Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Avó do OBAMA/OSAMA declara: ele nasceu no QUÊNIA!!!

Nem a família do Lula americano aceita mentir a seu favor...



Politicômetro - TESTE SUA ORIENTAÇÃO POLITICA

VEJA

O politicômetro é um teste de opinião que o situa no campo das liberdades individuais e da relação entre o estado e a economia. Com a ajuda do sociólogo Alberto Almeida, VEJA preparou um questionário com vinte perguntas. Assim que terminar de respondê-las, você saberá a sua posição política em um quadrante que tem como eixos os extremos esquerda-direita e liberal-antiliberal.

Clique AQUI e faça seu teste.

Não se deve levar lá muito a sério algumas perguntas mas mesmo assim meu resultado está logo abaixo. Como respondi que alguns programas de TV devem ser com certeza censurados, caí no "classe" dos que concordam que o estado restrinja algumas liberdades individuais (vejam só...):


Vitória de Obama dispara compra de armas nos EUA

UOL NOTÍCIAS - enviado por WAB
08/11/2008 - 14h35


As vendas de rifles, pistolas e munição estão aumentando em várias partes dos Estados Unidos, já que muitos proprietários de armas temem que a administração do presidente eleito Barack Obama possa dificultar a posse de certos tipos de armas.



"No dia depois da eleição, tive muito mais ligações do que de costume de pessoas procurando por rifles semi-automáticos," contou David Greenberg, dono da loja Second Amendment Family Gun, em Bisbee, Arizona, que esgotou seu estoque de rifles AR-15 nos últimos dias.


"Parece haver um medo de que eles serão banidos, e isso é bem provável," acrescentou. "Obama e Biden estão dispostos a eliminar as armas de fogo do país."


Lojas de armas e grupos comerciais haviam informado um aumento na venda de armas de fogo nos dias que antecederam a vitória do democrata Barack Obama e do vice-presidente Joe Biden, em 4 de novembro, que muitos consideram totalmente favoráveis ao controle de armas.


A Fundação Nacional de Esportes de Tiro, associação comercial de tiro, caça e indústria de armas de fogo, disse que as vendas de armas deram um salto de dez por cento este ano, baseado em suas análises da taxa de comercialização de armas de fogo e munição, e um porta-voz afirmou que o crescimento se intensificou sensivelmente antes das eleições.


"Proprietários de armas estão com medo do que Obama irá fazer com relação a elas", declarou o porta-voz Tony Aeschliman. "Ele tem uma história clara de ser contra nós."


Durante a campanha, Obama deixou claro seu apoio ao direito de possuir uma arma, embora ele e Biden apóiem o banimento permanente de armas de assalto - rifles semi-automáticos de estilo militar - e "medidas de senso comum" para manter as armas longe das crianças e criminosos, posições que geraram preocupação entre os entusiastas das armas.


"Sempre foi programa do Partido Democrata restringir a posse de arma," afirmou Jim Pruett, proprietário de uma loja de armas em Houston, cujas vendas do dia triplicaram no sábado antes da eleição, para 35 mil dólares.


Em McPherson, Kansas, o vendedor de armas Steve Sechler contou que a demanda num evento de armas no final de semana passado cresceu em mais de 50 por cento, com os clientes correndo para garantir sua arma, incluindo rifles Kalashnikov e AR-15.


"A maioria das pessoas estava lá amaldiçoando Obama e dizendo que precisavam proteger sua casa," disse Sechler.


Negócio em alta


Os adeptos de Obama dizem que os donos de armas não têm o que temer quando ele assumir o poder em janeiro. Entretanto, os lobistas da poderosa Associação Nacional do Rifle mostraram preocupação durante a campanha, falando que Obama era uma "séria ameaça à segunda emenda de liberdade."


Entre outras queixas, eles acusam Obama de apoiar o aumento de 500 por cento da taxa federal de circulação de armas de fogo e munição - comentário que ele fez como senador de Illinois em 1999, mas que não repetiu.


Em Scottdale, Arizona, o proprietário de loja de armas Manuel Chee vendeu todos os seus rifles AR-15, mas disse que preferiria ter vendas regulares e nenhuma perspectiva de retração - sejam elas reais ou imaginárias - no futuro.


"Eu preferia que o (senador republicano John) McCain ganhasse e que não houvesse um grande receio e que nós continuássemos com nossas vendas normais," disse Chee à Reuters.


"É melhor do que dizer que agora nós vamos ganhar muito dinheiro por alguns meses, e poucos meses depois nossos negócios podem estar fechados," acrescentou.


(Com reportagem de Chris Baltimore, em Houston, Carey Gillam, em Kansas)

Marxismo selvagem

MOVIMENTO ENDIREITAR
Qui, 30 de Outubro de 2008 23:51 Eguinaldo Hélio de Souza

O que me moveu a escrever sobre o tema é a saturação da presença de Marx no meio acadêmico. Até pichado nas paredes dos banheiros podem ser encontradas frases dele. De Fidel a Lula, sua barba símbolo está presente. Seus escritos, como todo clássico que se preze, são mais comentados do que lidos. São quase livros sagrados. Apenas citações esparsas são encontradas aqui e ali.

Marx não foi um marxista com toda a certeza. Não no sentido em que geralmente se usa essa expressão, para mostrar que os pensamentos do autor foram distorcidos pelos seus discípulos. Ele não foi um marxista porque jamais viveu da maneira como disse que o mundo deveria viver.

Embora condenasse o capitalismo, foi sustentado por um capitalista, Friederich Engels, a quem escrevia “Prefiro cortar um dedo da mão a lhe pedir dinheiro novamente”. E lá vinha a polpuda quantia... As heranças de parentes ricos foram avidamente devoradas e mal administradas por ele. (Sua mãe chegou a escrever uma carta dizendo que preferia que seu filho arrumasse alguma capital, ao invés de somente escrever sobre ele).

Embora descrevesse o proletariado como a classe redentora da humanidade, pintando-a com um colorido messiânico tirado das páginas do profeta Isaías, estava longe do que pode ser chamado de proletário. Isso explica a presença de milionários, artistas e outras personalidades nada proletárias em partidos comunistas-marxistas-comunistas. Como disse Alain Besançon em sua magistral obra A Infelicidade do Século, a revolução comunista jamais é realizada pelo proletariado e sim pela seita ideológica que fala em nome dele.

Ainda diferente dos socialistas utópicos condenados por Engels em sua obra Do socialismo utópico ao socialismo científico, Marx jamais chegou perto de algum experimento real de suas teorias. Roberto Owen, Saint-Simon e Charles Fourier podem ter fracassado em seus experimentos sociais, mas ao menos tentaram sair da letra para a ação. Ele jamais superou o estágio de teórico de gabinete. Tinha uma fé gigantesca em suas teorias, embora não nenhum fato concreto ratificasse essa fé. Sua confiança nas “inexoráveis leis históricas” soa ingênua hoje.

O máximo que a história conseguiu até hoje foi provar que Marx estava errado. O capitalismo continua vivo e todas as tentativas práticas de aplicar Marx terminaram num banho de crueldade e sangue. O socialismo sobrevive hoje apenas em países-prisões como Coréia do Norte e em Cuba.

Se os Titãs acham que o capitalismo é selvagem, precisavam ler sobre os expurgos políticos da União Soviética feitos por Lênin e Stalin, a Revolução Cultural de Mao-Tse-Tung na China ou assistir Gritos no Silêncio, onde aparecem inúmeros esqueletos humanos boiando no rio, vítimas da revolução comunista do Camboja. Se Marx não foi marxista em seu tempo, creio muito menos o seria hoje.

Não consigo entender essa paixão por Che Guevara, Cuba e o socialismo. Os piores cegos continuam sendo aqueles que não querem enxergar. Claro que o capitalismo merece muitas críticas (aliás, o que não merece crítica nesse nosso mundo caído). Entretanto, com certeza as melhores alternativas não estão nas divagações do velho Karl.

Talvez possamos parodiar Winston Churchill e dizer que o capitalismo ainda é o pior dos sistemas econômicos. Com exceção de todos os outros.

Fonte: www.juliosevero.com

Última atualização ( Qui, 30 de Outubro de 2008 23:57 )

O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA.

Por e-mail (sic)


Chegou- me às mãos por esta telinha, um artigo em que o autor desmascara uma tentativa de lavagem cerebral, inserida em um site para crianças e veiculada pela Câmara de Deputados. Para mascarar a intenção, o programa era joguinhos, brincadeiras, historinhas de bonecos que passavam sub-repticiamente a filosofia covarde, que sabe se for feita adequadamente, não tem adeptos.

Através desses artifícios, muito ao gosto das crianças que já sabem usar o computador, as mensagens eram transmitidas. Assim, a filosofia era disseminada com aspirações – aparentemente – apenas humanas e sadias. Por exemplo: “nenhum homem deve SERVIR a outro homem; a sociedade seria baseada na solidariedade e igualdade, sem divisões entre “ricos” ou “pobres”; o dinheiro da nação “deve ser dividido para a população de acordo com a necessidade de cada um”.

Para chegar a esse ponto, os jogos, as historinhas, tinham sempre uma resposta final adequadamente embutida, que a sociedade – comunista – seria mais consciente e não era mais necessário alguém, para dizer o que cada um fazer.

O endereço eletrônico do site é “plenarinho. gov. br”. Como o endereço “gov” é financiado pelo dinheiro da União, esse deve ter o mesmo patrocinador. E era recomendado pelos professores , para as crianças fizessem “pesquisa” no referido endereço.

Mas, como Papai do Céu ainda está atento, alguns pais tiveram conhecimento do programa e justamente indignados, alertaram outros pais que passaram a divulgar o absurdo. Não assustados, mas sim contrariados, os responsáveis pelo programa passaram a informar aos internautas mirins, que:”o sonho do comunismo parece não ter se concretizado, por conta do desrespeito aos direitos humanos que alguns comunistas adotaram. Que nem sempre o que é idealizado funciona como esperado, porque muitas vezes, os bem intencionados são compreendidos”.

Senhor João Luiz Manad, Que Papai do Céu lhe abençoe, e estimule outros pais “Joaos Luizes” a derrubar os virtuais Muros de Berlim, disfarçados em joguinhos infantis. Senhor João Luiz, não sei se o senhor conhece a frase do Brigadeiro Eduardo Gomes: O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA. Mas, sei agora, que o senhor sabe aplicá-la.

Glacy Cassou Domingues – Grupo Guararapes.

Índice de Liberdade Econômica 2008

MOVIMENTO ENDIREITAR
Sáb, 08 de Novembro de 2008 23:31 Lucas Mendes

Está disponível o Índice de Liberdade Econômica 2008, realizado anualmente pela The Heritage Foundation e The Wall Street Journal. A tabela, novamente, é no mínimo reveladora. O Brasil ocupa a lamentável 101ª posição entre os 157 países avaliados este ano. Das cinco categorias, ocupamos a nada lisonjeira quarta (país com pouca liberdade econômica).

Que isto ao menos sirva para mostrar que o tal liberalismo ainda não faz parte da realidade brasileira, mas somente da ostensiva retória da classe letrada nacional que jura de pé junto que o liberalismo é a causa dos grandes males sociais do país.

Notável, uma vez mais, que os países que apresentam maior liberdade econômica oferecem os melhores padrões de vida à sua população (EUA, Irlanda, Suécia, Alemanha, Taiwan) enquanto os países que vivem sob a opressão estatal (Corea do Norte, Cuba, Venezuela, Camboja, Vietnan), faz da ausência de liberdade um cruel fardo para a imensa maiora do seu povo.

O ranking do índice 2008 pode ser visualizado aqui.

Fonte: http://austriaco.blogspot.com/

Última atualização ( Sáb, 08 de Novembro de 2008 23:44 )

Mr. Da Silva, um desgravatado vexame no G-20

BRASIL ACIMA DE TUDO
09 de novembro de 2008

Do Observatório de Inteligência

Por Orion Alencastro

É inacreditável, mas quem esteve de serviço e presenciou a fala de abertura do presidente Luiz Inácio da Silva, por ocasião da instalação do encontro do G-20 no hotel Hilton, no último sábado, em São Paulo, certamente observou a palidez do Chefe da Nação, cuja fisionomia não escondia os traços de exaustão física. Olhos amiudados e vermelhos, sinais característicos de uma boa noitada, diriam os clínicos, psicólogos, experientes serviçais de hotelaria e socorristas de plantão. Nem os guarda-costas acreditaram no que viram.

No imenso salão, especialmente montado para o memorável encontro sobre o que denominou aos brasileiros de “marolinha ”, era visível o esforço em ocultar a incontida vontade de encharcar-se de água, no momento da leitura da mensagem à elite de responsáveis do PIB Mundial. Ora esbugalhava os olhos, ora procurava algo no bolso do paletó, ora deixava cair o peso do corpo sobre a mesa. Cambaleou, mesmo sentado.

Atrás de Mr.Da Silva, seu fiel escudeiro para relações internacionais, o historiador Marco Aurélio Garcia, inquieto e camuflado com seu exótico óculos e um par de fones de  ouvido, acompanhando a leitura do discurso do mandatário tupiniquim.

O mais desagradável, que não escapou à percepção dos jornalistas e deixou pasmo os integrantes que compunham a histórica mesa dos trabalhos e circunstantes, foi a chegada do presidente da República Federativa do Brasil, trajando desalinhado terno cinza, camisa azul de colarinho mal passado e, principalmente, sem gravata, como manda o cerimonial e a boa  etiqueta, costume consagrado no cotidiano dos dignatários em todo o mundo.

Pegou mal. Mais parecia um penetra de festa, um estranho no ninho. A impressão foi que Mr. Da Silva, o rei do pré-sal, desejou quebrar o protocolo, mostrar que ele é o bom e detentor megalomaníaco da bola de cristal para a crise da economia global.

Não foi feliz. Seu discurso, de discutível retórica acusatória dos países com riquezas que agiram com irresponsabilidade, não causou o impacto desejado. O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, não deu muita corda ao palpite brasileiro.

Mr. Da Silva deve ter esquecido a gravata sobre o frigobar ou ao lado do balde de gelo da suíte presidencial do Hilton. Ou talvez esteja se preparando para receber o também desgravatado companheiro e mandatário do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que vem ao Brasil, a seu convite. (OI/Brasil acima de tudo)

Ó TEMPORA, Ó MORES: JUIZ ABSOLVE VÍTIMA

JANER CRISTALDO
Sábado, Novembro 08, 2008

Em Belo Horizonte, um sórdido comerciante teve o desplante de impedir a legítima ação de um assaltante que assaltava sua padaria. Wanderson Rodrigues de Freitas, o assaltante, apresentou queixa-crime contra o comerciante na 2ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, alegando que "a ninguém é dado o direito de fazer justiça com as próprias mãos".

O juiz Jayme Silvestre Corrêa Camargo, que julgou o pedido, considerou uma "afronta ao Judiciário" a intenção do suposto criminoso em passar de autor para vítima. O suspeito alegou que foi "ofendido na sua integridade corporal" e por isso pediu à Justiça que o comerciante, Márcio Madureira Vieira, fosse enquadrado no artigo 129 do Código Penal. "Após longos anos no exercício da magistratura, talvez seja o caso de maior aberração postulatória. A pretensão do indivíduo, criminoso confesso nos termos da própria inicial, apresenta-se como um indubitável deboche", disse Camargo.

Pode soar como piada, mas nem tanto. Nestes dias em que só criminosos têm direito de andarem armados, em que a própria polícia recomenda à vítima submeter-se à vontade da bandidagem, a pretensão do cidadão Wanderson Rodrigues de Freitas não deixa de ser coerente. E isso não é de hoje. Há uns bons vinte anos, numa cidade do interior de São Paulo, uma senhora já avançada em idade teve sua cada invadida por um ladrão. Tinha um revólver em casa, atirou e... milagre, acertou o bandido. Quase foi linchada pelos defensores dos tais de direitos humanos. Não conseguiram colocar a velhota na cadeia. Mas conseguiram desarmá-la.

O juiz Camargo rejeitou a queixa-crime por considerar que o comerciante agiu em legítima defesa. Na decisão, alegou que não vislumbrou nenhum excesso por parte da vítima, que "teria apenas buscado garantir a integridade física de sua funcionária e, por desdobramento, seu próprio patrimônio". Nadando contra a corrente do direito contemporâneo, mandou o cidadão Wanderson Rodrigues de Freitas para a cadeia. Como a decisão é de primeira instância, ele ainda poderá recorrer a instâncias superiores.

Não se surpreenda o juiz se sua sentença for reformada pelos magnânimos juízes das supremas cortes nacionais.

LULA SANCIONA BOLSA-GRAVIDEZ

JANER CRISTALDO
Domingo, Novembro 09, 2008

Namorar já é complicado. O legislador, que parece não gostar de namoro, criou a figura de união estável, que gera direitos e deveres de casados para quem pretendia apenas namorar. Digamos que você seja hostil à idéia de casamento e queira manter-se livre dos grilhões que esta condição impõe. Se namorar por algum tempo uma moça, estará automaticamente enquadrado na figura da união estável, com todas as seqüelas dela decorrentes. Assim, cuidado com o namoro. Quando você menos espera, estará casado.

Comentei em crônica anterior, que não passa dia neste país em que uma idéia de jerico venha a público. Não passa mesmo. Ontem, foi publicada no Diário Oficial da União e sancionada pelo Supremo Apedeuta lei que torna todo cidadão um pai potencial, mesmo que não tenha filho algum. Segundo a mais recente monstruosidade jurídica, toda mulher grávida pode pedir que o suposto pai de seu filho contribua durante toda a gestação com as despesas de alimentação, exames, medicamentos e o parto.

Até aí, não se sabe se o suposto pai é de fato pai. Basta que a grávida o indique como pai. Você poderia pedir um exame de DNA, seria o mais sensato. Mas não pode. Sob alegação de risco à criança, foi vetado o artigo que possibilitava a realização do "exame pericial pertinente" na gravidez. Assim, se você foi “eleito” pai por uma funcionária sua, colega de trabalho ou simplesmente por pessoa que o conhece, você terá inexoravelmente de marchar com as despesas decorrentes da gravidez, desde alimentação, exames, medicamentos e o parto.

O exame de DNA, só depois de nascida a criança. Descobre-se então que você não era o pai da dita cuja. Se você acha que terá seu dinheiro de volta, está redondamente enganado. Terá de entrar com ação na Justiça e, talvez daqui a cinco ou dez anos, tenha algum ressarcimento.

Você não precisa fazer nada para ser penalizado. Basta que uma grávida o eleja como pai. Estão de parabéns todas as sirigaitas do país que reproduzem irresponsavelmente e não têm como sustentar uma gravidez. Basta indicar alguém próximo e terá pelo menos nove meses de sombra e água fresca. Se não era o pai, tanto faz. Não precisará devolver o que recebeu. Digamos que a Justiça determine, daqui a cinco ou dez anos, essa devolução. Se a mãe não tiver como devolver, não devolve e estamos conversados. Punida certamente não será.

Pelo texto que passou no Congresso a mãe responderia judicialmente por danos morais e materiais caso o resultado do exame de DNA desse negativo. Mas esse artigo também foi vetado por ter sido considerado "intimidador". Está instituído o direito à calúnia, de exercício exclusivo das gestantes.

Não bastasse o Bolsa-Família e o Bolsa-Ditadura, o governo institui agora o Bolsa-Gravidez. Para fazer jus ao benefício é simples. Basta a moça engravidar e apontar como pai o patrão, um amigo, um vizinho, um colega de trabalho, um morador do mesmo prédio, um professor.

Se não era o pai, paciência. Depois tenta-se encontrar um outro.

Evento - 10 ANOS DE E-COMMERCE NO BRASIL

VENHA COMEMORAR CONOSCO
10 ANOS DE E-COMMERCE NO BRASIL

A Associação Comercial De São Paulo e Camara-E.Net estão convidando sua empresa para participar da comemoração do décimo aniversário do comércio eletrônico brasileiro.

Estarão participando deste evento único empresas de grande destaque no cenário do comércio eletrônico nacional como: Google, Locaweb, Correios, Intel, IGEmpresas, Microsoft, PagSeguro, Sebrae, UOLHost, VisaNet, .COM entre outras.

Venha comemorar conosco: Dia 27 de novembro de 2008, auditório Itaú da FGV na cidade de São Paulo.

Evento gratuito, com vagas limitadas!
Clique aqui e inscreva-se!

Debate - DO MUNDO UNIPOLAR AO MUNDO MULTIPOLAR - Recomposições geopolíticas e financeiras

Debate
DO MUNDO UNIPOLAR
AO MUNDO MULTIPOLAR
Recomposições geopolíticas e financeiras
(a partir do dossiê sobre o tema, publicado na edição de Novembro do Le Monde diplomatique)

 
O debate contará com a participação de:

José Goulão
(jornalista e comentador de política internacional)

José Medeiros Ferreira
(historiador e co-autor do blogue Bicho Carpinteiro)

Pedro Sales
(co-autor do blogue Arrastão)

O debate terá lugar na zona do bar do Instituto Franco-Português,
no dia 13 de Novembro, quinta-feira, às 21h30.

A entrada é livre. Participe!

Clique aqui para ver o mapa com a localização do
Instituto Franco-Português (Av. Luís Bivar, n.º 91, em Lisboa - junto ao Saldanha).

Jabor, racismo e misoginia

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: Reinaldo Azevedo 5 novembro 2008
Editorias - Cultura, Estados Unidos

Por que vocês fazem isso comigo? Leitores me pedem que comente o texto de Arnaldo Jabor publicado hoje no Estadão e no Globo. Maldade com o Tio Rei. Jabor é um artista, entendem? Quando ele trata de política, recorre a tropos e fantasias, não a argumentos. É um direito dos artistas. Ele já começa correndo terríveis riscos no título: “Vai dar Obama na cabeça”… Uau! Logo no primeiro parágrafo, lê-se: “Obama ou McCain? Quem dá mais? A inteligência que resiste à estupidez ou aqueles 59 milhões de idiotas que elegeram o Bush na fraude do século, na Flórida. Será que vão repetir a fraude? Estranha herança da democracia fundada - furos propositais no sistema eleitoral, zebras programadas. Será que ganha o racismo oculto, recôndito, a KKK na alma de ‘wasps’?”

- Para Jabor, quem concorda com ele é inteligente; que não concorda é estúpido;
- ele comprou a tese de Michael Moore da “fraude” na Flórida, o que nem os democratas sustentam. Mais: refere-se à primeira eleição de Bush. Mas Bush venceu a segunda eleição, sem contestação. E, claro, eleitores de Bush e dos republicanos são “idiotas”;
- o sistema eleitoral americano seria fruto de uma tramóia conspiratória para impedir a vitória do bem;
- só o racismo oculto derrotaria Obama, e todo wasp tem a KKK na alma.

O que vocês querem que eu diga? Um parágrafo com esse grau de boçalidade, que fosse racista contra os negros, como é contra os brancos, e que ofendesse os eleitores de Obama, chamando-os de “idiotas”, não seria publicado no Globo, no Estadão e em lugar nenhum. Como é contra brancos, republicanos e, claro!, Bush, tudo bem: o coquetel de ofensas é lido como ousadia.

Para Jabor, McCain prisioneiro no Vietnã “era o criminoso abatido - não a vítima. McCain luta por sua fama. Como está velho, caído, finge uma desenvoltura de caubói ligeiro que não cola e, como teve câncer que pode voltar, pode acabar nos legando aquele pit bull de batom, a perua careta e despreparada Sarah Palin, que seria a ‘boceta de Pandora’ final para o mundo, a mulher de onde sairiam todos os males.”

Seria inútil explicar a Jabor o que representava o Vietnã no contexto da Guerra Fria. Ele não quer saber. Sob o pretexto de ser o mais anti-racista dos anti-racistas, refere-se a velhos e doentes de um modo grotesco e mal disfarça uma exacerbada misoginia. O recurso final, escolhendo a expressão “Boceta de Pandora”, em vez de “Caixa de Pandora”, que é como a coisa é referida no Brasil, faz seu texto mergulhar na lama. De certo modo, ele entrou realmente no clima: não foram poucos, neste 2008, os que combateram o suposto preconceito racial com o preconceito real contra as mulheres.

O Jabor sem receio de tratar as mulheres como tratou no parágrafo anterior, gosta, no entanto, de Obama porque ele “é o novo. Obama é o negro sem rancor, o negro pós-moderno, que passou por Malcolm X, pelo Luther King e que atingiu uma espécie de síntese de virtudes políticas que almejamos: tolerância, a ecologia, a inteligência contra a mentira, é antiguerra, pela superação do bipartidarismo numa busca de “entente cordiale”, contra os “lobbies”, contra a tirania do petróleo, contra o efeito estufa. E não me venham os fascistinhas chamá-lo de “esquerdinha sem programa”…

Como a gente vê acima, Obama é mesmo “o” homem sem mácula. E o Jabor que não gosta de preconceitos, escreve: “Se Obama ganhar, teremos a felicidade de não ver mais as famílias gordinhas dos boçais da direita, os psicopatas sorridentes de dogmas, seus hambúrgueres malditos, seus churrascos nos jardins (…)”.

No momento mais patético do texto, manda ver: “Obama parece pairar ‘acima’ da política, com um ‘honesto’ messianismo, pois seu programa é quase abstrato. E não faz mal, pois, como dizia Valery: ‘Que seria de nós sem o socorro das coisas que não existem?’” O que isso quer dizer? Por que Jabor escreveu “acima” e “honesto” entre aspas? Existe “messianismo honesto” além daquele do Messias original (e olhem que não há unanimidade nem sobre isso)? Valery??? Valery falava sobre arte, Arnaldo Jabor, não sobre a política.

O texto de Jabor expressa seu antiamericanismo primitivo, desinformado e ecoa esquerdismo jurássico. Nada mal para quem já foi tido como cronista do neoliberalismo… Há quem ache que ser acusado ora de uma coisa, ora de outra, é sinal de que se anda pelo meio, na trilha da virtude. Não necessariamente. Pode ser apenas confusão mental. Jabor deve estar farejando uma nova era, em que a esquerdopatia light voltará à moda. Será?

Desde os atentados de 11 de Setembro, Jabor tem um desculpa e tanto para exercer seu antiamericanismo rombudo: a direita americana seria a verdadeira responsável pelo extremismo islâmico, o que, lamento dizer, é uma mentira história facilmente demonstrável e uma vigarice ideológica. Ele insiste na ladainha: “O legado de Bush é nossa miséria. O Iraque destruído, milhares de homens-bomba disputando a honra de nos matar, o Irã nas mãos de um ‘Chávez’ islâmico, o Paquistão povoado por milhões de fundamentalistas com bomba atômica, embalando o Bin Laden”. Viram só? Nada disso é culpa do terrorismo. É tudo culpa do Bush. E, a partir de amanhã, esses problemas serão resolvidos por Obama, que, segundo o cronista, também é “sexy”, além de ser um “presidente que transa”, cuja mulher “tem corpaço, bumbum”. Deus do Céu…

Jabor realmente não sabe que ele é muito, mas muito mais velho do que John McCain, com seu racismo às avessas, suas misoginia explícita e sua abordagem de política externa que ficou congelada lá no CPC da UNE.

Achei que suas grosserias contra o povo americano já tinham chegado ao limite em textos anteriores. E tinham. Mas ele deu mais um passo. Ademais, para quem se preocupa tanto com a sexualidade alheia, seria o caso de investigar, sob o pretexto de atacar o reacionarismo de Sarah Palin, o seu escancarado ódio às mulheres.

Publicado pelo blog Reinaldo Azevedo

Convite - SESSÃO MAGNA PÚBLICA DE HOMENAGEM ÀS FORÇAS ARMADAS DO BRASIL E COMEMORATIVA DO DIA DA BANDEIRA

CONVITE

GRANDE ORIENTE DE SÃO PAULO

FEDERADO AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL

 

Rua São Joaquim, 457 •  fone (11) 3346.70.88

01508-001    São Paulo    SP




O GRANDE ORIENTE DE SÃO PAULO CONVIDA OS MAÇONS DE SUA OBEDIÊNCIA, DA SERENÍSSIMA GRANDE LOJA E DO GRANDE ORIENTE PAULISTA, BEM COMO SUAS FAMÍLIAS E TODA A SOCIEDADE DE SÃO PAULO PARA PARTICIPAR DA


SESSÃO MAGNA PÚBLICA DE HOMENAGEM ÀS FORÇAS ARMADAS DO BRASIL E COMEMORATIVA DO DIA DA BANDEIRA

A par de externar nosso reconhecimento à Marinha, Exército e Força Aérea por sua tradição de guardiões da Soberania Nacional e dos princípios institucionais do país, a solenidade comemorará o CENTENÁRIO DA PRIMEIRA FESTA DA BANDEIRA ocorrida em 19.11.1908. Estarão presentes à sessão o Grão Mestre Benedito Marques Ballouk Filho e os Comandantes das Grandes Unidades Locais das três Armas.

DIA 18 DE NOVEMBRO DE 2008 – 3ª. FEIRA
ÀS 20 HORAS − RUA SÃO JOAQUIM, n°. 457

Pela importância cívico-social do evento, aberto à participação de não-maçons, senhoras e jovens, permitimo-nos contar com o prestígio de sua presença, e da divulgação deste convite.


João Baptista de Oliveira
Assessor Especial do Grão-Mestre
Fone: (11) 3315-0055 – jboliveira@jbo.com.br



(Maçons: traje maçônico e paramentos).

É O LEGÍTIMO SECA PIMENTEIRA!

Por e-mail (sic)

Lula, a caminho de Pequim, levando a sua 'bênção' para o maior favorito brasileiro nos Jogos Olímpicos, Diego Hypolito. Deu no que deu...

Campeão, o tenista Gustavo Kuerten presenteou-o com uma raquete e nunca mais foi o mesmo...

O boxeador Popó jamais venceu uma luta importante, após presentear o petista com seu par de luvas...

O mega-star Lenny Kravitz até sumiu do show-business, após presentear o petista com sua guitarra famosa...

O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, foi ao Palácio do Planalto levar uma camisa do time, às vésperas da decisão da Copa do Brasil, em 2007, e na final aconteceu o que parecia impossível:
perdeu o título para o Figueirense, em pleno Maracanã, com dois gols roubados pela bandeirinha...

O Corínthians caiu para a segundona, logo depois do petista ser homenageado pela diretoria do clube com uma camisa 10 e seu nome grafado...

Antes de partir para a última Copa do Mundo, Roberto Carlos foi o único jogador a visitar lulla, levando para ele uma camisa da Seleção autografada pelos craques. O lateral-esquerdo ajeitava o meião quando Thierry Henri, nas suas costas, fez o gol francês que tirou o Brasil da final...

Após uma campanha espetacular na Copa Libertadores da América, o time do Fluminense recebeu a visita de Lula, antes da final com a LDU. O petista até posou para fotos exibindo a camisa do time. No jogo, em pleno Maracanã, o Flu perdeu três pênaltes e o título...

Há algumas semanas, a antes imbatível seleção masculina de vôlei esteve com o petista. Perdeu os dois jogos seguintes diante da torcida brasileira, e o título da Liga Mundial...

Cavaleiro do Templo: já o nadador CÉSAR CIELO não quis ir lá pedir a "benção moluscular" e GANHOU!!! Vejam aqui

Desmistificando a democracia

MOVIMENTO ENDIREITAR
Sex, 31 de Outubro de 2008 14:40 João Luiz Mauad


“Individual rights are not subject to a public vote;
a majority has no righto vote away the rights of a minority;
the political function of rights is
recisely to protect minorities from oppression by majorities (and the
mallest minority on earth is the individual)”.

Ayn Rand
 
É de Adam Smith uma das sentenças mais cruéis que conheço sobre a natureza dos homens, mas nem por isso falsa: “Tudo para nós mesmos e nada para os demais perece ter sido, sempre e em qualquer lugar, a máxima vil dos seres humanos”. Algum tempo depois, em sintonia com o pensamento do grande mestre escocês, James Madson cunhou uma das frases símbolo da revolução norte-americana: “Se os homens fossem anjos, não precisaríamos de governos”. Por outro lado, prossegue Madson, “se os anjos governassem os homens, nenhum controle, externo ou interno, sobre o governo seria necessário”.

Diversos filósofos e políticos já foram confrontados por este difícil dilema: os homens, sendo o que são, necessitam de um governo, uma força maior e mais poderosa que qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos, capaz de evitar o que Hobbes chamava de “estado natural de guerra”. Por outro lado, os homens também precisam de proteção contra os abusos desta mesma força e, especialmente, contra a sua inerente propensão à corrupção e ao despotismo.

O conflito social fundamental, portanto, não é – e nunca foi – a famigerada luta de classes descrita por Marx, mas o combate quase sempre desigual entre os indivíduos e o poder político, personificado pelo governo. Os ingleses propuseram amenizar esse inevitável confronto de forças assimétricas, ao menos parcialmente, através da instituição do parlamento, destinado a tentar controlar os excessos e abusos do poder real. Uma outra receita mais ou menos eficaz foi a introdução das chamadas normas constitucionais, cujo principal objetivo era deixar claros os limites de ação dos governos e dar garantias de que certos direitos individuais irrefutáveis seriam respeitados.

De todas, a Constituição americana foi, de longe, a que produziu os melhores efeitos e, não por acaso, é a mais antiga. Calcada na doutrina jus-naturalista de John Locke, ela consagrou a idéia dos direitos naturais do ser humano e colocou, de forma clara e precisa, controles e limitações aos poderes do governo. Por incrível que possa parecer aos olhos de alguns, a preocupação maior dos fundadores do Estado americano não era com a democracia, “a pior forma de governo, exceto todas as outras”, nas palavras de Churchil, mas com a manutenção dos direitos naturais do homem, para eles “auto-evidentes” e “outorgados pelo próprio Criador”.

É do magistral Frédéric Bastiat a mais clara e concisa definição que conheço a respeito da primazia da lei natural sobre a lei dos homens: “A vida, a liberdade e a propriedade não existem pelo simples fato de os homens terem feito leis. Ao contrário, foi pelo fato de a vida, a liberdade e a propriedade existirem antes que os homens foram levados a fazer leis”. Portanto, temos direitos que antecedem a qualquer governo sobre a terra; direitos que não podem ser afastados ou contidos pelas leis dos homens; direitos inerentes à nossa própria condição de seres humanos.

Os fundadores da república norte-americana sabiam que aqueles direitos são intrínsecos à nossa própria existência, não por mera concessão do Estado ou do poder político. Para eles, o governo só fazia sentido se o objetivo fosse evitar que um cidadão violasse os direitos naturais inalienáveis de outro. Sabiam que o poder soberano era – será sempre! - do indivíduo, e o governo não é mais que um agente em defesa dos seus direitos.

Nos regimes meramente democráticos, nada impede que a maioria estabeleça ou modifique as regras a seu bel prazer. Neles, a lei dos homens é qualquer coisa que a vontade da maioria determine que seja. Se a lei natural inexiste, quaisquer direitos passam a ter conotação de privilégios, de permissões que são outorgadas e podem ser retiradas a qualquer tempo pelo arbítrio da maioria e de seus representantes eleitos. Não é difícil enxergar que, no contexto político, quando esse poder ilimitado é dado ao grupo majoritário, o resultado tende a ser catastrófico. Na Grécia antiga, por exemplo, o voto da maioria sentenciou à morte o excelso Sócrates, não por um crime hediondo, mas por conta de seus “ensinamentos controversos”. Há apenas setenta e poucos anos, também o sufrágio da maioria elegeu, na Alemanha, o Partido Nazista e seu líder de triste memória, Adolf Hitler. Recentemente, tanto Hugo Chávez, na Venezuela, quanto Robert Mugabe, no Zimbabwe, foram alçados ao poder pelo voto popular. Os resultados todos nós conhecemos bem.

O fato é que, numa democracia “stricto sensu”, nada impede que 51% dos votantes decidam escravizar os 49% restantes. Se aos representantes da maioria é dado o poder de decidir sobre todas as coisas; se isto que os liberais chamam de direitos naturais não forem mantidos acima de qualquer lei criada pela vontade dos homens, tudo é possível e o poder não encontrará nenhuma barreira em sua marcha rumo à tirania total.

A grande verdade é que a situação de um indivíduo feito escravo ou espoliado pelo voto da maioria não é em nada diferente da de outro, subjugado e explorado pelo despotismo absolutista. Não é por acaso, portanto, que os socialistas contemporâneos atribuam dotes divinos a esta vaga quimera que chamam “democracia”, como se nela estivesse a fonte de toda justiça e sabedoria coletivas. O endeusamento do poder das maiorias e o uso do sufrágio universal como justificação para qualquer ato, por mais arbitrário que seja, foi a forma encontrada pelos modernos marxistas para impor e justificar as suas idéias despóticas sem resistência.

Com efeito, o foco no chamado “direito positivo” e a sublimação do poder da maioria pelo voto – que não é outra coisa senão a transformação da democracia num fim em si mesma - têm proporcionado aos próceres do esquerdismo um poderoso argumento para justificar os mais grotescos espetáculos de tirania, onde as mais comezinhas regras universais de justiça são postas de lado, em favor de abstrações, como “justiça social”, “interesses do povo” ou “bem comum”.

Não devemos nos iludir: uma nação é livre não porque elege os seus representantes pelo voto direto, mas porque os direitos naturais universais dos seus indivíduos – vida, liberdade e propriedade - estão todos devidamente protegidos e prevalecem sobre quaisquer leis humanas. A democracia não é um valor social ou moral inquestionável, um fim a ser alcançado, como pretendem alguns. Ao contrário, ela é somente um meio, o menos pior dos sistemas de governo até hoje experimentados.

Fonte:
Última atualização ( Sex, 31 de Outubro de 2008 14:53 )

Mudando o mundo


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 6 de novembro de 2008

 

Querem saber o que vai acontecer daqui a pouco nos EUA? Tal como sucedeu no Brasil com o Foro de São Paulo, às negações indignadas se seguirão as confissões cínicas, quando já não puderem trazer dano aos criminosos. No devido tempo, quando Barack Obama se sentir seguro na presidência, virá à tona a entrevista de sua avó declarando que ele nasceu no Quênia, a revelação de que ele sempre foi muçulmano, as provas da ajuda que prestou a seu primo genocida Raila Odinga, o financiamento de seus estudos em Harvard por um milionário pró-terrorista, a ajuda recebida de Tony Resko com o dinheiro de Saddam Hussein, a colaboração de William Ayers como ghost writer deDreams of My Father, etc. etc.


Não são coisas que se possa esconder indefinidamente. O próprio Obama não tem ilusões a esse respeito. Tudo o que podia fazer era manter seus documentos essenciais fora do alcance do público até um pouco depois das eleições. Uma vez empossados os vencedores, com o Congresso totalmente dominado pelos seus partidários e a oposição republicana reduzida ao silêncio pelo controle estatal da opinião radiofônica (um velho e querido projeto dos democratas), já pouco haverá o que temer. O que um dia foi escondido como vergonha será alardeado como glória. Lembrem-se do vídeo do III Congresso do PT enaltecendo o Foro de São Paulo como coordenação estratégica da esquerda continental, dois anos depois de haver negado oficialmente que ele fosse isso. Se tiverem memória um pouco mais longa, lembrem-se de Fidel Castro proclamando “Sempre fomos e seremos marxistas-leninistas” depois de jurar “Nunca fomos comunistas.” Esses dribles são rotina na história do movimento revolucionário. O próprio Lênin, logo após tomar o poder, mandou espalhar entre os investidores europeus que não era comunista de maneira alguma, apenas um espertalhão que se fazia de comunista. Eles acreditaram e despejaram na Rússia um bocado de dinheiro, confirmando o dito leninista de que a burguesia tece a corda com que os comunistas a enforcam.


Que Obama é um revolucionário e vai fazer um governo revolucionário, é algo que seus militantes enfatizam uns para os outros e atenuam perante o público em geral, tal como o nosso PT sempre manteve um discurso duplo, aquecendo o lado de dentro e esfriando o de fora, pregando nos seus documentos internos precisamente o que negava na propaganda eleitoral.


Obama sabe perfeitamente bem que seu projeto de uma “Força Civil de Segurança Nacional” é uma militância armada de jovens bem doutrinados, em tudo semelhante às SA de Hitler ou à Juventude Comunista, que nada fará contra terroristas, narcotraficantes ou imigrantes ilegais, como ele deixa o público imaginar, mas se ocupará de perseguir “homofóbicos”, “extremistas de direita”, “fundamentalistas” e outras criaturas malvadíssimas. Ele já testou esse projeto na ONG Public Allies – dirigida primeiro por ele, depois por sua esposa Michele –, e uma de suas principais metas de governo é alocar uma verba anual de quinhentos bilhões de dólares – sim, quinhentos bilhões de dólares – para dar realidade a essa idéia sublime: “desmilitarizar a seguraça pública”... militarizando a juventude (v. http://www.ibdeditorials.com/IBDArticles.aspx?id=305420655186700). Mesmo que esse fosse o único projeto revolucionário de Obama, o advento dessa monstruosidade policial bastaria para alterar repentinamente e de uma vez para sempre a face da democracia americana, transformando-a na fachada de uma virtual ditadura, imposta, como a de Hitler e a de Hugo Chávez, por meios anestésicos e inteiramente legais.


Mas ele promete também “desmilitarizar o espaço” e “desacelerar a pesquisa nuclear norte-americana”. A primeira expressão significa simplesmente desmantelar o sistema de defesas aéreas montado por Ronald Reagan. Uma vez feito isso, nada poderá devolver aos EUA a sua condição de potência militar dominante. Quanto ao segundo ponto, ele dará à China a oportunidade de em breve tempo igualar-se aos EUA em capacidade nuclear agressiva, já que o establishment militar chinês se empenha cada vez mais em fazer o contrário do que Obama promete aos EUA: acelerar a pesquisa, acumular força.


Quando Obama diz “Vou mudar o mundo”, ele sabe do que está falando. Apenas, a mudança que ele promete não é nova: é a mesma de sempre, a destruição da democracia por meios democráticos, o aumento do controle estatal sobre a vida dos cidadãos, o enfraquecimento do capitalismo e a exaltação do socialismo. Em pleno curso de realização dessa desgraça, a chantagem psicológica que impôs aos cidadãos americanos a obrigação moral de votar em Obama sem perguntar quem ele era terá se tornado, em comparação, uma trapaça menor, quase inocente.

Saudade de Barney e Miss Beazley - Barack HUSSEIN "OSAMA BIN LADEN" HUSSEIN

BRASIL ACIMA DE TUDO
08 de novembro de 2008
obama-faith

"O que menos importa em Barack Obama é sua mulatice. Ele próprio acredita nisso. Ridiculamente, ele está sendo tratado por todos como um Nelson Mandela, e os Estados Unidos, como uma África do Sul dos tempos do apartheid. Calma. Muita calma"

Por Diogo Mainardi (*)

"Os americanos sempre manifestaram um salutar desinteresse por seus governantes. Agora isso mudou. Eles se tornaram mais bananeiros, mais caudilhescos. O eleitorado de Barack Obama quer ser amparado por ele, quer ser protegido por ele, quer ser mimado por ele"

Nova York. Barack Obama acaba de ser eleito. Dou uma espiada no que acontece na rua. Uma mulher extasiada berra de uma janela. Ela berra como o bode que os parentes quenianos de Barack Obama sacrificaram para comemorar sua vitória. Uma picape passa buzinando. Outra picape passa buzinando ainda mais alto, com uma bandeira do lado de fora. Os americanos se parecem com a torcida do Vila Nova. No bairro dominicano, algumas quadras adiante, os moradores soltam fogos de artifício exatamente como no Morro do Vidigal, quando chega um novo carregamento de drogas.

Volto para meu apartamento. Na TV, Barack Obama está discursando para milhares de fiéis reunidos no Grant Park, em Chicago. Ele anuncia sua primeira medida como comandante-em-chefe dos Estados Unidos: comprar um cachorro para suas filhas, que tomará o lugar de Barney e Miss Beazley, os dois scottish terriers de George W. Bush. Como afirma Barack Obama em seu discurso, chegou a hora de mudar a Casa Branca. Barney e Miss Beazley: adeus.

Muita gente chora. Muita gente reza. Mais do que uma festa, trata-se de uma missa campal. Barack Obama é o sacerdote que pode perdoar os americanos de todos os seus pecados, da escravatura à guerra no Iraque. "Um momento épico", exaltam os comentaristas. "Um evento histórico", repetem continuamente. Se de fato é um evento histórico, eu, do lado de cá da tela, de pijama, comendo um prato de Rice Krispies, me sinto como Fabrizio del Dongo, que passa pela Batalha de Waterloo sem se dar conta de seu real significado, no romanceA Cartuxa de Parma, de Stendhal. Barack Obama é Nelson Mandela? Os Estados Unidos acabam de sair do apartheid? Nada disso. Ele é só um presidente. Mais um.

Barack Obama atraiu os eleitores de 18 a 29 anos. Votar é menos excitante do que amarrar os sapatos. Mesmo assim, eles registraram o momento do voto com seus telefones celulares, descarregaram as imagens no YouTube e as divulgaram pelo Twitter. Os comentaristas elogiam sem parar o empenho dos eleitores de 18 a 29 anos na campanha de Barack Obama. Eu jamais confiaria neles para escolher uma marca de cotonetes, menos ainda para escolher um presidente dos Estados Unidos. Chega. Desligo a TV.

Um blogueiro informa que se trata do maior comparecimento às urnas desde 1908. É mesmo. Eu vi. Numa igreja aqui perto, os eleitores passaram o dia inteiro na fila, mandando mensagens SMS e tomando café de canudinho. Os americanos sempre manifestaram um salutar desinteresse por seus governantes. Agora isso mudou. Eles se tornaram mais bananeiros, mais caudilhescos. O eleitorado de Barack Obama quer ser amparado por ele, quer ser protegido por ele, quer ser mimado por ele.

A mulher continua a berrar da janela. Os motoristas continuam a buzinar. Muito barulho por nada. Vou sentir falta de Barney e Miss Beazley.

Trecho do podcast. Ouça a íntegra em www.veja.com.br/diogomainardi

"O que menos importa em Barack Obama é sua mulatice. Ele próprio acredita nisso. Ridiculamente, ele está sendo tratado por todos como um Nelson Mandela, e os Estados Unidos, como uma África do Sul dos tempos do apartheid. Calma. Muita calma"


(*) Fonte: http://veja.abril.com.br/121108/mainardi.shtml

Desmontando um sofisma

MÍDIA SEM MÁSCARA
Autor: João Luiz Mauad 6 novembro 2008
Editorias - Economia, Estados Unidos, Livre iniciativa

“Já estamos fartos desse tal neoliberalismo. Queremos regras que nos protejam desses banqueiros maldosos e oportunistas, que nos ofereceram créditos excepcionalmente baratos, os quais tomamos contra a nossa vontade. Queremos que o governo gaste o dinheiro dos impostos comprando títulos podres, pagando-os a preço de face, ainda que eles não valham absolutamente nada. Queremos também que o governo, esse ente magnânimo e inesgotável, estatize o maior número de empresas possível, sejam elas bancos, financeiras, seguradoras, construtoras ou padarias, tudo para garantir os nossos sagrados empregos“. 
(Don Boudreaux – tradução adaptada)

O que vai acima é, evidentemente, uma hipérbole do que seria o senso comum hoje em dia. Porém, é inegável que a maior parte da opinião pública acredita que a crise financeira atual é resultado do livre mercado, e que neste estaria a origem de toda injustiça e todo caos, enquanto o governo seria o agente da justiça, da racionalidade e da eficiência econômica.

Tão acentuada é esta crença que o principal objetivo de jornalistas e analistas tem sido apontar os vilões da história: empresários, banqueiros, CEOs e capitalistas que “provocaram” a crise com suas ganâncias, e, mais importante ainda, descobrir os heróis – burocratas e políticos – capazes de identificar e dar suporte a “políticas públicas”, intervenções e controles que irão eliminar o mal e prevenir a sua recorrência futura.

O fato de que muitos mercados mundo afora tenham se tornado um pouco mais livres durante os últimos anos é agora visto como se tivéssemos vivido no reino do mais absoluto “laissez-faire”. Trata-se, evidentemente, de uma enorme bobagem, porém não tão fácil de demonstrar. (Como dizia Bastiat, na introdução do seu magnífico “Sofismas Econômicos”, em economia são necessárias longas e áridas dissertações para mostrar uma verdade – o que tentarei fazer adiante – mas apenas algumas poucas linhas para disseminar uma idéia falsa ou uma meia-verdade).

Se o motorista de um veículo em alta velocidade aciona o freio, quais seriam as conseqüências possíveis dessa ação nos momentos seguintes? Caso o sistema de freio estivesse funcionando corretamente, eu vejo somente duas possibilidades. Ou o automóvel reduziria a velocidade inicial e seguiria sua viagem; ou pararia completamente alguns metros adiante. No último caso, seria necessário que o condutor continuasse freando até a parada total. Ora, o que aconteceu nas últimas décadas, não só no Brasil, como de forma geral em quase todo o mundo, foi um abrandamento da intervenção dos Estados nas economias (uma pequena freada), mas jamais poderíamos falar de “laissez-faire”, já que o intervencionismo continuou bastante atuante, tanto aqui quanto alhures.

Conceitualmente, o “Capitalismo Laissez-faire” é um sistema político-econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção, no qual o poder outorgado ao Estado está limitado à proteção dos direitos individuais elementares – vida, liberdade e propriedade. Esta proteção aplica-se especificamente à defesa dos cidadãos contra os atos de força praticados por outros indivíduos, por governos estrangeiros e, mais importante, pelo próprio governo.

A defesa dos cidadãos contra os atos de força de seu próprio governo é garantida pela constituição, pelo sistema de divisão dos poderes e pela eterna vigilância da população, à qual deveria ser garantido o direito ao uso de armas. Num sistema “Laissez-faire”, portanto, as atribuições do Estado seriam, essencialmente, aquelas vinculadas à força policial, à administração judiciária e à defesa contra os ataques externos.

Para alguém com um mínimo de bom senso, por conseguinte, é absolutamente absurda a alegação de que a crise financeira originada nos mercados norte americanos tenha sido resultado de algo sequer próximo de um sistema “laissez-faire”. Eis alguns dados da realidade que ajudam a demonstrar isso, segundo o economista George Raisman:

1. Atualmente, os gastos governamentais nos EUA são superiores a quarenta por cento do produto interno bruto (PIB) daquele país. Este índice, é importante ressaltar, não inclui os massivos gastos não orçamentários de empresas subsidiadas ou implicitamente garantidas, como as famigeradas Fannie May e Freddie Mac. Tampouco estão incluídas nele as despesas recentes com os “bailouts”.

2. Existem atualmente, naquele país, quinze ministérios (Cabinet Departments), nove dos quais dedicados a atividades eminentemente privadas, do ponto de vista liberal, como habitação, transporte, saúde, educação, energia, mineração, agricultura, trabalho e comércio. Virtualmente todos eles estão voltados a, de alguma maneira, restringir a liberdade econômica. Sob um regime de “laissez-faire”, onze destes ministérios simplesmente deixariam de existir, permanecendo somente os departamentos de Justiça, Defesa, Estado e do Tesouro.

3. A interferência econômica do governo nos assuntos econômicos privados é ainda reforçada – e ampliada – pela existência nefasta de mais de 100 agências e comissões federais, dentre as quais destacam-se: IRS, CIA, FBI, FRB, FDIC, EPA, FDA, SEC, CFTC, NLRB, FTC, FCC, FERC, FEMA, FAA, CAA, INS, OHSA, CPSC, NHTSA, EEOC, BATF, DEA, NIH, NASA, etc. Sob um sistema real e efetivamente liberal, todas estas agências teriam de ser fechadas, com exceção talvez do FBI.

4. Para completar, até o fim de 2007, o chamado “Registro Federal” – uma compilação de leis e regulamentos federais dos EUA - continha cerca de setenta e três mil páginas de detalhadas regulamentações governamentais, dez mil das quais criadas desde 1978, ano a partir do qual, segundo o jornal The New York Times, as políticas favoráveis à desregulamentação neoliberal dos negócios começaram a ser implementadas.

5. Além dos já citados, devemos agregar também o vasto arcabouço legal e departamental em níveis estadual e local.

Como se pode notar, mesmo que os EUA sejam uma nação política e economicamente muito mais liberal do que o Brasil, por exemplo, o sistema vigente por lá está ainda muito longe de poder ser comparado, sequer aproximadamente, ao liberalismo dito “laissez-faire”, como pretendem os nossos adversários intervencionistas.

O medo e o ódio à liberdade, especialmente à liberdade econômica, são o verdadeiro estopim de toda essa fúria retórica e propaganda enganosa antimercado, ambas capazes de transformar um fantasma, um simples mito (o neoliberalismo para uns e o “laissez-faire” para outros) em causa de todos os males econômicos. Através da divulgação deste insidioso sofisma, os inimigos da liberdade não só ajudam a disseminar um sentimento de aversão ao capitalismo, como, principalmente, a criar um ambiente cada vez mais propício ao intervencionismo estatizante.

DEU A LOUCA! Doc. nº 149 – 2008

Por e-mail (sic)
Todos devem estar lembrados da gritaria que a esquerda brasileira fazia acusando os EUA de todas as mazelas do mundo, enquanto a URSS, a CHINA e CUBA podiam fazer o que queriam, pois defendiam o "santo comunismo". Quem não se lembra da intervenção russa na Hungria, Tchecoslováquia (primavera de Praga), Polônia e da China no Tibet? Ainda hoje, de tudo que de ruim acontece na América do Sul, os culpados são os EUA, só que agora já começam a acusar o
nosso querido BRASIL e nossa política externa tem criado até cobra para nos picar.

Na Sul América, está acontecendo de tudo e em qualquer eleição os "santos" da esquerda estão interferindo, até com dinheiro (dólar). No Brasil tivemos o caso do dólar em avião remetido por
CUBA, para apoiar LULA. A Venezuela mandou uma mala cheia de dólares para apoiar a atual eleição da Presidente da Argentina e o dinheiro foi apreendido no aeroporto. O Equador apoiava uma base das FARC em seu território e quando a Colômbia foi lá e a destruiu e levou os
computadores, quase que o mundo desaba. O Brasil, por debaixo dos panos, apoiava as FARC e demonstrava todo interesse nas eleições da Bolívia, Paraguai e Equador.

Qual a causa de tudo isso? É a desordem na política externa.

Crise na Bolívia e o culpado é o embaixador dos EUA; e a Venezuela protesta e o Brasil fica em cima do muro. A nossa política externa não visa mais a defesa dos interesses do País e, sim, a defesa de uma ideologia ultrapassada. Agora, nós, que éramos amigos de todos, temos
problemas com o Paraguai, Bolívia, Equador, Colômbia e marchamos a reboque das traquinagens do ditador da Venezuela.

Parece que deu a louca! Estamos criando uma nova cobra em RORAIMA com o problema da Raposa Serra do SOL. 

O Barão do RIO BRANCO resolveu problemas, mas agora estão criando problemas. INSTALOU-SE A LOUCURA NO BRASIL! É DE SE DAR VIVAS À MEDIOCRIDADE?

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº
12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos 1.582 CIVIS – 48 da Marinha – 460 do Exército – 46 da Aeronáutica; total 2.136. In memoriam32 militares e 2 civis. batistapinheiro30@yahoo.com.br 4 de novembro de 2008

QUEM NÃO DESEJAR RECEBER NOSSOS DOCUMENTOS, FAVOR AVISAR

E OS CUBANOS DEPORTADOS?

“A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO INDUSTRIAL É UMA NECESSIDADE QUE NÃO PODE SER ADIADA”

Dos arquivos do meu pai, professor da antiga Escola Técnica Federal do Espírito Santo, homem cuja paixão pelo ensino era maior do a "inteligência" de toda a esquerdopatia brasileira junta.  


Vejam como ERA o Brasil.


“A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO INDUSTRIAL É UMA NECESSIDADE QUE NÃO PODE SER ADIADA” – O BOLETIM DA CBAI COMO DIFUSOR DA IDEOLOGIA DESENVOLVIMENTISTA.

Mário Lopes Amorim – UTFPR.

O presente trabalho procura fazer uma análise dos discursos veiculados pelo Boletim da CBAI, publicação responsável pela divulgação da atuação desenvolvida pela Comissão Brasileiro-Americana de Educação Industrial (CBAI), um programa de cooperação educacional para a formação de docentes para o ensino industrial, firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, assinado em 1946, sendo renovado anualmente, até 1963, quando esta publicação passou a ser editada pelo Centro de Pesquisas e Treinamento de Professores (CPTP), instituição vinculada à CBAI. Dessa forma, apesar de o referido Boletim começar a ser publicado a partir de 1948, na sede da CBAI no Rio de Janeiro, vamos nos restringir aos volumes publicados quando de sua edição pelo CPTP, criado em 1957 na então Escola Técnica de Curitiba (ETC), onde passaram a se concentrar os trabalhos da CBAI no Brasil. A partir de outubro de 1958, o Boletim da CBAI passou a ser elaborado pela Seção de Artes Gráficas da ETC, trabalho que durou até novembro de 1961, quando a sua redação voltou para o Rio de Janeiro.

A justificativa para a escolha desse período reside no fato de que, a partir da criação do CPTP na Escola Técnica de Curitiba, tal instituição passou por uma transformação significativa, desde a melhoria de suas instalações físicas, passando por uma total modernização de seus equipamentos e laboratórios, até a adoção e divulgação de princípios de racionalização científica como o caminho para se atingir a eficiência no ensino industrial, passando com isso a ser considerada a instituição modelar no âmbito de tal modalidade de ensino no país. A ETC passa a ser o exemplo para suas congêneres, pois aí a CBAI está mostrando o que deve ser feito para a melhoria do ensino industrial, tido como condição fundamental para o avanço do Brasil.

Vale ressaltar que, durante o período em tela, o Brasil passava pela euforia desenvolvimentista, e para conseguir superar sua condição de país atrasado, o único caminho a ser trilhado seria o da industrialização, daí a necessidade de se preparar o maior número possível de técnicos industriais, para dar conta das demandas do setor secundário por uma força de trabalho mais bem qualificada. Tratava-se de engajar todos os setores da vida brasileira na busca da superação da condição de subdesenvolvimento. Nesse sentido, verifica-se toda uma construção discursiva em torno da valorização do ensino industrial, como veremos a seguir.

Conforme citamos acima, a CBAI instalou-se inicialmente no Rio de Janeiro, com um programa de ação que era composto de doze pontos, a saber:

1) Desenvolvimento de um programa de treinamento e aperfeiçoamento de professores, instrutores e administradores;
2) Estudo e revisão do programa de ensino industrial;
3) Preparo e aquisição de material didático;
4) Ampliação dos serviços de bibliotecas; verificar a literatura técnica existente em espanhol e português; examinar a literatura técnica existente em inglês e providenciar sobre a aquisição e tradução das obras que interessarem ao nosso ensino industrial;
5) Determinar as necessidades do ensino industrial;
6) Aperfeiçoamento dos processos de organização e direção de oficinas;
7) Desenvolvimento de um programa de educação para prevenção de acidentes;
8) Aperfeiçoamento dos processos de administração e supervisão dos serviços centrais de administração escolar;
9) Aperfeiçoamento dos métodos de administração e supervisão das escolas;
10) Estudo dos critérios de registros de administradores e professores;
11) Seleção e orientação profissional e educacional dos alunos do ensino industrial;
12) Estudo das possibilidades do entrosamento das atividades de outros órgãos de educação industrial que não sejam administrados pelo Ministério da Educação, bem como a possibilidade de estabelecer outros programas de treinamento, tais como ensino para adultos, etc. (FONSECA, C.S., 1961, p. 565. v. 1).

O acordo de cooperação com os Estados Unidos estabelecia recursos da ordem de US$ 750.000,00, sendo US$ 500.000,00 por conta do governo brasileiro, e o restante viria através do Ponto IV,1 entre janeiro de 1946 a junho de 1948. Conforme já mencionamos acima, tal acordo foi sendo renovado até 1963. As atividades da CBAI iniciam-se oficialmente em 1947, com uma reunião de diretores de estabelecimentos industriais, e ainda neste mesmo ano realizou-se o primeiro curso para professores das escolas industriais federais, na Escola Técnica Nacional, no Rio de Janeiro. Tal curso dividia-se em duas etapas, sendo a primeira

___________________________________________________________
1 Ponto IV correspondia à denominação recebida pelo programa de cooperação e assistência técnica do governo estadunidense para as regiões mais pobres do mundo, na área de transmissão de conhecimento técnico, iniciativa do então presidente estadunidense Harry Truman (Cf. MALAN, in: FAUSTO, 1984, p. 68).

uma revisão dos conhecimentos gerais e técnicos e estudo da língua inglesa, e a segunda um curso de aperfeiçoamento nos Estados Unidos. (Cf. FONSECA, C. S., 1961, p. 567. v. 1).

Podemos analisar a atuação da CBAI no Brasil na perspectiva apontada por Antonio Pedro Tota, como um instrumento para um projeto de “americanização” da América Latina, através da divulgação das virtudes e vantagens da ideologia do americanismo, baseada nos ideais de democracia, progressivismo e tradicionalismo. (TOTA, 2000). Para o Brasil, o progressivismo consistiria na necessidade da produção de bens industrializados para o progresso econômico do país, e conseqüente demanda por uma força de trabalho adequadamente qualificada, tornando-a uma nação soberana e um parceiro mais forte na luta contra a expansão do socialismo no continente, numa conjuntura marcada pela chamada Guerra Fria. O tradicionalismo estaria personificado na defesa dos valores ocidentais, tais como a família, a religião e o enaltecimento do individualismo. Por fim, a democracia, pois através do desenvolvimento industrial, todos seriam beneficiados, e para as camadas menos favorecidas da população o ensino industrial poderia ser visto como uma possibilidade de ascensão social.

Tudo isso, evidentemente, desde que as escolas industriais passassem a atuar de acordo com as prescrições da CBAI, embasadas nos princípios da administração científica, que procuravam incutir nos docentes do ensino industrial a necessidade de se buscar o máximo de eficiência com o mínimo de perdas, tanto de tempo quanto de materiais, através da padronização de procedimentos. Os professores implementariam tais métodos em suas oficinas e nas salas de aula para seus alunos, capacitando-os economicamente através do treinamento recebido a se tornarem cidadãos produtivos, a fim de contribuírem para o desenvolvimento do país.

Tal forma de pensar não era nova. Discursos semelhantes já eram difundidos pelo menos desde a década de 1930 (Cf. AMORIM, 2004), mas tornam-se praticamente hegemônicos a partir da década de 1950, reforçados pela Teoria do Capital Humano, “exatamente na fase mais aguda da internacionalização da economia brasileira – quando se radicaliza um modelo de desenvolvimento amplamente concentrador associado de forma exacerbada ao movimento do capital internacional”. (FRIGOTTO, 1984, p. 128).

O Boletim da CBAI será um dos difusores da ideologia do americanismo no Brasil, praticamente desde a sua criação. Além de trazer em seu bojo um retrato de determinada conjuntura, não apenas no que concerne às idéias, discursos e práticas pedagógicas, também oferece um espectro mais amplo da própria sociedade e de suas representações ideológicas. Assim, “nessa perspectiva, torna-se um guia prático do cotidiano educacional e escolar, permitindo ao pesquisador estudar o pensamento pedagógico de um determinado setor ou de um grupo social a partir da análise do discurso veiculado e da ressonância dos temas debatidos, dentro e fora do universo escolar”. (CATANI & BASTOS, 1997, p. 5). Através de tal perspectiva, verificamos no Boletim da CBAI uma preocupação com a divulgação do trabalho desenvolvido no CPTP, no sentido de possibilitar a mais ampla visibilidade das atividades da CBAI no Brasil, justificando-as como uma importante contribuição estadunidense para ajudar na superação do atraso brasileiro, bem como em sua inserção na modernidade industrial capitalista. A formação de professores para o ensino industrial deveria ser efetivada de acordo com os princípios da racionalização científica, cujos ditames seriam reproduzidos no trabalho docente, pois somente buscando a eficiência produtiva tal modalidade de ensino contribuiria decisivamente para o desenvolvimento econômico do país, modelo este defendido nos exemplares do Boletim. Em suma, o discurso da publicação em tela procura justificar a importância do ensino industrial em geral, e da CBAI em particular, como o caminho para a industrialização e conseqüente progresso do país, através desse raciocínio linear.

A delimitação do perfil do periódico em questão consistiu na coleta de dados do Boletim da CBAI no período em que foi confeccionado na Escola Técnica de Curitiba, no que concerne à pesquisa de artigos, para que numa etapa posterior pudéssemos classificá-los em determinados assuntos, permitindo a verificação da recorrência de temáticas ao longo dos números do periódico. Aí constatamos que, de um modo geral, há todo um embasamento discursivo na ideologia desenvolvimentista, por mais diversos que fossem os assuntos tratados.

Especificamente em relação ao ensino industrial, predominava uma concepção messiânica de que esta modalidade era imprescindível para o desenvolvimento do país, ao se considerar que “a formação do professor do ensino industrial se torna imperiosa e a sua protelação comprometerá todo e qualquer programa de expansão industrial”. 2 Nas mais

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2 “PROFESSOR do ensino industrial”. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XIII, n. 7, p. 7, jul./ago. 1959.

diversas situações, o Boletim da CBAI enfatiza tal ponto de vista. Ao divulgar o Segundo Curso de Treinamento para professores, a publicação destaca que

Bem sabemos o quanto representa para o progresso do nosso país o desenvolvimento do ensino industrial. O Brasil que vem nos últimos anos acelerando decididamente a sua industrialização, não poderia prescindir da técnica e do aperfeiçoamento dos que se dedicam ao mister de aprender como se faz ou dos que ensinam a arte de como fazer os produtos industriais de acordo com a moderna técnica.3

Nesta mesma direção, quando do início do Terceiro Curso de Treinamento, ressalta-se a “necessidade de técnicos especializados por que passa o Brasil nessa formidável evolução de progresso, principalmente no setor industrial”.4

Na convocação para a reunião comemorativa do cinqüentenário do ensino profissional federal, realizada em Volta Redonda, entre 21 e 26 de setembro de 1959, é reforçado que “nos últimos anos, o Brasil parece ter-se acordado e compreendido a importância de desenvolver e incrementar o ensino profissional, sem o qual, aliás, a sua industrialização estaria passível de solução de continuidade”.5

Em determinadas situações, as atividades do CPTP eram tidas como um exemplo de patriotismo, como nas palavras do diretor do Centro, Luiz Procópio: “a alta significação e a importância que representa ao progresso Industrial do Brasil este curso está presente nos vossos esforços, na vossa dedicação e amor à vossa pátria”.6 Note-se que, apesar da mudança de governo7, não se verifica uma mudança no discurso referente à importância que o ensino industrial deveria ter para o país.

Deve-se, porém, levar em consideração que, para haver uma expansão quantitativa e qualitativa do ensino industrial, era fundamental o programa de cooperação com a participação estadunidense, porque este seguia o caminho da racionalização, da eficiência e do ajustamento do estudante, futuro trabalhador. Ao destacar os objetivos das disciplinas do Curso de


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3 SEGUNDO curso de treinamento para professores. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XII, n. 1, p. 5, out. 1958.
4 TERCEIRO curso de treinamento para professores do ensino industrial. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XII, n. 2, p. 4, nov. 1958.
5 CINQÜENTENÁRIO da criação do ensino profissional federal. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XIII, n. 7, p. 7, jul./ago. 1959.
6 AULA inaugural do curso do Centro de Treinamento de Professores. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XV, n. 1, p. 4, mar. 1961.
7 Em 31 de janeiro de 1961, Jânio Quadros toma posse como presidente da República, substituindo Juscelino Kubitschek.

Formação de Professores, revelam-se as suas intenções racionalizadoras, como na cadeira de Planejamento dos Currículos e Programas, ao determinar que “os cursistas deverão aceitar a necessidade do ensino metódico dos ofícios, pelo uso de uma série metódica de tarefas, ou de um programa metódico equivalente”.8 Já em Organização e Administração de Oficinas, os docentes-alunos deveriam adquirir conceitos básicos sobre “economia e eficiência de trabalho e de ensino”.9 E na disciplina de Prática de Oficina,

2 – Os cursistas deverão habituar-se ao uso dos processos mais racionais e modernos de trabalho; 3 – Os cursistas deverão habituar-se aos processos de trabalho que exigirão, quando professores, de seus alunos:
a) Obediência às folhas de tarefas
b) Uso das folhas de informações [...]
d) Padrões de qualidade e rapidez.10

Conclui-se que o CPTP foi criado “a fim de que possamos moldar o elemento formador de técnicos”,11 de acordo com os procedimentos de racionalização científica, pois o treinamento de professores para o ensino industrial deveria ser efetuado de modo que os docentes, ao trabalharem com os alunos dos cursos técnicos, seguissem a mesma senda, garantindo a formação de indivíduos direcionados para a eficiência produtiva, fator tido como fundamental à expansão industrial pela qual passava o Brasil no período. Isso sem contar com a imposição dos valores do american way of life, envolvendo a ideologia da operosidade estadunidense e os valores liberais ocidentais com os quais o Brasil deveria se alinhar, numa conjuntura de conflito com o chamado socialismo real, apresentado como “inimigo da liberdade”. Assim, era essencial cuidar da preparação dos professores do ensino industrial, já que são eles os responsáveis pela constituição da força do trabalho especializada que contribuirá decisivamente para o progresso do país. Tal concepção permeia os boletins da CBAI: no editorial da edição de fevereiro de 1959, enfatiza-se que, “com a crescente falta de mão de obra especializada, as escolas profissionais passam a ocupar lugar de suma importância no cenário nacional. Daí o interesse do Governo em querer dotá-las dos requisitos


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8 OBJETIVOS das disciplinas do Curso de Formação. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XIV, n. 2, p. 14, abr. 1960, grifo nosso.
9 Id., Ibid.
10 Id., Ibid., grifo nosso.
11 IRMÃOS maristas em visita ao Centro de Pesquisas e Treinamento de Professores. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XV, n. 5, p. 16, jul. 1961.

necessários de modo que possam vir em socorro da falta de técnicos, pondo anualmente o maior número possível de profissionais habilitados à disposição da indústria florescente”.12

Uma segunda temática bastante freqüente nas páginas do Boletim da CBAI editado na ETC diz respeito aos técnicos estadunidenses. Enfatiza-se o quão valiosa era para o desenvolvimento do país a presença dos mesmos, no sentido de representarem os exemplos a ser seguidos pelos brasileiros por suas qualidades pessoais, responsáveis pelo seu sucesso profissional. Ao descrever o grupo de técnicos estadunidenses atuante no CPTP, o Boletim da CBAI não economiza elogios: todos, sem exceção, são possuidores de saberes indiscutíveis, dentro de suas respectivas especialidades; são pessoas extremamente dedicadas ao trabalho; adaptaram-se perfeitamente às condições da vida brasileira, muito simpáticos e por isso conseguiram desenvolver muitas amizades durante sua estadia em Curitiba, tratando seus colegas brasileiros de modo bastante afável, compreendendo os elevados desígnios da missão da qual são agentes; e por fim, procuravam aprender a língua portuguesa, não se cansando de elogiar o esforço e a capacidade dos brasileiros. Mais ainda, a referida publicação acentua o caráter sacrossanto do trabalho dos estadunidenses no CPTP,

onde um “staff” de competentes técnicos da grande República do Norte, ao lado de especialistas nacionais, conjunta e amigavelmente trabalha pelo progresso de nossa Pátria, em determinados setores de atividade, cumprindo o sacro e humano princípio bíblico – “Ama a teu próximo como a ti mesmo”.13

As matérias encomiásticas referentes aos referidos técnicos, quando da notícia de seus retornos aos E.U.A. nos revelam uma reverência à suposta superioridade deste país, sempre reforçada pelo Boletim da CBAI, até como uma maneira de justificar o programa de cooperação, representado na Comissão.

Por fim, uma terceira temática reiterada no periódico em análise relaciona-se com a preocupação da CBAI em dar a mais ampla visibilidade ao CPTP. Afinal, tratava-se de mostrar ao país o quanto a ajuda estadunidense era importante para a superação do atraso do Brasil e para a nossa inserção na modernidade industrial capitalista, desde que se procedesse de acordo com o modelo sugerido pela “generosa” nação-irmã do norte... Uma forma


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12 SEMINÁRIO de diretores. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XIII, n. 2, p. 1, fev. 1959.
13 CONFRATERNIZADOS, brasileiros e americanos brindam o natal e o ano novo. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XIII, n. 1, p. 7, jan. 1959.

encontrada para a divulgação dos trabalhos do Centro de Treinamento de Professores foi através de um documentário cinematográfico, produzido pela Herbert Richers, focalizando a ETC e as atividades escolares e das suas oficinas, a ser exibido nas telas dos cinemas brasileiros, no formato de um tele-jornal.14 Na divulgação das atividades da CBAI, dava-se um grande destaque ao elevado número de visitas recebidas pelo CPTP, sendo que todas elas eram consideradas relevantes para demonstrar a importância do trabalho desenvolvido pela CBAI, desde autoridades do governo estadunidense até estudantes de outras escolas, técnicas ou não, passando por autoridades do MEC, diretores de outros estabelecimentos de ensino técnico, professores estrangeiros e empresários industriais. Geralmente, destacava-se a impressão extremamente favorável que as instalações do Centro de Treinamento e da própria ETC causavam nos visitantes. Em uma das suas várias estadas em Curitiba, o diretor da DEI, Francisco Montojos mostrara-se eufórico com as atividades do CPTP;15 Edward Bermann, chefe do Setor de Educação do Ponto IV, pôde

aquilatar a excelência das instalações desse órgão, ficando tão vivamente impressionado que as qualificou como “das melhores da América Latina”. Afirmou também que o Centro de Treinamento está aparelhado para cumprir as suas funções com grande eficiência e aproveitamento dos seus freqüentadores.16

Alunos da Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica manifestaram “grande entusiasmo com o que puderam apreciar, adiantando mesmo que em outros setores não puderam encontrar tão fabuloso equipamento e organização”.17 Tal sentimento também se referia à ETC, que a partir do trabalho aí desenvolvido pela CBAI passou a granjear a imagem de escola-modelo, dentre as suas congêneres.
E como não poderia deixar de ser, havia uma preocupação em tornar público aos empresários o trabalho desenvolvido no CPTP. Os boletins da CBAI noticiam a vista do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Lydio Paulo Bettega, em outubro de 1959, com o objetivo de conhecer os programas desenvolvidos no Centro de


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14 A ESCOLA Técnica de Curitiba na tela de mil e trezentos cinemas do Brasil. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XII, n. 1, p. 14, out. 1958.
15 VISITA a Escola Técnica de Curitiba o Diretor do Ensino Industrial. Boletim da CBAI, v. XII, n. 1, p. 14, out. 1958.
16 MR. EDWARD Bermann visita o Centro de Treinamento. Boletim da CBAI, v. XIII, n. 2, p. 14, fev. 1959.
17 ALUNOS da Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica visitam a Escola Técnica de Curitiba. Boletim da CBAI, v. XIII, n. 7, p. 3, jul./ago. 1959.

Treinamento, pelo qual teria ficado “grandemente impressionado”.18 Um grande número de industriais participou da Reunião sobre o Ensino Industrial, comemorativa do cinqüentenário de criação do ensino profissional, de 21 a 26 de setembro em Volta Redonda (RJ), onde ouviram palestras do diretor da DEI, Francisco Montojos, e do diretor brasileiro do CPTP, Lauro Wilhelm, a respeito das atividades do Centro de Treinamento.19 Mas sem dúvida alguma, o interesse do empresariado pode ser demonstrado através da liberação de suas instalações para as visitas dos professores-alunos do CPTP, atividade obrigatória para os cursistas.

O último número do Boletim da CBAI elaborado na ETC data de novembro de 1961, quando deveria voltar a ser publicado no Rio de Janeiro, devido “a interesses do próprio órgão, a fim de melhor atender aos leitores”, de acordo com o seu editorial. Já o CPTP funcionaria até o início de 1965. Mas o que podemos concluir sobre a publicação em questão é que nos seus exemplares está claramente expressa a ideologia desenvolvimentista do período em questão, da necessidade da industrialização como condição indispensável para o desenvolvimento, e por extensão a grande importância do ensino industrial e da adequada preparação docente para tal mister. Para tanto, procura destacar a fundamental cooperação estadunidense através da atuação da CBAI e do seu Centro de Treinamento de Professores como fator determinante para se chegar ao objetivo de contribuir para o progresso do Brasil. Neste contexto, podemos afirmar que a Escola Técnica de Curitiba praticamente centralizou as atenções do ensino industrial no Brasil, já que as principais atividades e eventos ligados a essa modalidade educacional aí se desenvolviam, podendo ser considerados a “menina dos olhos” da CBAI, pois sempre recebia o mais amplo destaque nos boletins do referido programa de cooperação. Por fim, a utilização do Boletim da CBAI é fundamental para a análise da história da Escola Técnica de Curitiba, no âmbito dos trabalhos desenvolvidos na modalidade de História das Instituições Educacionais, considerando que “pesquisar uma instituição escolar é uma das formas de se estudar filosofia e história da educação brasileira pois as instituições escolares estão impregnadas de valores e idéias educacionais. (BUFFA, In: ARAÚJO & GATTI JR., 2002, p. 25).


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18 O PRESIDENTE da Federação das Indústrias do Paraná visita a Escola Técnica de Curitiba. Boletim da CBAI, Curitiba, v. XIII, n. 9, p. 11, out. 1959.
19 Há várias matérias a respeito de tal evento nos boletins da CBAI, de setembro e de outubro de 1959.

FONTES:

BOLETIM DA CBAI. Curitiba: Comissão Brasileiro-Americana de Educação Industrial, 1958-1961.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMORIM, Mário Lopes. Da Escola Técnica de Curitiba à Escola Técnica Federal do Paraná: projeto de formação de uma aristocracia do trabalho (1942-1963). 2004. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo.

BUFFA, Ester. História e filosofia das instituições escolares. In: ARAÚJO, José Carlos Souza & GATTI JR., Décio (orgs.). Novos temas em História da Educação Brasileira: instituições escolares e educação na imprensa. Campinas: Autores Associados/Uberlândia: Edufu, 2002.

CATANI, Denice Bárbara & BASTOS, Maria Helena Câmara (orgs.) Educação em revista – A imprensa periódica e a história da educação. SP: Escrituras, 1997.

FONSECA, Celso Suckow da. História do ensino industrial no Brasil. RJ: Nacional, 1961. 2 v.
FRIGOTTO, Gaudêncio. A produtividade da escola improdutiva. SP: Cortez/Autores Associados, 1984.

MALAN, Pedro S. Relações econômicas internacionais do Brasil (1945-1964). In: FAUSTO, Boris (dir.) História geral da civilização brasileira. Tomo III, 4. vol. SP: Difel, 1984.

TOTA, Antonio Pedro. O imperialismo sedutor. SP: Cia. Das Letras, 2000

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".