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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O cientismo e a doença mental do revolucionário

 

PERSPECTIVAS

Quarta-feira, 29 Setembro 2010

« A ciência é a maior força para remover barreiras de desentendimento [entre seres humanos]. »

O revolucionário é um doente mental — não no sentido clínico stricto sensu, mas no sentido cultural e social; trata-se de um sociopata incurável.

Omaior perigo da modernidade tem sido — e é, infelizmente — a mente revolucionária que surtiu do Iluminismo. A ciência e a técnica não têm culpa do descalabro humanitário do século XX. Foi a mente revolucionária a responsável por mais de 200 milhões de vítimas, muitas delas inocentes, só no século XX. Naturalmente que a ciência e a técnica foram usadas na criação da morte em massa, mas não podemos responsabilizar a ciência e a técnica em si mesmas; devemos, antes, pedir responsabilidades à mente revolucionária.


É por demais evidente que a ciência, por sua própria natureza, não se ocupa do sujeito, ou seja, do indivíduo como ser humano. Só podemos fundamentar a noção de sujeito de uma forma tautológica, baseando-a na experiência subjectiva.
O conhecimento científico só concebe acções determinadas e determinísticas; não concebe a autonomia, o sujeito, tão pouco a consciência e a responsabilidade. Esta última é não-senso e não-científica. As noções de autonomia, sujeito, consciência e responsabilidade, pertencem à ética e à metafísica — e não à ciência positiva.

Quando a ciência positiva criou as ciências humanas, varreu paulatinamente o sujeito, colocando em lugar dele as leis, determinações e estruturas. Rapidamente a ideia de sujeito tornou-se mistificadora e insensata, à luz da ciência positiva e da opinião opinativa (Doxa).


Por um lado, foi esta aparente erradicação do sujeito que não só caracterizou a mente revolucionária moderna — como é exemplo o marxismo —, como esta passou a classificar toda a moral comum como sendo subjectiva, enganadora, mistificadora e mitificadora. E quanto mais a moral e a ética comuns criticam a acção revolucionária, mais a mente revolucionária aponta o dedo à moral e à ética comuns, denunciando a sua essência mistificadora. A crítica ética à acção revolucionária é sempre legitimadora da própria acção revolucionária contra o alegado embuste da ética e da moral comuns.

Por outro lado, e seguindo as características básicas do gnosticismo da antiguidade tardia, a mente revolucionária ou gnosticismo moderno cai invariavelmente num excesso moralista, através de um processo de metanóia ou conversão — tal como aconteceu com o puritanismo europeu nos séculos XVII e XVIII. Tal como no puritanismo, esse excesso moralizante é político, e não ético. Todo o desvio ideológico e político, toda a oposição e contestação à mente revolucionária são diabolizados por esta, e a moral e a ética comuns são denunciadas e criticadas de uma forma moralizante. O conceito marxista cultural de “tolerância repressiva” (tudo o que vem do desvio em relação à moral comum, é bom; tudo o que está de acordo com a moral comum, é mau) espelha bem a moral politizada do gnóstico moderno e revolucionário.

Quando a mente revolucionária utiliza o argumento da ciência para negar o sujeito, pretende deturpar a nossa visão da realidade humana e reprimir toda a possibilidade de consciência responsável — exactamente porque a ciência não se pode ocupar do sujeito!

Porém, a mente revolucionária apresenta o argumento científico como sendo “libertador da condição humana”, quando na realidade o propósito do revolucionário é exactamente o oposto daquilo que ele diz pretender com o referido argumento. É exactamente devido à perversidade e tortuosidade dos argumentos da mente revolucionária, que podemos dizer que estamos perante uma força do mal e de morte.

Com a implosão do marxismo-leninismo-estalinismo-maoísmo em finais da década de 80, deu-nos a sensação de que a mente revolucionária se teria extinguido. Porém, o que aconteceu na realidade foi que a missão salvífica — protagonizada por uma minoria ínfima portadora da verdade histórica messiânica, apocalíptica, fascista e terrorista — do revolucionário clássico e marxista se pulverizou numa miríade de movimentos políticos aparentemente autónomos entre si: o gayzismo, o ecofascismo, o aquecimentismo, o feminazismo, o eugenismo, o abortismo, o ateísmo, o neo-ateísmo, o naturalismo, o cientismo, etc., todos estes movimentos políticos têm uma raiz comum e são subprodutos da implosão e do fracasso marxista. Contudo, a doença da revolução não morreu.

O revolucionário é um doente mental — não no sentido clínico stricto sensu, mas no sentido cultural e social; trata-se de um sociopata incurável. O exemplo de Althusser e a sua história pessoal são paradigmáticos daquilo a que podemos chamar de “doença mental revolucionária e ateísta” : não tem cura, e o corolário, no caso da sociopatia de Althusser, foi o assassínio da sua própria esposa.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".