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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O que está feito e o que está por se fazer

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR KLAUBER CRISTOFEN PIRES | 12 ABRIL 2012
ARTIGOS - ABORTO

De cada argumentação pretensamente apresentada como científica, o que se ouviu da boca dos doutos ministros do STF foi uma sequência de notáveis inconsistências, verificáveis por qualquer criança atenta.

Prezados leitores,

Venho aqui manifestar a minha comoção com a vigília que todos os cristãos, demais religiosos e mesmo os ateus defensores do princípio absoluto da defesa da vida têm realizado por ocasião do julgamento que está acontecendo no Supremo Tribunal Federal quanto à descriminalização do aborto de fetos anencefálicos.

Desde antes, eu já mantinha a expectativa realista de que o resultado seria uma lavagem em favor dos patrocinadores do aborto de anencéfalos, fato que jamais me demoveu da ideia de continuar a defender a vida com início e fim naturais.

Não me fez resignar e não o fará, porque a guerra mal começou. Se a legalidade do aborto de anencéfalos já é um fato por via de uma usurpadora tendência legiferante por parte do STF, não obstante a flagrante falta de previsão constitucional e legal, ainda temos pela frente a luta pelo impedimento de que em breve o mesmo suceda com o aborto e com a eutanásia, e até com a prostituição e a pedofilia, que vêm vindo a reboque.

Costumo sempre dizer à minha querida filha que, se quiser ter bom aproveitamento escolar, há de estudar diariamente, e não somente por ocasião das vésperas das provas.  Pois, assim mesmo eu digo aos cristãos: há de começarmos a trabalhar diariamente em defesa da vida e da legitimidade cidadã do pensamento religioso.

A verdade é que por mais tuítes e mensagens de toda sorte que tenham recebido os senhores Ministros, nada os faria mudar de convicção em cima da hora, uma vez consolidada a ideia generalizada de que a ciência materialista goza da prerrogativa da razão isenta conquanto o pensamento cristão mantenha-se agrilhoado às trevas dos dogmas e da superstição.

Uma vez afastada a compreensão transcendentalista da vida, esta perde o status de um fim em si, como emanação da graça de Deus, e passa inexoravelmente a ser valorada por sua utilidade. Quando os advogados do aborto falam em viabilidade do feto, o que eles questionam, no fundo, é a utilidade do ser em formação. Na psique destas pessoas, a famosa estátua Vênus de Milo deveria ser destruída ou na melhor das hipóteses, recolhida aos porões do Louvre.

Meus amigos, este articulista é assumidamente cristão, como vocês o sabem muito bem, mas afirma com plena convicção que sua fé não se deriva somente daquele inato sentimento que nos fala do fundo da alma. Pelo contrário, desde há muito tem buscado a racionalidade mais estrita para com ela esteiar suas convicções espirituais.

Uma evidência bastante eloquente é a de que jamais prosperou alguma sociedade ateísta. Na verdade, nem sequer temos notícia de que algum dia tivesse havido algum povo naturalmente ateu. O que sabemos é que no século XX ergueram-se alguns estados ateus, mas que não são nada abonadores seus respectivos legados, de dezenas de milhões de cadáveres.

Outra evidência bastante criteriosa é a do “princípio da ordem”, tal como apresentada pelo Dr. Thomas Woods Jr., segundo o qual presumimos a atuação de um princípio inteligente em toda a constituição do universo, que opera segundo magníficas e complexas leis, empiricamente verificáveis. Ora, será isto mais dogmático e supersticioso do que acreditar na “teoria do acaso”, tal como admitida pelos cientificistas, que têm por certo que a vida originou-se de uma ocasional e originalíssima colisão de átomos? Em outras palavras: será racional de minha parte que após alguns trilhões de tentativas de lançar um par de dados eu consiga uma sequência de cem duplos-seis e depois disso eu venha a esperar com acadêmica certeza que nas jogadas seguintes eu consiga manter indefinidamente o resultado de duplos-seis, tal como nos perpetuamos pela reprodução?

De cada argumentação pretensamente apresentada como científica, o que se ouviu da boca dos doutos ministros do STF foi uma sequência de notáveis inconsistências, verificáveis por qualquer criança atenta. Por exemplo, como pode alguém afirmar que um ser vivo já está morto?

Mas as contradições não pararam por aí. Apresentou-se o relato de uma mãe torturada de sofrimento pelo fato de manter em seu ventre um filho anencéfalo. De forma alguma vou menosprezar a dor daquela senhora, mas aqui ouso evidenciar que alguns membros do STF podem ter se deixado levar pela emoção em detrimento da razão, por mais científicos que alegam ter sido os seus argumentos. Porque, oras, não sofre também a mãe de uma criança em tenrinha idade que sofra de algum fatídico mal?

Especialmente aos católicos, eu digo: não há como passarmos ao combate nas trincheiras seguintes, isto é, contra a legalização do aborto, da eutanásia, e decerto, da prostituição e da pedofilia, se em suas próprias instalações a Igreja mantém notórios militantes destas causas, como é o caso de Leonardo Sakamoto, e sejamos justos, muitos mais do que somente ele, como por exemplo, Ana Maria da Conceição Veloso, que é professora de jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco e é associada ao centro Dom Helder Câmara.

Mesmo o aborto de anencéfalos ainda pode ser evitado, se cercarmos os pais e as mães com muito carinho e levarmos a eles a compreensão de que assistir à morte natural de seus queridos filhinhos é menos atroz e menos torturante do que o covarde assassínio.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".