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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A Consciência de Imortalidade

 

SEMINÁRIO DE FILOSOFIA

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Olavo de Carvalho
Realizado em Colonial Heights, VA, entre 11 e 16 de outubro de 2010

Embora uma infinidade de experimentos científicos jamais contestados tenha mostrado a consciência humana como uma substância agente independente do corpo, as conclusões desses estudos ainda não se integraram na cultura dominante, mas isso não se deve somente à natural resistência da militância ateística: deve-se à completa ausência, no vocabulário dos debates contemporâneos, de conceitos que tornem inteligível o fenômeno da imortalidade. As expressões mesmas "vida após a morte", "experiências fora do corpo", etc., as mais correntes no debate público a respeito, são fontes de inumeráveis confusões.

A gravidade desse estado de coisas repousa no fato de que, sem uma adequada consciência de imortalidade, todo o quadro espaço-temporal das nossas idéias se deforma ao ponto de tornar a concepção do homem no cosmos nada mais que uma ficção culturalmente aprovada.

Mais erros ainda acumulam-se quando as discussões tendem a tomar a convicção de imortalidade como matéria de fé religiosa exclusivamente -- uma deformidade conceptual comum a praticamente toda a mídia contemporânea e a frações enormes da comunidade acadêmica.

Mesmo pessoas crentes tendem a formar uma imagem do mundo inteiramente baseada nos dados banais da vida terrestre, apenas acrescentando-lhe depois da morte um apêndice "eterno" que substancialmente não modifica essa imagem em nada. Não podemos "tornar-nos imortais" depois da morte se não somos imortais desde já. E, se o somos, a imortalidade não é somente “outra vida”: é a escala verdadeira dentro da qual transcorre a nossa vida presente. As implicações disto para a filosofia, que praticamente todos os filósofos conheciam antes do advento da “modernidade”, são imensuráveis, não no sentido que esta palavra tem na linguagem comum, mas no sentido de que a imortalidade é a medida verdadeira de tudo quanto sabemos, somos e podemos.

Corrigir as perspectivas, ensinar a vivenciar a consciência de imortalidade como uma experiência vivida e reformar, em conseqüência, os conceitos com que se tem vulgarmente discutido o assunto, tal é o propósito deste curso. O simples contato com esse tema, encarado da maneira apropriada, deixará no aluno uma marca indelével e modificará de maneira proveitosa o conjunto não só da sua vida intelectual, mas da sua experiência existencial.

Aula 1 - A estrutura da percepção humana
Aula 2 - O conhecimento por presença e o acesso ao mundo real
Aula 3 - A estrutura do Eu e a exigência básica do autoconhecimento
Aula 4 – Experimentos e exercícios para a tomada de consciência do Eu imortal
Aula 5 - O confronto com o Observador Onisciente e o sentido metafísico da humildade
Aula 6 - Perguntas e respostas

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".