Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Supla-pai
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O muro caiu, mas a amoralidade da esquerda sobrevive
A campanha a que o PT recorreu contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, indagando se ele tinha mulher e filhos é expressão da amoralidade de seus promotores. Mas também é fruto de uma mentalidade que antecede os amorais da hora: nela, o indivíduo está morto. Voltarei a este ponto. Antes, convido o leitor a um passeio pela paisagem ideológica que abriga esta narrativa. Na semana passada, em entrevista a um jornal paulistano, a petista disfarçada de intelectual Maria Victoria Benevides explicou a reeleição do prefeito do DEM segundo a ótica da patologia social: para ela, estivesse o eleitor mais bem informado sobre os seus próprios interesses, e fossem as elites paulistanas menos reacionárias, a eleita teria sido a petista Marta Suplicy. Para essa senhora, ou os vitoriosos são de seu partido, ou a democracia está com uma doença regressiva. Algo a estranhar?
Não. A história da esquerda é a história do esmagamento do indivíduo e do homem que há, com suas precariedades, em nome do homem a haver, livre de "deformações". Seus utopistas nunca viram o horror, o massacre e a morte de milhões como empecilhos para construir esse "novo homem". "Só a esquerda?", logo indagaria um inconformado. Não. A direita também cometeu crimes hediondos. A diferença, o que não a perdoa moralmente, é que nunca reivindicou a condição de um novo humanismo. Em termos um tanto especulativos, pode-se dizer que a direita reacionária – já que existe a reformista – matou para tentar reconstruir o passado, e a esquerda revolucionária, dezenas de vezes mais para construir o futuro. Outra diferença nada ligeira é que o fascismo, felizmente, não deixou senão defensores residuais e sem importância. Já os epígonos intelectuais do socialismo homicida, como se nota acima, estão na academia, na imprensa, nos governos e integram o establishment das democracias, construídas à sua revelia. Afinal, o regime democrático é obra do liberalismo. "Que papo mais antigo, Reinaldo! O muro já caiu!" É fato. Mas a amoralidade da esquerda sobreviveu aos escombros.
Aquele mesmo aparelho intelectual que sustentou a sua facinorosa trajetória continua vivo, ainda que se adapte às circunstâncias de cada país e consiga disfarçar o seu caráter deletério. A débâcle socialista obrigou os "engenheiros de gente" a procurar outro lugar onde pôr a sua "luta de classes". Os esquerdistas desviaram o foco das relações econômicas para a esfera das relações sociais. De certo modo, inverteu-se a equação clássica segundo a qual, para ser muito sintético, seria preciso fazer a revolução na economia para mudar as mentalidades. Incapazes de operar na base econômica, decidiram tentar o contrário: "Primeiro mudamos as mentalidades; o resto vem como conseqüência". Bem, "o resto" não veio nem virá. O máximo que esse esquerdismo bocó consegue é tornar o mundo mais xucro. De comum com o seu passado remoto, o mesmo desprezo pelos indivíduos.
Comecemos a ligar os fios. Mergulhemos, ainda que com o devido cuidado, na mentalidade do PT, caudatário desse pensamento que aposta na reengenharia do homem. Uma das vertentes formadoras do partido são os chamados "movimentos sociais", onde se incluem as "minorias organizadas", antigamente chamadas de "coletivos": havia o das mulheres, o dos negros, o dos homossexuais etc. Hoje, converteram-se em ONGs subordinadas ao partido. Os petistas, sabemos, não viram mal nenhum em fazer ilações sobre a vida pessoal de Kassab. Tentaram ainda conferir ao que pretendiam ser uma pecha o caráter de coisa escusa, sub-reptícia, ilegal.
Por que o partido que um dia se notabilizou pela defesa dos chamados "direitos dos homossexuais" atribui tal condição a um adversário, fazendo-o de maneira oblíqua, covarde e com o óbvio objetivo de desqualificá-lo? Essa gente sabe que, diante do preconceito, todas as respostas se igualam: negar, ignorar ou confirmar têm peso idêntico. O que se quer é disparar a máquina do medo ou da repulsa irracionais. Nas batalhas mediadas por uma ética – e até as guerras têm a sua –, há coisas que não podem ser feitas. Mas, para tanto, é preciso ter uma ética. Trata-se daquele conjunto de interdições e permissões que tanto eu como meu adversário reconhecemos como aceitáveis e justas. Se esse acordo entre desiguais está presente até na guerra, isso significa que, sem ele, também não se faz a paz – e a democracia se torna impossível. A ditadura nada mais é do que um desequilíbrio de valores: "Eu posso fazer o que ao outro é vedado". O PT substituiu a ética pela administração das necessidades da hora, pelo presente eterno. Retomo a questão na conclusão do texto.
Creio ter a resposta para a pergunta que abre o parágrafo anterior. Os petistas não reconhecem os direitos de um sujeito na sua particularidade. Aceitam, por exemplo, a homossexualidade, mas como condição geradora de demandas, o que está longe de ser sinônimo de respeito ao homossexual na sua especificidade. Assim, o gay, para ser admitido no mundo dos justos, precisa ser um militante: exposto, "assumido", porta-voz de uma causa, carregando bandeira. Um negro tem de trazer a escravidão estampada na alma. Ou negará a si mesmo. Também à mulher cabe se organizar contra o seu feitor. Não existem indivíduos, mas categorias. É uma espécie de sindicalização do espírito, de corporativismo anímico. É preciso que as "minorias" sejam dotadas de um rancor escravo que as torne dependentes existenciais de seus algozes.
O ódio impotente, que tem de conquistar na marra o que supostamente lhe falta, está na origem de uma nunca contada história sentimental das esquerdas. Uma das filhas de Karl Marx relata que o pai lhes ensinava que Cristo era o filho de um carpinteiro pobre assassinado pelos ricos... Não tinha como dar em boa coisa.
Estaria eu surpreso ou chocado com a baixaria do PT? Não. Como vêem, considero isso um ponto numa longa trajetória. E o partido repetirá o procedimento, com conteúdo novo, tão logo considere necessário. Nessa mesma campanha, os valentes fizeram coisa ainda pior: acusaram a prefeitura de São Paulo de discriminar negras na hora do parto. E que fique claro: não me alinho àqueles que acreditam ou defendem que a política deva ter receio de tratar deste ou daquele tema. Em princípio, todas as questões são "politizáveis" e podem passar pelo escrutínio popular. Num país em que a nova aristocracia sindical, ora abraçada ao velho mandonismo, pretende chamar de vida privada o que não passa de vício público, é preciso tomar especial cuidado ao estabelecer as justas fronteiras entre o individual e o coletivo.
Se a amante de um parlamentar com poder de interferência nos negócios da República tem a pensão alimentícia paga por uma empreiteira; se uma concessionária de serviço público faz negócio com o filho de um político com autoridade sobre essa empresa; ou, ainda, se a vida privada de um homem público influente está em flagrante contradição com sua pregação, tanto o jornalismo como os adversários desses "representantes do povo" têm o direito – e o dever – de levar a questão à arena, à ágora da democracia. Errado é silenciar. Se, no sentido em que trato, todos os assuntos cabem à política, isso não significa ausência de medidas.
E qual é a régua? Justamente a ética, que estabelece as regras, muitas delas não escritas, da convivência pública entre as diferenças. Não se vendo o PT, no entanto, obrigado a dispensar ao outro o respeito que exige para si mesmo, também não se sente comprometido com a sua própria trajetória, rendendo-se à lei da necessidade: "Perca-se a vergonha, mas não a eleição". Nesse juízo perturbado, o escrúpulo é uma herança da cultura que deve incomodar apenas as sandálias da "direita", assim como a coerência é uma cruz que deve pesar exclusivamente sobre os seus ombros. De um modo muito particular, o PT acerta neste caso: ter princípios é mesmo algo próprio da direita democrática, tanto quanto não os ter constitui a verdadeira tradição das esquerdas.
Mas São Paulo disse "não" à campanha suja. E Maria Victoria Benevides considerou isso uma coisa de direita. Talvez ela esteja certa.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Martha "Favre", a "relaxa e goza", de apologista do sexo a suplicante de igrejas
| 20 de outubro de 2008 | ||||||
Do Observatório de Inteligência No tempo da guerra fria, uma inusitada psicóloga educada pelas freiras do Sion ganhou espaço na mídia brasileira ao se apresentar em programa de TV como sexóloga. Tinha como objetivo "desmistificar" a sexualidade humana e provocar a sua liberação dentro do contexto sócio-cultural de uma sociedade representativamente cristã e discreta em seus costumes e intimidades carnais. Na perspectiva da abertura política dos anos 70, após um período de defesa da sociedade contra investidas da penetração ideológica no campo psicossocial, propagou-se pelo país a vulgarização do sexo, sobretudo com diversas publicações na área, que contribuíram para a antecipação do conhecimento e prática entre os adolescentes. A partir dos anos 80, assistimos ao crescimento indiscriminado da prostituição nas novas gerações, aliada ao consumo de bebidas alcóolicas e drogas.
Na verdade, a onda do exercício da sexualidade apenas cumpria o velho manual de psicopolítica de Lavrentiy Pavlovich Beria, que recomendava sua vulgarização e acesso desde tenra idade, com reforço da pornografia, para o enfraquecimento moral dos adversários frente à expansão do movimento comunista. Assim, a estimulação dos instintos animais, do desvio de conduta e da promiscuidade seriam os elementos de destruição das forças morais e da instituição família nas sociedades democráticas e do enfraquecimento da Nação. Oriunda de excelente linhagem familiar, a psicóloga Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy adquiriu vulgaridade e notoriedade como grande agente sexóloga que inaugurou a temática do sexo, em todos os seus matizes, na mídia brasileira. Sem sombra de dúvida, prestou um grande serviço ao Movimento Comunista e ao marxismo deletério, pois o sexo tinha que se converter em produto de contestação, desestruturação social e ruptura da base moral e dos bons costumes. Igreja Católica arrebentada Nesse contexto, a grande prejudicada foi a Igreja Católica Apostólica Romana do frei Henrique de Coimbra que, desvirtuada em seus fundamentos, com sacerdotes pedófilos e homossexuais, encontrou no assanhamento da CELAN de Medelin em 1967, o marco da expansão de frades e padrecos enebriados com a devastadora Teologia da Libertação, avivando as questões da tolerância da cultura do sexo. Assim, o enfraquecimento dos instintos mais nobres da espiritualidade do homem e o fortalecimento dos atributos do corpo comstituíram-se em facilitadores da cultura da promiscuidade. Paralelamente, ganharam espaço os organizados cultos evangélicos, notadamente os episcopais, cuja expansão alarma o Vaticano e a Cúria brasileira, com seus templos registrando evasão de fiéis e uma legião de católicos de frouxas convicções.
Causa arrepios aos católicos e evangélicos de bom senso o desenxabido presidente do governo mais corrupto da história, Mr. Da Silva, despachar o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, detentor do título de ex-seminarista, para fazer uma costura política de líderes religiosos na capital paulista, em apoio à consagrada sexóloga Marta Suplicy "Favre", a enrustida pioneira do proselitismo ao estímulo da devassidão e da ninfomania em nossa sociedade, reprovada pelas correntes conservadores do catolicismo. Registra-se que a burguesa sexóloga fez carreira no Partido dos Trabalhadores pelas mãos do seu ex-marido, o probo e respeitável senador Eduardo Suplicy, e pleiteia seu retorno ao governo da cidade de São Paulo, desfilando com o atual consorte, o franco-argentino Luis Favre, pseudônimo de Felipe Belisario Wermus, figura que causa desconforto nas sinagogas de Piratininga, Buenos Aires e, provavelmente, Paris. A previsível derrota da candidata do PT em São Paulo amargará o sultão do Alvorada que subestimou e saudou a "marola" e, agora, se angustia em meio ao turbilhão da economia mundial, demonstrando a artificialidade do seu governo, que se favoreceu da conjuntura dos últimos seis anos. Gilberto Carvalho deveria melhor se penitenciar pelo brutal desaparecimento do seu ex-chefe e amigo, o pranteado prefeito Celso Daniel, torturado e morto pelos seus algozes, que procuravam o paradeiro da mala com 80 milhões de dólares e pelo mal que a esquerda propiciou ao solapamento da Igreja Católica no país. Dom Cláudio Hummes, ex-bispo de Santo André e Cardeal de São Paulo, hoje, murmura nos corredores e salões do Vaticano a lamentável experiência da sua igreja com terroristas, partidos políticos e sindicatos, no Brasil. (OI/Brasil acima de tudo) Leia este também: Kassab é gay? Pois Marta é bissexual. Bissexual e adúltera | ||||||
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES, SÓ FALTA CONVOCAREM O PCC
Lula mandou escrevermos no “caderninho, anteontem, que sua candidata petista irá ganhar as eleições em São Paulo”. Um dia depois de sua declaração, os paulistanos assistiram ontem a uma triste repetição de um filme que já passou em 2006, na época, protagonizado pelo PCC, quando Geraldo Alckmin estava à frente nas pesquisas para a eleição presidencial.
A baderna de ontem foi insuflada pelos sindicatos lulistas (CUT e Força Sindical), que levaram a guerra armada para as ruas da cidade em socorro a candidata petista, cuja derrota para a prefeitura é mais que certa. Vocês verão abaixo, no vídeo da Globo, um dos carros de som da CUT, de onde o Paulinho da Força Sindical incita os grevistas armados ao confrontamento com as barreiras de proteção e à invasão do Palácio do Governo de São Paulo. Reparem na foto acima, um elemento empunhando a arma.

CONFISSÃO DA CUT NA ARMAÇÃO DO TERRORISMO URBANO EM SP E PORTO ALEGREAções orquestradas nas duas cidades onde o PT está perdendo as eleições - Por Reinaldo Azevedo
“Ele (o Paulinho) o pronunciou numa manifestação de policiais ocorrida na sexta-feira passada, no vão do MASP. Observem que o próprio deputado toca na questão eleitoral. Com a precisão muito peculiar, ele acusa o governador José Serra, que está no cargo há menos de dois anos, de não dar aumento aos policiais há 14 anos!!! Mas eu os deixarei agora com este Colosso de Rhodes da ética. A idéia de fazer bagunça no Palácio foi dele. E notem que também deixa claro que botaria gente sua, alheia à Polícia, no movimento. Divulguem este post. Ajudem a expor a farsa. A transcrição obedece ao, por assim dizer, raciocínio do valente. Leia o artigo completo aqui.
A HORDA ESTÁ TENTANDO ACOAR SÃO PAULO
Para não deixar dúvidas quanto ao alvo, um caixão adornado com uma foto de José Serra e uma frase: "Aqui jaz o ex-futuro presidente". Obviamente que, pelo cálculo dos boçais, o resultado imediato que eles esperam dessa ação terrorista, é que ela reflita imediatamente sobre o índice de aprovação do candidato do DEM, Kassab, e, por tabela, que também respingue no maior opositor de Lula, atualmente: no José Serra.
Na Nota da CUT, de ontem, ela acusa do governador Serra de “autoritarismo”. Ora, o que queria a canalha da CUT/PT, comandando uma horda armada em direção ao Palácio do governador? A Gabriela assistiu a reportagem completa ontem, e viu uma cena em que um Coronel da PM leva um tapa na cara, de um "deles". Se essa escória entra no Palácio, alguém dúvida que um tiro teria endereçamento certo? Por Gaúcho/Gabriela
Estado "lulirante" (delirante psicóptico)
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Depois de guerra na TV, Kassab tem 12 pontos à frente de Marta
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Ao ser questionado se Marta Suplicy conseguira os votos uma vez que seu opositor, o atual prefeito, Gilberto Kassab, está bem a frente nas pesquisas eleitorais, o presidente afirmou: " o segundo turno começou ontem. Pelo amor de Deus. Escreva isso aí no seu caderninho. A Marta vai ganhar a eleição em São Paulo, com os votos de São Paulo.
Lula desembarca no sábado em São Paulo.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Sobre a Sra. Suplício
Embora todos comamos e gostemos muito de sexo, não vivemos para o prato nem para a cama. Embora, o amor seja necessário (e aqui falo do coração), acontecimentos múltiplos podem nos levar a não realizarmos palpavelmente um grande amor. Sendo assim, temos uma mente que nos ensina experiências de vida, tanto no campo prático, quanto no intelectual ou no mais anímico, espiritual.
Há pessoas boas, mas ainda muito primitivas, que não saíram do primeiro estágio. Quem ama, já é mais evoluído. E o amor pode se expressar mais genericamente, digamos assim, em forma de dedicação ou de compaixão. Nem falarei da mente e de suas inúmneras riquezas.
Pois bem, Marta se promoveu numa sociedade até boa, mas primitiva, moralmente, como sexóloga. Sexo, sexo, sexo. Sexo e política. Sexo e roubalheira.
Um dos comentaristas de lá, chamado Calvin, não gostou quando fui mais concreta em relação a Kassab, uma vez que na entrevista da Folha ele declarou que não é homossexual. Respondi ao comentarista que, independente de tudo, meu objetivo era desconstruir o argumento petista, uma vez que os folhetos estão circulando. Será que agi certo, Cavaleiro? Um abraço."
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Grotões Mentais
| 14 de outubro de 2008 | |||
O PT não elegeu as mais de 700 prefeituras que pretendia. Ficou com bem menos: umas 500 e poucas. Se o PMDB é o rei dos grotões, o PT é o príncipe. É forçoso reconhecer que, nas áreas mais prósperas do país, seu desempenho deixou a desejar. O “partido da boquinha”, para os graúdos, é o partido do bolsismo-isso-e-aquilo dos mais pobres. Nos mais de 500 municípios de São Paulo, por exemplo, fez apenas 67 prefeituras. E disputa algumas outras no segundo turno, inclusive a da capital. Deu largada a esta nova etapa perdendo feio, de goleada, com números verdadeiramente humilhantes. Por mais que seus porta-vozes na imprensa digam que venceu a eleição, o fato é que o PT teve, em termos proporcionais, no país, menos votos do que há quatro anos. Já demonstrei isso aqui com números. Só um resultado pode lhe dar um gostinho de vitória: São Paulo. Sem a cidade, a derrota se consolida de modo inequívoco. Até seus puxa-sacos vão querer mudar de assunto. Pois bem. E como vencer a eleição numa cidade complexa como essa? E o que fez, então, o PT urbano, da mulher e libertária Marta Suplicy, uma das referências dos jornalistas descolados, que transitam num estranho ambiente social de São Paulo que junta, hoje em dia, uspianos, ongueiros e petistas limpinhos, como Fernando Haddad, por exemplo? O que foi feito desse petismo jornalístico que se pretende laico, esclarecido, progressista, que se impôs como missão “barrar o avanço da direita”, entre uma taça e outra de vinho — em que todos são agora especialistas —, enquanto se discute, como é mesmo?, a dialética da modernização conservadora do Brasil? Pois é. A pizzada esclarecida dos especialistas em dialética negativa constatou, consternada, o risco real da vitória do terrível “direitista” Kassab — não perca a chance de cobrar dos que sustentam tal tese que evidenciem esse suposto direitismo com exemplos. | |||
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Lula larga a "Sra. Suplício" de lado
Veja também:
Enquete: estado civil do candidato interfere no voto?
Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes 
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As principais promessas dos candidatos ![]()
Em viagem ao exterior, Lula avaliou em conversas por telefone com assessores que a candidata errou no tom dos ataques. No Planalto, a preocupação é dissociar a entrada na campanha de Marta do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, à nova fase de ataques a Kassab. Eles observaram que Gilberto entrou oficialmente ontem na campanha e os ataques foram definidos por marqueteiros dias antes. Tanto Gilberto, um ex-seminarista reconhecido no Planalto pela gentileza e simpatia, quanto o presidente mantêm relações de respeito com Kassab.
Antes de embarcar para a Espanha, Lula já havia se queixado do temperamento "difícil" de Marta. Numa conversa no final de semana com o vice-presidente José Alencar e duas pessoas próximas, Lula considerou que a disputa em São Paulo está perdida e ressaltou que Kassab soube fazer política, segundo um dos participantes do encontro.
Lula citou uma polêmica recente de Marta com o pastor Samuel Ferreira, da Assembléia de Deus do Brás. Ela entrou com um processo contra ele, porque não teria tido direito de resposta numa enquete promovida por uma rádio ligada à igreja.
"Perguntaram se eleita ela iria continuar processando as pessoas. Ela respondeu que se errassem, iria. Eu disse: 'Marta, não faça isso'", relatou o presidente.
Em junho, numa conferência de homossexuais em Brasília, Lula fez discurso contra o preconceito, pediu que as pessoas "arejassem a cabeça" e propôs o "Dia Nacional da Hipocrisia", numa crítica a políticos "conservadores".
No último dia 19 de setembro, em entrevista à TV Brasil, ele defendeu o casamento de pessoas do mesmo sexo.
"Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constróem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável", disse na entrevista.
Pessoas próximas do presidente observaram ontem as "contradições" da política. Enquanto Lula se esforçou para mudar o discurso, deixando de lado as piadas com conotação homossexual, mesmo nas conversas reservadas, a socióloga Marta Suplicy e seu marqueteiro João Santana se desesperaram e recorreram a afirmações preconceituosas de adversários de projetos dela na área das minorias.
O presidente aproveitou para se queixar do compromisso político com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que pediu a ele gravar para o programa do candidato à prefeitura carioca Eduardo Paes, um dos mais ferrenhos críticos do Planalto durante a crise política de 2005. "Eu gravei o programa, mas disse para o Sérgio que o (Fernando) Gabeira vai desmontar facilmente o meu depoimento", avaliou. "Gravei porque me pediu."
sábado, 11 de outubro de 2008
UM VERMELHO-E-AZUL COM OS INTERVENTORES FEDERAIS EM SP
REINALDO AZEVEDOAbaixo, em vermelho, vai uma reportagem da Folha sobre a reunião de ministros de Lula para declarar apoio à candidata Marta Suplicy. Eu comento em azul. Realmente um estouro! Todos aqueles petistas poderosos num mesmo hotel? Mais o argentino Felipe Belisário Wermus, o autoproclamado francês Luís Favre? Certamente foi preciso reforçar a segurança do estabelecimento...
Eis o primeiro efeito da ação de Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete de Lula: levar para a cidade a tropa de, por assim dizer, elite do governo. E todos eles têm uma receita muito clara para a cidade. Se estou percebendo direito, estão querendo convencer os paulistanos de que eles não sabem votar. Dilma Rousseff, a chefa das cheerleaders — eu a imaginei de maiozinho e pompons e quase caio no choro — até inventou a óbvia inverdade de que Gilberto Kassab já estaria se declarando vencedor. Onde? Cadê? Por enquanto, quem está dizendo que ele vence por 17 pontos são as pesquisas — e olhem que elas erraram mais a favor de Marta do que do atual prefeito, não é mesmo? Mas vamos adiante:
Em evento de apoio a Marta Suplicy (PT) ontem em São Paulo, ministros do governo Lula associaram o prefeito Gilberto Kassab (DEM) à "elite", ao "conservadorismo" e até o compararam a um "síndico".
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou que o adversário de Marta "utiliza as primeiras pesquisas para subir no salto alto e sentar na cadeira de prefeito" antes da hora. "É prova de soberba, de elitismo e de descompromisso com a democracia", disse a ministra.
Prova de descompromisso com a democracia? Dilma está dizendo que Kassab não respeita a democracia? A acusação é grave e irresponsável. Especialmente porque toda a carreira do prefeito se deu no regime democrático. Quem já integrou uma organização terrorista, que respondeu pela morte de pessoas inocentes, que nada tinham a ver com seus delírios, não pode sair por aí acusando o prefeito da maior cidade do país, com 61% de aprovação, de “descompromisso com a democracia”. À diferença de Dilma, Kassab não é um neoconvertido. Ela só se tornou, vá lá, democrata porque foi mal-sucedida na tentativa de implantar uma ditadura comunista no Brasil. Isso está claro ou preciso desenhar com mais dados de sua biografia?
O titular da Justiça, Tarso Genro, também foi duro. "Marta quebrou os tabus mais atrasados e conservadores de uma elite que nunca conheceu sua cidade", afirmou Tarso, sobre o período em que a petista governou a cidade (2001-2004). "Por isso recebeu um brutal preconceito da elite através da maioria da imprensa tradicional", disse.
Esse é meu predileto, o poeta de mão cheia. O que Tarso Genro sabe sobre São Paulo, ele que vem de um Estado onde o PT amarga hoje um dos maiores índices de rejeição? Os gaúchos no geral, e os porto-alegrenses no particular, devem saber muito bem por quê. Se o povo estava com Marta, e só a elite a rejeitou, por que não foi reeleita em 2004? Por que só perde para Maluf no quesito “rejeição” em 2008? Por que está 17 pontos atrás de seu adversário no segundo turno? De atraso e conservadorismo, Tarso entende. E de golpismo também. No 19º dia do segundo mandato de FHC, ele escreveu um artigo defendendo a convocação de eleições gerais. Durante o mensalão, inventou a tese de que tudo não passava de uma articulação golpista. Num de seus já célebres poemas, conta-nos que uma de suas vovós falava com lagartos. A fantasia parece ser um fantalismo genético.
Marta foi chamada de "líder" que levou o nome de São Paulo para fora do país. "Não podemos ter um síndico conservador dirigindo o destino de uma das maiores metrópoles do mundo", disse Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).
Quem fala? Luiz Dulci? Aquele que levou um beiço de Fernando Pimentel em Minas, vendo naufragar todas as suas tentativas de articular a política em seu próprio estado? É curioso que o petismo fale em “síndico”: é o reconhecimento implícito de que a cidade está sendo bem-administrada. O bom síndico deixa dinheiro em caixa, como faz Kassab, em vez de passar ao sucessor uma dívida de R$ 1,8 bilhão, como fez Marta. A obra do bom síndico funciona. A da líder, a exemplo dos túneis da Rebouças e da Cidade Jardim, ou desabam ou enchem d’água durante as chuva. Enquanto a responsável passa férias em Milão. Caros e inúteis, ainda tiveram de ser reformados mal tinham sido inaugurados. Isso é questão de fato, não de gosto.
Vice de Marta, Aldo Rebelo (PC do B) também usou a imagem do "síndico" e explorou as diferenças com o DEM. "Graças à capitulação de setores do PSDB, São Paulo se transformou no último barco à deriva para os náufragos das forças conservadoras do Brasil."
Claro, temos de nos entregar à liderança de Aldo Rebelo, o revolucionário do Saci Pererê, o líder do grande PC do B, este partido moderno que ainda não reconhece as críticas que Krushev fez a Stálin. Que destino o desse moço, hein? Está sempre na aba de nhonhôs e sinhás: na origem, a família Teotônio Vilela, nas Alagoas; agora, Marta Suplicy.
"Não vou me conformar em ver São Paulo na mão de uma direita disfarçada", disse o ministro Carlos Lupi (Trabalho).
Carlos Lupi? Bem, trecho de uma reportagem da VEJA: “A promiscuidade do sindicalismo com o poder, empresários, dinheiro e mordomias está na gênese da Força Sindical, criada em 1991, quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello reuniu um grupo de empresários para financiar o modelo de representação dos trabalhadores que ele considerava ideal. O resultado não poderia ser outro: a central, que hoje agrega quase 1 000 sindicatos, um partido político, o PDT, e controla de cima a baixo um dos ministérios mais importantes do governo, o do Trabalho, está no epicentro de um escândalo que envolve a participação direta de seus líderes em casos de corrupção, desvio de dinheiro público, tráfico de influência e enriquecimento ilícito.” (leia íntegra aqui)
Já o ministro da Cultura e filiado ao PV, Juca Ferreira, criticou a decisão do seu partido de aderir a Kassab. "O PV aqui de São Paulo cometeu um erro: teve uma escoliose à direita."
Juca Ferreira? Quem é esse? Ele canta? Ele dança? Ele sapateia? Engole fogo? Engole espada? Toca pandeiro? Quem é Juca Ferreira, deus do Céu? Eu deveria saber?
O escritor Fernando Morais, militante histórico do PMDB, fez o mesmo -sua sigla também apóia o prefeito. "Uma pessoa que vive de fazer biografias como eu não pode sujar a própria biografia. Não voto no PFL [hoje DEM] da ditadura."
Ah, é verdade. Não dá mesmo para sujar a biografia de Fernando Morais, ele tem toda razão. Pobre coitado! A última vez que vi este senhor na televisão, estava cantando as glórias de Hugo Chávez. Pertence àquela parcela de deslumbrados que estão sempre grudados nos países baixos de algum poderoso. Foi assim com Orestes Quércia quando este era governador de estado e chegou a ser visto como presidenciável viável. Agora virou porta-voz entusiasmado do petismo.
Este homem limpo chegou a escrever a biografia de José Dirceu, que, vejam só, foi misteriosamente roubada. Fernando Morais, saibam, não vota no DEM — o que certamente deixa os eleitores do partido mais relaxados. Para um biógrafo, ele é péssimo historiador. O PFL a que ele alude se formou justamente como um dos instrumentos para pôr fim à ditadura. Sem o partido, Paulo Maluf teria vencido no Colégio Eleitoral. E, hoje, Morais, dada a sua trajetória, estaria produzido palavras de ordem para os herdeiros do malufismo. Não estranha que confunda tudo e inverta os sinais. A sua versão de Cuba, A Ilha, era um paraíso. A biografia que fez de Olga Benário eliminou da história as atrocidades cometidas pelos comunistas.
Marta foi conciliadora e lançou um "Compromisso com São Paulo", nos moldes da "Carta ao Povo Brasileiro" que Lula divulgou na campanha presidencial de 2002.
No documento, a petista reitera suas promessas, fala na criação de um "Conselho da Cidade", algo parecido com o Conselhão de Lula, para lidar com problemas crônicos do município e chega até a incorporar propostas de Geraldo Alckmin (PSDB), derrotado no primeiro turno.
Faz sentido. Se o Conselho não dá certo em escala federal, é o caso de repeti-lo em escala municipal...
O chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, se licenciará nos próximos dias para ajudar as campanhas do PT em São Paulo e no Grande ABC. Ele diz não se tratar de "intervenção".
Serra foi irônico ontem, quero crer, ao afirmar que Gilberto Carvalho iria elevar o nível da campanha petista em São Paulo. Sinal de que, bem, acredita que o nível pode ser elevado.
Vamos ver. Marta está bem perto do piso histórico do eleitorado do PT na cidade. Talvez ainda caia mais um pouquinho e depois suba um tantinho. Os disparos do petismo, na tal reunião, indicam que os petistas estão sem rumo. Como não conseguem atacar a gestão de Kassab, então resolveram caracterizá-lo como um representante do “Mal”, do “conservadorismo”, fazendo mera guerrilha ideológica.
Quem diria que o Tatuapé, um dia, se transformaria num celeiro de conservadores, não é mesmo? Mais Vila Matilde, Penha, Freguesia do Ó... Esse discurso é de um ridículo atroz. É conversa de desesperados. Mas desesperados que, como se vê, jamais renunciam à truculência.
Mas a cereja do bolo é mesmo Dilma Rousseff, titular da Pasta em que se tentou armar uma das trapaças contra o estado de direito (o dossiê anti-FHC), como professora de democracia.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Vexame e fracasso!

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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.





