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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ESPÍRITO SANTO: Até o pescoço

 

SÉCULO DIÁRIO

Até o pescoço

Da Vitória faz feio ao tentar justificar o injustificável sobre esquema na Acadis

Manaira Medeiros

18/08/2012 13:36 - Atualizado em 18/08/2012 16:37


O deputado estadual Da Vitória (PDT/foto) está perdendo tempo em tentar justificar o injustificável sobre seu envolvimento nos episódios de corrupção no Iases/Acadis. As declarações dele na imprensa corporativa, além de não terem qualquer consistência, chegam a subestimar a inteligência da população. A questão não se resume ao fato de Da Vitória ou sua mulher serem ou não sócios das empresas envolvidas no esquema. Mas sim na movimentação do deputado estadual em fazer lobby para o projeto do colombiano Gerardo Bohórquez Mondragón, desde o primeiro mandato que exerceu na Assembleia, recebendo, em troca, contratos milionários e sem licitação para empresas em nome de seus familiares na Acadis Linhares, onde o deputado também emprega “afilhados”. Todos esses indícios, com provas mais do que evidentes, seriam singelas coincidências? Não brinca, deputado. 

Até o pescoço II

Já diz a expressão popular: na falta do que dizer, é melhor ficar quieto. Pois esse deveria ter sido o comportamento adotado por Da Vitória. A tentativa do deputado de levar a questão para o campo político, atribuindo a citação de seu nome nas investigações ao crescimento na intenção de votos a favor de sua candidatura a prefeito em Colatina (noroeste do Estado), chega a ser cômica. Mostra desespero. 

Até o pescoço III

O deputado, pelo visto, já tenta arrumar uma desculpa para a provável derrota que sofrerá no pleito. Até mesmo porque, em Colatina, todo mundo está careca de saber que a família de Da Vitória responde pelas empresas investigadas, inclusive sua mulher.  E mais ainda: que o deputado mudou de vida. E como!

Números

Para o leitor ter noção do montante, é bom detalhar. Das empresas de familiares do pedetista na Acadis Linhares, a Capixaba Vigilância e Segurança recebe por ano 1.832.306,00, referentes a quatro contratos de terceirização. Já a Capixaba Assessoria Empresarial LTDA fica com R$ 293.960,40, para fornecer mão de obra de serviços à unidade. Tudo sem licitação, com aditivos que garantem a manutenção das empresas no esquema pelo prazo máximo permitido: cinco anos. 

Mesma prática

Quem entra no contexto em expediente semelhante é o juiz Alexandre Farina, que também viajou para a Espanha na companhia de Da Vitória e Mondragón, e ajudou a promover o colombiano no Estado. Assim como o deputado, Farina não responde pelo Grupo Fibra (empresas Fibra e Garra), também investigado, e sim seu irmão Cláudio Farina. A empresa de segurança, até dezembro de 2011, detinha contratos pomposos com a Acadis. 

Mesma prática II

O juiz Alexandre Farina, aliás, é bem conhecido pelo período em que atuou no município de Aracruz (norte do Estado), em favor da Aracruz Celulose (Fibria), no conflito com índios e quilombolas. Época em que um braço do grupo, a empresa Garra, ganhou um dos maiores contratos na área da transnacional.  

Piada pronta

O secretário de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli, ter a coragem de falar que foi pego de surpresa pela operação que comprovou a fraude milionária, é realmente demais. Uma afronta. 

Estratégia

E as cabeças entregues para o sacrifício começam a rolar. Os peixes pequenos, presos nessa sexta-feira (17), foram exonerados. Mas os tubarões continuam à solta.  

Silêncio

E como de costume, a classe política capixaba se cala diante de mais um escândalo. 

140 toques

"A casa caiu". (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter)

PENSAMENTO:

“Quem se compraz em ser adulado é digno do adulador”. William Shakespeare

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".