Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

CONTRA-INFORMAÇÃO E PROPAGANDA

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
16/08/2008

Foi cirúrgico: ao tempo em que vieram a público as notícias sobre os e-mails encontrados no computador do terrorista Raúl Reys, comprometendo autoridades brasileiras ligadas ao PT, o ministro da Justiça, Tarso Genro, inventou o factóide de revisão da Lei de Anistia, atiçando a ira do meio militar. A notícia importante, a ligação de nossas autoridades com o terrorismo das FARC, sumiu como por encanto de todos os meios de comunicação, entrando em seu lugar o factóide inventado por Genro. Dias depois o bondoso Lula mandou seu ministro se calar, ficando o dito pelo não dito, mas o escândalo dos e-mails foi devidamente esquecido.

Fiquei muito impressionado com o poder da contra-informarão e o soberbo poder demonstrado sobre a mídia que têm os estrategistas do Planalto. Nem nos tempos do Regime Militar vi tamanha eficiência e grau de controle do poder constituído sobre a mídia. A notícia mais sensacional e importante de nossa grande política foi picada no triturador de papel, no caso as manchetes de jornais que deixaram de ser impressas.

-x-x-x-

Vou votar em Geraldo Alckmin para prefeito de São Paulo. É o melhor nome, o único em condições de vencer Marta Suplicy. Ontem o IBOPE divulgou estranhíssima pesquisa, pela qual a candidata do PT abriu quinze pontos de vantagem sobre o candidato do PSDB. Como nenhum fato novo relevante aconteceu desde a última pesquisa divulgada (dava vantagem a Alckmin), só posso concluir que esses novos números ou têm forte viés de amostra (erro técnico) ou a mão deliberada do inimigo. A mesma técnica usada para apagar os rastros de Raúl Reys da mídia pode estar sendo utilizada para induzir o eleitorado a achar que Marta “já ganhou”.

Reiteradas vezes tenho apontado que o fato de São Paulo (prefeitura e Estado) não estar nas mãos do PT é o grande freio para as ambições totalitárias do partido governante. Não que José Serra seja alguém diferente do PT, ao contrário. Serra, assim como muitos dos que se filiam ao PSDB, comunga das idéias igualitaristas do PT e pratica objetivamente a mesma política. Ocorre que esses políticos não empunham mais a bandeira revolucionária e aceitam o jogo democrático da alternância de poder. No caso particular de Serra há um terceiro fator: seu grupo não se dá pessoalmente com o PT, até onde se sabe. O efeito “caciquismo” é importante para que o governador de São Paulo se mantenha longe da influência petista.

Mas Serra, por seu voluntarismo individualista, pode indiretamente estar ajudando o PT. Ao forçar a candidatura do prefeito Kassab contra suas próprias bases e contra as evidências de que Alckmin reúne as melhores condições para derrotar Marta Suplicy, põe água a mover o moinho do PT. De fato Serra, ao não se ligar publicamente ao candidato de seu partido e ao não somar esforços eleitorais consistentes – vale dizer, pôr recursos e energia na campanha – está fazendo o jogo do inimigo.

Uma eventual derrota de Geraldo Alckmin poderá comprometer mais do que a futura candidatura de Serra à Presidência da República, poderá significar a perda sucessiva da prefeitura de São Paulo e do governo do Estado. Marta, eventualmente vitoriosa, marchará resoluta para ganhar o governo do Estado. Aí o país inteiro ficará á mercê dos revolucionários que comandam hoje o Palácio do Planalto. O que está em jogo é o futuro da democracia no Brasil.

A miopia do grupo de José Serra reflete a miopia de nossa classe pensante (C.T. - fico com as observações do Olavo de Carvalho: o PT e o PSDB são irmãos gêmeos criados pela mesma mãe monstruosa, a mentalidade revolucionária dos celerados da USP. Fazerem o jogo situação/oposição e vice-versa com o objetivo de monopolizar o poder político entre dois pólos apenas enquanto este não se transforma em PODER TOTAL, como estamos vendo acontecer no Brasil), desde sempre, a de que o PT é um partido como outro qualquer. Não é. É um partido revolucionário que está à espera de acumular forças suficientes para colocar seu projeto totalitário em ação. Se seus dirigentes ganharem a prefeitura de São Paulo darão um passo gigante na direção de sua hegemonia. Aí até o projeto de re-reeleição de Lula sairá do papel com rapidez.

Mentiras como essas de Tarso Genro sobre a Lei da Anistia, para enganar a opinião pública, assim como essas pesquisas tecnicamente contestáveis sobre a tendência do eleitorado nem mais precisarão ser utilizadas como expediente. Podemos estar agora na véspera do poder totalitário.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Por favor, me expliquem

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho, 7 de agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Os documentos publicados pela revista “Cambio” esclarecem detalhes da conspiração PT-Farc, mas não são de maneira alguma necessários para prová-la. Ela já estava provada, muito além do que a mente mais cética poderia desejar, nas atas do Foro de São Paulo e nas edições da revista comunista “America Libre”. Se um grupo de políticos se reúne com delinqüentes para traçar uma estratégia em comum com eles para a tomada do poder, isso já constitui, acima de qualquer dúvida razoável, delito de formação de quadrilha.

Elaborar um plano revolucionário junto com quem quer que seja é aceitá-lo, a priori, como futuro parceiro na partilha do aparelho de Estado, com toda a promessa de vantagens comuns que isso implica. Portanto, o sr. Luís Inácio Lula da Silva e outros líderes petistas, conscientes dos crimes hediondos praticados pelas Farc, pelo MIR chileno e organizações congêneres, inclusive contra cidadãos brasileiros, não só se omitiram de denunciar seus autores mesmo quando estes se encontravam no território nacional, e incorreram assim em delito de prevaricação, mas ainda os premiaram antecipadamente, convidando-os para desfrutar com eles os benefícios do poder sobre todo um continente.

Mas essa aliança nunca foi só um plano de futuro: foi uma prática presente, efetiva, ao longo de toda a existência do Foro de São Paulo. Qualquer plano estratégico traçado em comum entre organizações militantes absorve e integra em si, por definição, as várias ações, lícitas e ilícitas, desempenhadas por todas elas em seus respectivos campos de atuação. A articulação engenhosa, ora camuflada, ora ostensiva, da luta política legal com o uso da violência criminosa é uma tradição centenária do movimento comunista. No Foro ela é mais que visível, na medida em que os assassinatos, os seqüestros, o contrabando de armas e o narcotráfico prosseguiram imperturbavelmente ao longo dos dezesseis anos em que o sr. Luís Inácio Lula da Silva presidiu a entidade. Nem uma única vez, ao longo desse tempo, ele deu ali o menor sinal de descontentamento ou inconformidade com esses crimes. Bem ao contrário, aplaudiu e apoiou seus autores ao ponto de condenar como “terrorismo de Estado” as ações antiguerrilha do governo colombiano. Já em plena gestão presidencial do sr. Lula, seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, ao lado do principal intelectual petista, Emir Sader, continuava publicando uma revista de propaganda comunista em associação com as Farc, enquanto seu partido se mobilizava, sistemática e obstinadamente, para proteger e libertar cada agente dessa organização ou do MIR chileno preso no Brasil. Se isso não é formação de quadrilha, por favor me expliquem o que é.

Em 28 de outubro de 2003 já fazia dois anos que o traficante Fernandinho Beira-Mar havia confessado vender armas às Farc em troca de drogas para distribuir no mercado brasileiro (clique aqui). Nessa data, o dr. Emir Sader e o vice-presidente do PT, Valter Pomar, estavam no seminário internacional “Experiencias de Poder Popular en América Latina y el Caribe”, da revista “America Libre”, ao lado de Raul Reyes, aquele mesmo comandante das Farc que havia confessado à Folha de S. Paulo ser o PT o principal contato da quadrilha no Brasil. Confiram em http://www.nodo50.org/americalibre/eventos.htm. Se até agora toda a “grande mídia” continua fazendo de conta que esse encontro jamais aconteceu – embora ele não se realizasse em nenhum cafundó inacessível, e sim em São Paulo –, é justamente porque ele é a prova cabal de que, pelo menos durante o primeiro mandato do sr. Lula, o PT e as Farc continuavam unidos na busca de seus objetivos comuns. E a mentira mais cínica das últimas semanas é aquela de que quaisquer contatos do com as Farc foram motivados por interesse humanitário do partido pela sorte dos reféns mantidos em cativeiro pela quadrilha. Verifiquem as atas do Foro e as de todos os seminários de “America Libre”: nem uma única palavra se disse ali, jamais, em favor desses reféns. Tudo o que se disse foi em favor do socialismo e da tomada do poder continental.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Acabando com as FARC?

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
07 de agosto de 2008

Por Rebecca Santoro (*)

FARCREVISTACAMBIO

RESUMO: Seria uma espécie de programa de anistia, certo? E o que tem acontecido nos países que solucionaram, com anistia aos revolucionários, seus problemas de luta armada contra grupos que pretenderam promover a revolução comunista pela via das armas? Em todos os lugares nos quais isso aconteceu, os 'revolucionários' acabam aparelhando as instituições e a mídia, o que, mais cedo ou mais tarde, provoca uma mudança no discurso de tratamento de seus atos e de suas posições político-ideológicas passados, de forma a que se transformem em heróis dos 'pobres e dos oprimidos', fazendo com que, já pelas vias 'democráticas', cheguem ao poder, e, de lá, comecem a se vingar de seus 'inimigos' e a implantar seus projetos de poder comunistas – todos, é claro, de longuíssimos prazos. Nós já vimos esse filme – estamos dentro dele agora mesmo.

A semana começou com a denúncia da revista colombiana Cambio de novas evidências sobre laços clandestinos entre o governo brasileiro e as Forças Armadas Revolucionárias Comunistas da Colômbia (Farc). Seriam 85 mensagens eletrônicas trocadas por representantes das Farc entre 1999 e 2008. Apreendidos nos computadores de Reyes - o número 2 das Farc, morto pelo Exército da Colômbia, na polêmica operação na fronteira com o Equador. Os arquivos chegaram às mãos do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e ainda foram objeto de uma conversa mantida pelo presidente brasileiro com o da Colômbia, Álvaro Uribe, na última visita que Lula fez a aquele país. Embora nenhuma das mensagens divulgadas até agora seja endereçada a autoridades ou a membros do PT e do governo brasileiros, existem diversas referências comprometedoras aos mesmos.

Novidade nestas 'revelações' só mesmo para aqueles que ainda insistem em se informar apenas através dos veículos de esquerda e dos de comunicação de massa (se é que falar assim não seja redundância) e o fato de que, agora, se possa ligar inúmeras revelações já feitas por sites como o Mídia Sem Máscara, por exemplo, com evidências representadas nos tais e-mails. Aliás, estou lendo o livro de Heitor de Paola – O Eixo do Mal Latino-Americano, recentemente lançado. Quem quiser se alfabetizar na história real do que vem acontecendo na América-Latina, leia – o livro é sensacional!

Voltemos às antigas revelações e às novas evidências.

Em 2005 (em 2005!!!), o jornalista Carlos I.S. Azambuja escrevia um artigo chamado 'A guerrilha na Colômbia' (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4333), no qual citava as ligações das FARC com governos da América Latina, principalmente por sua participação no Foro de São Paulo. Azambuja lembrava uma entrevista de Raul Reyes à Folha de S. Paulo, de 27 de agosto de 2003 (2003!!!), em que o próprio Reyes declarava abertamente que as FARC tinham "contatos, não apenas no Brasil, com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais" e citava nomes: "... o PT e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas..." e ainda os 'intelectuais' "Emir Sader, frei Betto e muitos outros".

Azambuja dizia que "Essas relações, inclusive, com autoridades governamentais, são enormemente facilitadas pelos contatos estabelecidos pelos membros do Departamento Internacional das Farc", formado por militantes que "desde a Argentina até o México, passando pelo Paraguai e Honduras", mantinham "vínculos com membros de grupos de pressão de extrema esquerda e, em muitos lugares, realizam juntamente com o chamado crime organizado, atividades ilícitas como seqüestros, tráfico de drogas e contrabando de armas, além de inserir seus simpatizantes dentro de grupos sociais e de pressão". Este 'Departamento Internacional' tinha "representantes na União Européia, Japão, Austrália, México, Canadá, EUA, Honduras, Costa Rica, Panamá, Cuba, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Chile e Brasil, isso apesar de ser considerada pelos EUA, OEA e União Européia uma organização", revelava o jornalista em seu artigo.

farcx

Entre os e-mails agora revelados pela Câmbio, estão os de Olivério Medina (ou Cura Camilo, e na foto acima ele é o cara com a camisa e boné das FARC ao lado do amigo assassino fardado) para Reyes:

De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'
17 de janeiro de 2007

"Na segunda-feira, dia 15, a "Mona" começou em seu novo emprego e para garanti-la ou impedir que a direita em algum momento a hostilize, a colocaram na Secretaria da Pesca, trabalhando no que chamam aqui de cargo de confiança ligado à Presidência da República".

De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'
14 de abril de 2007

"Devo atuar com cautela para não facultar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido a transferência de "La Mona" e "La Timbica" para a capital do país foi importante. Manterei essa discrição até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro, e a primeira coisa que devo pensar é ir vê-los"

Ora, quando o colunista da Veja, Diogo Mainardi, revelou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pessoalmente, teria pedido a transferência da mulher do terrorista Olivério Medina, Angela Maria Slongo, para Brasília, o Ministério da Pesca informou que Mona apenas mandara um currículo e fora selecionada por critérios profissionais. Então, Mainardi não teve escolha: publicou o documento de pedido transferência oficial e assinado pela ministra. Encoberto por outros escândalos, o assunto ficou na 'geladeira'. E agora, com mais esta prova contundente de que houve uma orquestração, a partir de dentro do Planalto para proteger Medina – o companheiro do Foro de São Paulo, 'embaixador das FARC' no Brasil, o que 'inventará' o governo como resposta?

Segundo o jornal El Tiempo, uma das funções de Medina, no Brasil, seria recrutar pessoas e traficar armas e que a principal fachada das Farc, hoje, seria a Coordinadora Continental Bolivariana (CCB), da qual Olivério integrava o comando, em companhia de Raúl Reyes e de Orlay Jurado Palomino, ou "Hermes", que estaria na Venezuela. O atual esforço da CCB seria tentar instalar-se nos EUA por intermédio de uma ONG e de uma entidade ambientalista.

Ambientalista? Isso mesmo. Recentemente, o site Mídia Sem Máscara publicou a tradução de um artigo de Cliff Kincaid – O Novo Comunismo – que falava sobre o livro Blue Planet in Green Shackles, do presidente da República Tcheca, Václav Klaus, denunciando que o movimento para "salvar" o meio ambiente foi tomado por ideólogos que defendem o controle total do governo sobre as nossas vidas. Klaus diz que o ambientalismo pode ser considerado uma forma de comunismo, de socialismo ou mesmo de fascismo. O resultado? Segundo o autor, será a extinção da liberdade humana. Cliff Kincaid lembra em seu artigo que "Staudenmaier escreveu que 'a incorporação ao movimento Nazista de temas ambientalistas foi um fator crucial para a ascensão deles à popularidade e ao poder estatal'"... "Klaus, por seu lado, escreve que 'a atitude dos ambientalistas em relação à natureza é análoga à abordagem marxista relacionada à economia. O objetivo em ambos os casos é substituir a evolução livre e espontânea do mundo (e da humanidade) pelo suposto planejamento otimizado central ou – utilizando o adjetivo mais elegante atualmente – global, do desenvolvimento mundial'".

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Voltemos novamente às antigas revelações e às novas evidências.

Outro que está comprometido pelos e-mails é o procurador da República Luiz Francisco de Souza, que, durante muito tempo, pertenceu aos quadros do PT, chegando a se candidatar a deputado federal pelo partido, não conseguindo ser, entretanto, eleito. Luiz Francisco é mencionado em um extenso e-mail de Olivério Medina (Cadena Colazzos) a Raúl Reyes, datado do dia 22 de agosto de 2004, relatando o diálogo que Medina havia tido com o procurador, que o aconselhava a como se proteger das investigações policiais: "Ande com uma máquina fotográfica e, quando possível, com um gravador, para o caso de voltar a acontecer de um agente de informação o fotografar e o gravar, tendo o cuidado de não permitir que ele pegue a câmara e o gravador. Que em relação com o sucedido fizemos uma denúncia dirigida a ele, como procurador, para fazê-la chegar ao chefe da Polícia Federal e à Agência Brasileira de Informação".

Que investigações eram essas? Bem, a principal delas era sobre a doação de US$ 5 milhões das Farc para campanhas eleitorais do PT, em 2002, quando faltavam 6 meses para as eleições. Um agente da Abin, infiltrado na reunião, que aconteceu no dia 13 de abril de 2002, numa chácara nos arredores de Brasília, comunicou o fato a Agência Brasileira de Investigações (Abin), num documento datado de 25 de abril de 2002, que foi catalogado com o número 0095/3100 e que recebeu a classificação de "secreto". O arquivo informava que na tal reunião, que durara cerca de 6 horas, havia um grupo de 30 pessoas - todos militantes de esquerda e simpatizantes das Farc - e Olivério Medina, que anunciou a doação dos US$ 5 milhões a candidatos petistas.

Numa CPI instalada já depois das eleições, o ex-general Armando Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, disse que o fato não era verdadeiro e que o documento da Abin havia sido classificado como 'secreto' para que as informações não vazassem e viessem a prejudicar a campanha presidencial de Lula da Silva. Até hoje, não se sabe direito o que teria acontecido nesse episódio. Não deixem de ler a versão, bem oposta, dos agentes que participaram das investigações da Abin AQUI.

A mensagem agora revelada pela Cambio apenas reforçam as já conhecidas relações entre o procurador Luiz Francisco e o ex-padre Olivério Medina. Reportagem da revista Consultor Jurídico, publicada em maio de 2006, mostrou que o procurador interveio, indevidamente, na Justiça, em favor Medina. Atitude arriscada, porque colocava em xeque a autoridade do Supremo Tribunal Federal. O ex-padre era acusado de assassinato na Colômbia. Preso no Brasil, aguardava o julgamento do pedido de extradição. O STF, através dos ministros Carlos Britto e Gilmar Mendes, solicitou que ele fosse alojado no Centro de Internamento e Reeducação do Distrito Federal. Foi então que o procurador Luiz Francisco de Souza, que, aparentemente, nada tinha a ver com o caso, entrou em ação, pedindo à Justiça do Distrito Federal que o colombiano fosse devolvido à Polícia Federal – o que foi providenciado, sem que se desse ciência ao STF, porque o pedido foi encampado pelas autoridades interessadas do Distrito Federal — Ministério Público, Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior. Dois meses depois do episódio, o guerrilheiro colombiano obteve asilo político do governo brasileiro. Nesse período, a mulher de Medina, servidora pública, conseguiu ser transferida para Brasília, onde pode permanecer com o ex-padre, que estava em prisão domiciliar na capital. Hoje, sabe-se que a transferência da mulher de Medina foi conseguida pela atuação direta da ministra Dilma Roussef, como já mencionei acima.

ACTUAR CON CAUTELA
14 de abril de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'

"Devo atuar com cautela para não facultar ao inimigo argumentos que levem a questionar o refúgio. Nesse sentido, ter conseguido a transferência de "La Mona" e "La Timbica" para a capital do país foi importante. Manterei essa discrição até a neutralização. Obtida esta, terei passaporte brasileiro, e a primeira coisa que devo pensar é ir vê-los"

Já está mais do que sabido que uma das principais estratégias dos terroristas é enviar ao exterior representantes que acabam ganhando o status de refugiados políticos. O jornal El Tiempo já forneceu alguns nomes de membros do grupo que atuam em vários países. Entre eles, está o de Francisco Antonio Caderna Collazos – o ex-padre Olivério Medina -: "(...) o contato das Farc, o 'Camilo' — casado com uma professora brasileira e encarregado de trocar cocaína por armas e do recrutamento de simpatizantes —, não pôde ser extraditado para a Colômbia porque goza do status de refugiado desde 2006".

A Abin – de Lacerda de Lula - está analisando o teor dos e-mails das Farc. Como a Folha da São Paulo revelou em julho (portanto, bem antes da Cambio) há mais de 60 brasileiros citados nos 85 e-mails apreendidos nos computadores de Reyes. Neles, além dos nomes acima referidos, também são mencionados assessores do próprio Lula, como Selvino Heck e Gilberto Carvalho, deputados, vereadores, acadêmicos e sindicalistas.

Foi Lula quem encaminhou o caso ao general Armando Félix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, ao qual a Abin está subordinada. Como se sabe, uma análise preliminar havia concluído não haver vínculo direto entre integrantes do governo e membros das Farc. Não me digam...

O mais difícil, entretanto, é driblar as evidências, que acabam sendo noticiadas na imprensa como fatos isolados, mas que cuja interligação com o tema 'governo do Brasil – as Farc' não passa despercebida por analistas mais atentos.

Em 2004, por exemplo, uma ação da Polícia Federal apreendeu, numa lancha acidentada da guerrilha, no município de São Gabriel da Cachoeira (AM), região sob forte influência da guerrilha colombiana, cinco lotes de medicamento usado em tratamento contra leishmaniose - havia 2.768 ampolas de glucantime, substância distribuída exclusivamente pelo Ministério da Saúde e que saíram de Brasília, conforme investigação da PF, obtida em inquérito policial instaurado em novembro de 2004 para apurar o caso.

Como esse, há inúmeros outros fatos espalhados entre as notícias dos mais diversos jornais do continente.

Mas, o principal motivo desse artigo, a despeito da longa introdução que julguei necessário fazer, é tratar de números em relação às Farc e, a partir destes, fazer uma análise de qual teria sido o 'cenário' imaginado pela esquerda em ascensão do continente que acabasse favorecendo a transformação da guerrilha em partido político, sem desperdiçar, entretanto, o 'talento' narcoguerrilheiro-armamentista de parte de seu contingente – que poderá vir a ser útil aos objetivos revolucionários na região.

A Inteligência militar do governo da Colômbia revelou que, quando o presidente Álvaro Uribe chegou ao poder, em 2002, Bogotá estava cercada por várias frentes da Farc e sofria com o crime e o terrorismo. A guerrilha contava então com 19 mil membros, distribuídos em 70 frentes. Hoje, os seqüestros anuais diminuíram de 2.883 para pouco mais de 500; os atentados, de 1.645 para 328; as principais estradas do país já são novamente transitáveis; o Estado retomou o controle do território; o efetivo das Farc estaria em torno de 8 mil guerrilheiros e as frentes não passariam de 45 (a guerrilha, entretanto, insiste em informar que ainda contaria com 17 mil homens e mulheres em armas).

Façam as contas: seriam 8 mil homens a menos. De acordo com as autoridades colombianas, desde 2002, mais de 9.000 integrantes do grupo teriam deixado a guerrilha. Além disso, as informações são de que cerca de 3 mil dos guerrilheiros teriam sido mortos, 1 mil feridos. Somente no ano de 2006, de acordo com declarações do ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, ao jornal "El Pais cerca de 2.500 combatentes haviam deixado a guerrilha. Para onde teriam ido? Teriam sido acolhidos por um programa do governo colombiano que beneficia quem aceita se entregar oferecendo benefícios jurídicos, subsídios e acesso à educação, à saúde e à capacitação profissional.

Seria uma espécie de programa de anistia, certo? E o que tem acontecido nos países que solucionaram, com anistia aos revolucionários, seus problemas de luta armada contra grupos que pretenderam promover a revolução comunista pela via das armas? Em todos os lugares nos quais isso aconteceu, os 'revolucionários' acabam aparelhando as instituições e a mídia, o que, mais cedo ou mais tarde, provoca uma mudança no discurso de tratamento de seus atos e de suas posições político-ideológicas passados, de forma a que se transformem em heróis dos 'pobres e dos oprimidos', fazendo com que, já pelas vias 'democráticas', cheguem ao poder, e, de lá, comecem a se vingar de seus 'inimigos' e a implantar seus projetos de poder comunistas – todos, é claro, de longuíssimos prazos. Nós já vimos esse filme – estamos dentro dele agora mesmo.

Com políticos ligados, senão às próprias Farc, pelo menos a seu perfil ideológico, já plenamente instalados na vida política colombiana, somados à massa 'desertora' do grupo e aos simpatizantes, poderíamos ver nascer daí, 'novas forças políticas' na Colômbia. De perfil de esquerda, é claro, e perfeitamente alinhado ao estabelecido pelo Foro de São Paulo – de Lula, de Fidel (de Raul), de Chavez, de Ortega, de Evo, dos Kirschner, etc. Mais tarde, chegariam ao poder, pelas vias democráticas.

farc3300Paralelamente, as atividades narcogerrilheiras da organização se espalhariam pela América Latina, descentralizando-se, através de 'dissidentes' das Farc (e da ELN) que seriam 'adotados' pelos mais diversos 'movimentos sociais' e poderosas organizações criminosas (máfia chinesa, máfia russa, PCC, CV, Al Qaeda), todas escondidas por trás de grupos criminosos, aparentemente surgidos das práticas de crime comum (assalto, tráfico de drogas, seqüestros, contrabando, etc.). Afinal, quantas já são as denúncias, no caso do Brasil, por exemplo, de ligações das Farc com tantos desses grupos, que, realmente, diga-se de passagem, já adotam, visivelmente, táticas de ação de guerrilha?

Sem querer desmerecer o trabalho honesto de muitos inocentes úteis que, sinceramente, combatem a guerrilha colombiana, e seu terrorismo, querendo a paz e a prosperidade da Colômbia, e da própria América Latina, não se pode desconsiderar esta hipótese na rápida 'eliminação' das Farc.

Com a palavra, os senhores e senhoras estrategistas e especialistas em crime organizado...


VISITE: Imortais Guerreiros - http://www.freewebs.com/imortaisguerreiros/

A VOZ DOS GUERREIROS - http://imortaisguerreirosnossavoz.blogspot.com/
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

O dossiê brasileiro traduzido

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Revista Cambio em 02 de agosto de 2008

Resumo: O MÍDIA SEM MÁSCARA reproduz a tradução da matéria da revista colombiana Cambio, que revela o óbvio para quem acompanha o MSM, e que é sonegado sistematicamente pela mídia brasileira: as ligações da organização criminosa Farc com membros da administração petista.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Capa da revista Cambio: mais uma vergonha para a imprensa brasileira.

O entardecer do sábado de 19 de julho, na fazenda Hatogrande, a casa presidencial ao norte de Bogotá, o presidente colombiano Álvaro Uribe, sorridente e despreocupado, como poucas vezes, não teve dúvidas em oferecer a seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, um copo de aguardente antioqueño para mitigar o frio que perfurava os ossos.

O copo selou a primeira parte da intensa jornada que tinha começado na sexta-feira, dia 18 de julho, e que terminaria no domingo com a celebração do Dia da Independência colombiana. Uma celebração que, como nunca, reuniu artistas do nível de Shakira e a qual participou também o presidente peruano Alan Garcia.

A agenda de Lula e Uribe, ao redor dos acordos bilaterais, foi condimentada com muitos elogios públicos. O presidente Uribe agradeceu a Lula e a seu governo de seis anos pelas relações dinâmicas e de confiança. No entanto, em uma reunião particular que mantiveram com pouquíssimas testemunhas, Uribe fez a Lula um breve resumo sobre uma série de arquivos que as autoridades colombianas encontraram nos computadores de Raúl Reyes que comprometia cidadãos e funcionários de seu governo com as Farc.

Diferente do que aconteceu com a informação relacionada aos servidores públicos do governo de Rafael Correa e cidadãos equatorianos, que o governo tornou pública, no caso do Brasil as instruções do presidente colombiano foram de mantê-las reservadas e manejá-las diplomaticamente para não deteriorar as relações comerciais e de cooperação com o governo de Lula.

O governo colombiano usou de forma seletiva os arquivos do computador pessoal de Raúl Reyes. Enquanto com o Equador e a Venezuela foram usados para colocar em proibição Chávez e Correa, hostis com Uribe, com o Brasil foi manipulado por debaixo da mesa para não comprometer Lula, que se mostrou mais hábil e menos belicoso com a Colômbia que seus outros colegas.

Ainda assim, alguns meios brasileiros tinham informação parcial sobre uns poucos arquivos e, por isso, no dia 27 de julho consultaram o ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, que em uma entrevista do jornal "O Estado de S. Paulo" confirmou que o governo colombiano havia informado Lula sobre o tema.

"Há uma série de informações de conexões que entregamos ao governo brasileiro para que possa atuar como considerar mais apropriado", disse Santos, que se absteve de comentar se havia ou não políticos e funcionários oficiais com relações com o grupo que hoje é encabeçado por Alfonso Cano. Às declarações do ministro, o assessor de política internacional do Brasil, Marco Aurélio Garcia, respondeu de forma imediata e qualificou como irrelevantes os dados fornecidos pela Colômbia.

Cura Camilo – Não se sabe com exatidão e o quão detalhada foi a informação que o presidente colombiano Uribe deu a Lula, mas o que poderia ser chamado de "dossiê brasileiro" teria implicações mais sérias que as derivadas da informação relacionada com Venezuela e Equador.

A revista Cambio teve acesso a 85 mensagens eletrônicas que, entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008, circularam entre Tirofijo, Raúl Reyes, o Mono Jojoy, Oliverio Medina – delegado das Farc no Brasil – e de homens identificados como Hermes e José Luís.

A julgar pelo conteúdo das mensagens, a presença das Farc no Brasil chegou às mais altas esferas do governo Lula, o Partido dos Trabalhadores (PT), a diligência política e a administração de Justiça. Neles, são mencionados cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial do presidente Lula, um vice-ministro, cinco deputados, um conselheiro e um juiz superior.

A personagem central das mensagens eletrônicas é Oliverio Medina, também conhecido como "Cura Camilo", um sacerdote que ingressou nas Farc em 1983 e que teve uma rápida ascensão até tornar-se secretário de Tirofijo. Chegou ao Brasil como delegado especial das Farc em 1997 e esteve na Colômbia durante o processo da zona de Caguán, em que foi chefe de imprensa do grupo.

Por trás da ruptura das conversações em fevereiro de 2002, regressou ao Brasil, onde continuou sua missão, e sua influência chegou até altos níveis da administração Lula, que assumiu o cargo em janeiro de 2003. Mas graças à pressão das autoridades colombianas, foi capturado em agosto de 2005. A Colômbia pediu sua extradição, mas o Supremo Tribunal Federal, de Brasília, não somente a negou, em 22 de março de 2007, como reconheceu Medina como refugiado político.

Até o Curubito – O cárcere não foi obstáculo para que "O Cura Camilo" suspendesse seu trabalho proselitista e propagandista. Prova disso são as numerosas mensagens que ele enviou a Reyes e que mostraram como conseguiu chegar até a cúpula do governo brasileiro.

Quatro das mensagens às que a Revista Cambio teve acesso se referem ao presidente Lula. Em uma delas, de 17 de julho de 2004, Raúl Reyes disse a Trofijo que o governo Lula ajudaria com o acordo humanitário: "Os curas me enviaram uma carta pedindo entrevista com eles do Brasil", escreveu Reyes. Segundo dizem, falaram com Lula e ele assumiu o compromisso de ajudar no acordo humanitário, intercedendo com Uribe para efetuar uma reunião no Brasil.

Na segunda mensagem, do dia 25 de setembro de 2006, Oliverio Medina conta a Reyes: "Não lhe disse que faz alguns dias que Lula chamou o ministro Pablo Vanucchi [ministro da Secretaria Nacional de DD. HH.], indicando-lhe que telefonara para o advogado Ulises Riedel e o felicitara pelo êxito jurídico em sua brilhante defesa a favor de meu refúgio."

No terceiro e-mail, com data de 23 de dezembro de 2006, Medina informa a Reyes que "a Lula e a um de seus assessores que nos ajudaram, enviei o pôster de Aguinaldo." Os funcionários são Silvino Heck, assessor especial do presidente Lula, e Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete, que aparecem mencionados em uma mensagem eletrônica de 23 de fevereiro de 2007, também dirigida a Reyes: "É possível que me visite um assessor de Lula chamado Silvio Heck, que, com Gilberto Carvalho, foi outro que nos ajudou bastante."

Entre os 85 e-mails a que a revista Cambio teve acesso, há um sem data, também enviado por Medina a Reyes, que diz: "Falei com a deputada federal Maria José Maminha. Combinamos que ele vai abrir caminho rumo ao presidente via Marco Aurélio Garcia." Garcia é secretário de assuntos internacionais.

Não menos comprometedoras são aquelas mensagens em que aparecem mencionados alguns ministros. Em uma delas, dirigida a Reyes o dia 4 de junho de 2005 por um tal de José Luis, figura o nome do ministro da Previdência, José Dirceu. "Chegou um jovem de uns 30 anos e se apresentou como Breno Altman (dirigente do PT) e me disse que vinha da parte do ministro da Previdência José Dirceu, que, por motivos de segurança, eles haviam acordado que as relações não passariam pela Secretaria de Relações Internacionais, senão que fizeram diretamente por meio do ministro com a representação de Breno."

Ao final da mensagem, José Luis disse que o governo brasileiro e o PT dariam proteção a Medina enquanto avança o trâmite da extradição: "Perguntei se poderíamos estar tranqüilos, que não iriam seqüestrá-lo ou deportá-lo para a Colômbia e ele me respondeu: ' Podem ficar tranqüilos' ". Em uma mensagem do dia 24 de junho de 2004, Reyes comenta com Media sobre a possível saída de José Dirceu do Gabinete e lhe disse: "Com certeza, esta medida em proveito dos detratores de Lula pode afetar a incipiente abertura das relações que eles têm conosco."

Amorim – As Farc também tentaram chegar ao escritório do Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Em uma mensagem do dia 22 de fevereiro de 2004, José Luis escreve a Reyes: "Por intermédio do legendário líder do PT, Plínio Arruda Sampaio, chegamos a Celso Amorim, atual ministro de Relações Exteriores. Plínio nos mandou falar para Albertao (conselheiro de Guarulhos) que o ministro está disposto a nos receber. Que assim que tiver espaço em sua agenda, nos receberá em Brasília."

O procurador e o juiz – O embaixador das Farc fez tão bem seu trabalho que também conseguiu chegar até o procurador Luis Francisco de Souza, que é mencionado em uma extensa mensagem eletrônica do dia 22 de agosto de 2004, que Medina e José Luis enviaram a Reyes e a Rodrigo Granda: "Ele deu o seguinte conselho: andar com uma máquina fotográfica e, se possível, com um gravador para em caso de voltar a parar um agente de informação, fotografá-lo e gravá-lo, tendo o cuidado de não deixar que ele pegue a câmera e o gravador. Que em relação ao que aconteceu, façamos uma denúncia dirigida a ele como Procurador para fazê-la chegar ao chefe da Polícia Federal e à Agência Brasileira de Informação."

Algumas mensagens foram escritas durante o processo da zona de Caguán e envolvem um prestigiado juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas Brasileiras. Por exemplo, em um e-mail do dia 19 de abril de 2001, Mauricio Malverde informa a Reyes: "O juiz Rui Portanova, amigo nosso, nos falou que quer ir aos acampamentos e receber instrução e conhecer a vida das Farc. Pague a viagem dele." Portanova era, então, juiz superior da Corte Estatal do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre.

Três dias antes, em 16 de abril, Medina relata a Reyes um encontro entre Raimundo, Pedro Enrique e Celso Brand - ao que parecem, laços das Farc no Brasil – com o brigadeiro Iván Frota, ex-chefe da Força Aérea Brasileira. "O homem se interessou e disse que gostaria de ter um encontro pessoal conosco. Disse que está começando a amadurecer a tomada da base de Alcântara pelas forças nacionais para impedir que os Estados Unidos fiquem com os 600 quilômetros quadrados que estão sob seu domínio."

A pequena amostra dos 85 emails a que a Revista Cambio teve acesso revelam a importância do Brasil na agenda exterior das Farc, manejada por Raul Reyes, e não cabe dúvidas de que "O Cura Camilo", para sustentar a estratégia continental da guerrilha, aproveitou a conjuntura criada pela ascensão de poder de Lula e seu influente Partido dos Trabalhadores para chegar até as mais altas esferas do governo.

E, se os e-mails são apenas indícios de um possível compromisso do governo Lula com as Farc, pois nenhum dos funcionários enviou mensagens pessoais a algum dos membros do grupo guerrilheiro, despertam muitas interrogações que exigem uma resposta do governo brasileiro.

Os contatos das Farc – A expansão das Farc na América Latina não somente incluiu funcionários dos governos da Venezuela e Equador, como também comprometeu a destacados dirigentes, políticos e altos membros do Partido dos Trabalhadores, ao qual o presidente Lula pertence. Além disso, o grupo guerrilheiro manteve contatos com procuradores e juízes do Brasil.

A LISTA DOS CITADOS

- José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil

- Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência

- Erika Kokay, deputada

- Gilberto Carvalho, chefe de Gabinete

- Celso Amorim, chanceler

- Marco A. García, assessor para assuntos internacionais

- Perly Cipriano, subsecretário de Promoção DD.HH.

- Paulo Vanucci, ministro da Secretaria de DD.HH.

- Selvino Heck, assessor presidencial

Publicado pelo Diário do Comércio em 01/08/2008 e originalmente pela revista Cambio (versão on line em http://www.cambio.com.co/portadacambio/787/ARTICULO-WEB-NOTA_INTERIOR_CAMBIO-4418592.html).

Para maiores informações, recomenda-se acessar o links

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1097437.htm

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1097438.htm

http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/1097449.htm

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

El 'dossier' brasileño

 

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En el atardecer del sábado 19 de julio, en la hacienda Hatogrande, la casa presidencial al norte de Bogotá, el presidente Álvaro Uribe, sonriente y desparpajado como pocas veces, no dudó en ofrecerle a su homólogo brasileño Luiz Inácio 'Lula' Da Silva, una copa de aguardiente antioqueño para mitigar el frío que calaba los huesos.

La copa selló la primera parte de la intensa jornada que había empezado el viernes 18 y que terminaría al domingo en Leticia con la celebración del Día de la Independencia. Una celebración que, como nunca, congregó a artistas de la talla de Shakira y a la cual concurrió también el presidente peruano Alan García.

La agenda 'Lula' y Uribe, alrededor de acuerdos bilaterales, fue condimentada con mutuos elogios públicos. El presidente Uribe les agradeció a su homólogo brasileño y a su gobierno seis años de relaciones dinámicas y de confianza. Sin embargo, en una reunión privada que sostuvieron ante muy pocos testigos, Uribe le hizo a 'Lula' un breve resumen sobre una serie de archivos que las autoridades colombianas encontraron en los computadores de 'Raúl Reyes' que comprometía a ciudadanos y funcionarios de su gobierno con las Farc.

Contrario a lo que pasó con la información relacionada con servidores públicos del Gobierno de Rafael Correa y ciudadanos ecuatorianos, que el Gobierno hizo pública, en el caso de Brasil las instrucciones del Presidente fueron mantenerlas en reserva y manejarlas diplomáticamente para no deteriorar las relaciones comerciales y de cooperación con el gobierno de 'Lula'.

El Gobierno colombiano ha usado en forma selectiva los archivos del PC de 'Raúl Reyes'. Mientras que con Ecuador y Venezuela fueron utilizados para poner en entredicho a Chávez y a Correa, hostiles con Uribe, con Brasil los ha manejado por debajo de la mesa para no comprometer a Lula Da Silva, quien se ha mostrado más hábil y menos pugnaz con Colombia que sus otros colegas.

Aún así, algunos medios brasileños tenían información parcial sobre unos pocos archivos y por eso el 27 de julio consultaron al ministro de Defensa Juan Manuel Santos, quien en una entrevista al diario O Estado de São Paulo confirmó que el Gobierno colombiano había informado a 'Lula' sobre el tema. "Hay una serie de informaciones de conexiones que entregamos al Gobierno brasileño para que pueda actuar como considere más apropiado", dijo Santos, pero se abstuvo de comentar sobre si había o no políticos y funcionarios oficiales con nexos con el grupo que hoy encabeza 'Alfonso Cano'.

A las declaraciones del Ministro respondió en forma inmediata Marco Aurelio García, asesor de política internacional de Brasil, quien calificó como irrelevantes los datos suministrados por Colombia.

'El Cura Camilo'

No se sabe con exactitud cuánta y qué tan detallada fue la información que el presidente Uribe le dio al presidente 'Lula', pero el que podría llamarse "el dossier brasileño" tendría implicaciones más serias que las derivadas de la información relacionada con Venezuela y Ecuador.

CAMBIO conoció 85 correos electrónicos que, entre febrero de 1999 y febrero de 2008, circularon entre 'Tirofijo', 'Raúl Reyes', 'el Mono Jojoy', 'Oliverio Medina' -delegado de las Farc en Brasil- y dos hombres identificados como 'Hermes' y 'José Luis'.

A juzgar por el contenido de los mensajes, la presencia de las Farc en Brasil llegó hasta las más altas esferas del gobierno de Lula, el Partido de los Trabajadores, PT -el partido del Presidente-, la dirigencia política y la administración de Justicia. En ellos son mencionados cinco ministros, un procurador general, un asesor especial del Presidente, un viceministro, cinco diputados, un concejal y un juez superior.

El personaje central de los correos es 'Oliverio Medina', también conocido como 'El Cura Camilo', un sacerdote que ingresó a las Farc en 1983 y quien en su rápido ascenso llegó a ser secretario de 'Tirofijo'. Llegó a Brasil como delegado especial de las Farc en 1997 y estuvo en Colombia durante el proceso del Caguán, en el que hizo de jefe de prensa del grupo.

Tras la ruptura de las conversaciones en febrero de 2002, regresó a Brasil donde continuó su misión, y su influencia llegó hasta altos niveles de la administración de 'Lula', quien asumió el cargo en enero de 2003. Pero gracias a la presión de las autoridades colombianas, fue capturado en agosto de 2005. Colombia lo pidió en extradición, pero el Tribunal Supremo de Justicia de Brasil no solo la negó el 22 de marzo de 2007, sino que le reconoció a 'Medina' la condición de refugiado político.

Hasta el 'curubito'

La cárcel no fue obstáculo para que 'El cura Camilo' suspendiera su labor proselitista y propagandística. Prueba de ello son los numerosos correos que le envió a 'Reyes' y que muestran cómo logró llegar hasta la cúpula del gobierno brasileño.

Cuatro de los correos conocidos por CAMBIO se refieren al presidente 'Lula'. En uno de ellos, fechado el 17 de julio de 2004, 'Raúl Reyes' le dice a 'Tirofijo' que el gobierno de 'Lula' ayudaría con el acuerdo humanitario: "Los curas me enviaron carta pidiendo entrevista con ellos en Brasil -escribe 'Reyes'-. Según dicen hablaron con 'Lula' y este asumió el compromiso de ayudar en lo del acuerdo humanitario, intercediendo ante Uribe para efectuar la reunión en su país".

En el segundo, fechado el 25 de septiembre de 2006, 'Oliverio Medina' le cuenta a 'Reyes': "No le he dicho que hace algunos días 'Lula' llamó al ministro Pablo Vanucchi (ministro de la Secretaría Nacional de DD.HH.), indicándole que telefoneara al abogado Ulises Riedel y lo felicitara por el éxito jurídico en su brillante defensa a favor de mi refugio".

En el tercero, con fecha 23 de diciembre de 2006, 'Medina' le informa a 'Reyes' que "a 'Lula' y dos de sus asesores que nos han ayudado les mandé el afiche de aguinaldo". Los funcionarios son Silvino Heck, asesor especial del Presidente, y Gilberto Carvalho, jefe de Gabinete, que aparecen mencionados en un correo del 23 de febrero de 2007, también dirigido a 'Reyes': "Es posible que me visite un asesor especial de 'Lula' llamado Silvino Heck, que junto con Gilberto Carvalho ha sido otro que nos ha ayudado bastante".

Entre los 85 correos conocidos por CAMBIO, hay uno sin fecha, también enviado por 'Medina' a 'Reyes', que dice: "Estuve hablando con la diputada federal María José Maninha. Quedamos en que va a abrirme camino rumbo al Presidente vía Marco Aurelio García". García es secretario de Asuntos Internacionales.

No menos comprometedores son aquellos en los que aparecen mencionados algunos ministros. En uno de ellos, dirigido a 'Reyes' el 4 de junio de 2005 por un tal 'José Luis', figura el nombre del ministro de la Presidencia José Dirceo. "Llegó un joven de unos 30 años y se presentó como Breno Altman (dirigente del PT), me dijo que venía de parte del ministro de la Presidencia José Dirceo, que por motivos de seguridad ellos habían acordado que las relaciones no pasaran por la Secretaría de Relaciones Internacionales, sino que se hicieran directamente a través del ministro con la representación de Breno".

Al final del mensaje, 'José Luis' dice que el Gobierno brasileño y el PT le darán protección a 'Medina' mientras avanza el trámite de la extradición: "Le repliqué (sic) si podíamos estar tranquilos, que no lo iban a secuestrar o a deportar a Colombia y me contestó: 'Pueden estar tranquilos' ".

En un correo del 24 de junio de 2004, 'Reyes' le comenta a 'Medina' sobre la posible salida de Dirceo del Gabinete y le dice: "De ser cierto, esta medida en provecho de los detractores de 'Lula' puede afectar la incipiente apertura de las relaciones con nosotros".

Las Farc también intentaron llegar al despacho del ministro de Relaciones Exteriores, Celso Amorín. En un correo del 22 de febrero de 2004, 'José Luis' le escribe a 'Reyes': "Por intermedio del legendario líder del PT Plinio Arruda Sampaio, le llegamos a Celso Amorín, actual ministro de Relaciones Exteriores. Plinio nos mandó a decir con Albertao (concejal de Guarulhos) que el Ministro está dispuesto a recibirnos. Que tan pronto tenga un espacio en su agenda nos recibe en Brasilia".

El Procurador y el Juez

El embajador de las Farc hizo tan bien su oficio que también logró llegar hasta el procurador Luis Francisco De Souza, quien es mencionado en un extenso correo del 22 de agosto de 2004 que 'Medina' y 'José Luis' le enviaron a 'Reyes' y a 'Rodrigo Granda': "Él dio el siguiente consejo: andar con una máquina de fotografía y en lo posible con una grabadora para en caso de volver a parar un agente de información fotografiarlo y grabarlo, teniendo cuidado de no permitirle que agarre la cámara y la grabadora. Que en relación con lo sucedido hagamos una denuncia dirigida a él como Procurador para hacerla llegar al jefe de la Policía Federal y a la Agencia Brasileña de Información".

Algunos correos fueron escritos durante el proceso del Caguán e involucran a un prestigioso juez y a un alto ex oficial de las Fuerzas Armadas brasileñas. Por ejemplo, en uno fechado el 19 de abril de 2001, 'Mauricio Malverde' le informa a 'Reyes': "El juez Rui Portanova amigo nuestro, nos planteó que quiere ir a los campamentos a recibir instrucción y conocer la vida de las Farc. Costea su viaje". Portanova era entonces juez superior de la Corte Estatal de Rio Grande Do Sul, de Portoalegre.

Tres días antes, el 16 de abril, 'Medina' le relata a 'Reyes' un encuentro de Raimundo, Pedro Enrique y Celso Brand -al parecer enlaces de las Farc en Brasil- con el brigadier del Aire Iván Flota, ex jefe de la Fuerza Aérea de Brasil. "El hombre se interesó y dijo que le gustaría tener un encuentro personal con nosotros. Dijo que están comenzando a madurar la toma de la base de Alcántara por las fuerzas nacionalistas para impedir que Estados Unidos se quede con 600 kilómetros cuadrados que están bajo su dominio".

La pequeña muestra de los 85 correos electrónicos conocidos por CAMBIO revelan la importancia de Brasil en la agenda exterior de las Farc, manejada por 'Raúl Reyes', y no cabe duda de que 'El cura Camilo', para apuntalar la estrategia continental de la guerrilla, aprovechó la coyuntura creada por el arribo al poder de 'Lula' y su influyente Partido de los Trabajadores para llegar hasta las más altas esferas del Gobierno.

Y si bien es cierto que los correos son apenas indicios de un posible compromiso del gobierno de 'Lula' con las Farc, pues ninguno de los funcionarios envió mensajes personales a alguno de los miembros del grupo guerrillero, despiertan muchos interrogantes que exigen una respuesta del Gobierno brasileño.

LOS CONTACTOS DE LAS FARC

La expansión de las Farc en América Latina no solo incluyó a funcionarios de los gobiernos de Venezuela y Ecuador, sino que también comprometió a destacados dirigentes, políticos y altos miembros del Partido de los Trabajadores, al que pertenece el presidente Luiz Inácio 'Lula' Da Silva. Además el grupo guerrillero mantuvo contactos con procuradores y jueces de Brasil.

- José Dirceu, ministro de la Presidencia.
- Roberto Amaral, ex ministro de Ciencia.
- Erika Kokay, diputada.
- Gilberto Carvalho, jefe de Gabinete.
- Celso Amorín, canciller.
- Marco A. García, asesor Asuntos Internacionales.
- Perly Cipriano, subsecretario Promoción DD.HH.
- Paulo Vanucci, ministro Secretaría de DD.HH.
- Selvino Heck, asesor presidencial.

SECUESTRO DE NOVARTIS
20 de septiembre de 2001
De: Jorge Briceño 'Mono Jojoy'
A: Secretariado

Edwin, viejo conocido comandante de La Policarpo junto a Julián, se robaron medio millón de dólares por una parte y 700 millones de pesos por otra, del secuestro de Novartis. Se tiraron el negocio que estaba planeado para 10 millones de verdes. Para completar, se armó un lío con México, Suiza y Brasil porque no entregábamos a los tipos. Hablé con representantes de esos países y acordamos que nos daban medio millón de dólares más y nosotros poníamos en libertad a los dos señores. Ordené soltarlos y hasta ahora no han pagado. Si se hacen los pesados pienso asustarlos".

INVITACIÓN AL CAMPAMENTO
12 de junio de 2005
De: 'Raúl Reyes'
A: 'José Luis'

"Al vocero de Brasil hay que invitarlo a que nos visite aquí y explicarle que en función de construir definiciones se hace imprescindible su conversación con el Secretariado. Decirle que tenemos formas seguras de recibirlo en nuestros campamento sin que sea registrado por las autoridades colombianas".

APOYO FINANCIERO
6 de julio de 2005
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'

"Solidaridad recibida durante el primer semestre de 2005: diputado Paulo Tadeu US$ 833,33. Sindicato de la Empresa de Energía de Brasilia US$ 666,66. Corriente Comunista Luis Carlos Prestes US$766,66. Señora Solene Bomtempo US$ 250,00. Concejal Leopoldo Paulino US$ 433,33. Sindicato de la Empresa de Acueducto de Brasilia US$ 33,33".

EXTRADICIÓN DE CAMILO'
17 de septiembre de 2005
De: 'Raúl Reyes'
A: 'Roque'

"Bastante significativa la solidaridad de los partidos comunistas de Brasil y de otros países con la lucha de las Farc en el empeño de impedir la extradición del 'cura' (Francisco Medina, 'Cura Medina'). Existe en Brasil un importante grupo de amigos solidarios con nosotros en los que hay sindicalistas, maestros, congresistas, ministros, abogados y personalidades ocupados de presionar la libertad inmediata de Camilo".

EL EMPLEO
17 de enero de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'

"El lunes 15 inició 'la Mona' su empleo nuevo y para asegurarla o cerrarle el paso a la derecha por si en algún momento les da por molestar, entonces la dejaron en la Secretaría de Pesca desempeñándose en lo que aquí llaman un cargo de confianza ligado a la Presidencia de la República".

GIRA POR BRASIL
15 de febrero de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'

Los responsables de organizar la gira del camarada Carlos Lozano son: Albertao y Pietro Lora en Guarulhos, São Pablo y Río. En Brasilia: Paulo Tadeo, Erica Kokay. Para la actividad de Río se apoyarán en el ex diputado Federal Milton Temer, del Partido Socialismo y Libertad. Y en Florianópolis un diputado estadual que ellos ayudaron y está dispuesto a ayudar".

ENCUENTRO CON MINISTROS
23 de febrero de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'

"La defensora pública le está organizando a 'la Mona' un encuentro con el Ministro, el Viceministro y el principal asesor de la Secretaría de Derechos Humanos vinculada a la Presidencia, en su orden Paulo Vannuchi, Perly Cipriano y Dalma de Abreu Dalasi, que es un prestigioso jurista al que el ministro relator le tiene pavor. El viceministro Perly hablará con el presidente de la Comisión de Derechos Humanos de la Cámara Federal. Serán visitadas entidades importantes que nos apoyaron, comenzando por la Comisión Brasileña de Justicia y Paz".

ACTUAR CON CAUTELA
14 de abril de 2007
De: 'Cura Camilo'
A: 'Raúl Reyes'

"Debo actuar con cautela para no facilitar al enemigo argumentos que lleven a cuestionar el refugio. En ese sentido, el haber conseguido el traslado de 'la Mona' y 'la Timbica' para la capital del país, ha sido importante. Ese bajo perfil lo mantendré hasta la neutralización. Obtenida esta, tendré pasaporte brasileño y lo primero que debo pensar es en irlos a ver".

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".