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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Como este blog levou uma legião de esquerdistas à loucura – Pt. 3 – A definitiva pá de cal sobre Bruno Almeida

 

LUCIANO AYAN


Na série da refutação aos apologistas do humanismo, Bruno e Dalila, deixarei a sequência de “Como este blog levou uma legião de esquerdistas à loucura – Pt 2.1 – Dalila: Além de Idiota Savant, Analfabeto Funcional e Humanista Confesso, um Neurótico por Completo” para daqui uns dias, pois é uma refutação a um texto específico de Dalila, que tenta ganhar pelo cansaço, escrevendo em quantidades quilométricas. Mas dessa vez se deu mal…

Pelo momento vou refutar dois textos novos, publicados em sequência, que são “Controle de frame – Sou Ateu, Parte 1b” e “Controle de frame – Sou Ateu, parte 2″. Enfim, este é o final da saga de Bruno Almeida na Internet, o qual será motivo de vergonha eterna para os esquerdistas depois do que ocorrerá com ele neste post.

Mas não posso ter pena de alguém que ficou enchendo tanto a paciência deste blogueiro que vos escreve com aquela eterna palhaçada de que “sou o Marcelo Rizzo” ou “sou Investigador de Ateus”. O problema, para ele, é que um ato falho cometido em sua missão o destruiu por completo. Curiosamente, só fui descobrir este ato falho hoje. E, como se ironia pouca fosse bobagem, a pedido dele.

Seja lá como for, vamos começar a análise do show de bobagens do Blog do Mensalão.

1 – Bruno “se revelando”

Ele não poderia começar o primeiro post de maneira mais auto-degradante, colocando a foto de um homem nu sorvendo o próprio pênis. Segundo ele, seria para dizer que eu praticaria “auto felação”, mas podemos notar que colocar foto de homem pelado no blog não é coisa de, digamos, alguém que seja muito normal. Em um duelo de provocações, um ato falho deste tipo mostra que ele não está pronto para o combate, e agora podemos rir de Bruno por muito tempo, especialmente pelo fato dele ficar extremamente irritado em posts nos quais a causa gayzista era combatida. Enfim, agora está claro por que a “menina” dá tantos chiliques…

2 – Simulando que a refutação do outro é uma “desculpa”

A parte abaixo mostra que realmente ceticismo é algo de que Bruno não gosta:

A espiral de bobagens dele é assim: ele faz algo errado, alguém aponta o erro, ele tenta sumir com o erro ou com o comentário, não consegue, inventa uma desculpa, a desculpa é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada, ele inventa outra, a outra é refutada,  ele inventa outra…

Na verdade, o que ocorreu foi exatamente o oposto. Quando Bruno apresentava uma alegação sem provas (de que eu tivesse fakes), eu demonstrava que a alegação dele carecia de provas e exigia evidências. Portanto, não sou que tenho “desculpas” a apresentar, mas sim o Bruno, que deveria pedir desculpas ao seu público por tamanha fanfarronice.

E não vou continuar no ciclo, porque não sou masoquista e tenho amor próprio. Espero que quem leia isso aqui se convença. Se você não se convencer, nada mais será capaz de convencê-lo então não reclame que não rebati as próximas desculpas esfarrapadas dele.

Acho que é um pouco tarde demais para Bruno pensar em coisas como “amor próprio”. Depois de tanta carga de auto-humilhação subserviente, nunca mais será possível que o sr. Marco Suriani seja encarado como alguém de respeito. Pelo contrário, será sempre encarado como um maluco obcecado de Internet, capaz de propagar neuroses por questões de briga política, e, pior, cometer uma fraude das mais vergonhosas possíveis. Qualquer pessoa em sã consciência o considerará incapaz para o convívio social. Tolo daquele que o empregar. E daí por diante.

O engraçado é que ele tenta uma chantagem emocional, dizendo que “espera convencer o leitor”, mas “se não convencer, nada mais o fará”, e então não se pode reclamar que ele “não rebateu”. Vamos fazer uma paródia: Espero que quem leia isso aqui se convença de que os lobisomens existem. Se você não se convencer, nada mais será capaz de convencê-lo então não reclame que não rebati as próximas desculpas esfarrapadas dos que não crêem em homens-lobo.

Tradução: pura palhaçada do lado dele. Estranho ele adentrar em um duelo cético, com um draminha tão pífio.

3 – Mais projeções de Bruno para cima dos outros

Aqui Bruno mostra que perde de novo a cabeça:

Suspeitou mas gostou da brincadeira, né? Ele gosta mesmo de receber afagos de outro macho, é só ver nos comentários do referido artigo como o Jeremias age da mesma forma e ele nunca censura os comentários dele (ver o caricato quote abaixo). Mas vocês podem encontrar pérolas semelhantesaqui e aqui, tudo devidamente certificado. Esse aqui é um dos melhores, chamando o Luciano de “mestre”. O Luciano deve estar de posse do “precioso” anel do Jeremias.

De fato, suspeitei de Marcelo Rizzo, mas não fiz o mesmo em relação a Jeremias, pelo fato de ter debatido com ele várias vezes na Internet. Ora, se não tenho motivos para suspeitar da identidade de Jeremias, ao passo que tinha  motivos para suspeitar que Marcelo Rizzo seria um fake criado pelos meus adversários (aguardem que este post trará uma bomba), qual o motivo para que eu censurasse os comentários de Jeremias? Simplesmente, isso não faz nenhum sentido, como sempre ocorre com posts de Bruno.

O curioso é que no mundo de Bruno quem elogia o outro está “comendo-o”, o que mostra que realmente falta juízo a ele. Hoje eu elogiei uma gerente de projetos pelo relatório enviado por ela. Talvez eu a esteja comendo também. Enfim, não dá para considerar essa proposta de Bruno como um “argumento”, mas uma tentativa de provocação de parquinho no qual ele de novo cometeu um ato falho. (Aliás, segundo a lógica de Bruno, Loftus estaria de posse do “precioso” anel de Dalila)

4 – Mais um ato falho de Bruno

Divirtam-se:

Vejam também este comentário do Hélio aqui papagaiando o Olavo de Carvalho.  Será que ele também não acha artificial um sujeito que ora utiliza palavra por palavra as idéias e o vocabulário dele próprio, em seguida aparece como um Olavo de Carvalho “cuspido e escarrado”?

Aliás, um comentário muito pertinente por parte de Hélio. Se o estilo é o do Olavo de Carvalho, no que isso refuta o que Bruno falou? Detalhe: de novo Bruno se irritando com denúncias à causa gayzista.

5 – Enfim, a definitiva pá de cal sobre Bruno Almeida

Vejam como ele se empolga:

E a última sobre o caso Marcelo Rizzo: essa é a pá de cal. Tanto eu quanto o Gilmar postamos com IPs que levam às respectivas cidades onde moramos. Se o Marcelo Rizzo postasse de uma dessas cidades, ele poderia simplesmene declarar isso como prova. Se eu ou o Gilmar usássemos proxy para mascararmos nossos IPs quando postamos como Rizzo, cada comentário dele viria de um local do globo diferente e ficaria muito suspeito… suspeita essa que serviria de evidência de fraude. Considerando que o Luciano tem acesso ao IP de todos os comentaristas do blog dele, ele poderia facilmente montar um caso definitivo em cima disso há muito tempo.

Então, já que Bruno pediu, fim de história. Comparem os dois screenshots:

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Como vocês podem notar, é o mesmo IP compartilhado por Bruno Almeida e Marcelo Rizzo. De fato, na maioria dos outros posts dele sob a alcunha de Marcelo Rizzo, ele usou um proxy e os IPs eram diferentes. Mas, provavelmente por sua irritação e destempero emocional (como mostrei, ele está envolvido emocionalmente demais nesta contenda, por isso ele se perde fácil), ele se esqueceu e postou sem proxy não uma, mas duas vezes.

A ironia de toda a história é que eu não havia checado os IPs de todos os posts de Marcelo Rizzo, e só fiz isso depois do desafio feito por Bruno. Pois fui lá na Lixeira do WordPress, e encontrei vários posts de Rizzo. E qual não foi a minha surpresa achar o IP de Bruno lá. Por essa eu não esperava. E nem ele.

Já vi esquerdistas baixarem de nível, e isso é esperado. Foi por isso que mapeei a estratégia Baixaria Total. Mas Bruno com certeza superou todos eles. Hoje é um dia de luto para a militância de esquerda da Internet.

Creio que não preciso mais me preocupar com tamanha ladainha nesta questão. Que Bruno procure ajuda psicológica. Os elogios de Marcelo Rizzo por mim não foram auto-felação, mas algo muito diferente disto. Que Bruno mantenha a devida distância.

6 – Mais um delírio: o bypass político

Chega a ser melancólico dar sequência ao massacre depois da morte virtual de Bruno Almeida no item anterior, mas um investigador de textos deve sempre prosseguir:

Mas Bruno, o que isso [bypass] tem a ver com o Luciano? Tudo! Há muito tempo que ele esboça o uso da política como bypass a argumentos religiosos. O argumento religioso não deu certo? Liga o bypass. Usar a Bíblia como única referência para condenar o aborto não cola mais? Chame os abortistas de esquerdistas. A sua perseguição a ateus já está ficando chata e entediante? Chame-os de esquerdistas e faça outro caminhão de críticas. E para que ele precisa do bypass? Ora, porque facilita o trabalho apologista. Ateu nenhum pode mais dizer: “você está se baseando somente na Bíblia” ou “seus argumentos só possuem fundamento se Deus existir”. Então ele criou um meio de não usar essa linha de raciocínio na hora de defender as religiões. Simples e engenhoso, não?

Vamos agora desvendar o truque. Bruno criou um fake cristão para simular elogios a mim, para posteriormente sair dizendo que eu ainda seria um cristão, e que portanto todas minhas críticas ao neo ateísmo seriam críticas de um cristão, ainda que eu tivesse feito a declaração pública de ser um ateu. Claro que toda essa tese dele é digna de um hospício, constatação amplificada pelo fato de descobrirmos que Marcelo Rizzo e Bruno Almeida são a mesma pessoa.

Talvez por isso, ele tente truques desesperados como dizer que eu sou contra o aborto e chamo os esquerdistas de abortistas, quando na verdade eu me declarei a favor do aborto neste blog. Além do mais, uma boa parte de meus argumentos conservadores não se originaram da Bíblia, mas de livros como “Darwinian Conservatism”, de Larry Arnhart. Portanto, não faz o menor sentido eu ter que disfarçar uma influência da Bíblia que nem de longe existe em meus argumentos. Como se nota, Bruno enlouqueceu definitivamente.

A fantasia dele prossegue:

Ele confessa essa estratégia várias vezes. Em Começando a pensar politicamente na guerra intelectual com os neo ateus, ele se mostra incomodado com o fato dos religiosos não terem como lutar contra a retirada de crucifixos de locais públicos usando somente a Bíblia. E depois confessa que o uso do bypass político é o mais eficiente em casos como este.

Na verdade, o único bypass a existir nesta questão é o bypass humanista, que foi denunciado no texto acima. Ou seja, os humanistas lutam para tirar os símbolos religiosos da frente mas nada fazem para tirar o símbolo “Ordem e Progresso” da bandeira brasileira. Eu, ao contrário, digo que se o símbolo “Ordem e Progresso” fica na bandeira, nada mais justo que os crucifixos permanecerem nos tribunais. O que mostrei é que não beneficio nem uma religião nem outra, mas Bruno defende que somente o humanismo seja beneficiado. Logo, ele projeta o seu bypass nos outros. Vejam como é fácil desmascará-lo.

Abaixo, de novo ele implementa motivações nos outros que na verdade estão somente nele:

Vejam o que ele mesmo diz em De questionador de neo ateus a conservador cético: o que aconteceu?. Ele confirma que o bypass político é muito mais útil aos religiosos do que o modus operandi estritamente religioso do passado: Eu tenho plena convicção que dessa forma, eu serei muito mais assertivo que no passado. Não perderei tempo com itens que me desfoquem do meu objetivo, que é colaborar para tirar poder dos meus inimigos (os esquerdistas). E desta maneira, serei muito mais útil aos conservadores (e religiosos) do que no passado.

O argumento de Larry Arnhart, no livro “Darwinian Conservatism”, mostra, com evidências claríssimas, que o darwinismo é muito mais favorável ao pensamento conservador que ao pensamento esquerdista. No texto acima, eu falei de meu aceite ao darwinismo, o que solidificou meus argumentos conservadores. O tom do meu texto não mostra que minha mudança foi feita somente por conveniência, mas pelo fato de eu ter EXPERIMENTADO o darwinismo através da dinâmica social. Entretanto, se o darwinismo é mais favorável aos conservadores, isso não configura nenhum viés, pelo contrário. A não ser que ele fique desgostoso com o darwinismo SOMENTE pelo fato dele negar o pensamento de esquerda. Mas aí é um problema da credulidade dele…

Aqui mais citações fora do contexto, como não poderia deixar de ser:

Notem como que nos comentários do mesmo post, ele dá mais uma prova de que a concepção original do termo Controle de Frame realmente tinha cunho pejorativo similar ao da palavra técnica e que só depois ele mudou. Aiaiai….E se antes eu mostrava as técnicas deles, vou aos poucos mostrar coisas novas aqui, como o controle de frame, e como podemos VENCER QUALQUER discussão com eles.

O engraçado é que ele omitiu o que eu sempre tenho escrito sobre a vantagem do uso do controle de frame para os conservadores. O que eu disse é que os esquerdistas mentem (observem o comportamento de Bruno e de Dalila e comprovem), enquanto tentam controlar o frame, enquanto que os conservadores não são especialistas em mentira, mas não tentam controlar o frame. Ora, se um grupo fala mais a verdade em mãos, basta controlar o frame para impor-se sobre os mentirosos. Portanto, não há conotação pejorativa coisíssima nenhuma na concepção original do termo Controle de Frame. Como se nota, a cada parágrafo de Bruno, há ao menos uma mentira.

Vejam exemplos de como Bruno tenta controlar o frame com mais mentiras:

Não podemos nos esquecer como ele procura sistematicamente convencer outros defensores da religião a abandonarem o modus operandi antigo e adotarem o utilíssimo e revolucionário bypass político. Ele tentou com o Leonardo Bruno  em Um erro e um acerto estratégico de Leonardo Bruno e várias vezes com nosso caricato portuga Jairo Entrecosto, como em Jairo Filipe: um idiota cada vez mais útil a esquerda e Os incontáveis declives escorregadios de Jairo Filipe. É notável com ele tenta alertá-los de que a abordagem antiga deles é tão batida que os ateus até gostam quando eles usam. Tenta conscientizá-los de que somente o bypass político pode resolver a desvantagem em que eles estão. E de quebra, reconhece que o pensamento apologista atual é tão ruim que precisa de um bypass político para se sustentar.

Aqui ele confunde o termo que ele próprio inventou (bypass político), quando na verdade eu propus a dinâmica social para Leonardo Bruno. A não ser que ele diga que a dinâmica social aplicada na guerra política é o mesmo que bypass político, nota-se que Bruno se confunde com o próprio termo inventado. Outro truque acima é quando ele diz que Bruno tem o “pensamento apologista”, quando na verdade ele é um conservador que raramente prega sua religião. Esse é o tipo de truque que Bruno faz o tempo todo, impondo motivações nos outros que no fundo estão apenas nele mesmo.

Depois de mais citações delirantes em que ainda tenta dizer que eu sou o Marcelo Rizzo (truque que não funcionará mais), ele conclui:

Afirmação de Bruno, usando o fake Marcelo Rizzo: Quando eu vejo um cristão dizendo que é contra a homossexualidade por isso ser contra as leis divinas, sei que ele não está com uma boa argumentação em mãos. Nem todos os religiosos fazem isso mas os poucos que fazem trazem danos ao cristianismo. Luciano, a grande diferença de sua argumentação é que ela é despida do viés religioso para ser defendida à luz da teoria da evolução. [...]
Noto que existem 2 “Lucianos”, um antes da parada, sem o viés evolucionista e católico, com ótimos argumentos mas correndo o risco de sofrer alguns questionamentos incômodos. Outro é o Luciano pós retorno, agnóstico e darwinista, com argumentos sólidos e plenamente defensáveis sob a ótica da evolução, vendo o ser humano como ele é, e não como esquerdistas gostariam que ele fosse.

Comentário de Bruno: Não vamos negar o óbvio: ele mesmo está dizendo que um dos objetivos de sua luta contra a esquerda é atacar o ateísmo e aprofundar a crença em Deus. Na pior das hipóteses, aprova esta interpretação, pois permitiu o comentário sem fazer correções. Não tem como negar que o objetivo do blog é o bybass político.

Vamos à constatação dessa fraude toda cometida por ele. Irritado com meus ataques ao neo ateísmo, mesmo eu sendo um ateu, ele tentou fingir que eu seria um teísta disfarçado de ateu, e para isso criou um fake, pensando nos mínimos detalhes, amparado por uma cuidadosa cópia do estilo tanto meu como de pessoas que já me elogiaram no passado.

O objetivo deste truque provavelmente seria me jogar contra os leitores, tentando provar que eu no fundo seria um teísta disfarçado, e portanto nem um pouco digno de confiança. Uma ação digna de um psicopata, naturalmente, o que não surpreende vindo de um esquerdista extremamente radical.

O objetivo da luta de Bruno é usar de todas as fraudes possíveis para tentar atacar a pessoa responsável por este blog, mas jamais os argumentos.

Já o objetivo de minha “luta” é defender um paradigma de ceticismo que invalide truques e estratagemas oriundos do discurso político. Obviamente, este paradigma é letal para a religião política. Não existe nada de “bypass político” neste paradigma, pois ele é neutro, e pode ser usado contra qualquer grupo que faça alegações políticas. Mas, se fazer alegações políticas é a VIDA do esquerdista funcional, o problema é deles, não meu…

7 – Uma tentativa de controlar o frame para se esquivar de ser identificado como um esquerdista

Prestem atenção no truque abaixo, que chega a ser cômico:

Se pararmos para pensar bem, o blog dele possui atualmente um verdadeiro arsenal capaz de enquadrar virtualmente qualquer pessoa que ele deseja como esquerdista. Vamos conferir? Se você não se assume esquerdista, você pode estar fingindo ou pode ser só um funcional, que age em benefício da ideologia sem necessariamente perceber. E mais, se você não é conservador, então você é de esquerda, pois não há meio termo (adoro falsas dicotomias, principalmente as que chantageam como esta). Aliás, não existe esquerda moderada também. O mero fato de abandonar a crença em deuses e assumir uma posição secular já se caracteriza como crença no homem, que é o epicentro do esquerdismo. Segundo ele, toda forma de humanismo é esquerda. O nazismo (e de quebra, o fascismo) é de esquerda. A ditadura brasileira (cópia certificada) era de esquerda. Republicanos são de esquerda (pois ele alega que não são de direita, e como não existe neutralidade… infelizmente, não consigo encontrar o lugar em que ele diz isso, foi os comentários de algum post). O PSDB é de esquerda. A Veja também. Autoriatarismo é esquerda. Seu oposto, o libertarianismo, também é esquerda (mesmo que funcional… ou agora esquerdista funcional não é mas esquerda? Não vale mudar as regras no meio do jogo heim?) . É possível defender o capitalismo mesmo sendo de esquerda (meta-capitalismo). Feminismo é esquerda. O movimento negro é esquerdista. A aprovação do casamento gay, aborto, drogas, eutanásia só não são de esquerda se for uma opinião pessoal (cópia autenticada). Defendeu em público, é esquerdista. Contra-apologia é esquerda. Neo ateísmo e qualquer forma de anti-religião é de esquerda (e virtualmente, todo ateu do mundo é neo-ateu, de tão vazia que a diferença entre ateu tradicional e neo-ateu é, logo, virtualmente todo ateu do mundo é esquerdista). Ele mesmo declara aqui que Todo neo ateu é um esquerdista. Aliás, ateus tradicionais como Voltaire também são de esquerda, pois ele era humanista. Investigadores de atividade paranormal são esquerdistas. Pessoas que postam fotos de mulheres nuas na internet são de esquerda. Terroristas cristãos racistas são de esquerda. Aquele rapaz da UnB que ameaçou esquerdistas e foi preso também é de esquerda!

Antes, vamos aos fatos. Quando ele afirma que eu falei que “não existe esquerda moderada”, ele está mentindo. Eu escrevi que existe a esquerda moderada, e ela é justamente perigosa por que sua moderação não faz nada contra o sucesso dos esquerdistas radicais. Ele também mente quando diz que eu afirmei que “o mero fato de abandonar a crença em deuses e assumir uma posição secular já se caracteriza como crença no homem”. Jamais afirmei isso. Aqui ele tenta confundir o leitor com uma homonímia sutil, confundindo “moral secular” com “moral humanista”. Também não afirmei que republicanos sejam de esquerda, embora já tenham feito concessões ao esquerdismo, assim como democratas já fizeram concessões ao pensamento de direita. E o nariz de Pinóquio dele só vai crescendo. Também afirmei que o pensamento libertário tem a essência do pensamento de esquerda, mas contém cânones que ajudam a direita. Tecnicamente, o libertarianismo seria uma doutrina que se parece com o personagem Coringa, do filme The Dark Knight. É um criminoso, mas ao mesmo tempo capaz de atacar outros criminosos, como também aos cidadãos comuns. Em relação a “todo ateu do mundo ser neo-ateu”, mostrarei pouco abaixo que é exatamente o contrário. Há uma quantidade muito maior de ateus que rejeitam o neo ateísmo em relação ao que ele pensa. Ou seja, o neo ateísmo deve ficar relegado a um grupo de fanáticos, assim como existem fanáticos religiosos. A quinta mentira está no fato dele afirmar que eu disse que “investigadores da atividade paranormal” sejam esquerdistas, o que é falso. Eu critiquei apenas os investigadores de atividade paranormal que sejam humanistas (ex. Carl Sagan), e tentem convencer que são os “céticos universais”, por causa da agenda política da esquerda. A sexta mentira vem quando ele disse que eu teria afirmado que “são os esquerdistas que postam fotos de mulheres nuas na Internet”.  Como mostrei, seis mentiras mostrando que minha tese dizendo que esquerdistas mentem sem parar por causa de sua agenda continua indefectível.

Além do mais, já demonstrei que o nazismo é de esquerda, utilizando uma fonte primária, que é a Plataforma do Partido Nazista. Tentar refutar isso dizendo “todos meus professores chamam o nazismo de direita” não serve. Se a base da crença de esquerda é a crença no homem, o humanismo, por defender que o ser humano é uma espécie a parte (capaz de controlar o próprio destino e seus instintos), é simplesmente a mais importante das doutrinas esquerdistas. É um sustentáculo para doutrinas como marxismo, fascismo e nazismo.  Como pode a ditadura brasileira ser de esquerda com tamanho nível de estatização? Provavelmente é o truque de “ficou contra o marxismo, então é de direita”, que sempre usaram para tentar impor uma única forma de ser esquerdista.  Aliás, o PSDB significa “Partido da Social Democracia Brasileira”. Portanto, não preciso falar mais nada, certo? Em relação a movimentos sociais radicais, como feminismo e movimento negro, por não representarem os grupos que alegam representar (assim como os neo ateus não representam os ateus), são o tipo de movimento que serve, conforme Saul Alinsky sempre afirmou, para atacar o “sistema” de direita.  Por fim, se o nazismo é de esquerda, conforme extensivamente comprovado, é claro que o anti-marxista Emerson também é de esquerda. (De novo, não há uma única forma de ser esquerdista)

Então prossigamos:

Ou seja, para ele, praticamente tudo, menos ele, é esquerda.

Pelo contrário. Há muitos não-esquerdistas, entretanto de fato a variabilidade de esquerdismo é muito maior do que de conservadorismo. Para ser conservador, basta negar a crença no homem. Para ser esquerdista, basta cultuar o homem. Em cima desse culto ao homem, há várias religiões políticas.

É o mesmo que o ateísmo. Para ser ateu, basta não crer em Deus. Para ser teísta, basta crer em Deus, mas ainda assim existem muitas opções de religiões tradicionais. O ateu não tem tantas opções de crenças. A não ser, é claro, que vá para a religião política.

Por isso é fácil para um conservador olhar “de fora”, e ver a enorme variedade de religiões políticas, que constituem o cardápio do crente político.

Em resumo, o conservadorismo está para a religião política assim como o ateísmo está para a religião tradicional. E mesmo que existam muitos religiosos tradicionais (de vários tipos, incluindo cristãos, islâmicos, sikhs, hindus, etc.), existe uma ou duas variações de ateus. Assim como existem vários religiosos políticos (incluindo progressistas, humanistas, marxistas, nazistas, neo ateístas, nazistas, social democratas, etc.), existem poucos perfis de conservadores. Não vejo motivo para tanto dramalhão de Bruno.

Peça que ele te mostre algum ateu de direita e ele dirá apenas ele e mais um ou dois.

Que tal uns 12.957? Segue abaixo a imagem da comunidade do Orkut “Planeta Ateu”, composta de ateus conservadores:

Clique para ampliar

Ih, agora a coisa complicou definitivamente para o Bruno. Se para ele só era possível ser ateu e executar a agenda de esquerda (mesmo tentando fingir que não é de esquerda), agora ele se embretou de vez.

Aliás, este blog recebeu a alcunha de esquerdista mesmo falando unicamente de apologia, filosofia básica e teoria de argumentação. Desafio ele a mostrar como defendo aqui o esquerdismo de forma consciente. Dizer que sou útil à esquerda não me torna um defensor consciente. O desafio está feito, espero que ele responda se atendo aos fatos e sem tergiversar.

Só se for agora!

Vejam um comentário dele em um post meu, tempos atrás:

Minha proposta básica é montar um sistema que combata a injustiça e procure dar oportunidades iguais a todos. Quem aproveitar, bem, quem não aproveitar, amém. Evidentemente que isso não garante a inexistência da desiguldade social e não garante um estado enxutíssimo, mas devemos fazer uma solução de compromisso: qual o menor tamanho do estado capaz de garantir a menor desiguldade social com a menor quantidade de injustiças possível? Isso é ser independente de ideologia, pois é humana (no sentido de não ser desumana ou cruel), mas não impõe a igualdade como obrigação de todos nem faz vista grossa à desiguldade por motivos egoístas ou mesmo ideológicos. Cada um tem sua chance, todos têm a mesma chance. Quem tem mais talento, tem sua recompensa. Quem trabalha mais, tem sua recompensa. Quem se destacou não é demonizado, quem tem talento não parte em desvantagem.

Outra proposta é tornar o processo de decisão mais independente da política. Estabelecer uma linha mais clara entre administração pública e política. Deixar que pessoas preparadas e competentes, altamente especializadas, tomem decisões importantes ao invés de políticos com ensino fundamental, interessados em fazer a vida e em ganhar as próximas eleições ou ao invés de políticos cegos que acham que suas opiniões altamente carregadas de visões de mundo esteriotipadas possam resolver tudo.

Que raio é isto de “sistema com oportunidades iguais a todos”? Ou mesmo “menor desigualdade social”? Ou até luta contra “desigualdade por motivos egoístas”? Mais grotesco ainda é “processo de decisão mais independente da política”. É claro que o sujeito vive em um mundo de Pollyana, adota o mindset esquerdista, mas ainda tenta enganar os demais fingindo ser “coluna do meio”.

Assim como é fácil para um ateu descobrir se alguém acredita em Deus, é fácil para um conservador, especialmente um conservador cético, descobrir se alguém acredita no homem. Está provado que Bruno é um esquerdista funcional.

Conclusão

Bruno é o perfeito esquerdista adepto de Lenin, adotando o lema do “Acuse-os do que fazemos”. Todas as acusações dele lançadas sobre mim na verdade são projeções do comportamento dele.

Ao me acusar de fingir ser ateu para atacar o cristianismo, mostrei que ele usou um personagem fake para tentar fazer todo esse cirquinho. Sem querer, descobri evidências que definitivamente o incriminaram.

Curiosamente, não há evidências de que eu seja um “cristão disfarçado de ateu”, mas ao mesmo tempo mostrei que Bruno é um esquerdista disfarçado de neutro, ou seja, praticando o tal do “bypass político”, termo inventado por ele para definir alguém que finge uma crença que não tem apenas por questões políticas.

Que um esquerdista tenha descido tanto de nível, é algo que não mais me surpreende, mas confesso que Bruno realmente foi detalhista em sua fraude, sinal de que devemos ficar cada dia mais vigilantes.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".