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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

De UnoAmérica para os bolivianos: Ânimo! Tenham esperança!

PAPÉIS AVULSOS (HEITOR DE PAOLA)


Cavaleiro do Templo: mais uma prova do apoio ao terror revolucionário dado por Obama. Deu no G1Governo Obama apoiou o governo boliviano por 'defender a democracia'.


Queridos bolivianos:


Talvez vocês se sintam tristes e desesperançados pela aprovação de uma Constituição ilegal, que outorga a Evo Morales poderes totalitários e lhe dá poder de controlar os poderes públicos, destruir a democracia e aferrar-se à Presidência.


Entretanto, os integrantes da União de Organizações Democráticas da América (UnoAmérica) lhes dizemos: Não temam! Não percam a esperança! A suposta vitória que Evo Morales obteve em 25 de janeiro logo se converterá em derrota. Os fatos são os seguintes:


1. A Constituição foi aprovada mediante uma fraude eleitoral, planejada por agentes cubanos e venezuelanos. Além disso, o referendo foi precedido de vantagismo, chantagem, violência, perseguição a dirigentes opositores e terrorismo de Estado portanto, os resultados não são válidos.


2. Cinco estados rechaçaram claramente a Constituição, o qual converte a nova Carta Magna em uma afronta contra a metade dos bolivianos e não – como deveria ser – em um projeto de unidade nacional. Como conseqüência, esse parapeito de Constituição tem seus dias contados.


3. Dentro de poucas semanas e meses, o tsunami que afeta a economia mundial golpeará duramente o orçamento boliviano. Dado que Evo Morales, Álvaro García Linera e Juan Ramón Quintana só entendem de destruição e morte, não saberão o que fazer para reativar a economia e convocar um consenso nacional para enfrentar a crise.


4. Em que pese que Evo Morales esteja eufórico e embriagado de poder, seu semblante começará a mudar muito rápido, para refletir expressões de medo ante a impossibilidade de satisfazer as necessidades de um povo que lhe exigirá resultados concretos.


5. Considerando que o preço do petróleo despencou, Morales não poderá acudir a seu mentor, Hugo Chávez, para resgatá-lo da bancarrota política e financeira.


6. O referendo fraudulento de 25 de janeiro fecha todas as possibilidades de uma saída eleitoral ou negociada à crise. Portanto, para todos os setores opositores ficou claro que urge organizar a desobediência civil pacífica, simultânea e generalizada, como única maneira de restabelecer o estado de Direito.


Conclusão: o triunfo obtido por Evo Morales é só aparente e momentâneo. O regime irá querer desmoralizá-los e encurralá-los, porém não façam caso disso. Resistam e continuem na luta!


Alejandro Peña Esclusa

Presidente de UnoAmérica – www.unoamerica.org

Caracas, 26 de janeiro de 2009.



Tradução: Graça Salgueiro

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Referendo na Bolívia: Clonação de Títulos de Eleitores coloca processo sob suspeição

Do blog MOVCC

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


Em Santa Cruz, El Alto de La Paz e Cochabamba foram denunciados casos de vários eleitores que não puderam votar porque outra pessoa já havia votado em nome deles.

Muitos eleitores se surpreenderam porque ao chegarem à sua mesa para emitir seu voto, encontraram que outra pessoa já havia sufragado o voto em seu nome e com o mesmo número da cédula de identidade.

Este tipo de ocorrência foi qualificado por funcionários da Corte Departamental Eleitoral como “clonação”, e se registrou não só no departamento de Santa Cruz, mas também foi denunciado em Cochabamba e El Alto.

Fernando Castedo, vocal da Corte Eleitoral cruceña, confirmou que recebeu seis casos de clonação que despertaram a susceptibilidade nos cidadãos que pretendiam exercer seu direito ao voto. “Estes casos foram denunciados pelos juízes eleitorais que receberam as denuncias dos afetados. Nós temos pedido que se investigue estes casos para determinar o que sucedeu”, declarou.

Em Cochabamba, os eleitores afetados recorreram aos meios de comunicação para denunciar a ocorrência ante a impotência de não serem atendidos pelos funcionários da Corte Eleitoral desse departamento. Segundo o presidente dessa entidade, Joaquín Pérez, esta ocorrência não foi denunciada ante a Corte, mas adiantou que haverá uma investigação.

O prefeito Manfred Reyes Villa, horas antes de conhecer o resultado do referendo, ele criticou a Corte Nacional Eleitoral por não ter tomado atitudes e levado a sério as denúncias de duplo título eleitoral. “Está em dúvida o padrão eleitoral que em Cochabamba supostamente tem um crescimento de 200 mil eleitores. E surpreendente tal constatação: é como se esses eleitores já tivessem nascido com 18 anos”, disse. Matéria completa aqui, no El Nuevo Dia


IRREGULARIDADES NO REFERENDO DA BOLÍVIA

Protestos nas primeiras horas após eleição

Cochabamba, (ANF).- O presidente da Corte Departamental Eleitoral (CDE) de Cochabamba, Joaquín Pérez Mercado, qualificou como “positiva” a jornada eleitoral do domingo, dia do Referendo Revocatório de Mandato Popular.

No entanto, várias pessoas fizeram denúncias aos distintos meios de comunicação sobre as irregularidades ocorridas durante o plebiscito, como irregular panfletagem a favor de Evo e contra o prefeito, nos postos eleitorais. Outra denúncia gravíssima dos eleitores foi que muitos se surpreenderam ao tentarem votar porque nas listas seus votos já constavam como emitidos.

O presidente da Corte Departamental Eleitoral (CDE) se recusou de fazer comentários a respeito, afirmando que não se tem nenhuma denúncia formal e que em cada recinto se encontravam funcionários da Corte Eleitoral para resolver estes casos. Matéria completa aqui, no El Diário.


MAIS DENÚNCIAS: CÉDULAS COM DOIS NÚMEROS

“Quatro pessoas não puderam votar porque quando se apresentaram na mesa eleitoral correspondente, descobriram que seu número do título de eleitor tinha sido mudado. Nos documentos pessoais bem como nas listas de votação figurava os nomes dos eleitores corretamente, porém, o número do título era diferente.

Nós chamamos ao pessoal da Corte, porém, simplesmente nos responderam que possivelmente se tratava de um erro de impressão, e com isso fecharam a questão. Os afetados por esse tipo de erro protestaram e asseguraram que iriam denunciar à imprensa. Também ocorreram outros casos. Várias pessoas foram trocadas de mesa para sufragar e não foram informadas. Alguns nem votaram”. El Nuevo Dia


GOVERNADORES REGIONAIS ENDURECEM CONTRA MORALES

Os governadores regionais autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, que foram ratificados em suas regiões, endureceram ainda mais contra o presidente, Evo Morales, a quem insultaram e advertiram que não imporá uma nova constituição.

Após ter sido ratificado com um amplo apoio segundo as pesquisas dos meios de comunicação, o governador regional de Santa Cruz, Rubén Costas, dirigiu a seus seguidores um duro discurso contra Morales, a quem chamou de "ditador" e "macaco".

"A liberdade derrotou o totalitarismo", disse Costas judiciais e anunciou que continuará aprofundando o projeto autônomo para sua região "onde possa viver sem o chicote do fundamentalismo aimará". "Advertimos os corruptos e os soberbos governantes que não tentem impor seu ilegal e racista projeto de constituição porque então sim terão entrado em um beco sem saída", acrescentou. O duro discurso de Costas foi pronunciado no meio de gritos de seus seguidores que pediam "independência" e chamavam o presidente Morales de "assassino".

Mario Cossío, governador regional da rica região em gás de Tarija, sustentou que a partir de amanhã iniciará o estatuto de autonomia que foi votado em junho passado, mas que o Governo considera "ilegal e separatista". Cossío anunciou que imediatamente convocará eleições para formar "um Parlamento" departamental que legisle a autonomia regional que pretende aplicar.

O governador de Beni, Ernesto Suárez, disse que a votação que o ratificou este domingo em seu cargo é uma derrota para o "império dos cheque-Chávez", em alusão à ajuda que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dá a Morales para seus projetos.

Seu colega de Pando, Leopoldo Fernández, destacou que o resultado a seu favor representa "a ratificação do povo em sua vontade de se transformar em uma região autônoma", mas, além disso, uma decisão de lutar por recuperar a renda petrolífera de que o Executivo diminuiu para a região. EFE - Via Portal Terra

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

BOLÍVIA – UMA PANELA DE PRESSÃO COM MORTOS E FERIDOS

Do blog MOVCC



Há 4 dias do referendo revogatório, no domingo, que vai decidir sobre a continuidade ou não, do mandato do incompetente presidente-índio, Evo Morales, uma onda de protestos se radicaliza pelo país contra o governo. Ferozes enfrentamentos entre a polícia e a população já estão produzindo mortos e feridos. Na terça-feira, 3 mineiros morreram e 32 ficaram feridos à bala, na comarca andina de Caihuasi, ao sul de La Paz, segundo informou uma fonte de um hospital estatal na cidade de Oruro, à equipe da AFP.

"Isso é um massacre e o único culpado é Evo Morales", disse às rádios Felipe Machaca, membro da direção da Central Operária Boliviana, entidade que convocou as manifestações para exigir uma reforma em seu sistema de aposentadoria.

Nos jornais bolivianos, de ontem, a cobertura sobre outro incidente: a polícia de Evo atacou a deficientes físicos que tentavam chegar à Praça Murillo de La Paz.

Essa informação, peguei na Folha: Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Cristina Kirchner, cancelaram uma visita que fariam ontem ao colega da Bolívia, Evo Morales, na capital do departamento de Tarija, no sul do país, depois que dezenas de oposicionistas invadiram o aeroporto da cidade e entraram em confronto com a polícia, que os dispersou com gás lacrimogêneo. Demais fontes consultadas: Globovisión, AFP.

Evo prepara o golpe

Do portal DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Alejandro Peña Esclusa, ex-candidato à presidência da Venezuela em 06/08/2008

Segunda-feira passada, Evo Morales garantiu que no referendo de domingo "não iria votar-se por mudanças de pessoas em diversos cargos, mas por um modelo econômico, que será aplicado nos próximos 40 ou 50 anos". Nós, que vivemos na Venezuela, já escutamos essas palavras antes, mas na boca de Hugo Chávez. Toda vez que há uma eleição em nosso país, Chávez diz que não se está votando no que diz a cédula, mas numa visão global, com ótica comunista.

Ironicamente, Chávez não se atreve a submeter o modelo castro-comunista em votação, porque sabe que mais de 90% dos venezuelanos o rechaçam, mas arbitrariamente extrapola em qualquer eleição para ajustá-la a esse modelo.

Se a votação favorece Chávez – o que ocorre muitas vezes, porque ele recorre à fraude -, então ele aproveita a inércia para impor medidas que vão muito além do ponto submetido à votação. O que importa não é a vontade popular, mas o ato eleitoral, para assim justificar suas imposições. Em outras palavras, materializa-se um golpe de Estado.

Baseado nessa experiência, atrevo-me a recomendar aos bolivianos que se preparem porque, se perder o referendo, Evo Morales não reconhecerá os resultados e, se ganhar, a partir da próxima segunda iniciará uma investida feroz contra a democracia.

O primeiro passo será, com certeza, pôr em plena vigência aquela constituição ilegítima que foi aprovada às pressas, sem a presença da oposição, mas com a presença dos fuzis.

Só há uma forma de impedir que o filhotinho de ditador se dê bem, e é protestando pacificamente nas ruas, para fazer valer a vontade popular. Porém, é de se esperar que o governo desate a violência, como, aliás, já está ocorrendo no momento em que escrevo estas linhas.

A comunidade internacional deve abrir os olhos, porque Evo Morales está preparando um golpe de Estado.

Tradução: Rodrigo Garcia

Oposição boliviana faz greve de fome a dias do referendo

Do portal UOL NOTÍCIAS
05/08/2008



BBC Brasil

A cinco dias do referendo revogatório, que vai decidir os mandatos do presidente Evo Morales, de seu vice e de oito governadores, líderes da oposição na Bolívia estão em greve de fome exigindo que o governo retorne às regiões produtoras de petróleo, parte da receita gerada pela venda do produto.
  • João Peres/UOL

    Pichação em Santa Cruz de la Sierra

A greve, que começou no domingo em Santa Cruz, deve estender-se a cinco dos nove Estados bolivianos, cujos líderes formam o Conselho Nacional Democrático (Conalde), da oposição.

Vinte e cinco líderes civis já aderiram ao protesto em Santa Cruz, entre eles o presidente do Comitê Pró Santa Cruz, Branko Marinkovic, e dirigentes das câmaras empresariais. Prefeitos e governadores da oposição vêm se somando à greve.

A oposição exige que o governo devolva 30% de um imposto petroleiro cortado para financiar a concessão mensal de US$ 28 aos cidadãos maiores de 60 anos.

Os manifestantes de Santa Cruz também realizam a greve em defesa do prefeito Rubén Costas, convocado pela Justiça por ter promovido o referendo pela autonomia em sua região.

TV brasileira faz sucesso
em cidade da Bolívia

"O Felipe Massa venceu?", pergunta um. "Nada. Saiu faltando três voltas para o final". O diálogo acima seria comum numa manhã de domingo. Não na Bolívia. E os moradores de Puerto Quijarro, próximo à fronteira com Corumbá (MS), não fãs de automobilismo. Eles gostam mesmo é de acompanhar a programação da TV brasileira de cabo a rabo.

A oposição nega que a greve seja uma estratégia para boicotar o referendo revogatório. Na prática, o referendo será um plebiscito no qual os eleitores vão decidir se querem ou não a continuidade do presidente e de oito dos nove governadores do país, inclusive cinco da oposição.

De acordo com as regras, o político que receber índice de rejeição superior aos votos que teve quando foi eleito, em dezembro de 2005, deverá deixar o cargo antes da conclusão do mandato, em 2010.

Apesar do governo negar a estratégia, quando há eleições na Bolívia a prática é impedir a realização de greves, manifestações e até festas.

O governo, a polícia e as Forças Armadas garantiram que vai haver tranqüilidade para o referendo.

O presidente Evo Morales criticou a oposição pelo protesto e ainda fez piada, afirmando que eles aderiram à greve para perder peso.

"Sinto que não estão fazendo greve de fome, estão fazendo dieta, temos que ajudá-los", disse ele diante de uma multidão de simpatizantes durante o encerramento de sua campanha, em Santa Cruz.

Além da greve de fome, o governo ainda enfrenta uma onda de protestos de uma das principais centrais sindicais do país, a Central Obrera Boliviana, que bloqueou estradas e convocou greves em Cochabamba, Sucre, La Paz e Oruro.

Os incapacitados também protestam, exigindo que o governo lhes pague um bônus anual de US$ 420.

Protestos elevam tensão na Bolívia

Do portal do ESTADÃO
Terça-Feira, 05 de Agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Oposição pressiona Evo a poucos dias do referendo em que presidente e governadores colocarão cargos à prova

EFE, REUTERS E AFP

A menos de uma semana de um referendo revogatório no qual o presidente Evo Morales e governadores de oito dos nove departamentos (Estados) bolivianos devem colocar seu mandato à prova, a oposição começou a intensificar ontem a pressão sobre La Paz. Líderes dos departamentos opositores anunciaram à tarde a "massificação" de uma grave de fome e a organização de uma onda de protestos contra o governo enquanto mineiros bloquearam estradas em alguns pontos do país.

O partido de Evo, Movimento ao Socialismo, denunciou ontem que jovens radicais atacaram sua sede regional em Santa Cruz e roubaram material eleitoral.

O clima de crescente confrontação política obrigou Evo a suspender uma visita à cidade de Sucre, controlada pela oposição, onde ele participaria amanhã da celebração da independência da Bolívia. A mudança de planos foi anunciada depois que autoridades de Sucre decidiram excluir o presidente de vários atos oficiais. Segundo o chanceler David Choquehuanca, a viagem foi cancelada "por razões de segurança" e para evitar que a festa seja afetada por campanhas contra o referendo.

Os governadores e líderes cívicos dos departamentos de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca (onde fica Sucre), que apóiam ou participam da greve de fome, pedem que La Paz desista do corte dos repasses para os governos locais. Desde novembro, 30% dos impostos sobre os hidrocarbonetos que eram enviados aos departamentos estão sendo usados por Evo para financiar uma pensão para idosos. "Esta greve é por uma causa justa, por recursos que nos pertencem porque sem eles teremos de paralisar obras", afirmou o prefeito de Beni, Ernesto Suárez. Ele exige que o Executivo restitua à sua região US$ 166 milhões.

Outra demanda é que o presidente reconheça a autonomia de quatro regiões, aprovada pela população local em referendos que La Paz considera ilegais.

Já os mineiros exigem que o Congresso aprove uma nova lei de pensões e aposentadorias. São apoiados por professores e pela Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do país, que se disse disposta a aumentar as "medidas de pressão" contra o governo.

O referendo revogatório será realizado no domingo. Para se manter no poder, Evo precisa obter mais de 53,7% dos votos - porcentagem com a qual foi eleito em 2005. Já os oito governadores precisam obter 50% mais um voto (Chuquisaca não participará do referendo porque sua governadora acabou de ser eleita, após a renúncia de um aliado de Evo, em novembro). Segundo uma pesquisa publicada pelo jornal boliviano La Razón no fim de semana, a popularidade do presidente hoje é de 59%. Ontem, porém, outro jornal de La Paz, o La Prensa, divulgou dados segundo os quais Evo teria 54% de aprovação.

DOAÇÕES

Nas últimas semanas o presidente boliviano aumentou suas visitas a diversas localidades do país, onde entrega recursos provenientes de doações venezuelanas para a execução de projetos de infra-estrutura. Em seus discursos, Evo sustenta que o que está en jogo no referendo são duas visões opostas de país: uma que apóia as privatizações e a reforma estatista impulsionada por seu governo e outra pró-privatizações.

Na prática, a consulta é um instrumento com o qual governo e oposição tentam mostrar sua força num momento de crescente polarização política da Bolívia. O governo, apoiado em departamentos do Altiplano, e a oposição, com grande força nas terras baixas da Bolívia, disputam recursos e poder de decisão.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".