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sábado, 18 de agosto de 2012

Provando do próprio veneno: os 13 detidos terão a oportunidade de conhecer o outro lado do sistema de privação de liberdade do ES

 

SÉCULO DIÁRIO

Editorial

17/08/2012 19:02 - Atualizado em 17/08/2012 20:23

Não é mais novidade para quase ninguém que o chamado arranjo institucional do ex-governador Paulo Hartung foi quase perfeito. Durante os oito anos de seu governo (2003 – 2010), o ex-governador conseguiu manter em suas mãos as principais instituições do Estado: Judiciário, Tribula de Contas, Ministério Público, Assembleia Legislativa, boa parte da imprensa, empresários e até as organizações da sociedade civil. Lembram da Espírito Santo em Ação?

Pois é, tudo beirou a perfeição, não fosse uns e outros mais enxeridos tentados desnudar os bastidores que movimentavam o tal arranjo. Humildemente, sem recalque, incluímos Século Diário nesse rol de denuncistas que não se calaram às intimidações dos comandantes do arranjo. 

O próprio Hartung em pessoa, em relação a Século Diário, fez de tudo para minar o jornal: por meio de boicotes financeiros, processos “arrumados” na Justiça ou ainda através do trabalho sistemático de desacreditar o conteúdo do jornal perante seus leitores e iminentes anunciantes, que temiam se aproximar do jornal.

Foi assim, por exemplo, com relação à série de reportagens que denunciaram o esquema de corrupção no Iases, como revela a matéria em destaque (Prisões de Gallina e Mondragón trazem à tona esquema de corrupção no Iases), que antecipou o conteúdo da coletiva do delegado Rodolfo Laterza, responsável pela Força Tarefa criada pela Secretaria de Segurança Pública para apurar as irregularidades nos contratos entre Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) e a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis). 

Como outras tantas reportagens que Século Diário publicou durante a Era Hartung, essa, embora veiculada no governo Casagrande, também sofreu o boicote imposto por Hartung, que usou a imprensa corporativa para rebater as matérias que apontavam indícios claros de corrupção no Iases. 

Enquanto Século Diário sustentava em provas documentais as denúncias envolvendo a diretora-presidente do Iases Silvana Gallina e o presidente da Acadis Gerardo Mondragón, num flagrante esquema de corrupção, a Gazeta oferecia aos seus leitores as seguintes matérias: "Ex-infrator colombiano, Gerardo Bohorquez Mondragón lança livro no Tribunal de Justiça"; "Educador Gerardo Mondragón mostra que é possível recuperar dependente químico"; "Ele esteve no mundo do crime e hoje resgata os infratores".

Mesmo após as denúncias publicadas por Século Diário envolvendo o colombiano, o periódico não se preocupou em apurar as os fatos e preferiu deixar seus leitores com a versão promocional montada pelo lobby de Mondragón (o “ex-obrigado-a-trabalhar-para-as-FARC”). 

As prisões incontestáveis de Mondragon, Gallina e companhia, finalmente fazem justiça em duas frentes: em primeiro lugar com a sociedade, com o contribuinte, que não merece ver seu dinheiro sendo gasto para enriquecer um oportunista colombiano que se tornou personalidade no Espírito Santo da noite para o dia, graças ao lobby movimentado por Gallina, pelo deputado Josias da Vitória (PDT) e mais um monte de interesseiros de ocasião que queriam enriquecer à custa da tragédia humana

Em segundo lugar, as prisões legitimam o trabalho jornalístico sério de Século Diário, que investigou fatos e não fofocas. As prisões e as provas levantadas pela Força Tarefa do delegado Laterza estão aí para quem ainda duvidava do nosso trabalho. 

Voltando ao escândalo no Iases, as denúncias são graves e merecem apuração rigorosa, mesmo que as investigações recaiam sobre o secretário de Justiça, o deputado Da Vitória ou ainda o ex-governador Paulo Hartung, que foi quem alçou Gallina no Iases e fez questão de mantê-la no cargo mesmo no governo de seu sucessor

Século Diário continuar fiscalizando as investigações da Força Tarefa, pois estamos falando de dinheiro público que está sendo desviado para atender a interesses pessoais. Dinheiro público que deveria estar sendo gasto no trabalho de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei num Estado que ocupa a segunda posição no ranking nacional de homicídios. 

Aqueles mesmos jovens que, quando não recebem tratamento adequado do Estado, voltam para as ruas e enfiam sem piedade um revólver na nossa cara para cobrar a dívida social à maneira deles. Nada justifica, concordamos. Mas esta a realidade com a qual nos deparamos todos os dias. O lamentável desfecho de muitas dessas histórias nós já conhecemos – os índices assustadores de homicídios no Estado dizem tudo e mais um pouco.

São esses adolescentes que entram nas unidades socioeducativas atrás de uma segunda chance, que acabam sendo os autores e as vítimas da violência urbana que mantém o Espírito Santo em permanente guerra civil.

Nessa lamentável história de corrupção no Iases há uma compensação: pelo menos nos próximos cinco dias – tempo que dura a prisão preventiva - essas 13 pessoas que foram detidas terão a oportunidade de conhecer o outro lado do sistema de privação de liberdade do Espírito Santo: um sistema perverso, violento e corrupto que eles mesmos ajudaram a construir

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".