Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

No Vietnã, remexendo na ferida

lula_giapDo portal BRASIL ACIMA DE TUDO

21 de julho de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Editorial, Estadão (*)

Não é incomum um chefe de governo cometer gafes no estrangeiro, em razão de distrações - como a de Reagan, em visita a Brasília, confundindo o Brasil com a Bolívia -, de estudada deliberação, com propósitos políticos - como de De Gaulle, no Canadá, referindo-se ao 'Quebec Livre' -, e até do descuido preconceituoso, como o que levou o presidente Lula a dizer, numa cidade africana, que esta 'era tão limpa que nem parecia África'. Mas o que sucedeu na visita do presidente Lula ao Vietnã foi uma gafe absolutamente extemporânea, um remexer gratuito de ferida, constrangedor para as autoridades vietnamitas e desconfortável para a diplomacia norte-americana.

Ao visitar o general Vo Nguyen Giap (de 98 anos), estrategista militar que levou às vitórias contra a França e os Estados Unidos, o presidente Lula lhe disse que 'todos aqueles que amam a democracia' o tinham 'como referência'. Certamente, entre todos os elogios que já ouviu em sua vida, o provecto militar jamais fora brindado com uma referência a serviços prestados à causa da democracia - e é improvável até que quem sempre pertenceu aos quadros de um partido totalitário e fez parte de um governo despótico entendesse a referência. Mas nosso presidente não se contentou com apenas esta exibição de desinformação histórica, política e cultural.

Numa entrevista coletiva, depois de dizer que no começo dos anos 60 era despolitizado, mas, como corintiano (já que 'o Corinthians vivia uma época difícil'), aprendera a 'ficar do lado dos fracos e oprimidos', deu a sua versão da Guerra do Vietnã: 'Os vietnamitas eram baixinhos, magrinhos, contra os americanos, fortes, alimentados com hambúrguer.' Os desavisados poderiam até pensar que o governante brasileiro estaria a propagar os méritos da tão criticada junk food norte-americana ou fazendo o elogio disfarçado do principal produto da odiada McDonald's. Mas o que causa estranheza maior do que a atribuição de características de 'força' ou 'fraqueza' de povos em guerra, em razão do peso e do tamanho das pessoas - e isso diante de um homem que não deve passar muito do metro e meio de altura -, é a impressão de tratar uma grande tragédia, como foi a Guerra do Vietnã (na qual morreram 58 mil norte-americanos e cerca de 3 milhões de vietnamitas do sul e do norte), como se fosse uma disputa entre seleções de futebol, nos termos: 'Não é pouco para um povo derrotar franceses e norte-americanos no mesmo século.'

É claro que nem o presidente do Vietnã nem qualquer outra autoridade vietnamita fizeram qualquer referência a 'vitórias' passadas contra países com os quais, já há muito tempo, procuram intensificar suas relações comerciais - e nisso o Vietnã trilha o caminho do desenvolvimento, aberto pela China, pela via do relacionamento com o mundo capitalista. Observe-se que há um entendimento tácito, entre as diplomacias dos Estados contemporâneos, de que referências a conflitos passados só têm sentido quando destes ficaram questões por resolver. Entre EUA e Vietnã inexistem tais pendências - ao contrário, há um acordo comercial bilateral desde 2000 - e muito menos sentido haveria em o Brasil intrometer-se nessa história. País algum aprecia que se rememorem suas derrotas - especialmente a maior potência militar do mundo, que teve na Guerra do Vietnã o período mais constrangedor de sua história.

É fundamental que um chefe de governo só se pronuncie sobre assuntos que envolvam outros povos quando essa referência sirva a um objetivo - político ou comercial - de estreitamento da relação bilateral. Não se admite, entre governantes, a conversa gratuita, tal como os bate-papos entre amigos que não precisam ter escopo ou conseqüência. O que será dito por um governante no exterior necessita de um acurado preparo prévio, com assessoramento diplomático, para que não derive apenas de suas recordações pessoais ou velhas idiossincrasias. Isso quer dizer que não é o fato de Bush ter beijado a face barbuda de Lula na véspera, no encontro do G-8 no Japão, que eliminaria o mal-estar da diplomacia norte-americana ante o que disse o presidente no Vietnã.

(*) Fonte: http://www.estado.com.br/editorias/2008/07/13/edi-1.93.5.20080713.1.1.xml

Resposta de um Sr. Rodrigo Constantino

Em resposta ao post "Que coisa feia..." alguém que utilizou como nome Rodrigo Constantino escreveu isto em forma de comentário:

"Sua anta, o meu artigo é um RESUMO do mesmo capítulo do livro de Mises, e isso é DEVIDAMENTE explicado logo no começo do meu artigo. Parabéns! Vc descobriu que eu não consigo traduzir do inglês de forma muito diferente daquela de Edward... hehehe

Vcs "olavetes" e os comunistas são mesmo IGUAIS!

Rodrigo"

Vou inserir abaixo o início do artigo que a pessoa tenta defender:

"“A humanidade precisa, antes de tudo, se libertar da submissão a slogans absurdos e voltar a confiar na sensatez da razão.” (Mises)

Em 1944, o economista Ludwig von Mises escreveu Omnipotent Government, em que explica o crescimento da idolatria ao Estado que levou ao nazismo na Alemanha, fomentando um ambiente de guerras ininterruptas. Em uma parte do livro, Mises explica uma das coisas que os nazistas pegaram emprestado do marxismo: o polilogismo. Até a metade do século XIX, ninguém contestava o fato de que a estrutura lógica da mente é comum a todos os seres humanos. “Todas as inter-relações humanas são baseadas na premissa de uma estrutura lógica uniforme”, diz Mises. Podemos nos comunicar justamente porque apelamos a algo comum a todos, a estrutura lógica da razão...". Fonte: clique aqui.

PERGUNTA: Onde "...isso é DEVIDAMENTE explicado logo no começo do meu artigo..."? Reproduzi os dois primeiros trechos dele e não vi onde está "... DEVIDAMENTE explicado..." nada!!!

A quem escreveu este comentário eu solicito: submeta a pessoas que escrevem em blogs a sua argumentação e a minha, aquela que usei para o post "Que coisa feia...". Tenho algumas considerações sobre os dois artigos que pedi a pessoas com as quais me correspondo. Sem NENHUMA EXCEÇÃO, todos entenderam que a minha argumentação estava adequada.

IMPORTANTE
: solicitei estas opiniões ANTES DE ESCREVER sobre o assunto no meu blog. Depois que postei, recebi mais algumas contribuições em favor do que escrevi. Até agora, apenas a tua foi contrária.

Já li e reli diversas vezes o seu post. Pergunto outra vez: Onde está DEVIDAMENTE EXPLICADO que aquele artigo é um RESUMO DO QUE QUER QUE SEJA???

Veja como o pessoal do portal MOVIMENTO ENDIREITAR explica o artigo que publicaram bem antes:

"O texto a seguir é um trecho do livro Omnipotent Government: The Rise of Total State and Total War, originalmente publicado em 1944 pela Yale University. A obra mostra com clareza que o nazismo não passa de uma forma de socialismo."

E no rodapé, a nota do tradutor:

"Tradução: Edward Wolff"


Mais estranho ainda foi ver os expedientes "hehehe" e "olavetes" no comentário. Parece coisa de bate-papo de MSN entre crianças e tentativa de ofender UTILIZANDO PARA ISTO O "ATAQUE" A OUTRA PESSOA que poderia me ser muito estimada. O que seria "OLAVETES", ô menino??? Se for alguma referência a quem eu estou pensando que seja, ficarei imensamente feliz pois submeteria àquela pessoa a sua apreciação dos fatos e o que escreveu para, talvez, ser lido em público para uma grande platéia. Aguardo sua resposta, tendo a quase certeza de que não virá, visto que isto poderia causar um imenso dano. E sim, se for uma referência ao OLAVO DE CARVALHO ele me é muito estimado.

Tem mais: comunista para mim é chamar de criminoso. Mas vindo de quem utiliza "hehehes" para um post em meu blog, vou relevar e deixar pra lá...

Por fim, no comentário encontramos o seguinte: http://www.blogger.com/profile/09330341852800968799. Não vou lá para obter mais informações mas quem quiser, sinta-se em casa.

O JUSTICEIRO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
17/07/2008


O juiz Fausto Martin de Sanctis publicou, no Estadão de hoje, artigo a pedido do jornal respondendo à pergunta: “Houve abuso de autoridade na Operação Satiagraha?” Ele não precisaria dar-se ao trabalho de escrever o texto para sabermos a sua opinião. Mas o interessante não é a opinião, mas sim, o texto. Um caso para estudo. Vemos aqui o retrato em branco e preto de uma mente fora da realidade, alucinada, completamente desconectada dos propósitos que se esperam de um magistrado. Estamos diante não de um simples juiz, mas de alguém que se julga um justiceiro, em cruzada – veja a expressão usada por ele mesmo, meu caro leitor – contra aqueles que ele considera malfeitores sociais. Cruzada é uma expressão milenarista consagrada para designar expedições punitivas de caráter religioso, grandiosas, destinadas a extirpar o mal do mundo. Uma alucinação perigosa.

Em artigo anterior mostrei que a nominada operação tornou-se um sintoma de um projeto de Estado policial que está em curso no Brasil, seja por ser da vontade do partido governante, seja porque as idéias desse partido governante tomaram conta das mentes de vastos segmentos dos agentes públicos. Não se teria chegado a esse estado de coisas sem que mentes deformadas não tivessem ocupado os postos de mando. Escrevi anteriormente também dizendo que, quem manda no mundo é quem manda na polícia. Deveria ter completado: na polícia, na Justiça e sobretudo na deformação, ou formação, das mentes daqueles que deveriam constituir a elite egrégia da sociedade. A maneira com que supostamente os crimes estão sendo combatidos reforça a impressão de que na verdade o que temos é uma caçada deliberada aos ricos, aos empresários, aos inimigos declarados daqueles que beberam em Karl Marx a sua ideologia de ódio social invejoso. Nada mais nada menos é o que temos: a revolução social em processo, já avançado, da qual a dita operação é um sintoma acabado.

O juiz declarou em seu artigo: “Que bom poder dizer a si e ao mundo que se vive em pleno exercício das liberdades de um Estado verdadeiramente de Direito, no qual valores supremos como segurança, bem-estar, igualdade e justiça inserem-se numa sociedade fraterna e pluralista”. Ora, um Estado de Direito respeita por princípio duas coisas fundamentais: a presunção da inocência até julgamento definitivo da Justiça e o amplo direito de defesa dos eventualmente acusados. Tivemos, no episódio, a ausência dos dois requisitos. Vimos autoridade da maior envergadura no poder de Estado, como o ministro da Justiça, Tarso Genro, opinar peremptoriamente sobre a culpabilidade de Daniel Dantas sem nem mesmo esperar o relatório das investigações dos policiais a ele subordinados. Um pré-julgamento, portanto, um justiçamento, um linchamento. O oposto do Estado de Direito.

O juiz de Sanctis sem cerimônia declara que se pauta não pela realidade, quer dizer, sequer pelo marco legal, mas por uma segunda realidade que ele considera a mais perfeita e digna de ser o parâmetro de sua ação. Nas suas palavras: “A busca do ideal afigura-se uma cruzada perseguida por todos, cada qual no âmbito de sua atuação, e demanda atitudes que não podem se amesquinhar em meros protestos verbais passageiros”. Vemos aqui a declaração de um messianismo perigoso e completamente deslocado em uma pessoa investida da responsabilidade da magistratura. Não satisfeito, completou: “Por outro lado, não se trata de estar além do bem e do mal ou de luta contra este. Em outro diapasão, ‘essência’, aquilo que representa a expressão de seu melhor como ser humano como postura global”. A essência de um juiz deveria ser a lei, a qual foi completamente esquecida no episódio. A lei deverá brotar como Atenas da cabeça do Zeus tupiniquim.

Na seqüência, procura justificar as suas afirmações anteriores: “Ora, o ideal da vida em liberdade de todos não deveria sofrer limitação, mas esta se fundamenta no caso em que são colocados em xeque os valores já citados que propiciam uma vida tranqüila a pessoas de bem e verdadeiras”. A retórica é vazia, claudicante. O que significa a expressão “pessoas verdadeiras”? Por acaso há pessoas “falsas”, fantasmas vagando sobre a terra, não pessoas? Podemos até mesmo tentar uma exegese da expressão e concluir que alguém que não seja do substrato inferior da sociedade poderia ser considerado uma “não pessoa” e portanto sujeita à sanha justiceira do julgador. A igualdade de Rousseau é o que de fato está na cabeça do juiz de Sanctis, aquela grande mentira filosófica que tem ceifado a liberdade e a vida de milhões de pessoas desde que foi impressa. A idéia inebriante que leva os revolucionários ao caminho da perdição, levando com eles seus contemporâneos.

Vemos que é Rousseau quem está, qual um incubo maligno, na cabeça do articulista: “Lamentavelmente, não se tem notícia de sociedade que tivesse chegado a tamanho grau de evolução, salvo raras intactas tribos indígenas que, de primitivo, pode-se tão-somente invocar alguns instrumentos e objetos inerentes, mas que em verdade representam grandeza do ser: pureza, honestidade e amor. Quanta sofisticação!” Esse trecho expressa a mais pura alucinação do justiceiro, o endosso objetivo à pueril idealização do bom selvagem. A pureza referida, como a honestidade e o amor são aqueles exaltados pelos jacobinos franceses, à frente Robespierre. A história mostra o rio de sangue que transbordou desde então. Que sofisticação poderia haver em uma sociedade neolítica? É uma ofensa à inteligência.

O justiceiro esquece que a antropologia já demonstrou que essa caricatura de bom selvagem nunca existiu. Quanto mais regredimos na régua do tempo, mais o homem torna-se animalesco: canibal, grosseiro, estúpido, violento, perverso. Bondade é sinônimo de civilização e a máxima bondade está expressa nos valores da civilização judaico-cristã. Somente na alucinada segunda realidade loucamente criada dos revolucionários é que se consegue a metamorfose do selvagem em civilizado, passando-se a se enxergar cada um pelo seu avesso. É a mais completa loucura.

Continua o texto: “Esse mundo ideal, que por todos é perseguido, por vezes é subitamente interrompido com os acontecimentos "normais" da vida de uma sociedade contemporânea que se concebeu na busca incessante de um bem-estar abstrato, que, de fato, entristece mais do que engrandece.A terra limpa e abençoada da liberdade é, pois, tomada por alguns que aspiram a uma felicidade fictícia e construída a partir da desgraça ou menosprezo alheio”. Qual o mundo ideal? Aquele vivido pelas “raras intactas tribos indígenas”. Deus nos acuda!

Aí vemos a essência do argumento, dois pesos e duas medidas: “A adoção, sopesada, de determinadas formas de restrição do direito de ir e vir não significa repúdio aos valores supremos da sociedade, mas forma de resgate dos primeiros para a salvaguarda de um momento, quando não da própria existência do modelo social eleito. Viver em paz e livre requer muitas vezes dos que se esquecem dos preceitos sociais legítimos a resposta estatal. Não se pode rivalizar com as pessoas de bem”. Quem são, para de Sanctis, as pessoas de bem? Aqueles que se igualam aos bons selvagens, os revolucionários e aqueles para quem eles se pretendem agentes políticos, o proletariado. Os demais são considerados culpados por definição, antes de qualquer julgamento.

Segue o texto do artigo: “As custódias cautelares (legalmente previstas) decorrem, apesar da excepcionalidade, do destemor e desrespeito às instituições regularmente constituídas no país, para que as atividades de persecução estatal tenham seu curso natural. Por vezes, urge garantir de forma veloz o resultado da investigação criminal, pela necessidade da audiência imediata dos investigados, para que seja possível confrontar com a prova já produzida ou a produzir, evitando-se destruição ou manipulação dos indícios existentes, em prejuízo da busca da verdade”. Pressa para fazer Justiça? Uma inovação perigosíssima. Pressa é para justiceiros, que de juízes tornam-se também carrascos de suas sentenças vingadoras. A pressa judicial é incompatível com o preceito da livre e ampla defesa dos acusados.

Uma defesa irrestrita do Big Brother: “Naturais também são os mecanismos hoje existentes de combate à macrocriminalidade que instrumentalizam o processo penal como a interceptação telefônica, de dados, a quebra dos sigilos bancário e fiscal etc., institutos, aliás, utilizados por todos os países responsáveis e civilizados.A sociedade contemporânea não pode dispensar, lamentavelmente, os mecanismos citados (verdadeiramente eficazes) para lidar com a criminalidade citada, a fim de continuar perseguindo ou tentando perseguir a mesma pureza, honestidade e amor dos nossos nativos (os índios)”. Sabemos muito bem onde vai dar essa ciosa vigilância estatal: na ditadura legal, como estamos a ver na Venezuela. Completou: "A reflexão verdadeira de tais instrumentos processuais (investigações policiais, interceptações telefônicas etc) não pode ir ao encontro deste povo, feliz, é certo, mas muito injustiçado, merecendo urgentemente resgatar sua auto-estima". Os fins justificam os meios.

Aqui o artigo se torna uma missiva ao Congresso Nacional: "Senhores legisladores, mantenham-se, por favor, fiéis a nós mesmos (brasileiros comuns, simples, espontâneos, criativos, musicais e transcendentes), 'com a lei, pela lei e dentro da lei, porque fora da lei não há salvação' (Rui Barbosa de Oliveira), mas com a lei penal ou processual penal verdadeiramente legítima para um Estado de Direito". De Sancti sabe que não é um brasileiro comum, é um juiz, um membro da elite do Estado. A identificação com o povo miúdo é o ardil sofístico típico de quem está com a mente tomada pela idéia revolucionária.

"Com certeza, e somente de tal forma (não há outra), um grande êxito advirá e as pessoas poderão se orgulhar e reconhecer novamente neste país uma terra limpa e abençoada". Poderíamos completar, como nos piores enredos dos filmes de ficção científica: "Tudo para sua segurança e bem-estar".

Confesso a você, meu caro leitor, que estou amedrontado. Não é para menos.

O RISCO DE SER SUSPEITO

Do portal FAROL DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Jacy de Souza Mendonça

Livre-Docente de Filosofia do Direito, foi professor da PUC/SP, Diretor de Recursos Humanos e Jurídicos da VW, Presidente da ANFAVEA, Vice-Presidente da FIESP e Presidente do Instituto Liberal de Sao Paulo.

Orientando os legisladores de todo o mundo, com a preocupação de assegurar a máxima proteção jurídica ao cidadão em face de seus governantes, prescreve a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS que ninguém será preso arbitrariamente (item IX) e, por isso, todo homem acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente, até que sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público, no qual tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa (item XI).

A Constituição da República Federativa do Brasil repetiu as mesmas disposições afirmando que ninguém será privado da liberdade sem o devido processo legal (art. 5º, LIV), que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória (art. 5º, LVII), que ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente (art. 5º, LXI) e que a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária (art. 5º, LXV).

São, sem dúvida, regras fundamentais, essenciais à proteção do cidadão, que não devem nem podem ser esquecidas em momento algum; por não terem sido levadas em conta, conheceu a História uma série infindável de brutais injustiças, verdadeiros crimes praticados pelos poderosos contra seus súditos.

Nossa legislação infra-constitucional prevê, todavia, algumas modalidades excepcionais de prisão. Descarte-se, por não serem pertinentes a esta reflexão, a prisão disciplinar militar, bem como a prisão civil do devedor de alimentos e do depositário infiel. Concentremo-nos na figura legal da prisão provisória.

Provisória é a prisão quando e porque não resulte de sentença final irrecorrível, transitada em julgado, mas de situação ou de decisão intercorrente. Em caráter provisório, por exemplo, pode o cidadão brasileiro ser legalmente preso por qualquer um de seus concidadãos, antes de condenado e mesmo antes de processado, e deve ser preso pela autoridade, quando surpreendido em flagrante delito. Pode ser também preso em caráter preventivo, mas agora só por determinação judicial, em duas circunstâncias fundamentais: em primeiro lugar, quando o juiz decide que os dados do processo recomendam submetê-lo a julgamento pelo Tribunal do Júri – como ele deve necessariamente estar presente à sessão de julgamento, fica provisoriamente preso até sua realização; em segundo lugar, pode haver prisão provisória do acusado quando o juiz entender que há razões graves que recomendam mantê-lo na prisão. Nesse sentido, o Código de Processo Penal Brasileiro prescreve que, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal (art. 311), em despacho fundamentado (art. 315), nos casos de crimes dolosos (art. 313), poderá ser decretada a prisão preventiva do suspeito, como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente da autoria (art. 312).

Está claro que, se a prisão em caráter definitivo precisa estar cercada de cautelas extremas, o mesmo rigor – e até com acréscimos – deve ser adotado na execução de sentença determinante de aprisionamento provisório. Por isso a lei brasileira exige prova da existência do crime e indício suficiente da autoria, acrescidos à finalidade de garantia da ordem pública ou econômica, de conveniência da instrução criminal e de segurança da aplicação da lei penal. A prisão provisória não pode, pois, ser decretada sem motivos legais expressamente delimitados ou por mera vontade ou mero capricho de quem quer que seja; nem faz sentido fazer com que ela venha a emergir do difuso querer das massas.

Note-se que a exigência de determinação judicial para a emissão da ordem de prisão não significa dependência à decisão de um ou de qualquer juiz, mas ao sistema judiciário, consideradas todas as suas instâncias. A ordem de prisão expedida por um juiz pode ser submetida à reapreciação de outro que lhe seja hierarquicamente superior.

Mas, apesar de tão grave o risco embutido em qualquer ordem de prisão, é freqüente o anseio popular pela prisão de suspeitos ou acusados pela prática de delitos. Talvez isso decorra da reconhecida morosidade do processo judicial, que realmente chega muitas vezes à impunidade. Mas as questões relativas à morosidade e eficiência do Poder Judiciário devem ser tratadas em si mesmas. Normalmente, resultam de leis que, ao serem promulgadas, levaram em conta tão só a proteção e os interesses dos réus. A eles foi assegurada, então, uma pauta infinda de recursos que provoca o abarrotamento das mesas dos magistrados e gera o interminável dos processos. Esses erros precisam ser corrigidos, mas jamais ao preço da liberdade dos cidadãos.

A mídia tem sido levada a exigir condenações à prisão, até prisão perpétua ou pena de morte, no exato momento em que é descoberta ou revelada a prática de um delito. Condenação, portanto, antes da sentença, antes do processo.
O anseio pela imediata condenação decorre, muitas vezes, do fato de tratar-se de réu confesso (o que parece dispensar o processo e a sentença), mas mesmo neste caso devem ser preenchidos todos os requisitos legais para a decisão pela restrição à liberdade. Outras vezes ele resulta do impacto causado pela monstruosidade da forma de execução do delito ou de suas conseqüências, o que, da mesma forma, não é bastante para a prisão provisória.

É natural também que a autoridade policial, no afã de concluir sua tarefa, pretenda decisões imediatas e entre também na corrente que anseia pela condenação sem condenação judicial nem processo. Muitas vezes, embora não defina nem comprove satisfatoriamente o crime praticado, exige ela a condenação, pelo simples fato de haver um presumido suspeito, quando a única coisa que pode ser presumida é sua inocência.

O risco da aceitação de prisões sem processo e condenação, no entanto, tem proporções alarmantes porque, a partir dela, ficam abertas as portas da injustiça e escancarados os portões das arbitrariedades e atrocidades.

A sabedoria popular tem repetido que é preferível não punir inúmeros culpados a condenar um inocente e quem quiser fazer o teste definitivo da correção desta afirmação, ponha-se no lugar de um suspeito e reflita sobre se aceitaria ser condenado e preso sem prova, sem processo, sem crime... apenas por ser suspeito.

Todas estas considerações desembocam na absoluta necessidade de combater a criminalidade. Não podemos nem devemos nos conformar com a impunidade. O que devemos é buscar com todas as forças que os fatos delituosos sejam eficazmente investigados, que o ocorrido seja suficientemente comprovado e que os envolvidos sejam responsabilizados na forma da lei; o que devemos é exigir que os processos tramitem de maneira mais rápida e eficiente, eliminando tudo o que impede que isso ocorra; o que devemos esperar é que os culpados sejam punidos, sem privilégios e independentemente de sua posição sócio-econômica.

Mas o ponto de partida desse projeto encontra-se no Poder Legislativo, que não quer legislar.

Por baixo da mesa

Do portal do OLAVO DE CARVALHO
19 de dezembro (acho que de 2006, faltou o ano no site do Olavo)

Irmão siamês do desconstrucionismo, o multiculturalismo é assim definido por um professor uspiano: “Não tem sentido falar de verdade tout court, só de verdade para um determinado grupo cultural. O multiculturalismo apregoa uma visão caleidoscópica da vida e da fertilidade do espírito humano, na qual cada indivíduo transcende o marco estreito da sua própria formação cultural e é capaz de ver, sentir e interpretar por meio de outras apreciações culturais. O modelo humano resultante é tolerante, compreensivo, amplo, sensível e fundamentalmente rico: a capacidade interpretativa, de observação e até emotiva, se multiplica.” (Roberto Fernández, “Multiculturalismo intelectual”, Revista USP, 42, junho-agosto 1999, pp. 84-95.)

Qualquer pessoa que saiba ler e não tenha passado pela USP percebe que o projeto multiculturalista, assim definido (e essa definição não diverge de outras tantas que circulam nos meios universitários), se estrangula a si próprio no bercinho. Se toda verdade está condicionada à visão de um determinado grupo cultural, ninguém pode “transcender o marco estreito da sua própria formação cultural” e muito menos “ver, sentir e interpretar por meio de outras apreciações culturais”. Se alguém consegue saltar por cima das fronteiras culturais, é porque há uma verdade acima de todas elas e essa verdade é acessível à inteligência humana. O multiculturalismo consiste portanto em fazer na prática aquilo mesmo que na teoria ele proclama ser impossível. É um caso extremo de paralaxe cognitiva, em que o sujeito afirma precisamente o contrário daquilo que o seu próprio ato de afirmar demonstra da maneira mais patente. É o deslocamento radical entre o eixo da experiência intelectual efetiva e o da construção teórica supostamente baseada nela.

A incongruência é tão patente, tão grosseira, que não posso acreditar seja filha da distração, gerada no leito das meras coincidências. Com efeito, a contradição aí embutida só permanece levemente camuflada pelo fato de que seus dois pólos se situam em planos diferentes: a teoria e a prática. O estudante, portanto, só pode continuar envolvido nessa prática se for induzido a jamais confrontá-la com a teoria, isto é, se ele se tornar incapaz de cotejar a expressão verbal da teoria com o conteúdo teorético afirmado implicitamente pela prática. Dito de outro modo: o adestramento no multiculturalismo consiste em habilitar o aluno para se persuadir de que sabe alguma coisa sempre que não sabe o que está fazendo com ela. O multiculturalismo é uma técnica de auto-embotamento intelectual baseada na estimulação contraditória rotinizada.

Não tem sentido, portanto, discuti-lo como teoria nem como prática. Só o que cabe é revelar o ardil psicológico por trás da articulação de ambas, e em seguida denunciar o conjunto como aquilo que é: um instrumento de dominação criado para transformar milhões de universitários em idiotas militantes, hipnotizados e postos a serviço de seus professores.

Às vezes fico até consternado de ver o esforço que brilhantes intelectuais conservadores, como o nosso José Guilherme Merquior, dispenderam em impugnar idéias esquerdistas. Ser bem sucedido nesse esforço não significa nada, quando as idéias não valem por si e são só a camuflagem de alguma operação mais discreta. Se um vizinho safado vai jogar baralho na sua casa com a intenção de ficar passando a mão na perna da sua esposa por baixo da mesa, não é vantagem nenhuma você vencê-lo no jogo. O que importa é virar a mesa e encher o sujeito de porrada.

O presidente etílico e o general comunista

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
Por Orion Alencastro, 21 de julho de 2008


lulaalcoolismo

Do Observatório de Inteligência

O ex-correspondente do NYT no país, Larry Rohter, é merecedor de nossa admiração pelo célebre texto onde descrevia Luiz Inácio da Silva como um presidente que gostava de beber, chegado no álcool: "Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu seu apreço por um copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor, um trago de cachaça, o potente aguardente do Brasil". O texto provocou a ira do presidente que, não aguentando a verdade, coroou-se de insucesso na tentativa de expulsar o escriba do país.

lulacagada
Quanta besteira anda falando pelo mundo.
Era e continua sendo verdade, o Chefe da Nação continua o mesmo "chegado no álcool". É facil comprovar. A química habitual do presidente oblitera-lhe os sentidos e, ultimamente, tem embaralhado as suas poucas referências intelectuais em conseqüência das facilidades etílicas palacianas, dos bastidores de eventos, das luxuosas hospedarias e do farto frigobar a bordo do seu querido Aerolula. Os estados de letargia e ausência são controlados a duras penas pelo seu inseparável e incansável médico pessoal, e seu general, o fiel escudeiro Gonçalves Dias. Tudo em plena "Lei Seca".

A mais recente expressão do estado etílico crônico do presidente ocorreu no último dia 10, ao visitar o general comunista Vo Nguyen Giap, de 98 anos, herói da guerra do Vietnã, em Hanoi. Na ocasião, Mr. Da Silva disse que "todos aqueles que amam a democracia, têm o senhor como referência", e arrematou, dizendo ao ancião, que o Brasil tinha o mais velho comunista do mundo, Oscar Niemeyer. Para os que conhecem democracia, o fato transformou-se em piada. Mais uma pérola do senhor presidente.

Mr. da Silva exaltou a vitória do Vietnã contra os EUA e conseguiu azedar a cultura diplomática em Paris, Washington e Brasilia, pela ofensa à história da democracia e inoportuna manifestação como Chefe de Estado. A guerra do Vietnã é uma página virada na história política e militar deste milênio e deve ser respeitada, entre vencidos e vencedores, pelas vítimas causadas. Hoje, o Vietnã é uma só nação sob o jugo comunista, e a anistia politica constitui exemplo a ser seguido, e não o sistema de corrupção que se instalou na República Socialista do Vietnã.

O ex-metalúrgico, hoje presidente do governo mais corrupto da história do Brasil, mentiu ao lendário general comunista. Suas preocupações sindicais não davam tempo para projetar seu pensamento no que se passava no sudeste asiático, foi um mero papagaio do instrutor Marco Aurélio Garcia e do cineasta embaixador Celso Amorim, que se esqueceram de avisar o poderoso chefão que a guerra do Vietnã durou longos 14 anos, que os EUA perderam 45.941 soldados, além de 300.365 feridos e 1.8ll desaparecidos em combate com o propósito de impedir o dominio totalitário do comunismo na região. As baixas vietnamitas, norte e sul, foram superiores a 2.800.000. Meros "detalhes" para quem nunca se ocupou de História.

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Adolf Hitler é atração polêmica no museu Madame Tussaud's, em Berlim, entre cerca de 70 outras figuras de cera de personagens importantes da História. Foto:John MacDougall/AFP.
Vietnamitas no Brasil

Na história do malogrado Movimento Comunista Internacional, seus dirigentes nunca se conformaram pelo insucesso da conquista, para a órbita soviética, das Américas Central e Sul, mesmo com o trampolim de Havana. É bem provável que o velho general Giap se lembre dos relatórios dos agentes da KGB em Hanoi, dando conta que o Brasil liderou o levante contra a revolução comunista ao sul dos Estados Unidos, a partir de março de l964.

O general Giap deve ter pensado que Mr.da Silva é um gozador. Nos idos de 1967, os comandantes do Vietnã do Norte despacharam para a América Latina algumas dezenas de instrutores de guerrilha para a formação de quadros na juventude universitária. Em l968, algumas organizações democráticas de fachada, como a União Cultural Brasil Rússia, albergaram em São Paulo e Rio, agentes vietnamitas que, após a edição do AI- 5, desapareceram rumo a cordilheira andina.

Larry certamente acompanhou o noticiário sobre a visita de Mr. da Silva ao Vietnã. Pelas matérias e fotos sempre pode confirmar a sua assertiva sobre os hábitos do mandatário tupiniquim. Assim, compreendemos os cuidados especias do staff de comunicação social do presidente. Visitar museus torna-se muito arriscado, principalmente os de cera. Mr.da Silva, em estado obliterado pode se inspirar em Stalin pelo exemplo de polícia politica, pedir desculpas a Mussolini pelo desembarque da FEB na Itália e se comover com a figura de Adolf Hitler pela coragem de provocar a 2a. Guerra.

kernan
Joseph D. Kernan, o novo comandante da 4a. Frota, foi chefe da Força Seal, grupo de elite da marinha, considerado o mais avançado para missões supersecretas.
Na agenda de Mr.Da Silva, não há previsões de visita a Polônia, pois seria um risco visitar Auschwitz: poderia se encantar com a arquitetura e pensar que tudo não passou de um cenário para a Metro Golden Meyer, no momento que a Família Da Silva e companheiros se entusiasmam com a exploração de gás e exportação de álcool. Aguardemos o lançamento do novo livro de Larry, contando suas experiências no Brasil. Entre outras, a comemoração com amigos pelo fracasso da tentativa do governo de Luiz Inácio de expulsá-lo do país, cantando Apesar de Você, de Chico Buarque.

Pentágono na área

Mr.Da Silva pode dizer o que quiser, pedir esclarecimentos sobre a 4a. Frota e criar o Conselho de Defesa da América do Sul. Uma comissão de alto nível do Pentágono (Ministério da Defesa) está em visita ao Cone Sul e Brasil, cumprindo programa de avaliação conjuntural para o planejamento estratégico que deverá ser repassado ao próximo Governo dos EUA.

Terrorismo, narcotráfico, máfias russa e chinesa, contrabando de armas, são temas dos visitantes e dos periscópios americanos que justificaram a reativação da 4a. Frota Naval dos EUA para monitoramento do Atlântico e Pacífico sul, onde exercerá sua influência aliada, enquanto os governos do Brasil, Argentina e América Central estiverem deteriorando suas Forças Armadas. (OI/Brasil acima de tudo).

Colômbia: "¡Libérenlos ya!"

Do blog MOVCC
MILHÕES DE COLOMBIANOS SE MOBILIZAM PELOS SEQUESTRADOS



Os cidadãos convertem as celebrações do Dia da Independência Nacional em um grito pela liberação dos reféns das guerrilhas.

Toda Colômbia se mobilizou neste domingo pela terceira vez em cinco meses para exigir aos grupos armados ilegais e as bandas da delinqüência comum que ponham em liberdade milhares de pessoas que eles mantém seqüestradas. A frase "¡Libérenlos ya!" uniu "milhões de colombianos" que, segundo o prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, aderiram nesta jornada em 32 capitais departamentais e outros 1.070 municípios do país, coincidindo com o dia em que é celebrada a festa nacional do país.

"Que neste 20 de julho unamos a todos os colombianos no amor a pátria, no desejo de liberdade", pediu Uribe em Leticia, cidade situada a 1.085 km da capital colombiana em uma encruzilhada fronteiriça com Brasil e Peru. Leia matéria completa aqui, no El País


Com uma canetada, lá se foram U$ 230 milhões

Do blog MOVCC

SIMPLES ASSIM - Editorial do Blog (MOVCC)


Lula costuma dizer que não se mete nas questões políticas internas de outros países. No entanto, ontem, ele esteve na Bolívia ao lado de Chávez, afrontando a população local e a oposição boliviana dando apoio político (e econômico) ao Evo Morales, interferindo descaradamente nos assuntos internos daquele país, cujo presidente enfrenta uma ostensiva campanha de revogação seu mandado presidencial.

No Departamento (Estado) de Beni, onde está Riberalta em plebiscito recente, mais de 80% da população local votou pela autonomia de Beni do poder central. E Lula foi lá, apoiar o índio incompetente - seu igual - cujo cargo estará sendo colocado em jogo no dia 10 de agosto, em referendo revogatório.

O governador do Departamento, Ernesto Soares, ignorou solenemente a visita de Lula, não comparecendo à solenidade, no que fez muito bem. Uma pessoa inconveniente como Lula deve sempre ter alguém que o coloque no seu devido lugar.

O acordo firmado ontem, por Morales e Lula, fez abrir nossos Cofres para conceder um crédito reembolsável de US$ 230 milhões para construir parte de uma estrada que unirá a cidade andina de La Paz a Porto Velho, em Rondônia, e que ligará o oceano Atlântico a portos peruanos e chilenos no Pacífico. Enquanto que aqui, no país que ele desgoverna, as estradas e pontes apodrecem por falta de recursos para cuidar do que é nosso.

Que “Estado” é esse que mete a mão no bolso do contribuinte, e simplesmente arranca 230 milhões de dólares, sem autorização, para bancar uma campanha política de um governo de outro país? Quem autorizou o acinte? Como pode o nosso Senado permitir tamanha arbitrariedade? - Crédito reembolsável uma “pinóia”. Esse índio caloteiro e rejeitado pelo seu povo já deu prejuízos enormes para o Brasil, já invadiu a Petrobrás com seu Exército, tempos atrás. Ele não vai devolver nada para o povo brasileiro.

Vejam a frase improvisada de Lula ontem, no palanque ao lado de Evo e Chávez:

'Não temos o direito de errar, não precisamos aceitar provocações, precisamos governar olhando sempre para a maioria do povo, exigindo que todos respeitem as decisões democráticas', advertiu.

Lula o ridículo, discursou em Riberalta, pensando que falava aos brasileiros, que costumam engolir suas bravatas porque são idiotas ao extremo. Ora! A maioria do povo boliviano quer o índio fora do governo, e o asno tupiniquim vai lá conclamar respeito às decisões democráticas, patrocinando o governo falido, incompetente e rejeitado pelo seu povo, com o suor do trabalho dos brasileiros, desviando um dinheiro que nos faz falta.

Se o sangue corresse nas nossas veias, como corre nas veias de qualquer outro povo patriota, Lula desceria a rampa do Planalto à ponta-pé, e seria conduzido para a cadeia de onde responderia por todos os seus crimes. Cacciola é ANJO, perto de Lula.

Morreram 300 brasileirinhos, no Pará, sob a batuta do descaso de um governo petista. Não se ouviu um “a” de Lula sobre esse infanticídio, nenhuma palavra. Lula cortou verbas da saúde alegando que foi por causa da extinção da CPMF, e depois vai à Bolívia despejar 230 milhões de dólares num governo que já está para ser enxotado. Como se as nossas estradas fossem um tapete.

Lula da Silva seu maldito! Na Bolívia existe um POVO! Tua sorte é que aqui, não temos UM! Por
Gaúcho/Gabriela

As contas do marido de Marta Suplicy em Cayman

Do portal BRASIL ACIMA DE TUDO
Por Hugo Studart (*), 20 de julho de 2008


Eis os números, para início de conversa: as contas 60.356356086 e 60.356356199, do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman. São controladas por Luis Favre, marido de Marta Suplicy. Eis a história:

Felipe Belisario Wermus, argentino por nascimento e cidadão francês por adoção, é personagem central das eleições para a Prefeitura de São Paulo. Você o conhece, prezado leitor, mas por outro nome Luís Favre – codinome pelo qual Felipe é chamado nos bastidores da esquerda brasileira. Companheiro da candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy, Favre é seu braço direito, melhor amigo, amado, confidente, conselheiro-chefe, estrategista-mor, tesoureiro-oculto. Favre é o principal baluarte de Marta. É também seu ponto mais fraco.

A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo têm informações explosivas sobre o companheiro de Marta Suplicy. A suspeita é a de que um senhor chamado Felipe Belisário Wermus seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços de coleta de lixo nas capitais brasileiras. Esse esquema teria funcionado em prefeituras controladas pelo PT, como São Bernardo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campinas e São Paulo. A Vega, multinacional francesa de serviços, seria o elo empresarial do esquema.

A PF suspeita que a Vega controle um grupo de empreiteiras que ganham licitações superfaturadas para a coleta de lixo. Em média, 10% de superfaturamento, sendo 5% para as empreiteiras, e 5% para o caixa do PT. Esse dinheiro era todo repassado ao doleiro Toninho da Barcelona, que o depositava em contas em paraísos fiscais controladas por um tal Felipe Belisario Wermus. Esse dinheiro voltava ao Brasil também por intermédio de Barcelona.

As autoridades têm os bancos e os números das contas no exterior, publicadas abaixo. O esquema teria sido montado antes da eleição presidencial de 2002. Se Delúbio Soares e Marcos Valério montaram o Caixa Dois do PT no governo Lula, estamos diante da suspeita de que Luís Favre, hoje favorito para se tornar o primeiro-companheiro de São Paulo, caso Marta seja eleita, tenha montado o Caixa Zero.

Vamos aos fatos:

A prisão de doleiro

Foi doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, quem começou a revelar essa história. Ele foi preso em 2004, numa daquelas operações da Polícia Federal de caça-doleiros, a Farol da Colina. Revelou que trocou dólares por reais, entre 1998 e 2002, para diversos dirigentes petistas, entre eles o deputado federal José Dirceu, então presidente do partido. Que fez remessas de dólares para inúmeros empresários e figurões paulistas, como o advogado Márcio Thomaz Bastos (ministro da Justiça por ocasião da sua prisão). E prometeu fazer revelações sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT, e o suposto esquema de cobrança de propina de empresas de ônibus da cidade.

Em seguida Claramunt pediu proteção de vida à PF e silenciou, aguardando pela negociação de uma delação premiada para o Ministério Público. Eis que estoura um caso bem maior, o do mensalão de Dirceu, Delúbio e Marcos Valério. E Claramunt fica meio esquecido numa cela da PF em São Paulo. E a cada dia que passa, é tomado pelo medo de ser vítima de uma queima de arquivo.

Foi nesse contexto que Claramunt se abre com seu companheiro de cárcere. Ato contínuo, escreve cartas para sua mulher, em hebraico (ele é judeu), revelando tudo o que sabia do esquema do lixo do PT. E fornecendo, inclusive, os números de duas contas que Felipe Belisário Wermus mantinha em paraísos fiscais.

Memórias do cárcere

Evaldo Rui Vicentini era o companheiro de cárcere de Antônio Claramunt. Velho militante comunista, ex- tesoureiro do PCB (hoje PPS) em São Paulo, Vicentini fora preso sob a acusação de participar de um outro esquema de evasão de divisas. Se diz inocente. Ele acabou se transformando no principal confidente do doleiro. Conversei com Vicentini logo depois que ele saiu da cadeia, em 2005. Ele me revelou uma história escabrosa sobre o companheiro de Marta Suplicy. Mas como na ocasião ele não tinha documentos, só o testemunho oral, meu chefe na revista IstoÉ, onde eu trabalhava, preferiu não publicar. Eis os principais pontos da história contada por Claramunt a Vicentini:

a) Claramunt enviava dinheiro do Caixa Dois do PT para paraísos fiscais no exterior. O contato dele no Brasil era Luis Favre. Ele criou duas contas no exterior para Favre, ambas com seu nome verdadeiro, Felipe Belisário Wermus. O dinheiro era repassado para o Trade Link Bank, agência Miami, e de lá repassado a Wermus.

b) Esse dinheiro vinha de superfaturamento da coleta de lixo em prefeituras administradas pelo PT. O superfaturamento era de 10%, metade para o PT, metade para as empreiteiras. Vicentini citou na ocasião as prefeituras de São Bernardo, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Recife, e Brasília, todas petistas (Brasília não é prefeitura mas, no caso da coleta de lixo, funciona como se fosse).

c) Uma empresa francesa, a Vega (que chegou ao Brasil com o nome de Vega Sopave), era a chefe do esquema. Todas as concorrências dessas prefeituras do PT eram vencidas ou pela Vega ou por um consórcio de empresas laranjas da Vega.

d) A Veja Ambientales, holding latino-americana da Vega no Brasil e que pertence ao grupo franco-argentino Arcelor, tem sede no Uruguai. É administrada por uma empresa chamada Pozadas, Pozadas & Vecino. O procurador da Vega Ambientales é o Sr. Jorge Altamira. Mais uma coincidência: Jorge Altamira é o codinome de Saul Belisario Wermus, irmão de Favre, e conhecido dirigente de uma facção trotsquista argentina fundada por J.Posadas.

Vicentini também revelou essa história, em detalhes, a uma companheira de partido, a deputada Denise Frossard, PPS-RJ, que a repassou para o Ministério Público.

Cartas do doleiro à mulher

Em agosto de 2005, quando o escândalo do mensalão estava em seu ápice, os repórteres Ugo Braga e Lúcio Lambranho, do Correio Braziliense, publicaram uma reportagem relevante, Os dois descobriram que, além de fazer confidências ao companheiro de cárcere, Antônio Claramunt enviou uma série de cartas e bilhetes à sua mulher Patrícia, todas em hebraico, que compunham um precioso mosaico. Os repórteres conversaram com os guardiões das correspondências, que deveriam ser reveladas caso o doleiro fosse assassinado. Na época, em meio a dólares em cuecas, a matéria acabou não chamando a atenção. Eis as principais informações:

1) O esquema começava com a cobrança de propinas ou superfaturamento de contratos, como os de coleta de lixo ou obras públicas, nas cidades administradas pelo PT – Santo André, Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo, Recife, Porto Alegre. E cresceu a partir de 2003 com operações nos fundos de pensão ligados às empresas estatais.

2) O dinheiro dado “por fora” ao partido era encoberto com a emissão de notas fiscais frias de empresas ligadas ao esquema – Avencar Turismo Ltda., KLT Agência de Viagens, Appolo Câmbio e Lumina Empreendimentos Ltda. São as mais citadas.

3) Estas notas eram entregues pelos doleiros – além de Toninho Barcelona faziam parte Raul Henrique Sraur e Richard André Waterloo – às empresas achacadas, que com elas poderiam justificar a saída contábil da propina de seus caixas mundo afora. A partir daí, iniciava-se uma cadeia financeira que podia ser percorrida ao longo de um único dia – operações chamadas day trade – via computadores de quem a operava. No máximo, começava num dia e acabava no outro. Geralmente o dinheiro da propina era arrecadado em espécie.

4) Os reais eram depositados pelo então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, receptor de toda a bolada, nas contas de laranjas dos doleiros. Que de pronto disparavam ordens de pagamento no exterior. No caso do PT, eles criaram uma trilha própria. Usavam duas empresas off-shores, chamadas Lisco Oversears e Miro Ltd., para mandar dinheiro de contas numeradas respectivamente no JP Morgan e no Citibank, ambos de Nova York.

5) Debitado da Lisco e da Miro, a bolada seguia para uma conta corrente da Naston Incorporation Ltd., off-shore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal caribenho. A Naston é uma sociedade célebre entre doleiros, pois pertence a Barcelona e a Alberto Youssef, dois dos mais conhecidos do mercado.

As contas numeradas de Favre

6) Da offshore Naston, os dólares eram enviados recursos do PT por estas duas contas numeradas: 60.356356086 e 60.356356199 do Trade Link Bank (braço do Banco Rural, nas Ilhas Cayman). Essas contas seriam operadas por “dois” cidadãos, Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte francês, e Felipe Belizario Wermus, de passaporte argentino. Segundo Toninho da Barcelona, são a mesma pessoa, Luis Favre.

7) A conta operada pelo passaporte francês remetia dinheiro para a Trade Link. O passaporte argentino era usado para remeter dinheiro para a conta Empire State Scorpus, em Luxemburgo. A conta Empire State tinha uma subconta no Panamá, que passava pela offshore OBCH Ltda, que seria administrada por um cubano naturalizado panamenho chamado Aníbal Contreras, amigo de José Dirceu.

8) As trocas de dólares por reais, que oscilavam entre US$ 30 mil e US$ 50 mil, eram realizadas no gabinete do então vereador Devanir Ribeiro (amigo de Lula dos tempos do ABC, hoje deputado federal e autor da tese do terceiro mandato) e integram outro braço do esquema petista. Nesse caso, o partido mantinha volumes consideráveis de dólares em dinheiro vivo, escondido em cofres ou malas ou cuecas, e acionava a casa de câmbio quando precisava convertê-los em reais. Em geral, quem ligava para a casa de câmbio Barcelona era o assessor legislativo da Câmara de Vereadores, Marcos Lustosa Ribeiro, filho do deputado Devanir Ribeiro. No início de 2002, as trocas eram esporádicas e ocorriam a cada dez ou 15 dias. No meio do ano, já estavam em ritmo alucinado, sendo quase diárias, e somavam cerca de R$ 500 mil por semana, segundo Toninho Barcelona.

A força e a fraqueza de Marta

O doleiro Antônio Claramunt ameaçou dar as provas ao Ministério Público mas acabou não fechando acordo da delação premiada. Convocado à CPI dos Correios, ficou de boca fechada. Teria fechado acordo sim, mas com o PT. Mas o fato é que a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a ter em mãos todos os detalhes necessários para prosseguir com as investigações. E apuraram muito, de lá para cá, de acordo com minhas fontes.

Mas o que ninguém seja ingênuo: enquanto Luiz Inácio Lula da Silva for presidente, não deverá haver qualquer operação da PF que envolva Favre. A não ser que a facção tucana na PF consiga fazer algo escondido do diretor da Federal Luiz Fernando Corrêa. Ou que Marta Suplicy ganhe a eleição deste ano para a Prefeitura e decida enfrentar Dilma Roussef.

De qualquer forma, Felipe Belisário Wermus, dit Luis Favre, está de volta à ribalta política. É o principal baluarte (emocional, político e financeiro) da candidata do PT, Marta Suplicy. É também seu ponto mais fraco.

Conexão Paris

Nos anos 80, Favre era dirigente em Paris da Quarta Internacional, organização mundial dos seguidores do falecido líder comunista Leon Trotsky. Homem de confiança de Leonel Jospin –mais tarde eleito primeiro-ministro da França— Favre foi enviado ao Brasil para convencer as facções locais a se dissolverem no jovem PT. Acabou amigo íntimo dos chefes trotsquistas de então, como Luiz Gushiken, bancário e sindicalista, e o estudante Antônio Palocci, fiel escudeiro de Gushiken. Foram esses dois, Gushiken e Palocci, principalmente eles, que pavimentaram o caminho de Favre dentro do PT.

Hoje Favre goza da confiança de François Hollande, presidente do Partido Socialista francês. Juntos, Favre e Hollande estão articulando à ascensão de Lula à presidência da Internacional Socialista, quando ele deixar o Palácio do Planalto. O ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe Gonzalez, já teria concordado. Faltaria apenas acertar os ponteiros com o ex- chanceler da Alemanha, Gerhard Schröder.

Marta é a quinta

Favre é amigo de Lula há 21 anos. Ele chegou até a hospedar por seis meses, em seu apartamento em Paris, Lurian Lula da Silva, a primogênita do presidente. Aos 58 anos, Favre tem um passado de aventuras.

Nasceu num cortiço em Buenos Aires, numa família de operários peronistas de origem judaica. Só completou o ginásio. Até os 20 anos, trabalhou como contínuo, gráfico e metalúrgico. Detido oito vezes pelo regime militar, exilou-se em Paris.

De pele morena, cabelos grisalhos e olhos azuis, Favre é, para as mulheres, o protótipo do homem bonito, charmoso e experiente. Já foi companheiro da filha de um grande empreiteiro argentino, de uma americana e de uma brasileira, Marília Andrade, herdeira da construtora Andrade Gutierrez. Generosa, Marília chegou a pagar uma cirurgia plástica para Luriam Lula da Silva. Depois de Marília, Favre viveu com uma francesa. Marta é a quinta. Mas sonha ser a última.

Marta e Favre vivem publicamente juntos desde 2000. Ela assumiu o romance assim que foi eleita prefeita paulistana. Então largou o marido, o senador Eduardo Suplicy, e colocou Favre definitivamente para dentro de casa. Na época, era a casa da família Suplicy. Casaram-se há três anos.

O franco-argentino (agora também brasileiro) gosta de bons vinhos, restaurantes caros e roupas de grife. Ele e Marta costumam quitar suas compras em dinheiro vivo. Favre não tem uma ocupação profissional muita cristalina. Além de conselheiro da mulher, até uns tempos atrás, quando indagado, se apresentava como dono de uma gráfica em Paris. Diz ele que essa é sua principal fonte de renda. Também representou por muitos anos a JCD, uma das maiores empresas de out doors e street media do mundo.

Quero um cargo no goveno

Nos primeiros meses de 2002, com a primeira campanha presidencial de Lula dando seus primeiros passos em comerciais de tevê, Favre pilotou uma sala dentro do comitê central do partido. Ele era consultado sobre a qualidade de peças de propaganda e sua viabilização. Marta nunca o deixou na mão.

Com a vitória de Lula, a prefeita exigiu um cargo para o companheiro na administração federal. Ora pedia com charme, ora levantava a voz. Na armação do governo, em meados dezembro, Marta sacou da bolsa Louis Vuitton o nome do amado para nada menos que a presidência do BNDES. A expressão de espanto no rosto de Lula foi tão grande que a então prefeita recuou antes que ouvir a resposta. Mais modesta, em seguida cogitou alguma diretoria da Caixa Econômica Federal. Noutra ocasião, falou na importância de Favre ter um gabinete no Palácio do Planalto, onde seria intérprete oficial de Lula.

Os petistas, aliviados, descobriram que a lei não permite a nomeação de estrangeiros para o governo. Até a eleição de Lula, Favre vinha sendo obrigado a voltar à França a cada três meses para renovar seu visto de turista no Brasil. Em janeiro de 2003, ele solicitou ao Ministério da Justiça um visto permanente de trabalho no País. Alegou “união estável” com Marta. Com a forcinha do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o visto saiu no início de março. Aí Marta voltou à carga pela nomeação do marido.

“Marta sabe mandar e Favre é a pessoa que ela mais ouve”, diz um amigo comum. Dentro do PT, a pressão foi forte . “Ela elevou a tensão junto ao presidente ao insuportável”, revela um petista que trabalha no Planalto. “Lula deu ordens para atendê-la imediatamente temendo que suas emoções passionais a levassem a romper com o partido. Aí, sim, seria um desastre”.

O passaporte azul quase saiu

Naquele início de 2003, sentada na cadeira de prefeita paulistana, Marta tinha enorme poder sobre Lula. O presidente ainda se preocupava com algumas dívidas de campanha, que Marta e Favre ficaram de acertar. Coube a Luiz Gushiken, então ministro da Comunicação de Governo e membro do finado “núcleo-duro” do poder, puxar para si o problema.

Gushiken inventou para Favre um cargo de Assessor de Comunicação Internacional do governo. Arrumou um DAS-5 para ele, salário de R$ 5.800 mensais na época. Não era muito. Mas pelo menos ele estaria com um pé no poder federal, com cartão de visitas oficial, acesso aos gabinetes. Ah, o mais importante: Gushiken também ofereceu um passaporte especial de cor azul, o mesmo a que os Ministros de Estado têm direito. Favre estava com um pé e meio no governo.

Só não pisou com os dois sapatos porque foi acusado, na véspera da nomeação, de ter recebido US$ 300 mil para facilitar concessões de linhas de ônibus pela prefeitura de São Paulo. O autor da denúncia, Gelson Camargo dos Santos, acabara de ser preso por estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha. Lula, que ainda nutria algum recato em relação à proximidade com suspeitos, disse a Marta que Favre precisava se livrar do escândalo antes de ser nomeado.

Na época, numa conversa ao telefone, Favre me disse o seguinte: “Achei melhor adiar por uns dias minha ida a Brasília”. E acrescentou: “Agora vou ter que esclarecer essas histórias absurdas”. Simulava confiança, obviamente: “Não há nada de concreto, é só um estelionatário dizendo que eu estaria envolvido num esquema”.

O inimigo Dirceu

José Dirceu festejou as boas novas. Ele e Favre já foram amigos. Isso faz muito tempo. Mas durante a campanha presidencial, os dois brigavam quase todos os dias. Dirceu reclamava que o Favre se intrometia em tudo. “Ele queria decidir até o que um deputado federal pode ou não falar na TV”, queixou-se. Hoje há queixas semelhantes na campanha para a Prefeitura paulistana.

Abertas as urnas, Dirceu e Favre quase trocaram empurrões no alto do palanque da festa da vitória, na Avenida Paulista. Em seu território, Favre quis resolver quem podia ou não chegar perto de Lula. Durante um Carnaval em São Paulo, os dois apenas apertaram as mãos no camarote da prefeita Marta – e depois não conversaram. De lá para cá, ele não mudou. Ao contrário. Só aumentou sua característica de resolver tudo.

(*) Fonte: http://www.jornalismo.com.br/ricfaria/contas-do-marido-de-marta-suplicy

Socialismo latino-americano

Do portal do ZERO HORA
20 de julho de 2008


Uma cena do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela), na sexta-feira, em Riveralta, no norte da Bolívia, fez lembrar os idos tempos do "culto à personalidade" no bloco soviético. Na cidade em que Lula anunciou um empréstimo para o colega Evo Morales construir uma rodovia, soldados desfilaram diante de estandartes com as fotos dos três presidentes.

Coincidentemente, as efígies dos três latino-americanos foram dispostas de forma que faz lembrar as imagens dos patriarcas comunistas nos desfiles soviéticos do século passado (abaixo, as comemorações de 1º de maio de 1964 na Praça Vermelha, em Moscou). Trocando-se Lula, Morales e Chávez por Marx, Engels e Lenin - e substituindo-se o calor amazônico pelo outono russo - , a solenidade de Riveralta e o Dia do Trabalho moscovita guardam semelhanças.

Comentário do Cavaleiro do Templo: já passou da HORA da grande mídia divulgar o projeto destes canalhas, que é o de transformar este continente em continente-prisão como é em CUBA e na CHINA e era na URSS. São todos doentes mentais, sociopatas que jamais se importaram com o bem. Querem apenas PODER TOTAL e este só pode existir em estados comunistas/socialistas. E por isto destroem o CAPITALISMO por dentro com infinitas normas, dificuldades, leis, impostos. No mundo livre, as pessoas empreendem e tornam-se independentes do ESTADO, tomam conta de suas próprias vidas, promovem sua sobrevivência através do mérito. Pergunto: vocês já viram algum comunista dedicando-se a atividades benéficas? Filantrópicas? Fazendo o bem objetivo? Não vale doar "dez real" pros leprosos, isto qualquer um pode fazer. Pois é...

NARCO-SEQUESTRO-TERROR-GUERRILHA: Farc fazem dez reféns no noroeste da Colômbia

Do portal FOLHA ONLINE
Da BBC em 19/07/2008

Rebeldes (C.T. - correção: rebeldes não, rebelde era eu com 20 anos, este pessoal são sequestradores, guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes) das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) seqüestraram dez pessoas no noroeste da Colômbia nesta sexta-feira (18 de julho de 2008).

Os guerrilheiros interceptaram um barco de passageiros que navegava pelo rio Atrato, na Província de Choco, e forçaram a embarcação a atracar na margem do rio.

Dez passageiros foram levados pelos rebeldes, que desapareceram pela densa selva colombiana, onde estão escondidas outras centenas de reféns em poder da guerrilha.

De acordo com o correspondente da BBC em Medelín, Jeremy McDermott, com a captura de novos reféns as Farc pretendem enviar uma "mensagem desafiadora" ao presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Há três semanas, uma operação do exército colombiano libertou 15 reféns em poder dos rebeldes, entre eles a ex-candidata à presidência Ingrid Betancourt, que passou mais de seis anos em cativeiro.

Ainda na avaliação do correspondente, outra intenção da guerrilha é negociar fiança em troca dos reféns. A prática do seqüestro é uma das principais fontes de renda das Farc, ao lado do tráfico de drogas. Neste domingo, manifestações em todo o país pedirão a libertação de todos os reféns em poder da guerrilha.

Comentário do Cavaleitro do Templo: e estes esquerdopatas querem CONVERSAR COM AS FARC, DIALOGAR COM BANDIDO DA PIOR ESPÉCIE? Claro que querem pois são BANDIDOS COMO ELES! Os caras (FARC) mantém dezenas, centanas de psssoas sequestradas e continuam a elevar este número como prova este artigo da FOLHA. Uribe está certo, todo mundo que quer transformar as FARC em partido político (este é o objetivo de um grupo "guerrilheiro") está errado.

Encruzilhada colombiana: revés guerrilheiro, “reconciliação” e desmobilização

D portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por CubDest em 18 de julho de 2008


Resumo: O tema da “reconciliação” na Colômbia vai-se transferindo de uma forma mais ou menos explícita ao centro dos debates e acontecimentos dentro desse país e em torno dele.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Com a libertação inesperada e espetacular de 15 reféns das FARC, o povo colombiano e suas atuais autoridades ganharam o que até o momento constitui uma das mais importantes batalhas psicológicas, políticas e militares contra as narco-guerrilhas que assolam a Colômbia desde há quatro décadas. Não obstante, segundo destacam diversos observadores, a justificada alegria ante a possibilidade de aproximação da paz não deveria deixar perder de vista que ainda podem faltar outras etapas para que a Colômbia chegue a uma paz estável e duradoura, vencendo completamente a guerra.

A rápida mudança de opinião na linguagem da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, pouco depois de ser resgatada e posta em liberdade, serve de exemplo que ilustra a complexidade da psicologia humana e, ao mesmo tempo, serve de reflexão sobre eventuais mudanças análogas que possam se produzir não somente em nível individual como coletivo.

Deixando rapidamente para trás um primeiro momento de elogio às autoridades colombianas, e de justificação da arriscada ação de resgate, a Srª Betancourt passou a afirmar com ênfase que seu pensamento “sempre” será “de esquerda”, que é “necessária” uma negociação com as FARC e que as autoridades colombianas devem “abandonar a linguagem do ódio”; fez elogios a Chávez e chegou a justificar a existência das FARC com a velha tese de esquerda de que a causa da “violência” guerrilheira se encontraria na “injustiça social” e não nas próprias metas e métodos revolucionários, próprios de um sistema intrinsecamente perverso.

A ex-refém, que já é qualificada como “a Mandela colombiana”, como uma referência ao líder esquerdista sul-africano que, depois de sair da prisão chegou à presidência de seu país, foi mais longe ainda quando afirmou à BBC que “Uribe e não só Uribe, mas toda a Colômbia, devem corrigir algumas coisas”, no sentido do diálogo, da negociação e da reconciliação.

No contexto do pensamento da Srª Betancourt, essa “correção” que “toda a Colômbia” deveria realizar, nas atuais circunstâncias poderia redundar em uma perigosa desmobilização psicológica e ideológica de um país inteiro.

Neste momento, com relação à Colômbia, a palavra “reconciliação” está sendo pronunciada genericamente por diversas personalidades, desde setores diferentes, em nível nacional e internacional, embora sem que se especifique até o momento em que consistiria concretamente essa “reconciliação”. A ineludível interrogação que se coloca é: qual seria o significado que cada ator ou protagonista concede a essa palavra? Em seu sentido mais simples, “reconciliar-se” significa voltar a ser amigos aqueles que em algum momento, por alguma razão, deixaram de sê-lo.

Em que consistiria, concretamente, essa “reconciliação” em relação às FARC e a seus membros, conhecidos por sua crueldade e radicalização, os quais até o momento não deram nenhum sinal de arrependimento por seus crimes?

No plano religioso, Bento XVI, em suas primeiras palavras depois de ser informado da libertação dos 15 reféns, incluiu a meta da “reconciliação” na Colômbia, segundo transmitiu imediatamente à imprensa o Padre Lombardi, porta-voz da Santa Sé. O tema da “reconciliação” na Colômbia já havia sido abordado pelo Pontífice em diversas oportunidades, como por exemplo no Angelus de 3 de fevereiro pp., e também em mensagem aos bispos colombianos por ocasião do centenário da Conferência Episcopal desse país.

Por outro lado, em um plano que vai mais além do religioso e incursiona no sócio-político, os referidos bispos colombianos também têm insistido na reconciliação, e também no diálogo e na negociação. Pouco depois da libertação dos reféns, o até há pouco presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, monsenhor Luis Augusto Castro Quiroga, dirigiu-se às FARC manifestando-lhes que estudassem “com muita seriedade” a possibilidade de “dialogar” com o governo e acrescentou que no momento atual “a saída negociada é o melhor” para os guerrilheiros.

Também no plano político internacional a primeira atitude do presidente Lula, do Brasil, quando se produziu a libertação de Betancourt, foi a de emitir uma nota na qual chama à “reconciliação entre todos os colombianos”.

O tema da “reconciliação” na Colômbia vai-se transferindo dessa maneira, de uma forma mais ou menos explícita, ao centro dos debates e acontecimentos dentro desse país e em torno dele. É um tema sumamente delicado porque, como já se disse, se precisaria saber o quê é que cada um dos promotores da “reconciliação”, e os eventuais atores em jogo, entendem por “reconciliação”.

A preocupação provém do fato de que esta palavra, em si mesma tão notável, pode adquirir significados ambivalentes “talismânicos”, que contribuam para desmobilizar os colombianos no momento em que a guerrilha atravessa uma situação especialmente difícil, e a abertura de processos de reconciliação, negociações e diálogo poderia dar-lhe tempo para cicatrizar suas feridas psicológicas, políticas e militares.

Tradução: Graça Salgueiro

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".