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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mensalão: Relator vai rebater teses de Lewandowski nesta segunda

 

VEJA

27/08/2012 - 07:11

Mensalão

 

Joaquim Barbosa anunciou que fará 'ponderações' sobre o voto do revisor; Lewandowski defendeu na última semana a absolvição de João Paulo Cunha

Laryssa Borges

 

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) - Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, pretende utilizar a sessão plenária desta segunda-feira para rebater as teses que foram utilizadas pelo revisor, Ricardo Lewandowski, para absolver o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT).
Barbosa vai levar aos demais ministros a argumentação de que tanto João Paulo quanto o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato se valeram do mesmo mecanismo para receber propina do valerioduto. Lewandowski votou pela condenação de Pizzolato por corrupção passiva, mas defendeu a absolvição do deputado petista, acusado pelo mesmo crime, por falta de provas.

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Não temo críticas, diz ministro Lewandowski

Joaquim Barbosa já tinha se proposto a fazer “considerações” sobre a manifestação do revisor e “iluminar outros ministros sobre dúvidas surgidas”. Para o ministro, que há quase sete anos trabalha no caso, tanto Pizzolato quanto João Paulo usaram recursos enviados pela agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, e sacaram a propina por meio de emissários. Por esse raciocínio, ele acredita que os dois réus tinham que ser condenados pelo crime de corrupção.
Originalmente, a 15ª sessão plenária do mensalão, agendada para esta segunda-feira, abriria espaço para as manifestações dos nove outros ministros que ainda não se pronunciaram nem sobre Pizzolato nem sobre João Paulo Cunha. É possível que após a argumentação de Barbosa contra o voto de Lewandowski, os demais ministros possam votar. A primeira a se manifestar será a ministra Rosa Weber, novata na Corte.
Os embates entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski têm marcado o julgamento do mensalão e polarizado as discussões sobre a culpabilidade de cada réu. Na última sessão plenária, o revisor chegou a ameaçar deixar o plenário caso não possa rebater as considerações que serão apresentadas por Barbosa. Antes, Lewandowski já ameaçara abandonar o próprio posto de revisor da ação penal, situação que paralisaria de vez o julgamento.

Leia também: Debate do mensalão: revisor absolve João Paulo Cunha

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".