Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ATAQUE TERRORISTA INDÍGENA A HIDRELÉTRICA EM MATO GROSSO

MOVIMENTO ORDEM VIGÍLIA CONTRA A CORRUPÇÃO - MOVCC

O material abaixo foi encaminhado pela Joana, nossa moderadora do MOVCC. Esse crime aconteceu faz alguns dias, e a imprensa pouco comentou sobre o assunto. As imagens do ataque dispensam maiores comentários. Esses índios criminosos só podem ser cria do MST/FARC. PorGaúcho/Gabriela


'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.'- Martin Luther King


Por Marcelo Prudente
Já que os jornais não informam ao público, o público informa pelo menos aos jornalistas. Sabe-se que a CENSURA do poder impede aos profissionais do ramo a exercerem sua profissão em IMPRENSA LIVRE.

Daqui a pouco, quando estiver como na Colômbia, onde se sequestram Senadores da República, quem sabe os nossos políticos resolvam tomar uma providência - até lá, só funciona a operação abafa, para não publicar nos jornais. Cada dia que passa, a internet se transforma no real veículo de comunicação democrático.




ÍNDIOS INVADEM E INCEDEIAM OBRAS

Cerca de 120 índios da etnia enawenê nawê invadiram e incendiaram na manhã de sábado o canteiro de obras da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Telegráfica, na cidade de Sapezal (430 km de Cuiabá).

Pelo menos 12 caminhões foram destruídos, além dos alojamentos e do escritório avançado da Juruena Participações Ltda. --consórcio de empresas que constrói a usina. Equipamentos de informática e utensílios de cozinha do refeitório foram saqueados, diz a empresa. Os índios abandonaram o local em seguida.

"Eles chegaram armados com machados e pedaços de pau, expulsaram os funcionários e depois colocaram fogo em tudo", disse o coordenador-técnico ambiental da empresa, Frederico Müller. Por Rodrigo Vargas da Agência Folha, em Cuiabá Leia matéria completa aqui

Leia também:
Índios cobram pedágio ilegal em reservas de MT


COLONOS BRASILEIROS NO PARAGUAI PEDEM AJUDA DE LULA

Cerca de 40 colonos brasileiros dedicados à plantação de soja no Paraguai pediram nesta quarta-feira (15) a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como mediador de uma crise na qual camponeses sem-terra impedem o plantio e a colheita. Paulo Schuster, proprietário de uma fazenda em Santa Rosa del Monday, no Estado paraguaio de Alto Paraná, 400 quilômetros ao leste de Assunção, disse a uma rádio local que os colonos acreditam que devem ser "socorridos" pelo governo brasileiro.

Schuster, porta-voz de um grupo de algumas dezenas de colonos, disse que o pedido de mediação a Lula foi entregue ao prefeito de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, que faz divisa com Alto Paraná. Nenhum porta-voz do governo paraguaio se manifestou sobre o assunto. Por sua vez, Ernesto Benítez, um dos líderes do movimento de esquerda Produtores de São Pedro-Norte, disse ontem, durante um painel organização pela Universidade Católica de Assunção, que o grupo vai "recuperar a soberania paraguaio, expulsando os invasores brasileiros" fonte:
Agência Estado


MAIS FOTOS SOBRE O ATAQUE TERRORISTA DOS ÍNDIOS




















O DOSSIÊ FARC-PT - Pela especialista em AL Graça Salgueiro

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA



Publicado em NOTALATINA (http://notalatina.blogspot.com) em 31/07/08

Finalmente começa a vir à tona o envolvimento do Brasil com as FARC. Desde maio deste ano, quando o INTERPOL confirmou em relatório a autenticidade dos documentos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, eu fui informada de que havia documentos muito comprometedores do governo brasileiro em poder do FBI e do presidente Uribe mas não comentei porque não tinha em mãos documentos comprobatórios, embora a fonte fosse idônea. Em princípio o presidente Uribe não iria fazer uso dessas informações por questões diplomáticas, considerando as boas relações comerciais entre nossos países – o que pesa muito nas decisões -, inclusive os aviões que deram combate ao acampamento de Raúl Reyes eram os nossos Super Tucanos da Embraer. 

Em entrevista concedida ao Estadão domingo passado, o ministro da Defesa colombiana, Juan Manuel Santos, disse: “Há uma série de informações de conexões, que entregamos ao governo brasileiro, para que ele possa reagir como considerar mais apropriado”. O “dossiê”, cujo conteúdo foi revelado em parte hoje pela revista “Cambio”, fora entregue a Lula quando em visita àquele país, por ocasião da festa da Independência entre os dias 18 e 20 de julho. Quero destacar a sutileza – e firmeza de postura - de Uribe e de seus principais colaboradores, pois eles sabem perfeitamente bem com quem estão lidando, sabem que o Brasil é o principal signatário do Foro de São Paulo (e conhecem em detalhes o que é e o que faz esta organização), sabem do envolvimento destes com as FARC mas agem como se nada soubessem. Nesta visita de Lula, Uribe consentiu em integrar o Conselho Sul-Americano de Defesa mas não se iludam porque ele avisou que “as decisões têm que ser por consenso” e já demonstrou fartamente que segue as orientações dos SEUS ministros e FFAA. Se algo fugir da esfera comercial, estejam certos de que a Colômbia cai fora.

É importante salientar ainda que a revista “Cambio” pertence ao grupo do jornal “El Tiempo”, que é de propriedade da família do ministro Santos e que, se o material foi publicado (e é matéria de capa desta semana que entra), foi com o seu consentimento. Especulo que isto foi uma “agulhada” para ver se o Brasil toma alguma providência, pois nenhuma medida fora tomada até então, desde o conhecimento do fato há uma semana.

E este foi mais um fato que a mídia brasileira resolveu divulgar, porém, como das outras tantas em que falam de FARC ou Foro de São Paulo, fazem com o espírito de morcego que morde e sopra, fingem bater e apontar o dedo acusador para depois afagar, cúmplices, abjetas, servis. É impressionante como em três jornais que li a informação é rigorosamente igual, sem mudar uma só palavra, dando a impressão de que um (o UOL foi o primeiro a publicar) traduziu algumas coisas do original, foi passado pelo crivo da PTPol e depois liberado para os outros, não sem antes ser de higienicamente filtrado. O fato é que, fingindo que informam a relação do Governo, do PT e de figurões governamentais com as FARC, esses jornalecos escondem o principal, o mais revelador. Quem se dispõe a investigar, entretanto, vai descobrir que o dossiê é muitíssimo mais grave do que fingidamente alegou Marco Aurélio Garcia (MAG) quando o menosprezou considerando-o de “irrelevante”.

A revista “Cambio” teve acesso a 85 e-mails (o que não é pouco) dentre eles alguns do pseudo-padre Oliverio Medina. Esses, que revelam seus planos para conseguir o status de refugiado, quem interferiu no processo e confirma o “arranjo” para abrigar a família em Brasília, a mídia brasileira não revelou. Medina diz viver de “doações de amigos e um pró-labore como secretário do Centro de Estudos Latino-Americanos, numa salinha onde ele e outros três militantes preparam panfletos sobre a história do continente distrubuídos a escolas carentes nas cidades-satélite da capital brasileira”, segundo reportagem do jornal O Globo de 8 de julho deste ano. Segundo ele, “quem recebe o benefício do refúgio tem que ficar na sombra”, demonstrando uma falsíssima humildade e mudança de comportamento que nunca teve, inclusive porque, enquanto finge estar fazendo um trabalho educativo, está mesmo é doutrinando jovens inexperientes sobre sua maldita ideologia comuno-terrorista. E tudo ali, nas barbas do governo, que cala e consente porque é cúmplice do crime.

Vejam o que dizia um dos e-mails dele para Raúl Reyes, em 14 de abril de 2007, gozando já do status de refugiado:

“Devo atuar com cautela para não facilitar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido o traslado da ‘Mona’ e da ‘Timbica’ (explico mais adiante quem são) para a capital do país, foi importante. Manterei esse baixo perfil até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro e a primeira coisa que devo pensar é em ir vê-los”. Quer dizer, este terrorista assassino nunca mudou de conduta, como disse ter “abandonado as armas” para conseguir a liberdade perante o CONARE. O texto original desta declaração pode-se ver na página 4

No início de junho Diogo Mainardi denunciou neste artigo que a mulher de Medina, Angela Maria Slongo, havia sido contratada pela Presidência da República para ocupar um cargo comissionado no Ministério da Pesca, a pedido de Dilma Roussef. Esta apressou-se em desmentir mas, posteriormente, a revista Veja publicou numa matéria cópia do bilhetinho desta terrorista indicando a mulher de Medina para o caso. Agora é o próprio Medina quem confessa, em mensagem encaminhada a Raúl Reyes em 17 de janeiro de 2007, revelado pela revista “Cambio”; leiam:

“Na segunda-feira 15 a ‘Mona’ (‘Mona’ é a mulher, e ‘Timbica’ é a filha do casal) iniciou seu emprego novo e para assegurá-la ou fechar a passagem à direita caso em algum momento queiram aborrecê-la, então a deixaram na Secretaria de Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República”. (Nota original na página 3). Ou seja, diretamente ligada ao sr. da Silva que, certamente, não sabia de nada disso, sequer que dona Slongo é mulher do terrorista das FARC...

E as notas mais cínicas ficam por conta de Gilberto Carvalho, assessor direto do presidente Lula (já observaram que este elemento é citado em tudo quanto é patifaria que vem sendo descoberta?), e do poderoso MAG. As declarações desta dupla são tão cínicas que não resistem a uma pesquisa de menino de primário. Carvalho diz que o Governo tem “zero de relação com as FARC”; MAG diz que seu nome é citado porque “foi ele quem evitou que a narco-guerrilha se aproximasse do governo Lula” e que “as informações falam por si” E eu pergunto: como “evitar” que a narco-guerrilha se aproximasse do governo se ambos são parceiros de quase duas décadas no FSP? Entretanto, não é bem isto que dizem as FARC, muito menos os fatos.

Em e-mail datado de 25 de dezembro de 2006, Medina conta a Raúl Reyes (RR) que mandou cartão de Natal para dois assessores de Lula que são respectivamente Silvino Reck (que foi assessor de Olívio Dutra em Porto Alegre – quando este recebia no Palácio Piratini emissários das FARC – e depois, com o mesmo cargo, quando Dutra passou a ser Ministro das Cidades), e Gilberto Carvalho por terem-no ajudado no processo de refúgio; e em 23 de fevereiro de 2007, também dirigido a RR, Medina diz: “É possível que me visite um assessor especial de Lula chamado Silvino Reck, que junto com Gilberto Carvalho foi outro que nos ajudou bastante”.

Se estas correspondências não são suficientes para provar o cinismo desta gente, vejam os nomes constantes do corpo editorial da revista do Foro de São Paulo intitulada América Libre e este vídeo feito pela revista Veja, do último Encontro do Foro de São Paulo ocorrido entre 22 e 25 de maio deste ano em Montevidéu, que vocês vão encontrar os nomes e as caras de MAG e Carvalho; na revista, ao lado de Manuel Marulanda “Tirofijo” e no vídeo, aplaudindo a homenagem prestada a este verme feito por outro elemento peçonhento, Daniel Ortega, no encerramento do Encontro.

Pior do que as mentiras e dissimulação desta escória sinistra é a subserviência da mídia (com raríssimas exceções) que toma conhecimento destes fatos e não informa ao público, não revela NADA que possa abalar a credibilidade postiça deste governo de terroristas. Com que moral esta mídia pode falar dos “torturadores da ditadura” e ao mesmo tempo omitir e maquiar a conivência e participação direta do governo com terroristas sanguinários como as FARC? Que moral julga ter esta gente para, fingindo denunciar, encobrir os crimes da aliança FARC-FSP por décadas a fio? Todos tiveram acesso ao documento original da revista “Cambio” mas omitiram o principal porque têm o rabo preso, porque são covardes e porque pensam que, se ajoelhando e rastejando feito cobras, serão poupados no final. A terra não lhes será leve! E para fechar esta edição, recomendo a leitura do artigo “Como eu dizia”, do filósofo e jornalista Olavo de Carvalho que, ao contrário de seus colegas de profissão, há anos prega no deserto sobre este tema. Como ele diz no artigo, parece que andou “falando para as pedras”, como ocorre com a escriba deste blog.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentário e traduções: G. Salgueiro

GRAMSCI E AS PALAVRAS-SENHA

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA


"Uma das maiores alegrias de um comunista é ver na boca dos burgueses, nossos adversários, as nossas palavras de ordem”. 

GIOCONDO DIAS
Ex-Secretário Geral do PCB

Volto a citar esta frase lapidar do továrishch Giocondo para abordar um assunto que confunde a mente de muitas pessoas bem intencionadas a respeito dos termos que devem ser usados para definir alguns conceitos. Não uso o adjetivo apenas no sentido frouxo de frase artisticamente perfeita, mas sim no mais restrito de inscrição em lápide, pois ela pode ser um dos epitáfios da ordem e da linguagem “burguesas”. Como exemplo inicial a palavra ética: o seu significado original hoje está tão deturpado que é sempre melhor evitá-la. Como ocorreu esta deturpação? Para isto é necessário algum conhecimento sobre a estrutura e hierarquia de um partido revolucionário e um pouco de história.

ESTRUTURA E HIERARQUIA

Todos os partidos, revolucionários ou não, são organizados em pirâmide, por isto os termos usuais bases e cúpula partidária. A diferença é que nos partidos democráticos esta pirâmide está mais ligada aos níveis decisórios, enquanto nos revolucionários há, da base para o alto, uma graduação do nível de segredos estratégicos, a ponto de, acima de um certo nível, transformar-se numa verdadeira organização esotérica que emite palavras de ordem e resoluções cuja estratégia de longo prazo não é discernível, sequer suspeitada, pelos níveis inferiores. Claro está, todos os partidos têm seus segredos, suas malícias, suas visões de longo prazo tanto quanto as eleitorais, de curto prazo. Seu intento é mudar alguma coisa restrita do mundo através de métodos políticos consensuais, como maior controle estatal ou mais liberalismo e as nuances entre os dois, decisão sobre os setores mais importantes para investimentos, visões diplomáticas diversas, etc. Além disto, aceitam o jogo democrático e a alternância no poder, isto é, aceitam a política como ela é: a arte do possível baseada em negociações.

Já os partidos revolucionários funcionam com base numa estratégia secreta de engenharia social, com a finalidade de mudar o mundo todo, de conformá-lo com sua visão estratégica e ideológica. Parte desta não é secreta: os fins, sempre idealizados como “um mundo melhor é possível”, mas os meios para chegar a este mundo permanecem secretos, pois são necessariamente muito violentos e despertariam rechaço por parte do eleitorado. Isto enquanto precisam de eleitores, pois para estes partidos a política não passa de um meio pelo qual se extinguirá a própria política. Aceitam a alternância no poder apenas como um meio de destruir os inimigos, não considerados apenas adversários políticos. Fingem aceitar o jogo político consensual só para liquidar com ele quando tiverem a hegemonia [*].

Obviamente, a estruturação de um partido com tais intenções deve ser diferente. Embora também em pirâmide, os níveis não são os mesmos dos partidos tradicionais, assim como a diferença qualitativa entre os membros dos diversos níveis. Por razões didáticas podemos grosseiramente definir os seguintes níveis, da base para o alto: idiotas úteis, companheiros de viagem, “ampliações”, militantes de base, militantes de nível intermediário, dirigentes de baixo nível e dirigentes de nível superior.

Entre os idiotas úteis, que nada sabem, apenas se deixam seduzir pelo canto de sereias, pela “utopia”, que anuncia um renascer mais justo e eqüitativo para a humanidade, são selecionados os companheiros de viagem, aqueles que se encarregam de tarefas sem grande importância, como panfletagem, pichações, incitação de greves, etc. São os que carregam a bandeira e se expõem aos riscos. Os mais eficientes dentre esses são selecionados como ampliações. Este termo se aplicava originalmente ao programa permanente de ampliação de quadros (aumento do número de militantes). Passou a ser usado nos casos particulares e por neologismo se transformou até em substantivo: uma “ampliação” é um simpatizante em fase de teste de “pureza ideológica” com vistas a conquistá-lo para a militância. Alguns nunca chegam neste ponto e permanecem para sempre “companheiros de viagem” e serão os primeiros a serem trucidados pelo regime revolucionário triunfante porque o choque da realidade os tornaria ferozes opositores ao perceberem que foram traídos.

Os militantes de base são aquelas ampliações que amadureceram e estão preparados para ler alguns documentos doutrinários e ideológicos, ainda de teor utópico. Aqueles que começam a perceber o “espírito da coisa” – que não existe utopia nenhuma, apenas luta pelo poder hegemônico – são “promovidos” a militantes de nível intermediário. Esclareça-se que tais “promoções” são de natureza totalmente secreta para o indivíduo, o qual não tem a mínima idéia de ser constantemente observado e avaliado, muito menos quais são os critérios para isto. Os militantes dos dois níveis constituem o que Orwell denominou “Partido Externo” (Winston e Julia). Orwell não podia prever que os que não foram promovidos a militantes viriam a ser organizados em estruturas auxiliares (ONG’s) que promovem as palavras de ordem do partido revolucionário sem nem saberem – com exceção dos dirigentes, ligados ao Partido Interno – de onde elas provêm ou o que significam. Os que ficarem fora da estrutura partidária, são os “Proles”.

Ao falarmos dos dirigentes entramos já no “Partido Interno” (O’Brien) e então se revela a verdadeira organização esotérica baseada nas sociedades secretas. Como veremos adiante, só estes começam a ter acesso ao verdadeiro significado dos termos da “novilíngua” ou a linguagem do politicamente correto. Deve-se observar que a clandestinidade é condição essencial para os dirigentes dos partidos revolucionários e não conseqüência da eventual repressão pelas autoridades. Sem a clandestinidade dos dirigentes e o segredo da estratégia, a estrutura sucumbe completamente!

É evidente que a correia de transmissão das decisões através de palavras de ordem deve guardar a mesma gradação de segredo dos reais conceitos, dos verdadeiros fins e dos meios cruentos para atingi-los. O sentido de uma palavra de ordem só pode ser conhecido pelos “iniciados” do partido interno, aos demais devem ser dadas explicações mais palatáveis. 

Vejamos outro exemplo: justiça social. De forma proposital deixa-se cada um entender o que quiser sobre este termo desde que não atinja o verdadeiro significado esotérico. No entanto, o caminho para atingir a justiça social deve ser claramente explicitado: só a redistribuição de renda levará ao tão almejado estado de coisas. Tome-se uma figura de um carro de luxo passando numa favela com crianças nitidamente desnutridas. A maioria das pessoas imediatamente associa: injustiça social! – precisamos redistribuir a renda para acabar com ela. Mas, o verdadeiro significado é: os membros do partido são os justiceiros que, através da redistribuição da renda vão deixar as crianças ainda mais famintas e o carro de luxo será desapropriado em benefício de um dos dirigentes, o qual, como grande justiceiro, terá avenidas exclusivas para trafegar (os prospekts com faixas exclusivas da URSS). Os luxuosos balneários, como Cubanacán e Siboney, expropriados para gozo e deleite dos mesmos.

Se isto sempre foi assim, após os estudos de Gramsci, no pós-guerra, a tarefa ficou muito facilitada. Ao perceber que a classe revolucionária por excelência não é a proletária, que jamais deixarão de ser Proles, mas a intelectualidade das classes média e abastada deu ao partido revolucionário uma ferramenta potentíssima: transformou-o no Partido-Classe, onde os dirigentes – os intelectuais orgânicos - têm consciência de constituírem não mais uma classe-em-si mas uma classe-para-si. É exatamente quando o militante adquire a noção de que a revolução é para-si, e a aceita plenamente, que ele passa a integrar o quadro de dirigentes, ou Partido Interno. 

Aqueles que adquirem esta noção e se horrorizam com o mundo infernal que se avizinha e pelo qual lutaram, e não a aceitam, passam por uma crise de consciência terrível da qual poucos saem. A maioria, sem coragem para enfrentar a humilhação de ter acreditado e se submetido a uma grossa mentira, fica pairando como almas penadas em busca de um corpo que não as aceita mais: os antigos “camaradas” jamais confiarão nele outra vez. São os que vão engrossar o coro das ONG’s globalistas, dos movimentos “sociais” e pela “paz”.

Alguns, alquebrados pelo esforço, aceitam a suprema humilhação das “autocríticas” que se revelarão um ciclo interminável. Muito poucos enfrentam a angústia de aceitar a culpa e enfrentar o esforço moral e psicológico da convalescença, pois como bem o disse Aron, estas ideologias viciam como os tóxicos e criam dependência e síndrome de abstinência.

HISTÓRIA DAS PALAVRAS-SENHA NO BRASIL

O estudo intensivo da obra de Gramsci se deu na URSS a partir do XX Congresso do PCUS (1956) (ver op. cit.), mudando completamente os rumos da revolução mundial no sentido de uma revolução dos intelectuais. As condições para o estudo intensivo no Brasil se deram a partir do movimento contra-revolucionário de 1964. A clandestinidade e a momentânea supressão das atividades externas foram impostas pela Polícia e pelas Forças Armadas. Os Comitês Centrais e regionais das diversas organizações revolucionárias mergulharam fundo e, enquanto na superfície ocorria a derrota político-militar e econômica da revolução, na clandestinidade aprofundava-se a revolução cultural, levando ao quadro que temos hoje: embora derrotados, são vitoriosos porque as forças da lei, o aparelho hegemônico da burguesia, contentou-se com aquela vitória de Pirro e nem percebeu que lentamente modificava-se o senso comum da sociedade e organizavam-se os grupos sociais que viriam formar a sociedade civil organizada. (Todos os termos em itálico correspondem a categorias de Gramsci). 

Embora não fosse esta a sua principal função estas palavras serviam como uma espécie de senha de reconhecimento mútuo, pois aquelas que elas vieram substituir não podiam ser pronunciadas ou escritas. Funcionavam como sinais, imitação das sociedades secretas como a maçonaria e nada tinham a ver com as noções “burguesas”. Lá pela década de 80 a palavra ética tomou força – movimento pela ética substituiu movimento comunista. Seguiu-se cidadania que tomou impulso com o movimento pelas diretas e a luta pela anistia levadas a cabo pelos “autênticos” (outra senha, esta genuinamente nacional) do MDB, culminando na proclamação pelo companheiro de viagem Ulisses Guimarães, da “Constituição Cidadã” que “resgatava o exercício pleno da cidadania e da ética na política”. Logo após a redemocratização o governo se viu abalroado pelos aparelhos privados de hegemonia, as organizações não governamentais (ONGs), que somando-se a este constituíram o Estado Ampliado. Cada vez mais vemos estes aparelhos privados assumindo diversas funções do governo. Desde 1994, com a plena concordância, aval e apoio financeiro do mesmo. 

É fundamental que os liberais e conservadores tomem conhecimento do verdadeiro significado revolucionário que estes termos adquiriram e abstenham-se de usá-los para não se deixarem confundir. Um pequeno glossário é fundamental. Como não há espaço aqui cito apenas algumas mais usuais. (Não usarei a ordem alfabética para facilitar a compreensão).

Ética – é ética toda e qualquer ação que promova o aprofundamento da revolução. É a expressão do princípio de que “os fins justificam os meios”, em oposição total ao conceito “burguês” tradicional. 

Liberdade – é a expressão da conformidade do cidadão com a coletividade. Não tem nada a ver com liberdade individual.

Democracia – não corresponde ao governo da maioria, mas ao da unanimidade baseada no consenso e hegemonia do partido-classe.

Consenso – conformação coletiva do grupo social com as ações do Estado ampliado, necessário para alcançar os fins éticos.

Hegemonia - capacidade de influência e de direção política e cultural que um grupo social exerce sobre a sociedade civil organizada e esta sobre a sociedade política. Predominância efetiva do partido-classe sobre ambas para impulsionar e fazer avançar o processo revolucionário.

Sociedade Civil Organizada – espaço onde atuam os aparelhos privados de hegemonia.

Aparelhos Privados de Hegemonia – as ONG’s, principalmente.

Estado Ampliado – os órgãos governamentais e as ONG’s. Também pode ser chamado de Estado Democrático de Direito por estar em constante mutação (ver meu artigo anterior).

Cidadania – “espaço” coletivo onde atua a sociedade civil organizada; o exercício da cidadania nada tem a ver com a atuação dos indivíduos livres, mas com este “espaço” criado pela ampliação do Estado e que obedece rigorosamente ao consenso prévio. É a submissão do cidadão ao consenso coletivo.

NOTA:

[*] Para mais detalhes ver meu “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, Capítulo II, 3, É Realizações, SP, 2008 

EXACERBA-SE A VINDITA

TERRORISMO NUNCA MAIS - TERNUMA


Doc. nº .132/2008
www.fortalweb.com.br/grupoguararapes


Os vencedores da revolução anticomunista de 1964 concederam aos derrotados uma generosa anistia - ampla, geral e irrestrita. Em outros países, na grande maioria dos casos, os vencedores de revoluções, como em CUBA, tão reverenciada pela esquerda brasileira, e na URSS e na CHINA, ao invés do perdão, concediam aos derrotados a honraria de um pelotão de fuzilamento.

Os vencedores de 64 tiveram que defender alguns vencidos das ambições desmedidas de outros derrotados. O Presidente Figueiredo teve que ser duro com o deputado Ulisses Guimarães, com medo de perder liderança com o regresso de outros do exterior, como Leonel Brizola e Miguel Arraes. Pela vontade do deputado, tão louvado, hoje, apesar do caráter duvidoso, os que estavam no exterior não deveriam se candidatar a cargo eletivo. Mas Figueiredo bateu o pé e afirmou: lugar de brasileiro é no Brasil. Bonito, mas deu no que deu! 

De nada valeu a grandeza do gesto. Passados alguns anos, os perdoados pagaram com um tapa na cara àqueles que lhes estenderam a mão trazendo-os de volta ao seu chão natal. Sedentos de ódio, vingança e ambição, após conquistarem o poder, partiram para uma revanche sem pudor. 

Começaram a chover acusações levianas e mentirosas de prisões de inocentes,
maus tratos a presos e assassinatos cometidos somente pelo lado do regime denominado por eles de "ditadura militar"

O atual senador ROMEU TUMA, íntimo do PODER MILITAR, foi testemunha ocular do que se passava, no que eles alcunham de "porões da ditadura". Poderia dizer se presenciou a prática de tortura a que se referem e, se por acaso, dela participou. Não cremos que ficará calado para aparecer como bom moço.

Os inocentes "anjinhos" subversivos da época não cometeram nenhum crime, queriam apenas salvar a "democracia brasileira"... Que democracia queriam?

Diz JACOB GORENDER - comunista - (pg. 248 do livro - Combate nas Trevas) o seguinte: "A esquerda brasileira de inspiração marxista pegou duas vezes em armas. Em 1935 e 1968-1974". Na pg. 235 do mesmo livro afirma: "Organizações de esquerda praticaram atos aqui expostos sem subterfúgios: atentados a bombas e armas de fogo, assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas e de aviões, matanças de vigilantes, policiais e elementos das Forças Armadas, justiçamento de inimigos, guerrilha urbana e rural". Puro terrorismo. Vão também condenar os terroristas? Estão anistiados? Será que alguém foi plantar rosas em CHAMBIOÁ?
 
Pegaram o Cel USTRA como vítima e cada dia mais silentes ficam os chefes. É certo? Chefe defende o subordinado quando ele é acusado sem provas. 


Agora, passados mais de 40 anos, acaba de ser considerado torturador, por um Juiz (também revanchista?), o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado levianamente de praticar tortura. Ele estava simplesmente cumprindo ordens superiores, inquirindo subversivos comunistas, num órgão legitimamente criado para se opor às forças do mal que estavam, naquela época, firmemente dispostas a transformar a nossa Pátria num satélite do comunismo internacional, ideologia contrária à índole do povo brasileiro.Mas não se podendo comprovar ter sido torturador. 

As Forças Armadas foram ultrajadas e ofendidas pela sentença do Juiz Gustavo Santini Teodoro (também um revanchista?), da 23ª Vara Cível de São Paulo, pois os militares dessas Forças foram formados e orientados, desde os primeiros bancos escolares militares a cumprir ordens dos seus superiores, condição basilar da doutrina militar em qualquer parte do mundo. Caso não haja uma reação imediata e enérgica dos comandantes militares em defesa da honra do Cel. Ustra. as Forças Armadas Brasileiras estarão, irremediavelmente, caminhando para a sua desmoralização. 

Será que a parcialidade do comunista ministro da justiça Tasso Genro, demonstrando alegria nas TV, será engolida sem uma reação? Ele deveria se dedicar mais a prender os ladrões do seu governo corrupto e com quem convive. 

O GRUPO GUARARAPES não aceita, sem contestar, que um indivíduo desse venha, amanhã, a receber alguma medalha militar. 

O CEL USTRA NÃO ESTÁ SÓ. OS QUE HONRAM A FARDA DEVEM ESTAR AO SEU LADO, SEJA NA ATIVA OU NA RESERVA. ELE TEM A CABEÇA ERGUIDA, POIS O CUMPRIMENTO DO DEVER É A MAIS NOBRE MISSÃO DO SOLDADO. USTRA É UM MILITAR DIGNO. MUITOS BAIXAM A VISTA - NÃO PODEM OLHAR NOS SEUS OLHOS. 

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 58
93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos
1.580 CIVIS - 48 da Marinha - 460 do Exército - 46 da Aeronáutica; total
2.134. In memoriam32 militares e 2 civis. batistapinheiro30@yahoo.com.br 
Fortaleza, 14.102.008 

QUEM NÃO DESEJAR RECEBER NOSSOS DOCUMENTOS , FAVOR AVISAR 
E OS CUBANOS DEPORTADOS?

Sobre a Sra. Suplício

Comentário postado no blog (sic). A primeira parte na cor verde é maravilhosa como muitos outros posts desta minha amiga.

"Caro Cavaleiro, vou colocar no seu blog o mesmo comentário que fiz no blog prosaepolítica, de Adriana Vandoni:

Embora todos comamos e gostemos muito de sexo, não vivemos para o prato nem para a cama. Embora, o amor seja necessário (e aqui falo do coração), acontecimentos múltiplos podem nos levar a não realizarmos palpavelmente um grande amor. Sendo assim, temos uma mente que nos ensina experiências de vida, tanto no campo prático, quanto no intelectual ou no mais anímico, espiritual.

Há pessoas boas, mas ainda muito primitivas, que não saíram do primeiro estágio. Quem ama, já é mais evoluído. E o amor pode se expressar mais genericamente, digamos assim, em forma de dedicação ou de compaixão. Nem falarei da mente e de suas inúmneras riquezas.
Pois bem, Marta se promoveu numa sociedade até boa, mas primitiva, moralmente, como sexóloga. Sexo, sexo, sexo. Sexo e política. Sexo e roubalheira.

Vamos supor que Kassab seja homossexual e ame seu companheiro (li num blog por aí que se chama Rodrigo). Esse amor não será mais nobre do que a sexualidade rastejante de Marta? Há um anátema para a serpente, que rasteja: comerás pó.

Um dos comentaristas de lá, chamado Calvin, não gostou quando fui mais concreta em relação a Kassab, uma vez que na entrevista da Folha ele declarou que não é homossexual. Respondi ao comentarista que, independente de tudo, meu objetivo era desconstruir o argumento petista, uma vez que os folhetos estão circulando. Será que agi certo, Cavaleiro? Um abraço.


Resposta: tenho imensa dificuldade em conversar com as pessoas, mesmo os não sociopatas declarados. Vejo que o estrago é tão profundo, tão nefasto, tão irreversível no curto/médio prazo que tenho abandonado as conversas na maioria das vezes. É uma pena e uma loucura, acho que por isto alguns gênios (e eu não sou nada disto, nada de gênio) morrem loucos e sozinhos. A humanidade está estragada. Não consigo te dar uma resposta, talvez sim se você me passar o link do papo com o Sr. Calvin.

O SUICÍDIO DA ÁGUIA V - A VITÓRIA DA PERESTROIKA

PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA



“A crise financeira transcende a economia e afeta diretamente a ideologia, e este é o maior perigo que a humanidade enfrenta hoje”.


ARMANDO RIBAS


 “O povo americano jamais adotará, conscientemente, o socialismo. Mas sob o nome de ‘liberalismo’ aceitará todos os pontos do programa socialista até que, um dia, a América será uma nação socialista sem ter noção do que aconteceu”.


NORMAN THOMAS


(Candidato permanente a Presidente pelo Partido Socialista Americano de 1932 a 1948)


 


Como escrevi no Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, a Perestroika – do russo re-estruturação – elaborada a partir de 1958, não se aplica, como foi amplamente propagandeado, a nenhuma mudança verdadeira no mundo comunista, mas exclusivamente à re-estruturação da visão que o Ocidente tinha do mundo comunista e conseqüente aceitação por parte do primeiro da necessidade de convergência – sblizhenie – dos dois sistemas num sistema híbrido. A aparência de mudanças pró-ocidentais na burocracia soviética tinha o objetivo de influenciar o Congresso Americano a introduzir mudanças reais na política dos EUA, no sentido de aumento de poder do Estado e diminuição paulatina do tradicional direito individual, um dos principais fundamentos daquele País, e da transformação da democracia em democratismo, a versão comunista baseada no ‘centralismo democrático’. Estas mudanças deveriam ocorrer em todos os setores: militar, cultural, educacional, legal, jurídico, diplomático e econômico. As farsas da ‘queda’ do muro de Berlim, em 89, e do ‘fim’ da URSS em 92 serviram para implementar a descrença no anti-comunismo no Ocidente e para aprofundar políticas que já existiam desde 58, como a re-estruturação da educação americana segundo os moldes soviéticos elaborados pela Academia de Ciências da URSS, o braço ‘intelectual’ do KGB (Brave New Schools, de Berit Kjos, Harvest House Publs., 1995).


Limitar-me-ei aqui a comentar as mudanças econômicas ocorridas na economia capitalista nas últimas décadas até a atual crise financeira desencadeada pela falência das hipotecas sub-prime. Pouco entendo de economia, mas a advertência de Armando Ribas, em epígrafe, está ligada ao que pretendo tratar: as conseqüências da ideologia no Ocidente. Pacotes como o aprovado pelo Congresso Americano significam o fim ou salvação do capitalismo? Mesmo os economistas liberais que considero meus guias no assunto, divergem. É claro que, como apontaRibas, as medidas são bastante diferentes das tomadas pelo governo nitidamente socialista de Roosevelt, na década de 30. Mas as mudanças introduzidas a partir de 58 não são nítidas, porém marcadas pela hipocrisia e dissimulação próprias da Perestroika (The Perestroika Deception, Anatoliy Golitsyn, Edward Harle, 1990).


Elas incluem as propostas de ‘responsabilidade social’ das empresas, a defesa dos ‘direitos do consumidor’ e, hoje em dia, as causas favoritas são ‘proteção ambiental, saúde dos empregados, modificações climáticas, desenvolvimento comunitário, estímulo (não apenas obediência à lei) à regulamentação estatal e apoio às políticas públicas sobre a medicina, a cultura e a educação’ (Henry G. Manne, Milton Friedman Was Right: “Corporate social responsibility" is bunk). Assim também ocorreu com a socialização da medicina (Medicare) disfarçada de ‘seguros-saúde’, cada vez mais controlados pelo Estado. Prossegue Manne:“negócios de larga escala bem sucedidos e que resultam de companhias (totalmente ou parcialmente) públicas, misteriosamente modificam a natureza de inúmeros investimentos privados em bens de interesse público. E quando estas enormes empresas são ‘afetadas pelo interesse público’ elas passam a ser regulamentadas pelo Estado ou a agir como se fossem propriedade pública, na verdade, passam a ser parte do Estado”. Aumentam exponencialmente as demandas de regulamentação estatal e “qualquer grande empresa, não interessando seu grau de competitividade e seu sucesso em satisfazer as verdadeiras demandas dos consumidores, passam a ter responsabilidade social – termo que significa uma zombaria da idéia de responsabilidade individual – e fica obrigada a usar parte de seus recursos para finalidades ‘públicas”’. Como disse Milton Friedman: “todos os esforços em usar recursos empresariais para propósitos altruístas equivalem a socialismo”.


É este o caso dos simulacros das empresas Fanny Mae e Freddie Mac. A primeira, apelido de Federal National Mortgage Association (FNMA), fundada em 1938 durante a Depressão, foi considerada como uma ‘government sponsored enterprise’ (GSE) por Decreto do Congresso de 1968. A função das GSEs é incrementar o fluxo de crédito para determinados setores da economia e reduzir os custos dos créditos para setores seleciomados pelo Estado, principalmente agricultura, financiamento de casa própria e educação. Fanny Mae atua no ‘mercado secundário de hipotecas’ facilitando a liquidez do mercado primário e garantindo as mesmas para instituições que emprestam diretamente aos consumidores. Freddie Mac é o apelido de Federal Home Loan Mortgage Corporation (FHLMC) e também é uma GSE fundada em 1970 com o mesmo objetivo. Em 7 de setembro de 2008, o Diretor da Agência Nacional de Financiamento Habitacional (FHFA), James B. Lockhart III anunciou, com pleno apoio do Secretário Tesouro Henry Paulson e do Diretor do FED Ben Bernanke, que ambas tinham sido colocadas sob a proteção do Tesouro Nacional, no que foi considerado uma das mais abrangentes intervenções governamentais no mercado nas últimas décadas. Paulson declarou explicitamente que “esta era a única forma pela qual ele usaria o dinheiro dos contribuintes (taxpayers) para as GSEs”, contrariando a opinião dos que defendem a medida e insistem em negar que os contribuintes é que vão pagar a conta.


Note-se a imensa hipocrisia dos apelidos, fazendo crer que qualquer americano comum, Fanny ou Freddie, poderá ter sua casa própria (a GSE da Educação, hoje totalmente privatizada, chama-se Sallie Mae). Se atentarmos para as datas acima (1938, Roosevelt 1968, Johnson e 1970, Nixon), veremos que elas se referem a dois governos Democratas e um Republicano, porém num período de grande turbulência econômica e inflação que acabou no abandono do padrão ouro um ano depois. No governo Carter (Democrata) em 1977 foi criado um decreto federal que obrigava os bancos a fazerem empréstimos aos cidadãos sem capacidade de honrar suas dívidas. Como disse Nivaldo Cordeiro “a origem da crise está na irresponsabilidade estatal dos EUA de obrigar o sistema bancário a emprestar para compra da casa própria, em nome do ‘social’, a pessoas que não teriam meios de honrar os pagamentos” e deve ser debitada aos dois Partidos, porém, mais aos programas ‘sociais’ do Democrata (‘grande sociedade’, casa para todos, sociedade ‘solidária’, ‘nenhuma criança fora da escola’, etc.). “O governo, ainda uma vez, tentou driblar a lei da escassez, querendo dar casa para todos, ainda que ao preço de se construir uma crise financeira sistêmica”. Como entender em termos simples o que aconteceu? 


* * *


Ler Adam Smith é muito difícil. É uma leitura muito chata e detalhista. Duvido que 90% dos economistas tenham lido, inclusive os que se denominam liberais. E estou sendo otimista! Confesso que tentei e não consegui. Mas o pouco que li diretamente e o muito de comentários abalizados me deixaram a impressão de que Smith falava simples assim como Friedman e Ronald Reagan, até um analfabeto em economia consegue entender muito bem. Nada a ver com os tratados de economia modernos que, igual aos livros de direito e de psicanálise, são feitos para ninguém entender mesmo. Não sei nem especulo sobre o que eles diriam, mas baseado na simplicidade que percebi neles, o que aconteceu nos Estados Unidos foi o seguinte, baseado numa situação hipotética.


Um vizinho que troca de carro importado de luxo todos os anos e tem inúmeros empregados é um notório caloteiro que quer viver acima de suas posses. De tantos calotes perdeu o crédito. É um sub-prime. Pede dinheiro a mim que tenho uma vida mais simples, porém sem dívidas e nunca passei calote em ninguém. Certamente não seria do meu feitio emprestar mas imaginemos que eu enganasse a mim mesmo dizendo que devo emprestar porque seus filhos estão passando fome – ‘justiça social’ - mas na verdade se eu antevisse a chance de ganhar muita grana emprestando a juros muito acima do mercado. O cara troca de carro, reforma a casa, os filhos continuam com fome e me passa o previsível calote. Que faço eu? Ora, é claro, cobro do condomínio o prejuízo! Chantageio os síndico ameaçando não pagar mais as taxas e criar uma ‘crise sistêmica’.


É claro que numa reunião de condomínio ninguém seria idiota de aceitar pagar sem ter responsabilidade nenhuma. Mas o que fazer num país com 300 milhões de habitantes? Perguntar a cada um se quer despender $2,300.00 de seu bolso para pagar a safadeza dos outros? Como não dá, os representantes (sic) do povo decidem tungar cada americano daquela quantia porque sabem que isto lhes confere mais poder do que o enorme que já têm. Enquanto Big Business quer cada vez mais dinheiro, o Big Government quer cada vez mais poder. E o fazem alegando o tal argumento ‘justiça social’ – casa para os mais pobres, etc. - sabendo que com isto já estão preparando novas ‘bolhas de prosperidade’ (meu vizinho com carros importados e dando mais calotes) e que a história se repetirá ainda diversas vezes, como previu Hans Baden. Uma das óbvias diferenças da situação condominial é que os emprestadores são financeiras dirigidas por executivos com salários de cinco ou seis dígitos e que se aproveitaram da ‘bolha de prosperidade’ para se locupletarem.


E por que as bolhas se repetirão? Porque, como diz Ubiratan Iorio, a ajuda ‘equivale a dar cachaça para alcoólatras ou açúcar para diabéticos’, quer dizer, só estimula os impulsos suicidas do ‘paciente’. Os caloteiros ficam cada vez mais caloteiros, o Big Business cada vez mais rico, o Big Government cada vez mais forte e a população cada vez mais descrente no que Alain Peyrefitte chamou desociedade de confiança (A Sociedade de Confiança – Ensaio sobre a Origem e a Natureza do Desenvolvimento, Topbooks, 1999). Deteriora-se a base mais sólida de um país livre e com economia liberal e forte, e a população passa a valorizar mais aquilo que aqui no Brasil conhecemos muito bem como malandragem, quer dizer, mau-caratismo explícito, pois nenhum dos especuladores vai para a cadeia pelo contrário, locupletam-se mais ainda.


Embora a crise não signifique a falência do capitalismo mas a interferência socialista indevida no mercado financeiro, fabrica-se, a partir dela, uma das ‘contradições do capitalismo’ como Marx previra. Não há esta contradição internado capitalismo o que há é uma contradição entre capitalismo e socialismo, cujos defensores que a provocam se aproveitam dela para brindar ao ‘fim do capitalismo’. E aí surge Barack Obama, cuja conexão com a re-estruturação do pensamento ocidental e objetivos finais serão estudados a seguir.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Ministro elogia política de desenvolvimento da ditadura

A VERDADE SUFOCADA
Por WELLINGTON BAHNEMANN - Agencia Estado

SÃO PAULO - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, elogiou a política de desenvolvimento econômico adotada pelo regime militar, que vigorou entre 1964 e 1985. "Era um regime de exceção autoritário, com constituição democrata e que realizava eleições regularmente. Foi o momento em que o Brasil encontrou o seu futuro, sua vocação para o desenvolvimento", afirmou o ministro, que participou hoje do 9º Encontro de Negócios de Energia, promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), na capital paulista.

Lobão afirmou que o período do ex-presidente Getúlio Vargas foi muito mais duro, no que se refere a ditadura, do que o regime militar. Em diversos momentos de sua apresentação, o ministro fez elogios para membros do governo militar, como os ex-presidentes Humberto de Alencar Castello Branco e Ernesto Geisel. "O acordo de Itaipu foi uma genialidade diplomática. Isso não foi feito por nenhum diplomata, e sim pelo general Juracyr Guimarães", disse o ministro.

Um alerta aos blogueiros de plantão...

BLOG DO CLAUSEWITZ

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Crisis. En un operativo de fuerzas de seguridad fue detenido en Riberalta el conductor de un programa de televisión crítico con el Gobierno. En Caracollo, el presidente Morales dio inicio a una masiva marcha

"Fuerzas del orden con el rostro cubierto allanaron ayer la vivienda del periodista de televisión Jorge Melgar Quette, a las 4:00, y lo detuvieron de forma violenta, denunciaron sus familiares. De acuerdo con la versión de los hijos de Melgar, los uniformados, de quienes se dice que pertenecen a la Policía y a la Fuerza Naval, usaron una violencia desmesurada pues amenazaron con armas de fuego a menores de edad y a mujeres que se vieron sorprendidas por la irrupción de los efectivos, que sumaban unos treinta.

El Gobierno, a través del viceministro de Régimen Interior, Rubén Gamarra, señaló que el afectado fue detenido por orden fiscal, bajo la acusación de sedición y conspiración, mientras que el fiscal Luis Mamani, a cargo del caso, señaló en la sede de Gobierno, que la acusación es por terrorismo y sindica a Melgar de participar en la toma de instituciones públicas y del aeropuerto para evitar la llegada de ministros y del presidente, Evo Morales.

Percy Melgar, uno de sus hijos, negó las sindicaciones y calificó la medida contra su progenitor como una venganza de índole política porque su tarea en el canal 18, donde tenía un espacio de opinión denominado Camila y Macarena, contrario a la línea gubernamental y de corte pro autonomista.

Melgar había denunciado el traslado de campesinos desde Riberalta hasta Porvenir y entrevistó a los familiares de las víctimas, que confirmaron el pago de viáticos y recompensas por asistir a la protesta. Fruto de esos testimonios se logró identificar a alcaldes pandinos, dirigentes sindicales y políticos que organizaron la movilización que terminó en las muertes del 11 de septiembre, tras enfrentamientos armado entre seguidores al MAS con afines a la Prefectura de Pando. “Aquí ya nadie puede pensar diferente porque le hacen lo que han hecho con mi padre. Yo, como dirigente de la Unión Juvenil de Riberalta, también estoy siendo perseguido y si no me detuvieron anoche fue porque no duermo aquí”, aseguró Percy Melgar.

Por su parte, su hija Daniela Melgar, que fue testigo de la detención, indicó que desde hace tiempo su familia recibe amenazas vía celular por la actividad de su padre. “Nos indicaban que nos iban a matar, a secuestrar y otras cosas irreproducibles, pero jamás les creíamos, hasta hoy”, agregó.

Conocido el hecho, hubo una tibia reacción de sectores autonomistas riberalteños. Por su parte el comandante de la Policía, My. Maximiliano Dávila, y la fiscal Jéssica Ceitún, desconocen los motivos de la aprehensión.

Desde el Gobierno, a través de un spot televisivo, mostraron a Melgar como un dirigente político que se hacía pasar por periodista y que tiene antecedentes penales, como un desfalco al Subtesoro de Riberalta, entre 1993-1997. Hace ocho años que tiene su programa de televisión, a través del cual era un duro crítico a la gestión de Evo Morales. En el canal donde tenía el programa señalaron que alquilaba el espacio y que no seguía a la línea editorial del medio.

Melgar fue quien grabó e hizo público el discurso del ministro de la Presidencia, Juan Ramón Quintana, cuando en plena campaña por el referéndum revocatorio lanzó un ‘epitafio’ contra el prefecto de Pando, Leopoldo Fernández.

“Ese fue su pecado y por eso lo detuvieron”, manifestó su hijo, que denunció ante el fiscal Rolando Ferrufino el ‘secuestro’ de su padre, por lo que el representante del Ministerio Público realizó ayer la apertura de la investigación, con la pericia de campo, y hoy tiene previsto convocar a los jefes de guarniciones militares y policiales para saber si participaron en la detención.

A las 20:38, Melgar fue conducido a las oficinas de la Fiscalía de Distrito de La Paz. El fiscal Mamani informó de que se tomarán sus declaraciones y hoy se realizará la audiencia de medidas cautelares.

Mamani afirmó que no se descartan nuevas detenciones en Riberalta bajo los mismos cargos, aunque estarán sujetas al avance de las investigaciones que llevan adelante la comisión especial de fiscales. También aseguró que Melgar debe demostrar ahora que es periodista."

Fonte: EL Deber

Tradutor

Um único comentário meu (do Clausewitz):

► Enviado pelo meu correspondente de guerra bolivariana, que até o presente momento não foi sequestrado pelo sendero luminoso ou pelas FARC, o artigo acima apresenta a democracia tal qual é praticada em sistemas totalitários de governo, que ora são amplamente vivenciados por nossos irmãos bolivianos, equatorianos e venezuelanos... nós ainda estamos na fase da desmoralização das instituições e na fase do sumiço e assassinato de aliados que se revoltam contra algum processo que não concordam... a próxima fase que se seguirá ao controle dos vícios e hábitos será a fase do controle da expressão e depois a da liberdade de ir e vir... que entendamos, principalmente os mais lunáticos, que a revolução bolivariana será o nosso ocaso como cultura e que há motivos e motivações para a oposição boliviana estar fazendo o que estão fazendo... é só vermos o que está acontecendo nesses três citados países, que estão com seus quadros horários da revolução mais adiantados...

Grotões Mentais

REINALDO AZEVEDO
14 de outubro de 2008
martanojo

Marta Suplicy trouxe para a política paulistana o partido do grotão, o primitivismo, a retórica truculenta, a promessa irresponsável e inexeqüível (ver abaixo), o preconceito, a vulgaridade, a estupidez, a baixaria, o atraso. A candidata antes dita “progressista”, capaz de, no gogó, quebrar as lanças do convencionalismo, passou a acenar com o discurso mais brucutu.


O PT não elegeu as mais de 700 prefeituras que pretendia. Ficou com bem menos: umas 500 e poucas. Se o PMDB é o rei dos grotões, o PT é o príncipe. É forçoso reconhecer que, nas áreas mais prósperas do país, seu desempenho deixou a desejar. O “partido da boquinha”, para os graúdos, é o partido do bolsismo-isso-e-aquilo dos mais pobres. Nos mais de 500 municípios de São Paulo, por exemplo, fez apenas 67 prefeituras. E disputa algumas outras no segundo turno, inclusive a da capital. Deu largada a esta nova etapa perdendo feio, de goleada, com números verdadeiramente humilhantes. Por mais que seus porta-vozes na imprensa digam que venceu a eleição, o fato é que o PT teve, em termos proporcionais, no país, menos votos do que há quatro anos. Já demonstrei isso aqui com números. Só um resultado pode lhe dar um gostinho de vitória: São Paulo. Sem a cidade, a derrota se consolida de modo inequívoco. Até seus puxa-sacos vão querer mudar de assunto. Pois bem. E como vencer a eleição numa cidade complexa como essa?

Marta e seu marqueteiro até tentaram um discurso moderninho. Certos de que o racha Alckmin-Kassab jogaria a eleição no colo do PT — ela andou falando isso por aí, em contato com jornalistas —, a petista optou por um discurso urbano, todo modernete: falava numa “nova atitude” para a cidade. Isso é conversa de costureiro, de modelista – como se diz isso hoje em dia? Estilista? Era a Marta podre de chique, com seus modelitos impecáveis. Para a cidade, acenou com a tal Internet grátis. Ciente de que o prefeito tinha uma boa avaliação — no começo da campanha, pouco mais de 40% de ótimo e bom; hoje, acima de 60% — , preferiu não atacar as suas obras. Disse apenas que faria melhor, com “mais atitude”. O lema: “A gente não se contenta com pouco”. Completou a estratégia apostando que Alckmin seria bem-sucedido na descontrução da imagem de Kassab.

Deu tudo errado. Marta chegou a ter 47% dos votos, perto de uma vitória no primeiro turno. Alckmin, nesse período, fazia a farra do jornalismo político com sua determinação de “prefeitar”. A petista foi derretendo ao longo da campanha. Quanto mais falava, menos votos tinha. E o contrário foi se dando com o prefeito-candidato do DEM. À medida que uma área da cidade ficava sabendo o que estava sendo feito também na outra, ele crescia. Até o resultado que se viu: ele chegou na frente no primeiro turno. E disparou na primeira pesquisa sobre as intenções de voto para o segundo.

E o que fez, então, o PT urbano, da mulher e libertária Marta Suplicy, uma das referências dos jornalistas descolados, que transitam num estranho ambiente social de São Paulo que junta, hoje em dia, uspianos, ongueiros e petistas limpinhos, como Fernando Haddad, por exemplo? O que foi feito desse petismo jornalístico que se pretende laico, esclarecido, progressista, que se impôs como missão “barrar o avanço da direita”, entre uma taça e outra de vinho — em que todos são agora especialistas —, enquanto se discute, como é mesmo?, a dialética da modernização conservadora do Brasil? Pois é. A pizzada esclarecida dos especialistas em dialética negativa constatou, consternada, o risco real da vitória do terrível “direitista” Kassab — não perca a chance de cobrar dos que sustentam tal tese que evidenciem esse suposto direitismo com exemplos.

Respondo: o petismo urbano e vaca foram ambos para o brejo. E agora volto à questão enunciada lá no primeiro parágrafo: o PT quase pós-moderno, preocupado com “atitudes”, resolveu revelar-se o partido do grotão, aquele em que o medo vence não só a esperança como também a racionalidade. Então é isto: Marta Suplicy trouxe para a política paulistana o partido do grotão, o primitivismo, a retórica truculenta, a promessa irresponsável e inexeqüível (ver abaixo), o preconceito, a vulgaridade, a estupidez, a baixaria, o atraso. A candidata antes dita “progressista”, capaz de, no gogó, quebrar as lanças do convencionalismo, passou a acenar com o discurso mais brucutu.

E o Apedeuta? E aquele que não é solidário nem numa cólica renal? Ora, quem prestou atenção ao centro de seu discurso em favor de Marta teve tempo de ouvi-lo falar que é preciso “conhecer o candidato”, endossando a abordagem pilantra segundo a qual os paulistanos ignoram quem de fato é o prefeito que conta com 61% de aprovação. Percebeu que o tiro saiu pela culatra e, Lula que é, está saltando fora. Faz o mesmo no Rio. Gravou para o candidato do PMDB, Eduardo Paes, mas fez chegar à imprensa o que segue: “Eu gravei o programa, mas disse para o Sérgio que o (Fernando) Gabeira vai desmontar facilmente o meu depoimento. Gravei porque me pediu." A seqüência de imposturas é formidável.

Ainda que Kassab seja relativamente novo na política — e jovem (daí o ridículo petista de tentar ligá-lo ao regime militar) —, e Gabeira seja egresso das lutas pré-1964; ainda que tenham perfis tão distintos, um mais técnico (Kassab), outro mais afeito à retórica humanista, podem estar em curso nas duas capitais fenômenos ao menos correlatos, se não forem da mesma natureza: um certo cansaço do discurso balofo e oco sobre a redenção e o futuro. Sim, reitero, os dois são muito diferentes também na experiência: Kassab está sendo aprovado por aquilo que efetivamente fez, não por suas promessas miraculosas. Gabeira parece crescer num ambiente de certo desencanto com as expectativas que não se cumpriram. Embora seja sempre lembrado como um utopista, parece-me que os que votam nele apostam que possa FAZER o que a política dita tradicional não fez. Se ambos vencerem, é evidente que a tarefa de Gabeira é mais difícil e muito mais arriscada.

Em qualquer dos casos, recorrer à tática própria dos grotões — porque, como diria Marco Aurélio Top Top Garcia, “constrangedor é não ter voto” — corresponde a fazer uma aposta no atraso e na barbárie. Sim, há algumas ambições em jogo: uma eventual vitória de Gabeira representa menos uma derrota de Paes do que do governador Sérgio Cabral. O triunfo de Kassab significaria um revés duplo para o Planalto: Lula teria feito esforços evidentes para eleger Marta, mas o ungido seria o candidato de Serra. Tal candidato é quadro da elite do DEM, o partido que o PT está determinado a destruir, o que não esconde de ninguém.

Os eventos em curso estão sendo muito esclarecedores. Nas duas principais capitais do país, quando menos se espera, os “modernos” aderem às piores práticas do grotão mental brasileiro.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".