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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A HIPOCRISIA ESQUERDISTA E A APOTEOSE DO PARTIDÃO

 

STATO FERINO

Publicado por Stato Ferino em fevereiro 3, 2012 · Deixe um comentário

Nos “Escritos Políticos”, especificamente no capítulo “A Construção do Partido Comunista”, Antônio Gramsci considerou a luta contra o capitalismo compreendida sob três facetas: (i) a luta econômica, com o desenvolvimento dos sindicatos e do controle operário sobre a produção, além da luta pela eliminação do capitalismo; (ii) a luta política, com o escopo de limitar o poder da burguesia e caracterizada pela conquista do poder pelo Partidão e consequente implantação da ditadura do proletariado; e (iii) a luta ideológica.

Sabe-se que a teoria marxista, no seu processo analítico, ajustou a lógica da dialética hegeliana para o campo materialista, fundamentando-se, para tanto, no tripé burguesia (tese), proletariado (antítese) e o comunismo (síntese – negação da negação). Como meio NECESSÁRIO para se chegar ao comunismo, teríamos a famosa ditadura do proletariado.

A coluna vertebral de um movimento hipócrita e, sobretudo, criminoso, foi dada.

Veja que a lógica apresentada acima fundamenta seu imediatismo num ideal, obviamente, fora e acima da história. Ou seja, tudo é válido para se alcançar a causa superior, um futuro do qual não se tem antecedentes, nem tampouco se alguma possibilidade de ser alcançado existe.

Temos diante de nós um movimento que já começou mentindo. Ao afirmar que apenas o proletariado tem condições para fazer análises objetivas da história – porque nada possuem -, Marx já nos fornece a mentira-mor do movimento revolucionário. Ora, para a afirmação acima ser válida, é pressuposto necessário que seu emissor também esteja fazendo uma análise objetiva da história, caso contrário, a tese estaria viciada.

Se o emissor, in casu o próprio Marx, está fazendo uma análise objetiva da história, é categórico que este precise fazer parte do proletariado, portanto, senão sua afirmação estaria comprometida desde sua gênese. E é o que de fato ocorre. Marx era burguês e de família burguesa. Como ele poderia fazer, segundo sua própria idéia, uma leitura objetiva da história? Temos um absurdo provocado pelos argumentos contrario sensu e ad hominem.

Pois bem. É justamente essa cartilha que os movimentos de esquerda, principalmente da américa latina, têm acompanhado.

Começamos com o companheiro Fidel Castro. Seu governo se orgulha de ter erradicado o analfabetismo do país e de ter conseguido alguns avanços na área social. Mas a custo de quê? De uma ditadura violenta e opressora que não respeita os direitos humanos? De um governo que controla a imprensa e limita assustadoramente a liberdade de seus filhos? Afinal, segundo o “Livro Negro da Revolução Cubana”, somam-se SOMENTE 5.621 fuzilados, 1.163 assassinados extra-judicialmente; 1.081 presos políticos mortos no cárcere; 14.160 mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga; 77.824 civis mortos em ataques químicos, e por aí vai.

E o companheiro Hugo Chávez? O ser mais hipócrita desse bando de mentirosos narcisos. O homem mais crítico do “imperialismo” norte-americano teve sua filhinha, de 14 aninhos, alvo de diversas críticas por ter publicado uma foto na qual ela mostrava um leque de dólares americanos, foto esta tirada do iPhone da própria filha (aqui). Será que tem alguma diferença entre uma adolescente filha de um líder marxista e uma capitalista norte-americana? Achamos que não. O evento fica mais jocoso ainda quando se sabe que a Venezuela, sem comentar seu governo ditatorial, limita a compra de dólares pelos seus cidadãos.

E a Cristina Kirchner? Pois é, como se sabe, a musa esquerdopata publicou um decreto no qual ela ordena a revisão da história argentina! Revisão que será financiada pelo próprio governo (aqui). Que absurdo! Agora, numa paranóia de encontrar um alvo, está vindo com a questão das Malvinas.

E o Partido dos Trabalhadores? Aqui, não estamos muito distantes da realidade dessas outras nações. Unidos sob o Foro de São Paulo, esses partidos marxistas se fortaleceram desde 2002 na América Latina, trazendo uma onda vermelha sobre o Novo Continente. E o Partido dos Trabalhadores, fidelíssimo à cartilha gramscista, vem como o estereótipo do Partidão.

É nesse ponto que o Partido se confunde com o Estado, e até o sobrepuja. Tudo que esteja contra o PT/Estado deve ser derrubado, como já afirmou o próprio Gilberto Carvalho, seja instituição religiosa, seja partido político (aqui). E a imprensa segue comprada, e o “politicamente correto” segue imposto.

E um outro exemplo muito claro dessa hipocrisia está no ocorrido do Pinheirinho. O líder comunitário, o Marrom, do PSTU (aqui), cobrava uma taxa de “condomínio” para a população. Com essa grana, o Marrom alimentou seu luxo com casas de alto padrão ao lado da miséria de seus vizinhos. O comunismo no seu mais alto grau de pureza (veja vídeo aqui). E quem viu isso? A imprensa publicou?

Além disso, ocorreu essa mesma coisa no Acre, na cidade de Brasiléia, administrada pela prefeita Leila Galvão, do PT. Aliás, mais violentamente. Famílias de sem-teto e sem-terra foram retiradas com enorme brutalidade de um assentamento, numa ação de reitegração de posse (aqui). Ao contrário do Pinheirinho, em que inventaram a morte de uma mulher (aqui), em Brasiléia, uma mulher grávida perdeu seu bebê após ter levado um chute de um PM, e um rapaz ficou cego após levar um tiro de bala de borracha. Noticiaram? De forma alguma! É o Partidão tentando derrubar o PSDB, assim como derrubou o DEM naquele caso do José Roberto Arruda, em Brasília, como denunciado pela VEJA dessa semana.

Ora, amigos, que maior exemplo de mentira e hipocrisia nós precisamos? Enquanto isso, o establishmentacadêmico faz seus fiéis: um batalhão de desinformados, filhos de Vygotsky, que nunca souberam argumentar, mas, em termos de violência, estão em doutores.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".