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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Seguro de vida: Delegado guarda cópias de três HDs secretos da Satyagraha que abalariam a República

Do blog ALERTA TOTAL
Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Por Jorge Serrão

Exclusivo – Caso fossem divulgados oficialmente, os conteúdos de três discos rígidos (HDs) de computadores apreendidos na Operação Satyagraha seriam elementos suficientes para derrubar o governo – por mais popular que ele seja ou esteja. O delegado Protógenes Queiroz já advertiu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que guarda, a sete chaves, muitas informações comprometedoras, acompanhadas das devidas provas. Os dados são uma espécie de “seguro de vida” do delegado, que foi detonado do comando das investigações, por pressão direta do Palácio do Planalto. Gilmar negará que saiba disto, da mesma forma como recusa o convite para falar na CPI dos Grampos.

Os dados mais comprometedores são as movimentações de um próspero empresário do ramo de informática e telecomunicações, ligado intimamente ao desgoverno federal. As retiradas feitas pela esposa de um importante líder político são descritas minuciosamente. Também aparecem os comprovantes de comissões pagas a políticos e partidos, pelo Opportunity, em negócios com Prefeituras. Outras bombas são as conversas de muita gente importante grampeada e suas devidas movimentações de contas correntes, com dinheiro de corrupção. As gravações e provas comprometem figuras dos três poderes.

As informações que Protógenes guarda em sigilo estavam em três computadores apreendidos com Daniel Dantas. Um computador do banqueiro sumiu, misteriosamente, com dados importantes. A equipe do delegado conseguiu fazer cópias de três HDs. Um dos discos rígidos tem documentos, áudios de gravações telefônicas, e até informações e vídeos sobre romances tórridos entre autoridades (casadas) da República. Os corruptos tiveram sua privacidade devassada.

O delegado Protógenes não gostou porque foi ameaçado, uns dez dias atrás, acusado de usar pessoal da Abin e informações privilegiadas da Agência nas investigações. Apesar disto, os dados não vazarão. A não ser que algo aconteça com o policial que agora cumpre a rotina de estudar no curso superior da Polícia Federal, para assegurar suas futuras promoções na carreira. Como sabe muito, o bom aluno será premiado, no futuro mais próximo possível.

Mais uma vez, a tese da cumplicidade geral salvou todos os envolvidos. Quando foi preso, Daniel Valente Dantas ameaçou detonar todo mundo, se não fosse solto em 24 horas. O banqueiro formalizou a ameaça em uma ligação telefônica (devidamente interceptada) a um alto membro do Judiciário e a um Senador. Na edição de 8 de julho, o Alerta Total antecipou que DVD seria libertado depressa: (releia: Se não for solto logo, Daniel Dantas ameaça vazar na imprensa contas secretas de senadores e deputados).

O maior temor é que vazasse alguma informação privilegiada colhida pela Polícia Federal, pela Abin ou por grandes empresas particulares de inteligência que atuavam contra ou a favor de Daniel Dantas. Por enquanto, tudo permanecerá em sigilo, como se nem existisse. Aliás, a existência será oficialmente negada. A mentirinha oficial faz parte do jogo do poder no Brasil.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Segunda entrevista com José Sepúlveda da Fonseca

Do blog CAVALEIRO CONDE
Sexta-feira, Julho 25, 2008

Nesta edição do vídeo, eu dividi em duas partes, por causa do tempo superar o limite exigido pelo youtube. Aqui conversamos a respeito da prisão do banqueiro Daniel Dantas e das implicações políticas do governo Lula e da polícia federal nas mãos do PT.

Parte I


Parte II


Comentário do Cavaleiro do Templo: você ouviu na entrevista o Sr. Sepúlveda expondo a completa insanidade da Sra. Marilena Chauí (leia sobre a moral esta pessoa aqui). A explicação para este comportamente vem do HEITOR DE PAOLA, leia abaixo.

O INCORRUPTÍVEL PT

Do portal PAPÉIS AVULSOS do HEITOR DE PAOLA


O PT não é um partido corrupto, como também não o é o Presidente Lula, o Homem Mais Ético e Honesto do País, segundo sua própria opinião.

Corrupção é aquilo que foi descoberto na Itália pela Operação Mãos Limpas e que levou a mais de 2.300 prisões e perdas de cargos, incluindo cinco ex-Primeiros Ministros. Corrupção é o que já levou inúmeros dirigentes japoneses ao suicídio ou à cadeia. PC Farias era corrupto, Collor possivelmente também, embora tenha sido absolvido de todos os processos. Talvez Paulo Maluf e Celso Pitta também o sejam, esperemos os julgamentos. Corrupção, enfim, é apropriar-se de dinheiro público ou em função de cargo público, em proveito próprio ou de familiares.

Pois o que vem ocorrendo no Brasil desde 1o de Janeiro de 2003 é bem outra coisa! Muito mais insidiosa, sórdida, vil e extremamente perigosa. É a apropriação de dinheiro e patrimônio público e de outras fontes para as seguintes finalidades:

1. Salvar a ditadura cubana da falência final;

2. Usar as estatais brasileiras para ajudar a aprofundar a ditadura de Chávez na Venezuela;

3. Ajudar a narco-guerrilha colombiana, as aliadas FARC, a derrubar o único governo verdadeiramente anticomunista da América do Sul, o de Álvaro Uribe, uma pedra no sapato do Foro de São Paulo;

4. Last but not least, comprar políticos de outros partidos, jornalistas, artistas e outros “formadores de opinião” no sentido de implantar, de forma indolor, uma ditadura comunista no Brasil.

Grande parte desses políticos age por ganância pura e simples – são os verdadeiros corruptos – e alguns nem desconfiam do que realmente, estão vendendo com sua atitude espúria. Os jornalistas se dividem em três categorias: os que nada sabem mas têm que seguir as ordens das redações; as dos que pouco sabem, mas sabem alguma coisa e como esquerdistas que são agem de má fé não totalmente consciente; e os agentes de influência, que conhecem a estratégia, diretamente responsáveis pelo encobrimento da verdade. Existem estes agentes também em outras áreas, infestam os consultórios psicológicos, as escolas, as Igrejas, os Tribunais, etc. Por trás da saraivada de denúncias de corrupção, esconde-se a verdade: a marcha, inexorável a persistir esta situação, rumo à implantação da ditadura. Com Lula? Sem Lula? Não interessa a cor do gato, desde que cace ratos, como dizia o “liberal” Den Xiaobin.

Na entrevista dada por Lula em Paris na qual disse que o PT só fazia o que os outros partidos sempre fizeram, não estava confessando culpa coisa nenhuma, estava ajudando a encobrir a verdadeira estratégia do Foro de São Paulo do qual é um dos fundadores com Fidel Castro (para compreender o verdadeiro significado do Foro de SP acessar www.midiasemmascara.org e escolher o link com este nome ou clique aqui). A imprensa comprada e cúmplice fez eco: ah!, agora Lula se ferrou, tentou justificar a corrupção do PT, não deixa ele falar de improviso! Improviso uma ova! Sabia muito bem do que estava fazendo.

Existem outros atores do enredo de horror que se desenrola: os empresários, que só querem se locupletar enquanto não acaba a festa, os países credores, que só querem receber o pagamento da dívida escorchante, os financistas e banqueiros que adoram os juros estratosféricos decididos entre um deles, o Presidente do BC Henrique Meirelles – nomeado pelos próprios credores para administrar a massa falida, como já o fora o Soros Boy, Armínio Fraga, no desgoverno anterior – e o representante das FARC no PT, o médico-financista Antonio Palocci. Só não sabe quem não quer que em uma de suas inconclusas gestões à frente da Prefeitura de Ribeirão Preto, autorizou a instalação de um Escritório de Representação das FARC, em plena rota de penetração do narcotráfico. Mestre da desfaçatez que posa de capitalista desde criancinha e defensor de racionalidade econômica só para engordar cada vez mais o boi para o churrasco!

Enquanto isto as FARÇas vão se desenrolando: a briga Tarso Genro x José Dirceu para dar impressão de luta interna no PT – meu teclado já está rouco de tanto repetir que quando dois comunistas brigam em público é porque estão de comum acordo, as verdadeiras brigas nunca surgem assim – as “dissidências” do P-SOL e a “indignação” do Gabeira, o picareta da tanguinha.

Tudo jogo de cena!

Assim como as indenizações milionárias aos “perseguidos da ditadura”. Aqueles poucos que não são nem agentes de influência e nem ao grupo dos esquerdistas que sabem algo, se escandalizam frente a mais esta “corrupção”. Eles precisam ser enganados para que não apareçam os reais motivos destas invenções de Thomaz Bastos, Greenhalgh et caterva: a mais sórdida campanha de desmoralização e humilhação das Forças Armadas brasileiras principais obstáculos históricos a seus satânicos projetos, tendo-os derrotado militarmente em 35, 64, 68 e de 70-74 (Governo Médici), mas que hoje amargam o descuido com que trataram a cultura e a educação, ajudando a promover os mesmos ladrões de banco, seqüestradores, guerrilheiros, terroristas e otras cositas más, aos mais altos postos da Nação. E que lá chegaram como sempre viveram – ladrões de bancos, seqüestradores, etc., aplicados pupilos do ladrão de trens Stalin - sedentos de vingança contra os vitoriosos.

Mas por enquanto apenas assistimos aos trailers, o filme de horror está para começar. Para acender as luzes e impedir seu início seria preciso um processo completo de despetização e destucanização do País como foi o da desnazificação na Alemanha. Mas isto não é filme, é sonho!

terça-feira, 29 de julho de 2008

Relatório diz que Greenhalgh fez lobby no BNDES para banqueiro

Do portal do ESTADÃO
Por Fausto Macedo e Marcelo Godoy, terça-Feira, 29 de Julho de 2008


No relatório final do inquérito sobre o Opportunity Fund, a Polícia Federal dedica capítulo inteiro a Luiz Eduardo Greenhalgh, "vulgo Gomes ou LEG, ex-deputado federal pelo PT e pessoa muito próxima ao secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff". A PF pede inquérito exclusivamente sobre os movimentos de Greenhalgh e o acusa de fazer lobby no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) "para satisfação dos interesses mútuos e pessoais".

Segundo o relatório, o ex-deputado integra "instância especial" da organização sob comando do banqueiro Daniel Dantas. "Também é advogado e possui escritório, mas os serviços prestados passam longe da assessoria jurídica."

A PF assinala que Greenhalgh "em verdade, no contexto geral, seria o homem de ligação entre pessoas do Poder Executivo Federal, empresas estatais (BNDES) e o D. Dantas".

No trecho intitulado Criação da Supertele-BrOi, no qual aborda as ações do ex-deputado, a PF o associa a Guilherme Henrique Sodré Martins, o Guiga, sócio da GLT Comunicações Ltd., e ao executivo Humberto José Rocha Braz, o Guga, ex-diretor corporativo da Brasil Telecom e preso por envolvimento na tentativa de suborno do delegado Victor Hugo Rodrigues Alves.

O relatório da PF: "A conduta dos três (Guga, Guiga e Gomes) soa como figuras lendárias dos três mosqueteiros desempenhando atividades a serviço do Rei, qual seja, identificamos naquele festejado grito de guerra "um por todos e todos por Daniel Dantas", com a finalidade de desviar recursos via BNDES, com a colaboração de integrantes do poder público a ser investigado em outro momento, num trabalho desempenhado quase perfeito com estratégias e relações que ultrapassam os limites da ética, da moralidade e da legalidade."

O relatório aponta atuação do grupo nos bastidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a ele imputa "contatos importantes e participação em acordos espúrios, em especial a criação da Supertele". "Constantemente são demandados por Daniel Dantas para "resolver" alguma pendência, usando da influência que aparentam ter, e "prestam contas" a seu patrão, dizendo que conversaram com x ou y (normalmente autoridades, políticos)", diz a peça. "Às vezes, até agradecem estas autoridades pelo auxílio. Até um julgamento do STJ, de uma ação de interesse do grupo, teve seu resultado adiantado pelo telefone."

Greenhalgh afirmou, pela assessoria, que "nunca foi ao BNDES". Ele teve acesso aos autos da Satiagraha e "pôde constatar que o conteúdo dos diálogos gravados não corresponde à interpretação dos analistas da PF".

terça-feira, 22 de julho de 2008

O CASO DANIEL DANTAS

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
19/07/2008


“Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.”

Ferreira Gullar, poema Traduzir-se


É preciso lançar alguma luz sobre o noticiário dos últimos dias, que pode parecer confuso ao leitor desavisado. Como entender o fato de o presidente Lula mandar dar um breque no delegado Protógenes Queiroz no caso Daniel Dantas, a ponto de demiti-lo da função, se toda a gente sabe que a maneira de agir da Polícia Federal no caso é a recomendada pelo partido governante? Afinal, Lula e o PT são ou não favoráveis ao rito sumário, à margem da lei, para linchar os supostos delinqüentes ricos?

Obviamente que a resposta à última questão é positiva, com as qualificações devidas. Por menos que o PT queira e goste ainda estão vigentes uma ordem constitucional e o Estado de Direito. Pior, temos eleições sucessivas, uma delas, importante, ainda neste ano, e o eleitorado, especialmente aquele da classe média residente em São Paulo, não pode ser negligenciado. Então, a questão de princípio de se linchar os supostos delinqüentes ricos – delinqüentes justamente por serem ricos, na visão revolucionária – tem que ser suavizada para não espantar a lebre eleitoral. Devagar com o andor que o santo – a urna, no caso – é de barro.

Temos aqui a razão tática para a ordem de retirar o delegado xiita do inquérito, ele que ignorou todos os ritos, todos os direitos fundamentais, todos os fundamento do Direito e partiu para o justiçamento sumário de um dos maiores financiadores da oposição política em tempos idos e atualmente um grande financiador de seus próprios algozes. O fato é que a truculência dos esbirros da Polícia Federal repugnou a opinião pública, que não partilha, com o PT, dessa plutofobia. O recuo tinha que ser feito sob pena de se comprometer as chances eleitorais de Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo, já queimada com a classe média desde sua desastrada declaração “relaxa e goza”, quando da recente crise dos aeroportos, bem como pelo fatídico desastre da queda do avião da TAM, nos arredores do Aeroporto de Congonhas.

Há um claro conflito entre a ética (que má palavra!) revolucionária e a ética eleitoral. Lula e o alto-comando petista, como sempre, praticaram a realpolitik e mandaram o delegado Protógenes (que nome!) para a escola, dando um tempo no seu afã persecutório à plutocracia nacional. Então, caro leitor, perceba que a canalhice de Lula é maior ainda do que a canalhice dos meganhas da PF, ajudados pelos juízes justiceiros seguidores de Rousseau e Marx (veja-se meu artigo anterior sobre o assunto). E aqui nota-se a lógica inexorável da revolução em processo, a mesma lógica que se viu em toda parte onde ela aconteceu: é preciso que haja o “centralismo democrático”, é imperativo que os quadros obedeçam ao comando da cúpula.

Ora, o delegado Protógenes, como muitos dos companheiros de viagem dos revolucionários, pensam estar fazendo o melhor quando agem de acordo com as leis produzidas ao longo de décadas de ação gramsciana, que produziu essa monstruosidade que se tornou nosso ordenamento jurídico. Uma parte desse ordenamento consagra a tradição das liberdades democráticas, outra parte é pura concepção leninista (“Uma parte de mim/pesa, pondera/outra parte/delira” Ferreira Gullar). Esse Frankenstein jurídico tem sido usado a bel prazer dos esbirros policiais, com a aprovação da cúpula governamental, mas agora que a coisa transbordou para a opinião pública e pode afetar as eleições vimos a contradição brotar, ela que não é filosófica, mas de mera forma de agir.

Esses companheiros de viagem que integram as carreiras de Estado têm as autonomias de lei e não respondem a nenhum comando centralizado, se não quiserem. Não são quadros do partido, mas do Estado, de modo que são controláveis apenas até certo ponto e marcham juntos apenas naquilo em que suas idéias deformadas se confundem com o programa do partido. Quando o grau de xiitismo individual – a famosa porra-louquice – extrapola contra os interesses estratégicos, o companheiro tem que ser sacrificado. O sacrifício, no caso, é ainda metafórico entre nós, mas os exemplos históricos testemunham que podem vir a ser literais. Protógenes, te cuida, oh meu!

Observar esse processo é interessante porque, cada vez mais, a tentação do epílogo totalitário se coloca como única alternativa para que o comando partidário tenha o controle total. Os funcionários do Estado teriam que ser, antes de tudo, funcionários do partido, sujeitos à disciplina revolucionária. Para isso, a ordem legal teria que ser suspensa e não se fará algo assim no Brasil sem forte resistência. O tempo ainda não está maduro para um gesto de forças dessa envergadura. Se e quando vai acontecer é uma questão em aberto, mas a lógica é inexorável, quase uma determinação histórica. Ela leva a crer que isso algum dia virá. Os revolucionários estão cada vez mais confiantes e cada vez menos dispostos a ensaiar a chatíssima peça eleitoral.

Quem viver verá.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O JUSTICEIRO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
17/07/2008


O juiz Fausto Martin de Sanctis publicou, no Estadão de hoje, artigo a pedido do jornal respondendo à pergunta: “Houve abuso de autoridade na Operação Satiagraha?” Ele não precisaria dar-se ao trabalho de escrever o texto para sabermos a sua opinião. Mas o interessante não é a opinião, mas sim, o texto. Um caso para estudo. Vemos aqui o retrato em branco e preto de uma mente fora da realidade, alucinada, completamente desconectada dos propósitos que se esperam de um magistrado. Estamos diante não de um simples juiz, mas de alguém que se julga um justiceiro, em cruzada – veja a expressão usada por ele mesmo, meu caro leitor – contra aqueles que ele considera malfeitores sociais. Cruzada é uma expressão milenarista consagrada para designar expedições punitivas de caráter religioso, grandiosas, destinadas a extirpar o mal do mundo. Uma alucinação perigosa.

Em artigo anterior mostrei que a nominada operação tornou-se um sintoma de um projeto de Estado policial que está em curso no Brasil, seja por ser da vontade do partido governante, seja porque as idéias desse partido governante tomaram conta das mentes de vastos segmentos dos agentes públicos. Não se teria chegado a esse estado de coisas sem que mentes deformadas não tivessem ocupado os postos de mando. Escrevi anteriormente também dizendo que, quem manda no mundo é quem manda na polícia. Deveria ter completado: na polícia, na Justiça e sobretudo na deformação, ou formação, das mentes daqueles que deveriam constituir a elite egrégia da sociedade. A maneira com que supostamente os crimes estão sendo combatidos reforça a impressão de que na verdade o que temos é uma caçada deliberada aos ricos, aos empresários, aos inimigos declarados daqueles que beberam em Karl Marx a sua ideologia de ódio social invejoso. Nada mais nada menos é o que temos: a revolução social em processo, já avançado, da qual a dita operação é um sintoma acabado.

O juiz declarou em seu artigo: “Que bom poder dizer a si e ao mundo que se vive em pleno exercício das liberdades de um Estado verdadeiramente de Direito, no qual valores supremos como segurança, bem-estar, igualdade e justiça inserem-se numa sociedade fraterna e pluralista”. Ora, um Estado de Direito respeita por princípio duas coisas fundamentais: a presunção da inocência até julgamento definitivo da Justiça e o amplo direito de defesa dos eventualmente acusados. Tivemos, no episódio, a ausência dos dois requisitos. Vimos autoridade da maior envergadura no poder de Estado, como o ministro da Justiça, Tarso Genro, opinar peremptoriamente sobre a culpabilidade de Daniel Dantas sem nem mesmo esperar o relatório das investigações dos policiais a ele subordinados. Um pré-julgamento, portanto, um justiçamento, um linchamento. O oposto do Estado de Direito.

O juiz de Sanctis sem cerimônia declara que se pauta não pela realidade, quer dizer, sequer pelo marco legal, mas por uma segunda realidade que ele considera a mais perfeita e digna de ser o parâmetro de sua ação. Nas suas palavras: “A busca do ideal afigura-se uma cruzada perseguida por todos, cada qual no âmbito de sua atuação, e demanda atitudes que não podem se amesquinhar em meros protestos verbais passageiros”. Vemos aqui a declaração de um messianismo perigoso e completamente deslocado em uma pessoa investida da responsabilidade da magistratura. Não satisfeito, completou: “Por outro lado, não se trata de estar além do bem e do mal ou de luta contra este. Em outro diapasão, ‘essência’, aquilo que representa a expressão de seu melhor como ser humano como postura global”. A essência de um juiz deveria ser a lei, a qual foi completamente esquecida no episódio. A lei deverá brotar como Atenas da cabeça do Zeus tupiniquim.

Na seqüência, procura justificar as suas afirmações anteriores: “Ora, o ideal da vida em liberdade de todos não deveria sofrer limitação, mas esta se fundamenta no caso em que são colocados em xeque os valores já citados que propiciam uma vida tranqüila a pessoas de bem e verdadeiras”. A retórica é vazia, claudicante. O que significa a expressão “pessoas verdadeiras”? Por acaso há pessoas “falsas”, fantasmas vagando sobre a terra, não pessoas? Podemos até mesmo tentar uma exegese da expressão e concluir que alguém que não seja do substrato inferior da sociedade poderia ser considerado uma “não pessoa” e portanto sujeita à sanha justiceira do julgador. A igualdade de Rousseau é o que de fato está na cabeça do juiz de Sanctis, aquela grande mentira filosófica que tem ceifado a liberdade e a vida de milhões de pessoas desde que foi impressa. A idéia inebriante que leva os revolucionários ao caminho da perdição, levando com eles seus contemporâneos.

Vemos que é Rousseau quem está, qual um incubo maligno, na cabeça do articulista: “Lamentavelmente, não se tem notícia de sociedade que tivesse chegado a tamanho grau de evolução, salvo raras intactas tribos indígenas que, de primitivo, pode-se tão-somente invocar alguns instrumentos e objetos inerentes, mas que em verdade representam grandeza do ser: pureza, honestidade e amor. Quanta sofisticação!” Esse trecho expressa a mais pura alucinação do justiceiro, o endosso objetivo à pueril idealização do bom selvagem. A pureza referida, como a honestidade e o amor são aqueles exaltados pelos jacobinos franceses, à frente Robespierre. A história mostra o rio de sangue que transbordou desde então. Que sofisticação poderia haver em uma sociedade neolítica? É uma ofensa à inteligência.

O justiceiro esquece que a antropologia já demonstrou que essa caricatura de bom selvagem nunca existiu. Quanto mais regredimos na régua do tempo, mais o homem torna-se animalesco: canibal, grosseiro, estúpido, violento, perverso. Bondade é sinônimo de civilização e a máxima bondade está expressa nos valores da civilização judaico-cristã. Somente na alucinada segunda realidade loucamente criada dos revolucionários é que se consegue a metamorfose do selvagem em civilizado, passando-se a se enxergar cada um pelo seu avesso. É a mais completa loucura.

Continua o texto: “Esse mundo ideal, que por todos é perseguido, por vezes é subitamente interrompido com os acontecimentos "normais" da vida de uma sociedade contemporânea que se concebeu na busca incessante de um bem-estar abstrato, que, de fato, entristece mais do que engrandece.A terra limpa e abençoada da liberdade é, pois, tomada por alguns que aspiram a uma felicidade fictícia e construída a partir da desgraça ou menosprezo alheio”. Qual o mundo ideal? Aquele vivido pelas “raras intactas tribos indígenas”. Deus nos acuda!

Aí vemos a essência do argumento, dois pesos e duas medidas: “A adoção, sopesada, de determinadas formas de restrição do direito de ir e vir não significa repúdio aos valores supremos da sociedade, mas forma de resgate dos primeiros para a salvaguarda de um momento, quando não da própria existência do modelo social eleito. Viver em paz e livre requer muitas vezes dos que se esquecem dos preceitos sociais legítimos a resposta estatal. Não se pode rivalizar com as pessoas de bem”. Quem são, para de Sanctis, as pessoas de bem? Aqueles que se igualam aos bons selvagens, os revolucionários e aqueles para quem eles se pretendem agentes políticos, o proletariado. Os demais são considerados culpados por definição, antes de qualquer julgamento.

Segue o texto do artigo: “As custódias cautelares (legalmente previstas) decorrem, apesar da excepcionalidade, do destemor e desrespeito às instituições regularmente constituídas no país, para que as atividades de persecução estatal tenham seu curso natural. Por vezes, urge garantir de forma veloz o resultado da investigação criminal, pela necessidade da audiência imediata dos investigados, para que seja possível confrontar com a prova já produzida ou a produzir, evitando-se destruição ou manipulação dos indícios existentes, em prejuízo da busca da verdade”. Pressa para fazer Justiça? Uma inovação perigosíssima. Pressa é para justiceiros, que de juízes tornam-se também carrascos de suas sentenças vingadoras. A pressa judicial é incompatível com o preceito da livre e ampla defesa dos acusados.

Uma defesa irrestrita do Big Brother: “Naturais também são os mecanismos hoje existentes de combate à macrocriminalidade que instrumentalizam o processo penal como a interceptação telefônica, de dados, a quebra dos sigilos bancário e fiscal etc., institutos, aliás, utilizados por todos os países responsáveis e civilizados.A sociedade contemporânea não pode dispensar, lamentavelmente, os mecanismos citados (verdadeiramente eficazes) para lidar com a criminalidade citada, a fim de continuar perseguindo ou tentando perseguir a mesma pureza, honestidade e amor dos nossos nativos (os índios)”. Sabemos muito bem onde vai dar essa ciosa vigilância estatal: na ditadura legal, como estamos a ver na Venezuela. Completou: "A reflexão verdadeira de tais instrumentos processuais (investigações policiais, interceptações telefônicas etc) não pode ir ao encontro deste povo, feliz, é certo, mas muito injustiçado, merecendo urgentemente resgatar sua auto-estima". Os fins justificam os meios.

Aqui o artigo se torna uma missiva ao Congresso Nacional: "Senhores legisladores, mantenham-se, por favor, fiéis a nós mesmos (brasileiros comuns, simples, espontâneos, criativos, musicais e transcendentes), 'com a lei, pela lei e dentro da lei, porque fora da lei não há salvação' (Rui Barbosa de Oliveira), mas com a lei penal ou processual penal verdadeiramente legítima para um Estado de Direito". De Sancti sabe que não é um brasileiro comum, é um juiz, um membro da elite do Estado. A identificação com o povo miúdo é o ardil sofístico típico de quem está com a mente tomada pela idéia revolucionária.

"Com certeza, e somente de tal forma (não há outra), um grande êxito advirá e as pessoas poderão se orgulhar e reconhecer novamente neste país uma terra limpa e abençoada". Poderíamos completar, como nos piores enredos dos filmes de ficção científica: "Tudo para sua segurança e bem-estar".

Confesso a você, meu caro leitor, que estou amedrontado. Não é para menos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Vazamento oficial de conversa de delegado com superiores agrava crise da banda boa da PF contra o chefão Lula

Do blog ALERTA TOTAL
Por Jorge Serrão, sexta-feira, Julho 18, 2008


A vassoura saiu pela culatra do faxineiro. A anti-ética divulgação na mídia de uma reunião fechada do delegado Protógenes Queiroz com seu superior hierárquico deixou mais claro ainda que o desgoverno Lula agiu como vilão e pressionou realmente o responsável pela Operação Satyagraha. Na conversa parcialmente revelada, com trechos editados, o diretor de combate ao crime organizado da PF, Roberto Troncon, rejeita a proposta de Protógenes de prosseguir criteriosamente com o caso e dá ao delegado prazo até sexta-feira (hoje) para a entrega do relatório.

Troncon foi explícito: “Se você concluir antes de você ir para a academia, sem nenhum problema. Agora, se não conseguir, dentro da melhor técnica, se requer mais tempo, melhor análise, a gente passa para um dos colegas”. A divulgação do áudio de quatro minutos aprofundou a crise interna na PF. O presidente do Sindicato dos Delegados da PF de São Paulo, Amaury Portugal, criticou a edição do áudio e classificou a decisão como “absurdo” e “infantilidade”.

Agindo no melhor estilo nazista ou soviético, o chefão-teflon Lula da Silva agiu pateticamente quando ordenou ao seu comissário da Justiça, Tarso Genro, que mandasse a Policia Federal revelar trechos de gravação da reunião na qual se decidiu o afastamento de Protógenes Queiroz do
comando da investigação da Operação Satyagraha – que atingiu o banqueiro Daniel Dantas, mas quase feriu de morte a cúpula do desgoverno petista.

Protógenes já confirmou a amigos que a fita divulgada foi uma “adulteração” do teor da reunião. Na pressão e na pressa, o delegado Protógenes Queiroz deve indicar hoje o banqueiro Daniel Dantas e mais 12 pessoas, incluindo sua irmã, Verônica, e sua mulher, Maria Alice, por suposta gestão fraudulenta. A PF tem suspeita sobre a gestão do Opportunity Fund. A defesa de Dantas nega irregularidade.

A Polícia Federal cruzou informações obtidas pelo Banco Central no Grupo Opportunity com dados de um computador apreendido em 2004 e encontrou uma triangulação que pode sugerir lavagem de dinheiro. A partir de uma conta do banqueiro Daniel Dantas, pouco mais de R$ 87 milhões tiveram como destino a empresa Topázio Participações Ltda. , que na mesma data transferiu valor equivalente para a empresa Parcom Participações, que tem como um dos principais sócios o Opportunity Fund. Com isso, um dinheiro de origem supostamente ilícita teria retornado lavado.

Agora o objetivo da turma da Operação Faxina (ou fachina) é tentar descredenciar o delegado Protógenes e seu trabalho. Tarso Genro já afirmou que o relatório do delegado para fundamentar os pedidos de prisão denotava “instabilidade” dele. O desgoverno destacou que, na conversa divulgada, o delegado admite ter cometido erros e assume a responsabilidade pelo vazamento de informações. Eis a estratégia velhaca da divulgação da gravação de cerca de três minutos da reunião que durou cerca de três horas, que ocorreu logo após a uma reunião emergencial de Lula com Genro.

O inquérito será chefiado por Ricardo Saadi. O procurador da República Rodrigo de Grandis vai pedir uma série de diligências à Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas que ainda não estão comprovadas. Os dois delegados auxiliares de Protógenes Queiroz não vão mais deixar a Operação Satyagraha.

Os delegados Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro voltaram atrás ontem Os delegados Pelegrine Magro e Karina foram convidados a permanecer no caso e convencidos da necessidade de retomar o trabalho. Ficou acertado também que os documentos e equipamentos apreendidos a partir da operação policial serão analisados a partir da semana que vem. A demora em analisar os documentos teria sido uma reclamação dos delegados.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Grampoland: Sistema de rastreamento do MI-6 inglês vaza para senadores conversas bomba sobre caso Dantas

Do blog ALERTA TOTAL
Por JORGE SERRÃO, terça-feira, 15 de julho de 2008


Exclusivo – Novas ligações de “celulares” via satélite, contendo conversas muito comprometedoras sobre o escândalo do prende-e-solta Daniel Dantas, foram grampeadas e suas transcrições fornecidas ontem a alguns senadores brasileiros pelo serviço de informação anti-terrorismo da Grã-Bretanha. As gravações foram produzidas com autorização da Justiça espanhola. O teor das conversas indica, claramente, tráfico de influência no desgoverno Lula da Silva em favor de Dantas.

O mais curioso foi a “desculpa” ou “justificativa geopolítica” que motivou tais interceptações telefônicas. O serviço de informações em telecomunicações e informática da Grã-Bretanha, ligado ao MI-6 (o famoso serviço secreto inglês, imortalizado nos filmes de James Bond, o agente 007), executou, com rigor, a ordem de vasculhar todas as chamadas geradas do Brasil para a Ásia, por telefones via satélite. O famoso “João” e seus amigos foram pegos falando o que não deviam.

O engraçado é que, na versão oficiosa, passada a alguns seletos senadores, os ingleses queriam investigar três denúncias internacionais. Primeiro, o risco de invasões de estrangeiros à Amazônia. Segundo, o suposto esquema de venda ilegal de madeira arrancada da floresta. Terceiro, a compra indevida de terras no Brasil por estrangeiros. Sem “querer-querendo”, a sofisticada bisbilhotagem internacional pegou diálogos incriminadores sobre o caso Daniel Dantas, o poderoso banqueiro do Opportunity.

As conversas envolvem personagens que se identificam por códigos. Um é João (C.T. - Lula?); outra é a Mãe (C.T. - a guerrilheira de escritório da Dilma?); um outro fala com um sotaque norte-americano exageradamente carregado; um sujeito citado é o tal “GE”. Um outro falante personagem de Brasília, chamado de segundo chefinho, é uma voz muito conhecida em gravações ilegais que vazaram na época do brutal e até hoje mal explicado assassinado do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel. Aliás, o atual desgoverno petista tem mesmo problemas com este nome: Daniel...

Na hora em que um dos diálogos sobe de tensão, João comete um desatino verbal. Xinga um palavrão e chama a Mãe pelo seu primeiro nome de batismo. João perde a linha e detona: “D..., caralho!” A interlocutora quase enlouquece e lhe dá uma bronca, quando ouve seu nome pronunciado, corrigindo o “bom filho”: “Eu sou a mãe. A mãe...”.

No final da patética conversa, João faz um pedido: “Então me faz um favor, mãe. Limpa minha sala e limpa minha cama... Mas limpa bem... E a prestimosa mãe, com seu eterno espírito guerrilheiro, tranqüiliza o “bom filho” João: “Já estou colocando a faxineira para fazer isso. E botei a faxineira pro GE também. O GE ta com medo... Está muito medroso (...)”.

Em um os diálogos, o tal segundo chefinho faz uma advertência ao seu interlocutor com voz de gringo, que lhe contacta da Espanha: “Vamos falar pouco... Nossas conversas estão sendo monitoradas e passadas por não sei quem. Alguma organização usa nossos comunicados e coloca na mídia. Já soube via Internet que houve vazamentos do João”.

O tal chefinho fez referência ao teor que seria divulgado em reportagem exclusiva que o Alerta Total veiculou no sábado passado. Reveja o artigo: João não é João. Mas Mané é sempre Mané! E releia a reportagem: Segurança contra terrorismo internacional grampeia conversa de celular via satélite sobre o affair Daniel Dantas

Outra revelação exclusiva da edição de hoje do Alerta Total comprova o amadorismo dos poderosos em termos de segurança. Os três Ford Fusion, recém colocados a serviço da Presidência da República, tinham uma vulnerabilidade. Não na sua impecável mecânica. Mas no sistema segurança interno do veículo. Os três carros eram equipados com um sistema de rastreamento via satélite que, além de informar a localização exata do veículo e suas condições operacionais, também tinha um sofisticado sistema de áudio para gravar conversas de quem estivesse em seu interior.

A solução imediata do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República foi eliminar o problema pela raiz. Militares ligados ao GSI tiveram de fazer uma visita de urgência a São Paulo, onde fica a sede da empresa especializada no monitoramento dos carros. Os três seguranças recolheram dos computadores toda conversa que ficou registrada dentro dos carros, principalmente do Ford Fusion que servia a Lula. Não será estranho se o teor de alguma conversa mais ríspida vazar nos próximos dias.

Como se não bastasse, para completar a sujeirada, ontem à noite, o Jornal Nacional, da Rede Globo, divulgou gravações do caso Daniel Dantas que não deixam dúvidas de um crime cometido na ante-sala do presidente Lula da Silva (mas que o desgoverno insiste, cinicamente, em negar). Não deixa dúvidas a reprodução da conversa entre Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, e Luiz Eduardo Greenhalgh – consultor de Daniel Dantas e advogado famoso por obter, na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, muitas indenizações milionárias da chamada “bolsa-ditadura” (reparações para os esquerdistas que se dizem vítimas do regime militar pós-64).

Se o secretário particular do presidente dá informações privilegiadas a um ex-deputado petista, Luiz Eduardo Greenhalgh, que é advogado do Daniel Dantas, está mais que configurado o tráfico de influência. Houve crime, sim. A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) é o quê? Carvalho é um dos principais personagens do nebuloso caso Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado brutalmente, depois de ser torturado e violentado.

E para terminar, antes de conhecer o teor das conversas grampeadas via satélite, veja uma piada séria produzida pela imprensa: Italianos prendem o ator Daniel Dantas errado

Primeira conversa

O Alerta Total divulga com exclusividade as duas conversas grampeadas pelo serviço de inteligência inglês.

A primeira ocorreu na quinta-feira passada, a partir das , 23h 59min hora de Greenwich, 20h 59min, horário oficial de Brasília.

Foi interceptada o estranho papo de um telefone via satélite do Brasil para um outro telefone de satélite, na Espanha.

Um interlocutor no Brasil com forte sotaque norte-americano, dá a partida:

- Roberto, qual o real problema que estamos tendo com o pessoal da Grande Caixa?

Na Espanha, o chará responde:

- Todo mundo sabe que você foi assessor do homem da grande caixa. Acredito que você vai ter que colocar alguma blindagem para você se proteger. Fala urgente com o teu protetor jurídico. Mas ele está totalmente envolvido nesta situação.

- Olha, o que nós sabemos é o seguinte. Vamos falar pouco... Nossas conversas estão sendo monitoradas e passadas por não sei quem. Alguma organização usa nossos comunicados e coloca na mídia. Já soube via Internet que houve vazamentos do João.

- Pois é...

- O João vai fazer uma reunião ou no domingo ou na segunda-feira com todo pessoal para ver como vai ficar esta situação...

- E o homem está na gaiola ainda hoje?

- Não. Com certeza amanhã vai para casa... Já foi reforçado. O João já comunicou ao GE, e tá tudo resolvido, tudo tranqüilo...

O Roberto do sotaque de gringo se vangloria:

- Mas ainda tá cheirando, e o chefinho está fazendo toda essa operação. Ele não pára. O que está havendo aí?

- Não posso te falar neste momento. Nem te posso passar um e-mail para explicar. Mas sabemos que o ex-deputado ferrou o segundo chefe. Tá bom, você me liga amanhã e dá uma notícia. Vou ficar com o telefone ligado. Você já sabe qual é.

- Pode deixar, eu te ligo. Mas me dê aqueles negócios que tem lá para mim que vou ter que transferir o mais rápido possível.

- Ok, sobre isso conversamos pessoalmente.

Pista: o interlocutor com voz de brasileiro foi descrito pelo apelido de Beto – como sendo uma pessoa muito ligada a uma das maiores eminências pardas do desgoverno federal. O outro já trabalhou para Daniel Dantas.

Segunda Conversa

O papo foi do já conhecido João para a mamãe ocorreu no fim de semana.

O diálogo foi gerado de um telefone dentro de um avião, sobrevoando o Atlântico, diretamente para Brasília, a Ilha da Fantasia. Ou para outro lugar:

- Mãe, tudo bem? Como está tudo aí?

- Imagina...

- Já sei, mãe. Já sei de tudo. Tenho visto aqui pela Internet tudo que tem acontecido.

- É João, vamos ter que arrumar a casa de novo. A turma está toda ouriçada. Não temos como agora fazer absolutamente nada. Senão, esperar os acontecimentos...

- Mas não podemos esperar os acontecimentos! Tem que haver uma retratação urgente, mãe.

- João, não adianta a gente resolver isso. Tenho que pensar o que posso fazer. Temos que falar com tua mão direita que também, pelo amor de Deus...

Neste momento, João perde a linha, e seu nervosismo detona um palavrão, antecedido do nome verdadeiro da “Mãe”.

- “D..., Caralho”...

- Sou a mãe... Cuidado...

- Oh, mãe, perdão, o que tá havendo? Colocaram até o CRIOULO na prisão? O que este cara tem a ver com isso?

- Não sei. Estou vendo. Ele tem um dinheiro que é de uma doação... Não sei dele... Nem quero saber. Isso não atinge a gente. Ele que vai resolver o problema dele...

- Se eu chegar ao Brasil hoje, e alguém me perguntar, o que vou falar?

- Fala o que você está falando... Que está correto...

A ligação fica meio turva e João pergunta:

- Mãe? Não é este pessoal que estou pensando que nós contratamos um ano atrás, pessoal amigo do Thomaz?

- É, João. É o pessoal do Thomaz que também está atrás disso. Mas eu vou ver pessoalmente...

- Então me faz um favor, mãe. Limpa minha sala e limpa minha cama, mas limpa bem...

- Já estou colocando a faxineira para fazer isso. E botei a faxineira pro GE também. O GE ta com medo... Está muito medroso...

- Se ele não ver isso, vai ter que sair fora...

A ligação é cortada subitamente...

Pista: A mãe é a mãe (C.T. - do PAC, e o nome dela começa com "D" de Dilma, degenerada e débil). O João não é João (C.T. - João é o presidente de uma república da América do Sul e tem o mesmo nome que um molusco). Mas deu uma de Mané pronunciando o santo nome da mãe.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

PF prende braço direito de Daniel Dantas

Do portal TERRA
Segunda-feira, 14 de julho de 2008

A Polícia Federal divulgou hoje que prendeu neste domingo o ex-presidente da Brasil Telecom Participações Humberto Braz, braço direito do banqueiro Daniel Dantas, alvo da Operação Satiagraha. Segundo a assessoria da PF, Braz teve prisão preventiva decretada e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.

» Veja: Soltura de Dantas abre crise
» Entenda a Operação Satiagraha
» Opine sobre as prisões na operação

Braz estava foragido desde o início da operação. As investigações da PF envolveram Braz e Hugo Chicaroni, também preso durante a Operação Satiagraha, na suposta tentativa de suborno a um delegado ligado às investigações.

A suposta tentativa de suborno ao delegado da PF foi o motivo da segunda prisão de Dantas, decretada na semana passada. O banqueiro havia sido solto após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o juiz Fausto Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, viu indícios de corrupção ativa. Entretanto, Dantas foi solto novamente por uma nova determinação do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Dantas teria oferecido cerca de US$ 1 milhão, por meio de dois intermediários, a um delegado da PF para que seu nome, o de Verônica Dantas, irmã do banqueiro, e de Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do Banco Opportunity, fossem retirados das investigações.

Ainda segundo informações do MPF, os agentes federais apreenderam R$ 1,2 milhão na casa de Chicaroni no dia em que a Operação Satiagraha foi deflagrada.

Maierovitch defende impeachment no Supremo

Do portal TERRA


Presidente do IBGF diz que Gilmar Mendes deveria sofrer impedimento por decisões pró-Dantas, que beneficiam crime organizado.

Veja o vídeo da entrevista aqui.


Greenhalgh era elo entre Dantas e governo, diz PF

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Segunda, 14 de Julho de 2008


O advogado e ex-deputado do PT Luiz Eduardo Greenhalgh recebeu, segundo a Polícia Federal (PF), R$ 650 mil da organização liderada pelo banqueiro Daniel Dantas. Em conversa interceptada às 12h13 do dia 4 de abril, o petista discute com um homem identificado como Carlos Amarante como investir seu dinheiro. Em seguida, ele revela, segundo os federais, que recebeu "honorários de R$ 650 mil". Amarante fornece uma conta no UBS Pactual para o depósito da quantia.

"Há indícios de que esses valores sejam, na verdade, proventos do crime", afirma o relatório da operação assinado pelo delegado Protógenes Queiroz. O delegado afirma ainda que Greenhalgh teve participação "fundamental na criação da supertele (a companhia resultante da fusão entre a Brasil Telecom e a Oi), gentilmente elogiada pelo cabeça da organização, D. Dantas".

As interceptações feitas pela PF mostram que, desde dezembro de 2007, pelo menos, Greenhalgh já fazia lobby para Dantas dentro do governo federal e de outras administrações petistas, como o governo estadual do Pará.

No dia 12 de dezembro, o banqueiro conversa com sua irmã Verônica Dantas sobre possíveis ações contra o Opportunity. No diálogo, eles revelam que o petista contou a Guilherme Henrique Sodré, o Guiga, sócio da empresa GLT Comunicações, que "estão armando contra".

Gomes – Na conversa, Dantas e Verônica demonstram confiar nas informações do advogado. Eles chamam Greenhalgh pelo seu codinome no grupo, segundo a PF: Gomes. De acordo com Dantas, "Gomes não é alarmista".

Além de Greenhalgh, outro ex-deputado do PT, Sigmaringa Seixas, também foi mobilizado para ajudar o banqueiro. É o que provam, aponta a PF, as conversas entre os dois petistas. No dia 16 de maio, às 11h55, Greenhalgh telefonou para Seixas e disse: "Estou convencido: para o que eles querem, você é o melhor, pelo menos pra conversar, pra sentir, pra ver uma estratégia de aproximação."

Mais adiante, Greenhalgh revela suas intenções em relação ao sócio-fundador do Opportunity e demonstra querer "reabilitar" Dantas dentro do governo e do PT.

A missão – A conversa ocorreu pouco depois de o banqueiro fechar a venda de sua parte na Brasil Telecom (R$ 985 milhões) à Oi. "O cara agora vai pegar o que ele vendeu e vai cantar noutro lugar", diz o petista. "Ele tá começando outra vida. Vamos ver. Se fosse na época da União Soviética, tinha que reabilitar esse cara", afirma.

Greenhalgh conclui, no entanto, que seu desejo dificilmente se realizará e explica o motivo: "Ele (Dantas) faz muita bobagem, mas, se a gente puder evitar que ele seja constrangido, a solução é essa."

Para o delegado, não há dúvidas de que os serviços prestados por Greenhalgh passam longe da assessoria jurídica. "No contexto geral, ele seria o homem de ligação entre pessoas do Poder Executivo Federal, empresas estatais e Daniel Dantas", afirma Protógenes.

Influência – Além disso, o grupo Opportunity tentou "enfiar" uma emenda no meio da Medida Provisória 412, que tratava da prorrogação do Reporto, o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária. O grupo de Dantas tem empresas na área portuária por meio da Santos Brasil S.A.

Em 2003, o banqueiro foi beneficiado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que ignorou ordem do Ministério dos Transportes para suspender a concessão de portos no País. A decisão abriu caminho para a Santos Brasil assumir operações de área de 180 mil m² do porto. A conversa sobre o Reporto ocorreu entre Greenhalgh e o publicitário Sodré, o Guiga, que é o responsável por contatos de Dantas com o congressistas, de acordo com a polícia. ( AE )

sábado, 12 de julho de 2008

Segurança contra terrorismo internacional grampeia conversa de celular via satélite sobre o affair Daniel Dantas

Do blog ALERTA TOTAL
Por JORGE SERRÃO em sábado, 12 de julho do 2008


Exclusivo - Vazou às 17 horas de ontem para alguns Senadores a transcrição de uma bombástica e comprometedora conversa de telefone via satélite sobre os desdobramentos da prisão e soltura do banqueiro Daniel Dantas. A transcrição dos telefonemas foi devidamente autorizada pela Justiça espanhola e pela Justiça holandesa, a pedido de uma grande tele da Espanha. Sua reprodução entre políticos brasileiros, certamente, é que não foi permitida.

Na versão que circulou ontem no Senado, a Vodafone Internacional comunicou ao órgão “X” (não identificado) que a transcrição das conversas está nas mãos da presidência da companhia espanhola para a América Latina. As ligações foram captadas entre os satélites 4 e 12 da Vodafone, que é uma operadora de telefonia móvel transnacional, com sedes no Reino Unido e na Alemanha.

A própria tele que transcreveu as conversas revelou uma informação irônica. Os próprios interlocutores “grampeados” pela paranóia anti-terror se aconselharam mudar a rotina de conversas telefônicas reservadas para outra empresa de telecomunicações internacional. Os usuários foram comunicados de que “poderia haver um vazamento de óleo no satélite”. Os precavidos trocaram a Vodafone por uma empresa de telefonia russa, que também opera via satélite.

As gravações de tais conversas têm amparo legal internacional. Tudo por causa da onda anti-terrorista. Serviços de inteligência empresarial e de governos monitoram tais conversas suspeitas de efetuar grandes transações financeiras. Ninguém escapa ao monitoramento. Nem Chefes de Estado. O que não se sabe, com precisão, é o motivo exato porque a tele espanhola transcreveu tais ligações e deixou vazar seu conteúdo, exatamente no momento em que o Caso Daniel Dantas caminha para gerar a mais séria crise no Judiciário brasileiro, nos últimos tempos.

O vazamento de tais conversas entre o exterior e o Brasil mostra que não é a Polícia Federal, a pedido da Justiça Federal, quem anda fazendo escutas telefônicas de poderosos brasileiros. O mais recomendável é nunca falar ao telefone. Quem pensava que o telefone via satélite era seguro entrou pelo cano. Nem adiante mudar de aparelho ou operadora. Quem controla o satélite acessa a conversa.

A grande questão geopolítica é compreender a quem interessa a divulgação de tais conversas – numa clara violação da privacidade dos interlocutores. Os controladores de tais empresas envolvidas, que fazem parte da Oligarquia Financeira Transnacional que manda de verdade no mundo, têm interesses muito grandes para entrar de cabeça no olho do furacão do Caso Daniel Dantas. Que interesses são estes? Não é tão elementar assim, meu caro Watson...

Em nome da liberdade de informação, o Alerta Total divulga exatamente o conteúdo das conversas que circulava ontem pelo Senado. A veracidade das conversas só seus autores podem atestar. Como, certamente, não lhes interessa “passar recibo” do que foi falado, o assunto tende a se transformar no “dito pelo não-dito”. Só uma coisa é certa. Não é seguro falar em nenhum telefone. No mundo globalizado, as empresas de inteligência “grampeiam” até sinal de fumaça...

Primeira Conversa

Foi captada na terça-feira, às 7h da manhã (hora de Brasília). Alguém liga do Brasil para o telefone do sujeito identificado como “João”, que estava no Oriente:

- Sr. João, tenho uma notícia forte para lhe dar.

Comentário do Cavaleiro do Templo: olhem que interessante isto sobre a nova prisão de Daniel Dantas: "... Na mesma planilha, está o valor de 3 milhões, na data de 10/02, utilizado na campanha de alguém a quem chamam de João à Presidência. Logo abaixo, outro valor: 2,5 milhões na data 01/03, também para a campanha do tal João à Presidência, para o pagamento de faturas. Mais abaixo, a planilha associa o valor de 25 milhões, ao ano de 2004, para despesas de campanha de uma mulher a quem chamam de Letícia - 13 milhões pagos em faturas e 12 milhões depositados..." Fonte: G1. Este João da conversa telefônica pode ser o LULA, continuem lendo abaixo. E a primeira-dama não se chama LETÍCIA? Na mesma planilha tem o tal João à Presidência e tem Letícia. A data do primeiro depósito/pagamento é 2002, ano da campanha eleitoral...

- O que é?

- Sabe o nosso amigo, aquele que tínhamos conversado semana passada. (C.T. - Daniel Dantas?)

- Sim.

- O pessoal das letras douradas está na casa dele. (C.T. - Polícia Federal?)

- Me repete... Ah, já entendi... Mas já não tínhamos conversado sobre isso com ele, para que ficasse tranqüilo? Quem foi que mexeu neste barro?

- Foi um chefinho querendo se promover...

- Mas isso não pode ser. Agora vamos fazer o quê?

- Agora vamos ter de mudar nossa maneira de falar. Vamos nos manter longe deste problema até quanto a gente possa.

- Puta merda... Sempre que eu saio daí aparece uma merda dessas (C.T. - LULA está viajando e volta amanhã, segunda-feira, 14/07/2008). Chama logo o gaúcho. (C.T. - Tarso Genro é gaúcho). Manda ele entrar em contato comigo no outro telefone... O que eu falo pro pessoal das páginas brancas? (C.T. - imprensa?)

- Cuidado... Muito cuidado. Vamos tentar primeiro ver como faremos por aqui, para eu te falar mais tarde... Tente não falar nisso com ninguém das páginas brancas até que nós lhe daremos as instruções de como se dirigir.

- Tudo bem, mas pede para o gaúcho ligar para mim urgente... E fique monitorando instante a instante. Está dando muito programa de televisão isso aí?

- Demais. A toda poderosa está dando furo exclusivo. (C.T. - Rede Globo?)

- Mas quem deu isso a eles, se nós não estávamos sabendo?

- Saiu daqui, Dr. João. Saiu daqui...

Segunda Conversa

Três horas depois, liga uma voz feminina para o doutor João:

- João?

- Não. João está numa reunião.

- Vai demorar muito. Mas ele me deixou aqui para escutar o seu recado.

- Olha, diga ao João que o gaúcho falou com o salva vidas e o salva vidas mandou o João ficar tranqüilo. O passarinho (C.T. - Daniel Dantas?) está tranqüilo porque já recebeu recado nosso que estamos trabalhando em cima disso. Mas as páginas brancas estão muito em cima.

- Ah, bom...

- Mas diga ao Dr. João que temos outro problema, com outro passarinho. Mas parece que um dos chefinhos não vai fazer nenhuma coisa que seja teatral. Só daqui a dois ou três dias...

- Mas quem é o outro passarinho. É aquele que estou imaginando?

- Não sei. Mas vou te dar uma referência. Ele comprou um hotel muito bonito há pouco tempo, e Seu João esteve lá... (C.T. - Eike Batista anda com problemas também, assim como Daniel Dantas, e ele (Eike) comprou o Hotel Glória e o LULA já esteve por lá algumas vezes.)

- Mas por que isso...

- Depois explico, depois explico...

A ligação caiu.

Terceira Conversa

Foi captada uma última mensagem. João ligando para um interlocutor que estava fora do Brasil, entre o Caribe e parte dos Estados Unidos. A ligação ocorreu do satélite 12 para o satélite 4. João pergunta ao interlocutor não identificado.

- Quem fala?

- É o João que está falando...

- Só uma coisa que eu queria saber. Aquele carregamento que saiu semana passada está tudo aí, como foi combinado?

- Está tudo conferido e guardado.

- Só não deixa ninguém ligado a mim perguntar sobre isso. Só eu que vou lhe dar autorização e você sabe como é?

- Pode ficar tranqüilo, que está tudo sob controle.

Comentário do Cavaleiro do Templo: E para piorar ainda mais a situação do LULA, a Ana Prudente envia este e-mail:

AMIGOS, VAZOU NITROGLICERINA PURA DA CENTRAL DE INTELIGÊNCIA!!!!

FOI COMPROVADO, DESDE ONTEM (10/07/2008), E JÁ CONSTA NOS AUTOS DO PROCESSO, QUE O DINHEIRO QUE O GRUPO OPPORTUNITY, DE DANIEL DANTAS DOOU À CAMPANHA DE "JOÃO" EM 2002 FOI PARA A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, QUE ORIGINOU SEU PRIMEIRO MANDATO (2003- 2006)!!!!!

NA OUTRA ANOTAÇÃO DE DOAÇÃO QUE CONSTA A SEGUIR, "LETÍCIA" ERA DE FATO MENÇÃO À PRIMEIRA DAMA!!!!

HOUVE, NA OCASIÃO, UM POOL DE DOADORES, INCLUSIVE COM DOAÇÕES PROVENIENTES DO EXTERIOR, VIOLANDO A LEI ELEITORAL (O QUE, SEGUNDO A LEI, JÁ JUSTIFICARIA O IMPEACHMENT DE LULA) E UM DOS MUITOS GRUPOS NACIONAIS QUE SOMOU RECURSOS À CAMPANHA DE LULA FOI O OPPORTUNITY.

AGUARDEM PARA AS PRÓXIMAS SEMANAS A CONFIRMAÇÃO DO FATO. SE, CONTUDO, HOUVER OUTRA OPERAÇÃO "ABAFA", DIGAMOS BASTA!!!!, DIVULGANDO AO MÁXIMO ESTA INFORMAÇÃO PARA TODOS OS NOSSOS CONTATOS!!!

O BRASIL AGRADECE!!! BASTA DE IMPUNIDADE!!!! GOVERNO IMUNDO DESDE A CÚPULA, NÃO MERECE SER "POPULAR", GRAÇAS À DESINFORMAÇÃO ABSOLUTA DO POVÃO!!!!

Grampo nacional

Procede, em parte, a gritaria do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que ontem recebeu um informe de que estaria sendo vítima de “grampos”.

Não procede é o ministro afirmar que seja alvo das escutas oficiais, feitas pela Polícia Federal, a mando da Justiça Federal hierarquicamente abaixo do Supremo.

Mesmo que ocorresse tal escuta, jamais ela seria revelada ou admitida de fato – ou de Direito.

Mas o ministro sabe que é alvo de monitoramento sistemático há um bom tempo, e por isso andou atacando a Polícia Federal, para ver de acertava o alvo real que lhe persegue.

Quem pode pode

Daniel Dantas e sua irmã Verônica têm o poder de fato sob o comando do Opportunity.

Só eles sabem as senhas de todas as grandes contas de brasileiros poderosos nos paraísos fiscais pelo mundo afora.

Solto de novo, promotores federais temem Daniel Dantas deixe o País a qualquer momento.

O passaporte dele não está apreendido pela Polícia Federal, como é costume em tais casos.

Volta para o trabalho...

Após deixar o prédio da PF, Daniel Dantas embarcou ontem à noite, no aeroporto Campo de Marte (Zona Norte de São Paulo), em um jato particular.

Segundo ele, voltaria ao Rio para retomar o trabalho no Opportunity.

Em rápida entrevista ao Globo, Daniel Dantas atribuiu sua prisão a uma "perseguição política":

Não desse governo, mas de alguns grupos (dentro do governo)”.

Mais água...

O banqueiro acrescentou que, por trás da perseguição, estaria o interesse do governo em fomentar a criação da supertele - a partir da fusão entre a Oi e a Brasil Telecom.

Esta disputa (a supertele) ainda não acabou. Tem muita água para rolar”.

O que Dantas não disse é que, na rolagem das águas, podem surgir novas vítimas...

Desgaste virtual...

A imagem do ministro Gilmar Mendes já sofre desgastes na Wikipédia, a enciclopédia livre da internet.

Lá está escrito, logo na apresentação, sem tirar nem por:

Gilmar Ferreira Mendes (Diamantino, 30 de dezembro de 1955) é um jurista brasileiro. Foi advogado-geral da União no Governo FHC (quando passou a ser conhecido como 'engavetador-geral da União'), sendo nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002 por nomeação de Fernando Henrique Cardoso, então presidente da República. Em 2008, tornou-se presidente da Suprema Corte brasileira”.

Já viu que a Wikipédia será acionada pelo STF a mudar seu texto original...

Quem duvida confira o link no Google: Gilmar Mendes - Wikipédia, a enciclopédia livre

Desgaste pessoal

Neste rolo todo da Operação Satiagraha, quem ficou exposto foi o presidente do STF.

Gilmar Mendes, que soltou Dantas em tempo recorde, duas vezes, foi alvo de ataques institucionais da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), dos Delegados Federais e de procuradores federais que resolveram assinar uma Carta aberta à sociedade brasileira sobre a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4.

Leia também: Magistrados e procuradores se revoltam contra Gilmar Mendes que solta Daniel Dantas de novo e ataca de Sanctis

Confira a íntegra dos documentos: Dia de luto para as instituições democráticas brasileiras e Carta de esclarecimento da Associação dos Juízes Federais do Brasil - AJUFE

Delegados também criticam

A ADPF (Associação de Delegados da Polícia Federal) divulgou uma nota à imprensa em que critica a decisão de Gilmar Mendes.

Segundo a ADPF, a decisão de Mendes "desprezou os esforços" da PF, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.

Os delegados também protestam contra o "desvio" do foco da operação para a utilização de algemas, e negam ter havido vazamentos de informações da Polícia Federal.

Veja a bronca na íntegra: Delegados Federais protestam

Misterioso apagão

A Telefônica sabe que sofreu uma sabotagem em seu sistema.

A empresa especula que a pane foi provocada por gente de seu próprio staff.

O esquema de proteção do sistema foi desligado - problema foi inédito no mundo.

Estranho é que no dia do bug da companhia, em São Paulo, ocorreu um incomum movimento de dinheiro do Brasil para o exterior, agora estimado na ordem de US$ 6 a 7 bilhões de dólares.

Será que o apãgão foi promovido para esconder a viagem de tanta grana no sistema?

Mega preju

Apenas ontem, quando a Polícia Federal desencadeou a Operação Toque de Midas, as empresas de Eike Batista listadas na Nova Bolsa (Bovespa e BM&F) - a MMX, de mineração, a MPX, de energia, e a OGX, de petróleo e gás - perderam R$ 5,1 bilhões em valor de mercado, ou 10,3%

As três empresas valiam, juntas, R$ 49,4 bilhões na quinta-feira.

Mas o montante caiu para R$ 44,3 bilhões na sexta-feira, porque a MMX é suspeita de fraude em licitação.

Caiu depressa

Às 12h15, pouco antes da divulgação da operação, as ações MMX ON eram negociadas em alta de 1,95%.

Por volta de 12h30, quando saíram as primeiras notícias de que os agentes federais entraram nas empresas e na casa de Eike Batista com mandado de busca e apreensão, os papéis começaram a cair.

Às 13h30, atingiram a mínima do dia, com queda de 16,03%, a R$ 43,00.

No fim da tarde, as ações se recuperaram um pouco e fecharam em baixa de 9,78%, a R$ 46,20.

O problema negado

As empresas de energia e mineração do empresário Eike Batista, MPX e MMX, divulgaram ontem uma nota de esclarecimento à Nova Bolsa negando qualquer tipo de irregularidade na licitação que resultou na outorga da concessão da Estrada de Ferro do Amapá.

A MMX assumiu em março de 2006 o controle da Estrada de Ferro do Amapá (EFA), vencedora do processo licitatório por meio da Acará Empreendimentos.

A Estrada liga a mina de Amapari ao porto Santana, às margens do Rio Amazonas, em Macapá.

De acordo com a PF, foram encontrados indícios de direcionamento da licitação para que as empresas do mesmo grupo vencessem a disputa.

Isto aconteceria pelo ajuste prévio de cláusulas favoráveis, principalmente as referentes à habilitação dos participantes no procedimento licitatório, afastando dessa forma os demais interessados na concessão.

Dantas: "Vou contar tudo! Detonar!"

Do portal TERRA MAGAZINE

Por Bob Fernandes em sexta, 11 de julho de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA

Os intestinos do Brasil.

Daniel Dantas está numa sala da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Seu advogado, Nélio Machado, está próximo.

Diante do banqueiro, o delegado que coordenou a operação Satiagraha, o homem que o prendeu por duas vezes em 48 horas. São 8 da noite da quinta-feira, 10 de julho.

» Opine aqui sobre a prisão de Daniel Dantas
» "O senhor está preso", diz delegado a Dantas

Outros dois dos presos na operação acabam de ser libertados, habeas corpus do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, concedidos ao megainvestidor Naji Nahas e ao ex-prefeito Celso Pitta.

Daniel Dantas parece exausto, rendido, mas não deixou de ser quem é. Obcecado por tudo que foca e toca, brilhante, genial, dizem mesmo os mais empedernidos adversários.

O tempo, pouco tempo, dirá o quanto há de cálculo, quanto há de desabafo no que começa a despejar sobre o delegado Protógenes Queiróz. Primeiro, a senha:

- Eu vou contar tudo! Vou detonar!

Antes ainda, o delegado lhe passa um calhamaço, o relatório das investigações, o fruto de anos de investigações, e diz, na longa conversa informal:

- ...sua grande ruína foi a mídia...você perdeu muito tempo com isso, leia esse capítulo sobre a mídia e entenda porque você está preso... sua defesa começa aqui, com todo o respeito que eu tenho ao seu advogado aqui presente...

Daniel lê, atentamente.

O delegado volta à carga.

- Não continue jogando seus amigos, seus aliados contra mim, isso não vai adiantar nada, como não adiantou...

Daniel, silencioso, parece concordar. O delegado prossegue:

- Se esse jogo continuar, a cada vez serão mais dez anos de prisão... eu tenho pelo menos 5 preventivas contra você, o trabalho do juiz De Sanctis é extraordinário, não há como escapar de novos mandados... e se você insistir agora será com a família toda... serão duzentos anos de prisão...

Silêncio, Protógenes Queiroz fecha o cerco:

- ...vamos fazer um acordo, você me ajuda e eu te ajudo....

Daniel, aquele que é tido e havido como uma mente brilhante, decide. O tempo dirá se cálculo ou rendição:

- Eu vou contar tudo!

E faz jorrar, devastador:

-...vou contar tudo sobre todos. Como paguei um milhão e meio para não ser preso pela Polícia Federal em 2004...

- Um milhão e meio? À época da operação Chacal, o caso Kroll...?

Prossegue a torrente de Daniel:

- ...tudo sobre minhas relações com a política, com os partidos, com os políticos, com os candidatos, com o Congresso... tudo sobre minhas relações com a Justiça, sobre como corrompi juízes, desembargadores, sobre quem foi comprado na imprensa...

O delegado, avança:

- Vamos fazer um acordo, mas é ponto de honra você não mentir. Não abro mão dessa investigação e seus resultados, mas muito mais fundamental é contar tudo sobre a corrupção no Brasil... quero saber a quem você pagou propina no Judiciário, no Congresso, na imprensa...

Em meio à torrente, em algum momento o advogado Nélio Machado pondera:

- ...você vai estar mais seguro na cadeia do que fora, fora você correrá risco de ser morto!

Daniel Dantas, o obcecado por tudo que toca e foca, a mente brilhante, aquele que mesmo os inimigos dizem ser um gênio, despeja:

- Eu vou detonar tudo!

Tarde da sexta-feira 11 de Julho. Daniel Dantas está na Superintendência da Polícia Federal, São Paulo, para ser ouvido formalmente pelo delegado Protógenes Queiróz. Três e meia da tarde. O depoimento está começando.

O advogado Nélio Machado, à porta da PF, informou ao reportariado que vai orientar seu cliente para nada dizer.

O tempo, pouco tempo, dirá se tudo não passou de exaustão, desabafo.

Se tudo foi só cálculo, ou, um mergulho definitivo, purificador, nos intestinos do Brasil.

Leia a cobertura completa de Terra Magazine sobre o caso:
» "O senhor está preso", diz delegado a Dantas
» Mello: Ministros do STF não têm nada a esconder
» Com prisão preventiva, um xeque-mate em Dantas
» Na madrugada, estratégia para a nova prisão Dantas
» Solto, Dantas é intimado a depor
» PF viveu guerra e espionagem para prender Dantas
» 50% dos presos esperam decisão dada a Dantas
» Dantas, um banqueiro da Coisa Nossa
» Advogado: Dirceu não tem relação com Daniel Dantas
» BrOi: emissários de Dantas tentam chegar a Dilma
» Celso Pitta recebia dinheiro vivo de Naji Nahas
» Inferno de Dantas - Um Raio X do Opportunity Fund
» Dantas-Nahas: Para entender a organização
» O inferno de Dantas
» Exclusivo: PF prende Dantas e organização criminosa

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O FIM DE UMA ILUSÃO

Do portal do NIVALDO CORDEIRO
09/07/2008

A síntese, embora ainda não o epílogo, do que se passou na política brasileira nas últimas décadas foi dada pelo gesto desesperado de Daniel Dantas tentando corromper os policiais federais que lhe foram prender, ontem, segundo informação que foi dada em toda imprensa hoje, na tentativa de livra-se a si mesmo e aos seus da ordem de prisão. O banqueiro, com seu milhão, foi humilhado pelos meganhas. E qual é essa síntese? A de que o poder político – o poder de Estado – é muito superior ao poder do dinheiro. É isso que os revolucionários sempre souberam e que a nossa elite econômica se esqueceu. Daniel Dantas é o espelho da nossa plutocracia posta de joelhos pelo PT e seus aliados de esquerda.

A elite intelectual que cerca a plutocracia também se equivoca, ao achar que o mercado pode alguma coisa contra o poder de Estado. É uma doce ilusão que pode render muito dinheiro de consultorias, todas elas laudatórias e confortantes e inúteis nas horas decisivas. Onde estava o mercado quando vieram buscar Daniel Dantas? O mercado, para ter algum poder, precisa antes domar o Estado. E essa é uma tarefa para homens maiúsculos, não para apologetas e oportunistas.

Dinheiro só tem importância e poder quando as instituições de Estado estão consolidadas em uma ordem liberal aceita pela maioria dos agentes econômicos e políticos, quando o império da lei “justa” está estabelecido. No momento em que as forças revolucionárias são postas em movimento e transformam o sistema jurídico no oposto da lei natural vemos instalar-se a ditadura legal, a ditadura do guarda de trânsito, a ditadura policial mais tacanha e mais terrível. Quando assistimos aos filmes sobre Hitler, especialmente aqueles do diretor húngaro István Szabó – refiro-me à imortal trilogia Mefisto, Coronel Redl e Hanussen, o caro leitor saberá do que eu estou falando. A polícia uniformizada, munida das formalidades legais, passa a caçar politicamente os inimigos da classe dirigente e também os bodes expiatórios no altar das massas. Quem manda na polícia é quem manda no mundo.

Vemos isso claramente no filme belíssimo de Spilberg A Lista se Schindler. Uma das lições é que, ao avançar o processo revolucionário, dinheiro nada vale. A loucura se instala nas instâncias de poder. O próprio Schindler se afunda com os escravos que inicialmente comprava para ganhar dinheiro com o seu trabalho. A pistola (ou o fuzil) fala mais alto do que o talão de cheques. Daniel Dantas descobriu essa dura realidade da pior forma possível.

A grande sabedoria do argumento liberal é a de que precisa haver uma separação completa e higiênica entre poder econômico e poder político, com a vigência do Estado Mínimo e do império da lei. Sem isso, os aventureiros revolucionários colocam gente como Beria no comando da polícia, eliminando paulatinamente todos os adversários.

Eu estou bastante preocupado com o que vai acontecer se o nosso ministro da Justiça conseguir pôr as mãos no banqueiro Salvatore Cacciola. Este homem é um arquivo vivo e foi figura de proa de tudo que se sucedeu no sistema financeiro nacional nos últimos anos do Governo FHC. Tem informações que poderão abalar a República e definir, antes da corrida começar, a sucessão presidencial. Aqui veremos também o fim de uma outra ilusão, aquela vivida pelos que seguem a social-democracia. Essa gente nutre um discurso reformista e amistoso com os revolucionários, subestimando o mal que estes trazem em si. A história mostra que os social-democratas são o quebra-gelos das revoluções, normalmente assumem o poder antes que os verdadeiros revolucionários o façam. FHC cumpriu esse papel, passando o bastão para Lula. Agora os revolucionários não mais sairão do poder antes de cumprido seu nefasto propósito.

O banqueiro Salvatore Cacciola sabe muito. Se falar, veremos gente graúda às voltas com a Polícia Federal, o Ministério Público e as câmaras da Rede Globo, todos algemados. Um espetáculo para as massas estúpidas, que haverão até mesmo de aplaudir os meganhas, sem terem a menor noção do que estará acontecendo. Haverá a destruição do que resta das forças de oposição a Lula pela via legal. Será uma tragédia política de largas proporções.

O tempo está próximo. Quem viver verá.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".