A campanha a que o PT recorreu contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, indagando se ele tinha mulher e filhos é expressão da amoralidade de seus promotores. Mas também é fruto de uma mentalidade que antecede os amorais da hora: nela, o indivíduo está morto. Voltarei a este ponto. Antes, convido o leitor a um passeio pela paisagem ideológica que abriga esta narrativa. Na semana passada, em entrevista a um jornal paulistano, a petista disfarçada de intelectual Maria Victoria Benevides explicou a reeleição do prefeito do DEM segundo a ótica da patologia social: para ela, estivesse o eleitor mais bem informado sobre os seus próprios interesses, e fossem as elites paulistanas menos reacionárias, a eleita teria sido a petista Marta Suplicy. Para essa senhora, ou os vitoriosos são de seu partido, ou a democracia está com uma doença regressiva. Algo a estranhar?
Não. A história da esquerda é a história do esmagamento do indivíduo e do homem que há, com suas precariedades, em nome do homem a haver, livre de "deformações". Seus utopistas nunca viram o horror, o massacre e a morte de milhões como empecilhos para construir esse "novo homem". "Só a esquerda?", logo indagaria um inconformado. Não. A direita também cometeu crimes hediondos. A diferença, o que não a perdoa moralmente, é que nunca reivindicou a condição de um novo humanismo. Em termos um tanto especulativos, pode-se dizer que a direita reacionária – já que existe a reformista – matou para tentar reconstruir o passado, e a esquerda revolucionária, dezenas de vezes mais para construir o futuro. Outra diferença nada ligeira é que o fascismo, felizmente, não deixou senão defensores residuais e sem importância. Já os epígonos intelectuais do socialismo homicida, como se nota acima, estão na academia, na imprensa, nos governos e integram o establishment das democracias, construídas à sua revelia. Afinal, o regime democrático é obra do liberalismo. "Que papo mais antigo, Reinaldo! O muro já caiu!" É fato. Mas a amoralidade da esquerda sobreviveu aos escombros.
Aquele mesmo aparelho intelectual que sustentou a sua facinorosa trajetória continua vivo, ainda que se adapte às circunstâncias de cada país e consiga disfarçar o seu caráter deletério. A débâcle socialista obrigou os "engenheiros de gente" a procurar outro lugar onde pôr a sua "luta de classes". Os esquerdistas desviaram o foco das relações econômicas para a esfera das relações sociais. De certo modo, inverteu-se a equação clássica segundo a qual, para ser muito sintético, seria preciso fazer a revolução na economia para mudar as mentalidades. Incapazes de operar na base econômica, decidiram tentar o contrário: "Primeiro mudamos as mentalidades; o resto vem como conseqüência". Bem, "o resto" não veio nem virá. O máximo que esse esquerdismo bocó consegue é tornar o mundo mais xucro. De comum com o seu passado remoto, o mesmo desprezo pelos indivíduos.
Comecemos a ligar os fios. Mergulhemos, ainda que com o devido cuidado, na mentalidade do PT, caudatário desse pensamento que aposta na reengenharia do homem. Uma das vertentes formadoras do partido são os chamados "movimentos sociais", onde se incluem as "minorias organizadas", antigamente chamadas de "coletivos": havia o das mulheres, o dos negros, o dos homossexuais etc. Hoje, converteram-se em ONGs subordinadas ao partido. Os petistas, sabemos, não viram mal nenhum em fazer ilações sobre a vida pessoal de Kassab. Tentaram ainda conferir ao que pretendiam ser uma pecha o caráter de coisa escusa, sub-reptícia, ilegal.
Por que o partido que um dia se notabilizou pela defesa dos chamados "direitos dos homossexuais" atribui tal condição a um adversário, fazendo-o de maneira oblíqua, covarde e com o óbvio objetivo de desqualificá-lo? Essa gente sabe que, diante do preconceito, todas as respostas se igualam: negar, ignorar ou confirmar têm peso idêntico. O que se quer é disparar a máquina do medo ou da repulsa irracionais. Nas batalhas mediadas por uma ética – e até as guerras têm a sua –, há coisas que não podem ser feitas. Mas, para tanto, é preciso ter uma ética. Trata-se daquele conjunto de interdições e permissões que tanto eu como meu adversário reconhecemos como aceitáveis e justas. Se esse acordo entre desiguais está presente até na guerra, isso significa que, sem ele, também não se faz a paz – e a democracia se torna impossível. A ditadura nada mais é do que um desequilíbrio de valores: "Eu posso fazer o que ao outro é vedado". O PT substituiu a ética pela administração das necessidades da hora, pelo presente eterno. Retomo a questão na conclusão do texto.
Creio ter a resposta para a pergunta que abre o parágrafo anterior. Os petistas não reconhecem os direitos de um sujeito na sua particularidade. Aceitam, por exemplo, a homossexualidade, mas como condição geradora de demandas, o que está longe de ser sinônimo de respeito ao homossexual na sua especificidade. Assim, o gay, para ser admitido no mundo dos justos, precisa ser um militante: exposto, "assumido", porta-voz de uma causa, carregando bandeira. Um negro tem de trazer a escravidão estampada na alma. Ou negará a si mesmo. Também à mulher cabe se organizar contra o seu feitor. Não existem indivíduos, mas categorias. É uma espécie de sindicalização do espírito, de corporativismo anímico. É preciso que as "minorias" sejam dotadas de um rancor escravo que as torne dependentes existenciais de seus algozes.
O ódio impotente, que tem de conquistar na marra o que supostamente lhe falta, está na origem de uma nunca contada história sentimental das esquerdas. Uma das filhas de Karl Marx relata que o pai lhes ensinava que Cristo era o filho de um carpinteiro pobre assassinado pelos ricos... Não tinha como dar em boa coisa.
Estaria eu surpreso ou chocado com a baixaria do PT? Não. Como vêem, considero isso um ponto numa longa trajetória. E o partido repetirá o procedimento, com conteúdo novo, tão logo considere necessário. Nessa mesma campanha, os valentes fizeram coisa ainda pior: acusaram a prefeitura de São Paulo de discriminar negras na hora do parto. E que fique claro: não me alinho àqueles que acreditam ou defendem que a política deva ter receio de tratar deste ou daquele tema. Em princípio, todas as questões são "politizáveis" e podem passar pelo escrutínio popular. Num país em que a nova aristocracia sindical, ora abraçada ao velho mandonismo, pretende chamar de vida privada o que não passa de vício público, é preciso tomar especial cuidado ao estabelecer as justas fronteiras entre o individual e o coletivo.
Se a amante de um parlamentar com poder de interferência nos negócios da República tem a pensão alimentícia paga por uma empreiteira; se uma concessionária de serviço público faz negócio com o filho de um político com autoridade sobre essa empresa; ou, ainda, se a vida privada de um homem público influente está em flagrante contradição com sua pregação, tanto o jornalismo como os adversários desses "representantes do povo" têm o direito – e o dever – de levar a questão à arena, à ágora da democracia. Errado é silenciar. Se, no sentido em que trato, todos os assuntos cabem à política, isso não significa ausência de medidas.
E qual é a régua? Justamente a ética, que estabelece as regras, muitas delas não escritas, da convivência pública entre as diferenças. Não se vendo o PT, no entanto, obrigado a dispensar ao outro o respeito que exige para si mesmo, também não se sente comprometido com a sua própria trajetória, rendendo-se à lei da necessidade: "Perca-se a vergonha, mas não a eleição". Nesse juízo perturbado, o escrúpulo é uma herança da cultura que deve incomodar apenas as sandálias da "direita", assim como a coerência é uma cruz que deve pesar exclusivamente sobre os seus ombros. De um modo muito particular, o PT acerta neste caso: ter princípios é mesmo algo próprio da direita democrática, tanto quanto não os ter constitui a verdadeira tradição das esquerdas.
Mas São Paulo disse "não" à campanha suja. E Maria Victoria Benevides considerou isso uma coisa de direita. Talvez ela esteja certa.
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O muro caiu, mas a amoralidade da esquerda sobrevive
sábado, 18 de outubro de 2008
Aloprados e truculentos

Sete dias depois de veicular uma das maiores barbaridades eleitorais dos últimos tempos, o marqueteiro João Saldanha admitiu um “erro de avaliação”. O comandante da campanha de Marta Suplicy, João Santanna, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da Folha de S. Paulo, lamentou profundamente não ter previsto a reação da opinião pública.Opinião do RPC – Por Alberto DinesAprendiz de Duda Mendonça, o novo Dr. Goebbels não lamentou o pérfido preconceito, nem a ostensiva introdução do lixo no debate eleitoral. A admissão do erro não foi um dever de consciência, esforço para mostrar alguma urbanidade e decência, na realidade foi mais uma tentativa de livrar a ex-campeã da tolerância do papel de ícone da arrogância e da presunção.
A solução “relaxa e goza” proposta pela então ministra do Turismo para enfrentar o caos aéreo foi evidentemente uma gafe, fruto da desatenção ou do despreparo, mas, como sabem psicólogos, psicanalistas e inclusive a autora do despautério, gafes são lapsos que não acontecem por acaso. Armazenados em algum recanto da alma, soltam-se na primeira oportunidade.
As duas perguntinhas fatais – “Ele é casado? Ele tem filhos?” – foram estudadas, foram estratégicas, resultaram de uma bateria de “pesquisas qualitativas” onde os marqueteiros identificaram uma oportunidade para cobrar esclarecimentos a respeito da intimidade de Gilberto Kassab.

Imaginaram que o eleitor engoliria a maldade. Não contaram com a internet onde, no mesmo dia em que começaram a ser transmitidas as primeiras mensagens (domingo, 12/10) já se abrigava uma enorme onda de protestos.Na reta final da disputa pelo governo de São Paulo, em 2006, um pelotão de milicianos ligados à candidatura de Aloísio Mercadante também inventou uma operação suicida: a divulgação através da revista “IstoÉ” de um falso dossiê contra o candidato José Serra, o famigerado Dossiê Vedoin. Apesar da repercussão, como se tratava de grave crime eleitoral o então-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos associado ao então diretor-geral da Polícia Federal deram um jeito de livrar da merecida condenação os “aloprados” – a designação é do próprio presidente Lula.
A partir daquele episódio, aloprar e seus derivados, incorporaram-se ao nosso riquíssimo vocabulário político como sinônimos de paranóia e falta de escrúpulos. Insinuar que Gilberto Kassab pode ser homossexual porque não é casado e não tem filhos não constitui crime. É um ardiloso desvio de conduta, manifestação de preconceito, falha ética, irregularidade que o TRE de S. Paulo puniu rápida e exemplarmente.
É possível que o “deslize” (como o classificaram círculos petistas que condenaram as perguntas, mas não a candidata) possa ser absorvido e superado. O saldo, porém, dificilmente será esquecido: a percepção do eleitorado avançou, a veneranda passividade e complacência começam a ser substituídas por um senso de vigilância e responsabilidade social.
A ameaça de novos surtos de alopramento é concreta. A possibilidade da derrota de candidatos próximos ao governo federal em cidades-chave, como Rio de Janeiro, S. Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, pode estimular a insensatez, os desvarios e o seu ingrediente mais perigoso: o vale-tudo político.
Convém lembrar que nesta quinta-feira, um dos mais animados participantes do bafafá que resultou no confronto entre as polícias civil e militar em S. Paulo, era o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, presidente da Força Sindical que corre o perigo de perder o mandato por conta de uma sucessão de estrepolias com dinheiro público. Gente assim, ameaçada de perder as regalias, embarca sem qualquer constrangimento em aventuras e desatinos. Diferentes do Dr. Goebbels, não apelam para perguntas insidiosas. Preferem a truculência. - Alberto Dines é jornalista.
VALE-TUDO ELEITORAL
As campanhas de Marta Suplicy, em São Paulo, e de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, lançam mão de golpes baixos contra seus adversários, Kassab e Gabeira. - Fábio Portela e Ronaldo França - Veja
Disputas eleitorais aguerridas fazem parte do cardápio de qualquer democracia digna deste nome. E, quando a temperatura da batalha está muito alta, é desculpável que os candidatos subam um pouco o tom das críticas mútuas. O que não é admissível é que, em nome da disputa pelo poder, sejam jogadas no lixo as regras mínimas da ética, da decência e da responsabilidade. É isso que vem ocorrendo em São Paulo e no Rio de Janeiro, as duas maiores cidades do país. As candidaturas de Marta Suplicy, do PT paulista, e de Eduardo Paes, do PMDB fluminense, transformaram a reta final das eleições municipais num período que será lembrado com vergonha. Para tirarem votos de seus adversários – Gilberto Kassab, do DEM, e Fernando Gabeira, do PV, respectivamente –, as campanhas de Marta e Paes degeneraram em um caldo de insinuações preconceituosas de caráter sexual, calúnias publicadas em panfletos clandestinos e uso ostensivo da máquina pública.
A delinqüência eleitoral culminou, na última quinta-feira, com a transformação das ruas próximas ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, em uma praça de guerra.
O que parecia ser um confronto entre a Polícia Civil, que está em greve e tentava invadir o palácio, e a Polícia Militar, que defendia o prédio, era, na verdade, uma ação engendrada por sindicalistas irresponsáveis, liderados pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que preside a Força Sindical apesar de ser acusado de desviar dinheiro do BNDES com a ajuda do dono de um prostíbulo. Paulinho deveria ter um único diálogo com a polícia: a confissão. Deram-lhe a chance de seguir outro caminho. Aliado de Marta, ele insuflou os policiais contra o governador José Serra, para atingir a candidatura de Kassab, apoiado pelo tucano. Paulinho escancarou seu objetivo em um discurso feito a policiais na semana passada: "Estamos chegando às vésperas do segundo turno. O chefe de vocês, que é o José Serra, sabe que tem de ganhar as eleições. E sabe que uma greve da polícia tem repercussão nacional. A proposta que eu quero fazer aos companheiros é que, na semana que vem, na quinta-feira, a gente faça uma passeata saindo do Morumbi, com carro de som, com bandeira, com faixa. E, do Morumbi, vamos para a porta do Palácio dos Bandeirantes". Ofereceu 200 carros de som e apoio da Força Sindical para encorpar a passeata.
Os grevistas compareceram armados – o que configura sedição, e não protesto trabalhista. O saldo foi o único que se podia esperar: os policiais civis entraram em confronto com os militares, que bloquearam o caminho. Houve tiroteio, ataques com armas de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Ao final, 24 pessoas ficaram feridas, incluindo o coronel da PM Danilo Antão Fernandes, baleado com uma pistola de calibre 9 milímetros. Paulinho saiu ileso. O sindicalista mandou os policiais e seus colegas para os escudos da polícia, enquanto estimulava a turba da retaguarda. Juntamente com ele estava o líder do PT na Assembléia Legislativa, Roberto Felício. "Não foi um duelo entre forças policiais, mas um movimento incitado politicamente. Houve participação da CUT, que é ligada ao PT, e da Força Sindical, ligada ao PDT", denunciou o governador José Serra.


Imaginava-se que o segundo turno no Rio daria lugar a um debate de alto nível, mas lá também a campanha descambou para a baixaria. O alvo foi o verde Gabeira, cujo desempenho surpreendente tem tirado do sério a campanha de Eduardo Paes. Segundo o Datafolha, ele tem 44% das intenções de voto, contra 42% do peemedebista. Nas duas últimas semanas, foram distribuídos folhetos em que o verde é acusado de discriminar os suburbanos. O objetivo era explorar uma gafe de Gabeira, que se referiu à vereadora tucana Lucinha, a mais votada da cidade, como uma "analfabeta política, com uma visão suburbana". Paes tomou as dores de Lucinha, não para defendê-la, mas para jogar o adversário contra o eleitorado da Zona Oeste da cidade, que deverá ser decisivo nesta eleição. Peemedebistas organizaram ali uma passeata cujo mote era "fora Gabeira" e começaram a distribuir os tais panfletos, que não traziam a assinatura de Paes. Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral flagrou uma Kombi lotada com esses papéis. Os ocupantes do veículo admitiram trabalhar para o PMDB.A campanha carioca foi manchada, ainda, pelo uso da máquina estadual. O governador Sérgio Cabral não poupa esforços para beneficiar Paes, seu aliado. Depois de um quebra-quebra de cabos eleitorais, seu secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, entregou à campanha de Paes a ficha policial de um militante do PV agredido por peemedebistas. Encabeçou, portanto, uma tentativa de desqualificar a vítima para limpar a barra do agressor. Nem o futebol escapou. No Estádio do Maracanã, há um serviço que permite aos torcedores mandar mensagens de texto de seus celulares para ser exibidas no placar eletrônico, durante os jogos. Numa partida entre Flamengo e Atlético Mineiro, o telão do estádio exibiu os dizeres "Parabéns, Eduardo Paes" e "O subúrbio merece respeito". Nenhuma das mensagens dos eleitores de Gabeira foi exibida. Outro gol contra do governo Cabral.
Para o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, baixaria não dá resultado. "O eleitor é esperto e bem informado. Esse tipo de ação não se reverte em votos." Suas pesquisas confirmam a análise. A uma semana da eleição, os dois candidatos que partiram para o vale-tudo continuam atrás de seus oponentes. Seria muito bom se os candidatos que enfiaram o pé na lama se esforçassem para manter pelo menos a cabeça fora dela.
KASSAB LIDERA ENQUETE FEITA NA USP
Sondagem realizada na Cidade Universitária da USP mostra que, lá, Gilberto Kassab é o preferido dos eleitores.
Enquete feita entre os dias 8 e 10 de outubro com 443 pessoas do campus revela que o prefeito venceria o segundo turno lá com 44,3%. Marta Suplicy teria 31,4%. Os votos nulos somam 17,4%, e os indecisos, 5,6%. O levantamento foi publicado pelo "Jornal do Campus", feito por alunos da ECA (Escola de Comunicação e Artes). A sondagem, segundo os responsáveis pelo jornal, tem representação proporcional de todas as unidades da USP e de todas as categorias da Cidade Universitária, alunos, professores e funcionários. Leia mais aqui
, no Blog Campanha no ArPT FICA EM SEXTO NO NORDESTE
Mesmo com o Bolsa Família, partido de Lula amarga desempenho insuficiente na região
O PT não conseguiu eleger um número expressivo de prefeitos no Nordeste, apesar da farta distribuição de benefícios do Bolsa Família na região. O percentual de políticos eleitos dobrou em relação a 2004, mas o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou em sexto lugar na região, atrás de grandes legendas, como PMDB, PSDB e DEM, e até mesmo de partidos médios, como o PSB e o PTB. Dirigentes petistas e até mesmo líderes da oposição imaginavam que o principal programa social do governo Lula traria dividendos eleitorais ao PT no Nordeste já nestas eleições. Na região, foram distribuídas 5,5 milhões de bolsas (11%) numa população de 50 milhões de pessoas. Como o governo considera 4,5 pessoas por família, metade da população nordestina estaria sendo atendida.
O maior percentual de prefeitos eleitos pelo PT ocorreu na Região Norte (14,8%), onde o percentual de bolsas-família também foi elevado (7,5%). O número de prefeitos eleitos também foi alto no Sul (16,6% do total na região). Nesses estados, o percentual de bolsas concedidas foi o menor (3,3%), o que demonstra, mais uma vez, a desvinculação desse programa com o resultado das eleições municipais. Isso não significa, porém, que o programa não tenha repercussões eleitorais numa campanha presidencial, onde a influência do presidente da República é maior. Por Lúcio Vaz do Correio Braziliense
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES, SÓ FALTA CONVOCAREM O PCC
Lula mandou escrevermos no “caderninho, anteontem, que sua candidata petista irá ganhar as eleições em São Paulo”. Um dia depois de sua declaração, os paulistanos assistiram ontem a uma triste repetição de um filme que já passou em 2006, na época, protagonizado pelo PCC, quando Geraldo Alckmin estava à frente nas pesquisas para a eleição presidencial.
A baderna de ontem foi insuflada pelos sindicatos lulistas (CUT e Força Sindical), que levaram a guerra armada para as ruas da cidade em socorro a candidata petista, cuja derrota para a prefeitura é mais que certa. Vocês verão abaixo, no vídeo da Globo, um dos carros de som da CUT, de onde o Paulinho da Força Sindical incita os grevistas armados ao confrontamento com as barreiras de proteção e à invasão do Palácio do Governo de São Paulo. Reparem na foto acima, um elemento empunhando a arma.

CONFISSÃO DA CUT NA ARMAÇÃO DO TERRORISMO URBANO EM SP E PORTO ALEGREAções orquestradas nas duas cidades onde o PT está perdendo as eleições - Por Reinaldo Azevedo
“Ele (o Paulinho) o pronunciou numa manifestação de policiais ocorrida na sexta-feira passada, no vão do MASP. Observem que o próprio deputado toca na questão eleitoral. Com a precisão muito peculiar, ele acusa o governador José Serra, que está no cargo há menos de dois anos, de não dar aumento aos policiais há 14 anos!!! Mas eu os deixarei agora com este Colosso de Rhodes da ética. A idéia de fazer bagunça no Palácio foi dele. E notem que também deixa claro que botaria gente sua, alheia à Polícia, no movimento. Divulguem este post. Ajudem a expor a farsa. A transcrição obedece ao, por assim dizer, raciocínio do valente. Leia o artigo completo aqui.
A HORDA ESTÁ TENTANDO ACOAR SÃO PAULO
Para não deixar dúvidas quanto ao alvo, um caixão adornado com uma foto de José Serra e uma frase: "Aqui jaz o ex-futuro presidente". Obviamente que, pelo cálculo dos boçais, o resultado imediato que eles esperam dessa ação terrorista, é que ela reflita imediatamente sobre o índice de aprovação do candidato do DEM, Kassab, e, por tabela, que também respingue no maior opositor de Lula, atualmente: no José Serra.
Na Nota da CUT, de ontem, ela acusa do governador Serra de “autoritarismo”. Ora, o que queria a canalha da CUT/PT, comandando uma horda armada em direção ao Palácio do governador? A Gabriela assistiu a reportagem completa ontem, e viu uma cena em que um Coronel da PM leva um tapa na cara, de um "deles". Se essa escória entra no Palácio, alguém dúvida que um tiro teria endereçamento certo? Por Gaúcho/Gabriela
Estado "lulirante" (delirante psicóptico)
Veja também:
Jingle: Marta faz paródia do 'Sorria, meu bem' de Kassab
Depois de guerra na TV, Kassab tem 12 pontos à frente de Marta
Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo ![]()
'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab ![]()
Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras ![]()
Confira o resultado eleitoral nas capitais do País
Ao ser questionado se Marta Suplicy conseguira os votos uma vez que seu opositor, o atual prefeito, Gilberto Kassab, está bem a frente nas pesquisas eleitorais, o presidente afirmou: " o segundo turno começou ontem. Pelo amor de Deus. Escreva isso aí no seu caderninho. A Marta vai ganhar a eleição em São Paulo, com os votos de São Paulo.
Lula desembarca no sábado em São Paulo.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Sobre a Sra. Suplício
Embora todos comamos e gostemos muito de sexo, não vivemos para o prato nem para a cama. Embora, o amor seja necessário (e aqui falo do coração), acontecimentos múltiplos podem nos levar a não realizarmos palpavelmente um grande amor. Sendo assim, temos uma mente que nos ensina experiências de vida, tanto no campo prático, quanto no intelectual ou no mais anímico, espiritual.
Há pessoas boas, mas ainda muito primitivas, que não saíram do primeiro estágio. Quem ama, já é mais evoluído. E o amor pode se expressar mais genericamente, digamos assim, em forma de dedicação ou de compaixão. Nem falarei da mente e de suas inúmneras riquezas.
Pois bem, Marta se promoveu numa sociedade até boa, mas primitiva, moralmente, como sexóloga. Sexo, sexo, sexo. Sexo e política. Sexo e roubalheira.
Um dos comentaristas de lá, chamado Calvin, não gostou quando fui mais concreta em relação a Kassab, uma vez que na entrevista da Folha ele declarou que não é homossexual. Respondi ao comentarista que, independente de tudo, meu objetivo era desconstruir o argumento petista, uma vez que os folhetos estão circulando. Será que agi certo, Cavaleiro? Um abraço."
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Grotões Mentais
| 14 de outubro de 2008 | |||
O PT não elegeu as mais de 700 prefeituras que pretendia. Ficou com bem menos: umas 500 e poucas. Se o PMDB é o rei dos grotões, o PT é o príncipe. É forçoso reconhecer que, nas áreas mais prósperas do país, seu desempenho deixou a desejar. O “partido da boquinha”, para os graúdos, é o partido do bolsismo-isso-e-aquilo dos mais pobres. Nos mais de 500 municípios de São Paulo, por exemplo, fez apenas 67 prefeituras. E disputa algumas outras no segundo turno, inclusive a da capital. Deu largada a esta nova etapa perdendo feio, de goleada, com números verdadeiramente humilhantes. Por mais que seus porta-vozes na imprensa digam que venceu a eleição, o fato é que o PT teve, em termos proporcionais, no país, menos votos do que há quatro anos. Já demonstrei isso aqui com números. Só um resultado pode lhe dar um gostinho de vitória: São Paulo. Sem a cidade, a derrota se consolida de modo inequívoco. Até seus puxa-sacos vão querer mudar de assunto. Pois bem. E como vencer a eleição numa cidade complexa como essa? E o que fez, então, o PT urbano, da mulher e libertária Marta Suplicy, uma das referências dos jornalistas descolados, que transitam num estranho ambiente social de São Paulo que junta, hoje em dia, uspianos, ongueiros e petistas limpinhos, como Fernando Haddad, por exemplo? O que foi feito desse petismo jornalístico que se pretende laico, esclarecido, progressista, que se impôs como missão “barrar o avanço da direita”, entre uma taça e outra de vinho — em que todos são agora especialistas —, enquanto se discute, como é mesmo?, a dialética da modernização conservadora do Brasil? Pois é. A pizzada esclarecida dos especialistas em dialética negativa constatou, consternada, o risco real da vitória do terrível “direitista” Kassab — não perca a chance de cobrar dos que sustentam tal tese que evidenciem esse suposto direitismo com exemplos. | |||
Se dermos duas tartarugas para Marta cuidar, uma foge

), Marta disse que não também conhecia o conteúdo de seu material de campanha. "Deus me livre, eu não sabia disso não", afirmou Marta, demonstrando surpresa. Usou exatamente da mesma justificativa - desconhecimento - que ela deu sobre o filme preconceituoso contra Kassab, veiculado na TV.Ou seja: a petista abusou do bom senso, por duas vezes em menos de uma semana, fato que só arreganha seu total descontrole sobre o conteúdo de sua própria campanha - ainda que tal debilidade esteja lhe causando prejuízos enormes perante a opinião pública.
Diante de tamanha incapacidade, que começa na gestão da própria campanha, só resta aos paulistanos concluírem que Marta Suplicy não tem a menor condição de administrar uma cidade como São Paulo.
O Josias de Souza, da Folha, também dá uma chamada na petista com relação a esse descontrole. “Dona Marta precisa assumir o controle da 'birosca'.

Marta anda confundindo o eleitorado paulistano com um curral de ruminantes. A petista, na hora de criar sua campanha, parte da premissa que o eleitor tem baixo nível de compreensão.
Nunca ninguém do partido do Partido dos Democratas (DEM) ou de outros partidos oposicionistas usaram de tamanha baixeza para fazer campanha política. É claro que é hora de comparar o DNA de todo mundo. O político mais bem preparado, mais competente, ele sabe respeitar seu eleitorado, e jamais impor baixarias ou tratá-lo como asno. PorGabriela/Gaúcho
“A ÍNDIA FUI EM FÉRIAS PASSEAR”
Enquanto o babalorixá (como diz o Reinaldo) continua foragido nas terras do Oriente, fingindo não ter controle sobre sua candidata desnorteada, seu chefe de gabinete, Carvalho - braço direito de Lula - está firme em São Paulo, cumprindo aquela máxima: “alguém precisa fazer o serviço sujo”. Carvalho, afirmou à Folha que o PT continuará a mostrar a história do prefeito Gilberto Kassab "em todas as suas dimensões, pessoais e políticas", informa nesta quarta-feira reportagem
de Ranier Bragon.
Segundo a reportagem, Carvalho afirma ter considerado "absurda" a repercussão na imprensa sobre o comercial do PT e questiona a declaração de Kassab (DEM) insinuando ligação de Marta com o mensalão, já que ela trabalhou com a mulher de Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), Mônica Valente. "Isso é que é preconceito. [...] Contra nós vale tudo. E quando ousamos levantar uma pergunta, que é uma pergunta natural, se faz esse escarcéu."
IBOPE: KASSAB LIDERA COM 51%

Kassab tem 12 pontos de vantagem sobre Marta, aponta Ibope
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, lidera a disputa no segundo turno das eleições com 51% das intenções de voto, informa nesta quarta-feira pesquisa Ibope divulgada pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Segundo a pesquisa, a candidata do PT, Marta Suplicy, aparece com 39% das intenções de voto.
Marcelo Tas: 'Danilo Gentili foi agredido'
"Danilo Gentili, integrante do "CQC", foi agredido por assessores de Marta Suplicy durante uma caminhada da candidata à prefeitura de São Paulo em Jardim Colombo, região pobre da cidade. Indignado com o que aconteceu, Marcelo Tas, comandante do programa da Band, diz que Gentili voltou da caminhada com dores pelo corpo e que o que houve foi um 'absurdo':
- A gente jamais perde o humor. Ele foi agredido de maneira covarde por assessores diretos de Marta. O pessoal passava a mão na bunda dele. É uma assessoria de uma agressividade inacreditável. Logo ela, que falou tanto de liberação sexual, usar esses métodos....
A equipe do 'CQC' registrou tudo. E vai exibir na semana que vem. No programa desta noite vão ao ar os bastidores do debate da noite passada:
- Nossa intenção não é agir em cima de um clima exaltado. Mas o que houve, violência física , foi inaceitável - lamenta Tas. Leia mais no – O Globo

KASSABISTAS SOFREM ATAQUES HOMOFÓBICOS
PARABÉNS AO COMITÊ LGBT. ACORDOU EM TEMPO
Marta Suplicy (PT) perdeu seu Comitê de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT). O grupo desistiu de continuar na campanha como forma de protesto pelos comentários no programa de TV da petista sobre a vida íntima de seu adversário, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Ontem, o democrata reagiu com bom humor às perguntas da platéia de um debate que indagavam sobre a suspeita de que ele seria homossexual. "Não, não sou", retrucou. A sabatina foi promovida pelo jornal Folha de São Paulo. Sorrindo, o candidato concluiu a resposta: "agora está cheio de mulher querendo casar comigo". Apesar da descontração, Kassab foi duro ao criticar a propaganda da petista e atribuiu seus ataques ao "desespero" e ao medo de perder as eleições. "Foi uma falta de respeito. Uma insinuação maldosa. Lamento com muita ênfase o nível que ela tentou imprimir neste segundo turno". Portal Terra

SURPRESA? NÃO. ASCO? SIM - Por Clóvis Rossi da Folha de São Paulo
Quem mostra dessa maneira asquerosa a sua pior face reincide fatalmente. Marta reincidiu agora. Ajuda-memória: quando Eduardo Suplicy suspendeu uma de suas campanhas para procurar o eixo, Paulo Maluf insinuou para quem quisesse ouvir que a culpa era do comportamento conjugal de Marta, então casada com Suplicy.
A candidata do PT repete agora o mesmo tipo de insinuação.
Surpreende, sim, que não haja a mesma veemência no repúdio, principalmente no próprio PT e na intelectualidade que se acha progressista e é ligada ao partido.
O presidente da República, por exemplo, preferiu dizer que não vira os ataques e que, portanto, não poderia comentá-los, durante entrevista coletiva em Toledo, Espanha. Duvido que não tivesse sido informado, mas sou forçado a lhe dar o benefício da dúvida.
Aqui, mais um ajuda-memória: na campanha presidencial de 1989, Fernando Collor usou o mesmo asqueroso método de Marta ao puxar o tema de Lurian, filha de seu adversário Lula. Derrubou animicamente Lula para o debate seguinte entre eles, e há gente muito próxima do hoje presidente que atribui a derrota a esse golpe vil.
Em qualquer circunstância, pessoas honestas têm a obrigação de repudiar vilezas. Lula, vítima de uma delas, não tem o direito de escudar-se na lealdade partidária para calar. Lealdade, nesse caso, é só com a ética.
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.


