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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Terra de macho é assim: lixo permanece junto de lixo - II: Uribe rejeita comentários de Lula sobre crise entre Colômbia e Venezuela

FOLHA
29/07/2010 - 13h33

DE SÃO PAULO



O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse nesta quinta-feira que "deplora" a referência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à crise de seu país com a Venezuela como "um caso de assuntos pessoais". Na véspera, Lula afirmou que há apenas um conflito verbal entre os dois países e não uma disputa mais grave.
"Uribe deplora a forma com a qual Lula, com quem cultivamos as melhores relações, tenha se referido a nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como se fosse um caso de assuntos pessoais", diz um comunicado da Presidência, que critica o brasileiro por ter ignorado a ameaça que representa a presença de guerrilheiros colombianos em território venezuelano.
O comunicado diz ainda que Lula desconhece o esforço colombiano para buscar soluções através do diálogo. "Repetimos com todo o respeito ao presidente Lula e ao governo do Brasil que a única solução que a Colômbia aceita é que não se permita a presença dos terroristas em território venezuelano".

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu relações diplomáticas com Bogotá na quinta-feira passada (22), depois que o país vizinho levou à OEA (Organização dos Estados Americanos) denúncias de que Chávez abriga guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em território venezuelano.

Depois de discursos agressivos de Chávez contra Uribe, a quem chamou de mafioso, a Venezuela aposta no apoio dos colegas de Unasul (União das Nações Sul-Americanas) para resolver a disputa.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, deu início a um giro pela América Latina em busca de apoio regional e apresentará, em reunião de chanceleres da união nesta quinta-feira, um plano de paz à Colômbia.

O texto se refere às declarações desta quarta-feira do presidente Lula, que afirmou que pretende se reunir com Chávez e o novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que toma posse dia 7, em prol de uma conciliação.

"Pretendo conversar muito com o Chávez, muito com o Santos, porque acho que o tempo é de paz e não de guerra", afirmou Lula, em entrevista após reunião de trabalho e de almoço com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

"Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que ouvimos mais aqui na América Latina. O que temos de ter primeiro é paciência. (...) Acho que temos interesse da Unasul construir a paz. Acho que temos de restabelecer a normalidade nas relações entre Venezuela e Colômbia porque são dois países importantes", afirmou.

ADIAMENTO
O Brasil não tem expectativa nenhuma do encontro desta quinta-feira em Quito, no Equador. Brasília que vê a reunião de chanceleres como mera estratégia para ganhar tempo até a posse de Santos, informa a colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde.

Desde a crise gerada há uma semana pelo rompimento das relações bilaterais pela Venezuela, o Brasil aposta em adiar a mediação até a posse de Santos, que apesar de ser o candidato de Uribe, promete reconciliação com Caracas.

O Brasil será representado na reunião de hoje em Quito pelo secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antônio Patriota, que se preparava ontem para ouvir mais e interferir menos, a não ser para, eventualmente, apagar incêndios.

A reunião começará por volta das 15h local (17h em Brasília).

Em Bogotá, o chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, disse hoje que não tem grandes expectativas com relação à reunião de Quito, onde insistirá na necessidade de criar um "mecanismo eficaz" para que a Venezuela colabore na luta contra as guerrilhas.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".