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terça-feira, 20 de março de 2012

Como derrubar todas as leis que estão limitando a liberdade religiosa?

 

LUCIANO AYAN

Hoje em dia, a moda é limitar os direitos dos religiosos tradicionais. Tudo em nome do “estado laico”.

“Estado laico” parece o mantra da vez. Ele é repetido em tamanha exaustão e com tamanha confiança que alguém desapercebido poderá até imaginar que os anti-religiosos tem a mínima noção do que “estado laico” significa. Mas eles nem sabem o que é. Ou fingem não saber.

Estado laico nada mais é que o estado oficialmente neutro em questões religiosas, não apoiando e nem se opondo a nenhuma religião. Só isso. E nada mais.

O problema é que hoje em dia o estado DEIXOU DE SER NEUTRO em questões religiosas, para beneficiar UMA RELIGIÃO: o humanismo. É uma religião que prega não a crença em Deus, mas no homem (e na idéia de que o homem irá ficar livre de suas contingências, para a criação da civilização global e o governo global), e defende que quaisquer resquícios das religiões tradicionais sejam eliminados do espaço público. Para que a religião tradicional deve ser eliminada? Para que o humanismo, sustentado pela anti-religiosidade tradicional (a que inclui crença em Deus), se sobressaia.

Qualquer um que não é patologicamente ingênuo já percebeu essa agenda, que está violando TODOS OS PRINCÍPIOS do estado laico.

Querem ver um exemplo? Agora, a mania é lutar contra a expressão “Deus seja louvado” nas cédulas. Em relação a manutenção dessa expressão, o catolicismo sai beneficiado sobre o protestantismo? Ou o judaísmo sai beneficiado sobre o islamismo? Ora, bolas, se a expressão “Deus seja louvado” assume um fator de expressão cultural universal para todos que crêem em Deus, não há violação alguma ao estado laico por causa dessa frase impressa nas cédulas, e nenhuma religião sai beneficiada.

Imagine agora a RETIRADA da expressão “Deus seja louvado”, para atender a uma demanda dos ANTI-RELIGIOSOS, da agenda humanista. Ora, o estado estará aí beneficiando UMA RELIGIÃO em detrimento de outras. Humanistas ganham, religiosos tradicionais perdem. Lá se foi para o saco o estado laico…

Vergonhosamente, alguns religiosos tradicionais não estão percebendo a enorme dimensão do truque, pois esse grupo (humanista) está violando a todo o momento os princípios do estado laico e usando a rotina de gritar “estou lutando pelo estado laico”. Mas é só truque de ênfase, ressignificação e repetição. É por isso que os religiosos tradicionais estão perdendo o jogo. Não estão percebendo que o grupo humanista gritando “pelo estado laico” na verdade é o maior oponente do estado laico hoje em dia.

Outro exemplo. A questão dos crucifixos nas repartições públicas. Nenhum grupo é beneficiado, pois o símbolo está lá e não prejudica ninguém, principalmente em um país de cultura cristã. Mas ao retirarem o crucifixo, estão beneficiando um grupo, os humanistas, o que já de imediato tem uma agenda: “tirai todos os símbolos religiosos da frente”. Conseguiram tirar? Então, os humanistas foram beneficiados, e o estado novamente interferiu nas questões religiosas para beneficiar os humanistas em detrimento dos cristãos. De novo, bye bye estado laico…

Logo como reverter essas decisões que tentam a todo momento limitar a manifestação religiosa tradicional do povo (em especial a tradição majoritária, que constitui a base cultural do país) para beneficiar unicamente os humanistas?

Em primeiro lugar, é preciso mostrar aos cristãos que os humanistas e anti-religiosos afirmando “lutar pelo estado laico” na verdade são os maiores inimigos do estado laico. É preciso explicar as agendas desses grupos, as alianças que eles fazem, as crenças que eles pregam (todas elas contra a religião tradicional, portanto as questões deles são essencialmente religiosas, no aspecto da oposição à religiosidade tradicional), e mostrar que estão tentando usar o estado para impor o humanismo sob o restante da população. E isso, por si só, já é uma aberração de acordo com os princípios do estado laico.

Em segundo lugar, diante dessa conscientização, é preciso reunir a população para apoiar uma série de ações judiciais relacionadas a TODAS AS INICIATIVAS, presentes ou passadas, visando dar BENEFÍCIO ao humanismo em detrimento das religiões tradicionais.

Ou seja, de início, conscientiza-se a população do tamanho da safadeza que os humanistas tem feito, com seu fingimento de “luta pelo estado laico”, tentando obter a vantagem para a sua religião usando o estado através de trucagens de retórica. E, com a população já conscientizada, e com uma base de apoio forte para isso, além de logicamente o “caso” contra as violações praticadas contra o estado laico pelo humano, é hora de partir para a guerra de processos.

Ou é isso ou então definitivamente aceitar a “teocracia” humanista, o que seria uma pena, principalmente considerando que a demolição dessa iniciativa é fácil demais: tudo passa pela conscientização de que a legião humanista MENTE O TEMPO TODO sobre o conceito de “estado laico” para violá-lo.

Simples assim.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
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" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".