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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ESPÍRITO SANTO: Corresponsável. Cabe ao secretário (de Estado de Justiça) atuar como o último soldado, impedindo que os respingos cheguem onde tudo começou: no governo Paulo Hartung (PMDB)

 

SÉCULO DIÁRIO

Caso Iases: mais do que livrar própria pele, Roncalli tem missão de guardar Hartung

Manaira Medeiros

17/08/2012 15:43 - Atualizado em 17/08/2012 16:00

Como de hábito no Espírito Santo, sempre que estoura um escândalo - caso das prisões da diretora-presidente do Iases, Silvana Gallina, e do presidente do Acadis, Gerardo Mondragón, nesta sexta-feira (17) - e o governo não tem mais condições de reverter a situação, são eleitas as cabeças entregues para o sacrifício, na tentativa de que outras sejam preservadas. Como já tratou de fazer o secretário de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli (foto), ao dizer à Rádio CBN Vitória que contribuiu com as investigações, numa estratégia de desviar a responsabilidade dos graúdos no esquema. Precisa ficar claro, porém, que o Iases é uma autarquia da Sejus, não tem vida própria, está subordinado a Roncalli. O secretário não só tinha total conhecimento das denúncias, como nunca se interessou em investigá-las. Pelo contrário, garantiu a permanência de Gallina no posto e sempre a defendeu com unhas e dentes. O que Roncalli faz agora é muito mais do que livrar sua pele. Cabe ao secretário atuar como o último soldado, impedindo que os respingos cheguem onde tudo começou: no governo Paulo Hartung (PMDB). 

Corresponsável II

Silvana Gallina, é bom que se registre, foi colocada no Iases pelas mãos de Hartung, em 2003, saindo da condição de dedicada ocupante de cargo de assistente social, para a cadeira de uma grande executiva da administração pública.  Incluindo, no bolo, a gestão de muitos contratos milionários. 

Corresponsável III

No caso de Roncalli, logo que Século Diário tornou pública as denúncias sobre o esquema dos contratos, no ano passado, movimentos sociais do setor encaminharam toda documentação referente ao caso ao governo Renato Casagrande e ao secretário de Estado de Justiça. Nunca houve qualquer manifestação a respeito. Prevaleceram a omissão e a tolerância. 

Preço alto

Por essas e outras, quem sai muito no prejuízo na história é o governador Casagrande, por ter mantido em sua gestão a diretora-presidente do Iases. É mais uma herança maldita de seu antecessor. 

Preço alto II

Em situação semelhante ou até pior fica outro socialista, o deputado federal Paulo Foletto, que não acreditou no risco de abraçar como sua a candidatura a prefeito de Colatina (noroeste do Estado) do deputado estadual Da Vitória (PDT), envolvido no escândalo. Na época do anúncio de seu recuo em disputar, apesar do desejo dos moradores do município, Foletto elevou Da Vitória à sua altura e praticamente colocou a mão no fogo por ele. Não demorou nada e já se queimou. 

Complicou

Os eleitores de Colatina, aliás, estão numa sinuca de bico daquelas. Suas principais opções no pleito são Da Vitória, que nem precisa dizer mais nada, e o prefeito Leonardo Deptulski (PT), acusado de nepotismo e de manter péssimos serviços nas áreas de energia, água e transporte público. Show de horror. 

Esquisito

Por ironia do destino ou mais uma daquelas estranhas coincidências, a TV Gazeta colocou no ar na noite dessa quinta-feira (16) uma matéria com foco exatamente na Acadis. Não apontou números e nenhuma informação que pudesse dimensionar a realidade do setor. Produto jornalístico do estilo sem pé nem cabeça.

Por falar nisso...

Lamentável a conduta do delegado que atua o caso, Rodolfo Lacerda. Reservou todas as informações sobre as prisões desta sexta-feira (17) para a TV Gazeta divulgar em seu jornal da hora do almoço, negando-as aos demais veículos. Neste caso, a crítica não é contra a TV Gazeta, que fique claro. 

Debate superficial

Interessante também no caso Iases é que coloca à tona as inúmeras tentativas de criminalizar os jovens apontados como os responsáveis pela insegurança, principalmente por conta do tráfico de drogas. Mas não levanta a questão sobre o sistema onde estão abrigados. No Estado, além de não recuperar ninguém, ainda tem dinheiro indo para o lugar errado. 

140 toques

“Não tem coisa pior na política do que homem sem palavra. Já estou de saco cheio de lidar com essa gente!”. (Vereador de Vitória Max da Mata – PSD – no Twiter).

PENSAMENTO:

“Temos no Brasil um dicionário de abusos de autoridades que vai de A a Z”. Gilmar Mendes

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".