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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Como este blog levou uma legião de esquerdistas à loucura – Pt. 1 – Eles são “legião”.. de macacos de laboratório

 

LUCIANO AYAN

 

Nos posts Como este blog levou um esquerdista a loucura – Pt. 1  e Como este blog levou um esquerdista a loucura – Pt. 2 – Controle de Frame for Dummies,  foquei meus massacres em Bruno Almeida. Irritado, ele começou uma série nova de textos em seu blog (Blog do Mensalão), em que conta até com a ajuda de Dalila. Os dois primeiros já foram publicados, e todos serão refutados com extrema facilidade.

O engraçado é que agora eles estão postando no formato de “time”, conforme o que eles declaram no post “A tempestade que precede a calmaria”:

A nova agenda será a seguinte:
SÁB (11/08): O grande Pseudocético e Pseudocientista Luciano (Fomon)
DOM (12/08): Luciano Ayan: Idiota Savant, Analfabeto Funcional e Cristão Enrustido
(Mensalão em parceria com blog Rebeldia Metafísica)
SEG (13/08): Sou ateu 1B: Marcelo Rizzo e Jeremias (Bruno Almeida)
Sou ateu 2: Bypass político para pregações apologistas (Bruno Almeida)
TER (14/08): Luciano Ayan: uma breve biografia – de troll na ?????????? ??????? ??
a “líder” conservador fake (Bruno Almeida)
QUA (15/08): Metodologia de anti-debate de Luciano Ayan (Mr. Monk)
Worth it? (Mensalão)

Eu digo “legião”, pois o blog teria vários postadores: Fomon, Bruno Almeida, Mensalão e Mr. Monk, mas o próprio Bruno Almeida disse que seu blog era o de “uma única mente, maluca e confusa”. Evidência abaixo:

Aí temos a hipótese tanto de que várias pessoas escrevem lá, como uma pessoa só, usando alcunhas diferentes. Para mim, tanto faz, pois ele juntou ao time Dalila, que sabemos ser outra pessoa (embora com os mesmos delírios que Bruno, sendo praticamente como a dupla Frodo e Samwise). O fato é que a hipótese de que este blog leva esquerdistas à loucura é cada vez mais reforçada, pois agora eles estão trazendo o histórico de mais esquerdistas irritadíssimos com meus questionamentos. Como eu falei, sem querer, Bruno está reforçando todas as teses deste blog e ajudando a tornar minha abordagem cada vez mais robusta.

É por isso que vejo nele alguém digno de pena, mas jamais digno raiva. Talvez se eu não tivesse conhecido a dinâmica social, eu até pudesse sentir raiva pelos ataques. Mas depois da dinâmica social? Sem chance. Quem avalia o comportamento humano de uma forma tão técnica como eu, prefere entender as reações emocionais e estímulos passionais como demonstrações da falibilidade humana (embora o Bruno se supere e falhe mais do que o costumeiro, em comparação com os seres humanos normais), a serem objeto de estudo. Inadvertidamente, Bruno e Dalila são perfeitos “macacos de laboratório”.

Comecemos, portanto:

A última série sobre o Luciano começa hoje [era o dia 11/08] e depois disso ele será ignorado. Chega de baixaria por aqui, pois é impossível tratar de um troll como ele sem abaixar o nível.

Essa historinha de “chega, não vou falar mais do Luciano, cansei” já deu o que tinha que dar, pois é mais um exemplo de que Bruno está emocionalmente envolvido demais neste duelo. Dica: “não prometa algo que não pode cumprir”. Conforme o que este blog afirma, Bruno está envolvido emocionalmente, e a previsão é que quanto mais desmascaramentos forem feitos em relação aos truques da esquerda, mais ele se irritará. Isso é algo de que ele não pode fugir. Por isso, ele comete o ato falho de dizer “chega de baixaria por aqui”. Baixaria só se for no blog dele, pois aqui temos uma análise TÉCNICA a respeito de como funciona a mente dos esquerdistas quando eles são colocados sob o mesmo crivo cético que os religiosos tradicionais são. Foi para isso, aliás, que escrevi o texto Crentes religiosso são mais livres pensadores?. Aliás, eu nunca achei que religião fosse sinônimo de livre-pensamento, do qual a religião política é antônimo. A regra é clara: questione um religioso tradicional, e ele poderá ficar irritado, em alguns casos, e curioso em outros, e te responderá. Mas questione um religioso político, e ele irá a loucura, e, se pudesse, tentaria te matar.

Fomon diz:

Pra começo de conversa, um breve esclarecimento. Existem os céticos gnosiológicos que consideram não ser possível obter certeza de nada neste mundo e que a verdade não existe ou se existe é ou inalcançável ou irrelevante ou ambos. O cético metódico aplica a dúvida como método de verificação, e é a esse ceticismo que me refiro aqui.

Ele tenta aqui convencer o leitor de que “defende” o ceticismo metódico, que segundo ele “aplicaria a dúvida” como método de verificação. Como vou mostrar adiante (e com evidências), ele jamais aplicou a dúvida como método de questionamento, pois critica a mim por ter mudado de opinião em relação a algumas crenças. Se os princípios de Fomon proíbem a mudança de opinião, como haveria espaço para “dúvida”? Mais um ato falho dele.

Em seguida, aparece um novo truque que podemos mapear:

O primeiro ponto que destaco é que deixei bem claro que duvidar, qualquer um pode. Ninguém precisa ser cético para duvidar de nada. O ceticismo é um método de se exercer dúvida, então pode-se duvidar sem ser cético. Acontece que algumas pessoas expressam sua dúvida sob a alegação de ser uma dúvida cética, mesmo quando isso é falso. Neste caso, estamos lidando com um pseudocético.

Agora ficou claro o truque ao qual ele se apega tanto. Na verdade, ele está tentando controlar o frame, tentando usar a rotina “O cético do outro lado é pseudo, mas eu sou verdadeiro”, o que, sob meu paradigma de ceticismo político, é uma alegação estéril. Em termos técnicos, não faz diferença alguém ser “pseudo cético” ou “cético de verdade” (juro que estou me segurando para não dar risada desta ingenuidade cometida por ele), o que importa é a PERTINÊNCIA dos questionamentos lançados. Portanto, sair gritando “ele não é cético de verdade”, o que tende a ocorrer em debates políticos (como o são todas as abordagens do blog Mensalão), não faz sentido algum. Quer dizer, só faz sentido se o outro lado não perceber.

Em resumo, não é relevante aquilo que está se passando na mente da pessoa sob a investigação, mas sim o que ela DECLARA. E qual é o insumo verificável do “ceticismo”? Simples, o questionamento que dele resulta. O questionamento pode ser observado quando lemos uma declaração, mas o pensamento do outro não. E, enquanto isso, o outro pode lutar para convencer o leitor de que “é o cético verdadeiro, mas seu adversário é pseudo”, para lançar uma cortina de fumaça sobre o único aspecto empírico do embate cético, que é o questionamento em observação.

O que Fomon parece não ter entendido (idiota savant?) é que a afirmação “eu sou cético de verdade, e os meus inimigos são pseudo” é uma alegação política, e como, tal, é vítima do ceticismo político aqui defendido. Este tipo de alegação só funciona para aqueles que ainda não estão “treinados” no ceticismo político. Vários leitores meus já estão, e, a continuar assim, ficarão cada vez mais imunes a truques deste tipo.

Ora, se o único insumo observável do ceticismo é o questionamento dele resultante (o restante seriam apenas declarações de auto-venda a respeito de estados mentais, e alguém pode mentir sobre eles, e a tendência é que isso ocorra mesmo), o ideal é ignorarmos alegações de ceticismo de exibição, e focarmos somente nos questionamentos. Neste ponto, alguém que duvida do aquecimento global, é um cético quanto ao aquecimento global, alguém que duvida da existência de Deus, é um cético quanto a existência de Deus, alguém que é cético quanto ao poder do homem em mudar sua contingência e criar o paraíso na Terra, é um cético quanto à religião política. E quanto aos “verdadeiros céticos, que se auto-questionam”? É possível que eles existam, mas não é possível validá-los. Portanto, afirmações que não podem ser testadas devem também ser ignoradas, e exatamente por isso o truque de Fomon não serve.

Luciano: Por exemplo, suponha que Marcelo afirme duvidar que a Regina tenha matado a Catarina. Caso você questione ao Marcelo como ele chegou a essa conclusão, e ele apenas afirmasse duvidar veementemente do crime cometido por Regina, teríamos, sob a definição do blog do Mensalão, um pseudocético. Fomon: É ou não é pessoal? Tendo em vista minha definição apresentada, alguém tem dúvidas de que ou ele não a leu ou ele não a etendeu? Não dá, vei.. não dá.

Pelo contrário, eu li o que Fomon escreveu, e vou transcrever abaixo, a partir do texto “Pseudoceticismo: Introdução”.

Exemplo: suponha que vc chega em casa com seu amigo e seu sofá está destruído e seu cachorro está em cima dos destroços. Vc tem certeza que não foi o seu auau, que é um anjo, mas seu amigo discorda e diz:

“Olha, foi seu cachorro. Eu apliquei um método de investigação baseado no ceticismo e cheguei à conclusão de que esta é de longe a melhor explicação para os fatos.”

O que você responde? Assim:

“É, mas seu ceticismo é só mais uma alegação. Eu também estou cético quanto ao seu ceticismo.”

Só se você fosse idiota. Na boa, se vc é o tipo de pessoa que aje com tanta infantilidade, some desse blog. Dessa maneira estaria agindo da mesma maneira não cética que você alega que o outro está se portando. Sacou? No fim das contas, seu amigo pode ser cético de verdade e você só um bobo falando merda. Não faça isso aí em cima, prefira por esse tipo de abordagem:

“E como você chegou a esta conclusão?”

Pronto! Se ele for incapaz de explicar isso, ele é pseudocético. Caso contrário, ele é no máximo um ingênuo. Vejam algumas possíveis respostas:

“Você ama tanto seu cachorro que é incapaz de ver que foi ele! É óbvio que foi ele e só um crente iludido como você pode discordar!

Olha, ele está em cima da bagunça, só pode ter sido ele!

Veja as marcas de rasgo neste tecido: elas são consistentes com as patas de algum animal, então não foi uma pessoa. Elas tamém são consistentes com o tamanho da pata do seu cachorro, a julgar pela distância entre as unhas. Além disso, a terceira marca está mais fraca, o que coincide com a unha machucada do seu cão. Por fim, sua casa estava toda trancada, inclusive as janelas, e fica num apartamento no décimo andar de um condomínio seguro. A não ser que você ache que um animal grande o suficiente e com o mesmo padrão de unhadas do seu cão tenha entrado aqui e feito isso, então realmente foi o seu.”

A primeira resposta até seria válida se você tivesse se recusado a aceitar a argumentação do seu amigo sem dar nenhuma explicação. De todo jeito, se seu amigo der a terceira resposta, então ele realmente empregou o ceticismo na investigação e não pode ser declarado de pseudocético. Mas se ele ficar enrolando ao invés de responder, então ele é pseudo msm, na tora.

O que vemos acima? É exatamente o erro metodológico de Fomon ao pegar um evento sobre ceticismo e declarar ao final “se ele realmente empregou o ceticismo na investigação, não pode ser declarado de pseudocético”. Ou seja, conforme falei, o exemplo acima mostra que aquilo só serve para julgar se alguém é cético ou pseudo cético em relação a uma QUESTÃO ESPECÍFICA, mas não serve para definir se alguém é cético ou não em questões de larga escala, ou se alguém é cético na maioria de seu tempo.

Aliás, mesmo que alguém fique fazendo questionamento céticos (de verdade *risos*) o dia todo, isso não fará nada para provar que esta pessoa é um cético em essência de uma forma mais abrangente. Os exemplos podem incluir gente como Bertrand Russel, Carl Sagan, Richard Dawkins e Paul Kurtz, que tentaram vender aos outros a idéia de “céticos, por isso só acreditando em evidências”, mas foram pegos em várias ocasiões acreditando no humanismo sem o menor pudor. Em resumo, eles só questionavam aquilo que era conveniente para suas agendas políticas, o que é facilmente previsto pelo ceticismo político, mas não é detectado pelo método de Fomon, pois é um método tão pobre que categoriza pessoas em questões de larga escala apenas pelo que ela diz em relação à “investigação” feita se o cachorro destruiu ou não o sofá.

Mais:

E mais, tem gente que acha que refutou com ceticismo só porque apresentou um contraexemplo bonitinho e ainda se chamam céticos. Ora, não é preciso ser cético porcaria nenhuma para questionar as pessoas das quais discorda. Acorda filhão! E ficar dando motivinhos baseados em astúcia e não em investigações sérias e dizer no final que refutou é coisa de pseudocético.

Notem que ele é tão preocupado em ser reconhecido como “cético” (enquanto diz que seus adversários não seriam), que se esquece de DEMONSTRAR que ele seria “um cético verdadeiro”. Como já mostrei, somente conseguimos observar o resultado do ceticismo, que é o questionamento, e nada mais. Por isso, tanto faz alguém dizer que “só acreditou por que chegou a conclusão pelo questionamento” como “eu quis questionar, por que deu na telha”. Se só podemos observar o produto do ceticismo, é ele que utilizamos como indicador de um ceticismo. E, no meu método, não faz diferença sermos céticos quanto a alguns assuntos, e acreditar em outros, pois o que importa é o questionamento feito e nada mais. É no modelo do Fomon que se declarar “cético de verdade” ainda tem alguma importância, mas como essa afirmação não passa no crivo do ceticismo político, é algo como não fede nem cheira quando um cético político está no debate.

Sigamos:

O que diferencia um cético de um pseudocético é que o primeiro reconhece que em certos momentos, faz julgamentos nos quais abre mão de ceticismo (como ferramenta). Já o segundo alega ser cético em julgamentos nos quais ele não usou ceticismo algum! Ninguém precisa ser cético em tudo, já que é impossível. Mas qualquer pessoa que defenda uma ideia alcançada através do ceticismo pode afirmar que usou do método sem problema algum. O problema é quando ela alega que usou o método quando não usou.

Realmente, Fomon tem motivos para ficar irritado em relação a este blog. Notem a infantilidade desta afirmação: “qualquer pessoa que defenda uma idéia alcançada através do ceticismo pode afirmar que usou do método sem problema algum”.

Vamos ver um exemplo. Suponha que um ateu diga que não acredita em Deus por que “questionou através do ceticismo”, mas um teísta diga que acredita em Deus por que “questionou as idéias contrárias através do ceticismo”. Notem que são duas declarações em que ambos tentam convencer a platéia de que “é cético, e o oponente não”. Como essa questão vai ser resolvida? Obviamente, é no questionamento de cada uma das partes a respeito, e não no que cada um declarou a respeito de seu estado mental (“eu questionei de verdade”, “eu fui um proponente da dúvida, ao invés da certeza”).

E não estou pedindo para alguém ser “cético em tudo”, mas o que vemos é exatamente o oposto. No âmbito político, os humanistas lutaram muito tempo para serem reconhecidos como “os céticos”, mas acreditaram que o homem iria mudar sua contingência para criar o paraíso na Terra. Com isso, criaram mais destruição do que os religiosos tradicionais fizeram no passado.

Portanto, o truque de Fomon querer dizer que eu pedi “ceticismo em relação a tudo” não funciona. Eu questionei a respeito do ceticismo para as questões mais RELEVANTES em relação ao mundo. Neste ponto, todos os auto-declarados “céticos de verdade” fracassaram em seu intento, pois foram pegos praticando credulidades absurdas.  Seriam os humanistas todos pseudo-céticos? Será que tem um que se salva? Temos que investigar.

A parte abaixo é extremamente divertida e ainda mais agradável de refutar:

O que mais me surpreende naquele amontoado de baboseira dele é que ele diz que se você não é cético em relação a tudo, então você não é cético, o que é ruim. Mas se você procurar ser cético com muitas coisas, então você é cético universal, o que também é ruim. E ele mesmo se declara cético, mas não cético universal, logo ele mesmo “[aparece] com uma credulidade servil e emocionada” em relação a certos temas, o que é ruim. No fundo, ele critica quem busca ser cético sempre e quem não busca isso.

Como sempre vindo do blog do Mensalão, está tudo errado no parágrafo acima. Eu jamais disse que “alguém deve ser cético em relação a tudo”. Isso que Fomon tentou é o estratagema da ampliação indevida. Na verdade, eu disse que mesmo que alguém seja um cético em relação ao fato do cachorro ter destruído o sofá, isso não fará nada “a respeito de todo um universo de possibilidades de crenças que Marcelo poderia possuir”, e por causa dessa constatação (óbvia, bastando seguir a lógica), não conseguimos definir o ceticismo da pessoa em um nível mais abrangente. Isso significaria usar o ceticismo quanto a crença no homem na mesma medida em que se é cético quanto a crença em Deus, o ceticismo quanto a ditadura do proletariado na mesma medida em que se é cético quanto a leitura na borra do café, e daí por diante. Portanto, quando Fomon diz que eu pedi para alguém ser “cético em relação a tudo”, ele está mentindo de forma desavergonhada. (Onde está o cético Fomon agora?)

Aliás, não fiz juízo de valor em relação ao “cético de forma abrangente”, o que acho muito positivo, mas inviável por causa das paixões humanas, agendas políticas e jogos de interesses. Simples assim. Da mesma forma, também não afirmei que aquele que não é “cético em relação a tudo” não seria um cético, mas na totalidade dos casos investigados observamos que “céticos profissionais” na verdade são céticos de forma seletiva, pois questionam aquilo que vai de encontro às suas agendas. Isso, aliás, é completamente previsto pelo meu paradigma. E por isso mesmo é para esta realidade que estamos preparando as pessoas com o método defendido aqui, o ceticismo político.

Outra mentira de Fomon está aqui: “se você procurar ser cético com muitas coisas, então você é cético universal, o que também é ruim”, o que jamais afirmei. Na verdade, se alguém de fato procurar ser cético com muitas coisas, isso será positivo, mas já mostrei a inviabilidade disto. Talvez por eu ser realista ao invés de adotar a ingenuidade idealista. Entretanto, procurar “ser cético com muitas coisas” não é a definição de cético universal. Um cético universal é aquele que possui um ceticismo seletivo (por exemplo, cético em relação ao sobrenatural, e nada mais), mas TENTA CONVENCER a platéia de que é um cético em geral. Aqui Fomon reproduz o erro de Bruno, e, ao invés de criticar o que o outro escreveu, cria uma versão em sua mente (que nada tem a ver com o texto da outra parte), e refuta esta versão.

Já em relação a “credulidade servil e emocionada”, esse é um atributo de humanistas, pois acreditam em pessoas para que estas criem o “mundo justo”, enquanto estes estão apenas obtendo aumento de poder. Se ele não prestou atenção minha crítica era em relação aos humanistas. Em relação a esta credulidade, ela deve ser atribuída ao pessoal do Blog do Mensalão. Já em relação a este blog, sem chance.

Por fim, a afirmação de Fomon (“ele critica quem busca ser cético sempre e quem não busca isso”) não faz o menor sentido, por eu jamais ter criticado a “busca do ceticismo”, somente a alegação não provada de que se está fazendo isso. E eu não me posicionei contra todas as credulidades, foquei apenas nas mais ingênuas e perigosas, como a crença humanista.

Dica ao Fomon: se quiser investigar uma alegação, entenda exatamente o que está sendo escrito, ao invés de criar textos em sua mente que não tem nada a ver com o que o autor quis escrever. Pois, neste caso você não questiona o outro, mas o seu entendimento pífio. E ainda abre brechas para que o outro lado exponha suas falhas de entendimento.

Mas como Fomon não tem vergonha na cara, ele tenta pegar uma definição informal que usei em janeiro de 2008, quando eu ainda não tinha desenvolvido meu método para o ceticismo político (o que ocorreu somente a partir do início de 2011), e afirmar “esta é a definição de cético para o Luciano”. Veja o print abaixo que seria a evidência dele:

Mas quem disse que mantenho essa definição até hoje? Na verdade, qualquer leitor deste blog notará que minha definição de ceticismo atual é bem DIFERENTE daquela expressa na comunidade “Céticos S.A.”, ambiente, aliás, que nunca levei a sério por ser frequentado por humanistas.

Atenção: usar a definição de um autor que não é mais respaldado mesmo autor, é fingir, e isso me permite formalmente declarar o Blog do Mensalão como um blog de fraudadores, pois estes pegam a declaração de um autor de anos atrás e fingem que esta é a opinião corrente dele, mesmo que ele tenha sido taxativo ao dizer que rejeita esta definição.  Que Fomon tenha feito isso (ao mesmo tempo em que tenta convencer a platéia de que é “o verdadeiro cético”), já é revelador por si só, e termina comprovando toda a minha tese de que no debate político não há espaço para o “verdadeiro ceticismo”, apenas a execução de agendas políticas.

Aliás, hoje eu sou cético em relação a grande parte da Psicologia, mas a parte que é estritamente científica dela, a Psicologia Evolutiva, possui meu respeito. Quanto ao Big Bang, hoje não tenho nada contra. Aliás, esqueci de citar na lista acima que eu era cético em relação ao Darwinismo em larga escala (eu acreditava em micro-evolução, mas não macro-evolução), mas depois de adentrar à Dinâmica Social, acabei aceitando a teoria darwinista sem problema algum.

Ou seja, mudar de opinião ante as evidências que lhe são fornecidas, é um exemplo de ceticismo, não o contrário. Já Fomon usa o ato de mudar de opinião por parte de alguém como “evidência de ausência de ceticismo”. Mas que raios de ceticismo ele defende no qual as mudanças de opiniões diante dos fatos são algo a serem motivo de vergonha? Eu me orgulho de ter mudado de opinião a partir dos fatos. Como se nota, sem querer Fomon e sua turma cometeram um ato falho gravíssimo, que a partir de agora compromete tudo que esta figura resolver escrever sobre ceticismo. Por isso a parte abaixo torna-se particularmente patética:

Bem, esse papo de pseudocetiscismo já deu. Já mostrei que ele não tem a mínima moral para discutir sobre o que é ceticismo com ninguém, o bixo não manja nada do assunto.

Como já mostrei, é exatamente o oposto. É ele que, por censurar alguém por mudar de idéia ante os fatos apresentados, que não tem moral alguma para falar de ceticismo. Foi por isso que respondi de cabeça erguida às objeções a respeito do paradigma do ceticismo político vindos de um estudioso em Filosofia (ver aqui, aquie aqui), enquanto do lado da esquerdalha só veio neurose, destempero e psicose. Enquanto isso, Fomon teve que distorcer os textos escritos pelo seu adversário para tentar vencer um debate, e, sem querer, comprovou que mesmo alegando “estar do lado do ceticismo”, quando a esquerda entra em campo é para executar sua agenda política, não para “demonstrar ceticismo”. Fomon, pelo menos, terá que ser muito cara de pau a partir de agora para abrir a boca para falar de ceticismo.

Sigamos, onde ele prossegue nos delírios de Bruno sobre o controle de frame.

A definição de pseudociência é: incorporar elementos científicos tais como teorias ou jargões técnicos a uma explicação que não seja científica para aumentar artificialmente seu poder de persuação.

E, como mostrarei, aquilo que ele chama de pseudociência não é pseudociência de fato, mas uma arte que pode utilizar explicações científicas.

O que os PUAs fizeam aqui foi justamente isso: pegaram a expressão “Controle de Frame” lá na PNL e adaptaram ela para o uso em paqueras. Daí, para atrair seu público-alvo, composto majortariamente por nerds, disseram que a Psicologia Evolutiva explica a aplicação do CdF em paqueras. Em otras palavras, fizeram pseudociência.

Não sei se a doença mental do Bruno é contagiosa, mas o fato é que Fomon vai exatamente pelo mesmo caminho delirante de seu dono. Para esta figurinha, os PUA’s usaram o termo “controle de frame” POR QUE disseram que a Psicologia Evolutiva explica a aplicação do Controle de Frame em paqueras. Ou seja, a implantação de motivos nos outros que só existem na cabeça dele próprio. Embora a metodologia dos PUA’s possa ser contestável, o fato deles usarem explicações da Psicologia Evolutiva (que é estritamente científica), deveria ser motivo de elogio, não de ataque.

Outra mentira de Fomon é dizer que os PUA’s usam a Psicologia Evolutiva para explicar a aplicação do controle de frame, quando na verdade qualquer um que use a Psicologia Evolutiva (incluindo os PUA’s) o fazem para entender a origem dos instintos humanos. Isso pode ser usado para explicar os efeitos obtidos em qualquer interação humana, seja controle de frame ou não. Usar a Psicologia Evolutiva é agir cientificamente, mas recusá-la por birrinha aí sim é que é ser pseudocientista. Conclusão: Fomon é um pseudocientista, que se REVOLTOU com o fato de que até os PUA’s (que usam o método similar a uma arte marcial) usam mais a Psicologia Evolutiva que ele.

Diga-se de passagem, é assustador como esse guri cai tão facilmente em propagandas. Caiu na propaganda dos PUAs de que havia alguma coisa ali minimamente amparado por qualquer tipo de ciência. Depois, foi na onda do marketing do terceiro filme do Batman de que haveria um conflito político no filme. Isso foi puro marketing para atrair gente pro cinema, porque a história em si não tem absolutamente nada de política, tirando uma única atitude da Mulher Gato. Talvez seja por isso que ele se empenhe tanto em criar formas de detectar propagandas em discursos: ele cai em todas! uhsauhsauhahusahua E ainda assume, na adolescência caiu no papo do Nietzsche que nem bobo. Eu que sou esperto, não preciso catalogá-las para saber quando estou sendo vítima de uma. Mas pessoas com níveis sinápticos desprivilegiados devem recorrer a catálogos sistematizados e abrangentes senão vão morrer sendo passados para trás. Fazer o que, eu tenho dó…

Aqui Fomon tenta projetar suas ingenuidades em seus adversários. Ora, se a Psicologia Evolutiva é uma ciência, e parte do uso do controle de frame pode ser explicado de acordo com o que a Psicologia Evolutiva nos demonstra, então nem toda a metodologia dos PUA’s é frágil. Mas toda a abordagem de Fomon é pseudocientífica por tentar inventar um critério proibindo o uso da Psicologia Evolutiva para explicar interações humanas se estas estiverem relacionadas à pegação de mulheres. Na verdade, a Psicologia Evolutiva pode ajudar a explicar QUALQUER interação entre humanos.

Quanto ao filme do Batman, eu não disse que haveria um conflito político no filme (de onde ele tirou esta idéia delirante?). Eu citei as características de um personagem (Bane), que faz uso de discursos esquerdistas para obter seus objetivos particulares, inclusive se aliando a pessoas do poder. Assisti ao filme na semana passada e de fato Bane é um exemplo impecável da mentalidade revolucionária, e conforme afirmado nos textos  Batman, o Contra-revolucionário e Bane, o beneficiário da mentalidade revolucionária, todos os conservadores deveriam assistir ao filme. Aliás, ver o próprio criador do Bane dizer que ele está próximo do pessoal do “Occupy Wall Street” e tentar editar isso da mente para continuar gostando do filme é que é um exemplo de extrema ingenuidade, vinda do Fomon e do Bruno. Enfim, não sou eu que caio em todas, mas ele.

Ele ainda criticaria o fato de eu ter caído no papo de Nietzsche na adolescência. O problema para Fomon é que “despertei” desse equívoco, o que não pode ser dito dele, que continua iludido pelas crenças humanistas. É por isso que ele diz quanto as propagandas o seguinte: “não preciso catalogá-las para saber quando estou sendo vítima de uma”. É por isso que ele sempre será uma vítima, como atualmente é uma vítima da propaganda esquerdista. Entenderam por que ele é a pessoa a ser digna de pena? Só que mesmo que ele seja digno de pena, sua crença ainda é perigosa, e por isso eles devem ser combatidos.

Já to terminando. Só falta dizer que ele reconheceu que INVENTOU a teoria de Controle de Frame aplicada a discursos de internet, mas que não se propôs a fazer isso de forma científica. Em primeiro lugar, ele reconhece que inventou isso tendo como inspiração nos PUAs. Mas também, nem teria como não reconhecer isso depois do post do Bruno Almeida.

Engraçado que eu estava comentando dia desses atrás sobre a teoria do Agendamento, do jornalismo, e ela menciona o framing (ou enquadramento), que é a apresentação de conteúdo para orientar a interpretação do mesmo de acordo com um sentido pré-definido. Ou seja, aquilo que os PUA’s chamam de controle de frame, também é observado nos estudos sobre jornalismo, e também na PNL. Aliás, isso não foi feito “por causa” do post do Bruno Almeida, entretanto todo o chilique deste último me permitiu um esclarecimento maior da origem deste termo, o que deixou minha abordagem mais robusta.

Ficou claro que isso não havia em lugar algum, então só pode ter sido inventado com base nos PUAs. A apresentação de buscas no Science Direct tinham dois objetivos: 1) mostrar que Psicologia Evolutiva e Darwinismo Social são áreas ativas de pesquisa científica e 2) que nenhum cientista usa conhecimentos de tais áreas para escrever sobre Controle de Frame.

Foi exatamente aí onde Bruno mais se embretou, pois se Psicologia Evolutiva é uma área ativa de pesquisa científica (e ele não refutou isso), então é útil utilizar este conhecimento para qualquer coisa que se queira. E, se nenhum cientista usa conhecimentos da Psicologia Evolutiva para escrever sobre Controle de Frame, isso é plenamente desnecessário, pois métodos para obtenção de resultados (sejam eles corporativos, sexuais ou políticos) não precisam ter papers científicos para isso. Seria o mesmo que criar um drible novo no futebol, amparado por resultados de uma teoria científica, e ter que fazer papers sobre isso. Como se nota, tanto Fomon quanto Bruno insistem na mesma bobagem, de forma repetida. Com eles, a fita sempre é rebobinada.

Curiosamente, ele tenta dizer que eu quis dizer que “controle de frame é científico”. Não, não é. E eu não quis afirmar que fosse. É uma arte que, para potencializar seus resultados, deve obter insights a partir da Psicologia Evolutiva. Para tentar provar que eu disse o contrário, ele cita o seguinte trecho de um post meu:

Já citei o controle de frame no post anterior, em que desmascarei Daniel Sottomaior. Agora vou abordar o que significa o controle de frame de uma forma mais detalhada e metodológica.

Antes de tudo, vamos aos paradigmas que serão tomados como premissa por aqui.

Um: o sistema darwinista. [...] Dois: neurociência. [...] Três: dinâmica social. [...]

Sim, existem estudos sobre isso, e Desmond Morris ajudou muito com essa base de conhecimento ao estudar o mecanismo de acasalamento nos diversos animais, o que pode ser visto em sua série “Human Sexes”. [...]

O homem basicamente é atraído por mulheres com alta capacidade de reprodução. Não significa que ele use o neocórtex para pensar “puxa, que interessante, ela poderia ser a mãe de meus filhos”. Talvez em alguns casos, até pense nisso, mas o que geralmente vai acontecer é que o sistema límbico profundo dele irá SE SENTIR ATRAÍDO por qualquer mulher que demonstrar atributos físicos relacionados ao instinto que diz “essa irá ter bons e saudáveis filhos”. Este é o desejo natural de REPLICAÇÃO.

Ora, todos os dois últimos parágrafos não falam de controle de frame, mas da Psicologia Evolutiva PURA E SIMPLESMENTE. E somente depois que eu expus essa explicação da Psicologia Evolutiva, eu fui atrás de exemplos do controle de frame RELACIONADOS a essa explicação. Quer dizer, não há nada de pseudociência aqui.

Vamos a um exemplo mais didático: suponha que alguém esteja desenhando um carro, e amparado por vários conhecimentos oriundos da Física. É preciso ter estudos científicos sobre este novo modelo de carro? Claro que não é preciso. Fica claro que é possível amparar qualquer ação humana não científica pelo que está escrito em teorias científicas, sem precisar que sejam feitas novas teorias científicas para isso. Mas isso não torna uma abordagem como pseudocientífica, muito pelo contrário. Na verdade, isso é um estímulo à ciência.

Como se nota, Bruno e sua turma, se não são muito capazes em discutir a respeito de ceticismo (por exemplo, eles ficam irritados se alguém muda de opinião a respeito de um dado assunto), são ainda mais incapazes para falar de ciência. E quando alguém se baseia em uma teoria científica, ao invés de elogiarem, saem xingando de forma atabalhoada. Em suma, o reviralho total.

É por isso que a única forma de tratar espécimes deste tipo passa pelo ceticismo político.

No próximo post, a coisa ficará ainda mais divertida, pois refutarei por completo os delírios (mais prolixos, é claro), da turma toda do Blog do Mensalão junto com Dalila.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".