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terça-feira, 20 de março de 2012

Oh, coitado: Sociólogo diz que “ser ateu em país muito religioso exige coragem”. Será?

 

LUCIANO AYAN


Fonte: Paulopes

Ser ateu em países de forte religiosidade — como Estados Unidos e Brasil — exige uma coragem enorme, disse o espanhol naturalizado americano José Casanova (foto), 61, um sociólogo que se dedica ao estudo da religião.

“Ser ateu na América é ser contra toda a sociedade”, afirmou. “É estar continuamente lutando e defendendo a sua posição diante de todos.”

Casanova é o professor titular da cadeira de sociologia da Universidade de Georgetown, em Washington (EUA), e diretor do programa “Globalização, religião e o secular”, de um centro de estudos da mesma instituição.

O professor esteve no início do mês no Brasil, onde deu palestras e falou a jornalistas. Abordou questões como secularismo e ateísmo na Europa, globalização do Islã, politização da religião nos Estados Unidos e a religiosidade de brasileiros, chineses e indianos.

Ele afirmou que o Brasil se tornou não só uma potência econômica, mas também em um centro mundial do catolicismo, pentecostalismo e crenças afro-americanos. “O Brasil é também uma potência religiosa”.

Por isso, disse, o processo de secularização no país está sendo lento em comparação com o de países europeus.

“Na Europa, ou você pertence a uma religião/igreja ou sai dela de vez”, disse. “Então, a secularidade aparece como a única alternativa à religião. Ela é tida como um estágio mais avançado do que a religião.”

O professor reconheceu que a religião, com sua proposta de transcendência, facilita o relacionamento entre as pessoas. “Mas as religiões também podem nos tornar mais egoístas, obcecados por nossa salvação.”

Meus comentários

Está claro que esse tal sociólogo ouviu o galo cantar mas não sabe onde.

Eu sou agnóstico (tecnicamente, dá no mesmo que ateu na percepção da maioria dos religiosos tradicionais), e não preciso ter coragem alguma para sê-lo em um país como o Brasil.

É preciso ter coragem para:

  • entrar em uma luta de MMA sem estar treinado, contra alguém da família Gracie
  • ir na torcida do Corinthians com a camisa do Palmeiras, e vice-versa
  • transar com prostitutas sem camisinha

Agora, não é preciso ter coragem para ser ateu e/ou agnóstico.

Pelo contrário, aqui é um país extremamente tolerante com a diversidade religiosa, e inclusive com os que não tem religião.

Quando ele afirma que “ser ateu na América é ser contra toda a sociedade”, está claramente delirando. Assim como quando ele diz que ser ateu na América “é estar continuamente lutando e defendendo a sua posição diante de todos.”

Nada mais falso. Isso é ser ateu fanático MILITANTE, não simplesmente um ateu.

Eu não preciso defender minha posição minoritária diante de todos. Pelo contrário. Eu me porto como “ponto fora da curva” e gosto disso. Assim como quando eu ouço uma banda de heavy metal sueca (Memento Mori) que ninguém conhece, enquanto outros estão ouvindo Hammerfall, que muitos conhecem. Os fãs de Hammerfall poderiam me olhar dizendo “que diabos é Memento Mori?”. Eu não me incomodo nem um pouquinho.

Talvez ele esteja se referindo a ateus com BAIXA AUTO ESTIMA, que, sendo de uma minoria, precisam SER ACEITOS como se fossem idênticos à maioria. O que é uma demanda estúpida.

Ele ainda afirma que a secularização é “tida como um estágio mais avançado do que a religião”. Bom, se for para produzir seres dotados de auto-piedade doentia como o José Casanova, não há nada de avançado no secularismo.  Pelo contrário, é um retrocesso mental. Criar uma legião de coitadistas não é útil nem sequer em termos de seleção natural.

A conclusão dele é bizarra, como tudo que afirmou anteriormente: “[...] as religiões também podem nos tornar mais egoístas, obcecados por nossa salvação.”

Ele deve ter criado essa frase por sorteio. Ele provavelmente escreveu uns termos pejorativos em papéis, fez um sorteio entre vários atributos ruins, escritos aleatoriamente como “egoísta”, “assassino”, “genocida”, “racista”, “ladrão”, “estuprador”.  Fez o sorteiozinho, e o resultado foi “egoísta”, daí concluiu: “por causa da salvação, a religião torna as pessoas egoístas”.

É claro que estamos diante de um picareta da pior qualidade, como sói ocorrer nesses casos em que trago alguém endossado pelo Paulopes.

É o neo ateísmo, como sempre uma fonte de contínua vergonha alheia.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".