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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

DOCES PROMISCUIDADES QUE MATAM: LÍDER COMUNITÁRIO PREMIADO PELOS DESARMAMENTISTAS VENDENDO FUZIL! LINDO, NÃO? É A DEMÊNCIA SOCIOPÁTICA.

REINALDO AZEVEDO
06/12/2011 às 6:17


O que faz esta foto aqui?
william-denis
Já explico a imagem. Antes, algumas considerações. Um dos grandes acertos do filme “Tropa de Elite 1″ era demonstrar a conivência das ONGs com o narcotráfico, o que apelidei, brincando, de “Bonde do Foucault”. Depois, o bom diretor José Padilha ficou com medo de sua própria obra e fez o “Tropa de Elite 2″, aí para cantar as glórias de Marcelo Freixo, o deputado estadual do PSOL, que junta a luta meritória contra as milícias com os delírios psolistas. O rapaz é também um bravo do marketing pessoal. Muito bem!
Na semana passada, todos vimos, foi preso o sedizente líder comunitário da Rocinha William de Oliveira. Um filme mostra o rapaz — ele diz que não, mas fica difícil negar — vendendo um fuzil AK, de fabricação russa, para ninguém menos do que Francisco Bonfim Lopes, o Nem. Na mesa, a dinheirama esparramada. No mercado negro, uma arma como aquela é avaliada em R$ 50 mil. William, acreditem, era funcionário do gabinete da vereadora Andre Gouvêa Vieira, do PSDB. Com ele, foi preso Alexandre Leopoldino da Silva, que compõe a equipe de zeladoria do Palácio da Guanabara, sede do governo do Rio. Tá bom assim?
Eu não esqueci da foto lá do alto não, já chego lá. Vamos avançar mais um pouco.
William era um queridinho das ONGs, dos políticos, dos artistas e dos “descoletes” do Rio. Vocês sabem como as celebridades andam interessadas no social e nas hidroelétricas nos últimos anos. Como a pobreza em São Paulo está mais na periferia, o exercício da demagogia solidária é mais difícil, rende pouca notícia. No Rio, a geografia da cidade e a da pobreza colaboram para criar a fantasia da integração. A miséria é vista, como já apontei aqui muitas vezes, como atração turística e como variante antropológica. Visita-se a favela como quem vai em busca da diversidade cultural num país estrangeiro. Quantos textos já escrevi a respeito neste blog desde junho de 2006? Devem chegar a uma centena.
A lista de políticos e celebridades que foram até William, um dos “líderes” da Rocinha, é mesmo impressionante. Vejam. Volto depois.
O então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o governador do Rio, Sérgio Cabral
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A presidente Dilma Rousseff
william-dilma
O tenista Guga
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O humorista Rafael Cortez
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O Senador Crivella (PRB-RJ)
william-senador-crivella

O ator Ashton Kutcher e o apresentador Luciano Huck
william-huck
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo
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VolteiVocês viram direito, sim. Acima, temos ninguém menos do que o ministro da Justiça, responsável último pelo combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas, de braços dados com o tal líder comunitário. Não que faltassem motivos para desconfiar dele. Informa a VEJA desta semana:
“Em 2005, durante o reinado de terror implantado pelo antecessor de Nem, William foi flagrado em uma constrangedora escuta telefônica. Em nome do chefão. instruía bandidos a deixar dois fuzis roubados do Exército em uma favela dominada pela facção rival. Ficou preso por nove meses, mas conseguiu ser absolvido sob a alegação de que pretendia apenas fazer com que se livrassem dos tais fuzis, evitando um banho de sangue na Rocinha - então na iminência de uma ação policial. A emenda foi tão disparatada quanto o soneto, mas todo mundo fez que acreditou. William seguiu livre e solto, colecionando amizades nos mais diversos círculos, de políticos a artistas. Um de seus três filhos tem Flora Gil, a mulher do cantor Gilberto Gil. como madrinha.”
Pois é…
Agora vamos à primeira fotoE o que é aquela primeira foto, que estava no site da Rocinha, mas desapareceu de lá? Vemos ali o presidente da ONG Sou da Paz, Denis Mizne, concedendo um prêmio a William, em 2004, por seu empenho no… DESARMAMENTO da Rocinha!!! A láurea foi concedida por outra ONG, a Viva Rio (falei dela ontem à noite, vejam lá).
Isto mesmo: o rapaz premiado pela Viva Rio por seu empenho no desarmamento foi preso porque flagrado vendendo um fuzil para “Nem”, o chefão do narcotráfico da Rocinha.
Por Reinaldo Azevedo

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".