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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

CPMF: OLHA ELA AÍ, OUTRA VEZ!

HEITOR DE PAOLA
05 Nov 2010

Osmar José de Barros Ribeiro

Ainda antes do segundo turno das eleições, surgiu o anúncio de que bancadas de esquerda, nas Assembléias Legislativas de alguns Estados, assanhavam-se para implantar a censura à imprensa em seus domínios. Obviamente, apenas quem acredita em histórias da Carochinha não viu, em tais propósitos, a mão leve do governo central buscando fazer crer que se tratava de iniciativas independentes.

Agora, no rescaldo das eleições, eis que governadores da “base aliada” se assanham para provocar a recriação da CPMF e nisso contam, ao que parece, com o apoio de alguns políticos da oposição, buscando fazer com que tudo pareça um movimento suprapartidário ao qual, de bom grado, o governo acederá “docemente constrangido”.

Vale recordar que, extinta em 2007 no bojo de um movimento popular de vulto, a CPMF representou a maior derrota de Lula ao longo do seu mandato, coisa que o ainda presidente simplesmente se recusa a aceitar. Disfarçada com o título de “contribuição”, trata-se de mais um imposto a onerar o bolso do povo e que Lula deseja deixar como herança para Dilma sem provocar desgaste na imagem da mesma, num jogo de cartas marcadas no qual, como sempre, os perdedores seremos nós.

Na verdade, não há nenhuma razão para a criação de mais impostos, já que o governo aumentou o IOF logo depois da derrota no Senado e, de lá para cá, a arrecadação só tem feito crescer, elevando a carga tributária brasileira para cerca de 35% do PIB. Haveria algum outro motivo para recriar tal monstrengo se, logo após a sua derrota no Senado, o governo aumentou o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF)? Será cabível mais um aumento na brutal carga tributária que pesa sobre o povo brasileiro e que, segundo os estudiosos do assunto, já é da ordem de 35% do Produto Interno Bruto (PIB)? Há. Lula ainda não digeriu a derrota que lhe foi imposta.

Como explicar hoje tal desfaçatez se, durante toda a campanha eleitoral, os candidatos, independente de partido, foram acordes quanto à necessidade de reduzir a carga tributária? Será porque elevar tributos desagrada o eleitorado? Este balão de ensaio termina por ser, ao fim e ao cabo, mais um dos muitos exemplos da falta de seriedade dos políticos, notadamente quando se agitam em busca dos votos do populacho.

Para tirar das costas do PT a responsabilidade pela tomada uma providência sabidamente impopular, para “boi de piranha” da vez foi escolhido o pernambucano Eduardo Campos, do PSB, partido da chamada “base aliada” e que teve um bom crescimento, governador reeleito com expressiva votação no seu Estado natal. E, para complicar um pouco o quadro, assinale-se que o governador eleito de Minas Gerais, pertencente ao PSDB, deu seu apoio a essa antipática e injustificável medida que já fora, por ocasião da sua extinção, defendida tanto por Aécio Neves (patrono do novo governador mineiro) quanto por José Serra.

Talvez esteja surgindo a oportunidade para que a oposição possa deixar patente a forma pela qual pautará a sua atuação no Congresso Nacional. Assinale-se que coube ao DEM, aquele mesmo partido político que Lula, em Santa Catarina, exortou o povo a extirpar da vida política nacional, a liderança do movimento que resultou na extinção da CPMF. Mais uma vez, é ele o partido que toma a frente na reação contra o retorno de tão antipática medida.

Viveremos novos tempos ou continuará tudo como dantes no Quartel de Abrantes? É o que veremos em breve.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".