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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ditador líbio quer Obama no poder para sempre

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
quarta-feira, 23 de setembro de 2009 | 20:20

Não se pode negar que o ditador líbio entendeu, digamos, o espírito destes tempos. Leiam o que vai na Folha Online. Faço ao fim um pequeno comentário. O resto fica com vocês.


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O ditador líbio, Muammar Gaddafi, fez a sua estreia na Assembleia Geral da ONU com um longo discurso no qual disse que seria feliz se “[Barack] Obama pudesse ficar para sempre como presidente de EUA” e comparou o regime do grupo fundamentalista islâmico Taleban no Afeganistão ao Vaticano.


O líbio discursou durante 1h35m na assembleia, apesar de o tempo de palavra concedido a cada chefe de Estado e de governo ser de apenas 15 minutos. Obama também ultrapassou seu tempo de palavra, ao pronunciar um discurso de 40 minutos. O recorde absoluto é do ex-ditador cubano Fidel Castro, que falou durante 4h30m em 1960.


Gaddafi, que está no poder há 40 anos, elogiou Obama, que o precedeu na tribuna da ONU, e no qual o presidente americano prometeu um compromisso renovado com a comunidade internacional, ao contrário das tensas relações nesse sentido de seu antecessor, George W. Bush (2001-2009). “Foi completamente diferente, para um presidente americano”, assinalou Gaddafi a respeito do discurso de Obama. “Você o começo de uma mudança”.


Depois, Gaddafi saiu em defesa dos talebans afegãos. “Por que somos contra os talebans? Por que somos contra o Afeganistão? Se os talebans querem criar um Estado religioso como o Vaticano, tudo bem. Por acaso o Vaticano constitui um perigo para nós? Não. Se o Taleban quiser criar um emirado islâmico, quem disse que é inimigo?”


Gaddafi também disse que a África deveria receber US$ 7,77 bilhões (mais de R$ 13 bilhões) de seus ex-colonizadores como compensação. “É a indenização que merece a África”, disse, sem explicar a origem do valor. “Os africanos vão cobrar isso, e se vocês não derem a eles esta soma de 7,77 bilhões, os africanos irão para onde vocês levaram estes bilhões. Eles têm direito de recuperar este dinheiro, e é isso que vão fazer.”


Em seu discurso, o coronel Gaddafi criticou com veemência os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU –Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia– a quem acusou de trair os preceitos da ONU. “O preâmbulo afirma que todas as nações são iguais, sejam pequenas ou grandes”, disse Gaddafi, que recebeu tímidos aplausos.


Comento

Qualquer ditador em qualquer lugar do mundo deseja o mesmo. Kadhafi (ou “Gaddafi”, no texto acima) é um demente sanguinário, mas capta, à sua maneira, o espírito do tempo. Ah, sim: não faz tempo, em visita à Líbia, Lula o chamou de “irmão”.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
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A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".