Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A Declaração de Bernstein Sobre os Princípios e as Possibilidades do Capitalismo

Do Instituto Liberdade


Título: A Declaração de Bernstein Sobre os Princípios e as Possibilidades do Capitalismo

Data:
06/06/2008

Autor: Texto traduzido por Winston Ling, primeiro presidente do Instituto Liberdade

Link: http://celebratecapitalism.com/bernsteindeclaration/english/index.html

Informação:
Para melhor entender o que significa o Capitalismo, leia por gentileza a declaração oficial, chamada de Declaração de Bernstein, comissionada por PRODOS. Ela foi escrita em Nova Iorque pelo filósofo e novelista Dr. Andrew Bernstein. Traduzida em mais de 20 idiomas, ela é hoje a tradução mais abrangente da literatura pró-capitalismo na história humana. Leia agora para uma nova perspectiva e inspire-se!

A declaração oficial do Celebrate Capitalism™

O Capitalismo é o único sistema baseado no reconhecimento de que cada indivíduo é dono de sua própria vida. O Capitalismo é o único sistema social no qual os indivíduos estão livres para perseguir o seu auto-interesse racional, possuir propriedade, e tirar proveito de suas próprias ações. Ele tem como âncoras os direitos individuais, o governo limitado constitucionalmente, e a liberdade política/intelectual/econômica.

Quanto mais capitalista uma cultura - maior sua liberdade e prosperidade

Este é o veredicto da História. Em somente dois curtos séculos, o capitalismo levantou os níveis de vida da humanidade para alturas nunca sonhadas na era pré-capitalista. Freqüentemente esquecido hoje em dia é o fato de a Europa Ocidental, antes da revolução capitalista do final do Século Dezoito, sofrendo sob a dominação política da aristocracia feudal, ter sido o equivalente a um país do Terceiro Mundo - assolado pela fome, pragas recorrentes, e a mais absoluta pobreza.

Mas não é mais assim

Quando foi a última vez que a fome em massa ocorreu numa nação capitalista - seja na Europa Ocidental, América do Norte, ou Ásia ? Os Estados Unidos da América nunca sofreu de fome em massa em toda a sua história. O Capitalismo criou uma abundância sem precedente na história humana habilitando centenas de milhões a viverem melhor hoje do que todos os reis do passado.

Menos Capitalismo significa mais miséria humana


Mas as nações não capitalistas - as ditaduras fascistas, socialistas, militaristas ou teocráticas - escravizam seus próprios cidadãos e subsistem numa miséria abismal. O padrão de vida em muitas nações africanas é de cem a duzentos dólares americanos por ano. Na Coréia no Norte pessoas morrem de fome pelas dezenas de milhares. Em Cuba eles se afogam tentando nadar para a liberdade nos Estados Unidos. Milhões de pessoas oprimidas ao redor do mundo anseiam emigrar para o Mundo Livre. Mas quem nas nações capitalistas procuram emigrar para o Camboja ?

O que torna possível o sucesso impressionante do Capitalismo?


Quais são os princípios que explicam o fato de que as maiores invenções e obras de arte da humanidade - os avanços materiais e espirituais que mais promoveram a vida - a máquina a vapor, o cinema, o telégrafo, o telefone, a luz elétrica, a novela, o automóvel, a sinfonia, o avião, o rádio, a televisão, o computador pessoal, a Internet, e incontáveis curas médicas - foram criados sob o Capitalismo ?

A resposta simplesmente é: LIBERDADE


Quando os homens estão livres para perseguir seu auto-interêsse racional, quando eles estão livres para usar suas mentes na procura do lucro e do melhoramento de suas vidas, eles são magnificamente produtivos. A liberdade política/econômica do capitalismo libera as melhores mentes e os homens mais ambiciosos para construir, criar, inovar, inventar, e promover a felicidade e o bem estar humanos. O maior inventor da Humanidade, Thomas Edison, em seu laboratório em Menlo Park, customizava seus projetos especificamente com o objetivo da lucratividade. ele, e tantos outros grandes inventores e industrialistas responsáveis pelo aumento dos padrões de vida da humanidade, mereceram e desfrutaram de grande riqueza. Deixados livres - sob o Capitalismo - para criar, produzir, e construir para ganho próprio eles, como conseqüência, elevaram o padrão de vida de todos.

A Mente

Envolvido nisso está um princípio mais profundo: o Capitalismo é o sistema da mente. A mente é o instrumento fundamental de sobrevivência do homem, assim como as asas o são para os pássaros. É somente por meio do pensamento racional e pelo trabalho produtivo que o homem pode elevar seu padrão de vida e aumentar sua expectativa de vida. Mas a mente não funciona sob coerção. A coerção paralisa a criatividade. A mente não pode ser escravizada. O Capitalismo floresce por que é o único sistema de mentes livres, homens livres e mercados livres.

Os maiores pensadores e ativistas da história - de Aristóteles a John Locke, de Thomas Jefferson a Adam Smith, Ludwig von Mises, e Ayn Rand - reconheceram, lutaram, e glorificaram a liberdade da mente humana. Eles compreenderam que quando os homens são oprimidos, a mente racional é subjugada, e a escuridão do barbarismo se segue. Mas quando os homens são livres para pensar e agir com base no que pensam, quando a mente é liberada, a Renascença e o Iluminismo são possíveis. Liberdade significa liberdade da mente. Opressão significa opressão da mente.

Universal e Inevitável

Não é por acidente que os períodos de maior liberdade para o homem presenciaram suas maiores realizações. Desde a Idade de Ouro de Atenas até a Renascença Italiana até as desafiantes descobertas tecnológicas e industriais dos Estados Unidos da América, a liberdade da mente do homem levou a avanços magníficos na filosofia, nas artes e na ciência.

Esta é a promessa e a possibilidade do capitalismo. Esta é a Visão do Capitalismo. Esta é a nossa visão.

Libertemos a mente do homem e presenciemos o espetáculo de seu avanço. Alegremo-nos com a beleza de suas esculturas, pinturas e sinfonias, vibremos com os heróis de suas novelas, maravilhemo-nos de seu avanço filosófico, científico e tecnológico.

O Ocidente progrediu culturalmente e economicamente porque ele teve um mínimo de reverência pela mente humana e pelos direitos inalienáveis do indivíduo. Não se pode escapar destes pré-requisitos do avanço humano. Se nós desejarmos o efeito da Renascença cultural, nós devemos implementar a causa da liberdade política/econômica.

O predicamento atual dos milhões de indivíduos esfomeados do Terceiro Mundo é idêntico ao da Europa da Idade da Escuridão. Suas mentes e seus corpos estão oprimidos por ditadores políticos. Dê-lhes a liberdade - e dê-lhes a vida. ele tem a vantagem de ter presenciado o que o Ocidente alcançou. Quando eles instituírem a liberdade, eles poderão replicar os resultados do Capitalismo.

Sua vida, Sua escolha


O Capitalismo é o maior benfeitor que o homem já teve. Está na hora de os homens e mulheres pensantes de cada nação reconhecerem este fato e abraçarem inteiramente o sistema da mente e dos direitos individuais.

Homens e mulheres de todos os países unam-se - em seu apoio ao capitalismo!

Você tem a ganhar um mundo de jubilosas realizações.

© 2001, 2002 Andrew Bernstein & PRODOS

The official position statement of Celebrate Capitalism™

PRODOS Institute Inc. Snailmail: PRODOS, PO Box 2165, Richmond 3121, Australia Phone: +613 9428 1234 (Melbourne, Australia) Email: prodos@prodos.com

Para refletir antes que o Brasil vire um continente de HOMENS-MASSA



Os textos do Mídia Sem Máscara, do Farol da Democracia Representantiva, do site do Heitor de Paola ou do Olavo de Carvalho, entre outros, visam o universo dos formadores de opinião, supostamente mais sofisticados intelectualmente, e potencialmente, novas fontes difusoras.

O nível da linguagem e estilo de argumentação precisam adequar-se àquele perfil, sob pena de descarte a priori, sem exame.

Por outro lado, nosso povo - como resultado da outorga do nosso sistema educacional a comuno-gramscistas - jamais esteve tão rasteiramente desprovido de cultura básica, elementar, começando pela programada indigência vocabular: sem palavras não desenvolvemos a capacidade de pensar ou, sequer, de acessar o conhecimento.

A canalha sabe que para dominar há que estupidificar.

No "melhor mundo possível (C.T. - qual seja, o ESTADO SOCIALISTA/COMUNISTA)" o povo deve alcançar apenas as condições mínimas para produzir bens para a "nova classe", limiar pragmático muito abaixo do pensamento crítico - essencial à dissenção. Em outros termos, um rebanho massificado e amorfo, mero gado
a ser explorado pela nomenklatura.

Foi para consegui-lo que Gramsci vincou a necessidade de assenhorarem-se dos meios de formação cultural - mídia, escolas, editoras que desde então nada produzem que não politicamente correto, isto é, visando o empobrecimento moral e intelectual das gentes, numa degradação cultural tão funda que a manipulação se torne fácil.

Pela mesma razão infiltraram-se nas igrejas, destruindo a partir de dentro seu conteúdo de valores essenciais, substituidos pela falácia sofistica do 'paraiso possível na Terra', da 'opção pelos pobres'.

A imundície comunista, demoníaca e anti-humana, trabalha livremente para este objetivo desde os idos dos '70, atualmente dominam todas as instâncias sócio-político-culturais do país e estão a um passo do pleno sucesso.

A consciência que motiva seu reclamo por textos mais acessíveis, me levou a meu estilo de divulgação por notas e apresentações de textos ricos, com a linguagem mais simples a meu alcance e com o uso de chaves emocionais, mais que racionais.

Ainda assim, ao longo destes anos, o retorno em termos de sensibilização é desanimador. Testando, lancei mais de uma vez textos com chaves de "confirmação de leitura"... A volta desta confirmação se conta nos dedos, num universo de quase um milhar de endereços, comprovando que meus textos são deletados automaticamente, sem abri-los.

Conclusão: nossa gente já é gado. E gado não lê, não abriga dúvidas que motive curiosidade, está satisfeito com a visão-de-mundo que ingerem via TV cooptada e se interessa apenas pelo pasto mais rasteiro.

O trabalho dos conscientes, motivados por responsabilidade, é gigantesco e deve visar alertar, despertar e reunir os poucos capacitados a tal.

Se teremos tempo, é outro papo. Inclusive porque não há caminho alternativo, mesmo com a esperança - até aqui ilusória - de que as FFAA se mobilizem para seu dever primordial.

Portanto, amigos, hay que tenerlos, los cojones!

Gramsci e as palavras-senha

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Heitor De Paola em 02 de agosto de 2008


Resumo: Muitas pessoas bem intencionadas sentem-se confusas a respeito dos termos que devem ser usados para definir alguns conceitos.

© 2008 MidiaSemMascara.org

"Uma das maiores alegrias de um comunista é ver na boca dos burgueses, nossos adversários, as nossas palavras de ordem”.
GIOCONDO DIAS
Ex-Secretário Geral do PCB

Volto a citar esta frase lapidar do továrishch Giocondo para abordar um assunto que confunde a mente de muitas pessoas bem intencionadas a respeito dos termos que devem ser usados para definir alguns conceitos. Não uso o adjetivo apenas no sentido frouxo de frase artisticamente perfeita, mas sim no mais restrito de inscrição em lápide, pois ela pode ser um dos epitáfios da ordem e da linguagem “burguesas”. Como exemplo inicial a palavra ética: o seu significado original hoje está tão deturpado que é sempre melhor evitá-la. Como ocorreu esta deturpação? Para isto é necessário algum conhecimento sobre a estrutura e hierarquia de um partido revolucionário e um pouco de história.

ESTRUTURA E HIERARQUIA

Todos os partidos, revolucionários ou não, são organizados em pirâmide, por isto os termos usuais bases e cúpula partidária. A diferença é que nos partidos democráticos esta pirâmide está mais ligada aos níveis decisórios, enquanto nos revolucionários há, da base para o alto, uma graduação do nível de segredos estratégicos, a ponto de, acima de um certo nível, transformar-se numa verdadeira organização esotérica que emite palavras de ordem e resoluções cuja estratégia de longo prazo não é discernível, sequer suspeitada, pelos níveis inferiores. Claro está, todos os partidos têm seus segredos, suas malícias, suas visões de longo prazo tanto quanto as eleitorais, de curto prazo. Seu intento é mudar alguma coisa restrita do mundo através de métodos políticos consensuais, como maior controle estatal ou mais liberalismo e as nuances entre os dois, decisão sobre os setores mais importantes para investimentos, visões diplomáticas diversas, etc. Além disto, aceitam o jogo democrático e a alternância no poder, isto é, aceitam a política como ela é: a arte do possível baseada em negociações.

Já os partidos revolucionários funcionam com base numa estratégia secreta de engenharia social, com a finalidade de mudar o mundo todo, de conformá-lo com sua visão estratégica e ideológica. Parte desta não é secreta: os fins, sempre idealizados como “um mundo melhor é possível”, mas os meios para chegar a este mundo permanecem secretos, pois são necessariamente muito violentos e despertariam rechaço por parte do eleitorado. Isto enquanto precisam de eleitores, pois para estes partidos a política não passa de um meio pelo qual se extinguirá a própria política. Aceitam a alternância no poder apenas como um meio de destruir os inimigos, não considerados apenas adversários políticos. Fingem aceitar o jogo político consensual só para liquidar com ele quando tiverem a hegemonia [*].

Obviamente, a estruturação de um partido com tais intenções deve ser diferente. Embora também em pirâmide, os níveis não são os mesmos dos partidos tradicionais, assim como a diferença qualitativa entre os membros dos diversos níveis. Por razões didáticas podemos grosseiramente definir os seguintes níveis, da base para o alto: idiotas úteis, companheiros de viagem, “ampliações”, militantes de base, militantes de nível intermediário, dirigentes de baixo nível e dirigentes de nível superior.

Entre os idiotas úteis, que nada sabem, apenas se deixam seduzir pelo canto de sereias, pela “utopia”, que anuncia um renascer mais justo e eqüitativo para a humanidade, são selecionados os companheiros de viagem, aqueles que se encarregam de tarefas sem grande importância, como panfletagem, pichações, incitação de greves, etc. São os que carregam a bandeira e se expõem aos riscos. Os mais eficientes dentre esses são selecionados como ampliações. Este termo se aplicava originalmente ao programa permanente de ampliação de quadros (aumento do número de militantes). Passou a ser usado nos casos particulares e por neologismo se transformou até em substantivo: uma “ampliação” é um simpatizante em fase de teste de “pureza ideológica” com vistas a conquistá-lo para a militância. Alguns nunca chegam neste ponto e permanecem para sempre “companheiros de viagem” e serão os primeiros a serem trucidados pelo regime revolucionário triunfante porque o choque da realidade os tornaria ferozes opositores ao perceberem que foram traídos.

Os militantes de base são aquelas ampliações que amadureceram e estão preparados para ler alguns documentos doutrinários e ideológicos, ainda de teor utópico. Aqueles que começam a perceber o “espírito da coisa” – que não existe utopia nenhuma, apenas luta pelo poder hegemônico – são “promovidos” a militantes de nível intermediário. Esclareça-se que tais “promoções” são de natureza totalmente secreta para o indivíduo, o qual não tem a mínima idéia de ser constantemente observado e avaliado, muito menos quais são os critérios para isto. Os militantes dos dois níveis constituem o que Orwell denominou “Partido Externo” (Winston e Julia). Orwell não podia prever que os que não foram promovidos a militantes viriam a ser organizados em estruturas auxiliares (ONG’s) que promovem as palavras de ordem do partido revolucionário sem nem saberem – com exceção dos dirigentes, ligados ao Partido Interno – de onde elas provêm ou o que significam. Os que ficarem fora da estrutura partidária, são os “Proles”.

Ao falarmos dos dirigentes entramos já no “Partido Interno” (O’Brien) e então se revela a verdadeira organização esotérica baseada nas sociedades secretas. Como veremos adiante, só estes começam a ter acesso ao verdadeiro significado dos termos da “novilíngua” ou a linguagem do politicamente correto. Deve-se observar que a clandestinidade é condição essencial para os dirigentes dos partidos revolucionários e não conseqüência da eventual repressão pelas autoridades. Sem a clandestinidade dos dirigentes e o segredo da estratégia, a estrutura sucumbe completamente!

É evidente que a correia de transmissão das decisões através de palavras de ordem deve guardar a mesma gradação de segredo dos reais conceitos, dos verdadeiros fins e dos meios cruentos para atingi-los. O sentido de uma palavra de ordem só pode ser conhecido pelos “iniciados” do partido interno, aos demais devem ser dadas explicações mais palatáveis.

Vejamos outro exemplo: justiça social. De forma proposital deixa-se cada um entender o que quiser sobre este termo desde que não atinja o verdadeiro significado esotérico. No entanto, o caminho para atingir a justiça social deve ser claramente explicitado: só a redistribuição de renda levará ao tão almejado estado de coisas. Tome-se uma figura de um carro de luxo passando numa favela com crianças nitidamente desnutridas. A maioria das pessoas imediatamente associa: injustiça social! – precisamos redistribuir a renda para acabar com ela. Mas, o verdadeiro significado é: os membros do partido são os justiceiros que, através da redistribuição da renda vão deixar as crianças ainda mais famintas e o carro de luxo será desapropriado em benefício de um dos dirigentes, o qual, como grande justiceiro, terá avenidas exclusivas para trafegar (os prospekts com faixas exclusivas da URSS). Os luxuosos balneários, como Cubanacán e Siboney, expropriados para gozo e deleite dos mesmos.

Se isto sempre foi assim, após os estudos de Gramsci, no pós-guerra, a tarefa ficou muito facilitada. Ao perceber que a classe revolucionária por excelência não é a proletária, que jamais deixarão de ser Proles, mas a intelectualidade das classes média e abastada deu ao partido revolucionário uma ferramenta potentíssima: transformou-o no Partido-Classe, onde os dirigentes – os intelectuais orgânicos - têm consciência de constituírem não mais uma classe-em-si mas uma classe-para-si. É exatamente quando o militante adquire a noção de que a revolução é para-si, e a aceita plenamente, que ele passa a integrar o quadro de dirigentes, ou Partido Interno.

Aqueles que adquirem esta noção e se horrorizam com o mundo infernal que se avizinha e pelo qual lutaram, e não a aceitam, passam por uma crise de consciência terrível da qual poucos saem. A maioria, sem coragem para enfrentar a humilhação de ter acreditado e se submetido a uma grossa mentira, fica pairando como almas penadas em busca de um corpo que não as aceita mais: os antigos “camaradas” jamais confiarão nele outra vez. São os que vão engrossar o coro das ONG’s globalistas, dos movimentos “sociais” e pela “paz”.

Alguns, alquebrados pelo esforço, aceitam a suprema humilhação das “autocríticas” que se revelarão um ciclo interminável. Muito poucos enfrentam a angústia de aceitar a culpa e enfrentar o esforço moral e psicológico da convalescença, pois como bem o disse Aron, estas ideologias viciam como os tóxicos e criam dependência e síndrome de abstinência.

HISTÓRIA DAS PALAVRAS-SENHA NO BRASIL

O estudo intensivo da obra de Gramsci se deu na URSS a partir do XX Congresso do PCUS (1956) (ver op. cit.), mudando completamente os rumos da revolução mundial no sentido de uma revolução dos intelectuais. As condições para o estudo intensivo no Brasil se deram a partir do movimento contra-revolucionário de 1964. A clandestinidade e a momentânea supressão das atividades externas foram impostas pela Polícia e pelas Forças Armadas. Os Comitês Centrais e regionais das diversas organizações revolucionárias mergulharam fundo e, enquanto na superfície ocorria a derrota político-militar e econômica da revolução, na clandestinidade aprofundava-se a revolução cultural, levando ao quadro que temos hoje: embora derrotados, são vitoriosos porque as forças da lei, o aparelho hegemônico da burguesia, contentou-se com aquela vitória de Pirro e nem percebeu que lentamente modificava-se o senso comum da sociedade e organizavam-se os grupos sociais que viriam formar a sociedade civil organizada. (Todos os termos em itálico correspondem a categorias de Gramsci).

Embora não fosse esta a sua principal função estas palavras serviam como uma espécie de senha de reconhecimento mútuo, pois aquelas que elas vieram substituir não podiam ser pronunciadas ou escritas. Funcionavam como sinais, imitação das sociedades secretas como a maçonaria e nada tinham a ver com as noções “burguesas”. Lá pela década de 80 a palavra ética tomou força – movimento pela ética substituiu movimento comunista. Seguiu-se cidadania que tomou impulso com o movimento pelas diretas e a luta pela anistia levadas a cabo pelos “autênticos” (outra senha, esta genuinamente nacional) do MDB, culminando na proclamação pelo companheiro de viagem Ulisses Guimarães, da “Constituição Cidadã” que “resgatava o exercício pleno da cidadania e da ética na política”. Logo após a redemocratização o governo se viu abalroado pelos aparelhos privados de hegemonia, as organizações não governamentais (ONGs), que somando-se a este constituíram o Estado Ampliado. Cada vez mais vemos estes aparelhos privados assumindo diversas funções do governo. Desde 1994, com a plena concordância, aval e apoio financeiro do mesmo.

É fundamental que os liberais e conservadores tomem conhecimento do verdadeiro significado revolucionário que estes termos adquiriram e abstenham-se de usá-los para não se deixarem confundir. Um pequeno glossário é fundamental. Como não há espaço aqui cito apenas algumas mais usuais. (Não usarei a ordem alfabética para facilitar a compreensão).

Ética – é ética toda e qualquer ação que promova o aprofundamento da revolução. É a expressão do princípio de que “os fins justificam os meios”, em oposição total ao conceito “burguês” tradicional.

Liberdade – é a expressão da conformidade do cidadão com a coletividade. Não tem nada a ver com liberdade individual.

Democracia – não corresponde ao governo da maioria, mas ao da unanimidade baseada no consenso e hegemonia do partido-classe.

Consenso – conformação coletiva do grupo social com as ações do Estado ampliado, necessário para alcançar os fins éticos.

Hegemonia - capacidade de influência e de direção política e cultural que um grupo social exerce sobre a sociedade civil organizada e esta sobre a sociedade política. Predominância efetiva do partido-classe sobre ambas para impulsionar e fazer avançar o processo revolucionário.

Sociedade Civil Organizada – espaço onde atuam os aparelhos privados de hegemonia.

Aparelhos Privados de Hegemonia – as ONG’s, principalmente.

Estado Ampliado – os órgãos governamentais e as ONG’s. Também pode ser chamado de Estado Democrático de Direito por estar em constante mutação (ver meu artigo anterior).

Cidadania – “espaço” coletivo onde atua a sociedade civil organizada; o exercício da cidadania nada tem a ver com a atuação dos indivíduos livres, mas com este “espaço” criado pela ampliação do Estado e que obedece rigorosamente ao consenso prévio. É a submissão do cidadão ao consenso coletivo.

NOTA:

[*] Para mais detalhes ver meu “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, Capítulo II, 3, É Realizações, SP, 2008

Arquivem. E o tenham pronto para enfiá-lo, fuça adentro, na comunalha agressora

Na hora em que se inicia no Brasil uma orquestração para acuar aqueles que lutaram contra o terrorismo é bom contra atacar divulgando os nomes daqueles que morreram vítimas dos terroristas.

VÍTIMAS DO TERRORISMO NO BRASIL

1 12/11/64 Paulo Macena Vigia - RJ

2 27/03/65 Carlos Argemiro Camargo Sargento do Exército – Paraná

3 25/07/66 Edson Régis de Carvalho Jornalista - PE

4 25/07/66 Nelson Gomes Fernandes Almirante - PE

5 28/09/66 Raimundo de Carvalho Andrade Cabo PM – GO)

6 24/11/67 José Gonçalves Conceição (Zé Dico) Fazendeiro - SP

7 15/12/67 Osíris Motta Marcondes Bancário – SP

8 10/01/68 Agostinho Ferreira Lima (Marinha Mercante - Rio Negro / AM)

9 31/05/68 Ailton de Oliveira Guarda Penitenciário – RJ

10 26/06/68 Mário Kozel F ilho Soldado do Exército - SP

11 27/06/68 Noel de Oliveira Ramos Civil – RJ

12 27/06/68 Nelson de Barros Sargento PM - RJ

13 01/07/68 Edward E. T. O. M. Von Westernhagen Maj Exército Alemão - RJ

14 07/09/68 Eduardo Custódio de Souza Soldado PM – SP

15 20/09/68 Antônio Carlos Jeffery Soldado PM – SP

16 12/10/68 Charles Rodney Chandler Capitão do Exército dos Estados Unidos - SP

17 24/10/68 Luiz Carlos Augusto Civil - RJ

18 25/10/68 Wenceslau Ramalho Leite Civil - RJ

19 07/11/68 Estanislau Ignácio Correia Civil - SP

20 07/01/69 Alzira Baltazar de Almeida Dona de casa - Rio de Janeiro / RJ

21 11/01/69 Edmundo Janot -Lavrador - Rio de Janeiro / RJ

22 29/01/69 Cecildes Moreira de Faria Subinspetor de Polícia - BH/ MG

23 29/01/69 José Antunes Ferreira Guarda Civil-BH/MG

24 14/04/69 Francisco Bento da Silva Motorista – SP

25 14/04/69 Luiz Francisco da Silva Guarda bancário – SP

26 08/05/69 José de Carvalho Investigador de Polícia – SP

27 09/05/69 Orlando Pinto da Silva Guarda Civil – SP

28 27/05/69 Naul José Montovani Soldado PM – SP

29 04/06/69 Boaventura Rodrigues da Silva Soldado PM - SP

30 22/06/69 Guido Boné Soldado PM - SP

31 22/06/69 Natalino Amaro Teixeira Soldado PM - SP

32 11/07/69 Cidelino Palmeiras do Nascimento Motorista de táxi - RJ

33 24/07/69 Aparecido dos Santos Oliveira Soldado PM - SP

34 20/08/69 José Santa Maria Gerente de Banco / RJ

35 25/08/69 Sulamita Campos Leite Dona de casa / PA

36 31/08/69 Mauro Celso Rodrigues Soldado PM - MA

37 03/09/69 José Getúlio Borba Comerciário - SP

38 03/09/69 João Guilherme de Brito Soldado da Força Pública/SP

39 20/09/69 Samuel Pires Cobrador de ônibus – SP

40 22/09/69 Kurt Kriegel Comerciante - Porto Alegre/RS

41 30/09/69 Cláudio Ernesto Canton Agente da Polícia Federal - SP

42 04/10/69 Euclídes de Paiva Cerqueira Guarda particular - RJ

43 06/10/69 -Abelardo Rosa Lima Soldado PM - SP

44 07/10/69 Romildo Ottenio Soldado PM - SP

45 31/10/69 Nilson José de Azevedo Lins Civil - PE

46 04/11/69 Estela Borges Morato Investigadora do DOPS - SP

47 04/11/69 Friederich Adolf Rohmann Protético - SP

48 07/11/69 Mauro Celso Rodrigues Soldado PM - MA

49 14/11/69 Orland Girolo Bancário - SP

50 17/11/69 Joel Nunes Sub-Tenente PM – RJ

51 18/12/69 Elias dos Santos Soldado do Exército – RJ

52 17/01/70José Geraldo Alves Cursino - Sargento PM - São Paulo / SP

53 20/02/70 Antônio Aparecido Posso Nogueró Sargento PM – São Paulo

54 11/03/70 Newton de Oliveira Nascimento Soldado PM – Rio de Janeiro

55 31/03/70 Joaquim Melo Investigador de Polícia – Pernambuco

56 02/05/70 João Batista de Souza Guarda de Segurança – SP

57 10/05/70 Alberto Mendes Junior 1º Tenente PMESP – S

58 11/06/70 Irlando de Moura Régis Agente da Polícia Federal - RJ

59 15/07/70 Isidoro Zamboldi Guarda de segurança - SP

60 12/08/70 Benedito Gomes Capitão do Exército SP

61 19/08/70 Vagner Lúcio Vitorino da Silva Guarda de segurança / RJ

62 29/08/70 José Armando Rodrigues Comerciante - CE

63 14/09/70 Bertolino Ferreira da Silva Guarda de segurança - SP

64 21/09/70 Célio Tonelly Soldado PM - SP

65 22/09/70 Autair Macedo Guarda de segurança - RJ

66 27/10/70 Walder Xavier de Lima Sargento da Aeronáutica - BA

67 10/11/70 José Marques do Nascimento Civil - SP

68 10/11/70 Garibaldo de Queiroz Soldado PM - SP

69 10/11/70 José Aleixo Nunes Soldado PM - SP

70 10/12/70 Hélio de Carvalho Araújo Agente da Polícia Federal – RJ

71 07/01/71 Marcelo Costa Tavares Estudante - MG

72 12/02/71 Américo Cassiolato Soldado PM – São Paulo

73 20/02/71 Fernando Pereira Comerciário – Rio de Janeiro

74 08/03/71 Djalma Peluci Batista Soldado PM – Rio de Janeiro

75 24/03/71 Mateus Levino dos Santos Tenente da FAB – Pernambuco

76 04/04/71 José Julio Toja Martinez Major do Exército – Rio de Janeiro

7707/04/71 Maria Alice Matos Empregada doméstica – Rio de Janeiro

78 15/04/71 Henning Albert Boilensen Industrial – São Paulo

79 10/05/71 Manoel da Silva Neto Soldado PM – SP

80 14/05/71 Adilson Sampaio Artesão – RJ

81 09/06/71 Antônio Lisboa Ceres de Oliveira Civil - RJ

82 01/07/71 Jaime Pereira da Silva Civil – RJ

83 02/09/71 Gentil Procópio de Melo Motorista de praça - PE

84 02/09/71 Jayme Cardenio Dolce Guarda de segurança - RJ

85 02/09/71 Silvâno Amâncio dos Santos Guarda de segurança - RJ

86 02/09/71 Demerval Ferreira dos Santos Guarda de segurança - RJ

87 --/10/71 Alberto da Silva Machado Civil - RJ

88 22/10/71 José do Amaral Sub-oficial da reserva da Marinha ? RJ

89 01/11/71 Nelson Martinez Ponce Cabo PM - SP

90 10/11/71 João Campos Cabo PM - SP

91 22/11/71 José Amaral Vilela Guarda de segurança - RJ

92 27/11/71 Eduardo Timóteo Filho Soldado PM - RJ

93 13/12/71 Hélio Ferreira de Moura Guarda de Segurança – RJ

94 18/01/72 Tomaz Paulino de Almeida Sargento PM - São Paulo / SP

95 20/01/72 Sylas Bispo Feche Cabo PM São Paulo / SP)

96 25/01/72 Elzo Ito Estudante - São Paulo / SP

97 01/02/72 Iris do Amaral Civil – Rio de Janeiro

98 05/02/72 David A. Cuthberg Marinheiro inglês – Rio de Janeiro

99 15/02/72 Luzimar Machado de Oliveira Soldado PM – Goiás

100 18/02/72 Benedito Monteiro da Silva Cabo PM – São Paulo

101 27/02/72 Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi Civil – São Paulo

102 06/03/72 Walter César Galleti Comerciante – São Paulo

103 12/03/72 Manoel dos Santos Guarda de Segurança – São Paulo

104 12/03/72 Aníbal Figueiredo de Albuquerque Cel R1 do Exército – São Paulo

105 08/05/72 Odilo Cruz Rosa Cabo do Exército – PA

106 02/06/72 Rosendo Sargento PM – SP

107 29/06/72 João Pereira Mateiro - região do Araguaia - PA

108 09/09/72 Mário Domingos Panzarielo Detetive Polícia Civil – RJ

109 23/09/72 Mário Abraim da Silva Segundo Sargento do Exército - PA

110 27/09/72 Sílvio Nunes Alves Bancário - RJ

111 ?/09/72 Osmar... Posseiro - PA

112 01/10/72 Luiz Honório Correia Civil - RJ

113 06/10/72 Severino Fernandes da Silva Civil - PE

114 06/10/72 José Inocêncio Barreto Civil - PE

115 21/02/73 Manoel Henrique de Oliveira Comerciante – São Paulo

116 22/02/73 Pedro Américo Mota Garcia Civil – Rio de Janeiro

117 25/02/73 Octávio Gonçalves Moreira Júnior Delegado de polícia – São Paulo

118 12/03/73 Pedro Mineiro Capataz da Fazenda Capingo – Pará

119 ? Francisco Valdir de Paula Sd do Exército Região do Araguaia - PA

120 10/04/74 Geraldo José Nogueira Soldado PM – São Paulo

Anúncio de McCain: Obama se acha escolhido por Deus

Do portal TERRA
Sexta, 1 de agosto de 2008


EFE

A campanha do candidato presidencial republicano John McCain intensificou nesta sexta-feira seus ataques contra seu rival democrata Barack Obama, com o lançamento de uma série anúncios de forte teor crítico.

A avalanche de anúncios faz parte de uma campanha mais ampla que busca semear dúvidas sobre a capacidade de liderança de Obama, e fazer com que a popularidade do senador e sua eloqüência se voltem contra ele próprio.

A campanha de McCain já tinha sugerido, de forma mais sutil, que Obama era um político "arrogante", que acreditava ser "predestinado" a ocupar a presidência americana.

Em 3 de junho, noite na qual Obama assegurou a candidatura presidencial democrata, McCain afirmou: "Não busco a presidência com a idéia de que fui benzido com semelhante grandeza: que a história me chamou para salvar meu país em um momento difícil".

Esse comentário parecia sugerir que Obama se apresentava como "uma espécie de messias". Hoje, no entanto, a campanha de McCain deixou de lado as sutilezas, e deu a entender diretamente, em sua última campanha de Internet, que Obama se via como um "escolhido por Deus".

"Em 2008, o mundo será benzido: chamarão 'o escolhido'", diz o anúncio de um minuto. Obama aparece no anúncio dizendo coisas como: "Me transformei em um símbolo da América que retorna a suas melhores tradições".

"Barack Obama pode ser 'o escolhido', mas está pronto para assumir a liderança?", pergunta o anúncio. A equipe de McCain também lançou hoje um site no qual critica o status de "celebridade" de Obama, e um anúncio no qual critica o democrata por não ter mencionado a América Latina durante seu discurso, na semana passada, em Berlim (Alemanha), no qual se apresentou como um "cidadão do mundo".

Candidatura de Obama é 'admirável', diz Cristina Kirchner

Do portal do ESTADÃO
sábado, 2 de agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Efe

Cristina Kirchner diz que Obama a surpreendeu 'com sua personalidade e discurso'

BUENOS AIRES - A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, considerou neste sábado, 2, "admirável" a candidatura do democrata Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, um país com que, segundo ela, a Argentina mantém uma relação "normal e séria". "Nunca segui a campanha presidencial dos Estados Unidos com tanto interesse", comentou a chefe de Estado durante a primeira coletiva de imprensa de um presidente da Argentina nos últimos nove anos.

Veja também:

linkObama x McCain

linkConheça a trajetória dos candidatos especial

linkCobertura completa das eleições nos EUA especial

Após admitir que não deveria se pronunciar sobre a campanha presidencial americana, Cristina reconheceu que "é realmente admirável que hoje esteja competindo por um dos dois partidos mais importantes um homem de cor."

"Ele me surpreendeu com sua personalidade, seu discurso, sua forma de enfocar as coisas, de um modo absolutamente diferente" e sua candidatura "revela por parte do povo americano uma vitalidade realmente surpreendente e admirável", disse a presidente argentina.

Cristina destacou ainda que a relação da Argentina com os EUA é "normal e séria", mesmo após o distanciamento entre os dois governos pelo "Caso da Mala", como é conhecida a investigação sobre uma maleta com quase US$ 800 mil que Guido Antonini Wilson, um empresário venezuelano-americano residente em Miami, tentou entrar na Argentina sem declarar em agosto de 2007.

A hipótese ventilada, negada pelo governo argentino, sustenta que os US$ 800 mil eram destinados à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina.

Comentário do Cavaleiro do Templo: agradecemos à presidente argentina por ajudar-nos. Quem ela apoiar não presta. Ela está adorando o OBAMA. Portanto... O povo argentino está puto da vida com ela, nem seu vice a apóia. Estranho seria ela, que é do esquerdopatismo latino-americano, gostar do candidato conservador John McCain.

Enquete do ESTADÃO sobre anistia


Para o ministro da Justiça, Tarso Genro, anistia não isenta militares que torturaram durante a ditadura militar. Você concorda?

Clique aqui para votar.

Embaixadas de mais, prestígio de menos

Do portal do ZERO HORA
ROBSON BONIN | Brasília, 03 de agosto de 2008

A diplomacia brasileira está em xeque. Após cinco anos e meio investindo na aproximação com países emergentes e ampliando em 30% o número de embaixadas, o governo Lula abandonou os novos aliados em um momento crucial da Rodada de Doha e colheu um dos maiores fracassos de sua política externa.

Desenvolvida como tática para aumentar a projeção brasileira no Exterior, a estratégia de expansão do Ministério das Relações Exteriores criou embaixadas em 27 países desde 2003. A ocupação verde-amarela pelos continentes elevou de 94 para 121 o número dessas representações, e de 51 para 68 a rede de consulados.

Concentrados em sua maioria em países do bloco dos emergentes, os postos avançados, segundo o Itamaraty, têm a missão de consolidar o Brasil como o líder das nações em desenvolvimento e ampliar acordos comerciais com mercados alternativos. Esses objetivos fizeram com que o maior volume de ações se concentrasse na África, onde foram abertas 15 embaixadas. A Ásia recebeu quatro unidades e as outras oito foram espalhadas por América Central e Europa (ver quadro).

Na análise de especialistas e ex-diplomatas, porém, a política externa do governo foi equivocada. O Brasil teria escolhido nações sem importância no cenário internacional para se relacionar, negligenciando contatos com antigos parceiros do Mercosul, União Européia e Estados Unidos. Para o ex-embaixador brasileiro em Washington Rubens Barbosa, a política teria como foco os interesses políticos do país em conseguir um assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU):

– Foi um gesto para angariar a boa vontade dos países africanos na ONU, que não teve resultado no aumento do comércio. Basta ver o fracasso do apoio em Doha. Os países africanos ficaram contra o Brasil, junto com a China e a Índia.

O Itamaraty rebate as críticas dizendo que o interesse nos mercados distantes, por exemplo, também estaria apoiado no crescimento da projeção internacional.

– Não é só a questão comercial. É muito importante para um país ampliar a sua visibilidade, liderança e presença física no Exterior – diz o secretário do Itamaraty, Fábio Rocha.

Para o cientista político da empresa de consultoria Arko Advice Thiago de Aragão, esses objetivos também teriam sido frustrados na rodada. Para ele, ao buscar uma atuação independente em Doha, se descolando do chamado G-20 – bloco dos 20 países em desenvolvimento –, o chanceler Celso Amorim acabou se desentendendo com as nações que julgava liderar. O cientista também avalia que o país se sairia melhor se fortalecesse a rede diplomática já consolidada.

– O país foi buscar parceiros muito longe, acabou não ganhando nada com isso e ainda perdeu espaço com os amigos vizinhos – avalia Aragão.

O episódio em que o Brasil teve de vender as refinarias da Petrobras ao governo boliviano e as recentes crises com o Paraguai seriam, segundo Aragão, dois exemplos da perda de comando na região. O especialista acredita que ao tentar liderar pequenos mercados para se fortalecer, o governo acaba enfraquecido pela falta de representatividade dessas nações, o que justificaria o fracasso em Doha.

– Que importância econômica tem o Gabão? Que força adquire o Brasil sendo parceiro de Uganda, por exemplo? – provoca.

Para o Itamaraty, no entanto, a ampliação do comércio com economias alternativas tem o objetivo de tornar o Brasil uma nação menos vulnerável. Diversificando o destino dos produtos nacionais, o governo quer diminuir a dependência de grandes mercados e sofrendo assim um menor impacto – em eventuais crises internacionais.

Para responder às críticas, o governo apresenta números que comprovariam a expansão nas exportações. Vendendo mais do que comprando, o país atingiu a média histórica de US$ 40 bilhões de superávit na balança comercial, quase o dobro em relação ao início do governo.

Amazônia Perdida?

Trecho da palestra de Lindsay Williams no Fórum de Granada - Legendas: Armindo Abreu. www.armindoabreu.ecn.br




ANARQUISMO tem papel importantíssimo na disseminação das idéias comunistas pelo mundo afora

Enviado por e-mail por Jorge R. Pereira - FDR Chief


Desde há muito, o ANARQUISMO tem papel importantíssimo na disseminação das idéias comunistas pelo mundo afora. Até porque, sob certos aspectos e numa análise mais superficial, sem o questionamento filosófico, sua proposta de organização de sociedade se assemelha às propostas da liberal democracia de "Estado mínimo" (contra o que propugnam, nenhum Estado), etc., e SEMPRE associam os seus movimentos a temas sedutores, capazes de envolver as pessoas de bem e trazê-las para suas fileiras, confundindo suas posições. O objetivo deles é alcançar o ANARCO-COMUNISMO.
Nos dias de hoje, todos os movimentos de militância e ativismo de ruas que resultam em arruaças, confusões e desordem, são promovidos pelos ANARQUISTAS. Desde os movimentos estudantis contra a rodada de Doha, ou de qualquer outro tema de relevo mundial, pode-se ver as bandeiras pretas ou as com o símbolo do "paz e amor" (esse símbolo dos "hippies" [*]) sinalizando a presença e o ativismo dos "HUMANISTAS LIBERTÁRIOS" que são os que carregam o ANARCO-COMUNISMO adiante no Brasil e no mundo. Pode até haver outros movimentos alí reunidos, mas o comando e a iniciativa é sempre deles.
Os temas atuais (e já de mais de 40 anos) são: PAZ, JUSTIÇA SOCIAL e ECOLOGIA. Há coisa mais bonita? Quem é capaz de ir contra? No entanto, no momento em que você se submete aos valores destes temas, você aceita estar "politicamente correta" e se sujeita a sofrer o patrulhamento ideológico das esquerdas. E quanto mais você divulga estes temas, mais os ajuda a difundir a confusão e o poder do patrulhamento.
O meio-ambiente é matéria para ser resolvida apenas com a Educação, sem necessidade de mais nada que iniba o desenvolvimento e o progresso dos povos. Temos vários artigos no nosso site, página de "Temas", Ambientalismo.
A nota que encerra as suas mensagens, de compromisso com o meio-ambiente, orquestra os temas do HUMANISMO LIBERTÁRIO, e facilita a vida dos ANARCO-COMUNISTAS.
[*] Como ilustração, o símbolo dos humanistas libertários foi trazido pela KGB desde os anos 60, dos quadros da idade média (particularmente de pintores espanhóis) que retratavam os exércitos islâmicos invasores da Península Ibérica. Retratavam os escudos dos soldados islâmicos com o desenho da cruz de Cristo, com os braços quebrados e virada de cabeça para baixo, que era o lema e o objetivo deles, o de destruir a Fé no Cristo. Os comunistas, que desde os estudiosos da Escola de Frankfurt (e também de A. Gramsci) aprenderam que para poderem conquistar uma sociedade ocidental a primeira coisa que teriam que fazer seria destruir a Igreja e a família, adotaram o mesmo símbolo dos islâmicos como inspiração subliminar.

O dossiê brasileiro traduzido

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Revista Cambio em 02 de agosto de 2008

Resumo: O MÍDIA SEM MÁSCARA reproduz a tradução da matéria da revista colombiana Cambio, que revela o óbvio para quem acompanha o MSM, e que é sonegado sistematicamente pela mídia brasileira: as ligações da organização criminosa Farc com membros da administração petista.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Capa da revista Cambio: mais uma vergonha para a imprensa brasileira.

O entardecer do sábado de 19 de julho, na fazenda Hatogrande, a casa presidencial ao norte de Bogotá, o presidente colombiano Álvaro Uribe, sorridente e despreocupado, como poucas vezes, não teve dúvidas em oferecer a seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, um copo de aguardente antioqueño para mitigar o frio que perfurava os ossos.

O copo selou a primeira parte da intensa jornada que tinha começado na sexta-feira, dia 18 de julho, e que terminaria no domingo com a celebração do Dia da Independência colombiana. Uma celebração que, como nunca, reuniu artistas do nível de Shakira e a qual participou também o presidente peruano Alan Garcia.

A agenda de Lula e Uribe, ao redor dos acordos bilaterais, foi condimentada com muitos elogios públicos. O presidente Uribe agradeceu a Lula e a seu governo de seis anos pelas relações dinâmicas e de confiança. No entanto, em uma reunião particular que mantiveram com pouquíssimas testemunhas, Uribe fez a Lula um breve resumo sobre uma série de arquivos que as autoridades colombianas encontraram nos computadores de Raúl Reyes que comprometia cidadãos e funcionários de seu governo com as Farc.

Diferente do que aconteceu com a informação relacionada aos servidores públicos do governo de Rafael Correa e cidadãos equatorianos, que o governo tornou pública, no caso do Brasil as instruções do presidente colombiano foram de mantê-las reservadas e manejá-las diplomaticamente para não deteriorar as relações comerciais e de cooperação com o governo de Lula.

O governo colombiano usou de forma seletiva os arquivos do computador pessoal de Raúl Reyes. Enquanto com o Equador e a Venezuela foram usados para colocar em proibição Chávez e Correa, hostis com Uribe, com o Brasil foi manipulado por debaixo da mesa para não comprometer Lula, que se mostrou mais hábil e menos belicoso com a Colômbia que seus outros colegas.

Ainda assim, alguns meios brasileiros tinham informação parcial sobre uns poucos arquivos e, por isso, no dia 27 de julho consultaram o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, que em uma entrevista do jornal "O Estado de S. Paulo" confirmou que o governo colombiano havia informado Lula sobre o tema.

"Há uma série de informações de conexões que entregamos ao governo brasileiro para que possa atuar como considerar mais apropriado", disse Santos, que se absteve de comentar se havia ou não políticos e funcionários oficiais com relações com o grupo que hoje é encabeçado por Alfonso Cano. Às declarações do ministro, o assessor de política internacional do Brasil, Marco Aurélio Garcia, respondeu de forma imediata e qualificou como irrelevantes os dados fornecidos pela Colômbia.

Cura Camilo – Não se sabe com exatidão e o quão detalhada foi a informação que o presidente colombiano Uribe deu a Lula, mas o que poderia ser chamado de "dossiê brasileiro" teria implicações mais sérias que as derivadas da informação relacionada com Venezuela e Equador.

A revista Cambio teve acesso a 85 mensagens eletrônicas que, entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008, circularam entre Tirofijo, Raúl Reyes, o Mono Jojoy, Oliverio Medina – delegado das Farc no Brasil – e de homens identificados como Hermes e José Luís.

A julgar pelo conteúdo das mensagens, a presença das Farc no Brasil chegou às mais altas esferas do governo Lula, o Partido dos Trabalhadores (PT), a diligência política e a administração de Justiça. Neles, são mencionados cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial do presidente Lula, um vice-ministro, cinco deputados, um conselheiro e um juiz superior.

A personagem central das mensagens eletrônicas é Oliverio Medina, também conhecido como "Cura Camilo", um sacerdote que ingressou nas Farc em 1983 e que teve uma rápida ascensão até tornar-se secretário de Tirofijo. Chegou ao Brasil como delegado especial das Farc em 1997 e esteve na Colômbia durante o processo da zona de Caguán, em que foi chefe de imprensa do grupo.

Por trás da ruptura das conversações em fevereiro de 2002, regressou ao Brasil, onde continuou sua missão, e sua influência chegou até altos níveis da administração Lula, que assumiu o cargo em janeiro de 2003. Mas graças à pressão das autoridades colombianas, foi capturado em agosto de 2005. A Colômbia pediu sua extradição, mas o Supremo Tribunal Federal, de Brasília, não somente a negou, em 22 de março de 2007, como reconheceu Medina como refugiado político.

Até o Curubito – O cárcere não foi obstáculo para que "O Cura Camilo" suspendesse seu trabalho proselitista e propagandista. Prova disso são as numerosas mensagens que ele enviou a Reyes e que mostraram como conseguiu chegar até a cúpula do governo brasileiro.

Quatro das mensagens às que a Revista Cambio teve acesso se referem ao presidente Lula. Em uma delas, de 17 de julho de 2004, Raúl Reyes disse a Trofijo que o governo Lula ajudaria com o acordo humanitário: "Os curas me enviaram uma carta pedindo entrevista com eles do Brasil", escreveu Reyes. Segundo dizem, falaram com Lula e ele assumiu o compromisso de ajudar no acordo humanitário, intercedendo com Uribe para efetuar uma reunião no Brasil.

Na segunda mensagem, do dia 25 de setembro de 2006, Oliverio Medina conta a Reyes: "Não lhe disse que faz alguns dias que Lula chamou o ministro Pablo Vanucchi [ministro da Secretaria Nacional de DD. HH.], indicando-lhe que telefonara para o advogado Ulises Riedel e o felicitara pelo êxito jurídico em sua brilhante defesa a favor de meu refúgio."

No terceiro e-mail, com data de 23 de dezembro de 2006, Medina informa a Reyes que "a Lula e a um de seus assessores que nos ajudaram, enviei o pôster de Aguinaldo." Os funcionários são Silvino Heck, assessor especial do presidente Lula, e Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete, que aparecem mencionados em uma mensagem eletrônica de 23 de fevereiro de 2007, também dirigida a Reyes: "É possível que me visite um assessor de Lula chamado Silvio Heck, que, com Gilberto Carvalho, foi outro que nos ajudou bastante."

Entre os 85 e-mails a que a revista Cambio teve acesso, há um sem data, também enviado por Medina a Reyes, que diz: "Falei com a deputada federal Maria José Maminha. Combinamos que ele vai abrir caminho rumo ao presidente via Marco Aurélio Garcia." Garcia é secretário de assuntos internacionais.

Não menos comprometedoras são aquelas mensagens em que aparecem mencionados alguns ministros. Em uma delas, dirigida a Reyes o dia 4 de junho de 2005 por um tal de José Luis, figura o nome do ministro da Previdência, José Dirceu. "Chegou um jovem de uns 30 anos e se apresentou como Breno Altman (dirigente do PT) e me disse que vinha da parte do ministro da Previdência José Dirceu, que, por motivos de segurança, eles haviam acordado que as relações não passariam pela Secretaria de Relações Internacionais, senão que fizeram diretamente por meio do ministro com a representação de Breno."

Ao final da mensagem, José Luis disse que o governo brasileiro e o PT dariam proteção a Medina enquanto avança o trâmite da extradição: "Perguntei se poderíamos estar tranqüilos, que não iriam seqüestrá-lo ou deportá-lo para a Colômbia e ele me respondeu: ' Podem ficar tranqüilos' ". Em uma mensagem do dia 24 de junho de 2004, Reyes comenta com Media sobre a possível saída de José Dirceu do Gabinete e lhe disse: "Com certeza, esta medida em proveito dos detratores de Lula pode afetar a incipiente abertura das relações que eles têm conosco."

Amorim – As Farc também tentaram chegar ao escritório do Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Em uma mensagem do dia 22 de fevereiro de 2004, José Luis escreve a Reyes: "Por intermédio do legendário líder do PT, Plínio Arruda Sampaio, chegamos a Celso Amorim, atual ministro de Relações Exteriores. Plínio nos mandou falar para Albertao (conselheiro de Guarulhos) que o ministro está disposto a nos receber. Que assim que tiver espaço em sua agenda, nos receberá em Brasília."

O procurador e o juiz – O embaixador das Farc fez tão bem seu trabalho que também conseguiu chegar até o procurador Luis Francisco de Souza, que é mencionado em uma extensa mensagem eletrônica do dia 22 de agosto de 2004, que Medina e José Luis enviaram a Reyes e a Rodrigo Granda: "Ele deu o seguinte conselho: andar com uma máquina fotográfica e, se possível, com um gravador para em caso de voltar a parar um agente de informação, fotografá-lo e gravá-lo, tendo o cuidado de não deixar que ele pegue a câmera e o gravador. Que em relação ao que aconteceu, façamos uma denúncia dirigida a ele como Procurador para fazê-la chegar ao chefe da Polícia Federal e à Agência Brasileira de Informação."

Algumas mensagens foram escritas durante o processo da zona de Caguán e envolvem um prestigiado juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas Brasileiras. Por exemplo, em um e-mail do dia 19 de abril de 2001, Mauricio Malverde informa a Reyes: "O juiz Rui Portanova, amigo nosso, nos falou que quer ir aos acampamentos e receber instrução e conhecer a vida das Farc. Pague a viagem dele." Portanova era, então, juiz superior da Corte Estatal do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre.

Três dias antes, em 16 de abril, Medina relata a Reyes um encontro entre Raimundo, Pedro Enrique e Celso Brand - ao que parecem, laços das Farc no Brasil – com o brigadeiro Iván Frota, ex-chefe da Força Aérea Brasileira. "O homem se interessou e disse que gostaria de ter um encontro pessoal conosco. Disse que está começando a amadurecer a tomada da base de Alcântara pelas forças nacionais para impedir que os Estados Unidos fiquem com os 600 quilômetros quadrados que estão sob seu domínio."

A pequena amostra dos 85 emails a que a Revista Cambio teve acesso revelam a importância do Brasil na agenda exterior das Farc, manejada por Raul Reyes, e não cabe dúvidas de que "O Cura Camilo", para sustentar a estratégia continental da guerrilha, aproveitou a conjuntura criada pela ascensão de poder de Lula e seu influente Partido dos Trabalhadores para chegar até as mais altas esferas do governo.

E, se os e-mails são apenas indícios de um possível compromisso do governo Lula com as Farc, pois nenhum dos funcionários enviou mensagens pessoais a algum dos membros do grupo guerrilheiro, despertam muitas interrogações que exigem uma resposta do governo brasileiro.

Os contatos das Farc – A expansão das Farc na América Latina não somente incluiu funcionários dos governos da Venezuela e Equador, como também comprometeu a destacados dirigentes, políticos e altos membros do Partido dos Trabalhadores, ao qual o presidente Lula pertence. Além disso, o grupo guerrilheiro manteve contatos com procuradores e juízes do Brasil.

A LISTA DOS CITADOS

- José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil

- Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência

- Erika Kokay, deputada

- Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete

- Celso Amorim, chanceler

- Marco A. García, assessor para assuntos internacionais

- Perly Cipriano, subsecretário de Promoção DD.HH.

- Paulo Vanucci, ministro da Secretaria de DD.HH.

- Selvino Heck, assessor presidencial

Publicado pelo Diário do Comércio em 01/08/2008 e originalmente pela revista Cambio (versão on line em http://www.cambio.com.co/portadacambio/787/ARTICULO-WEB-NOTA_INTERIOR_CAMBIO-4418592.html).

Para maiores informações, recomenda-se acessar o links

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1097437.htm

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1097438.htm

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1097449.htm

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".