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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Em tempos de ‘Mensalão’ o ESPÍRITO SANTO também dá exemplo

 

O PORRETE

SEX, 24 DE AGOSTO DE 2012 12:07

Ane Duarte

pedro_valls_feu_rosa2805A noticia do dia foi a devolução da denúncia criminal oferecida pelo MPES sobre a “Operação Lee Oswald”. Novamente o presidente do TJ-ES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa tomou conta da cena. Em tempos de ‘Mensalão’ o Espírito Santo não fica a dever nada ao Planalto Central.

Depois de mais de 100 dias, a denúncia chega ao TJ-ES e o presidente a devolve por entender que faltou ‘avanço nas investigações sobre as irregularidades’, como a polêmica sobre os DEFERIMENTOS FISCAIS na gestão de Paulo Hartung, então governador, e a fila de empreiteiros que decidiam os rumos das licitações públicas.

Vamos por ordem. Se as investigações não foram realizadas a contento e a denúncia criminal ficou digamos ‘manca’, uma vez que as interceptações telefônicas trazidas nos autos apontam para a formação de ‘fila de licitações’, por que a surpresa da devolução pelo TJ-ES? Se há falhas, certamente o presidente no alto de sua competência e responsabilidade iria se manifestar, fazendo exatamente o que fez.

A postura de presidente vem de encontro ao anseio popular e ao discurso proferido no dia de sua posse. Não posso deixar de mencionar também o movimento das redes sociais. Todos os comentários vão de encontro à decisão do presidente do TJ... Refletem o pensamento do povo que não é mais bobo...

Engana-se quem ainda acredita que pode ludibriar a opinião pública e o cidadão. Engana-se aquele político ou servidor público que acha que pode se esconder atrás do poder para não ser incomodado. Engana-se quem pensa que está acima da lei e da justiça... Engana-se quem acha que pode continuar enganando o povo por muito tempo...

Como profissional da Comunicação não me surpreende que a grande imprensa não dê o destaque para o fato, mesmo porque, a grande imprensa vive da fatia do bolo publicitário governamental, e muitos colegas acabam se ‘adequando’ a uma realidade que não condiz mais com o espírito do verdadeiro jornalismo, aquele que enquanto ‘foca’ tanto sonhou...

Entendo também que vivemos um novo modelo de comunicação que a cada dia se distancia do jornalismo de verdade. Estou falando do jornalismo investigativo, aquele que irrita as fontes, que ‘futuca’ arquivos, que usa da liberdade de expressão para pautar e apurar um fato... Aquele que investiga, aquele que não é factual... Porque é o factual que vende jornal e espaço publicitário, e deste tipo de jornalismo o mundo está cheio...

Entendo que pauta como o Mensalão, Operação Lee Oswald, entre outras, mexem com os poderes constituídos, mexem com a opinião pública e abrem espaço para debates, ou seja, tudo o que ‘eles’ não querem...

Em tempos de Mensalão qualquer assunto capixaba acaba recebendo menos crédito do que merece, afinal, onde é mesmo que o Espírito Santo se insere no contexto nacional?

Vejamos: somos destaque quando o assunto é violência contra a mulher, homicídios, etc., mas quando o assunto envolve esferas dos poderes, temos duas opções: ou somos exemplo para o bem ou para o mal... Então que o exemplo para o bem prevaleça, que a justiça prevaleça, que os culpados sejam julgados, punidos e condenados, que o nosso céu ‘azul e rosa’ seja realmente este céu que tanto queremos ver... limpo...

Parabéns presidente Pedro Valls Feu Rosa por mais uma atitude de coragem e determinação. Vou tomar emprestada uma frase de um internauta que disse:

“Força e fé, desembargador Pedro! Você honra o povo capixaba ao reafirmar em mandato o que prometeste na posse. A sociedade capixaba, em especial os meios que exploram comunicação, jornalismo de verdade, precisam se manifestar, de forma que o povo entenda os motivos que levam uma meia dúzia de cidadãos sair às ruas em apoio ao independente Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Força tarefa já!”

Até nosso próximo encontro,
Ane Duarte

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".