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segunda-feira, 19 de março de 2012

Duas notícias em sequência: neo ateus não se cansam, e agora querem tirar a mensagem “Deus seja louvado” das cédulas

 

LUCIANO AYAN

Fonte: Paulopes

Notícia 1: “Petição pela retirada de Deus do real já tem mais de mil adesões”

A petição on-line ao CMN (Conselho Monetário Nacional) da LiHS (Liga Humanista Secular do Brasil) pela retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas do real já tem mais de mil adesões.

A LiHS congrega céticos, agnósticos, ateus e livres-pensadores em torno de valores éticos. Tem se destacado na defesa do Estado laico.

Em dezembro de 2011, o Ministério Público Federal em São Paulo encaminhou ao Banco Central pedido pela supressão da frase de cunho religioso. Como resposta, o BC disse que se trata de uma questão da alçada do CMN.

Algumas pessoas estão justificando sua adesão à petição, como Henrique Jucá. Ele disse que o Estado brasileiro deve estimular a diversidade, mas não pode privilegiar a divulgação de nenhum credo.

Para Natasha Avital, é uma afronta aos brasileiros não cristãos terem de “passar adiante uma profissão de fé” toda vez que usam uma cédula do real.

Rafael Andrade argumentou que, em um Estado laico, abonar a frase “Deus NÃO seja louvado” seria tão inconcebível quanto propagar “Deus seja louvado”, como está ocorrendo.

Notícia 2: “Ministério Público vai pressionar ministro para que tire Deus do real”

Jefferson Aparecido Dias, procurador dos Direitos do Cidadão, do MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo, vai pedir ao ministro Guido Mantega (Fazenda) a retirada da inscrição “Deus seja louvado” das cédulas de real porque essa mensagem religiosa é incompatível com laicidade do Estado brasileiro.

Em dezembro de 2011, o MP já tinha apresentado o pedido ao Banco Central. Como a resposta do BC foi de que a questão é da alçada do CMN (Conselho Monetário Nacional), Dias vai agora pressionar Mantega, que é o presidente do conselho da instituição.

Para Dias, que é católico praticante, “Estado e religião têm de estar bem distantes entre si” e, por isso, não se justifica a menção de Deus no dinheiro.

Em 2011, a Corte Suprema dos Estados Unidos recusou um pedido de um ateu para que fosse retirada das moedas e cédulas do dólar a inscrição In God we trust (Confiamos em Deus).

No Brasil a questão também poderá acabar indo para o STF (Supremo Tribunal Federal), onde já tramita uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) proposta pela Procuradoria Geral da União para que o governo discipline o ensino religioso de acordo com o caráter laico do Estado.

Meus comentários

Como sempre, o Jefferson Aparecido Dias de novo. Lembram-se dele do tempo das trucagens em que tentou acusar o Silas Malafaia de “homofóbico”? Se não lembram, eu lembro.

Fica bem claro que o Sr. Jefferson se especializou na agenda da esquerda: gayzismo, anti-religião, etc. Qual será a próxima ação dele? Talvez propor aborto, programa de controle de mídia e qualquer outra coisa que atenda à estratégia gramsciana.

Se a Corte Suprema dos Estados Unidos recusou um pedido de um ateu para que fosse retirada das moedas e cédulas do dólar a inscrição In God we trust, é importante que os juristas de orientação cristã do Brasil fiquem atentos aos truques anti-religiosos que eles tentaram por lá e que foram devidamente refutados.

Pois com anti-religioso não há outra coisa a fazer senão mapear a estratégia, identificar as rotinas, e refutá-las. Em termos intelectuais, não há nada que preste que surja a partir deles.

Ou alguém em sã consciência teria a pachorra de dizer que “notas com a inscrição ‘Deus seja Louvado’” implicam em “proteção a um grupo religioso sobre outro”? E violação ao estado laico seria exatamente isso (proteção a um grupo religioso em detrimento de outro).

Exemplo. Uma adaptação do conceito de estado laico para o futebol. Imagine que nas repartições, por questões culturais, exista uma bola. Isso por que a bola está enraizada na cultura do país, conhecido como país do futebol. Mas o estado “laico em questões futebolísticas” implica que nenhum clube seja beneficiado sobre outro. Então, o estado não beneficia o torcedor do Flamengo sobre o torcedor do Cruzeiro, nem o torcedor do Corinthians sobre o torcedor do Palmeiras. Algum a-futebolista (que odeia futebol) poderia dizer: “Essa bola me ofende nas repartições públicas, é violação ao estado laico futebolístico”. É claro que o máximo que poderíamos fazer é rir na cara desse sujeito.

Posso até sugerir que uma hipotética campanha de refutação aos neo ateus deveria mostrar que eles são patéticos em sua interpretação expandida (e como sempre safada) do que realmente significa o estado laico.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".