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terça-feira, 20 de março de 2012

O pântano moral para onde caminharam os ditos “progressistas”

 

REINALDO AZEVEDO

12/03/2012 às 16:48

É claro que vou voltar à questão do aborto. Notem que, no post desta madrugada, nem mesmo entrei no mérito da questão, o que já devo ter feito centenas de vezes. O mais espantoso na proposta elaborada pela tal comissão é a clara tentativa de enganar a opinião pública, criando uma via oblíqua para a legalização da prática sem chamar as coisas pelo nome que elas têm.

O texto elaborado, se convertido em lei, dá à mulher, conforme pretende certa pregação feminista — de que a ministra Eleonora Menicucci é a expressão mais visível hoje —, o direito absoluto de decidir se aborta ou não. Para tanto, basta que demonstre a médicos e psicólogos não ter “condições psicológicas” de manter a gravidez. E se o pai da criança for contra? Ele não existe na lei.

O Supremo tomará em breve uma decisão sobre o abortamento de fetos com anencefalia diagnosticada. Vai aprovar com certeza absoluta. É claro que isso abrirá precedente para a interrupção da gravidez no caso de outras deficiências. A proposta elaborada pela tal comissão já deixa isso claríssimo. Está lá no Inciso III do Artigo 128 que aborto não é crime quando:
III - comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos.”

O que é uma “vida independente”? Todos os representantes do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista) deveriam ter sido abortados, não é? Nenhum deles consegue ter uma “Vida independente”…

Pântano
Vejam para que pântano nos arrastaram os “progressistas”. Como vocês sabem, “reacionários”, nesse debate, somos eu e os que pensam de modo parecido. Os “modernos” são os que pregam que a vida humana já passe por uma seleção antes do parto, com a eliminação dos deficientes. Sempre soube que eles chegariam a isso e a muito mais — como é o caso da defesa do infanticídio, que já começa a ser feita abertamente por essa mesma corrente de pensamento. Quem não respeita a vida humana como princípio não vai respeitá-la depois, nas situações aplicadas, certo?

Por Reinaldo Azevedo

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".