Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

domingo, 27 de julho de 2008

Estágio final

Do blog MOVCC


Jornal O Globo

A campanha eleitoral no Rio tem permitido que todos compreendam o sentido real de designações como "estado paralelo" ou "zonas de
exclusão". Não se trata tão-somente de conceitos rebuscados, extraídos de textos de cientistas ou analistas políticos sobre desdobramentos da deterioração da segurança pública na região metropolitana carioca - e não só nela.

Não é de hoje a dramática e perigosa realidade da existência de feudos e capitanias em que o Estado não tem mais o monopólio da força, e, por isso mesmo, não consegue impor o cumprimento da lei e garantir o exercício de dispositivos inscritos na Constituição. O agravamento dessa situação, pela inépcia do poder público em fazer valer o estado de direito nessas áreas - outra mazela que não é apenas carioca -, foi retratado numa série de reportagens do GLOBO, há cerca de um ano, sobre como o regime ditatorial continuava - e continua - a vigorar para centenas de milhares de pessoas na região metropolitana. No posto de títere, em vez do militar de ocasião, o traficante e/ou miliciano local. Com o agravante de que, no regime militar, havia leis e tribunais; leis draconianas, mas havia. Já na ditadura do bairro, da favela, a lei é feita e aplicada na hora, pelo títere local, e com as próprias mãos.

Os currais eleitorais controlados por milicianos e quadrilhas do tráfico surgem nesta campanha eleitoral em decorrência do longo processo de degradação na segurança pública e, por conseqüência, nos usos e costumes da vida política. Um dos
últimos estágios nessa metástase social que vivemos é quando a criminalidade, de colarinhos de todas as cores, começa a tomar de assalto as instituições, conquistando representatividade política pela força da coerção - de forma sutil, por mecanismos clientelistas, como os chamados centros sociais, ou pelo manejo das armas.

Os assentos na Câmara de Vereadores e na Assembléia Legislativa dos irmãos donos de milícia na Zona Oeste Jerominho (PMDB) e Natalino (DEM), no momento devidamente encarcerados, atestam o estágio avançado dessa degradação.

O caso da Rocinha, em que o traficante local registra em ata a decisão de destinar a um candidato a vereador os votos do seu curral eleitoral - curral estabelecido numa área dividida entre dois bairros onde há uma das mais altas rendas per capita do país, São Conrado e Gávea -, compõe, com Jerominho e Natalino, um cenário de terror. Nele, o estado de direito democrático será solapado por dentro das próprias instituições - o mesmo projeto bolivariano em curso na Venezuela, na Bolívia e no Equador, e talvez, em breve, no Paraguai. Usam-se, na operação de implosão da democracia, instrumentos da própria democracia. Os rebanhos de eleitores são manipulados para permitir a infiltração nas instituições de representação popular.

Por isso, bandeiras do MST - uma organização radical de esquerda já distante da questão da reforma agrária e mais abertamente voltada à tomada do poder - são desfraldadas na Rocinha. Os militantes enxergam na aliança com o tráfico e a criminalidade em geral um atalho para revogar a "ordem burguesa". Se esse projeto viesse a ser executado, na verdade o que existiria no final seria um narcoestado. Estágio a que certamente não chegaremos. Porém, para esse perigo ser mais rapidamente afastado, o poder público, em todos os níveis, deve despertar de vez para os sérios riscos que a sociedade brasileira - não apenas a carioca e a fluminense - corre.

O governador Sérgio Cabral demonstra ter a necessária vontade política para esse combate, que passa pelo saneamento da polícia fluminense. A tarefa, contudo, por sua dimensão, requer um trabalho coordenado do Palácio Guanabara com municípios e Brasília. Daí a importância de a Polícia Federal de fato entrar na investigação e repressão dos currais eleitorais usados para que a criminalidade amplie sua presença na representatividade política municipal.

O drama que transcorre de forma translúcida na região metropolitana do Rio, e de maneira menos visível em outras, deve levar magistrados da Justiça eleitoral e dirigentes partidários à reflexão. Eles podem e devem servir de barreira a que laranjas de traficantes, milicianos ou de que ramo da criminalidade seja conquistem cargos eletivos, alguns deles blindados por imunidades.

Os currais eleitorais da criminalidade reforçam, ainda, a posição defendida pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense (TRE-RJ), favorável a uma avaliação rígida, como deve ser, da folha corrida dos candidatos. Se valesse a interpretação pessoal do próprio ministro Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jerominho e Natalino, mesmo sem qualquer condenação final, não teriam sido candidatos. Mas Britto é minoritário no TSE.

O Congresso, por sua vez, precisa apressar a revisão da Lei das Inelegibilidades, para acabar de vez com o conflito de entendimentos entre tribunais regionais e o TSE. Impedir que pessoas condenadas em primeira instância por crimes graves ganhem passaporte para a política já será um grande avanço. Mas, antes que isso seja possível, os magistrados devem julgar atentos ao que acontece na Rocinha e em outras "zonas de exclusão".

É impensável que, restaurada a democracia depois de mais de duas décadas de trevas políticas, ela venha a ser ameaçada por traficantes, milicianos e radicais de esquerda, devido à leniência de representantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo. Será um retumbante suicídio institucional.


NA ROCINHA, CHEFE DO TRÁFICO SE ALIOU A RAINHA

Os dois articularam a candidatura de Claudinho a vereador, e o líder do MST faz intercâmbio entre sem-terra e favela – Por Jorge Antonio Barros – O Globo

Réu em processo por porte de arma, um dos líderes do MST, José Rainha Júnior, virou queridinho do tráfico na Favela da Rocinha. O chefe do tráfico na favela, Antônio Bomfim Lopes, o Nem - que a polícia botou para correr esta semana - se encantou com o carisma do líder rural, com quem promoveu uma espécie de pacto político com direito a cartilha eleitoral em favor de um candidato único à Câmara municipal, o Claudinho da Academia. A atual direção do MST diz que Rainha não tem cargo mais no movimento, mas o líder afirma que jamais saiu do MST.

Rainha já admitiu que há dez anos vem participando da luta comunitária na Rocinha. Há informações de que setores do MST articulam uma espécie de "intercâmbio cultural" entre os movimentos rural e popular na favela que funciona como entreposto de drogas da Zona Sul. Segundo fontes da própria comunidade, Rainha levou quadros da "liderança" da favela para conhecer o trabalho de campo que é feito no Pontal de Paranapanema (SP), onde Rainha tem sua base política e esta semana faz uma marcha de sem-terra.

Críticos do MST verão nas ligações entre Rainha e o tráfico uma espécie de versão brasileira das relações entre as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o narcotráfico.

Segundo observadores da favela, José Rainha estaria empenhado em fazer a ligação entre os movimentos de pessoas consideradas socialmente excluídas, no campo e nas cidades. As boas relações entre Rainha e o candidato do tráfico revelam que está em andamento na Rocinha uma combinação perigosa: ideologia marxista e criminosos comuns.

A história já comprovou que isso não dá certo: foi justamente da união entre presos políticos e comuns (os assaltantes condenados pela Lei de Segurança Nacional), na Ilha Grande, que nasceu uma das facções do baixo crime organizado no Rio.


Comentário do Cavaleiro do Templo: será que depois de sair nO Globo o brasileiro começará a abrir os olhos e acordar para a situação do país que lhe serve tão gentilmente mas que está agonizando como nação? Será que precisaremos deixá-los "cubanizar" o país para que o povo que vive de carnaval, futebol e sexo acorde para a vida e entenda que estas três únicas "necessidades vitais" que consegue perceber como "intocáveis" são apenas necessidades animais e que deixarão de ter "encanto" se o país virar uma imensa "fazenda de engenho" do tipo daquelas da novela Escrava Isaura (ou Izaura, sei lá...) do antigo Estado Escravocrata? Não percebem que a desesperança, a falta de perspectiva e o desespero do povo tem relação direta com as políticas que visam impedir deliberadamente TODAS as nossas liberdades? Entendamos uma coisa: o Brasil está MORRENDO enquanto seu povo pensa APENAS em seus próprios desejos "mais baixos" (incluindo o de ganhar dinheiro sem esforço algum).

Relatório da viagem a Porto Rico e Nova Iorque (04 a 11 de Junho de 2007)

Enviado por e-mail pelo Arlindo Montenegro

PARA SEU CONHECIMENTO

DE: ROMÊNIO PEREIRA - SECRETÁRIO NACIONAL DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS
PARA: SECRETARIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS E COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PT.

Estive em Porto Rico e Nova Iorque entre os dias 04 e 11 do mês de junho. Minha tarefa consistiu em representar o Fórum de São Paulo e o PT numa intensa agenda política em solo porto-riquenho e em reunião do Comitê de Descolonização das Nações Unidas. As agendas em Porto Rico serviram para apropriar-me em termos mais exatos do pleito atual dos movimentos sociais e partidos progressistas, da conjuntura - na qual ganha destaque convocação de uma "Assembléia Constituinte de Status" - instrumento este, que pretende mobilizar e definir a situação da nação enquanto Estado. Na ONU, expus em cerca de 10 minutos a posição do FSP sobre e tema em debate: levar a Assembléia geral das Nações Unidas à discussão sobre a soberania porto-riquenha em relação aos EUA (fala na ONU em anexo).

Em Porto Rico estive com membros do governo, com a Associação dos Juristas e líderes comunitários, concedi diversas entrevistas a rádios porto-riquenhas; participei também de entrevista coletiva; o que suponho ser retrato da importância da representação do partido do Presidente Lula.

Sucintamente, defendi a política de soberania e autonomia de Porto Rico, que deve ser consagrada a partir da vontade manifesta da sociedade civil daquele país. Fui perguntado muitas vezes sobre a situação do Haiti; há muita resistência quanto à manutenção das tropas de paz, tema que sugiro ser debatido pela direção do PT.

Estive com o líder político Rafael Cancel Miranda - que foi preso político durante 25 anos nos EUA, com representantes do grupo Las Madres contra la Guerra, com sindicalistas e ativistas sociais.

Invariavelmente perguntado sobre a questão "Haiti". Em tais conversas, prevaleceu o tom de agradecimento pelo envolvimento com a pauta soberania, tema com o qual a esquerda porto-riquenha enfrenta muitíssimas dificuldades; em sua maioria baseadas na intensa incidência do Governo estadudinense.

É importante registrar que, embora haja amplas manifestações favoráveis à soberania de Porto Rico, inclusive nos EUA, importantes parcelas da população são manipuladas por uma política de concessão de vistos e intromissão nos assuntos internos de Porto Rico por parte dos sucessivos governos dos EUA. A ingerência e manipulação da opinião pública porto-riquenha sustentada por interesses econômicos sediados na potência do Norte, deve ser levada ao conhecimento da comunidade internacional o mais breve possível, sobretudo aos nossos aliados do Fórum de São Paulo.

Na reunião do Comitê de Descolonização da ONU, estiveram representantes do Departamento de Estado Estadudinense. Não se manifestaram, mas acompanharam as discussões na íntegra.

Porto Rico hoje é um estado associado aos EUA. Segundo o então Presidente dos EUA, Bill Clinton, "o Porto Rico pertence aos EUA, embora não sejam os porto-riquenhos americanos". Participaram do evento em Nova Iorque cerca de 40 representantes de entidades de todo o mundo, além de diversos representantes do corpo diplomático residente na sede da ONU.

Sem mais,

Romênio Pereira

___________________________________________________________________

Fala do Romênio na ONU

Reunião do Comitê de Descolonização das Nações Unidas - Pela Soberania de Porto Rico e em favor do fim do estatuto colonial em toda Amércia-latina.

Prezados integrantes do Comitê Especial de Descolonização das Nações Unidas, embaixadores, representantes de partidos, representantes de organizações da sociedade civil, representantes de Porto Rico, senhores e senhoras.

Acompanhamos em nosso continente um grande esforço para recuperarmos o tempo perdido. Nos últimos anos, Governos Nacionais, Partidos Políticos e os Movimentos Sociais, estiveram comprometidos com a aceleração do processo de integração entre as nações Latino-americanas. Não resta mais dúvida, vivemos hoje o momento mais oportuno para consolidarmos nossas identidades culturais, políticas e sociais. A motivação para tamanha convicção baseia-se em:

1) na evidente alteração na correlação de forças no continente, expressa na eleição de governos progressistas e de esquerda em quase todos os países da América do Sul e América Central;

2) na vontade resoluta dos governos do continente em superar suas respectivas objeções internas a opção da integração prioritária entre os latino-americanos;

3) a inequívoca negação dos povos latino-americanos às políticas neo-liberais, que hoje guardam forte influência sobretudo nos países menos alinhados com a onda de mudanças políticas ocorridas nos últimos 10 anos.

Segundo o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não haverá verdadeira integração latino-americana sem a unidade dos povos; esta unidade deve ser prioritariamente política e cultural. A integração física e seus desdobramentos econômicos deve ser um postulado mediado com o reconhecimento de nossas diferenças, pois a análise destas, antes de ser um fator desagregador, é, justamente, o que garantirá a superação de desavenças históricas e diferenças econômicas. Nossas semelhanças são superiores as diferenças.

Para este imenso desafio, temos de superar duas dificuldades básicas. A primeira delas é a visão de que qualquer processo de integração do nosso continente deve estar pautado pelo consentimento de nosso poderoso vizinho do Norte. Sustentadas pela matriz econômica de seus respectivos países, as anacrônicas oligarquias latino-americanas estão cada vez mais isoladas, em alguns casos, flertam abertamente com o golpismo. A solução deste problema é, sem dúvida, a defesa da democracia e do direito aos nossos povos de zelar pelo seu próprio futuro. É a soberania nacional que será a fiadora da estabilidade política, da superação das desigualdades sociais e da mudança na organização da produção e distribuição das riquezas entre seus respectivos povos. A segunda dificuldade a ser superada pelos latino-americanos, é a demasiada influência do governo estadudinense nos assuntos internos de nossos países. Se, podemos comemorar a mudança do eixo político do continente, com destaque para as forças progressistas, registra-se que é em muitas das embaixadas estadudinenses que articula-se as reações ao vigoroso processo de mudanças pelo qual passa a América Latina. Não queremos tutela de nenhum país, sobretudo os que ainda dispõe de instrumentos francamente imperialistas para controlar os destinos de nossos povos. Aguardamos ansiosos pelo dia em que teremos nos EUA um governo comprometido com a diminuição das desigualdades sociais no continente, e que não faça de seus interesses econômicos o interesse de todo o continente.
Prezadas Senhoras, prezados senhores, hoje nos reunimos aqui para reivindicar a soberania de um dos mais significativos exemplos do colonialismo moderno; trata-se da estimada pátria Porto-riquenha, que permanece sob controle dos Estados Unidos da América. É por essa razão que trago os cumprimentos do Foro de São Paulo, organização criada em 1990, congregando partidos da esquerda e partidos progressistas da América Latina. Entre os partidos membros, destaco o Partido dos Trabalhadores (Brasil), Partido Comunista de Cuba, Partido da Revolução Democrática do México, Frente Farabundo Marti de El Salvador, Frente Sandinista de Libertação Nacional da Nicarágua, Partido Socialista Unificado da Venezuela, Movimento ao Socialismo da Bolívia, Frente Amplio do Uruguai, entre muitos outros.

Os dois últimos grandes processos de descolonização, do sudeste asiático e do continente africano, foram permeados por guerras intermináveis e grande sofrimento da população nativa. A vitória dos povos em luta por sua soberania deveria ter servido de alerta para que novos processos de descolonização fossem pautados pela diplomacia e pela mediação política destes conflitos. Ocorre que, no entanto, diversas nações permanecem na condição de colônias que pouco ou nada tem a ver com as respectivas metrópoles. Há de chegar o dia em que isso será parte do passado; mas até lá, marchamos pela resistência. Esta sessão é prova de que nossos esforços não cessarão na defesa da autonomia irrestrita do povo Porto-riquenho em alcançar sua total soberania.

Invocamos o direito desta nação em organizar sua Assembléia Constituinte de Status, forma pela qual pretende deliberar, livre das pressões estadudinense e dos interesses econômicos sediados na metrópole do Norte, sobre seu futuro enquanto nação. Nosso apoio à luta pela independência de Porto Rico se estende, portanto, a luta pelo fim do estatuto colonial em outras regiões de nosso continente.

Nossos votos, mais uma vez, em nome do FORO de São Paulo e do Partido dos Trabalhadores, são de solidariedade e apoio à causa do povo de Porto Rico, e compreende também a defesa da libertação dos presos políticos porto-riquenhos encarcerados nos Estados Unidos. Estes são presos políticos que honram seu país e, que de nossa parte, tem nossa solidariedade assim como os cinco cidadãos cubanos que permanecem detidos nos EUA a despeito dos apelos internacionais. Sem falar no famigerado campo de concentração de Guantánamo, situação digna de repúdio de toda a comunidade internacional. A causa destes presos políticos, ao nosso juízo, é a causa dos que lutam verdadeiramente em defesa da democracia e pela autodeterminação dos povos na América-latina.
Por todos estes motivos, o Partido dos Trabalhadores e o Foro de São Paulo apresentam, ao Comitê Especial de Descolonização das Nações Unidas, o pleito de que este caso seja levado à apreciação da
Assembléia Geral da ONU.

Obrigado pela atenção dispensada às minhas palavras.
Romênio Pereira
Secretário de Assuntos Institucionais
Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores
Brasil

Decapitados e decapitadores

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
Por Olavo de Carvalho, 22 de julho de 2008

Num seriado da TV estatal britânica BBC, uma organização cristã “de extrema-direita”, com nome sutilmente racista (White Wings, “Asas Brancas”), decapita um inocente muçulmano “politicamente moderado”, sob o pretexto – oh, quão paranóico! – de que a tradição cristã do Reino Unido está sob ameaça.

Não sei precisamente a quantidade de cabeças cristãs que têm rolado no mundo islâmico nos últimos anos – várias dúzias, até onde acompanhei o noticiário –, mas sei o número exato de muçulmanos decapitados pelos cristãos, fundamentalistas ou não, no Ocidente ou no Oriente: zero.

Quando uma TV estatal decide chamar os decapitados de decapitadores, atribuir a eles o fanatismo sangrento daqueles que os matam e ainda acusá-los de paranóicos quando se sentem ameaçados, uma coisa é clara: o proprietário dessa TV está em guerra contra a religião dessas pessoas e, na ânsia de extingui-la, não se vexa de recorrer à calúnia deliberada e cínica. Quando esse próprietário é o governo de uma das nações mais poderosas do mundo, o risco que a comunidade visada está exposto não é nada pequeno. É pelo menos tão grande quanto a imaginária “White Wings” diz que é.

Semanas antes, quase ao mesmo tempo que o governo britânico legalizava a poligamia e autoridades judiciais proclamavam que a implantação da lei islâmica no Reino Unido era apenas uma questão de tempo, a BBC havia proibido seus redatores de usar o termo “ditador” para referir-se ao falecido Saddam Hussein, aquela gentil criatura que consolidou seu poder presidencial matando os deputados de oposição e depois espalhou cemitérios clandestinos por todo o Iraque, preenchendo as valas comuns com centenas de milhares de rebeldes e indesejáveis em geral.

Simultaneamente, uma pesquisa do American Textbook Council (v. www.worldnetdaily.com/index.php?pageId=63872) mostrou que os livros de História distribuídos na rede de escolas públicas dos EUA são francamente pró-islâmicos, enquanto toda expressão pró-cristã é ali cada vez mais desestimulada e reprimida sob todas as formas, incluindo expulsão, prisão e estágios obrigatórios de “reeducação da sensitividade”.

Também quase ao mesmo tempo, a Suprema Corte dos EUA concede aos terroristas islâmicos presos em território estrangeiros os mesmos direitos dos cidadãos americanos, enquanto a grande mídia e os megabilionários globalistas conjugam esforços para eleger presidente dos EUA um muçulmano (relativamente) enrustido.

Mas, é claro, só um fanático militante da “White Wings” veria em tudo isso uma convergência entre os três grandes projetos de dominação mundial – o metacapitalista, o comunista e o islâmico – num esforço comum de realizar a velha meta do filósofo marxista Georg Lukács: destruir a civilização judaico-cristã.

“Judaico-cristã” não é só um modo de dizer. A guerra não é só contra os cristãos: a BBC tanto demonizou Israel que o governo de Tel-Aviv decidiu vetar a entrada de representantes dessa emissora nas entrevistas coletivas oficiais. Claro: de que adianta contar tudo a repórteres que depois escrevem o contrário? De que adianta mostrar-lhes dezenas de bombas lançadas diariamente contra Israel se depois eles vão pintar toda e qualquer reação israelense, mesmo desproporcionalmente modesta, como se fosse uma iniciativa isolada, sem motivo, inspirada pela pura brutalidade?

sábado, 26 de julho de 2008

Vaticínio em marcha?

Por Carlos Alberto Brilhante Ustra - Cel Ref

A seguir, transcrevo uma matéria publicada no jornal "Ombro a Ombro" que assim como os seu fundador , Cel Pedro Shirmer, já não existe mais. É a respeito de um grupo de oficiais que eu, orgulhosamente, integrava. Quando os fatos, a seguir narrados, se passaram, eu já estava no Uruguai , como Adido do Exército. Ontem dia 20/07/2008; o mesmo Coronel de Engenharia me visitou e durante a nossa conversa me afirmou que tudo se passou como está abaixo transcrito.

"Havia nos anos 80, em Brasília, um grupo de oficiais que se reunia no saguão do Quartel-General do Exército, no intervalo entre o almoço e o início do expediente da tarde. Eram todos coronéis antigos no posto: Coronéis modernos eram aceitos no grupo desde que se limitassem a ouvir.

Se ousasem opinar, tinham como resposta um silêncio nada cerimonioso - sinal de que não estavam agradando.

O local era conhecido como "boca maldita", razão pela qual muitos havia que passavam ao largo, por receio de se comprometerem. Falava-se de tudo, com destaque para a "marreta".

Corria o ano de 1984. A Revolução de 31 de Março dera "luz verde" à "abertura", não obstante os bolsões de resistência à entrega do Governo aos políticos.

Eleito Tancredo Neves, pelo Congresso, os frequentadores da "boca maldita" especulavam sobre a sua investidura na Presidência da República. Toma posse? Não toma posse? Foi aí que um Coronel de Engenharia se manisfestou: Tancredo não toma posse! Mas como? Um retrocesso na "abertura"? Revolução dentro da Revolução?.

Passavam-se os dias e sempre que o assunto vinha à baila, o Coronel sustentava, com vigor, a convicção de que Tancredo Neves não tomaria posse. Olhares interrogativos de esguelha pairavam no ar. Sorrisos contidos e nem todos contidos...

Após o almoço de 14 de março de 1985, véspera do dia marcado para a posse, o grupo está formado quando surge o Coronel de Engenharia. De imediato, espocam interrogações e afirmações jocosas: é amanhã, companheiro...
E o de Engenharia, tranquilamente, falou: amanhã é amanhã, hoje ainda é dia 14! Risos, olhares.

E eis que naquela noite, Tancredo Neves baixa ao hospital e não toma posse!
Em reunião a seguir, o tom de gozação cedeu lugar à curiosidade, daí perguntas como: baseado em que, as suas afirmações? E responde o de Engenharia: - quem me disse foi meu guia espiritual, que nunca falhou!

Ante a resposta, seguiu-se um pedido do grupo: volte ao seu guia, pergunte-lhe o que vai acontecer depois e nos conte.

Passados alguns dias, retorna o de Engenharia e diz: - Meu guia falou que tudo se arranjará: Haverá um período de democracia plena, que não se pode dizer a duração porque a unidade de tempo no plano espiritual não coincide com o calendário terreno: depois, virá um período de trevas com uma ditadura braba jamais vista no Brasil... "

Durante a luta armada, nas décadas de 60 e 70, todas as organizações terroristas tinham como objetivo principal a formação de um "Exército de Libertação Nacional" . Segundo elas só com a formação desse exército seria possível tomar o poder no Brasil.

Nunca conseguiram atingir esse intento. Foram sempre combatidas pelos órgãos de repressão.
Hoje, esse exército já existe, como podemos ver pelo que abaixo está descrito. Ele é apoiado e mantido com dinheiro público, com a ajuda do governo federal, de governos estaduais, de prefeituras municipais, com uma grande parte da Igreja Católica e até de ONGs com sede no exterior.

Saqueiam, roubam, causam prejuizos aos proprietários das terras invadidas e nada lhes acontece. Ninguém é punido, ninguém é preso. São intocáveis.

Estão prontos para o combate, devidamente instruídos e enquadrados.

Querem Stédilie para presidente. Querem a revolução socialista .

No mundo inteiro sempre que militantes dessa ideologia assumem o poder, o extermínio dos dissidentes é de milhares ou talvez de millhões de pessoas.Os primeiros s serem fuzilados são os oficiais do Exército , como aconteceu na Polônia e em Cuba.O tempo que permanecem no poder é de muitos anos.

Da maneira como as coisas estão andando: com a amoralidade imperando; com a corrupção cada vez maior em todos os escalões; com o crime organizado dominando as principais cidades; com ministros interpretando leis de acordo com a sua ideologia; com juristas afirmando que as cláusulas pétreas da nossa Constituição não tão pétreas e que o direito adquirido é muito relativo; com o povo desesperado com a falta de segurança; com as Forças Armadas achincalhadas, sucateadas, sem munição, sem comida e sem recursos para sobreviverem; creio que a ditadura sangrenta, jamais vista no Brasil, prevista pelo guia espiritual do meu amigo Coronel de Engenharia, acontecerá quando o MST, pela luta armada, assumir o governo deste país.


Veja estas manchetes de jornais:

* MST: 2 milhões de militantes e 1.800 escolas
* 200.000 crianças no Brasil aprendem no Livro Vermelho de Mao
* País terá graduação para assentados
* Graduação na USP só para aluno assentado
* MST forma professores e prega luta
* Projeto (para professores da roça) é inspirado em graduação para sem-terra.

Não é assustador?

* Estão matriculados 160.000 sem-terrinhas nas 1800 escolas públicas dos assentamentos e acampamentos. São reconhecidas pelo MEC e mantidas, evidentemente, com recursos que vêm do Governo.

* Existem cursos exclusivos em cerca de 20 universidades para formação de sem-terra, por convênio. Esses cursos são, na maioria, pagos pelo Incra. Para se candidatar ao curso é preciso ser assentado, filho de assentado, não ter formação superior e trabalhar como educador em escolas.


* Uma universidade própria, a Florestan Fernandes. Inaugurada em janeiro de 2005, em novembro do mesmo ano formava 60 alunos em cursos de especialização, com a presença do secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci. Bem destacada no centro de cada diploma estava a frase: “Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres. Não se deixe cooptar. Não se deixe esmagar. Lutar sempre”


* Existe ainda um projeto de uma escola sul-americana de agroecologia, cujo protocolo de intenção para sua implantação no Estado do Paraná foi assinado pelos governo do Brasil, Venezuela, Paraná e pela Via Campesina.


* Acaba de ser noticiado que, pela primeira vez no País, teremos estudantes saindo de universidades com o diploma de professor rural. O Ministério da Educação fechou convênio com cinco universidades para a formação desses cursos. Segundo o MEC, esses cursos são inspirados nos Cursos de graduação para os sem-terra. Há três anos existem esses cursos na UFMG – Universidade Federal de Minas Gerias. Na aula inaugural de 2005, discursou Armando Vieira, líder do MST em Minas. Sabem o que pregou? “As Universidades são latifúndio, e nossa presença aqui é uma ocupação”! Como se vê é pura luta de classes e subversão. Agora imaginem a doutrinação que será feita quando formarem os professores para as 96 mil escolas rurais, freqüentadas por 6 milhões de aluno.


Por que essa exclusividade?

A Revista Época, em reportagem que ficou famosa, escreveu:

“Há 20 anos eles eram crianças colocadas pelos pais na linha de frente das invasões, para constranger a polícia e suas baionetas. Hoje eles são o comando de ocupações, marchas e saques pelo Brasil afora. A nova geração do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a primeira nascida nos acampamentos e formada nas escolas da organização, chegou ao poder.”

Eis o que pregam alguns desses alunos:

● “Quando boa parte do povo estiver pronta para pegar na enxada, a gente faz uma revolução socialista no Brasil”.

● “Meus pais só queriam um pedaço de terra. Agora queremos mudar a sociedade, mesmo que não seja pela via institucional”.

●” A gente precisa ir para a luta, acampar e viver o desconforto para destruir o capitalista que vive dentro de nós”.

●“Quando 169 milhões de pessoas no País quiserem o socialismo, não vai ter jeito. Nem que seja pela força”.

● “Queremos a socialização dos meios de produção. Vamos adaptar as experiências cubana e soviética ao Brasil”.

Eles querem a revolução! E pela educação vão formar revolucionários para incendiar o campo...

Essa é das piores e mais perigosas espadas que estão sobre a cabeça do produtor rural.

Acompanhe conosco essa ação. Denuncie, esclareça seus amigos.

http://www.paznocampo.org.br:80/

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Do PAPÉIS AVULSOS, novo portal do HEITOR DE PAOLA
Heitor De Paola, MSM, em 03 de agosto de 2007



Tenho recebido insistentes chamados para comparecer a uma manifestação, Cansei!, cuja meta seria “retomar o Brasil apossado por uma quadrilha que o está levando ao caos”.

O que pretendem os tais cansados?

Vejamos. A iniciativa dos atos Cansei! em todo o Brasil foi da OAB-SP, uma entidade que prima pelo corporativismo, pelo apoio a todas as ações esquerdistas pelo país afora, pela defesa dos “direitos humanos” - dos bandidos, bem entendido, pois eles são os “excluídos” e as vítimas são burgueses que merecem ser roubados sem chiar (com exceção de seus familiares, of course) - pela intromissão em todas as áreas da República, enfim, parte importante da “sociedade civil organizada” de que o PT, o PSDB e todos os partidos de esquerda dependem. Só por aí já ponho minhas barbas de molho.

O presidente da dita OAB em entrevista à CBN, na noite do último dia 31, simultaneamente com o Presidente da CUT, disse que a sociedade não deveria se preocupar, pois era “um movimento apolítico, sem qualquer pretensão política, sem cobrar nada de ninguém”, apenas para que todos possam juntos, naquele minuto de silêncio, se concentrar nessa confusão toda e pedir por um país melhor. Ora, é o que o PT promete: um mundo melhor é possível! O Presidente da ONG Farol da Democracia Representativa, Jorge Roberto Pereira, pergunta: “Pedir para quem? Já que não tem qualquer pretensão, para que fazer?”.

Noutra entrevista dia 2, no programa de Boris Casoy, o mesmo senhor da OAB disse que o movimento não é contra o governo, e reiterou que se trata de um movimento apolítico, deve ser proativo, com sugestões ao governo. E atenção, o melhor está por vir: declarou que está em contato permanente com o Ministro da justiça Tarso Genro e com o Presidente Lula.

Bolas, que raio de oposição é esta que realiza atos públicos em íntimo contato com o Ministro da Justiça e o Presidente da República? Está certíssimo Jorge Roberto, pois como “retomar o Brasil apossado por uma quadrilha que o está levando ao caos” de forma apolítica e em contato estreito com os chefes do que eles chamam de quadrilha? Ora, o governo é política pura e nada mais, e o é por dever de ofício. Lá se encontram políticos eleitos pela sociedade e não pessoas “cívicas”. Como, então, se pode ser contra o governo sem ser politicamente? Não dá para entender! São amadores que pretendem tomar as ruas? O protesto silencioso, comenta outro correspondente, “...de tão ingênuo, chega às raias da tolice. Ou seja, qualquer ex-militante comunista conhecedor das mínimas técnicas de agitação e propaganda sabe que fazer silêncio em manifestações é não manifestar coisa alguma. Carreata, passeata, buzinaço, apitaço, panelaço, carro de som, etc., são as técnicas mais eficientes de se chamar a atenção para uma causa; qualquer que seja ela”.

E os profissionais das ruas, a CUT, já programou a sua manifestação, o “Cansamos”, para ocorrer na mesma ocasião. Diz na mesma entrevista (a primeira citada), o Presidente desta entidade, que “já estava na agenda dos trabalhadores, há muito tempo, e vai apresentar os pontos que provocam esse cansaço em toda a classe: o excesso de horas de trabalho, o excesso de dias trabalhados por semana, taxas de juros altas, etc. A coincidência de datas foi somente um acidente, não é um contraponto”.

Mais uma vez está com razão Jorge Roberto ao dizer que “o Presidente da CUT está certo. Não se trata de contraponto nenhum. É intimidação mesmo, demonstração de força e de capacidade de mobilização e de militância. Melhor demonstrada ainda se resolverem fazer um ‘panelaço’, ao invés de ‘um minuto de silêncio’”, e eu acrescento: no exato minuto do silêncio dos inocentes! Que de silêncio se tornaria em algazarra, ridicularizando completamente o movimento dos amadores cansados. Hannibal, the Canibal deve estar vibrando em sua cela: Jodie Foster caiu na esparrela!

Mais profissional ainda, “Nosso Guia” afirmou em Cuiabá que as vaias não o intimidam, e não vão afastá-lo das ruas e trancá-lo em seu gabinete no Palácio do Planalto. Ele chamou para o desafio os brasileiros que o têm vaiado. “Se quiserem brincar com a democracia, ninguém sabe nesse País colocar mais gente na rua do que eu”! E continuou dando seu recado: “Os que estão vaiando são os que mais deveriam estar aplaudindo. Foram os que ganharam muito dinheiro nesse País no meu governo. É só ver quanto ganharam os banqueiros os empresários”. E completou em outra entrevista: “Gente que ficou contente com os 23 anos (foram 21, Excelência) de regime militar e está incomodada com a democracia, porque a democracia pressupõe o pobre ter direitos” (...) “querem reviver 64, com as 'Marchas da Família com Deus pela Liberdade', são saudosos da ditadura, mas que não brinquem com a democracia porque o vem depois é muito pior”.

É claro que Lula exagerou na dose; a maioria sequer sabe realmente o que foram os anos de regime militar a não ser o que ele e seus companheiros permitem que se saiba: sua própria “história oficial” dos “anos de chumbo” que há alguns anos ele confidenciava que foram anos de pleno emprego e que Médici seria eleito se houvesse eleições. Mas, certamente são pessoas que adoram uma universidade estatal para seus filhos - para sobrar dinheiro para viajar à Europa, que ninguém é de ferro - apóiam a Petrossauro, Furnas e demais estatais (visando empregos milionários). Aposto que se alguém pegasse um microfone defendendo o liberalismo, a desestatização total da economia, o fim da universidade gratuita e das mamatas, seria mais vaiado ainda do que o Lula.

Mas esta observação do Presidente não foi ao acaso. É mais uma intimidação: cuidado, eu não sou o Jango, eu tenho apoio popular, as Forças Armadas estão neutralizadas e quem leva esta parada sou eu e o PT. E leva mesmo. Ele sabe muito bem, que as marchas de 64 tinham conteúdo político e mais: ideológico! Havia no mínimo quatro Governadores de estados importantes na oposição de verdade - Lacerda, na Guanabara; Adhemar de Barros em São Paulo; Magalhães Pinto, em Minas; Meneghetti, nos Pampas. As Forças Armadas estavam articuladas e eram ideologicamente preparadas para enfrentar a guerra revolucionária, assim como a Igreja Católica. E foi então que as esquerdas aprenderam a ler Gramsci: primeiro a hegemonia, a tomada do aparelho do Estado e a modificação do senso comum, só depois a tomada do poder. E aprenderam tão bem que todos os “intelectuais” e a maioria do povo hoje só sabe raciocinar - se é que isto é raciocínio - dentro do lixo marxista-leninista que nos impingiram durante 40 anos.

O que temos hoje? Oposição no Brasil? Faz-me rir! Esses movimentos, sem organização e coragem de desmascarar com todas as palavras o processo inteiro, com conteúdo político e ideológico, com todos os nomes e definições, não vão levar a nada. Pior, corre o risco de servir de pretexto para que dêem o golpe alegando “ameaça de golpe” e acabem com os últimos resquícios de liberdade no país. E, realmente, o que pretendem com isso? Na hipótese remota de que consigam derrubar o Lula, quem entra no lugar dele? O aparelho do Estado está tomado e ainda que isso acontecesse os remanescentes dentro da máquina ainda teriam condições de fazer o que bem entendessem. Outro correspondente lembra que em Cuba, desde a tomada do poder por Fidel, estão proscritos todos os movimentos políticos, mas manifestações “cívicas” e “apolíticas” como esta - certamente em contato diário dos organizadores com Fidel - são permitidas e até encorajadas para mostrar ao mundo como lá existe liberdade.

Com esta oposição inconseqüente e sentimentalóide estamos fritos e mal pagos e o MAG ainda vai fazer aquele gesto gentil mais vezes: a ingenuidade deste povo é tudo o que eles queriam.

JUSTIÇA CONDENA LÍDERES DO MST A PAGAR R$ 5,2 MI À VALE

Do blog MOVCC
O juiz Carlos Henrique Borlido Haddad, da Justiça Federal de Marabá, no sul do Pará, condenou Luis Salomé de França, Eurival Carvalho Martins e Raimundo Benigno Moreira, líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região a pagar R$ 5,2 milhões à empresa Vale.

O montante deve ser pago dentro de quinze dias pelo descumprimento de decisão da própria Justiça, que proibiu a interdição da ferrovia de Carajás, ocorrida em abril passado. Na sentença, Haddad afirma que os dirigentes do MST "lideraram diversas pessoas na invasão da estrada de ferro e, por essa razão, devem responder pela totalidade dos danos causados, como também arcar com a multa imposta caso a turbação (perturbação na posse, mas sem suprimi-la por completo) ocorresse".

Durante a invasão, os dormentes da ferrovia foram incendiados, cabos de fibra ótica e de energia cortados e trilhos levantados.

O MST havia fechado a ferrovia por duas vezes no decorrer de 2007, impedindo o transporte de minério de ferro do Pará até o porto de Itaqui, no Maranhão. Em fevereiro, a Vale ingressou com ação de interdito proibitório, obtendo liminar. O mérito foi julgado agora com a condenação dos três dirigentes do movimento.

O MST protestou contra a condenação de seus diretores no Pará, anunciando que eles já estão preparando o recurso para evitar o pagamento dos R$ 5,2 milhões. Para o movimento, a sentença do representa a "criminalização" dos movimentos sociais que lutam "contra as injustiças no campo e por um Brasil melhor".

Por Carlos Mendes - Em Belém - Agência do Estado

Meias-verdades, mentiras e dezinformatsya: a quem interessa?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Graça Salgueiro em 24 de julho de 2008


Resumo: No Brasil o terrorismo colombiano nunca foi tratado pela mídia com a seriedade devida, e nas pautas dos jornais o tema FARC esgotou-se com a libertação dos 15 reféns, no último 2 de julho. Este tema, entretanto, está longe de acabar e não se resume apenas às FARC.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Escrevo este artigo no dia 20 de julho, data em que a Colômbia comemora sua Independência e que em todo o país ocorreram manifestações pedindo o fim dos seqüestros e dos atos terroristas. A França, que resolveu tomar para si uma vitória que não lhe pertence pois é genuinamente colombiana, também realizou uma manifestação tendo à frente a recém-libertada Ingrid Betancourt, acompanhada de sua intrigante e odiosa mãe Yolanda Pulecio, seus filhos e cantores populares.

Aqui no Brasil o terrorismo colombiano nunca foi tratado pela mídia com a seriedade devida, e nas pautas dos jornais o tema FARC esgotou-se com a libertação dos 15 reféns, no último 2 de julho, como se isto encerrasse o assunto de uma guerra que já ultrapassa quatro décadas. Este tema, entretanto, está longe de acabar e não se resume apenas às FARC. Diariamente encontro informes nos sites do Ministério da Defesa e do Comando das Forças Militares colombianas sobre baixas, capturas, deserções e desmobilizações voluntárias de guerrilheiros das FARC, ELN e bandos menores, além da desarticulação de bombas, minas anti-pessoa, apreensão de armamentos, material bélico e de comunicação, laboratórios de processamento de pasta base de coca e toneladas desta droga destruídos ou confiscados pelas Forças Militares, mais de 2.400 crianças libertadas das fileiras guerrilheiras. É um trabalho incessante, abnegado, silencioso.

Entre 2000 e 2007 o ELN seqüestrou 3.293 pessoas e mantém ainda em cativeiro 240. A maioria de suas vítimas são pequenos produtores cujo fim é essencialmente a extorsão pela cobrança de resgate. O presidente Uribe tem sido duro com relação a este bando e as Forças Militares têm agido com rigor em sua perseguição. No dia 15 pp., foi abatido em combate o segundo cabeça e chefe de finanças da frente “Heróis e Mártires de Anori”, condinome “Samir”, que era responsável pela cobrança do imposto” aos produtores e pela comercialização da pasta base de coca. Essas notícias, entretanto, não saem nos nossos jornais. E ainda há quem alardeie que a nossa imprensa é vigilante e presta relevantes informações com o jornalismo investigativo...

Durante o período em que Ingrid Betancourt esteve refém das FARC iniciou-se uma campanha mundial pela sua libertação como se ela fosse um “ícone do martírio”, mas muito dessa história foi fabricada para pressionar Uribe e para desmerecer o Governo e a excelência do trabalho da Inteligência e Forças Armadas colombianas. Quando ocorreu o seqüestro, em fevereiro de 2002, esta senhora, então candidata à presidência da Colômbia por um partido “ecologista”, tinha míseros 2% de intenção de votos e seria apenas mais um número nas estatísticas macabras do narco-terrorismo não fossem os bons ofícios de Dominique de Villepin, então chanceler da França. Em julho de 2003 Villepin, que fora amante das irmãs Ingrid e Astrid na época em que estudaram na França, armou uma desastrosa operação de resgate que foi abortada quando o avião teve que aterrisar em Manaus e descobriu-se que não carregava remédios e médicos mas militares. Posteriormente, em 2005, um emissário francês reuniu-se cinco vezes com as FARC nas selvas da Colômbia sem informar ao governo colombiano, causando muito desconforto na diplomacia dos dois países.

Com todo este interesse da França pela libertação de Ingrid, as FARC perceberam que ela tornara-se “a jóia da coroa” e que daí poderiam extrair grandes lucros. Ao mesmo tempo, discretamente foi-se construindo o “mito Ingrid” e colaboradores dos terroristas, como Chávez e Piedad Córdoba – e posteriormente os outros membros do Foro de São Paulo do qual as FARC são membros -, uniram-se às pressões, não para que as FARC a libertassem sem condições, mas para que Uribe cedesse às chantagens de desmilitarizar os estados de Pradera e Florida.

Inteligentemente Uribe não cedeu nem deu trégua aos combates, até que em meados do ano passado o presidente Sarkozy, a pedido de Villepin, resolveu também participar da farsa. Pediu ao presidente Uribe que libertasse unilateralmente Rodrigo Granda (membro do Secretariado das FARC) como prova de boa-vontade no processo de paz da Colômbia. Em troca as FARC não libertaram nenhum refém, tampouco pararam com o terror. O policial John Frank Pinchao, que conseguiu fugir do cativeiro, informou as condições sub-humanas em que vivem os seqüestrados fazendo um relato comovente, inclusive citando o uso de correntes nos presos para que não fugissem, apresentando a sua própria.

Em dezembro as FARC liberaram imagens e fotos de uma Ingrid debilitada e a partir desta foto “construiu-se” a história de que ela padecia de Hepatite B, Leishmaniosis e que “poderia morrer” caso não fosse libertada com urgência. A segunda parte do plano elaborado pelas FARC, Chávez e apoiado pelos filhos de Ingrid e dona Pulecio, era destruir a imagem de Uribe rotulando-o de “desumano” por não ceder aos apelos “humanitários” das FARC. Entretanto, a foto que a tornou famosa por sua “resistência ao martírio” fora tirada em outubro de 2007; seu marido declarou estranhar as doenças que diziam padecer sua mulher uma vez que ela havia se vacinado em 2001 contra malária e outras enfermidades; as correntes eram postas apenas à noite e só passaram a ser usadas depois da tentativa de fuga de Ingrid, ou seja: não foram 6 anos ininterruptos acorrentada pelo pescoço como se dizia.

Com relação às “doenças”, segundo o cabo William Pérez que foi seu enfermeiro no cativeiro, Ingrid padecia de depressão. Diz ele: “Ela estava muito fraca e tive que lhe dar muito soro, alimentá-la com cuidado porque não podia comer nada; tudo que comia vomitava”. E acrescenta: “Nas provas de sobrevivência que vocês viram e que escandalizaram o mundo, ela já demonstrava sinais de melhora; imaginem como ela chegou a ficar!”. Quer dizer, quando se falava na iminência de morte ela já estava praticamente recuperada e 9 meses depois, quando foi libertada, é natural que tivesse recobrado a aparência que todos viram no dia do resgate! Quanto à Hepatite B, o hospital francês que fez o checkup negou a existência ou resquício de tal enfermidade, acrescentando que seu estado de saúde era bom.

Esta senhora, que sempre foi de esquerda, agora cospe no prato que comeu e dá as costas ao povo que de fato lutou por sua libertação, pois menos de 24 horas depois da “Operação Xeque” embarcava no avião presidencial de Sarkozy rumo à França, onde se encontra até hoje. Lá, não tem poupado agradecimentos ao governo e povo francês por sua libertação, o que tem causado imensa decepção nos colombianos e nos militares que se arriscaram para salvá-la. Se havia alguma pretensão de nova candidatura presidencial, Ingrid acaba de dar um tiro no próprio pé com suas críticas a Uribe, com sua condescendência para com seus verdugos e com esta traição a quem realmente fez tudo por sua libertação.

O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, disse em entrevista no início do mês que a idéia do terceiro mandato não é do presidente Uribe mas que ele não a refuta. O medo que paira entre seus colaboradores é que Uribe não concorrendo, seja eleito alguém que não continue este combate tão exitoso contra os bandos terroristas e se instale, como no resto do continente, um governo comunista. Nas pesquisas de opinião Uribe subiu de 87% para 92%, e 74% apóia o terceiro mandato porque o povo colombiano não quer FARC, não quer terrorismos e rechaça a idéia de apoiá-los “com palavras amorosas”. Segundo o ministro Santos, se as FARC não se renderem por bem, vão receber todo o peso da pressão militar. Se até 2010 Uribe conseguir destruir as FARC e o ELN, ótimo; mas se não, quem conseguirá?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Venezuela é 'santuário' para guerrilheiros das Farc, diz Bush

Do portal do ESTADÃO
Por Adriana Garcia, (REUTERS), terça-feira, 22 de julho de 2008

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta terça-feira que a Colômbia tem na Venezuela um vizinho "hostil", que já colaborou com "líderes terroristas" da guerrilha colombiana Farc, em mais um episódio de enfrentamento verbal entre Washington e Caracas.

A Colômbia é o principal aliado do governo Bush na América Latina, enquanto o presidente venezuelano, Hugo Chávez, é um de seus maiores críticos. As duas partes constantemente trocam insultos em declarações públicas.

"A Colômbia enfrenta um vizinho hostil e antiamericano na Venezuela, onde o regime forjou uma aliança com Cuba, colaborou com os líderes terroristas das Farc e proporcionou um santuário a unidades das Farc", disse Bush em uma cerimônia na Casa Branca.

"Convêm aos Estados Unidos apoiar a Colômbia diante desta ameaça, e a melhor maneira de fazê-lo é que o Congresso permita a votação do Tratado de Livre Comércio com a Colômbia", acrescentou Bush no ato de comemoração do dia da independência colombiana, celebrado no domingo.

Chávez chama os Estados Unidos de "neoliberalistas" e chegou a classificar Bush como "diabo", entre inumeráveis críticas e insultos.

Bush defendeu a ajuda anual que os Estados Unidos dão à Colômbia para combater o narcotráfico e a guerrilha das Farc, e elogiou o governo do presidente Alvaro Uribe pela diminuição da violência e pelo rápido crescimento econômico do país.

Além disso, afirmou que aprovar o Tratado de Livre Comércio (TLC) com a Colômbia também é importante por questões de segurança regional e para seguir combatendo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que os EUA consideram um grupo terrorista.

O tratado comercial foi firmado há um ano e meio, mas se encontra paralisado no Congresso norte-americano, controlado pela oposição democrata, que expressou preocupações pela impunidade e pelo alto número de assassinatos de sindicalistas no governo de Uribe.

Colômbia questiona Conselho de Defesa

Do blog MOVCC

Após adesão, ministro colombiano diz nos EUA que desconhece finalidade de projeto José Ramos, assessor do ministro Nelson Jobim (Defesa), afirma que, ao longo do tempo, "todas as dúvidas" serão esclarecidas.

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, questionou ontem a utilidade do Conselho Sul-Americano de Defesa. Em palestra num think-tank (centro de estudos) ligado ao Partido Democrata em Washington, Santos ironizou o projeto militar e explicou que seu governo impôs condições à adesão, formalizada há apenas cinco dias.

"Para quê é isso, ainda não sei", disse Santos, a um público de autoridades e acadêmicos reunidos no Centro de Estudos para o Progresso Norte-Americano. A Colômbia aderiu à iniciativa promovida pelo ministro brasileiro Nelson Jobim (Defesa) numa reunião entre os presidentes Lula e Álvaro Uribe, no último dia 19 em Bogotá.

As declarações de Santos foram recebidas com cautela no Ministério. "Todas as dúvidas que houver serão esclarecidas ao longo das conversas", (C.T - como é isto? Uma entidade representativa de nações que nasce assim, algo do tipo "depois eu falo como será"?) afirmou à Folha José Ramos, assessor de Jobim. As condições apresentadas, segundo Santos, foram que decisões "devem ser obtidas por consenso" e "reconhecidas apenas as forças institucionais autorizadas pela Constituição" dos países signatários.

O governo colombiano quer que, na declaração de princípios ou no estatuto do novo órgão, conste uma "rejeição total a grupos violentos, seja qual for a sua origem", em referência às guerrilhas de seu país, o único das Américas que tem um conflito armado interno.

O ministro colombiano também apontou como requisito que não existam restrições para os membros do conselho buscarem "alianças" militares com terceiros países, como os EUA. O assessor de Jobim confirmou tais condições, mas disse que "em nenhum momento" se impuseram restrições a alianças. O conselho deve servir ao intercâmbio militar, à ação conjunta em missões de paz e humanitárias e à integração das bases industriais de Defesa. Por Cláudio Dantas Sequeira - Folha de São Paulo - Com agências internacionais



UNASUL – UM DEVANEIO GEOPOLÍTICO?

"No último final de semana o presidente Lula foi a Colômbia participar das comemorações da independência do país vizinho. Na ocasião tomou monumental banho de povo, vestiu-se de índio, assistiu ao show de Shakira e trouxe aparente ganho político com a decisão do presidente Álvaro Uribe de aderir ao Conselho Sul-Americano de Defesa.

A propósito, o que seria tal Conselho? Um devaneio geopolítico? Uma Otan morena? Legítima sucessora da inoperante Organização dos Estados Americanos (OEA)? Certamente, uma farta salada de tudo isso e nenhuma finalidade prática que justifique a sua existência já que o Conselho, como muito bem frisou o governo brasileiro, não enseja em "aliança militar no sentido clássico" nem tem caráter operacional.

(...) O Conselho vai nascer morto caso desconsidere as Farc como alvo principal e não terá motivação para tratar de outros pontos fundamentais da integração como o combate ao narcotráfico, a defesa da Amazônia e a garantia dos recursos energéticos da America do Sul. O governo brasileiro imagina que ao arregimentar o Conselho automaticamente irá mexer no tabuleiro do poder mundial, quando faltará credibilidade à iniciativa. Ninguém vai levar a sério uma instituição tolerante com a narcoguerrilha e que ainda conta com a presença de gente desqualificada como Hugo Chávez e Evo Morales." – Do Blog do Noblat

O trecho acima é do artigo semanal de Demóstenes Torres, procurador de Justiça e senador pelo DEM de Goiás. Leia aqui (para assinantes).

Juventude Revolucionária Oito de Outubro

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Carlos I.S. Azambuja em 16 de julho de 2008



Resumo: A Juventude Revolucionária Oito de Outubro (JR8) é a organização de frente para a atuação do Movimento Revoucionário Oito de Outubro no movimento estudantil.

© 2008 MidiaSemMascara.org

A Juventude Revolucionária Oito de Outubro (JR8) é a organização de frente para a atuação do Movimento Revoucionário Oito de Outubro no movimento estudantil. O V Encontro Nacional da JR8 reuniu jovens de vários estados do país na Praia Grande (SP), entre os dias 8 e 11 de abril, para debater temas como conjuntura nacional, movimento estudantil, socialismo, cultura, e eleger a nova Coordenação Nacional da JR8.

Com a palavra de ordem “1, 2, 3, 4, 5 mil, a JR8 é a energia do Brasil”, a juventude reafirmou a bandeira da libertação nacional e a construção do socialismo, e elegeu como coordenador nacional Pedro Campos Pereira.

O novo coordenador da JR8 prestou homenagens a Márcio Cabreira, que deixou a direção da coordenação nacional. “A JR8 que temos hoje é fruto dessa força e dessa capacidade de compromisso com o povo e, muito especialmente, o nosso camarada Márcio representa e sintetiza essas qualidades, a de um revolucionário, de um socialista, disse. (C.T. - isto prova que de dentro de nossas instituições de ensino saem, na melhor das hipóteses, apenas pessoas mal formadas tecnicamente falando. Normalmente saem degenerados que odeiam o Capitalismo pois seus professores não sabem que é este o ÚNICO SISTEMA QUE TORNA POSSÍVEL AO MÉRITO PESSOAL TIRAR DA MISÉRIA O CIDADÃO COMUM. Ah sim, não se pode esquecer de dizer que no BRASIL não existe Capitalismo, e sim a Economia Fascista, que amarra os empreendedores com regras impossíveis de serem cumpridas para os não amigos do poder e total liberdade para os amigos da gangue que comanda)

Pedro Campos Pereira também prestou homenagem a três ex-coordenadores, Mauro Bianco, Antônio Alves dos Santos e Marcio dos Santos Cabreira, os dois primeiros fundadores da Juventude Revolucionária 8 de Outubro. “Quando comecei a militar e a conviver com esses companheiros, tinha neles uma confiança absoluta pelo grau de dedicação à revolução e de combatividade. Os companheiros, que passaram por um momento em que todos falavam que a luta pelo socialismo chegava ao fim, foram de uma combatividade impressionante. O exemplo deles foi uma lição de vida e, com certeza, toda a geração que temos hoje é fruto da responsabilidade e do exemplo de luta desses companheiros”, afirmou Pedro Campos Pereira, junto aos novos membros da direção nacional.

Agora, o que nós temos que fazer é buscar o melhor da gente e o compromisso de combatividade que caracteriza os nossos camaradas, para terminar a etapa da nossa revolução, construir o socialismo”, exclamou Pedro Campos.

Juventude do MR8: radicalismo primário de extrema esquerda.

No V Encontro Nacional da JR8, os jovens participaram da palestra feita pelo secretário-geral do MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), Sérgio Rubens de Araújo Torres (antigo militante que participou da luta armada dos anos 70), que falou sobre o socialismo e sobre a revolução nacional e democrática.

Foi também realizado um debate sobre Cultura, com a palestra de Valério Bemfica, membro do Comitê Central do MR8 e presidente do Centro Popular de Cultura da UMES (CPC-União Municipal de Estudantes Secundaristas). “A cultura pode tanto atuar pela revolução ou pela conservação das relações sociais”, disse Valério. “Por exemplo, o Império Romano, em relação à cultura, incorporava palavras, culto aos deuses e costumes de outras culturas. Por quê? Porque sabia que quanto mais identificação o dominado tivesse com o dominador, melhor”. (...) “Outro exemplo é o Japão em relação à Coréia, que tentou promover a extinção da cultura coreana”. (...) “Aqui no Brasil temos o exemplo dos negros africanos, que lutaram pela sua liberdade. Aqui, o negro era posto para rezar para Santa Bárbara, mas rezava para Iemanjá. E, através disso, dessa unidade, os negros conseguiram preservar sua cultura”.

No encontro também estiveram presentes Miguel Manso, secretário de organização do MR8; Rosanita Zanon Campos, membro do Secretariado Nacional do MR8; Susana Lischinsky, membro do Comitê Central do MR8 e uma das fundadoras da JR8; Mauro Bianco, membro do Secretariado Nacional do MR8 e ex-coordenador da JR8 e Lídia Correa da Silva, membro da Direção Regional e do Secretariado Regional do MR8 de São Paulo.

Pedro Campos Pereira – eleito presidente da JR8 e ex-presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo/SP, em maio de 1999, participou da Reunião Regional da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) em Santiago, Chile, em 14/21 de julho de 1999, juntamente com Laura Lucena; participou do Seminário sobre o Neoliberalismo, em Cuba, em agosto de 1999; em maio de 2000 foi substituído na presidência da UMES por Marco Antonio André. Em agosto de 2001: diretor de Escolas Públicas da UNE. Em dezembro de 2004 participou, em Caracas, do II Congresso Bolivariano dos Povos, juntamente com Suzana Lischinsky, ou Alicia Suzana Lischinsky ou Suzana Santos (cursou a Universidade de Amizade com os Povos Patrice Lumumba, na ex-URSS).

Nota Redação: para mais informações sobre o MR 8 recomenda-se a leitura do artigo MR-8: de organização guerrilheira a balcão de negócios

Dois estilos

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho, segunda-feira, 21 de Julho de 2008


Um relatório do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana lança sobre as Forças Armadas a mais brutal acusação que já se ouviu contra elas em cinco séculos de História: “promiscuidade com o crime organizado” ( http://noticias.terra.com.br/ brasil/interna/0,,OI2987316-EI306,00.html ).

A autoridade com que o governo profere a denúncia é indiscutível: seu chefe máximo desfrutou de intimidade obscena com as Farc e outras organizações criminosas por uma década e meia, velando, como presidente do Foro de São Paulo, pelos seus sinistros interesses comuns (seus assessores velam ainda), enquanto as Farc davam treinamento de guerrilhas para o MST e o PCC, e o partido de S. Excia., retribuindo a gentileza, se esmerava em cuidados maternais para tirar da cadeia qualquer membro da quadrilha colombiana ou entidade congênere que tivesse a má sorte de ser preso pela polícia brasileira. O governo aponta às Forças Armadas o seu dedo acusador, portanto, com a autoridade absoluta da fórmula leninista: Acuse do que você faz, xingue do que você é.

Não é preciso então preocupar-nos com o teor da denúncia. Por definição, o sujo só pode se limpar sujando o que estava limpo.

Se, diante do currículo presidencial, algum indício suplementar é ainda necessário para esclarecer a verdadeira intenção do relatório, basta raciocinar um pouco: ou ele foi escrito às pressas depois dos acontecimentos deprimentes no Morro da Providência, ou já estava escrito antes. Na primeira hipótese, fica provada a leviandade de um governo que não pensa duas vezes antes de improvisar acusações para difamar a mais respeitada instituição nacional e criar do nada uma crise político-militar.

Na segunda, fica evidenciado que enviar o Exército aos morros, com a desculpa esfarrapada de consertar barracos, foi um ardil preparado deliberadamente para colocar os militares numa situação vexaminosa e depois jogar o relatório em cima da reputação deles, como uma pá de cal. O primeiro caso exige o impeachment do sr. presidente. O segundo, o impeachment seguido de prisão por crime de conspiração contra a segurança do Estado. Não há terceira alternativa.

Mais significativa ainda é a comparação entre o estilo do relatório e o do pronunciamento do sr. presidente sobre a libertação dos reféns mantidos em cativeiro pelas Farc. Neste segundo documento oficial, não se fala de crime nem de tortura.

As Farc, segundo o sr. presidente, não seriam culpadas senão de um vago erro de estratégia, tentando a aventura militar em vez das sutilezas gramscianas que deram o sucesso ao PT. Não havendo crime, não se fala também de castigo. Os trinta mil homicídios e três mil seqüestros praticados pelas Farc não lhe devem render, na lógica presidencial, senão a promoção da entidade ao estatuto de partido político legítimo e a oportunidade de conquistar o poder por via pacífica para que, lá chegados, os terroristas aposentados promovam desde cima, legalmente, lentamente, docemente, a destruição de seus atuais adversários militares, exatamente como os fazem os ex-terroristas brasileiros transfigurados em ministros.

O sr. Lula e seu partido trabalharam pelas Farc, protegeram-nas, acolheram-nas como hóspedes de honra mesmo depois que elas explodiram a nossa embaixada na Colômbia em 1993, matando 43 pessoas e ferindo 350. Agora continuam a lhes prestar serviço, só que numa área diferente: passaram do acobertamento do crime ao gerenciamento de danos.

Bem diversa é a linguagem do relatório. Para a quadrilha de assassinos e seqüestradores, afagos e conselhos paternais. Para as nossas Forças Armadas, o insulto, a calúnia, a ameaça.

Obviamente o governo do sr. Lula tem mais amor a bandidos estrangeiros do que aos soldados da sua própria nação.

Olavo de Carvalho é jornalista, ensaista e professor de Filosofia.

Colômbia: Farc entregam 8 reféns à Cruz Vermelha

Do portal FOLHA ONLINE
Quinta, 24 de julho de 2008

da Efe, em Bogotá

As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) entregaram ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) oito das dez pessoas que mantinham seqüestradas há oito dias no noroeste colombiano, informaram nesta quinta-feira fontes da organização humanitária em Bogotá.

Comentário do Cavaleiro do Templo: é palhaçada, não? A gangue sequestra pessoas a uma semana e depois solta, MAS OS OUTROS SEQUESTRADOS CONTINUAM LÁ, REFÉNS. O que significa isto, senão encenação para ganhar espaço na mídia como "pessoas que agora estão querendo fazer o bem". Estes aí (se é que forama sequestrados pelas FARC mesmo), o foram para serem libertados no mesmo momento. Desta forma, estamos nós aí falando das FARC que voltaram às mídia.

A delegação do CICV na Colômbia disse em comunicado que os reféns foram libertados na quarta-feira na zona rural de Vigía del Fuerte, cidade na divisa entre os departamentos de Antioquia e Chocó.

Os libertados são "oito civis que se encontravam em poder das Farc-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo) desde 17 de julho", acrescentou a fonte.

Os oito reféns faziam parte de um grupo de 18 pessoas que viajavam pelo rio Atrato em um barco que tinha saído de Altero, em Antioquia, e tinha como destino Quibdó, capital de Chocó.

Dez dos viajantes foram seqüestrados por guerrilheiros da Frente 34 das Farc em uma parada da lancha em Palo Blanco, aldeia de Chocó. Os outros foram deixados às margens do rio Beberá, afluente do Atrato.

"A operação foi possível graças à interlocução confidencial e discreta das partes interessadas e sob a ação humanitária, neutra e independente do CICV", informou a organização, que esclareceu que "a libertação foi realizada depois de uma solicitação de que as Farc os enviassem ao CICV".

Comentário do Cavaleiro do Templo: interlocução confidencial e discreta? O que significa isto?

Na mesma nota, a delegação reiterou "sua disponibilidade de apoiar a busca de mecanismos para obter a libertação de outros reféns, assim como dos demais detidos em poder dos grupos armados".

A identidade dos libertados não foi informada, assim como as dos dois seqüestrados em poder das Farc. As vítimas eram aldeões, alguns dos quais vinculados com entidades estatais na região.

Comentário do Cavaleiro do Templo: meio estranho, não? Por isto tenho cá minhas dúvidas acerca deste sequestro. Está me parecendo mais uma palhaçada pseudo-estilosa como as do CHÁVEZ.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".