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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

VIVA ZAPATA! ABAIXO RAÚL CASTRO, FIDEL E LULA!

Fonte: REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 | 5:15


(Lula) Foi longe demais ao acusar Zapata pela própria morte e banalizá-la? Foi! Mas ele sempre pode se superar.


OS PAPA-DEFUNTOS – Vejam aí que imagem admirável: Raúl Castro, Lula, o Coma Andante Fidel Castro e ele, Franklin Martins, o primeiro-ministro do Brasil, que, consta, já não vive mais com Dilma a fase Claudinho & Buchecha: aquela coisa “só love, só love” dos “irmãos em armas”, como diria Dirceu. Desta vez, Dilma não seguiu o ex-metalúrgico e o ex-chefão do MR-8 ao Parque dos Dinossauros

OS PAPA-DEFUNTOS – Vejam aí que imagem admirável: Raúl Castro, Lula, o Coma Andante Fidel Castro e ele, Franklin Martins, o primeiro-ministro do Brasil, que, consta, já não vive mais com Dilma a fase Claudinho & Buchecha: aquela coisa “só love, só love” dos “irmãos em armas”, como diria Dirceu. Desta vez, a candidata não seguiu o ex-metalúrgico e o ex-chefão do MR-8 ao Parque dos Dinossauros. Pena! A VAR-Palmares ficou sub-representada.


Todos vocês viram na TV, creio, o assassino Raúl Castro se antecipando aos jornalistas, ao lado de Lula, a anunciar: “Eu sei o que vocês estão querendo”. E desandou a falar sobre a morte de Orlando Zapata, preso político condenado a mais de 30 anos por defender os direitos humanos em Cuba. Culpou os EUA. Escrevi ontem a respeito.


Obediente, sem nenhum constrangimento, Lula, o “grande líder da América Latina”, assistia à pantomima do tirano. Agora entendemos por que não há imprensa livre em Cuba. Raúl já sabe o que os jornalistas querem perguntar… Foi um espetáculo grotesco, e Lula, quero crer, superou todos os limites da abjeção. Já tinha se revelado, conforme escrevi, na tal reunião de Cancún, quando havia atacado a ONU e os americanos. Ontem, superou-se.


Falando a linguagem própria da tirania, Lula acusou a vítima de ser responsável por sua própria desgraça. A política externa brasileira jamais conheceu esse pântano. Agora, com efeito, ela assumiu a cara de Marco Aurélio Garcia.


Cubanos que lutam pelos direitos humanos já haviam feito menção de se encontrar com Lula. O Itamaraty não deu a menor bola. O brasileiro não disse uma única palavra em defesa da democracia e da tolerância política! Nada! Ao contrário: demonstrou indignação com os defensores dos direitos humanos na ilha:

“Eu não recebi nenhuma carta. As pessoas precisam parar com o hábito de fazerem carta, guardarem para si e depois dizerem que mandaram para os outros. Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, teria pedido para parar e eu, quem sabe, teria evitado que eles morressem, de forma que eu lamento que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome”.


Censurando ontem o comportamento de Raúl Castro, Arnaldo Jabor classifico-o de “fascistóide”. Epa! Fascistas e fascistóides são também a escória do mundo, mas Raúl pertence a outra escória. Ele é “comunista”, não é fascista. Por que algumas pessoas que, a exemplo de Jabor, desprezam aquela figura sanguinária e patética resistem em associar seus crimes à esquerda? Eu respondo: porque há ainda quem queira que o comunismo, o socialismo e os esquerdismos vários tenham uma origem humanitária e benigna, como se o marxismo de fato, alguma vez, tivesse se dissociado do crime e da violência.


Não! Raúl Castro é esquerdista, como esquerdista era o pançudo brasileiro a seu lado, com o ar entre cínico e aparvalhado, a vê-lo acusar os EUA pela morte de Zapata. Lula é de outra esquerda, sabemos. Tenho tratado amiúde desse assunto aqui. O nosso “socialismo” guarda do original a paixão pela ditadura e a propensão para justificar os crimes em nome do bem comum. Em Cuba, eles ainda matam pessoas; no Brasil, o esforço é para matar instituições e substituí-las pelo partido, que toma, então, o lugar da sociedade. E agora já posso voltar à fala de Lula, esmiuçá-la e denunciar a sua essência maléfica.


Notem que ele censura os dissidentes cubanos por não lhe terem entregado carta nenhuma, como se fosse fácil, numa tirania, romper os círculos de segurança para chegar a um chefe de estado. Nem nas democracias isso é tarefa trivial. Lula, para não variar, fala para enganar, para despistar. Era tarefa de sua diplomacia ter agendado um encontro.


Releiam isto: “Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, teria pedido para parar e eu, quem sabe, teria evitado que eles morressem, de forma que eu lamento que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome”. Observem que Lula procura tirar do evento qualquer sentido político, como se a greve de fome fosse, sei lá, uma idiossincrasia de Zapata, que, então, “se deixou morrer”.


Todo o mundo democrático protestou contra a morte de Zapata e pediu a libertação dos presos políticos de Cuba. O Brasil se calou sobre as duas coisas e lamentou a morte do dissidente como se a lamenta a morte de qualquer homem, procurando retirar o seu peso político. Todo o mundo democrático - e até o não-democrático - protesta contra a delinqüência nuclear iraniana, e só o Brasil empresta apoio incondicional a Mahmoud Ahmadinejad.


Lula tem uma característica política particularmente perigosa. No Brasil, aproveita a sua popularidade para mandar às favas a Lei Eleitoral, para atropelar o TCU e para transformar instâncias do Estado em braços operativos do seu partido; nas relações globais, usa o prestígio crescente do Brasil — obra de seus empreendedores — para se aliar ao que o mundo pode produzir de pior.


Foi longe demais ao acusar Zapata pela própria morte e banalizá-la? Foi! Mas ele sempre pode se superar.

Um comentário:

Anônimo disse...

Com certeza Lula foi longe demais ao culpar Zapata por sua propria morte,Zapata morreu como um heroi que tentou mostrar ao mundo a realidade da desigualdade social,morreu tentando defender os direitos humanos e isso ninguem faria,nem mesmo o presidente Lula!!!

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".