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sexta-feira, 13 de abril de 2012

O ÓDIO DE SAFATLE

 

NIVALDO CORDEIRO

10/04/2012

No habitual programa semanal, gravado no último dia 04 de abril, Olavo de Carvalho argumentou longamente sobre os acontecimentos da agressão aos velhos oficiais do Clube Militar, no Rio de Janeiro, por ocasião da comemoração do 31 de Março. Olavo disse que a decisão de ir à Justiça contra os agressores, em nome do Estatuto do Idoso, não é suficiente, em face dos crimes ali cometidos pelos lacaios a mando dos terroristas aposentados e das suas Ongs assalariadas. O filósofo alertou que não tem havido reação proporcional às agressões que os militares têm sofrido: “Ofendê-los e caluniá-los custa muito barato e dá prêmio”.

Os vencidos acham-se vitoriosos e parece que é necessário vencê-los novamente, agora no plano da propaganda política.

A propaganda dos que pegaram em armas e praticaram o terrorismo parece não cessar nunca. Uma peça indecorosa sobre o tema é o artigo de Vladimir Safatle publicado hoje na Folha de São Paulo (“Honrar o país”). É um requinte de mentira abjeta e de desinformação. Aqueles que mataram inocentes, que tentaram incendiar o Brasil e transformá-lo em uma Cuba tropical são tratados como heróis, quando não passam de traidores da pátria e de criminosos, devidamente vencidos por aqueles que lutaram em nome do povo brasileiro, a Nação em armas, que são as Forças Armadas.

Honrar o país é honrar seus verdadeiros heróis, aqueles que não fugiram à responsabilidade imposta pelos deveres. Vir agora, de novo e de novo, colocar o dedo em riste na cara desses grandes brasileiros é inaceitável para quem tem o mínimo de fibra moral. Não é possível deixar passar em branco essas páginas de propaganda enganosa que buscam desencaminhar a juventude com suas mentiras históricas.

É bom lembrar que os militares brasileiros, que detinham o poder, voluntariamente o devolveram aos civis, não sem antes pôr para correr os traidores da pátria. Em gesto de grandeza instituíram a Lei da Anistia, que a cambada terrorista agora quer anular para tornar réus aqueles generosos combatentes. Não se lembram do mal que praticaram. De tudo fazem peça de propaganda contra os militares vencedores.

Esses que foram agredir os anciãos não honram nada, muito ao contrário do que escreveu a pena alugada de Safatle. Denigrem. Praticam crimes ignominiosos contra velhos combatentes. A ação oprobriosa é elogiada como se fosse o seu contrário. Por mais que Safatle não queira, os derrotados eram terroristas, sim, assassinos frios que não se importavam em derramar o sangue inocente de brasileiros desavisados. Contra isso os nossos valentes militares lutaram e venceram. O resto é mentira, pura propaganda revolucionária. Honro-os!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".