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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Presença de ausência ou ausência de presença de ausência de crença?

 

LUCIANO AYAN


Fui interpelado dia desses a respeito de um truque que os neo ateus teriam sempre em manga quando começassem a debater.

Seria a história do “ateu fraco”, na qual sempre que um crente em Deus tentasse partir para a ofensiva contra os neo ateus, eles afirmariam que “ateísmo é só descrença”. Daí, mesmo que sejam “ateus fortes”, afirmariam que são “ateus fracos”. Na verdade, é só a tentativa de forçar que o teísta tenha que defender sua crença, enquanto o neo ateu não precisasse fazê-lo.

Tecnicamente, eu sou um ateu fraco DE FATO, pois pelo meu agnosticismo (radical), eu não dou a mínima se alguém se torna ateu ou não. Mas o fato é que os neo ateus não são ateus fracos, e querem impor a ideia de que Deus não existe, e por isso esse truque não deve ser aceito.

Para fugirem deste truque, proponho duas soluções que devem ser aplicadas EM CONJUNTO, e não isoladas:

  1. Explicar para o público que eles estão fazendo um truque semântico por pura covardia e vigarice intelectual;
  2. Em seguida, copiar o truque dizendo: “se é assim, eu também apresento apenas ausência de crença na cosmovisão ateísta” mas sempre ressaltando que é cópia da vigarice do outro lado.

O revide deve se basear nisso, apenas.

Um amigo sugeriu o termo “teísta fraco”, que seria alguém que só sente a existência de Deus, ou seja, uma sensação não descrita.

Não concordo com essa abordagem, pois descrever a própria sensação daria margens ao esculacho da parte adversária. Algo como se pudessem afirmar “pode ser alucinação”, no que o frame é recuperado por eles de imediato. Portanto, nunca, sob hipótese alguma, deixe suas sensações estarem no escopo do debate. A forma como você se sente é um assunto privado seu, jamais parte do debate.

Voltando ao revide, é possível ser criativo, como usar a expressão “Presença de ausência de crença no ateísmo”, apenas para amplificar o ridículo de toda a situação criada pelos apologetas neo ateus.

Me foi dito que a saída talvez não fosse 100%, pelo fato de uma jogada neo ateísta, dizendo “Se Deus existe, porque nós nascemos ateus (seguindo a visão de que ateísmo é somente descrença)”.

Mas validar uma posição pelo fato de se nascer com ela é uma falácia das mais bobinhas. Assim como uma criança  nasce ateísta, os cachorros nascem ateus. Os pneus também.

O fato é que teísmo e ateísmo são posturas que não dependem de estratagemas para serem validadas. Se for discutir seu ateísmo ou teísmo, que o faça com o mínimo de vergonha na cara, sem apelar para truques.

Mas se um dos lados apelar para truques, o negócio é desmascarar mesmo. Como o neo ateísmo é plenamente composto de truques, e estes truques só tem feito sujar a imagem dos ateus não militantes, é uma obrigação desmascará-los.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".