusa têm informado desde o início da semana.

Fiquem com Deus e até a qualquer momento!

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Prezados Senhores

Por uma questão de segurança, pois vivo na Bolívia, deixarei de identificar-me. Justamente por ser testemunha ocular dos fatos e conhecer um pouco do passado recente desse país, gostaria de respeitosamente corrigir algumas informações no que se refere ao artigo “O risco do apagás” (Edição 2028 – 17/09/08)

Primeiro que não está comprovado absolutamente que os que fecharam as válvulas do gasoduto ao Brasil e causaram a explosão tenha sido gente da oposição. Embora considere que isso seja possível, afirmá-lo como fato pronto e acabado é descartar muito rapidamente a possibilidade de que tenha sido gente do próprio governo como uma maneira de despertar antipatia brasileira para o movimento oposicionista, além de encaixar-se na busca de pretextos para militarizar os departamentos (estados) da chamada meia-lua.

Segundo, a revista fala de posições irreconciliáveis. A primeira e corretamente contada é a de Evo Morales, estatizante e indigenista. Porém, ao falar do outro lado como sendo os “autonomistas das elites políticas e econômicas da oposição” a revista reproduz, ainda que talvez que sem saber o discurso do governo central, que cinicamente insiste em desconhecer a luta autonomista que vem praticamente desde a fundação de Santa Cruz e não está restringida às chamadas elites ou, como preferem os do partido de Evo Morales e seu “amigo” Hugo Chávez, as “oligarquias”. É inegável que há uma elite política e econômica em Santa Cruz, mas o apelo pela autonomia é um desejo das massas, como se pôde comprovar, entre outras coisas, pelo referendo relacionado ao tema realizado em junho, onde os números falam por si só. A favor da autonomia: 86% em Santa Cruz, 80,2 % em Beni, 80% em Tarija e 81,8% em Pando. O departamento de Chuquisaca prepara-se para realizar seu referendo sobre o assunto em novembro (conferir: http://www.la-razon.com/versiones/20080505_006263/nota_249_590407.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080602_006291/nota_249_606835.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080623_006312/nota_249_619442.htm).

Historicamente falando, todas as vezes que Santa Cruz tentou falar de autonomia, o discurso do governo central (ou seja, não é de hoje) foi de que o que desejavam era separatismo. Isso é reforçado agora, pois evidentemente autonomia (que é algo muito mais tímido que federalismo) não combina com governo centralista e autoritarismo.

Terceiro, Evo Morales teve seu mandato ratificado e não posso negar que tristemente as pessoas, principalmente as mais simples e incultas, foram fortemente influenciadas pelo maquinário propagandístico estatal, que funciona muito bem por sinal. O que a imprensa brasileira se esquece de contar é que o referendo revogatório foi realizado apesar das fortes e comprovadas acusações de que o padrão eleitoral boliviano está contaminado, com pessoas com dois até quatro cédulas de identidade com nomes diferentes, “mortos” votando, estrangeiros, tudo previamente azeitado por Venezuelanos que foram flagrados nos escritórios da Polícia (responsável pela emissão de documentos) altas horas da noite para “ajudar” nesse trabalho (ver, por exemplo, http://www.fmbolivia.com.bo/noticia2397-denuncian-que-venezolanos-ingresaron-al-registro-civil.html, http://www.eldiario.net/noticias/nt080810/2_02plt.php, http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-08-10/vernotaahora.php?id=080810130643).

As acusações de fraude são tão evidentes que a Corte Nacional Eleitoral, composta no momento por apenas três elementos por obra e graça do senhor Evo e cujo presidente da instituição é partidário de Morales, num lampejo de bom senso resolveu não administrar o referendo sobre o projeto de constituição do MAS (partido do governo) enquanto não for feita uma auditoria completa (http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-09-03/vernotaahora.php?id=080903173255).

A revista diz que “os governadores da oposição, que também tiveram seus mandatos ratificados, se negam a aceitar as regras do jogo democrático e decidiram radicalizar”. Primeiro, que quem já deu amplas mostras de que não estar interessado em respeitar o jogo democrático é o próprio presidente. Há vários exemplos, mas o mais recente é fato de que convocou o referendo sobre a constituição para 7 de dezembro com um Decreto Supremo (equivalente a nossa medida provisória), quando a lei expressamente diz que tem de ser convocado pelo congresso (mas no senado o governo é minoria, esse o temor). Além disso, disse com todas as letras que quando lhe informam que algo é ilegal, ele não se importa e diz a seus advogados que o legalizem (http://mirabolivia.com/foro_total.php?id_foro_ini=54885, http://www.eldiario.net/noticias/nt080809/3_01ecn.php).

Depois, é muito fácil falar para quem está de fora sobre “rebelião” dos governadores contra as regras do jogo. Pode ser que isso não seja justificável, mas é perfeitamente explicável quando se é testemunha dos freqüentes atropelos do governo central, sem um mínimo de respeito pelas regiões ditas autonômicas que, além do fator político, envolve sérios problemas de preconceito racial para com os “cambas” (habitantes do oriente). A medida é de extremo desespero, horrível para nós que vivemos aqui, mas, tristemente, parece ser um mal necessário para tentar pôr freio aos desmandos desse senhor que, com conexão direta com Caracas, não se importa uma vírgula com o que seja institucional.

Em que momento os governadores da oposição falaram de separatismo? Quando de depor ao presidente? Perguntem aos repórteres brasileiros que estão aqui. O que reclamam é o respeito à votação a sua autonomia, contra o projeto de constituição do MAS aprovado em um quartel e pela devolução do que têm direito por lei e que foi retirado pelo governo que é o Imposto Direto de Hidrocarburo (IDH). Embora a revista afirme corretamente que o dinheiro tomado é usado “para pagar aposentadoria para maiores de 60 anos pobres”, o valor necessário para fazer isso é muito inferior ao valor confiscado, evidenciando a verdadeira intenção do governo: debilitar economicamente os departamentos autonômicos (www.santacruz.gov.bo/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=645).

Peço que, por favor, investiguem os fatos aqui expostos para que os leitores possam ter uma idéia mais realista sobre o que realmente está se passando. É muito triste ver os acontecimentos serem distorcidos pelos órgãos de informação do governo e que esses consigam passar sua versão adiante. Um exemplo é o atual estado de sitio em Pando, onde o governo “estranhamente” não permite que cheguem jornalistas (somente os de Televisão Boliviana, do governo) nem gente dos direitos humanos ao mesmo tempo em que divulgam sua versão dos fatos e ameaçam com prender ao governador.

Na expectativa de poder haver cooperado, desde já agradeço.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

Evo Morales e sua obra do horror: a Guerra Civil

Do blog NOTALATINA
Wednesday, September 17, 2008

Voltamos com informações mais recentes da Bolívia, conforme prometi. Evo Morales havia aceitado um diálogo com os governadores da “meia-lua” marcado para amanhã, dia 18 mas, sem mais nem menos (ou será que recebeu alguma ordem urgente de seus mentores e amos, Chávez e Castro?) antecipou para hoje às 17:00 pm. Entretanto, acabo de ver pela CNN em Espanhol que finalmente o encontro teve que ficar para amanhã, pela impossibilidade de locomoção dos governadores, de seus estados até o Palácio Quemado em La Paz, onde seria o encontro.

Hoje o Notalatina apresenta o áudio de uma entrevista dada por Alejandro Peña Esclusa, que está em Santa Cruz (Bolívia), a Fernando Lodoño no programa La Hora de la Verdad. Esta entrevista que tem a duração de 14 m. e 9 s. é importantíssima porque Alejandro revela detalhes do que está ocorrendo DE FATO em Pando e que a imprensa não noticia. A situação é extremamente grave e embora Alejandro afirme que já está mais calma, a contabilidade é ainda muito tenebrosa. Há mais mortos do que a imprensa está noticiando e já é possível crer que em breve alcance a casa das centenas, caso não se chegue a uma solução rapidamente.

O trabalho da imprensa, local e estrangeira, está sob constante ameaça de forças policiais e militares que ocupam toda a cidade. Os jornalistas estrangeiros estão todos hospedados no mesmo hotel por medida de segurança e quando tentam fazer seu trabalho são ameaçados com disparos. Conforme relata o jornalista Carlos Lezcano, da “Red Unitel”, quando tentava entrevistar a delegada presidencial Nancy Texera, a uns 300 metros do aeroporto, atiraram contra ele e o câmera do terminal aéreo. Conta Lezcano: “Uma bala passou a centímetros do câmera. ‘Filme-me, parente’, eu gritava para ele, caso caíssemos ali. Depois vieram os militares, nos insultaram e nos disseram que não se podia filmar”. O jornalista Alexandre Lima, do jornal “O Alto Acre”, viveu experiência similar quando fotografava o momento da prisão do governador de Pando, Leopoldo Fernández (foto que ilustra a edição de hoje).

A maioria dos jornalistas bolivianos está dormindo na cidade fronteiriça de Brasiléia, no Acre, cidade para onde já fugiram umas 400 pessoas. Edgar Balcázar ex-funcionário da Prefeitura de Cobija (capital de Pando), exibiu vários hematomas e marcas de golpes que recebeu após presenciar a morte de um camponês. Segundo Edgar, “Queiram me matar. Não eram camponeses, eram guerrilheiros, estavam armados e começaram a disparar. Porém não me mataram e passei para Brasiléia, onde me atenderam no hospital e onde estou hospedado em casa de amigos”.

Os refugiados acusam os Ponchos Rojos (aqueles que degolaram o cachorro no vídeo que o Notalatina reapresentou ontem), controlados por Morales, pois pertencem à mesma etnia Aymará. Apesar de se vestirem com trajes típicos de sua etnia, os Ponchos Rojos também são vistos portando fuzis e armas de fogo. A maioria desses índios são ex-soldados do exército boliviano que conhecem de estratégia e táticas militares, e alguns desses grupos se preparam para as ações vilentas na planície de K’ala Chaca (“ponte de pedra” em aymará) na montanha Letanías de Viacha. Pelo vídeo percebe-se o grau de violência a que são capazes. Na foto acima eles aparecem com fuzis de madeira nas mãos, numa intimidação pouco velada do que desejam fazer e o mais grave: contam com apoio e cobertura do cocalero Morales. E é esta “democracia” que a carta da UNASUL diz estar defendendo, sabendo que isto é falso, é uma descarada mentira.

O vice-presidente Álvaro García Linera teve vínculos com os Ponchos Rojos e com o bando terrorista “Exército Guerrilheiro Túpak Katari” (EGTK). Juan Carlos Condori, secretário-executivo da federação de camponeses aymarás diz com orgulho: “Nós temos participação na equipe de ministros de Evo Morales. Agora está David Choquehuanca que é ministro de Relações Exteriores. Antes estava nosso irmão Félix Patzi como ministro da Educação”. Quer dizer, é por esta razão que esses índios lutam com toda a violência para defender seu presidente e assim preservarem seus lugares no comando da nação, uma “nação bolivariana”.

Numa entrevista que vi na CNN, um senador republicano se queixava da forma “pouco ativa” de Lula na resolução deste conflito. Dizia ele (não guardei o nome) que, uma vez que o Brasil depende em grande parte do gás boliviano, os Estados Unidos acreditavam que Lula seria um ótimo mediador mas não é isto que está acontecendo, pois ele limitou-se a participar do encontro da UNASUL e nada ficou solucionado até o momento. Como todo estrangeiro, este senhor se ilude com o papel de Lula no hemisfério e, como ele sempre fala em tons moderados, sem os arroubos agressivos e vulgares de Chávez, ninguém percebe que aquilo é um lobo vestido em pele de cordeiro e que ele está por trás de toda esta instabilidade. Alejandro Peña Esclusa esclarece isto perfeitamente na entrevista a Fernando Lodoño que vocês podem ver aqui, uma exclusividade do Notalatina para o Brasil.

E por hoje as notícias são essas. Creio que amanhã teremos mais informações, caso a tal “mesa de diálogo” se realize. Não deixem de ouvir a entrevista de Peña Esclusa!

Fiquem com Deus e até a qualquer momento!

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Evo Morales

Do blog NOTALATINA
Tuesday, September 16, 2008

O Notalatina volta a falar sobre a rebelião da Bolívia, produzida artificialmente pelo presidente cocalero Evo Morales, que é um marionete comandado por Chávez e pelas designações do Foro de São Paulo. Assisti há pouco pela CNN em Espanhol duas entrevistas interessantes: uma com o governador de Tarija, Mario Cossío, e outra com Thomas Shannon, Secretário de Estado Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, dos Estados Unidos, em que ambos coincidem com a avaliação que fiz na edição de ontem, onde acuso Evo Morales de ser o principal causador do caos e mortes resultantes deste conflito que não se sabe aonde vai dar nem quando vai acabar.

Segundo informações de Cossío, dadas por telefone, a situação tornou-se insustentável desde o início dos conflitos porque isto foi uma “estratégia planejada por Morales” e que já vinham sendo implementadas há bastante tempo. Lembro que, quando houve os referendos nos estados da “Meia Lua”, Morales não quis reconhecer o resultado que lhes dava – legalmente - a autonomia, alegando que os opositores eram “separatistas” e que queriam ser “países” autônomos. Não apenas sandice mas desinformação, que foi imediatamente absorvida e apoiada pelos países-membros do Foro de São Paulo, dentre os quais o ParTido-Estado do Sr. Lula da Silva.

Ontem os governadores dos estados atingidos pela desordem ingenuamente aceitaram um diálogo com o Governo e elaboraram um documento que seria entregue a Morales. Como era de se esperar, pois já ocorreu isto mesmo em outras ocasiões, enquanto Mario Cossío entrava no Palácio do Governo com o documento, Morales decretava estado de sitio, ameaçando a população de Pando com tropas de choque das Forças Armadas, além de tomar o aeroporto de Cobija, capital do estado. Hoje, Morales mandou prender o governador de Pando, Leopoldo Fernández, sob a acusação de genocídio, e o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorente, já sentenciou (bem ao estilo dos tribunais revolucionários) que Fernández será processado e “receberá 30 anos de prisão sem direito a indulto”. Desde o início da tarde Fernández está detido em Cochabamba, o que causou revolta na população não só de Pando mas também de Santa Cruz, Tarija e Beni, os estados autônomos.

Na versão do Governo, quem começou o massacre de 11 de setembro foram os funcionários do governo estadual que “emboscaram os camponeses com maquinaria pesada”, deixando um saldo de 15 mortos, 37 feridos e 106 desaparecidos (fugiram). Ainda segundo a versão do Governo, os funcionários do estado utilizavam metralhadoras contra pobres camponeses armados apenas de “facões e escopetas” que utilizam para a “caça doméstica”. Não já ouvimos coisa semelhante por aqui, quando se trata de ataques dos marginais do MST e índios?

Entretanto, segundo o dirigente cívico Edberto Mayne, tudo começou quando gente paga pelo Governo Morales interceptou funcionários do governo estadual de Caminos e os “matou a bala” e que esse mesmo grupo atuou em Porvenir. O senador Róger Pinto acrescenta que os camponeses mataram a sangue frio o engenheiro Pedro Oshiro que se encontrava no ponto de bloqueio da governadoria e que outro foi morte a golpes de facão. O governador Fernández disse ainda que os malfeitores tinham cintos coloridos para serem identificados entre si, o que confirma que isto foi uma atitude planejada. Vejam aqui neste vídeo como os cocaleros armados por Morales ameaçam em Santa Cruz. E a propósito disto, vale a pena rever o vídeo “O massacre de 11 de abril foi planejado”, produzido por Fuerza Solidaria, pois foi exatamente o que ocorreu na Venezuela em 2002, quando Chávez planejou um massacre contra a população indefesa e depois colocou a culpa na oposição. Até nisso este delinqüente mete suas patas imundas e repete na Bolívia seus malditos planos criminosos!

E ontem após reunião da UNASUL (União das Nações Sul-Americas), redigiu-se um documento intitulado “Declaração de La Moneda” (por ter sido no Palácio La Moneda do Chile, onde a presidenta Michele Bachelet é a presidente pro tempore do grupo), em total a absoluto apoio a Morales. Como era de se esperar, está repleto de palavrório bonito mas falso e hipócrita porque eles mesmos não cumprem o que pregam, como pode-se observar logo no segundo parágrafo que diz: “Considerando que o tratado constitutivo firmado em Brasília em 23 de maio de 2008 consagra os princípios do irrestrito respeito à soberania, à não ingerência nos assuntos internos, à integridade e inviolabilidade territorial, à democracia e suas instituições e ao irrestrito respeito aos direitos humanos”.

Quer dizer, se isto fosse observado e cumprido como manda o tal tratado, Chávez seria no mínimo admoestado pelos outros países-membros, caso esta organização não fosse mais um desdobramento do Foro de São Paulo e todos se locupletassem entre si. A propósito da ingerência de Chávez nos assuntos internos da Bolívia, vale muito a pena ver este vídeo do discurso inflamado que este psicopata fez, ao declarar a expulsão do embaixador dos Estados Unidos na Venezuela, que eu citei na edição do dia 12. É uma vergonha superlativa alguém ter um psicopata em surto como este dirigindo seu país e, vergonha maior ainda, daqueles que o apóiam e aplaudem feito micos de circo.

E para concluir esta edição de hoje, reproduzo (traduzido) o esclarecedor artigo de Alejandro Peña Esclusa sobre esta mega-farsa promovida pela UNASUL.

Fiquem com Deus e até a qualquer momento com novas informações sobre a situação da Bolívia!

Traduções, comentários e nota: G. Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".