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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O DESCENSO DA NOVA REPUBLICA

 

NIVALDO CORDEIRO

29/03/2012

O artigo de Marco Antônio Villa publicado hoje na Folha de São Paulo (“O assunto é democracia brasileira”) está muito bom, por recordar os fatos políticos da nossa história recente, embora eu tenha severas objeções a alguns pontos de vista nele contidos. O prólogo do artigo não poderia ser mais sombrio: “Fracassamos. Há despolitização, corrupção nos três Poderes e oligarcas como Sarney. A Nova República fez aniversário, ninguém lembrou. Havia motivo?”

Recordemos que a chamada Nova República levou ao poder “tudo isso que está aí”,Fernando Henrique Cardoso, Lula e tutti quanti. Ela representou um mergulho em uma forma degenerada de democracia, movida a ódios e a maus instintos, com propósitos nitidamente revolucionários. Estamos vendo que décadas depois ainda temos comissões de verdade sendo formadas para a vingança dos vencidos pelas armas. Vemos também que os tentáculos externos dos guerrilheiros na OEA fazem reboliço com fatos antigos, como foi noticiado hoje o caso do Herzog, como se esses colegiados tivessem jurisdição sobre o Brasil.

Mas tem coisas piores, quando comparamos a Nova República com o regime militar. A corrupção é fato maiúsculo hoje em dia, que degenerou em todos os órgãos públicos. A propina sofreu franco processo de metástase e se “democratizou”. Qualquer barnabé agora se sente à vontade para achacar o distinto público. Desafio aqui quem possa proclamar que não pagou algum tipo de propina, que não paga. E não venham me falar de corruptores, porque não é o caso. É puro e simples achaque o que acontece e quem se recusa a pagar simplesmente tem a sua vida prática prejudicada.

No regime militar havia um elemento aristocrático, típico da hierarquia castrense, que dava à autoridade pública um senso de honra, que foi perdido. Um ministro daqueles tempos jamais diria que “fomos além do limite da irresponsabilidade”. Havia pudor e senso se dever.

Marco Antonio Villa pecou por malhar os oligarcas como Sarney, como se estes fossem os responsáveis maiores pela oclocracia instalada. É claro que eles também são responsáveis, na medida em que se tornaram sócios minoritários dos novos governantes e não serviram de anteparo em defesa da Nação. Mas é preciso dizer que os responsáveis maiores foram os agentes gramscianos, como Fernando Henrique Cardoso, que laboraram noite e dia para elevar a tributação e o arbítrio do Estado sobre a vida privada dos cidadãos. E para puxar para si o monopólio do poder de Estado.

Em defesa dos oligarcas é bom que se diga que são a única força que tem segurado o assalto final dos revolucionários ao poder total. Lembremos que foram eles que derrotaram a CPMF e impediram o terceiro mandato de Lula, que seria o ensaio no rumo do totalitarismo. Basta ver o que tem havido no Senado Federal: nas coisas capitais o PT ter perdido todas, fato que tem levado aquele partido a cogitar até na descuntinuidade do Senado.

É preciso responsabilizar os reais autores pela oclocracia instalada. A imprensa, infiltrada de agentes gramscianos, a classe letrada como um todo, especialmente as que compõem as universidades, e o acovardamento das lideranças empresariais, que mais e mais se tornaram clientes do poder de Estado. E os partidos políticos, todos eles socialistas em diferentes graus. Só por um milagre o totalitarismo aberto não tomou conta do país. E também é preciso responsabilizarr as novas gerações de comandantes militares, que fecharam os olhos às malfeitorias dos novos governantes. Omitiram-se.

O articulista esqueceu-se de ver que a grande tragédia do Brasil foi a vitória esmagadora da revolução gramsciana, que destruiu todas as forças da direita. A oligarquia que persistiu faz “oposição de resultados”, sempre na defensiva e sem respaldo na opinião pública qualificada. Reconstruir uma verdadeira força de oposição, fundada nas universidades e nas Igrejas, com presença marcante nos órgãos de imprensa, é o passo a ser feito imediatamente, sob pena de não haver mais tempo para resistir ao totalitarismo da democracia degenerada.

Marco Antonio Villa tem o mérito grande de levantar a questão e não deixar que o silêncio imperasse nessa ação insidiosa das forças deletérias. Infelizmente, sua crítica está incompleta, por não responsabilizar os autores da degeneração moral e política do Brasil.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".